Summertime madness // Costa Alentejana

depois de uma breve passagem pela terrinha, seguimos para o último destino das férias, o já clássico eixo odeceixe - são teotónio - zambujeira.

no primeiro dia estivemos pelo carvalhal e éramos para ter ficado lá no camping, que fica perto da praia e dá para ir a pé.. mas eu não consigo. aquele chão, que nem dá para espetar as estacas da tenda e aquelas árvores não funcionam para mim, apesar das instalações serem impecáveis.

assentamos no de s. miguel e ficámos muito bem servidos. ao contraio da nossa estadia anterior, o parque estava vazio e até chegar o fim-de-semana foi uma paz, interrompida apenas pela motoreta dum velhote que guardava o parque e que gostava de passear-se por lá, às oito da manhã. tipo alvorada.

o tempo por ali não andava nem lá perto daquele que apanhamos em tavira, o que não foi mau de todo porque assim não passávamos os dias esticados na areia. houve tempo para tratar da roupa, fazer limpezas e pequenas reparações no material,

Untitled spring cleaning

moooooorfes a horas impróprias :D'

Untitled morcela de farinha

e passeio. por exemplo, se tivessemos passado o dia de papo pró ar, não tinhamos descoberto esta "sala de estar" com uma vista fabulosa sobre a praia da arrifana lol

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na azenha do mar, enquanto esperávamos por mesa, fomos a uma loja de artigos de pesca comprar um saco para carregar o chapéu e o resguardo. nessa loja - a 230km de lisboa - ficamos a saber o que é que raio atrai tanto pescador às margens do tejo: corvinas!

o saco serve o propósito na perfeição e tem estampado um lema, "pesca é a minha paixão”, que puxa logo umas piadas. mas mais piada tem quando regressamos da praia e nos cruzamos com pescadores que vão a caminho, e que ao topar o saco metem conversa connosco sobre as condições da pescaria, e nós ficamos a olhar para eles com alta poker face, a tentar decifrar o jargão e responder qualquer coisa que faça sentido muhahaha


no sábado de manhã estivemos por almograve donde participámos numa iniciativa épica, mas é coisa para merecer um post dedicado, lá chegaremos.

surprise

e à tarde, SUP na ribeira de seixe, YAY! finalmente.. mas para chegar à ponte são precisas duas horas, uma não chegou para tanto.

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ah, é verdade! comi uma bola com creme em odeceixe, para não dizerem que sem creme não têm piada lol o efeito foi idêntico ao da primeira, anyway.

e os pores-do-sol por ali continuam deslumbrantes e a proporcionar despedidas perfeitas.

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no domingo arrumámos a tralha e viemos subindo a costa alentejana, muito lentamente e a parar a cada 5 minutos, até tróia, onde demos as férias "grandes" por terminadas :)

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the end!


album completo da coisa aqui

Começando bem o dia

primeiro foi a campainha a berrar, era o carteiro que tinha correspondência registada para entregar. pouco depois começavam as perfurações e as marteladas, abrir buracos nalguns 30cm de betão faz um certo barulho.. mas era esperado, pois andam a substituir a canalização dos painéis solares, algum dia havia de chegar a nossa vez. as obras eram no andar da frente, mas soava como se fosse dentro da nossa casa.

nisto, vai-se a electricidade, no momento em que o homem fazia a barba, "uai.. tu queres ver qu'os sacanas traçaram um cabo?”

ai o crl, tu queres ver que vou ter que tomar banho de água fria? fdx!

mas não tinham sido eles, e comentaram que andava gente a mexer no armário dos contadores, podia ter sido disso. hum.. homem desce e volta com a notícia que estavam a mudar-nos o contador.. O QUÊ!?

mas assim, sem mais nem menos? sem avisar que o iam fazer? tão mas chega-se aqui, corta-se a electricidade à malta e nem se telefona, ou envia um email ou toca na campainha para informar, quando ainda por cima têm que entrar em casa para mexer no quadro também? jeitosos, estes moços..

meia-hora depois, electricidade volta, rotina matinal prossegue.

as obras continuam até ao fim da semana, sexta sou eu quem vai levar com o pandemónio pela casa adentro logo cedo.. e vai ser jeitoso pela amostra que tive esta manhã XP

    20 de Agosto de 2015, às 01:04link do post comentar ver comentários (2)

    Aldeia da roupa branca

    ao fim de semana e meia de desbunda, a roupa suja começava a acumular e já tínhamos chegado à conclusão que lavar com gel de banho ou sabonete não se revelava muito eficaz.. se calhar era melhor ir comprar sabão.

    e claro que tivemos um daqueles momentos.. interessantes, no supermercado.

    sabão offenbach. já ouviram falar?

    nós não.

    cenário: dois adultos (às vezes não parece, mas é!), plantados a meio do corredor dos produtos de limpeza para roupa, vasculham uma nesga entre as caixas de detergente em pó e os frascos do detergente liquido, com um ar genuinamente confuso. tão a ver aquela cena dos deuses devem estar loucos, com a garrafa de coca-cola? mais ou menos isso lol

    oi.. quésta merda? sabão offen..bra..ba..ch...? tão e sabão azul e branco, não há? e isto presta? ca raio..

    smartphone > chrome > wiki sabao offenbach

    "O Sabão Azul e Branco, também conhecido como Sabão Offenbach, (...) é um sabão português, produzido desde 1850."

    AAAAAAAAAHHHH... mas são verdes.. nunca na vida tinha ouvido tal palavra e ainda sou do tempo em que a roupa lá em casa se lavava no tanque, lavadouros públicos e até na ribeira, e o sabão sempre foi "azul e branco", humpf!

    por causa das coisas, trouxemos sabão rosa da confiança.. que só por acaso também é offenbach :D

    also.. uau, ainda se vende sabão! mind blown...

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    o homem gostou tanto da experiência de lavar a roupa no tanque que se mais tivesse, mais lavava lol até começamos a traçar um business plan para um lavadouro urbano, onde os hipsters pudessem ir lavar a roupa como no antigamente. aposto que ia ter alta sucesso!

    mas por acaso, a roupa lavada à mão com o raio do sabão, parece que fica melhor do que lavada na máquina, com detergentes (supostamente) xpto.. e não me parece que fique muito necessitada de amaciador.

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    De volta a terra firme

    quando liguei o carro, o termómetro marcava 37ºC.. OUCH!!

    outro *pequeno* detalhe sobre a minha pessoa: eu gosto muito de calor, mas não me dou bem com muito calor. é a minha triste realidade.. fico mooooooole, leeeeeenta, pesadooooona, custo a respirar, pulsam-me os miolos, tenho tonturas. eu sei lá!

    ainda por cima, queríamos aproveitar aquele último dia para passear, o que significava andar constantemente a entrar e sair do carro, logo não podia ter o ar condicionado ligado nuns agradáveis 22,5ºC. acumular mudanças bruscas de temperatura é coisa para me mandar ao tapete com dores de cabeça abomináveis, daquelas que até deixamos de ver, ouvir e pensar..

    ..e o homem ainda estava com ideias de irmos a corvos comer pizza, porque não estávamos assim tão "longe" como tudo isso. não que não fosse fixe, mas o accuweather estava a registar 40ºC em mértola. sinceramente, não estava nos meus planos ir pró alentejo cozer-me viva!

    fomos a santa luzia com intenções de experimentar o polvo da zona, mas escolhemos mal o dia, os restaurantes estavam praticamente todos fechados. se bem que com aquele calor insuportável, fome não tinha quase nenhuma. ainda assim, entramos um snack bar e marchou uma saladinha bem fresca de polvo e outra de estupeta de atum (finalmente!!!), que souberam pela vida.. isso e o meio litro de água geladinha que bebi quase de penalti.

    salada de polvo salada de estupeta de atum

    also, aqui ouvimos pela segunda vez no mesmo dia, que a espanholada vem para cá e só faz porcaria. ai as memórias que isto me desenterra...

    não me apeteceu ir ao pego do inferno, quis continuar junto da ria, andava fisgada aos flamingos. acabámos por ir refrescar o corpo na foz do gilão, e vimos mais umas salinas. flamingos é que nem a sombra..

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    depois fomos até cacela velha. ouço falar tanto naquilo que seria uma falha gravíssima andar pela zona e não visitar. achei giro, muito bem preservado, e com uma vista fantástica. mas há sítios mais charmosos, tipo monsaraz. também não me parece que haja muito para fazer senão apreciar a vista e comer. por falar nisso, há lá um pequeno tasco (pelo que me apercebi, bastante concorrido), onde a brigada do mocassin gosta de ir sorver ostras frescas da ria e comer chouriço assado.

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    daqui trouxemos umas histórias engrassadas, com uma gata. esta gata.

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    esta gata dormitava à sombra, provavelmente tão mole devido ao calor sufocante quanto eu. tirei-lhe umas fotos, o mais sorrateiramente que consegui, para não incomodar a soneca do bicho... mas de pouco valeu, porque entretanto apareceu um bando de tiazocas, todas histéricas. viram o gato e ainda mais histéricas ficaram.

    "ai... ê a puca? ê a pucaaaa? ê mesmo a puca! oh, mas está tão grande!!!"

    todas a fazer festas e a querer pegar no bixo ao mesmo tempo e a fazer aquelas vozinhas estridentes e abebézadas que causam danos irreparáveis nos tímpanos. a alfa acaba por conseguir deitar o verniz à gata, arranca-a do muro e volta-se na direcção do tal tasco, berrando e abanando o bixo no ar "oh pai, ê a puca não ê? 'tá tão grande!!"

    mas a puca não tardou a perder interesse e foi largada no chão. no meio da calçada. ao sol.

    com o ar mais incomodado do mundo (nem sei como não as esquartejou todas, tinha sido bem feita), voltou para o muro e deitou-se novamente.. mas não tardou muito que voltasse a ter companhia. uma família de três, pai a fotografar todos os passos do petiz. "senta-te aqui", "agora senta-te ali", "agora faz umas festinhas no gatinho, faz!", e vá de sacar fotos "oh, é tão fofinho, não é?". nisto aparece outro puto, de outra família, a querer meter as mãos em cima do gato também. o pai desse, repreende-o todo enojado "deixa o gato, tomás. não vês que está todo sujo!?”

    cenas...

    de regresso a tavira, com passagem por cabanas para fazer tempo até à hora de jantar. estava TANTO CALOR às oito da "noite" que não. se. aguentava! a esplanada do três palmeiras parecia um forno e fazíamos viagens frequentes à casa de banho para encharcar a tromba.


    para terminar em grande, gelado no centro da cidade. estava-se maravilhosamente bem na rua. amo noites quentes, é daquelas coisas que me deixa feliz só porque sim.

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    estivemos sentados à beira do rio a fazer um balanço da nossa estadia por aquelas paragens. íamos para três dias, acabamos por ficar uma semana. se isso não é um bom indicador, não sei!

    desde a comida deliciosa que enfardamos; das pessoas com quem nos cruzamos e conversamos (não estou habituada a gente tão simpática, descontraída, bem-disposta e comunicativa); da pacatez daquela cidade; daquelas praias areia fina e água morna; dos dias de praia absolutamente épicos; das voltas; dos passeios de barco na ria.. fiquei perdida de amores por um algarve que julgava não existir, e espero que se mantenha assim, por muitos e muitos mais anos.

    gilão

    saímos de tavira por volta das dez e meia da noite, com 32ºC. uma hora depois, chegávamos à terrinha, no outro extremo do algarve, com 23ºC : /

    Diabolicamente deliciosa

    esta série. o piloto caiu nas interwebs e está do. ca. ce. te. promete, mas ainda vamos ter de esperar uns meses para ver mais chuif chuif :'(

    12 de Agosto de 2015, às 00:44link do post comentar ver comentários (9)(1)

    Se eu não fosse assim.. IV

    OK, confesso.. a ideia de comprar o balde de línguas de gato foi minha.

    porque a) sei que ele gosta; b) aquilo tem quase 1kg, assim dura mais que os pacotinhos de 200gr que desaparecem em tempo nenhum; c) eu também gosto :D

    só que não tardei muito a chegar à conclusão que aquilo é *pior* que os pacotinhos.. como tem tanta quantidade, se comer 5 ou 6 de seguida não se nota, o nível não desce, não pesa na consciência lol

    sou gulosa para as ocasiões. se não tiver não me incomoda, mas se tiver incomoda-me.. e com tamanha tentação ali à mão se semear, disse ao homem que era melhor ele guardar aquilo sítio refundido antes que só restassem migalhas no fundo do balde. o que era capaz de não demorar muito tempo a acontecer.

    longe da vista, longe do estômago.

    fui dar com elas numa das vezes que abri o frigorífico. estavam aconchegadas na prateleira por cima, ao lado os garrafões de água. visíveis o suficiente para que não me esqueça delas, mas altas o suficiente para me aborrecer a ir buscar um banco para conseguir deitar-lhes as unhas.. ser baixinha (e preguiçosa) sucks!

    101 coisas em 1001 dias, the end

    terminou o prazo da minha terceira lista das 101 coisas em 1001 dias. ao todo foram oito anos e 303 objectivos para riscar. metade ficaram pelo caminho.

    é cada vez mais complicado reunir uma lista tão grande, quando a maioria dos objectivos que tinha já foi alcançado e os outros, mais difíceis, vão sendo sistematicamente adiados pelas mais variadas desculpas razões. ou simplesmente precisam de tempo para serem concretizados.

    por isso, decidi que em alternativa a uma lista com prazo de validade, vou fazer uma bucket list com aquilo que planeio fazer, os desafios pessoais, as tarefas mais pertinentes, os lugares que quero visitar, ou revisitar, etc etc. assim poupo-me à sensação de missão falhada sempre que vejo o contador chegar ao 0 dias 0 horas e 0 minutos, e nem 50% dos objectivos estão riscados..

    7 de Agosto de 2015, às 00:21link do post comentar ver comentários (1)

    Os loucos dias de Tavira

    para fazer justiça ao titulo do post, vou começar por dizer que a água na praia da ilha de tavira estava tão apetitosa que no meu primeiro banho nem me dei ao trabalho de tirar a roupa, enfiei-me no mar tal como estava!

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    sair da praia era o cabo dos trabalhos.. muitas vezes já o sol se tinha posto e só íamos, muito a contragosto, com receio de ficarmos sem jantar lol

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    como chegámos à conclusão que o pequeno-almoço na ilha ou no mercado ia dar quase ao mesmo, tivemos uma lembrança gira: porque não apanhar o barco e ir até a tavira? a acordar cedo e sem muito para fazer, era da forma que aproveitávamos melhor a manhã. e assim foi!

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    no sábado o dia estava assim pró quentinho. tomamos o pequeno-almoço, demos umas voltas pela baixa, e o homem até aproveitou para ir à tosquia. por volta da uma regressámos todos felizes, todos contentes.

    nessa tarde sucedeu uma das cenas mais caricatas que já assistimos numa praia:

    imaginemos um magnifico final de tarde. a atmosfera vestia-se de tons quentes, o mar transformava-se em prata ondulante, e a brisa que transportava resquícios do calor do dia acariciava a pele ao de leve.
    passam dois mariscadores por nós. vêem pelo areal fora, a cumprimentar todos à sua passagem, com aquela muito boa disposição que caracteriza as gentes dali. vão passar as próximas horas enfiados na água até à cintura, a lavrar o fundo do oceano, para garantir que não falta conquilha para a malta patuscar.

    entretanto, um outro casal mais ao fundo, certamente inspirado pelo cenário idílico e não se deixando intimidar pela proximidade dos mariscadores já no arrasto, inicia umas manobras quase acrobáticas de cópula. deitados, de joelhos, em pé, cada vez que olhávamos naquela direcção, tinham mudado a técnica.

    aproveitávamos os últimos minutos daquele dia fantástico, a contemplar o oceano e a azafama das pequenas aves marinhas, que se debatiam com um cardume de pequenos peixes junto da rebentação.. nisto um valente berro ecoa pela praia, vindo do fundo das goelas dum dos mariscadores. por breves momentos sustive a respiração, à espera do pior. mas depois...

    AAAAAAAAAAAH CARAAAAAAAALHOOOOOOOOOOO... VÃO FOOOOOODER PRÁS DUNAS, ÒOOOOOOO CARAAAALHOOOOOOOOOOO!!!

    não sei se os outros perceberam a dica, pois não pararam. nós também não conseguíamos parar... de tanto rir!

    (mais tarde viemos a descobrir que eram uns espanhóis danados que também estavam no parque (e saíram na mesma altura que nós), pessoal com hábitos dá nisso. also, funny thing, ver as pessoas vestidas lol)

    alguém deve-se ter esquecido do forno ligado no domingo, que estava um calor insuportável na cidade.. atravessar a baixa foi um suplicio. andar na rua só mesmo pela sombra, ao sol conseguia a ouvir a pele a fritar.

    só queríamos era regressar à ilha. mas a caminho do barco, fomos abordados por um jovial empregado de mesa, à cata de clientela para o seu restaurante. normalmente agradecemos e continuamos caminho, mas este em particular fez o homem parar imediatamente. o que se seguiu foi um dialogo hilariante:

    o empregado, mais cordial impossível:
    - bom dia, será que os posso roubar-vos um momento do vosso tempo e interessá-los nossa ementa? temos pratos assim e assado, maravilhoso peixe fresco, blá blá blá, cataplana blá blá blá...

    o homem, completamente assombrado pela voz do tipo e desligado do assunto, responde:
    - man!! já trabalhaste na rádio? tens uma voz espectacular!

    o outro agradece e continua:
    - ah não, nunca trabalhei. mas já agora agradeço o elogio, fico com o ego em alta. mas veja só a nossa esplanada, está muito calor, mas temos duas ventoinhas especiais que emitem água vaporizada e blá blá blá... muito agradável...

    e homem, que continuava fascinado com a profundidade e eloquência da voz radiofónica do outro interrompe:
    - opá, a sério.. devias experimentar fazer voz-off ou assim!

    cumprimentamos e seguimos caminho. um dia havemos de ir lá, mas só se ele estiver de serviço e atender a nossa mesa :D

    de volta ao parque estivemos umas duas horas a cirandar junto dos balneários, à espera que os telemóveis carregassem (tenho que comprar um power bank, tenho que comprar um power bank, tenho que comprar um power bank…). o calor era tanto que só estávamos bem era encharcados. perdi o conto às vezes me enfiei debaixo do chuveiro naquele espaço de tempo lol

    nessa tarde decidi desmistificar a história da bolas de berlim na praia!

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    andavam dois vendedores diferentes por ali, e acabamos por comprar uma de cada, a ver quem tinha o melhor produto. um deles, o márinho bolinhas (o tipo leva aquilo tão a sério que se tatuou :D) fez-nos dizer qual era a melhor. por acaso saiu-se vencedor he he he

    confesso que estava a espera de uma experiência transcendental, um foodgasm alucinante.. pelo que leio por aí, comer uma bola de berlim na praia é tipo o supra-sumo da gastronomia da época balnear. até fomos comê-las à beira mar e tudo, mas nada.. não me "tocou". aquela bola soube-me ao mesmo, quer estivesse ali ou numa pastelaria. não fiquei rendida ao conceito, apenas cheia de gordura e açúcar nos dedos e nos beiços.
    mas hey devoradores fanáticos de bolinhas na praia, não me aticem já as sete pragas do apocalipse. paz e amor, eu também tenho as minhas taras e não espero que vocês as compreendam lol

    nessa noite o calor era tanto, que quase dormimos na praia.. junto ao mar sempre estava mais fresco. pena que não arranjava posição confortável, tivesse eu uma almofada e já não me alevantava dali. quando regressamos ao parque, havia gente a dormir na rua. brutal!
    tivemos que dormir com a "porta" da tenda toda escancarada. felizmente até a mosquitagem devia andar afectada pelo calor, que não dei conta de zumbidos nessa noite.

    segunda foi dia de passeio pela ria. tinha reservado uma tour no dia anterior, e as nove horas e vinte e sete minutos, estava um barco à nossa espera no cais da ilha. não demos paz ao senhor, sempre a fazer perguntas, quais putos na idade dos porquês :D

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    como acho que não fizeram grande negócio connosco, aqui fica a dica: se quiserem passar uma manhã diferente em tavira, procurem estes moços :)

    regressámos à base com intenções de levantar ferro naquele dia. arrumámos a tralha nas calmas. só faltava mesmo fechar a tenda quando disse ao homem:

    "bora lá dar um último mergulho!"

    AH AH AH que ideia brilhante! e agora quero ver quem é que me arranca daqui prá fora!!

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    acabou por ser o melhor dia de todos. puta da água se tava boa \m/

    quando passamos pela recepção para pagar o mais um dia, o homem lamentou-se, que estava tramado, não se conseguia ir embora dali. fomos à tenda buscar a tralha da praia e quando voltamos a passar pela recepção, o segurança meteu-se com o homem:

    "foi o senhor que disse que não conseguia sair daqui? olhe se quiser, troque comigo. fica aqui, veste a farda que eu vou prá praia!”

    muhahahah querias!

    por acaso.. é impressão minha ou a malta ali gosta mesmo de conversar? já na noite anterior tínhamos sido interceptados por outros dois seguranças, e quase que ficávamos sem jantar por causa da conversa lol um deles ofereceu-se para nos fazer um roteiro dos restaurantes da rua portas de santo antão, pois tinha trabalhado por lá durante 20 anos e dizia que conhecia todos :)

    no dia seguinte acartamos a tralha toda e bazámos sem olhar para trás, porque se tivéssemos, acho que ficávamos lá até ao fim das férias e não podia ser.. a nossa pele já não aguentava mais um dia de sol nem aquelas temperaturas.. nesta altura eu já me barrava de alto a baixo com biafine como se fosse creme hidratante. precisávamos de folga do calor. 

    como a malta tá sempre a aprender, à saída fomos cravar um carrinho, para tornar a viagem até ao cais mais cómoda.

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    entretanto o homem demorou-se ao devolvê-lo porque foi (mais uma vez!!) interceptado por alguém do parque a perguntar sobre a nossa estadia, se tínhamos gostado, e what not..

    "...pois e vieram em boa altura, que ainda não há muitos espanhóis a fazer merda" opá, priceless!

    por acaso se não limpassem a caruma do chão para aquilo fazer tapete e haver menos pó no ar; os tractores arranjassem rota alternativa para os restaurantes; e os banhos não se pagassem, mesmo que a estadia fosse mais cara, seria perfeito.

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    resumindo, a ilha é um verdadeiro paraíso para quem gosta de "praiar" à séria (não há mais nada para fazer lá anyway). eu pelo menos nunca passei tanto tempo de molho numa praia portuguesa. só há um detalhe pouco fixe, pelo menos para a malta que se afasta da multidão para estar mais "à vontade". aquelas praias têm um sério problema com mirones.. e daqueles desavergonhados. vimos com cada figura... ó senhores!! é que já têm idade para ter juízo.. a sério!

    o problema de ficarmos na ilha é não nos apetecer sair de lá. tinha no roteiro outras duas praias nas redondezas e acabamos por não ir a mais nenhuma, porque queimámos os cartuxos todos por lá. ohhh, lá terei que voltar a tavira, que chatice :D

    camaleões é que nem vê-los :/

    Summertime madness: ilha de Tavira

    viatura cirurgicamente estacionada, que eu agradeço a disponibilidade mas gosto muito da minha pintura e dispenso decoração nova, e toca de reunir os mínimos olímpicos para levar para a ilha.

    tenda e almofadas + saco cama + saco com todas as outras coisas necessárias + tralha da praia. mesmo assim foi uma carga diabólica para dois pares de braços fracotes. prá próxima não esquecer um carrinho-de-mão também.

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    ...e eis que ao terceiro dia, conquistávamos finalmente a ilha de tavira YAY

    o camping dali funciona de forma um bocado diferente daquilo que estamos habituados. quando damos entrada temos que pagar logo os dias que vamos ficar...

    hum.. mas nós não sabemos quantos dias vamos ficar. ok, começa-se com um e depois logo se vê. lá barato é.. mas tem um catch, que descobri enquanto o homem tratava das coisas: o banho de água quente paga-se.. eix.

    não é muito grande, mas estava praticamente vazio, o que é fixe. montamos a tenda à sombra dum pinheiro numa zona mais afastada, que gostamos de estar à vontade e sem barulho. parecia perfeito. com ênfase no "parecia" lol mas já lá vamos.

    alojamento tratado fomos conhecer os arredores e a praia, que ainda só tínhamos estado na terra estreita, a um par de km’s dali. 1...2...3...4...5...6 restaurantes. bom, à fome não morremos!

    eram nove da noite e o ambiente da praia não podia ser mais acolhedor. um silêncio apenas quebrado pelo som terno do oceano e de uma ou outra ave marinha a cruzar os céus. as cores do entardecer a variar entre o dourado do pôr-do-sol e o prateado do nascer da lua no outro extremo. e a brisa quente que aconchegava o corpo e a alma, e trazia consigo o cheiro da erva-caril que se misturava com o da maresia e fazia cócegas até às pontas dos pés. bliss!!

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    jantámos num dos restaurantes, praticamente com os pés na areia, e estivemos na praia até por volta da meia-noite, a curtir o enorme luar. nem apetecia sair dali. se não estávamos no paraíso, não andávamos longe :D

    depois, 1€ por 5mn de água quente. ora bolas, se quiser lavar o cabelo tenho que meter outro euro..

    depois, na manhã seguinte fui violentamente acordada por um camião a jardar junto à cerca do parque, uns minutos e outro veiculo tipo moto 4.. ca raio? levantei-me e espreitei.. uma "estrada”.. junto à cerca do parque.. que por acaso estava logo ali ao lado.. olha que giro. era só a única via de ligação entre os restaurantes e o cais de carga. foi a manhã toda naquilo.. e o pozedo que aqueles bichos faziam? sinfonia de espirros e nariz entupido XP

    e para além dos mini tractores a passar para cima e para baixo a manhã toda, a natureza também parecia um bocado violenta. quer dizer, eram só 3 ou 4 pegas-rabudas que andavam prali numa algazarra pegada umas com as outras. uma pessoa está habituada ao canto apaziguante das rolas, até fica assustada com aquela histeria toda lol

    depois pagamos 7€ pelo pequeno-almoço no bar do camping e começamos a ficar nervosos..

    mas tudo aquilo se dissipou quando tirámos a temperatura à agua do mar, um caldinho, que me fazia lembrar as caraíbas, só faltavam mesmo as palmeiras. a juntar à enorme e quase deserta praia de areia fina, à tranquilidade da paisagem e ao calor que inundava aquelas paragens, valia por todas as provações que tivéssemos que passar no parque: o trânsito matinal, o pó, as pegas aos guinchos, pagar pelo duche, o preço do pequeno-almoço...

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    e já mencionei que se comia bem nos restaurantes da ilha? experimentamos três dos restaurantes e nenhum nos desiludiu. que belos repastos, cada um mais guloso que o anterior :D'

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    sobre história de se pagar os banhos quentes, tenho que fazer uma confissão: para algumas coisas, sou uma pessoa terrivelmente sovina!

    tão já que tenho que pagar para ter 5mn água quente, nenhuma gota será desperdiçada!
    vai daí tomámos banho sempre juntos. nada que não tivesse acontecido já, quando estamos acampados é habitual irmos ao banho tarde, quando já não anda ninguém pelos balneários. dada a oportunidade, esgueiro-me para um cubículo de duche com o homem.

    era molhar à vez, esfregar o gel, e passar por água e já está.. e no dia seguinte, de manhã, lavava o cabelo com água fria, com todos os cuidados e requintes que a minha luxuriosa juba merece. problem solved!

    o check out ali é até às três da tarde. todas as manhãs tínhamos que decidir se ficávamos mais uma noite ou arrumávamos a tralha e dávamos à sola.. e lá íamos religiosamente todos os dias, às duas da tarde, carregar mais uma diária. quem é que no seu perfeito juízo lhe apetecia sair daquela ilha?

    Cenas

    dizia eu há uns anos atrás, "ah e tal, agosto é um mês fixe para se trabalhar em lisboa, que a cidade fica deserta"

    NÃO, NÃO É!

    com a cidade a meio-gás, se por um lado não há muita confusão, por outro torna-se um martírio para quem depende dos transportes públicos para se deslocar. um percurso que habitualmente não leva mais de 35 minutos a fazer, chega a levar quase uma hora no horário de verão!!

    o tempo que se perde à espera dos transportes é maior que a duração da viagem que se vai fazer. às vezes acabo por desistir de esperar, volto a casa e meto-me no carro, ainda que tenha que arrotar com 9€ de estacionamento..

    se pró ano não me lembra a arranjar uma puta duma avença durante o verão :P

    4 de Agosto de 2015, às 00:24link do post comentar

    'Le me

    tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

    no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

    offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

    seguir-me nos blogs do sapo

    'Le liwl

    era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 15 de janeiro, no longínquo ano de 2003.

    muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora.
    a versão actual levou tempo a cozinhar mas ficou awesome toda cheia de modernices: web fonts, svgs, media queries, e css3. aviso já que os browsers antigos não vão achar piada nenhuma :D

    para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores: #10 #9 #8 #6 #5