Tenho uma cena com Nissans

a sério que tenho.. não é perseguição, é facto mesmo! não basta o meu primeiro carro ter sido um nissan, o terceiro ser um nissan, como sempre, sempre que alugo um, calha-me nissan.

hoje o autocarro nunca mais aparecia, decidimos que era uma boa ocasião para experimentar aquele serviço concorrente que os taxistas adoram (not!). e que carro é que nos calhou?

ah poizé!

e foi da maneira que matamos a curiosidade em relação ao modelo novo :)

27 de Abril de 2016, às 22:25link do post comentar ver comentários (1)

Trás-os-Montes e Alto Douro // dia 5

infelizmente não dava para esticar mais, o algarve estava à nossa espera. não só porque havia um sobrinho prestes a vir ao mundo, como aquele certame magnifico que eu não perco por nada deste mundo, e que me faz ter problemas de espaço na arca frigorifica durante uns tempos, a feira do folar de barão de são joão. grande timing, o do puto!

começamos a longa despedida de trás-os-montes com uma paragem rápida para admirar o castelo do algoso cá de baixo. parece minúsculo, mas não deixa de ter um ar completamente badass. muita coisa marada devem ter testemunhado aquelas muralhas. consigo imaginar gente a rebolar por aquele penhasco abaixo que é uma alegria. até oiço wilhelm screams LOL

castelo de algoso castelo de algoso

depois passamos por vimioso para ir comprar umas alheiras. dali seguimos para a feira do folar de izeda. eu tenho uma "cena" com feiras do folar, tá visto. tinha reparado no cartaz no restaurante em mogadouro e pensei que era uma pena não conseguir ir... mas consegui muhahahh win \m/

a caminho de izeda, uma breve paragem para apreciar a ponte romana. não que tivesse visto poucas nos últimos dias, mas são bonitas e não me matava perder uns minutos, estando tão perto da passagem.

ponte de izeda

aqueles folares é que não são bem a minha cena, salgados e cheios de enchidos, mas é a tradição dali. saímos da feira carregados com dois folares enormes, um pão de azeite, bolos económicos, mel, mais alheiras e um chouriço de mel. tudo caseiro. not bad!

feira do folar de izeda feira do folar de izeda

dali seguimos por estradas de curvas intermináveis até ao tua, algumas duas horas de tortura ao volante. ainda que tivéssemos que fazer umas quantas paragens para apreciar as vistas, que aquilo é pornográfico. mesmo.

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quando finalmente cheguei ao topo do tua, cujas curvas quando vistas do mapa, dão assim um certo frescor na barriga, já vinha tão anestesiada que nem dei por elas..

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para mais tarde recordar, que este vale daqui por uns anos vai estar cheio de água..

e do tua fomos ao pinhão. e eu consegui escolher a pior estrada de todas, por ser a mais curta. uma municipal que segue pelo meio dos socalcos de vinha, onde só cabe um carro (e mesmo assim, o google andou por lá, ah valentes). foi agressivo, mas o pior ainda estava para vir..

quando chegamos a casal de loivos, havia a indicação que pinhão era pela direita.

"mas o GPS diz que é pela esquerda" insiste o homem. 

ora essa, se o GPS diz, quem sou eu para duvidar!

pois... devia ter duvidado, pela longevidade saudável do meu coração...

não sei se alguma vez me vou esquecer do terror que foi descer a rua da calçada. uma rua em calçada já muito polida, estreita, que desce 300 metros quase a pique pelo monte abaixo. eu lembro-me de uma estrada parecida àquela, na madeira. mas muito mais curta e muito menos assustadora. se me falhassem os travões, só parava a meio do douro.. mas lá que era cénica, era!

foi triunfal, para que nunca me esquecesse da dureza daquela terra, e do que sofrem as populações para se deslocarem de uns sítios para os outros. do pinhão até régua, pela nacional 222, conhecida por ser a estrada mais agradável do mundo para conduzir, foi um doce. uma recompensa à maneira pela minha resistência.

n222

paramos em peso da régua para ir comer qualquer coisa, que ainda não tínhamos almoçado e a fome era mais do que muita, e aproveitar para comprar mais recuerdos. desta vez vinho, que o homem não queria sair dali sem um par de garrafas das terras do grifo, a quinta que mais nos impressionou na viagem toda. uma paisagem daquelas tinha que ter um sabor do outro mundo, pena eu não conseguir atinar com vinho :(

e foi ali, sentados no bar da estação de comboios de peso da régua (funny story lol), a "lunchar", que demos a odisseia transmontana por terminada. cansadíssimos, cheios de pena por ter acabado, mas a rebentar de emoção pela épica dimensão do passeio.

achava eu que podia acordar nos confins do norte de portugal, e ir dormir nos confins do sul de portugal, mas ter misturado a viagem de regresso com passeio, foi demasiado. quando cheguei a casa às onze da noite já tremia por todos os lados e não era de frio. tinha que descansar umas horas antes de fazer mais três centenas de km..

notas finais, em jeito de resumo:

a quem goste de turismo da natureza, aconselho plenamente uma demorada viagem por trás-os-montes e alto douro. tem áreas incríveis de paisagem em estado bruto, áreas agrícolas cuidadosamente geridas, vida selvagem, transborda história e tradição, as gentes são genuínas e gastronomia deliciosa.

o meu roteiro foi definitivamente ambicioso para o cinco dias, e apesar de ter tentado optimizar a viagem ao máximo, existem sempre coisas que nos escapam. ou porque demoramos mais tempo nalgum sitio e fica tarde, ou porque surgiu mais um ponto de interesse, ou porque demoramos mais tempo nas deslocações que o suposto, entre outros detalhes que não temos em conta quando se planeiam viagens.

as duas zonas que mais tinha interesse em conhecer, o montesinho e douro internacional, merecem ser devidamente desfrutadas. três dias no montesinho seria o ideal, já o douro internacional + planalto mirandês, precisa de quatro ou cinco. e apesar de ainda assim ter conseguido ver muita coisa, (como é costume) regressei com a sensação que ficou muito para trás.. algo que não é necessariamente mau :)

sofri um bocado ao volante, com tanta curva e subida e descida, e estrada apertada. mas adorei cada minuto, cada um dos mil quilómetros, assim como cada golfada de ar puro que inspirei, cada vista que queimei nas retinas. voltava (voltei!) para lá a correr :D

apesar dos inúmeros cantinhos que ainda me faltam pelo meio, é uma honra conhecer portugal de norte a sul, de de este a oeste. era um desejo antigo, que finalmente vejo realizado. temos um país fantástico, vale tão a pena explorá-lo.

last but not least, o registo fotográfico completo da passeata está no sítio do costume

Trás-os-Montes e Alto Douro // dia 4

...eeeeeeee tivemos que voltar para trás!

nossa sorte é que aquele dia estava livre para o que desse e viesse. inicialmente tinha previsto subir e conhecer alfândega da fé, mirandela, macedo de cavaleiros e mais qualquer coisa. só que não.. não estava preparada para deixar o douro internacional assim sem mais nem menos, queria continuar a deliciar-me com aquelas paisagens obscenas.

mas antes de atacar a estrada, aproveitamos para conhecer torre de moncorvo. demos um agradável passeio pelas ruas centro e fizemos uma coisa pouco habitual, visitar uma igreja. mas sendo o ex libris, tinha que ser :)

o que gostei mais de ver em moncorvo não foi propriamente na vila, mas umas centenas de metros acima, na mata do concelho. a vista majestosa que se tem do miradouro de santa leocádia quase até ao infinito, que é de fazer uma pessoa esquecer-se de respirar. não cabe inteira nos olhos, é preciso começar com o queixo sobre um dos ombros e ir rodando lentamente a cabeça, depois repetir o movimento em sentido inverso. e repetir, e tornar repetir, até garantir que apanhamos todos os instantes que se perderam nos pestanejares.

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quando finalmente conseguimos quebrar aquele feitiço, voltamos à nacional 325 e seguimos em direcção a freixo de espada à cinta. completamente deslumbrados pelas paisagens que surgiam a cada curva. amendoeiras, oliveiras, e laranjeiras cobriam os montes e tornavam aquele cenário muito familiar. quase a fazer lembrar o algarve.

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ao passarmos por barca de alva ficámos maravilhados com a placidez aquele recanto, e naquilo de era suposto ser uma "visita de médico", demos largas ao ócio. fomos até ao outro lado da fronteira apreciar o imenso espelho proporcionado pela fusão das águas do rio águeda com as do douro. não apetecia nada sair dali.

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retomamos a direcção a freixo de espada a cinta, por uma estrada incrivelmente cénica, e eu sem puder desviar os olhos do volante. fazíamos paragens praí a cada 5km para poder absorver devidamente a paisagem.

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não chegamos a espada à cinta, saltamos para espanha no salto de saucelle, que eu tinha uma estrelinha num sitio altamente refundido, mas que prometia. a minha entrada no parque natural de arribes del duero foi triunfal. aquilo é uma subida quase a pique, por estrada apertadíssima, com curvas igualmente apertadíssimas, e quase sem protecções laterais. ia por ali acima a tremer por todos os lados, com medo de me despistar e ir a rebolar até lábaixo.. cada vez que vinha um carro na minha direcção até rezava o pai nosso. às tantas, já bem no alto, um sacana aparece-me em cima numa curva. não me borrei toda com o susto por um triz, e saiu-me do fundo das goelas um FILHA DA PUTA!! bem furioso. nesse mesmo instante, o homem desmancha-se a rir.. porque eu vinha com o vidro aberto. porque o outro vinha com o vidro aberto. e porque passamos tão junto, é provável que lhe tenha acertado com uns quantos gafanhotos na tromba : /

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apanhámos um engarrafamento de espanhóis no mirador del fraile. uma confusão maluca, entre carros e caravanas e pessoas. saiu tudo à rua naquele dia, e pelos vistos, foi-se tudo enfiar no mesmo sitio.

mirador del frailesalto de aldeadávila

não sou grande fã de barragens mas fiquei assim, a modos que um bocadinho obcecada com esta bisarma. diz que é a barragem espanhola com maior produção de electricidade e eu não duvido. se tivesse mais tempo, tinha ido também ao miradouro da iberdrola, ver aquele paredão colossal mais de perto. assunto inacabado, pumba!

o planalto do lado espanhol é bastante parecido ao nosso, as aldeias é que não são tão bonitas. mas também apreciei bastante conduzir por aquelas paragens. funny thing, nas duas horas que andámos por lá, não vi um único carro com matricula tuga, e um hermano que se meteu connosco no miradouro, ficou assim meio incrédulo, como se fossemos do outro lado do mundo, em vez da outra margem do douro. ca raio...

entramos em portugal por bemposta, e ali tivemos que tomar uma decisão que não dava para adiar mais, onde dormir naquela noite. três coisas que aprendemos na hora seguinte:

- fome e cansaço levam a más decisões;
- as aparências iludem;
- lá porque o alojamento tem 8 e qualquer coisa no booking, não significa necessariamente que seja "óptimo".

o universo curvou-se perante nós, e num tom condescendente repleto de sarcasmo disse, "meus amigos, já tiveram demasiadas boas experiências com alojamento, ora tomem lá um chungoso para equilibrar a balança".

como é que hei-de colocar a coisa... o ambiente não era só "rústico", como cheirava a "rústico". especialmente o quarto. as almofadas eram duras como sacos de pedra, e o barulho do mini-bar, do ar condicionado, e da ventax do wc iam dando comigo em maluca, a pontos de termos que desligar aquilo tudo para conseguir ter algum silêncio. custei a adormecer naquela noite, logo aquela que precisava de mais descanso para enfrentar os 500km de estrada do último dia. safou-se o jantar, a comida era boa e as doses bem servidas, mais nada. não se entende, a localização é porreira, o edifício por fora é bonito. aqueles quartos é que já levavam uma granda volta.

 

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Quem é vivo sempre aparece

durante o curso, fomos clientes assíduos de um tasco algures na rua de são paulo, no cais do sodré. aulas terminadas, a nossa vida mudou-se para outros lugares e nunca mais calhou lá voltar.

eis que passados doze anos, a nossa vida muda novamente de lugares, e uma destas manhãs decidimos ir ao tal tasco tomar o pequeno-almoço, como fizemos tantas vezes no passado.

a caminho o homem questiona-se

"achas que ainda se lembram de nós?"

eu nem punha essa hipótese em cima da mesa

"epá, duvido muito.. tanta gente que por lá passou nestes anos todos.. se ainda forem as mesmas pessoas, pode até ter mudado de dono.."

entrámos e estava tudo tal e qual recordávamos. aquele sentimento de regresso às origens a fazer cócegas. é muito provável que tenha transparecido na nossa expressão, ninguém entra num tasco normalíssimo com ar fascinado. fizemos o pedido e fomos para a mesa do costume.

eu não tinha grande memória das caras, mas o homem é incapaz de se esquecer delas e confirmou. quando o empregado regressou à base depois de nos ter servido, ouço-os comentar baixinho lá ao fundo "acho que estou a reconhecer aquele casal". não consegui evitar um sorriso.

quando fomos pagar, ficou tudo em pratos limpos. eram de facto, as mesmas pessoas, apesar de um deles ter estado ausente durante uns anos e ter voltado recentemente. e lembravam-se de nós. tão bom ♥

    13 de Abril de 2016, às 23:02link do post comentar

    Trás-os-Montes e Alto Douro // dia 3

    ...agora eu estava lixada. havia uma porrada de sítios que achava que mereciam ser visitados mas por termos marcado o alojamento daquele dia bastante longe da zona, não ia conseguir ver tudo.. bah!

    btw, a água da terra fria, não é fria, é gelada! ia congelando as mãos a lavar a loiça do pequeno-almoço lol

    depois de um breve encontro com um burro mirandês, dissemos adeus à pacata aldeia de caçarelhos e partimos para espanha, encher a pança da mula do carro. o passeio do dia começava junto à fronteira, pela rua das eiras.

    passamos por umas quantas aldeias, mas foi a partir de infainç / ifanes que a coisa começou a ficar curiosa. as placas à entrada das localidades tinham dois nomes, precisei de passar por umas quantas até que se me fez luz na cabeça. era o nome em mirandês, que surgia por cima do nome português. muito respeito por este detalhe. o que achei piada nestas aldeias é que quase todas tinham museus, ou infraestruturas antigas preservadas para dar a conhecer como se vivia ali noutros tempos. e eu sem margem de tempo para visitar. outra coisa que gostei de ver é que quase todas têm casas de alojamento local. hint, hint!

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    subitamente a paisagem modificou-se. os terrenos alisaram, as curvas atenuaram, o horizonte expandiu-se. estávamos no planalto mirandês e eu delirei com aquelas estradas. o dia estava perfeito para passear.

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    alcançamos a paradela e seguimos até ao miradouro da penha das torres. este não só é o primeiro lugar em portugal onde se vê nascer o sol, como é onde o duero se junta a nós e se torna também no douro. depois do planalto, o recorte dramático na paisagem provocado pelo leito do rio é simplesmente brutal. demorava-me uma eternidade neste sitio fantástico, se pudesse.

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    dali fomos até miranda do douro ver as vistas...

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    ...e de miranda do douro a picote, mirar um dos meandros mais bravos que o douro cavou

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    nesta altura, eu, que sou mais de oceanos e nem por isso ligo muito a rios, estava completamente assombrada por aquela força bruta da natureza que era o douro. e tenho que admitir que vê-lo todo estrangulado por barragens dá-me um certo desgosto. aquele vale profundo de escarpas massivas e gargantas apertadas não surgiu por acaso..

    picote está muitíssimo bem preservada e é um sitio muito agradável de visitar. as suas origens remontam à pré-história, e é possível ver vestígios dessa altura. outro detalhe interessante é que aqui, também as placas com o nome das ruas surgem com o nome em mirandês e português.

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    seguia-se o castelo de algoso, com passagem por palaçoulo, a terra das facas. também queria passar pela aldeia de uva, para desmistificar as tais casinhas curiosas que tinha visto no dia anterior na cova da lua - que graças ao guia da terra fria, sabia agora que eram pombais. existem centenas deles um pouco por toda a região transmontana, embora a maioria esteja em ruínas. uva seria o sítio a visitar, por ter a maior concentração destas peculiares estruturas, e da maior parte delas estar recuperada.

    foi incrível o tempo que demorei a chegar a algoso. quando olhei para o mapa e pensei que era um "tirinho"... o tanas!! o que eu não esperava é que a geografia se tivesse alterado tão drasticamente entre o palaçoulo e algoso. demorei três vezes mais tempo a lá chegar do que previa. e com isto, não parei em uva e só vi os pombais ao de longe. outro assunto inacabado, meh..

    mas ter apanhado o pôr do sol no castelo de algoso, foi magnifico!

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    aliás, o castelo é magnifico. está construindo no topo de um penhasco massivo, que cai a pique umas boas dezenas metros. a vista é de cortar a respiração, não aconselhável a quem sofre de vertigens.. tipo eu!

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    fomos tramados pelo horário de inverno, já estava fechado e não foi possível visitar o interior das muralhas :(

    a pernoita do dia seria em moncorvo, mas fizemos uma paragem em mogadouro para jantar n’a lareira. íamos finalmente provar a grande especialidade da região, a posta mirandesa. yay!

    o tamanho do naco de carne em questão assustava-me. por mim, dividia uma posta com o homem e ficava cheia, mas o chef da lareira garantiu-nos que quando é bom, come-se com gosto e não sobra nada. então venha daí uma posta e uma costeleta, sem medos!

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    a carne, grelhada à frente dos nossos olhos, veio acompanhada por uma espécie de gratinado de batata lascada, e salada selvagem de marujinha (merugem), uma planta silvestre que cresce nesta altura do ano, perto de água corrente. tão tenrinha, e fresquinha e deliciosa que era :D’

    ...e zomg!! que carne fabulosa. o homem tinha razão, não sobrou nadinha. ainda que o estômago estivesse em perigo iminente de explosão he he he

    quando chegamos a torre de moncorvo estávamos de rastos, os dois dias frenéticos de passeio estavam a começar a fazer mossa no corpo. quem disse que passear não cansa?

    e seria o quarto do dia o elo mais fraco das pernoitas?

    nop, mais uma excelente escolha. we’re definitely on a roll! o edifício tinha sido recuperado recentemente para alojamento, mas ao contrário dos anteriores, era de arquitectura moderna e decoração minimalista. o quarto era espectacular, super acolhedor, e a cama, divinal!

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    desliguei assim que aterrei no vale dos lençóis.

    * estadia e refeição patrocinada pela minha estimada conta bancária

     

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    Trás-os-Montes e Alto Douro // dia 2

    o menu do dia era ambicioso. conhecer o parque natural de montesinho, visitar umas quantas aldeias, fazer uma bucha em gimonde, e se tivéssemos tempo, acabar o passeio em bragança. isto tudo até por volta das seis, para não chegarmos muito tarde ao destino do dia, caçarelhos, que fica já em pleno planalto mirandês.

    (porque infelizmente ainda não dominamos o conceito de deitar cedo e cedo erguer) deixámos tuizelo por volta do meio dia. agora sim, a aventura ia finalmente começar \m/

    com neve nos picos da sanábria e vento a soprar de norte, o parque de montesinho parecia um frigorífico. mas o cenário compensa o desconforto.

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    então, a isa tem uma *certa* obsessão com fronteiras. aquela linha muitas vezes imaginária fascina-a de sobremaneira, mas não sabe bem explicar o porquê. e como é lógico, estando tão perto, não ia perder a oportunidade de andar a roçar-se nelas.

    por exemplo este troço de estrada, que segue os contornos da nação:

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    não existe aqui nada, não tem nenhuma atracção especial. a paisagem é bonita mas nada do outro mundo. no entanto perdemos aqui mais tempo do que aquele que quero admitir, aos saltos entre os dois lados. portugal.. espanha.. portugal.. espanha.. portugal.. espanha.. muhahahah adorei!

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    uns kms mais a frente, um cenário muito caricato ao dobrar uma curva: um cemitério na localização mais estratégica de sempre (com o devido respeito aos que lá repousam). que é como quem diz, uma distracção na estrada e vais directo à tua última morada!

    a próxima paragem seria a barragem da serra serrada, no topo do parque. para alcançá-la passamos por uma aldeia com um nome brutal, cova da lua, e que eu me arrependo muito de não ter parado para conhecer melhor. aqui vi a umas casinhas que me despertaram a curiosidade. semi-redondas, baixinhas, com o telhado de esguelha, e sem janelas, apenas uma pequena porta. mas tinha pela frente demasiados km para estar a fazer paragens não programadas e não quis arriscar..

    seguiu-se uma etapa em modo off-road. se há uns anos não me chateava mesmo nada enfiar o carro em estradas de terra batida, agora, com o carro a fazer oito anos e já com mais de 150k km no motor, começo a ficar com medo de grandes cavalgadas - algo que me rende gozos da parte do homem, que antes era badass e agora estou feita uma coninhas e assim. anos.. anos de dedicação!

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    funny thing. ia visitar uma barragem, acabei por visitar duas. é que a primeira que encontrámos, a barragem de veiguinhas, é recente e nem sequer aparece no google maps.

    e que belas vistas, tanto uma como outra, renderam!

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    apanhamos vários estrangeiros a caminhar por estas terras. fiquei invejosa.

    próxima paragem: aldeia do montesinho. esta é clássica. ir ao montesinho e não ir à aldeia do montesinho era como ir a roma e.. you get the picture. esta aldeia é um postal. está bem preservada, as habitações em xisto ou granito, têm sido reconstruídas respeitando a traça tradicional. foi aqui onde pude ver pela primeira vez as casas típicas transmontanas que, segundo o que aprendi na escola primária, têm dois pisos. no de cima é onde vivem as pessoas, no de baixo é onde guardam o gado, para ajudar a aquecer a casa. ou qualquer coisa nessas linhas, já foi há muito tempo que andei na primária. quase 30 anos *gulp*

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    entretanto passámos por uma série de aldeias, mas não houve oportunidade de parar porque já se fazia tarde e eu ainda não tinha chegado aquela que mais queria conhecer, rio de onor.

    quando andei a lamber o mapa, tropecei numa aldeia no extremo nordeste transmontano que parecia ser atravessada pela fronteira. eh lá! eu tinha que ir ver aquilo com os meus próprios olhos e especialmente, ouvir os habitantes. que língua se falaria ali? português? espanhol? portunhol?

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    são duas aldeias diferentes, rio de onor e rihonor de castilla, e independente de pertencerem a países diferentes, a população não liga muito à divisão e vive em comunidade, partilhando entre si, recursos naturais e infraestruturas. a parte portuguesa está mais habitada, e está (muito) melhor preservada que a gémea espanhola, que está a cair aos bocados. em relação a línguas, no lado espanhol ouvimos falar espanhol, no português, português. de riodonorês nem um pio :(

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    entretanto encontrei um post que explica muito bem a divisão entre as duas aldeias.

    tinha dado dois paços em espanha, quando vi este painel informativo sobre a zona:

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    decidi trollar o homem:

    "olha lá mor, estamos na serra de la culebra"

    wait for it... wait for it.. waaiiii...

    "enrique, estas aqui?" ... "e tu? siempre como culebra!" quando começa com isto não consegue parar tão cedo muhahahah não se calou na meia-hora seguinte, pelas ruas derihonor, a dizer que ia bater à porta e perguntar se o enrique estava. tão bom (para quem não apanhou a referência, fica o link)!

    aquilo que mais me belisca, é que nestas aldeias, apesar o lufa-lufa dos seus habitantes, vive-se muito devagar. parece que o tempo é infinito. e o contacto com a natureza é qualquer coisa.. uma corsa saltou do meio do nada para o meio da estrada e desapareceu novamente para o meio do nada. fiquei maravilhada. só faltou ver um lobo.

    dali seguimos por guadramil, uma aldeia do mesmo género de rio de onor, mas ainda mais isolada, como se tal coisa fosse possível. arrepio-me de pensar em como será viver num sítio tão remoto. ok, bragança não fica assim tão longe como tudo isso.. mas é uma zona muito desolada.

    chegamos a gimonde demasiado tarde para almoçar e demasiado cedo para jantar no abel, mas como estávamos a morrer de fome acabámos por ir petiscar uns enchidos numa tasca ao lado. e porque fomos descaradamente cobrados à turista estrangeiro, não ganharam novos clientes.

    ainda raspámos em bragança mas como já se estava a fazer tarde e ainda tínhamos uma hora de caminho até caçarelhos, acabamos por não parar. três assuntos inacabados, posta n’o abel, e visitar cova da lua e bragança. quatro, se juntarmos uma caminhada pelo percurso do porto furado.

    estava eu a comentar com o homem, enquanto esperávamos pela nossa anfitriã, que pelo valor da dormida daquela noite, caçarelhos ia ser o elo mais fraco das pernoitas. mas depois a dona do alojamento chegou, abriu a porta e disse que a pequena, mas muito acolhedora casa, já com a lareira acesa e tudo, estava por nossa conta.

    oi?

    não deu para perceber bem quando fizemos a reserva no booking, mas aparentemente, não era um quarto, era a casa toda! quarto, sala, e cozinha, abastecida com pão fresco, ovos, leite, iogurtes, queijo, fiambre, sumo, doces café, chocolate, chá e toda a panóplia necessária para cozinhar... por 40€? sabem aquela sensação que estamos a roubar alguém sem estarmos a roubar? foi por ai.. acabámos por pagar um bocadinho mais do que o suposto porque a consciência não deixava. uma pena do caraças só ficarmos lá uma noite.

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    also
    , a dona da casa emprestou-me um guia da rota da terra fria que me veio complicar o esquema.. passei o resto da noite a marcar estrelas no mapa, de sítios que seria interessante conhecer. oh my...

    * estadia patrocínada pela minha estimada conta bancária

     

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    Trás-os-Montes e Alto Douro // dia 1

    é indescritível, o acordar na casa da árvore. a roupa macia da cama e as almofadas fofinhas proporcionaram-me uma noite de sono fantástica e dormir suspensa é capaz de ser das melhores sensações de sempre. a casa oscila ao de leve, embalada pelas correntes de vento e até pelos passos. a tranquilidade do cenário natural, a luminosidade filtrada pelos ramos das árvores, as nuvens a deslizarem pelo céu azul... BLISS!!

    não. lamento. eu não vou sair daqui nunca. aliás, eu quero mudar-me praqui e passar o resto da vida em frente a esta janela. boa sorte em me arrancarem daqui. é bom que chamem um reboque. ou melhor, dois!

    o pequeno-almoço foi tomado muito apressadamente que eu queria voltar para o meu ninho quentinho da árvore, para desfrutar cada segundo que restava. mas o tempo não pára e a hora de check-out acabou por chegar. o homem telefonou para a recepção para pedir boleia, e eu despedi-me demoradamente do melhor quarto de "hotel" onde já estive. nem mesmo o 22º andar de madrid o consegue superar a casa da árvore.

    ainda ficamos umas horas pelo parque. primeiro fomos dar um longo passeio por aquele cenário idílico, depois tivemos mais uma horinha no spa, e por fim, alinhamos numa iniciativa que estavam a promover por ocasião do dia da árvore. plantamos uma faia, em honra das faias de manteigas :)

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    pode-se dizer que deixamos lá raízes. e prometemos voltar para acompanhar o crescimento da rapariga :)

    depois de um "até breve" ao parque das pedras salgadas seguimos caminho. subimos até chaves, passando por todas as terrinhas cujo nome reconhecemos de rótulos de água gaseificada.

    gostei bastante do coração de chaves. das ruas apertadas e das casas rústicas, do contraste das pontes, da pacatez do tâmega, da vista desafogada que se tem do castelo, dos parques. é uma cidade pitoresca, cheia de história, um postal vivo a cada recanto. tão agradável de visitar.

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    ao fim da tarde seguimos em direcção ao destino do dia, tuizelo, já no parque natural de montesinho. sempre com paisagens de cortar a respiração no horizonte e muitas, muitas curvas. mal sabia eu que as curvas iam ser o prato dos dias seguintes…

    a casa onde ficaríamos alojados nessa noite pode ficar para lá de onde judas perdeu as botas, mas foi um verdadeiro achado. perfeitamente enquadrada no cenário rural da pequena aldeia transmontana onde se situa. a decoração não podia ser mais castiça, totalmente rústica mas de um tremendo bom gosto. uma ode às grandes casas de fazenda do antigamente, quase que proporciona uma viagem no tempo. não bastasse o ambiente fantástico, como ainda fomos recebidos com uma hospitalidade quase desconcertante.

    e como estava praticamente vazia pudemos escolher o nosso quarto. visitámos 4 ou 5 antes de decidirmos o eleito (era só o mais giro da casa toda).

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    descobrimos que por ali janta-se cedo, e que apesar da vila de vinhais se intitular capital do fumeiro, não tem muitos restaurantes. tivemos uma certa dificuldade em encontrar sítio para jantar, mas lá filamos um lombinho de porco com batata-frita numa tasca. o cheiro do fumeiro, se havia, não o sentimos, para nosso grande desgosto.

    * estadia patrocínada pela minha estimada conta bancária

     

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    Nonagésimo segundo

    uma semana de novas rotinas, novos hábitos, lugares, novos projectos, novos desafios

    here's to a bright future!

    1 de Abril de 2016, às 22:33link do post comentar ver comentários (4)

    Trás-os-Montes e Alto Douro // dia 0

    por causa de uns distúrbios na força, só no domingo é que começamos a nossa roadtrip pelo reino maravilhoso. às contas disso, a serra do alvão, que era susposto ser o ponto de partida, ficou para trás e avançamos para a fase seguinte.

    seguimos rumo a norte já com três horas de atraso, o que chutava a previsão de chegada para volta das 5 da tarde, quase ao anoitecer e um dia perdido. mas isso já eu adivinhava, é o que a casa gasta.

    conduzir na A24 é uma tormenta. e não por causa do carrossel de subidas e descidas, mas porque não posso desviar os olhos da estrada e a paisagem que se desenrolava a cada km é de ir com o queixo de rastos. é nestas alturas que gostava de ser o pendura.. aquilo sobe que é uma alarvidade e passa por zonas de montanha lindíssimas. os ouvidos é que não acharam piada à altitude.. estive "debaixo de água" durante bastante tempo, apesar dos meus esforços.

    depois de atravessado o imponente viaduto de vila pouca de aguiar, o nosso destino não tardou muito a revelar-se: o pedras salgadas spa & nature park.

    para começar as férias em grande e à francesa! ia finalmente riscar a posição número um da minha to do list de alojamentos. desde que descobri a existência daquele "resort" que andava mortinha para experimentá-lo. mas a distância e a dificuldade em conseguir uma data para firmar a escapadela andavam a arrastar a coisa indefinidamente.

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    depois de cumpridas as formalidades na recepção, o carro ficou no estacionamento do parque e fomos conduzidos num golf cart até ao nosso domicilio, a casa da árvore. pelo caminho fomos recebendo informações sobre o parque e sobre as instalações que tínhamos à nossa disposição.

    atribuíram-nos a casa número um, a mais alta e com o passadiço mais comprido. e ali estava eu, a percorre-lo lentamente, a saborear cada paço a caminho do meu prometido paraíso suspenso.

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    quando entrei, ia-me dando um fanico. a casa é tão gira, tão acolhedora, tão genialmente construída. não é muito grande mas é perfeitamente funcional: à entrada uma pequena kitchenette e em frente o bengaleiro, a casa-de-banho é dividida entre dois espaços, ambos com luz natural providenciada por uma pequena clarabóia, uma salinha com mesa e sofá (que também é cama), e em frente a uma janelona e por baixo de uma clarabóia, a jóia da coroa:

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    a decoração é simples e sóbria, em tons neutros e orgânicos, a combinar com a atmosfera daquele lugar mágico. e confortável, tãoooooooo confortável.

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    não estivemos sozinhos durante muito tempo. pouco depois da nossa entrada apareceram duas funcionarias para fazer a "abertura de cama". enquanto uma colocou dois "tapetes" junto à cama, com os chinelos de quarto perto, a outra preparou-nos uma bandeja com água quente para o chá e bolachinhas. já disse que o recheio da kitchenette era à descrição? águas (com e sem gás), cafés, chás, e chocolate quente.

    agradeci o chá, mas o que eu queria mesmo era enfiar-me no spa e só restava uma hora para fazê-lo. por isso, mal elas saíram, saímos nós também!

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    e soube. TÃO. BEM. depois de ter passado quase cinco horas a conduzir. tanto a sala de banho turco hammam, como da a sauna, são das melhores onde já estivemos (se não as melhores mesmo). grandes e espaçosas, com a temperatura no ponto. a piscina aquecida tinha a água mais límpida que alguma vez apanhei num spa e sem cheiro a químicos. o corredor de marcha foi uma novidade interessante. fartei-me de marchar nele lol

    apesar de termos seriamente considerado pedir o jantar servido na treehouse, acabamos por ir até ao restaurante do parque, cuja ementa era mais variada. mas eu nem desfrutei bem a refeição, de doida que estava para voltar para o ninho.

    escusado será dizer que tivemos uma das melhores noites da nossa vida. e a casa abana mesmo. e com bastante facilidade. 'nuff said :D

     

    * estadia patrocínada pela minha estimada conta bancária

     

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    Lost in… Trás-os-Montes e Alto Douro

    faz em 2016 dez anos que iniciamos as explorações aqui pelo nosso pedaço à beira-mar plantado, e com isso acabaram-se-me as desculpas para visitar a única região do pais que ainda não conhecia: trás-os-montes e alto douro. rocei nela há uns anos atrás, quando passeámos pelo alto rabagão e montalegre, e tinha no mapa dos check-ins uma enorme mancha a nordeste que andava a atormentar-me há anos.

    mas tenho que confessar uma coisa.. no trabalho de casa que andei a fazer nas semanas que antecederam à viagem, encontrei tão pouca informação sobre o que visitar que tive receio de ir lá e não ver nada de especial. não existem muitos guias ou roteiros sobre as zonas que mais me interessavam (parques naturais do montesinho e douro internacional), e como tento evitar as tourist traps, ainda pior. fui marcando uns pontos no mapa que me pareceram mais interessantes. eram sítios muito dispersos, pelo que a melhor forma de fazer a coisa era em modo roadtrip, e pernoitar em zonas estratégicas para iniciar as várias fases da viagem.

    o que eu não esperava é que fui numa de despachar a coisa, e acabei por tropeçar no segredo mais bem guardado de portugal!

    desde o inicio do passeio até ao fim (sem contar com a ida e o regresso), foram cerca de mil quilómetros de curvas, de subidas e descidas. de paragens constantes para apreciar as vistas, de desgostos por não ter mais tempo para perder-me naqueles lugares remotos, ou ficar horas nos miradouros simplesmente a absorver a paisagem, ou visitar outros sítios que acabaram por ficar para trás, ou degustar todas as especialidades.

    é o lado mau deste modo de viajar, por um lado fica-se a conhecer uma grande área, por outro, não temos tempo para apreciá-la devidamente. acabou por ser uma grande volta de reconhecimento, que vai ser muito útil em passeios futuros. porque vou de certeza lá voltar, e agora sei precisamente onde quero demorar-me mais \m/

    also, minha pancada por fronteiras teve em grande. conto algumas seis incursões por espanha e muitas macacadas na raia hi hi hi

     

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    'Le me

    tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

    no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

    offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

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    'Le liwl

    era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003.

    muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora.
    a versão actual levou tempo a cozinhar mas ficou awesome toda cheia de modernices: web fonts, svgs, media queries, e css3. aviso já que os browsers antigos não vão achar piada nenhuma :D

    para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores: #10 #9 #8 #6 #5