First world problems...

vou ver o interstellar por descargo de consciência. não quero deixar escapar a oportunidade de ver no grande ecrã um filme do meu género favorito.. antes chateada que arrependida, é o que eu costumo a dizer nestes casos.

 

resta a dúvida se vou conseguir sobreviver sem grandes mazelas a outro mais-do-que-certo peido mental do nolan (espero estar redondamente enganada, acreditem), que ainda por cima traz o mcconaughey a reboque.. e eu não. posso. com. o. homem! três horas a levar com ele na tromba vai ser o maior frete do ano..

 

volta dicaprio, tás perdoado :P

 

[edit] vá, o filme até tá fixe. vê-se bem, compreende-se bem (apesar do paleio científico todo), é bonito.. e o mcconaughey conteve-se nos assobios lol 

Massada de peixe

txé.. há praí um ano que não botava uma receita aqui O.o

 

tenho andado muito preguiçosa para fazer comida, é o que é.. o homem é quem tem andado mais activo pelos tachos, eu limito-me a preparar sopa, que me demora cinco minutos e depois estou de volta ao sofá he he he

 

mas ontem à noite fiz um esforço e documentei a preparação da janta. não é nada de finório, até porque não vejo o foodnetwork há meses (a box está desligada desde agosto!) e não tenho tido grandes inspirações culinárias.

é um prato recorrente aqui no nosso estabelecimento privado, especialmente quando o tempo começa a arrefecer, que é quando estas comidas de conforto sabem melhor. além disso, é muito simples e rápido de preparar e uma excelente forma de utilizar sobras que andem perdidas no frigorifico e no congelador.

 

muitas formas de fazer massada de peixe existirão, esta é a minha!

 

para duas pessoas:

 

(as quantidades são quase todas a olhómetro, uma das poucas coisas boas dos 35 - uma pessoa às tantas aprende a fazer as coisas sem pensar muito nelas, mas é mais ou menos isto)

 

 

- uns lombos de pescada (ou outro peixe qualquer que esteja a "cozer" dentro do congelador) e uns camarões que tenham sobrado de uma patuscada qualquer;

- massa dos cotovelos (no pacote costuma vir indicado a dose individual);

- uma cebola média;

- dois dentes de alho;

- 1/2 pimento;

- praí umas 5 ou 6 colheres de sopa de polpa de tomate;

- um cálice de vinho branco;

- azeite qb, para o refogado;

- 1 colher de sopa de creme de marisco;

- 1 folha de louro;

- um ramo de salsa;

- sal e pimenta moída (ou piri-piri.. ou ambos) qb;

 

primeiro ponho o peixe e o camarão (ainda congelados) a cozer em água temperada de sal (não convém usar muito btw). 5 minutos depois de levantar fervura, tiro o peixe e reservo a água da cozedura.

 

num tacho ao lado começo o refogado. aqueço o azeite juntamente com o piri-piri, a folha de louro e a pimenta, para os óleos libertados pelas especiarias aromatizarem o azeite. depois junto a cebola e o alho picados finamente.

 

 

quando a cebola fica translúcida, adiciono o pimento previamente cortado em tiras finas.. depois o tomate.. depois o vinho.. depois um bocado da salsa, picada.. e por último, a sopa de marisco (em pó), mexendo sempre. com a ajuda de um coador, transfiro a água da cozedura do peixe para o tacho e deixo apurar durante uns minutos.

 

 

depois junto a massa e adiciono água quente (para mão interromper a cozedura) suficiente para a quantidade de massa. entretanto descasco parte dos camarões e lasco o peixe, que serão adicionados ao tacho nos momentos finais, antes da massa ficar cozida no ponto. 

 

um minuto ou dois antes de desligar o lume, rectifico os temperos (com cuidado para nao queimar a língua lol) e tá feito!

 

 

maravilha, o estômago até bate palmas.. e a boca também por causa da malagueta - os sacrifícios que uma pessoa faz por amor :D

Pior do que fazer 35 anos...

...é fazer 35 anos no dia em que a hora atrasa. PQP, ODEIO o horário de inverno!! XP

 

(btw, este post sofreu com a mudança da hora, demorou 59 minutos até aparecer publicado lol)

Frank

outro pedaço de puro entretenimento hipster, bastante agradável de se ver que o homem desencantou (e que por acaso está também no cinema). conta-nos a história de um zé-ninguém com aspirações de músico, que um dia conhece uma banda composta por malta alucinada.

após uma breve actuação com a tal banda, acaba por ser convidado a colaborar no próximo álbum e vai-se isolar juntamente com o excêntrico grupo, no meio de nenhures. 

 

é uma mistura caótica de comédia e drama, ao som de música psicadélica bem marada, que nos faz rir e que nos deixa comovidos. está belissimamente escrito e filmado.. e porque não, cantado - já que foram os próprios actores que produziram grande parte da banda sonora :)

 

não sabia nada sobre o filme e consegui resistir ao impulso de pegar no aparelho mais próximo de mim que estivesse ligado à internet, para saber quem era a pessoa que passou 98% do filme com uma sinistra cabeça de papel em cima dos ombros, e cujo timbre de voz roça no do jim morrisson, e por vezes também no do beck. quando a revelação se sucedeu, só não caí de cú porque estava sentada no sofá lolão

 

…e é por isso mesmo que não linko nada. se estiverem interessados em ver o filme, aconselho a deixem-se surpreender como eu. o nome dos actores não aparece nos créditos iniciais, btw.

25 de Outubro de 2014, às 00:44link do post comentar

O verão de Outubro

tenho a dizer que apreciei bastante este calor fora de época que baixou sobre nós. bem que diziam que o verão ia chegar tarde este ano :D  

por mim podia esticar-se até dezembro que não lhe fazia mal nenhum! 

 

Untitled

25 de Outubro de 2014, às 00:20link do post comentar ver comentários (1)

Sabem do que é que eu tenho medo?

..mesmo medo, medo? dos 35 que estão aí a bater à porta!

 

os 30 não são nada em comparação. nada! 35.. que idade tão feia.. séria.. não gosto.
em tempos que já lá vão, costumava gozar com a malta que cortava essa meta, chamava-lhes dinossauros.. ò pra mim, prestes a chegar à tal idade jurássica!

 

e de nada me serve esconder ou fugir para o fim do mundo que eles vêem atrás de mim, todos felizes todos contentes, para onde quer que eu vá. quando me ponho a pensar nisso fico logo com afrontamentos. 

mais rugas e papos ali mesmo ao virar da esquina e daqui por uns tempos tou caída num qualquer salão de cabeleireiro a intoxicar-me com químicos manhosos para esconder os cães dos cabelos brancos, que teimam em nascer aos magotes. e a gravidade? essa é outra que não vê a hora de me começar a lixar o esquema..

 

vade retro.. buá!

Um camaçal de porrada

era o que eu merecia por ter desperdiçado o dia de ontem..

um calor do caraças lá fora, e eu enfiada em casa, a meter as séries em dia.. só lhe tomei o gosto por volta das seis da tarde, quando finalmente me arrastei até à rua.. bah!

    20 de Outubro de 2014, às 21:56link do post comentar ver comentários (1)

    Não sei que raio de bicho é que mordeu no homem..

    ..que nestes últimos meses deu-lhe pro cinema hipster.. perdão.. indie.. whatever!

     

    dos filmes que tem arranjado, uns dão-me vontade de ir a correr buscar os papéis do divórcio por me ter sujeitado a autênticas cagadas em três actos, outros deixam-me overwhelmed com sentimentos esquisitos que tenho dificuldades em digerir.. mas no bom sentido!

     

    o que aprecio neste tipo de filmes é que são geralmente muito simples, decorrem a um ritmo muito calmo, sem grandes pressas de chegar a lado algum.. tipo, saboreiam o momento. não há cgi, apenas grandes actores, argumentos brilhantes e poesia em forma de imagens.

    also, aprendi que não são para se ver em qualquer altura, é preciso estar no mood certo.. pelo menos comigo. bom, aqui ficam alguns que vi e adorei:

     

    the kings of summer

     

    simples, bonito e divertido, embora com um twist amargo. três amigos adolescentes decidem fugir de casa e passar o verão juntos, isolados do mundo.

    é uma espécie de hino à liberdade e ao regresso às origens. muito bem filmado, cheio de cenas em slow motion, momentos kodak, e flares, como manda a lei :)

     

    the way way back

     

    estupidamente real, simplório e.. feio! pessoas feias (imo lol), cenários feios e antiquados. para além disso está repleto de situações desconfortáveis, daquelas que não conseguimos ficar imunes.

    um adolescente com problemas de auto-estima e dramas familiares q.b… umas férias que têm tudo para correr mal, mas que se safam às contas de um tipo que parecia ter um parafuso a menos.

     

    only lovers left alive

     

    da primeira vez que me passou pelos olhos, não lhe liguei nenhuma, vampiragem não é a minha cena..

    daí que quase, quaaase me escapou, não fosse algo curioso ter sucedido: uns meses depois ouvi uma música na rádio que me despoletou uma estranha reacção na mioleira: só conseguia pensar no filme!

    devo ter associado a letra ao tema ou qualquer coisa do género.. o problema é que a música ficou-me no ouvido e não descansei enquanto não voltei a vê-lo.

     

    a melhor forma que encontro para descrever este filme é uma pintura em movimento. abusa nas cenas paradas e em câmera lenta, que o torna muito calmo e sonolento.. quase que nos hipnotiza. o guarda-roupa e os cenários sombrios e decadentes transbordam detalhe e as cores muito saturadas, que mudam conforme o ambiente e as personagens conferem-lhe uma beleza surreal. o toque final é dado pela desconcertada banda sonora, que combina na perfeição com a estética do filme.

     

    retrata basicamente a nostalgia exacerbada de dois seres imortais, extraordinariamente inteligentes e sensíveis, que se não se alimentassem de sangue e dormissem durante o dia, nunca os diríamos vampiros.

    duas personagens que nos seduzem facilmente pelas suas personalidades vincadas e tão opostas uma da outra. enquanto um tem sérios problemas em lidar naquilo em que o mundo e se tornou, a outra, mesmo após tantos anos de existência continua verdadeiramente maravilhada, excitada e apaixonada pelas coisas belas da vida. complementam-se na perfeição e nutrem um pelo outro uma paixão incondicional e intemporal.

     

    o argumento contém doses generosas de sarcasmo, que por vezes providenciam cenas de humor inesperadas, e diálogos que nos aguçam a curiosidade sobre o percurso daquelas duas almas pelos séculos passados.

     

    tracks

     

    outro daqueles que nos deixam lavados em lágrimas no final. é adaptado de um livro sobre a aventura verídica de uma mulher que decidiu largar tudo e lançar-se numa caminhada solitária de 2700km pelo deserto australiano até ao oceano indico.

     

    praticamente dois terços do filme é uma pessoa a andar sozinha na vastidão das paisagens avermelhadas e ressequidas do outback, acompanhada apenas pela sua cadela e quatro camelos selvagens domesticados por ela própria. pelo meio, os encontros imediatos com as gentes locais, as breves companhias, os perigos e a exaustação física e mental que teve que enfrentar. 

     

    a actriz principal, a mia wasikowska (que por acaso também entra nesse aí de cima) carregou com o filme todo às costas. tinha a missão de transmitir-nos a determinação, a coragem, a dureza e a solidão daquela jornada insana, e não se saiu nada mal. e os bichos que a seguem nesta aventura são adoráveis. nunca me passou pela cabeça achar isto de um camelo.. os camelos deste filme são adoráveis e melhores que muitos actores que andam por aí. nunca mais vou conseguir chamar "camelo" a alguém..

     

    o filme é extremamente simples, básico e aporcalhado… e ao mesmo tempo tão puro e tão belo, que até arrepia. e faz-se acompanhar por uma banda sonora que se entranha e lhe dá uma profundidade ainda maior.

    a única critica que lhe faço é na fotografia. o deserto australiano teria beneficiado de uma saturaçãozinha extra para fazer sobressair os tons avermelhados ainda mais e fazê-los contrastar com o azul do céu. mas é suposto ser um filme antigo, e seco.. o filme tem uma cor que dá sede :)

    17 de Outubro de 2014, às 01:08link do post comentar ver comentários (2)

    Sabes que tens os parafusos desapertados quando

    "xiii, que tempo tão foleiro.. vamos mazé de carro."

     

    excelente ideia!

    13 de Outubro de 2014, às 20:39link do post comentar ver comentários (2)

    O Inspira-me pergunta:

     

    "se desse um nome ao seu despertador, qual seria?"

     

    aquele que tenho actualmente :D

    7 de Outubro de 2014, às 20:40link do post comentar ver comentários (4)

    'Le me

    tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

    no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

    offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

    101 coisas em 1001 dias - parte III

    faltam 33% done

    'Le liwl

    era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 15 de janeiro, no longínquo ano de 2003.

    muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora.
    a versão actual levou tempo a cozinhar mas ficou awesome toda cheia de modernices: web fonts, svgs, media queries, e css3. aviso já que os browsers antigos não vão achar piada nenhuma :D

    para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores: #10 #9 #8 #6 #5

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