Resolução para 2017: viajar (ainda) mais

yah, é um tremendo cliché, eu sei eu sei!

mas quando a vida se resume a casa/trabalho, é preciso fazer pausas na rotina para espairecer as ideias, se não uma pessoa dá em maluca. às vezes, basta um fim-de-semana fora para mandar o stress às favas e renovar as energias. viajar, passear, mudar de cenário. e eu só não viajo mais por preguiça..

é verdade.. vivo no momento e gosto de decidir as coisas no momento, sem fazer grandes planos. ir ao sabor da corrente. as melhores experiências que tenho tido, são de escapadelas não programadas. só que hoje em dia, a vida não está para as pessoas que gostam de viver no momento. não é só apontar o dedo no mapa e agarrar no volante do carro ou apanhar um avião.

queremos ir a algum sítio, temos que verificar uma série de coisas com uma certa antecedência, ou arriscamo-nos a passar um mau bocado. por exemplo, não ter onde dormir, apanhar barretadas, ou pagar valores excessivos. se pensarmos em ir para o estrangeiro então, os voos em cima da hora pagam-se a preço do ouro..

por isso, em 2017 gostava de perder a inércia que me leva a abandonar os sites das companhias aéreas, ao constatar que os melhores preços são para dali a 4 ou 5 meses.. detesto ter que marcar coisas com tanta antecedência, sabe-se lá como vai ser o dia de amanhã, quanto mais daqui a um par de meses. mas actualmente, se quiser visitar outros países, é a única hipótese.

tenho uma lista de grandes viagens que gostaria de fazer a ganhar pó, mas não creio que em 2017 alguma delas vá acontecer. precisam de muita disponibilidade, coisa que não abunda para estes lados. mas maior é a lista de passeios que quero fazer cá dentro. apesar de já conhecer o país de norte a sul, ainda existem muitas zonas para descobrir e explorar, e até mesmo revisitar. quando abro o google maps vejo muuuuitas estrelas em cima de portugal. essa lista vai ser o meu foco para o ano que se segue. com uns saltinhos lá fora, se não for pedir muito à minha preguicite em fazer planos com muita antecedência :D

10 de Dezembro de 2016, às 22:38link do post comentar(2)

Isa vai à neve II

pelos vistos o briol que apanhei em londres não foi suficiente, no fim-de-semana passado fui meter-me no frigorífico da estrela.. funny thing, estava mais agradável na neve que junto ao tamisa :D

teria sido mais fixe se no sábado tão tivesse chovido o dia inteiro. desde as nove da manhã quando acordei, até as onze da noite, não parou de cair água um minuto que fosse. a serra ensopou, e as quedas de água que escorriam pelo vale glaciar eram assim pro assustadoras.

 
mas do domingo deu para tirar a barriga de misérias. mas ainda não foi desta que estreamos as correntes dos pneus. há oito anos fizeram falta, humpf!


o outono ainda anda por lá ♥ 

álbum completo no sítio do costume

Lost in... London

o aniversário de namoro, o aniversário dele, o meu aniversário, e o nosso aniversário. a prenda conjunta destas 4 celebrações foram 4 dias em londres, uma cidade que òzanos queria conhecer, nem que fosse para a tirar do sistema.

como já andava para acontecer há bastante tempo, as estrelas iam-se acumulando sobre o mapa. ainda assim, fiz o trabalhinho de casa para saber o que não podia perder. achei que na primeira visita à capital do reino unido devia passar pelas tourist traps todas, para sair da ignorância. de qualquer modo, não ia completamente às escuras, que o homem como já lá tinha ido, ainda que há uma eternidade.

para além das estrelas no mapa, que assinalavam de tudo (locais de interesse, lojas, restaurantes, etc) levei comigo uma to do list com 40 pontos daquilo que não podia mesmo falhar. voltei com apenas cinco por cumprir, e três deles apenas porque já me aborreciam as department stores. vê-se uma, vêm-se todas!

e choquem-se:

não inclui nem um museu ou exposição no roteiro!!

que horror!! sua provinciana ignorante, tacanha, inculta!! AH AH AH lamento, eu não ter pachorra para museus e exposições. para ir a museus tenho que estar ou muito curiosa, ou muito aborrecida. talvez num futuro regresso visite algum, desta vez estava exclusivamente interessada em conhecer a cidade e as suas vistas. queria palmilhar e ficar a conhecer a maior área que me fosse possível.

com excepção de uma reserva antecipada que fiz para um pequeno-almoço, os dias eram livres para escolhermos o que ver e fazer. sem o stress dos programas e whatnot, acordávamos, olhavamos para o mapa, e decidíamos como ia ser o dia.

porque a data da viagem foi fechada com poucas semanas de antecedência, as lowcosts já não compensavam perante a possibilidade de voar para heathrow, e ter a comodidade do metro no aeroporto. e já que o destino era inglaterra, fizemos questão que fosse a british airways a carregar os nossos arses até lá.

ia convencida que íamos apanhar secas brutais nos aeroportos, não fosse o de heathrow um dos mais movimentados do mundo.. só que não, nem um segundo de atraso para fazer justiça à fama.. tanto na ida como no regresso, o avião iniciava o taxi antes da hora da partida, e chegava ao destino antes da hora prevista. impressionante. aposto que da segunda vez que lá ir, vou esperar horrores para equilibrar o karma desta viagem lol

ambos os voos correram muito bem, suaves e tranquilos, em aviões bastante confortáveis. o voo de regresso foi num que ainda cheirava a novo, com 5 aninhos apenas. a única coisa menos fixe foi que o gajo subiu até aos 37 mil pés e quando começou a descer, o homem foi surpreendido por um doloroso episódio de sinusite barotraumática, que o deixou a ganir, agarrado à cabeça.

fiquei com os cabelos em pé ao aperceber-me o quão puta de caro é dormir num hotel em londres.. e foi assim que nos estreamos no airbnb.

escolhemos uma espécie de hostel disfarçado de airbnb, numa townhouse típica londrina, situada na belíssima zona de kensington, em frente ao hyde park. podia ter corrido melhor, se o sitio em questão, apesar de charmoso, não estivesse tão mal cuidado (ou então somos nós que estamos a ficar cada vez mais esquisitinhos com a idade) e o quarto ser mais pequeno do que aquele mostrado nas fotos. mas valeu pela localização, pelas várias carreiras de autocarro a passar à porta, e por estar recheado de snacks e bebidas à borla para os hóspedes.

durante aqueles 4 dias, o smartphone foi o meu melhor amigo. não que precise de mais provas que este pequeno gadget é das melhores invenções de sempre, mas não consigo evitar surpreender-me sempre que o ponho à prova. usei-o para tudo, mal tinha tempo para descansar no bolso:

toda a gestão dos voos (check-ins, boarding passes) foi feita na app da british airways; usei e abusei dos mapas do google: tinha o mapa offline, tinha os pontos de interesse assinalados no mesmo mapa, a sugestão de percursos por transportes públicos funciona genialmente bem, e o GPS que nunca me deixou tomar a direcção errada; o whatsapp dá um jeitaço para manter contacto com a malta, sem pagar roaming à operadora; no google keep levava a to do list e notas importantes, e na dropbox tinha os pdf's com as rotas dos autocarros, metros, e barcos; a app do revolut para gerir o único meio de pagamento que levamos connosco (wait for it); e claro, para tirar fotografias!

mas o telemóvel não foi a única invenção útil que nos acompanhou até terras de sua majestade. a outra foi o revolut, um cartão mastercard contactless pré-pago, gerido através de uma app instalada no telemóvel. carrega-se dinheiro com um cartão de débito (ou por transferência bancária), e tá a andar de mota!

a grande vantagem deste cartão é que faz câmbios sem custos adicionais, logo é perfeito para levar para um país com moeda diferente da nossa. ainda poupámos uns cobres com esta história. e não só, também dá para comprar moeda estrangeira. e eu aproveitei que a libra andava em baixo e comprei uma porrada delas, baratinhas, umas semanas antes da viagem.

e por ser contactless, não foi preciso comprar oysters para usar nos transportes públicos, aquilo servia perfeitamente tanto para pagar tanto deslocações, como compras em lojas e restaurantes, e até para levantar dinheiro. cada um tem o seu, e não utilizámos outros cartões sem ser aquele. ficou aprovadíssimo!

apanhei menos wifi à borla que esperava numa cidade tão desenvolvida (dizem-me que este mal acontece só no centro, não sei).. mas como aviei-me em terra, tinha o essencial em modo offline para me desenrascar e mal dei pela escassez de wifi.

a única parte chata da visita a londres foi o tempo frio, não apetecia passar muito tempo na rua. à noite então nem se fala.. e como nesta altura do ano começa a anoitecer às 4 da tarde, tínhamos que começar o passeio cedo para aproveitar bem a pouca luz do dia. nem tiramos fotos de jeito, que não dava para aguentar muito tempo com os dedos fora das luvas ou dos bolsos.

mas não foi só o frio que sabotou o registo fotográfico, a luz natural de londres é miserável nesta altura do ano. os nossos oneplus até têm cameras decentes, mas não conseguiram fazer milagres naquelas condições. não se aproveita quase nada.

não era capaz de viver lá. é demasiada gente, demasiada confusão, é demasiado fria no inverno, quase nem se vê o sol. não abdico da nossa luz, nem do nosso inverno ameno..

..mas!

gostei muito da cidade. é profundamente multicultural, nas ruas do centro, o inglês era o que menos se ouvia (havia alturas de não se perceber bem onde estávamos realmente), e a maioria dos empregados das lojas e restaurantes não eram nativos; a imensa grandiosidade dos seus monumentos e memoriais (aquela malta tem orgulho na sua história e se têm história!!); os contrastes arquitectónicos entre o ultra-moderno e o medieval; a preservação das fachadas antigas e do vibe old school dos bairros; da organização no meio daquele caos, da segurança que senti sempre nas ruas; entre tantos outros detalhes.

fiquei grande fã do serviço, da comodidade, e da frequência dos double deckers londrinos, ainda fizemos algumas "tours" neles. não achei o metro nada complicado, apesar de não ter termos usado muito. e não nos enganamos uma única vez nos transportes públicos, impressionante!

agora, alguém adivinha qual foi o primeiro sítio que visitamos em londres, mal largamos as malas no quarto?

Fui pregar para outra freguesia

a sofia convidou-me para tomar um chá, e eu desabafei sobre um assunto que me tem andado a atormentar, e que não tive coragem para trazê-lo aqui para o tasco. se ficaram curioso/as, passem por lá :)

    2 de Dezembro de 2016, às 17:02link do post comentar ver comentários (3)(1)

    Na semana passada aprendemos que...

    - aquela história que é fixe visitar londres no outono não é lá muito verdade.. pelo menos para malta friorenta, que não suporta temperaturas abaixo de 10ºC;
    - aos fins-de-semana a cidade enche de tal forma que é quase impossível andar por lá.. fugir deles como o diabo da cruz;
    - afinal existe céu azul em londres, não está sempre cinzento ou a chover, apesar do clima ser completamente bipolar;
    - os transportes públicos funcionam muito bem, os nossos em comparação são uma vergonha;
    - wifi à borla não é tão abundante como seria de esperar numa cidade tão desenvolvida;
    - há muuuuuito para ver em londres, a cidade é enorme;
    - as tourist traps mais famosas são estupidamente caras;
    - o mercado de portobello pode ser famoso mas não é nadinha de especial.. o borough market é bem mais interessante;
    - o contraste arquitectónico entre edifícios antigos e ultra modernos é brutal;
    - londres tem bairros lindíssimos, super charmosos. as fachadas são adoraveis e estão bem preservadas;
    - a quantidade de ciclistas e joggers a qualquer hora do dia é impressionante, aquela malta é imune ao frio ou quê;
    - a cidade é um verdadeiro melting pot, ouvem-se todas nas línguas na rua. inglês é capaz de ser a língua que menos se ouve falar na rua, e boa parte dos empregados das lojas e restaurantes não são britânicos;
    - somos sempre cumprimentados nas lojas com um "hi" ou um "hello" muito caloroso, e não vêm atrás das pessoas a perguntar se podem ajudar;
    - aliás, fiquei deliciada com a simpatia que encontrei por todo o lado, tinha a sensação dos ingleses serem pessoas muito reservadas e pouco simpáticas, é totalmente o contrário;
    - não vale a pena ir a londres com intenções de fazer compras, quase todas as lojas (acessíveis) também existem em portugal, com preços mais em conta (já tinha descoberto esta em madrid também);
    - a não ser que tenhamos um cartão de crédito sem fundo para podermos torrar em roupa e acessórios de luxo, não faltam dessas lojas em londres.. aliás muito luxo se vê por aquelas ruas, super-carros, roupa, sapatos, malas, etc;
    - iphones por todo o lado, prai numa proporção de 10/1 para androids;
    - os bares de ramen estão para londres as tascas de sushi chinês estão para lisboa;
    - os ingleses são especialistas a fazer galões lattes, não bebi um que não gostasse;
    - ninguém em londres precisa de andar muito para comprar uma bebida quente, em cada esquina existe um caffé nero, ou um costa caffee ou um starbucks;
    - andar a passear um copo de papel não é só pelo estilo, com aquelas temperaturas siberianas é uma necessidade.. uma bebida quente faz maravilhas pelo corpo;
    - os ingleses estão obcecados com a segurança (e com muita razão). entre câmeras de cctv espalhadas por toda a cidade, controlo apertado à lá aeroporto para entrar nalguns edifícios, torniquetes com acesso controlado à entrada das obras, lixeiros com sacos de plástico transparentes, alertas nas estações de comboios para objectos deixados ao acaso, instalações para armazenamento de bagagem com scanners de raio-x, policias armados até aos dentes, etc;
    - se acham que as obras de lisboa são excessivas, vão passear até londres lol

    also, já não sou a única pessoa à face da terra que ainda não visitou londres YAY

    22 de Novembro de 2016, às 15:57link do post comentar ver comentários (16)(5)

    Web Summit

    acabei de passar 3 dias enfiada no web summit, e ainda estou assim um bocado zonza com a experiência. isto vai sair a quente, e provavelmente ainda com muita adrenalina a circular no sistema :D

    por acaso nem estava à espera de calçar lá. os bilhetes são caros como o raio (e não percebia muito bem se valia a pena o investimento), e já cheguei tarde aquela história dos bilhetes gratuitos do women in tech. até ao dia em que a startup onde trabalho ter entrado numa competição e ser seleccionada para ir lá vender o peixe. de repente, o web summit estava na agenda.

    não sabia muito bem o que esperar do evento. sabia que era sobre tecnologia, mas com uma forte componente de empreendedorismo, e que o networking era assunto sério. às tantas, o "web" ali no nome até induz um bocado em erro.. aliás, nem sequer faz grande justiça à verdadeira natureza daquele evento.

    da primeira vez que abri a app e fui ver o calendário das conferências, assustei-me logo! eram alguns oito palcos a bombar uma insanidade de talks. da selecção que fiz, cheguei a ter mais de três no mesmo slot horário. nem sabia como havia de gerir aquilo.. deixava-as ficar lá para ter algumas de backup.

    mais assustada fiquei, quando ao segundo dia cheguei lá e depararei-me com aquela confusão de gente, vinda dos quatro cantos do mundo de propósito para estar ali. os pavilhões da FIL estavam divididos entre palcos, áreas de exposição e de reuniões, e havia uma imensa massa humana, em permanente movimentação, a velocidades inconstantes e direcções erráticas - um pesadelo para atravessar três pavilhões em menos de 5 minutos. era quase impossível acabar de ver uma talk no pavilhão 1, e ter outra a começar dali a 10 minutos no pavilhão 3 e chegar lá a tempo.. ir para o palco central (no meo arena) então, era para esquecer.



    ao fim de umas quantas talks dentro das minhas áreas de interesse, comecei a perceber que o 20 minutos de duração mal riscavam a superfície do tema que abordavam e era quase uma perda de tempo. eram superficiais, e apenas estavam a validar o que eu ja sabia/fazia, sem ensinar nada de novo...

    ...e foi aí que me bateu: isto não é para mim, é para quem não conhece nada deste assunto. estão aqui milhares de pessoas, das mais variadas industrias, com os mais variados interesses e backgrounds. é impossível isto ser um evento muito técnico.

    percebi que não devia limitar-me a talks dentro das minhas áreas de interesse, mas sim a temas que não têm nada a ver comigo, e que também são relevantes. porque não estava ali nada que não fosse relevante, apesar de superficial. 

    ajustei a agenda do terceiro dia, e foi então que percebi a importância poderosa daquelas "snack" talks de 20 minutos. estas talks têm o propósito de nos fazer expandir os horizontes. para nos apercebermos das dificuldades e desafios que as outras áreas e industrias enfrentam (e que no fundo não são muito diferentes dos nossos), as abordagens que estão a tomar, e os resultados que estão ter, and so on!

    e retiravam-se sempre lições importantes. fartei-me de tirar notas. aprendi mais numa talk sobre a industria automóvel, que numa sobre usabilidade, por exemplo.

    para não falar que, com aquela confusão toda, a nossa capacidade de atenção é muito reduzida. 20 muitos é o tempo ideal para sermos expostos a outras realidades (ainda que de uma forma muito sucinta), e evitam o factor "ca granda seca, quando é que isto acaba". perfeito!

    com tanta coisa boa para ouvir, acabei por não conseguir dedicar muito tempo às centenas de startups que lá estavam representadas, e que todos os dias rodavam. e cheira-me que perdi muita coisa interessante..

    o networking é de facto um dos grandes pontos altos. milhares devem ter sido os cartões de visita trocados durante esta semana que passou. e acontece não só durante o evento principal, mas como também nos eventos satélite que inundaram os bares e restaurantes da zona central da cidade, nos últimos dias. era giro ver a malta na rua com o badge ao pescoço (eu incluída lol). 

    also, a quantidade de caras conhecidas que encontrei durante os três dias que lá estive, também me deixou muito contente :D

    o quarto e último dia estava reservado para exposição do nosso projecto, e apresentá-lo a quem estivesse interessado. das nove da manhã às seis da tarde, em pé, a falar ora em português, ora em inglês, quase non-stop. éramos 5 e não tínhamos mãos a medir. de vez em quando rendiamo-nos uns aos outros, para descansar as pernas e a garganta, aproveitar para comer qualquer coisa, e já agora, apanhar uma talk durante o processo. felizmente estávamos ao lado de um dos palcos com algumas das talks mais relevantes do dia. tou aqui com as pernas e as costas todas estropiadas, amanhã não me dou mexido, mas valeu totalmente a pena. foi brutal!!



    tivemos uns vizinhos americanos porreirissímos e cheios de genica, que abordavam as pessoas de uma forma genial "can i interest you in a rock?" e ofereciam uma pedra. tão, mas tão bom! ao fim do dia estavam tão mortos como nós, mas estavam super contentes com o resultado da exposição. diziam que tinham beneficiado com a nossa vizinhança, porque havia sempre ali montes e gente a parar. eu partilho da mesma opinião, eles também prendiam muita malta. os vizinhos ucranianos é que não se safaram tão bem.



    da perspectiva das startups, também fiquei a perceber a verdadeira importância do web summit. é uma oportunidade incrível para projectares o teu produto, de ganhares clientes e investidores, de trocares ideias com outras pessoas, para inclusive melhorar/afinar aspectos que nunca te ocorreram. em inicio de vida, isto vale ouro!

    os stands estavam estrategicamente posicionados perto da passagem para os palcos e os participantes que as iam ver, tinham que passar por lá e acabavam por ver a exposição. se o teu produto lhes despertar curiosidade, elas vão querer saber mais sobre ele, e tu vais potencialmente arranjar bons contactos. aqui já estou a falar por experiência própria. o desafio agora é saber manter e usar esses contactos.

    e ainda bem que é só um dia de exposição.. são sei se aguentava três daquilo!

    organizar um evento àquela escala deve ser uma coisa de loucos. agora consigo compreender o preço dos bilhetes (apesar de reconhecer que não são adequados às carteiras portuguesas). tudo impecável, desde a decoração e organização do espaço; temas bastante relevantes nas conferências, bons speakers e hosts com o trabalho de casa bem feito; exposições bem planeadas e bastante dinamizadas. tudo sem grandes atrasos e bastante afinado.

    a única parte menos boa foi talvez devido ao elevado número de participantes, que tornava as deslocações no recinto penosas, e formavam filas incríveis para comer ou para usar os wcs. e três dias só a comer porcarias, vá!



    resumindo, sinto que tive a experiência web summit completa. desde o evento principal (enxurrada de talks, a exposição, o networking, etc) aos meetups e after parties, e dou-me por muito grata de ter tido a oportunidade de participar. conseguiu ser overwhelming e ao mesmo tempo uma verdadeira surpresa, e espero muito voltar lá para o ano que vem \m/

     

    11 de Novembro de 2016, às 02:14link do post comentar ver comentários (22)(5)

    Dragon Ball

    z.. z.. z.. ora bem, vou já avisando que o post que se segue não vai interessar a 99% de vós. mas sendo este tasco o principal registo que mantenho da minha vida, vão ter que papar com isto anyway :D

    comecei a ver dragon ball do longínquo ano de 1996, depois de estar farta de ouvir falar na série, e de ver colegas da minha idade correrem para casa depois das aulas, para não perderem um segundo. não gostava de desenhos animados, mas a curiosidade mandou-me sentar à frente da tv, e ver uns quantos episódios para tentar perceber aquele hype todo...

    ...e quando dei por mim, estava absurdamente agarrada. obcecada, mesmo! não via mais nada pela frente se não aquilo. foi uma fase muita marada, que ainda durou uns anos. mesmo depois da série terminar e da febre começar a arrefecer, nunca me afastei muito daquele universo. nos entretantos fiz várias maratonas, e lia fic's e doujinshi's que ajudavam a preencher os vazios deixados pela série.

    até que no ano passado começou o super, uma série totalmente nova, e canon. nada como aquele cagalhão do GT. os primeiros arcs não foram muito originais porque desdobravam os dois OVA's mais recentes. mas depois a coisa começou finalmente a abrir, e OMFG!!!

    quem diria que 20 anos mais tarde, voltaria a dar por mim novamente viciadona na série. em parte pelo fanservice que a toei está a dar de bandeja. o meu OTP tem estado em grande e faz-me passar horas no tumblr (e noutros sítios mais refundidos), a seguir uma fandom completamente histérica (assim como eu hi hi hi).

    acompanhar dragon ball em 2016 é completamente diferente de 1996. já não é preciso amontar VHSs, nem de me lembrar a programar o vídeo e deixar a cassete certa lá dentro. agora existe uma coisa muita fixe chamada internet! um episódio novo passa no japão, e duas horas depois aparece a fumegar nos torresmos. já para não falar que todos os episódios, de todas as séries, e OVAs estão à distância de um click. outra coisa brutal é a enxurrada de memes, gifs, e opiniões e teorias que se segue a cada episódio, e que mantêm a malta entretida até ao próximo.

    also finalmente vi respondida uma questão existencial que tinha, desde há duas décadas: se a mim custava-me horrores a esperar um dia por um episódio novo (especialmente durante o arc do freeza, que aquilo nunca mais desemerdava), como teria aguentado aquela malta que só via uma vez por semana? devia ser uma tortura.. 

    sim, é uma tortura!!! AAAAARGH!!!

    estou a escrever isto no rescaldo daquele que é capaz de ser o episódio mais épico de todas as séries juntas (o 65º), e vai ser uma looooooonga semana, à espera de outro que se adivinha ainda mais épico. ando-me sempre a queixar que o tempo passa demasiado rápido.. pois esta semana espero que corra a mil à hora!! tou aqui que nem me aguento, à espera da próxima madrugada de domingo!! XD


    há 20 anos era a minha sis que me acompanhava, hoje é o meu homem que atura a berraria. btw, o meu homem só é meu homem porque eu um dia decidi começar a ver dragon ball. não sei se o teria conhecido de outra forma, até porque existiam 300km a separar-nos. a minha madrinha de casamento só a conheci pelo mesmo motivo. e também foi por causa desta série que me aventurei no web design, que mais tarde viria a ser a minha profissão. só me trouxe coisas boas, esta série ♥

    no fim-de-semana em que fui à terrinha, os meus pais tinham andado em arrumações e aproveitei para organizar a minha velhinha colecção, de material que adquiri entre 1996/2000, para ver se aquilo não leva sumiço. muito dinheiro gastava eu com o vicio lol tudo o que saía para o mercado com a estampilha do DB, eu comprava muahahaha. curiosamente, o item mais precioso que lá tenho não foi comprado. é um scrap book brutal, cheio de colagens e notas que fui fazendo ao longo de um ano. tão, mas tão bom!

    Agora por causa do post anterior

    lembrei-me de um dos "jantares" mais estapafúrdios dos últimos tempo. ok, já aconteceu há uns meses valentes.. mas ainda não me esqueci dele, tal não foi!

    estávamos atrasados para a sessão de cinema, com bilhetes já comprados, e sem tempo para jantar.

    felizmente o bar do cinema, para além de pipocas e outras guloseimas, também vende cachorros e nachos com cheddar picante derretido (cheira-me que é do mesmo mexicano que comprei). problem solved.

    infelizmente o meu estômago não achou piada nenhuma à combinação do cachorro e respectivas molhangas, com os nachos e o queijo, e as pipocas. andei vários dias com um sensação de desconforto horrível no estômago, e com a tripa muito mal humorada. não foi fixe :/

    5 de Novembro de 2016, às 19:28link do post comentar

    Hot Dogs

    eu e o homem somos grandes fãs desta despretensiosa invenção gastronómica. e não somos esquisitos, tanto marcha um decadente cachorro do frankie's como um somítico cachorro do ikea.

    em tempos que já lá vão, quando ainda éramos jóves e inconscientes, tínhamos uma espécie de tradição, (não, não falo daquela de andarmos a bater as roulottes da margem sul tarde e a más horas) que um dia por semana, o jantar era cachorro quente, elaborado em casa, com todo o requinte. entretanto com a idade fomos ganhando juízo, e passou a ser um manjar ocasional.

    aí há uns tempos, o homem andava todo choroso que lhe apetecia um cachorro afogado em chucrute, como tinha comido na roulotte da maria wurst, no alive. como a maria tá um bocado longe e não havia maneira dele se calar, acabámos por ir ao supercor abastecer-nos de ingredientes (daqueles que morrem no frigorífico e na despensa, meio consumidos, mas pronto..)

    começamos pelo pão de cachorro, que não tem grande ciência. de seguida escolhemos umas salsichas de aves tipo frankfurt, já conhecidas cá da casa, bem boas. gostamos de nos enganar pensar que são um bocadinho mais saudáveis que de porco. depois fomos à procura do chucrute, era o ingrediente que não podia falhar. pelo caminho achamos que pepino fatiado em pickle especial para hamburgers seria uma boa adição ao nosso cachorro. next batata-palha. e por fim, a secção dos queijos, só faltava mesmo o cheddar.

    o principal motivo que me faz ir ao supercor é a diversidade de produtos, e a secção de queijos não me desiludiu. não senhora: cheddar mexicano, com pimentos e chili?? OLÁ!! 

    ...e já que estamos nessa, venha daí também um pedaço desse espectacular queijo com wasabi hi hi hi this is gonna be cool \m/

    só deixamos ficar a cebola frita na prateleira porque olhei para o cesto e achei que era um bocado overkill, com a quantidade de merdas esquisitas que já tínhamos práli.

    chegamos a casa, e let's do this!

    o homem tratou de meter o pão no forno para ficar ligeiramente tostado, e aquecer as salsichas em água quente, quanto eu tratei de ralar os queijos.

    estava a construir o meu cachorro, absolutamente fascinada com a combinação letal de ingredientes que estava a cobrir a salsicha:

    mostrada, batata-palha, chucrute, pepino em pickle, cheddar picante e o gouda com wasabi. tudo coisas altamente saudáveis :D'

    à primeira dentada, com a boca em fogo, ocorreu-me que aquilo tinha tudo para correr (bem) mal, mas depois passou-me e até tive pena de não termos trazido também a cebola. tava tão bom que repetimos a dose. sem remorsos!

    claro que o resultado desta patifaria não se fez esperar.. andámos, sem exagero, uma semana à rasca das tripas.. FFS!

    tenho cá para mim, que a grande culpada desta história toda é a nossa preocupação em ter uma alimentação razoavelmente saudável. o sistema digestivo fica todo panisgas com as sopinhas, e as saladinhas, e o peixinho, e os legumeszinhos cozidos a vapor. depois quando lhe aparece uma carga assim mais marada, cai o carmo e a trindade...

    bah!

    3 de Novembro de 2016, às 15:00link do post comentar ver comentários (16)(1)

    Reviravolta sazonal à roupa

    é tão chato que aposto que este foi um dos doze trabalhos do hércules XP

    ainda assim sentia-me corajosa e fui buscar tudinho. despejei em cima da cama os conteúdos do roupeiro e do saco de vácuo que vive no interior do sommier, e só vê a luz do dia 2 vezes por ano. uma montanha de roupa que me deu assim uns suores frios e dores na consciência. até a gata ficou nervosa com aquele cenário.

    inacreditável a quantidade de roupa que tenho, e acabar por andar sempre vestida com a mesma meia dúzia de peças..

    anyway, decidi experimentar roupa que não vestia há anos, mas que vou guardando por razões,

    a minha cara quando a maioria das calças que tenho com mais de 5 anos, não passa das pernas, quanto mais conseguir abotoá-las na cintura (e a culpa não foi do whopper que tinha morfado ao almoço, que eu peço sem molhos e bebo águinha, tá?).. os trinta têm sido brutos comigo :/

    muita coisa velha guardada. desbotada, gasta, esburacada.. peças que não me consigo desfazer por questões emocionais. na verdade tenho a esperança que se regenerem de um ano para o outro, para poder voltar a usá-las. também é verdade que isso tem falhado ano após ano.. mas a esperança é a ultima a morrer!

    (e eu sou aquela pessoa que passou o verão em destroyed denim e t-shirts com ar "vintage"... mas há limites)

    mas vá, a cada reviravolta mando algumas para reciclagem, custa (um bocadinho) menos assim.

    encontrei demasiada coisa ainda com etiqueta. apesar dos meus esforços, continuo a comprar roupa que depois não consigo vestir.. correcção, continuo a permitir debaixo de uma chuva de ameaças o homem comprar-me roupa que ele gosta, e que por acaso no provador até parece boa ideia, mas depois não consigo vestir. isto tem mesmo que acabar.. normalmente quem beneficia com esta situação é a minha mãezinha, que não se importa de adoptar a roupa que a filha não quer.

    já estava a começar a ver o fundo da cama quando o homem decidiu descolar a peida do sofá e juntar-se à minha empreitada, e foi chafurdar no roupeiro dele. para meu alivio, livrou-se de algumas t-shirts que já estavam bem foleironas e mais do que passadas da validade. algumas delas deviam fazê-lo rever a teoria de não cortar unhas a bichos.

    este é outro com sérios problemas em desfazer-se da roupa favorita.. pior que eu, até! haviam de ter testemunhado uma luta lendária que tive com uns jeans e com alguns pares de bermudas, que ele insistia em guardar, apesar de estarem em tão mau estado que nem um sem abrigo era capaz de querer usar aquilo.. durou anos. e agora finalmente conquistei a derradeira batalha. yay!

    resultado: um sacalhão de roupa para dar, um sacalhão de roupa para reciclagem. not bad!

    31 de Outubro de 2016, às 20:35link do post comentar ver comentários (5)(2)

    'Le me

    tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

    no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

    offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

    seguir-me nos blogs do sapo

    'Le liwl

    era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003.

    muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora.
    a versão actual levou tempo a cozinhar mas ficou awesome toda cheia de modernices: web fonts, svgs, media queries, e css3. aviso já que os browsers antigos não vão achar piada nenhuma :D

    para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores: #10 #9 #8 #6 #5 #4