Frank

outro pedaço de puro entretenimento hipster, bastante agradável de se ver que o homem desencantou (e que por acaso está também no cinema). conta-nos a história de um zé-ninguém com aspirações de músico, que um dia conhece uma banda composta por malta alucinada.

após uma breve actuação com a tal banda, acaba por ser convidado a colaborar no próximo álbum e vai-se isolar juntamente com o excêntrico grupo, no meio de nenhures. 

 

é uma mistura caótica de comédia e drama, ao som de música psicadélica bem marada, que nos faz rir e que nos deixa comovidos. está belissimamente escrito e filmado.. e porque não, cantado :)

 

não sabia nada sobre o filme e consegui resistir ao impulso de pegar no aparelho mais próximo de mim que estivesse ligado à internet, para saber quem era a pessoa que passou 98% do filme com uma sinistra cabeça de papel em cima dos ombros, e cujo timbre de voz roça no do jim morrisson, e por vezes também no do beck. quando a revelação se sucedeu, só não caí de cú porque estava sentada no sofá lolão

 

…e é por isso mesmo que não linko nada. se estiverem interessados em ver o filme, aconselho a deixem-se surpreender como eu. o nome dos actores não aparece nos créditos iniciais, btw.

25 de Outubro de 2014, às 00:44link do post comentar

O verão de Outubro

tenho a dizer que apreciei bastante este calor fora de época que baixou sobre nós. bem que diziam que o verão ia chegar tarde este ano :D  

por mim podia esticar-se até dezembro que não lhe fazia mal nenhum! 

 

Untitled

25 de Outubro de 2014, às 00:20link do post comentar

Sabem do que é que eu tenho medo?

..mesmo medo, medo? dos 35 que estão aí a bater à porta!

 

os 30 não são nada em comparação. nada! 35.. que idade tão feia.. séria.. não gosto.
em tempos que já lá vão, costumava gozar com a malta que cortava essa meta, chamava-lhes dinossauros.. ò pra mim, prestes a chegar à tal idade jurássica!

 

e de nada me serve esconder ou fugir para o fim do mundo que eles vêem atrás de mim, todos felizes todos contentes, para onde quer que eu vá. quando me ponho a pensar nisso fico logo com afrontamentos. 

mais rugas e papos ali mesmo ao virar da esquina e daqui por uns tempos tou caída num qualquer salão de cabeleireiro a intoxicar-me com químicos manhosos para esconder os cães dos cabelos brancos, que teimam em nascer aos magotes. e a gravidade? essa é outra que não vê a hora de me começar a lixar o esquema..

 

vade retro.. buá!

Um camaçal de porrada

era o que eu merecia por ter desperdiçado o dia de ontem..

um calor do caraças lá fora, e eu enfiada em casa, a meter as séries em dia.. só lhe tomei o gosto por volta das seis da tarde, quando finalmente me arrastei até à rua.. bah!

    20 de Outubro de 2014, às 21:56link do post comentar ver comentários (1)

    Não sei que raio de bicho é que mordeu no homem..

    ..que nestes últimos meses deu-lhe pro cinema hipster.. perdão.. indie.. whatever!

     

    dos filmes que tem arranjado, uns dão-me vontade de ir a correr buscar os papéis do divórcio por me ter sujeitado a autênticas cagadas em três actos, outros deixam-me overwhelmed com sentimentos esquisitos que tenho dificuldades em digerir.. mas no bom sentido!

     

    o que aprecio neste tipo de filmes é que são geralmente muito simples, decorrem a um ritmo muito calmo, sem grandes pressas de chegar a lado algum.. tipo, saboreiam o momento. não há cgi, apenas grandes actores, argumentos brilhantes e poesia em forma de imagens.

    also, aprendi que não são para se ver em qualquer altura, é preciso estar no mood certo.. pelo menos comigo. bom, aqui ficam alguns que vi e adorei:

     

    the kings of summer

     

    simples, bonito e divertido, embora com um twist amargo. três amigos adolescentes decidem fugir de casa e passar o verão juntos, isolados do mundo.

    é uma espécie de hino à liberdade e ao regresso às origens. muito bem filmado, cheio de cenas em slow motion, momentos kodak, e flares, como manda a lei :)

     

    the way way back

     

    estupidamente real, simplório e.. feio! pessoas feias (imo lol), cenários feios e antiquados. para além disso está repleto de situações desconfortáveis, daquelas que não conseguimos ficar imunes.

    um adolescente com problemas de auto-estima e dramas familiares q.b… umas férias que têm tudo para correr mal, mas que se safam às contas de um tipo que parecia ter um parafuso a menos.

     

    only lovers left alive

     

    da primeira vez que me passou pelos olhos, não lhe liguei nenhuma, vampiragem não é a minha cena..

    daí que quase, quaaase me escapou, não fosse algo curioso ter sucedido: uns meses depois ouvi uma música na rádio que me despoletou uma estranha reacção na mioleira: só conseguia pensar no filme!

    devo ter associado a letra ao tema ou qualquer coisa do género.. o problema é que a música ficou-me no ouvido e não descansei enquanto não voltei a vê-lo.

     

    a melhor forma que encontro para descrever este filme é uma pintura em movimento. abusa nas cenas paradas e em câmera lenta, que o torna muito calmo e sonolento.. quase que nos hipnotiza. o guarda-roupa e os cenários sombrios e decadentes transbordam detalhe e as cores muito saturadas, que mudam conforme o ambiente e as personagens conferem-lhe uma beleza surreal. o toque final é dado pela desconcertada banda sonora, que combina na perfeição com a estética do filme.

     

    retrata basicamente a nostalgia exacerbada de dois seres imortais, extraordinariamente inteligentes e sensíveis, que se não se alimentassem de sangue e dormissem durante o dia, nunca os diríamos vampiros.

    duas personagens que nos seduzem facilmente pelas suas personalidades vincadas e tão opostas uma da outra. enquanto um tem sérios problemas em lidar naquilo em que o mundo e se tornou, a outra, mesmo após tantos anos de existência continua verdadeiramente maravilhada, excitada e apaixonada pelas coisas belas da vida. complementam-se na perfeição e nutrem um pelo outro uma paixão incondicional e intemporal.

     

    o argumento contém doses generosas de sarcasmo, que por vezes providenciam cenas de humor inesperadas, e diálogos que nos aguçam a curiosidade sobre o percurso daquelas duas almas pelos séculos passados.

     

    tracks

     

    outro daqueles que nos deixam lavados em lágrimas no final. é adaptado de um livro sobre a aventura verídica de uma mulher que decidiu largar tudo e lançar-se numa caminhada solitária de 2700km pelo deserto australiano até ao oceano indico.

     

    praticamente dois terços do filme é uma pessoa a andar sozinha na vastidão das paisagens avermelhadas e ressequidas do outback, acompanhada apenas pela sua cadela e quatro camelos selvagens domesticados por ela própria. pelo meio, os encontros imediatos com as gentes locais, as breves companhias, os perigos e a exaustação física e mental que teve que enfrentar. 

     

    a actriz principal, a mia wasikowska (que por acaso também entra nesse aí de cima) carregou com o filme todo às costas. tinha a missão de transmitir-nos a determinação, a coragem, a dureza e a solidão daquela jornada insana, e não se saiu nada mal. e os bichos que a seguem nesta aventura são adoráveis. nunca me passou pela cabeça achar isto de um camelo.. os camelos deste filme são adoráveis e melhores que muitos actores que andam por aí. nunca mais vou conseguir chamar "camelo" a alguém..

     

    o filme é extremamente simples, básico e aporcalhado… e ao mesmo tempo tão puro e tão belo, que até arrepia. e faz-se acompanhar por uma banda sonora que se entranha e lhe dá uma profundidade ainda maior.

    a única critica que lhe faço é na fotografia. o deserto australiano teria beneficiado de uma saturaçãozinha extra para fazer sobressair os tons avermelhados ainda mais e fazê-los contrastar com o azul do céu. mas é suposto ser um filme antigo, e seco.. o filme tem uma cor que dá sede :)

    17 de Outubro de 2014, às 01:08link do post comentar ver comentários (2)

    Sabes que tens os parafusos desapertados quando

    "xiii, que tempo tão foleiro.. vamos mazé de carro."

     

    excelente ideia!

    13 de Outubro de 2014, às 20:39link do post comentar ver comentários (2)

    O Inspira-me pergunta:

     

    "se desse um nome ao seu despertador, qual seria?"

     

    aquele que tenho actualmente :D

    7 de Outubro de 2014, às 20:40link do post comentar ver comentários (4)

    Então eu tinha um problema

    não era nada que me tirasse o sono ou me desse dores de cabeça ou sequer gases, mas era algo que tinha que lidar todos os dias e que me aborrecia. pessoas ocd têm destes dramas lolão

     

    long story short, não sabia o que havia de fazer às escovas de dentes!

     

    num copo não as gosto de ter, porque acumula água no fundo e faz porcaria, e por mais fixe que fosse tê-as simplesmente deitadas no degrau do lavatório não me parecia muito higiénico, porque voltavam-se e as cerdas ficavam em contacto com a superfície da loiça. pias da moda dão nisto..

     

    meses desta tormenta chegaram ao fim, ontem à tarde na muji. mal entrei, os meus olhos encalharam nuns suportes para escovas geniais… é que nem pensei duas vezes e trouxe um par deles hi hi hi agora já as posso ter em cima do degrau com estilo e sem grandes dilemas :D

     

     

    quem diria que um simples anel em cerâmica se revelasse numa solução tão prática. que belo exercício de design, este \m/

    Pancas da serigata V

    já sabemos que a nossa gatinha é o felino mais esquisito do universo conhecido - não quer saber da grandíssima maioria das latas de comida húmida que existem no mercado e muito menos toca (sabe zeus porquê) em fiambre, salchicha, frango, perú, ou camarão - coisas que deixavam qualquer um dos gatos que já tive malucos só com a ideia..

     

    no entanto, não há insecto nenhum que entre em casa, sejam moscas, traças, pequenos gafanhotos, ou aranhas, que consiga sair daqui com vida. o raio da gata fica maluca e lança-se numa perseguição feroz que só termina no estômago dela, enquanto os donos se contorcem de aflição ao vê-la alambazar-se com a presa.. blargh, ca nojo!

     

    mas...! já que ela é apreciadora de tais iguarias, sempre que topamos algum a entrar, chamamos logo a bixa para tratar do assunto e ela agradece. alimentação variada, é o que se pretende :D

    5 de Outubro de 2014, às 20:32link do post comentar ver comentários (2)

    Coisas que não me encaixam III

    andei o verão todo a dar-lhe na sidra. comprei mais 10-packs de somersby do que gosto de admitir, e em restaurantes e bares bebo sempre que tenho oportunidade. mesmo assim, três meses depois ainda fico zonza apenas com uma garrafa no bucho. tenho a sensação que se bebesse outra, caía pró lado.. não tenho mesmo estofo para isto lol

     

    (este post foi escrito sob a influência de uma sidra, caso não tenha ficado implícito :D)

    4 de Outubro de 2014, às 01:52link do post comentar ver comentários (3)

    'Le me

    tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

    no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

    offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

    101 coisas em 1001 dias - parte III

    faltam 33% done

    'Le liwl

    era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 15 de janeiro, no longínquo ano de 2003.

    muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora.
    a versão actual levou tempo a cozinhar mas ficou awesome toda cheia de modernices: web fonts, svgs, media queries, e css3. aviso já que os browsers antigos não vão achar piada nenhuma :D

    para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores: #10 #9 #8 #6 #5

    follow us in feedly   Follow on Bloglovin