Blue Monday

não sei como foi a vossa, mas a minha foi tudo menos blue!

tive que ir à cuf logo cedo meter o holter, depois pus-nos a caminho do trabalho. a manhã estava lindíssima, nada deprimente, apetecia a ficar ali, esparramados à beira rio, a absorver aquela radiação solar magnifica. já repararam que tem feito uns dias super limpos, sem neblinas nem smog. lisboa tem estado linda nestes últimos dias!

às três trouxe o trabalho para casa. tinha que estar em casa entre as três e as sete, para receber o colchão novo YAY. chegou às cinco, e como fedia a químicos, deixei-o arejar umas horas antes de fazer a cama.

por volta das seis, e em plena hora de ponta, atravessei a cidade para ir ao leroy fazer um recado. selvajaria do costume na estrada, tudo entupido e no mapa, indicação acidentes por todo o lado. depois do leroy, passar pelo ikea para devolver uns pés que não foram precisos para o hack do sommier. e já agora, porque não despachar logo a questão do jantar por lá? almôndegas vegetarianas com cuscus FTW!

depois ainda passar pelo escritório, no coração da cidade, largar o recado, e finalmente regressar a casa. a cama foi feita de fresco, e a primeira impressão do colchão é boa (espero não enganar-me como aconteceu com o anterior), acho que o homem é capaz de ter razão quanto às molas. é bastante firme, mas o protector de algodão que encomendámos é capaz de torná-lo mais confy. acho que vou finalmente ter uma cama digna de hotel hi hi hi

andei o dia todo com comichão por causa dos adesivos que prendem a fiarada do holter, não vejo a hora de tirar isto. also, com um dia tão agitado como o de hoje, devo ter aqui um belo dum registo :D

16 de Janeiro de 2017, às 23:29link do post comentar(1)

Pimbas!

 

cum caneco, tenho um blog com quatorze anos..

(só de ler isto apareceram mais dois cabelos brancos e uma ruga no pescoço lol)

para celebrar o aniversário, levou uma ligeira lavagem de trombas. apercebi-me que há 4 anos que não toco no layout, shame on me.. e o homem FINALMENTE consertou o arquivo, o bookmark já fica preso no ano que é suposto, YAY.

além disso, ficou um bocadinho mais gorducho, e não foi das festas. encontrei um cd de backups muito antigo, e nele descobri uma pasta com algumas preciosidades. entre as quais, uma velhinha base de dados do liwl, que me devolveu 10 posts que julgava perdidos para sempre :D

FFFFUUUUUUrmigas

saímos um bocadinho mais cedo do trabalho, na expectativa de uma noite calma, e aproveitar bem o descanso extra. de caminho, breve passagem pelo supermercado, para comprar umas cenas em falta para a janta.

vamos a pousar as compras na bancada da cozinha e.. e... 

FORMIGAS!!

FORMIGAS EVERYWHERE!!

WTF??

duas auto-estradas bastante congestionadas de formigas, vindas de diferentes pontos do openspace, a convergirem no armário da despensa. nem a taça da comida da gata escapou.. FFFUUUUUU!!

PQP um prédio com meia dúzia de anos e já tem formigas a entrar-lhe pelas paredes a dentro.. só não foi totalmente inesperado, porque eu já sabia que era apenas uma questão de tempo até acontecer. eu bem as vejo na rua. a elas e aos vulcões massivos donde elas brotam.

perspectivas de uma noite calma semelhantes ao destino que milhares de formigas estavam prestes levar: irem pelo cano do esgoto abaixo.

butes lá arregaçar as mangas e acabar com a festa. um massacre segue-se. esta merda custa-me, detesto ter que fazer mal a bichos. sim, até a formigas, aranhas, moscas, seja o que for.. e formigas não posso simplesmente abrir a janela e atirá-las para onde nunca deviam ter saído.

depois toca de vazar as quatro prateleiras armário, limpar aquilo tudo de formigas. aparentemente, todos os caminhos iam dar ao frasco de mel, apesar de bem fechado. como precaução, selar outras coisas que podiam atrai-las, e aproveitar para deitar fora tudo o que estivesse fora do prazo.

depois toca de ir a correr comprar armadilhas. voltar para casa, aspirar o chão, espalhar as 4 armadilhas pelas zonas mais criticas. e por fim, jantar, tarde e às más horas do costume. ao fim da noite, eram poucas as que ainda se aventuravam pela casa.

o comedouro da gata tem um pequeno rebordo à volta das taças que sempre me irritou, por dificultar a limpeza... até agora! nunca mais implico com aquilo. tem um uso extremamente prático para esta situação: enchi aquela secção com água, e pimbas! as formigas vão ter que construir uma jangada para atravessarem o rio até à terra prometida! se aquilo foi concebido com o propósito de servir de barreira anti-formigas, hats off, designers de equipamento para animais de estimação!

na manhã seguinte, as poucas que avistamos já estavam meio grogues. à falta de comida, devem ter atacado as armadilhas e aquilo já estava a fazer efeito. dois dias depois da invasão, não restam rabigas para contar a história (é por isso que estou eu a contá-la :D). aquela bodega funciona mesmo bem. só por causa das tosses vão continuar armadas mais uns tempos, pelo menos até selarmos os rodapés e garantir que elas não voltam tão cedo.

14 de Janeiro de 2017, às 00:48link do post comentar ver comentários (1)

The Night Manager

uma porrada de anos mais tarde voltei a ver uma série com o hugh laurie. passei os seis episódios baralhada com o homem. não consegui dissociá-lo do house, os tiques estavam todos lá, só não anda de bengala e está mais careca. e cheira-me que ele passou demasiado tempo na america e esqueceu-se de como se fala com sotaque britânico. tem piada, acho a voz dele mais harmoniosa quando fala americano (mas eu sou suspeita, adoro o sotaque americano). depois há o tom hiddleston (aka loki), que parecia estar tremendamente desconfortável no seu papel de espião recrutado à pressa. mas tenho o feeling que ele parece desconfortável em qualquer papel que calce.. deve ser o estilo dele.

no geral, esta mini-série vê-se bem. não é muito densa, tem suspense q.b., a cinematografia é impecável - às vezes mais parece que estamos a ver um filme, os locais de filmagem e cenários são definitivamente interessantes, tipo um 007 low budget. mas depois tem algumas inconsistências a nível de argumento, que quase arruínam a coisa. ao longo dos seis episódios vamos apanhando alguns momentos descompensados, que se formos picuinhas e decidirmos não suspender a descrença, é coisa para custar a engolir. o que mais me custou foi o plot device principal da narrativa, que enfraqueceu de tal modo o vilão - supostamente um dos homens mais perigosos e assustadores à face da terra, que a credibilidade dele quase cai por terra.

o desenvolvimento das personagens também podia ser mais interessante, assim como os motivos delas, tão parcamente elaborados, que pouco ou nada convencem. imo, os actores nem pareciam ter grande material para trabalhar as personagens, até me espanta como conseguiram arrecadar três globos de ouro..

é pena, porque havia ali muita substância, foi foi mal explorada e o resultado saiu um tanto superficial.

Let us rejoice

thievery corporation. coliseu dos recreios. 15 de fevereiro. fuck yeah!

há 8 anos foi épico!!

Olha ela

a bela da posta de fim-de-semana, like the good ol’days :D

se há coisa que detesto, detesto mesmo, são os fins de semana de inverno! não me apetece sair de casa, não me apetece fazer nada, os dias parecem muita curtos e o tempo passa depressa, e cenas.

mas porque conseguimos reserva para ramen no bonsai à uma e meia da tarde de sábado, fomos "obrigados" a sair de casa. não foi a mais genial das ideias, visto que ao fim-de-semana nunca acordo antes do meio-dia.. mas só servem aquele prato ao almoço, e queríamos mesmo alinhar. há quase 15 anos que andávamos para ir ao bonsai (desde o tempo que tinha "novo" no nome). uma grande, graaaaaande falha no nosso currículo.

saímos com tempo de passar no mercado da ribeira e comprar as hortaliças da semana, mas.. ou é aquele mercado que não é grande coisa, ou aquela hora não era a melhor.. não havia nada de jeito. decidimos deixar o carro ali e subir a "corta-mato", desde o cais do sodré às portas do principe real, nas calmas, para abrir o apetite (e não cair pró lado da estafa) lol

a experiência do bonsai foi muito fixe, o espaço e o ambiente do restaurante são fantásticos, mas o ramen não conquistou. e não creio que tenha sido por termos almoçado à hora que costumamos tomar o pequeno almoço, acho que as expectativas estavam demasiado altas. mas ficou a vontade de voltar lá, para sushi e restantes especialidades, tudo o que passou pelos nossos olhos dava água na boca!

depois do almoço, descemos o bairro nas calmas de volta ao cais do sodré. estava estranhamente calmo, para uma tarde daquelas. passamos pelo miradouro de santa catarina, descemos até conde barão, e seguimos por caminhos muito familiares, até ao estacionamento do mercado.

o dia continuava espectacular e o homem sugeriu que fossemos até à zona da fundação champalimaud, aproveitar o sol. acabamos por ficar uma hora a fazer fotossíntese na esplanada do darwin's. depois começou a encher e achamos que estava na hora de continuar com as tarefas que tínhamos programadas para aquele dia.

dali siga para benfica, abastecer a dispensa da sôdona gata. e depois para o mediamarkt, continuar a busca por um termoventilador decente para nos tornar as manhãs invernosas mais confortáveis. 

depois fomos a casa, buscar o termoventilador que tínhamos comprado três dias antes, e por ser valente treta, era para devolver. siga pro colombo. depois da devolução, fomos à caça de colchão. aparentemente, seis anos é a data de validade dos colchões de espuma, o bultex só tem seis anos e já anda a ver se nos mata. pensei que fosse merda para durar mais tempo, humpf... also, nunca mais na vida caio na asneira de comprar um colchão feito de espumas pretensiosas. molas it it's!

como não tinham naquela loja nenhum dos modelos que queríamos experimentar, fomos a loja do dolce vita, e tomamos a decisão. mas regressamos ao colombo para fazer a compra lá. ainda no colombo aproveitamos para jantar, porque acabamos por não fazer compras e o frigorífico tava vazio.

acabou por ser um dia brutal, e muito bem aproveitado \m/

já no domingo, só saí de casa às nove da noite, para ir secar roupa à lavandaria. há que manter os pratos da balança equilibrados :D

9 de Janeiro de 2017, às 02:38link do post comentar ver comentários (1)(1)

Loop do dia VIII

ou dos dias.. há três dias que tenho dois álbuns em loopprojections e love songs: part two, ambos do mesmo produtor. um achado daqueles que não acontecem todos os dias, graças a uma música tagada há uns meses no shazam, mas que estava por explorar.

ouço-os juntos no spotify, e apesar de terem diferenças notórias, não noto onde acaba um e começa o outro. o primeiro é uma mistura bastante ecléctica de texturas sonoras, vindas de vários géneros musicais, que colam estranhamente bem. o segundo não arrisca tanto e vai buscar sons mais subtis, mas igualmente diversificados e definitivamente interessantes. muita coisa porreira going on nestas 21 faixas.

é o tipo de música perfeita para ouvir em background durante horas a fio, não cansa. calma, melosa, confortável.

7 de Janeiro de 2017, às 02:16link do post comentar ver comentários (4)

Rogue One

até estava de apetites a escrever sobre o rogue one, mas depois vem o pedro do cinemaxunga, e relata palavra por palavra, a minha opinião sobre o filme. como eu não conseguia fazer melhor, o melhor que tenho a fazer é partilhar o link.

já no ano passado acertou na muge com a review que fez ao the force awakens. deste ainda tenho um rascunho enorme, uma amálgama de frases soltas que nunca consegui que fizessem sentido. talvez porque o filme não me fez sentido, e nunca consegui arrumá-lo na cabeça. tá tipo, na borda do prato.

5 de Janeiro de 2017, às 20:50link do post comentar ver comentários (3)(2)

366/366

podia resumir 2016 numa palavra: intenso!

mau não foi, embora tenha tido os seus momentos. (agora já consigo falar nisto lol) começou com uma granda bebedeira, a segunda da minha vida, cuja ressaca durou alguns três dias. só nós dois. o ponto alto foi ver o homem a rebolar-se no chão de tanto rir, por causa do balde do lixo (ainda hoje estou para perceber que piada foi aquela). o final de janeiro trouxe consigo uma proposta, e março trouxe uma despedida. disse adeus à minha segunda casa e à minha família emprestada de dez anos, e parti com uma pequena parte dessa família para uma nova aventura. safe to say, entre deixar um trabalho e começar noutro do zero, é coisa para dar muito, muito trabalhinho!

fora o mês de agosto, praticamente não houve tempo para respirar e os níveis de stress bateram recordes. mas até estava tudo controlado e a correr sob rodas, até que a saúde prega sustos (aos meus e a mim) e a coisa começa a fiar fininho.. e depois é tipo bola de neve. resultado, cheguei a dezembro completamente derreada e crashei.. vá lá que foi um mês relativamente calmo... do tipo, calmo antes da tempestade. ai mãe..

espremi todos os momentos livres para passear. conquistei a última região de portugal que me faltava, trás-os-montes, uma aventura épica que durou cinco dias. e por ter ficado tanto por ver, um mês depois acrescentei-lhe outros dois. pelo caminho conhecemos também salamanca e zamora. salamanca correu tão bem, que fomos lá de segunda vez, mostrar a cidade às respectivas sogras. pelo meio, ainda fomos conhecer mérida. dei um saltinho até ao coração da serra da estrela e outro até ao porto, onde cometi o maior dos pecados gastronómicos. e finalmente risquei londres da bucket list.

celebrei dez anos de campista, e bati o recorde de mais dias seguidos de campismo, doze. a praia dividiu-se entre tavira e tróia.

aguentei quase seis meses seguidos no ginásio, e depois os horários malucos tornaram a coisa muito complicada. agora que finalmente abriu um ginásio amigo de pessoas com horários malucos não muito longe do trabalho e vai abrir um não muito longe de casa (e no qual já estou inscrita), vamos ver se a rotina do exercício físico retoma, que bem preciso. tou cada vez mais perra, envelhecer é uma merda.

deve ter sido o ano em que vi menos filmes, contam-se pelos dedos das mãos. no cinema vi o jason bourne, batman vs superman, o deadpool, o captain america: civil war, x-men: apocalypse, o dr strange e o rogue one (hum... i see a pattern here). em casa não vi tantos.

em contrapartida, foi definitivamente, o ano das séries. vi séries até cair pro lado! 2 broke girls, agent carter, agents of shield, arrow, black mirror, better things, brain dead, billions, colony, conviction, daredevil, dark matter, dragonball super, izombie, frequency, legends of tomorrow, limitless, lucifer, mr robot, new girl, preacher, shades of blue, shokugeki no soma, stranger things, the expanse, the flash, the grand tour, the man in the high castle, the night of, victoria, vinyl, westworld, e x-files... ainda vi alguns episódios de outras, mas que não pegaram. se não fosse o tv showtime era complicado controlar isto tudo, nem sequer me lembrava de metade! 

estreei-me no alive, estive no web summit, e dei uma mãozinha no mais geek dos eventos em portugal, o codebits pixels camp. andei a apanhar pokémons com gente de todas as idades. conheci pessoas fixes.

comemorei 37 anos de idade, 15 de namorada, e 12 de casada. continuei a fazer das minhas, e o homem das dele. ganhei um sobrinho novo, que nasceu grande e rechonchudo, e com um timing incrível. fora os pais dele, fui a primeira a conhecê-lo, poucas horas depois de ter chegado ao mundo (e não, as minhas hormonas nem tugiram nem mungiram). os meus avós maternos comemoraram 65 anos de casados. 

muitos, muuuitos posts ficaram por escrever este ano. alguns estão em rascunho, devia fazer um esforço por terminá-los..

apesar de 7 ser o meu número favorito, não tou com grande feeling para 2017.. não me dou muito bem com anos ímpares. também pode ser porque não me sinto particularmente optimista. cheira-me que vai ser um ano difícil (espero enganar-me). acreditem, saúde (nossa e dos nossos) é só que é preciso, o resto, a malta amanha-se, a bem ou a mal. cheers!

31 de Dezembro de 2016, às 22:10link do post comentar ver comentários (5)(3)

Ramen

peeps be advised: convém ter guardanapos à mão para ler este post :D'

(keep in mind: ainda não tive oportunidade de provar o ramen no sítio onde ele nasceu, e muito menos sou conhecedora, logo a minha opinião sobre o prato não é a nível de autenticidade, mas sim do meu paladar e gosto pessoal)

fiquei a saber da cena do ramen em londres, quando o koppu abriu em lisboa. nos artigos que saíram sobre este restaurante, os proprietários contaram que foi lá onde aprenderam as artes desta sopa japonesa. aparentemente a cidade inglesa rendeu-se ao conforto proporcionado por uma tigela de noodles fumegantes, e eu fiquei com a pulga atrás da orelha.

até à data, a minha ideia de ramen eram aquelas porcarias instantâneas que se vendem nas secções internacionais dos supermercados, que nem para comida de sobrevivência é grande espingarda. mas também sei que é um dos pratos mais icónicos e apreciados da gastronomia japonesa, tinha que lhe dar uma oportunidade. vai daí, aproveitei a viagem a londres para fazer isso acontecer.

sítios onde podíamos experimentar não faltavam. a estreia aconteceu logo no primeiro dia, no tonkotsu do selfridges. estava apinhado, mas conseguimos dois lugarzitos ao fundo.

sentei-me, olhei para os ingredientes das quatro opções de ramen disponíveis no menu e benzi-me mentalmente. aquilo tinha tudo para correr mal.. água deslavada com cenas a boiar lá dentro é dificilmente a minha ideia de um prato substancial e saboroso. pedi ao calhas. fosse qual fosse das opções, era quase certo ia detestar.. ia deixar metade da comida, e passar uma vergonha por ser o único ser humano à face da terra que não gosta de ramen.

esta desconfiança toda foi em parte pela experiência do pho não ter corrido às mil maravilhas (se seguissem a conta do facebook aqui do tasco sabiam do que estou a falar :D), estava convencia que ia repetir-se.

foram minutos ansiosos à espera da minha tigela de ramen, que estava a ser habilmente preparada ao alcance dos meus olhos. o que aconteceu a seguir foi inesperado...

a fumegar debaixo do meu nariz, só o aroma foi suficiente para me activar as glândulas e comecei instantaneamente a salivar. concha na mão esquerda, pauzinhos na mão direita, e cá vai disto. primeira reacção quando as papilas gustativas processaram o sabor do caldo,

BLISS!! abso-fucking-lutely delicious!!



shoyu (caldo com base de soja e galinha)

o caldo é mais complexo do que parece à primeira vista, e é sem dúvida a parte mais gulosa deste prato. é aromático, encorpado, e riquíssimo em sabor. deixa-nos com uma agradável sensação de conforto e satisfação cá dentro.

gostamos tanto que no dia a seguir fomos ao kanada-ya. neste bar eram especialistas em tonkotsu (caldo com base de porco). o caldo do tonkotsu é mais espesso, opaco e ligeiramente gorduroso, e tão ou mais carregado de sabor que o shoyu.



dois dias depois, fomos ao "famoso" wagamama. há anos que oiço falar desta cadeia, e estava curiosa. aqui experimentei ramen de galinha (nem percebi que tipo era, se shoyu, se tonkotsu, ou outra coisa qualquer), e por zeus.. que porcaria mais deslavada que me serviram! aquelas ervas ali a boiar (rebentos de ervilha acho), davam um sabor tão mázinho que tornava a refeição ainda mais intragável. que desilusão que levei daqui :P



no último dia em londres, voltamos ao novamente ao tonkotsu (no soho) para a despedida e purgar da memória a má experiencia da noite anterior. é seguro dizer que por esta altura já estava viciada em ramen :D



de regresso à nação, a coisa que trouxe mais saudades de londres foi mesmo o sacana do ramen. via as fotos e desatava a salivar. se calhar estava na altura de fazer uma visita ao "culpado" pela descoberta gastronomica do ano, o koppu.

não é tão guloso como aqueles que devoramos em londres, mas dá para o gasto. a apresentação podia estar um bocadinho mais cuidada, mas isso já sou eu a ser picuinhas he he he



na semana seguinte foi a vez do kokoro. este minúsculo e modesto ramen bar, que serve apenas três pratos, está sempre à pinha. pedimos tonkotsu. o homem gostou, mas eu nem por isso. os noddles estavam no ponto, mas a entremeada tava muito longe daquilo que esperava, seca e sem grande sabor.



na semana seguinte voltamos a dar outra oportunidade ao kokoro. pedi o shoyu de galinha e gostei, apesar de achar que tinha pouco caldo. e desta vez, a carne do tonkotsu estava melhor. este sítio só tem um problema, o atendimento é super demorado.. 



eis que pinga na timeline do facebook, que no sábado seguinte era dia de ramen no bonsai. eh lah! bora já nessa. tinha realmente bom aspecto, mas não convenceu. o caldo base era de miso e porco, e estava algo gorduroso, e tinha um paladar muito forte na boca.
 

estou completamente rendida a este prato. a parte chata é que enquanto a moda não pegar cá, as poucas opções que temos onde desfrutá-lo, são bastante concorridas. por acaso, não muito longe de mim tenho o nood, mas tenho receio de arriscar, à conta dos barretões que tenho apanhado lá.. não queria coleccionar outro. depois, (só com muita sorte) no bonsai, aos sábados e em doses muito limitadas. já encontrei outros sítios, mas as fotos não me convencem. não quero arruinar o ramen para mim.

mas o ideal, o ideal, era mesmo apanhar um avião para um sitio que eu cá sei :D'

30 de Dezembro de 2016, às 01:28link do post comentar ver comentários (4)

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores: #11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

seguir nos blogs do sapo

Follow follow us in feedly