Para posteridade

nunca o sapo teve uma homepage tão gira :D

 

 

ide ver, antes que desapareça!

Então Isa, que andaste tu a fazer pela serra? III

aos saltos pelas pedras, a testar o karma

 

jump

 

o dia estava gelado, mas perfeito para passear: solarengo, descoberto, e o vento tinha-se sumido para parte incerta.. nada mexia naquelas paragens, a não ser os aviões que riscavam o céu.. cum caneco, podia estar um frio de cortar à faca, mas eu estava nas minhas sete quintas!

 

não deu para ir à nave da mestra, mas fomos pelo trilho fora ver as vistas. já o conhecíamos de uma caminhada que fizemos em 2010 em torno da lagoa do rossim, e eu andava deserta por voltar a palmilhá-lo.

 

trail

 

amo aquela paisagem, aqueles blocos massivos de granito, aquele chão, aqueles arbustos. amo o cheiro, o silêncio e a calma daquele sítio. gostava de poder carregar no botão de pausa e ficar imóvel ad aeternum, com a vista perdida naquele horizonte fantástico.

 

IMG_20141231_160400-2

 

#YOLO

 

foi o último dia do ano, e foi passado como se quer: muito bem!

 

(btw, quem é que adivinha de onde veio esta minha pancada de andar a saltar pelas pedras, como ilustra a primeira foto? :D)

Então Isa, que andaste tu a fazer pela serra? II

a descobrir a aldeia do pai natal presépio

 

piódão

 

piódão, sítio que andava para visitar há que tempos. é uma aldeia histórica, de casas de paredes de xisto e telhados de laje, que parece ter ficado parada algures no tempo (embora perfeitamente conservada), cravada numa encosta íngreme da serra do açor, paredes meias com a estrela.

 

demorei mais tempo a chegar lá do que contava (quase duas horas :P) e o sol já se estava a esconder por trás da montanha, quando finalmente o casario se revelou ao dobrar da milésima curva. que estopada do caraças.. mas valeu o esforço!

 

percorremos as ruas quase todas até ao cair da noite, apesar do briol que se entranhava nossos ossos e fazia ranger os dentes. a aldeia é adorável, cheia de charme, cada rua, cada fachada, cada recanto é um postal. fiquei tão desgostosa por termos chegado lá já tarde.. duas horas não chegaram, preciso de um dia inteiro lá :)

 

piódão piódão

 

de regresso meti-me por uma estrada ainda mais sinuosa mas que me levou a passar por umas quantas povoações que desconhecia completamente. a serra tá minada de aldeias por aquelas encostas fora. há que tirar ao chapéu às pessoas que conseguem viver tão isoladas do resto do mundo, numa zona tão refundida como aquela, que para lá chegar é o cabo dos trabalhos.

o passeio acabou por servir de volta de reconhecimento, tenho que voltar lá para explorar aquela parte da serra ao pormenor.

 

uma coisa vos digo, pessoas.. quanto mais conheço o nosso cantinho à beira mar plantado, mais apaixonada por ele fico.

Então Isa, que andaste tu a fazer pela serra? I

a contribuir activamente para o aquecimento global :D

 

feijoca

 

isto (e isto também) é um dos principais motivos que me fazem voltar à serra vezes e vezes sem conta.. eu, que nem sou grande apreciadora de migas, devoro este prato com uma sofreguidão tal, que parece que não vejo comida pela frente há semanas. É. TÃO. BOM!

 

o entrecosto e os enchidos grelhados na perfeição.. a doçura da broa ensopada em azeite, com feijocas e couves à mistura.. mmmmm.. só de me lembrar, babo-me toda :D'''

Mountain blues...

nunca falha, sempre que volto do monte :/

    1 de Janeiro de 2015, às 21:18link do post comentar

    365/365

    este meu 2014 foi muito apagadito, coitadito. inverno dolorosamente longo e desagradável, verão miserável, que mal aqueceu, trabalho, trabalho e mais trabalho, e muito cansaço.. a combinação perfeita para ter pouca vontade de me mexer..

     

    mas para não entorpecer, voltei a fazer geocaching, que proporcionou alguns passeios interessantes por sesimbra, serra de montejunto e albufeira do maranhão; tive uma semana brutal na madeira, fartei-me de conduzir e conheci lugares incríveis; passei a semana e meia da praxe às voltas pela costa alentejana; andei metida no que sobrou do verão entre a arrábida e tróia (a descoberta do ano), na esperança de conseguir uns dias de praia minimamente decentes; e termino o ano na minha serra favorita. não foi o mais movimentado dos anos, mas não me posso queixar para não arranjar sarilhos com o karma :D

     

    sucede que o que mais marca 2014 não foram as passeatas, mas sim as patuscadas.. foi só enfardar este ano!

     

    deve ter sido para compensar o tempo asqueroso, uma pessoa precisa de consolo muahaha provei finalmente o arroz de lingueirão na carrasqueira, depois de anos a prometer; comi muito porco preto em tascas refundidas por esse alentejo fora; marisco à fartanzana; choco frito; bifes, tostas, wraps e pregos deliciosos; a juntar à caracoladas, nachadas e sushizadas do costume.. como só aumentei do 24 para o 26 nas calças é milagre!

     

    isso e filmes. quando não apetece sair de casa, tornamo-nos muito íntimos com o sofá.. vi cerca de 100 filmes, alguns deles mais do que uma vez. aliás, foi assunto recorrente aqui no tasco, praí um terço dos posts que publiquei este ano são sobre cinema. faltou alguns que comecei a escrever mas que não passaram de rascunho. 

    em novembro, e para desenjoar de tanta americanisse, voltamos ao anime. devorámos umas quantas séries quase de enfiada, para compensar os dez anos de hiato he he he ainda estou a decidir se hei-de trazer esse tema aqui pro blog ou se me deixe ficar quietinha. we'll see..

     

    comemorei o meu 35º aniversário, algo que ainda hoje tenho uma certa dificuldade em aceitar, e por comemorar ficou o 10º aniversário de casório, mas logo se trata disso.. criançada, um conselho que vos dou de borla: casar no mesmo dia do aniversário, por muito giro que pareça é má ideia - eventualmente vão ficar deprimidos com a idade que não pára de aumentar (para não enumerar outros motivos, alguns ainda mais deprimentes) e perdem a vontade para grandes festejos. vão por mim que é verdade.

     

    mais… tratamos de um assunto há muito pendente, levar o chasso a conhecer o criador (estava encostado há bastante tempo); o homem foi finalmente tirar o cornichon; arranjei um smartphone android (AH AH AH AH… as voltas que a vida dá); descobri que sofro de alergias (tive um ataque de rinite brutal porque andei metida no meio das ervas a fotografar flores silvestres), e parece que até a gatos sou alérgica (o universo tem um sentido de humor do crl); por falar em gatos, a gata deu-me cabo do juízo com as manias dela; meti-me nas corridas e depois parei por causa do frio; pedaleisup'ei; fiz cenas!

     

    para terminar, cartão vermelho ao meu carrinho lindo, que me depenou à grande este ano. podia ter ido com o homem uma semana de férias com tudo incluído para as caraíbas com o guito que enterrei nele.. é bom que não dê chatices nos próximos tempos, não tou para andar a sustentar oficinas..

     

    …e dentro de momentos seguem-se outros 365 dias novinhos em folha para torrar, vamos a isso. sem remorsos!

    31 de Dezembro de 2014, às 17:19link do post comentar ver comentários (2)(1)

    First world problems... VI

    tenho as mãos tão geladas que o ecrã do telemóvel não reconhece o toque dos dedos..

    30 de Dezembro de 2014, às 14:02link do post comentar

    AH AH AH AH

     

    quentinho aqui em manteigas, tá!

      29 de Dezembro de 2014, às 22:48link do post comentar ver comentários (7)

      Em boa verdade vos digo

      ...se os dias não fossem tão curtos, seria muito mais fácil tolerar o inverno :/

        27 de Dezembro de 2014, às 14:58link do post comentar ver comentários (2)

        Coisas de gato

        dos vários hábitos estranhos que os nossos senhores felinos têm, aquele que mais me intriga é a mania que eles têm de seguir-nos para o WC. uma pessoa não pode ir tratar dos seus assuntos privados em paz, que não tardando muito tem o gato à perna - pode estar a dormir, ou a brincar, ou a comer na outra ponta da casa, ou até mesmo derretido a receber mimos, que assim que topa alguém a deslocar-se na direcção da casa de banho, aí vai ele!!

         

        as visitas à solitária são tudo menos solitárias quando se tem um gato.. e não adianta deixá-los fechados do lado de fora, que ficam ali plantados a esgravatar a porta e a miar com tom mais infeliz do mundo. tanto insistem que às tantas levam a melhor porque uma pessoa nem se consegue concentrar na tarefa que a levou lá.

         

        dizem que os gatos não são tão fiéis quanto os cães, mas acho que não há maior prova de fidelidade que ter um gato - esse animal tão independente e senhor de si - sentado ao nosso colo ou aos nossos pés, a aguentar corajosamente a atmosfera potencialmente tóxica que toma conta do cubículo, como se fosse o seu dever.

         

        companheirismo? oportunidade? solidariedade? curiosidade? fetiche? não encontro explicação para isto e ainda não li nada verdadeiramente conclusivo sobre tal hábito, por isso venham daí as essas teorias :D

        24 de Dezembro de 2014, às 01:22link do post comentar ver comentários (2)

        'Le me

        tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

        no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

        offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

        101 coisas em 1001 dias - parte III

        faltam 36% done

        'Le liwl

        era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 15 de janeiro, no longínquo ano de 2003.

        muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora.
        a versão actual levou tempo a cozinhar mas ficou awesome toda cheia de modernices: web fonts, svgs, media queries, e css3. aviso já que os browsers antigos não vão achar piada nenhuma :D

        para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores: #10 #9 #8 #6 #5

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