Stresses com gatinhos

[aviso à navegação: isto é longo, e muito provavelmente não interessa a ninguém, mas quero guardar registo para memória futura, para não voltar a acontecer]

a gatifonga, à parte dos rins terem começado a dar sinais de alarme demasiado cedo para o meu gosto, nunca teve problemas de saúde, foram 5 anos muito tranquilos.. até que chega ao dia, que reparo que ela anda a soltar umas pinguinhas, e não parece ser urina.. e que anda a beber *demasiada* água.. e que ando a tirar do wc torrões inacreditavelmente grandes, e em quantidades industriais.. isto não pode ser boa coisa.. se calhar na segunda vamos àquele sitio que tu tanto gostas (NOT!!), ser inspeccionada.

pois que na segunda, quando ela tenta várias vezes a ir ao wc sem conseguir fazer nada, e anda pela casa a mandar uns berros aflitos, e se amocha a um canto meio mortiça e já não se mexe mais dalí, decidimos que não era coisa que pudesse esperar mais tempo, e a meio da tarde fomos directos pro vet. a coisa não estava definitivamente famosa, porque ela nem sequer fez as birras do costume para entrar na transportadora, e foi o caminho todo no carro sem abrir as goelas.

ao chegar ao vet, não parecia sequer muito incomodada por ter pessoas estranhas de volta dela, nem sequer tinha as garras em riste, prontas a afiambrar em quem ousasse tocar-lhe no pêlo, ficou-se por umas bufadelas inofensivas de aviso. acho que a descrição dos sintomas foi suficiente para perceberem o que se passava. foi sedada para fazer análises e uma ecografia, e meia hora depois, o problema estava confirmado: uma piometra (infecção uterina), e o tratamento era a esterilização - o mais rapidamente possível. caiu-me tudo..

andávamos a adiar este momento há três anos e meio, porque eu tinha uma luta interna sobre a real necessidade de tal procedimento.. fazia-me confusão ter que fazer o bixo passar pelos riscos de uma cirurgia electiva, que só me beneficiaria a mim. se ela tivesse cios como os do furão, que eram um pesadelo, era uma coisa, mas os dela até se toleravam bem. dava uns miados altos de vez em quando, e esfregava-se por todo o lado, mas não chateava muito. racionalizar demasiado as coisas, nem sempre é uma cena fixe.. não queria meter a vida do bixo em risco, e no fim acabei por fazê-lo.. foi uma chapada nas trombas a frio.

foi-nos aconselhado a não esperar mais tempo, mesmo com o risco acrescido de fazer o procedimento com uma infecção activa. ficaria internada a fazer soro e antibiótico, e seria operada no dia seguinte, ao final da manhã. ainda estava a dormir da sedação da eco, fiz-lhe uma festinha, assinei o termo de responsabilidade meio a torto, e tive que sair de lá.

as 24 horas seguintes foram tramadas, a ansiedade estava a modos que a rebentar a escala. a casa parecia estupidamente vazia sem o gato, e eu não conseguia parar de pensar no pior (tenho este "defeito", vá-se lá saber). a meio da tarde recebemos a chamada do vet, a informar que tinha corrido tudo bem, e que podíamos ir buscá-la dali a umas horas. finalmente deu para respirar de alivio. quando a fomos buscar, estava a dormir. teve que ser sedada para lhe tirarem o cateter. não foi uma paciente nada fácil, cada vez que tinham que por-lhe as mãos em cima, para fazer o que fosse, tinham que a sedar.. raio do bixo, parece que a fomos buscar à selva -_-'

agora tínhamos pela frente o recobro, com duas semanas de antibiótico 2x ao dia. e não foi pacífico,

quando chegou a casa, toda grogue, apagada, parecia que não sabia onde estava, não se aguentava direita, tinha dificuldades a comer e a usar o wc. não ajudava o cheiro horrível que trouxe agarrado ao pêlo, e a pelada gigante na barriga em pleno inverno.. naquele momento percebi porque é que tinha andado a adiar aquela história, não foi nada fácil ver o bixo naquele estado.. e ainda demorou uns dias até voltar ao normal.

duas noites após a cirurgia, vou a limpar o wc e não vejo "biscoitos".. ora, eu conheço bem o trânsito intestinal da minha gata, é bastante saudável e generoso, e não tenho "biscoitos" desde terça.. a gata está entupida sabe-se lá há quantos dias. pânico! tentei não stressar muito, porque no dia seguinte tínhamos consulta de follow up. entretanto a gata começa a tossir. não era nada de especial, mas nunca tinha ouvido a minha gata a tossir antes. mais pânico.

na consulta dizem que é normal os gatos ficarem com prisão de ventre depois daquela cirurgia, por dor ou desconforto ao fazerem esforços. mas provavelmente porque eu estava altamente stressada por não saber há quantos dias a gata não cagava, deram-lhe uma pequena dose de laxante, que fez efeito poucas horas depois.. nunca fiquei tão contente de ver um gato a usar o wc, juro!! lol quanto à tosse, o mais certo era a garganta estar irritada devido à entubação.

durante o fim-de-semana, os episódios de tosse pioram de tal forma, que voltamos com ela ao vet na segunda, para ver se não seria algo mais grave que uma irritação na garganta. deram-lhe medicação para tosse e anti-inflamatório. desta vez portou-se terrivelmente mal, à segunda das duas injecções, deixou o homem e a vet a sangrar. ao homem apanhou-lhe uma das mãos, que ficou toda arranhada. a vet teve mais azar, foi apenas um pequeno bife no pulso, mas como apanhou uma veia, havia sangue por todo o lado.. as vergonhas que o cabrão do gato nos faz passar naquele sítio.. dass!!

a tosse acalmou nos dias seguintes, apesar de não ter desaparecido totalmente.

entretanto a gata descobre que tem ali uma cena esquisita na barriga, e se até então não tinha ligado nenhuma, desatou a lamber a costura obsessivamente, e a ficar com aquilo tudo vermelho e inchado, até que às tantas rebenta um dos dos pontos, abrindo um pequeno buraco numa das extremidades.. vá toca de ir com ela ao vet para fechar aquilo. voltou de lá com um cone enfiado no pescoço, depois de uma fita monumental que foi para lhe metermos aquilo. para evitar outro massacre, teve que ser enrolada numa manta, com ela a bufar por todos os lados. trouxemos a recomendação de lhe colocar bepanthene para ajudar a cicatrizar.

tão e o ar absolutamente miserável da gatifonga, de cabeça sempre em baixo, a arrastar o cone pela casa, e a encalhar em tudo? opá, tadinha.. parecia que estava a sofrer o castigo dos deuses!

pela mesma altura, e a dois dias de terminar a tortura do antibiótico, começa com diarreia.. SRLY??

imaginemos então, um gatinho de pêlo comprido, um cone a adornar-lhe o pescoço para não se lamber, com diarreia. fixe.. SÓ QUE NÃO!! ainda por cima, ela não acha piada nenhuma quando a seguramos para fazer seja o que for - especialmente limpar-lhe o cagueiro.. FFFUUUUUUU!! a sério, podem ser muito fofos, mas às vezes tenho sérias dúvidas lol

para evitar esta situação desagradável para ambas as partes, de vez em quando tirávamos-lhe o cone para ela tratar do assunto sozinha.

a quinta ida ao vet foi porque entramos novamente em pânico.. a recomendação do bepanthene não foi lá muito feliz. pouco depois da terceira aplicação, o gato ficou completamente possuído, parecia um diabo da tasmânia.. tiramos-lhe o cone com medo que se magoasse, e ela começou a tentar lamber a costura à força, tinha aquilo tudo vermelho e inflamado, como se tivesse a ter uma reacção alérgica.. mais uma moeda, mais uma voltinha.. à uma da manhã.. foi sedada para ser examinada em segurança. não parecia ter nada de anormal, e a costura, apesar de estar ligeiramente inflamada, estava a cicatrizar bem e não havia sinais de reacção alérgica. ficamos sem saber o que causou aquele ataque desenfreado de fúria.. quanto à diarreia, era efeito secundário de estar tanto tempo a tomar antibiótico, como eu já suspeitava.

eventualmente habitou-se ao cone (andou com ele duas semanas), por fim já não parecia tão incomodada em usar aquilo, e deixava colocar na boa.

um mês depois do inicio desta provação, a costura está a terminar de cicatrizar, e está com muito bom aspecto. finalmente parou de tossir. o wc voltou a ser populado com "biscoitos" saudáveis. o pelinho rapado na barriga e na pata já começou a crescer. já voltou a ter o cheirinho delicioso dela. já não anda tão assustadiça, e não parece muito traumatizada pela experiência. do vet, tirando o detalhe do bepanthene, nada tenho a apontar, foram sempre bastante atenciosos e pacientes, com a gatifonga e com os humanos dela. eu não ganhei para o stress.. com a próxima gata que arranjar, isto não pode acontecer.

PHEW!

e pronto, assim foi a minha vida no último mês. espero que depois desta salgalhada toda, só tenha que voltar ao vet daqui a 4 meses, quando ir fazer o controlo da insuficiência renal.

e agora tenho que começar a controlar a tigela dela. já deu para reparar que o apetite está a aumentar, e eu não acho piada a gatos badochas. pesava 2,5kg há um mês atrás, e parece-me que já a sinto mais pesada. 

22 de Fevereiro de 2018, às 01:27link do post comentar

Flexões do demo

no treino de ontem fizemos um exercício que achei genial, uma espécie de flexões em queda livre. de joelhos no chão, com os pés caçados por trás, deixávamos cair o corpo o mais lentamente possível, e no último momento, trazíamos as mãos para o lado dos ombros para absorver o impacto (no conforto de um colchão). depois, com o balanço da flexão, mandávamos o corpo de volta para a posição inicial. três séries, quatorze repetições. achei facílimo de fazer, e totalmente inofensivo. 

...ou era o que eu pensava. hoje tou cheia de dores nos músculos dos ombros, braços e por baixo dos braços, que até me custo a mexer.. FFFUUUUUU, como é que uma coisa aparentemente tão inofensiva, castigou o corpo desta forma? O.o

mas será que alguma vez vou terminar um treino sem ficar dores num qualquer grupo obscuro de músculos? 😱😭

16 de Fevereiro de 2018, às 23:45link do post comentar

Se provas faltassem.. V

long story short, andávamos há quase dois meses com o leitor de CDs do carro empenado, e nenhum dos truques que a internet tem para oferecer funcionou.

a parte chata desta história não é termos ficado privados de música decente durante as viagens mais longas, é o carro ter um processo automático qualquer, que sempre que se dá à chave, o leitor de CDs insiste em restaurar a ordem, tentando desenguiçar a magazine. coisa que ao fim de umas quantas vezes, começa a tornar-se deveras irritante (e algo me diz que deve ter contribuído para drenar a bateria do carro mais rapidamente). até fiquei surpreendida quando o carro esteve na oficina, eles não se terem chegado à frente para arranjar aquilo.. deve ser um pincel tão grande, que até os técnicos fogem dele como o diabo da cruz.

portanto, os quase dois meses a ouvir o leitor a tentar desemperrar os CDs sempre que ligo o carro tavam-me seriamente a ir aos nervos. até que hoje foi o dia.

pela segunda vez, esventramos o painel central do cascas e sacamos o auto-rádio para fora, na tentativa de perceber qual era a crise. o homem começou a desmontar o bixo. camadas e camadas de chapinhas. parafusos de todos os tamanhos por todos os lados. cum crl, tantos parafusos que aquela merda tem - para não deixar chegar a lado nenhum. às tantas o homem parou de desaparafusar pecinhas e desligar cenas, sob o risco de não fazermos ideia de como voltar a montar aquilo. é um autêntico puzzle em 3D. quem diria que um miserável leitor de CDs tinha tanta tralha.

inspeccionando o bloco compacto de tecnologia de ponta do século passado, percebermos que era impossível descobrir a raiz do enguiço. o homem tentava rodar elementos com chaves de precisão, mas só estava a ter sucesso em desgastar os materiais. contentamo-nos em conseguir sacar 3 dos 5 discos que lá estavam dentro, e dar-lhe uns carolos, a ver se desempenava alguma engrenagem, mas sem fé nenhuma que aquilo algum dia voltasse a funcionar. tenho genuinamente pena de não ter filmado ou fotografado o processo, mas este gif animado demonstra na perfeição nós os dois de volta do dito cujo,


dezenas de minutos depois, demos a intervenção por terminada. o homem inicia então o moroso processo de voltar a meter as pecinhas todas no lugar. já tinha aquilo quase tudo montado, quando se apercebeu que tinham sobrado peças (se não tivesse é que seria de admirar lol). mais concretamente, 6 parafusos minúsculos. vá, toca de desmontar as chapas e chapinhas mais uma vez. e vá, toca de montar tudo outra vez. depois apercebeu-se que também se tinha esquecido de uma pequena chapa que pertencia à ranhura do leitor de CDs, mas cagou praquilo. não era aquilo que ia impedir o leitor de funcionar, why bother?

terminada a fastidiosa tarefa, fomos meter o rádio de volta no carro. assim que o homem liga as fichas todas, o leitor ganha vida e começa a ranger por todos os lados, mesmo com o carro desligado. wtf?? ondé que aquela porcaria está a ir buscar energia??

fizemos então uma última tentativa de ver se a nossa intervenção trolha tinha tido algum efeito. se o enguiço não tivesse solução, o plano b era simplesmente desligar a ficha do modulo do leitor, para acabar com a tosse.

ligo o carro, cling clang clung clang cling clung.. ai mãe, fizemos mesmo um belo serviço de reparação, aquilo parecia que se estava a auto-destruir por dentro. quando finalmente parou, o homem carrega no botão de eject, e escolhe a bandeja. cling clang clung clang cling clung. as expectativas disparam, uma pontinha de fé renasce, é o momento da verdade, o tudo ou nada...

... e ZOMG, tão não é que aquela merda cuspiu o disco??? YES!!!

carrega novamente no botão de eject, para tentar sacar o último disco encravado e.... GREAT SUCCESS!! pelo menos não se perdeu tudo lol

tão e agora que temos a magazine vazia, o que é que vamos fazer?? voltar a enfiar discos lá dentro para ver se tocam, pois claro.. e MILAGREEEE!! o leitor voltou a funcionar!! tá a fazer uma porrada de ruídos novos, todos desengonçados, quando se enfia / tira / ou alterna entre discos.. mas hey, TÁ. A. FUNCIONAR*!! how about that? não só não demos cabo do leitor, como conseguimos pô-lo a tocar novamente :D

* por mais quanto tempo, não sabemos lol

12 de Fevereiro de 2018, às 00:55link do post comentar ver comentários (3)(5)

Blargh

gente boa, sempre que tiverem um daqueles acessos de coragem que vos leve a querer experimentar um restaurante de cozinha genuína de um qualquer país distante, façam um *grande* favor a vocês próprios: 


não se deixem impressionar pelas fotos pornográficas do menu, atentem bem na lista de ingredientes.. para não vos acontecer como a mim, que me aterrou debaixo do nariz o equivalente asiático de tripas à moda do porto, salteadas com malaguetas...

 

barf

3 de Fevereiro de 2018, às 00:50link do post comentar ver comentários (4)(2)

Vade retro!

que. janeiro. tão. cretino. a sério.. dos meses mais estapafúrdios que tenho memória de ter vivido. o universo deve andar mal das tripas, não há outra explicação possível para este desarranjo monumental 😠😤

a primeira semana até foi uma semana normal de janeiro: fria, longa, e desinteressante. a partir daí, foi sempre a descambar. logo no inicio da segunda semana, apanhei um camadão de stress tão grande às contas do trabalho, que só visto... a terceira marcou o culminar de meses de trabalho, e o resultado foi melhor do que o esperado. o stress atenuou, mas quem sofre desta moléstia bem sabe que uma crise quando começa, é como um camião desgovernado, demora a tempo a controlar..

depois veio o dia mais anedótico deles todos,

quinta, 18. começou a manifestar-se por volta da hora de almoço, quando o revolut do homem desatou a disparar notificações, todo histérico. aparentemente, algum dos sites onde fizemos compras deve ter sido hackado, e o número cartão deve ter ido parar ao quarto escuro da internet. até foi giro ver os pagamentos todos a cair, e o cartão a recusar (congelou-se ao segundo ou terceiro pagamento sem provisão). às tantas começamos a fartar-nos de tantas pizzas encomendadas em dominó's por esse mundo fora (que falta de imaginação que a malta tem, nada de sexshops ou cenas igualmente interessantes), o homem deu o cartão como roubado, e acabou-se a festa. copo meio cheio: vá lá que foi o revolut, que só tem dinheiro quando é preciso, e não o visa.

mais tarde, chego a casa e topei que o foco do closet que tinha sido substituído há coisa de dois meses, fundiu-se..

minutos depois, já atrasados para ir para o ginásio, vou a arrancar o carro, e o sacana faz-me um manguito. copo meio cheio: podia ter sido muita coisa, mas felizmente foi apenas a bateria que pifou. fomos de gira pró ginásio. funny thing, é mais rapido chegar lá de bicicleta, que de carro :/

chegamos a casa, e o pin da porta de entrada tinha sido alterado. já sabíamos desta alteração, e estivemos o dia todo à espera do email com o código novo, que nunca chegou. mandaram apenas para mim, para uma conta de email que raramente uso... o homem até perguntou se estávamos em fevereiro. realmente...

mas o pior ainda estava para vir. ainda mal estávamos recuperados da "avaria" do carro, foi a vez da gata "avariar". durante o fim de semana notei umas cenas estranhas, e disse ao homem que tínhamos que levá-la ao vet, que não estava a gostar daquilo.

foi logo no dia seguinte. copo meio cheio: na segunda o homem ficou em casa porque também estava "avariado" (apanhou um bicho qualquer que lhe deu cabo da garganta, passou metade do mês a tossir), e a meio da tarde diz-me que a gata o estava a preocupar.. venho a voar para casa, e vamos os dois a voar com ela pro vet. fez análises e uma eco, que revelou uma piometra.. já não veio para casa, ficou internada a soro e antibióticos para poder ser operada no dia seguinte.. foram 24 horas muito cruéis, como se eu não andasse já stressada o suficiente. felizmente a operação correu bem, e fomos buscá-la no dia seguinte. entretanto ainda nos pregou uns sustos, e voltou ao vet mais duas vezes. e o stress a comer-me viva...


a última semana começa com uma encomenda da lorna jane que chegou super rápido, fixe!!! um soutien de desporto que estava desde novembro à espera que a loja voltasse a ter em stock, e umas calças. vou a abrir o pacote, só vejo as calças, e um cartãozinho a dizer que a outra peça - aquela que interessava!! - havia de chegar.. a minha desilusão. vou a experimentar as calças.. o S fica-me a nadar, FFFUUUUUU.. entretanto as calças esgotam na loja.. opá!!

mas hey, à parte do stress diabólico, e das despesas ridículas de saúde (nossas, do carro e da gata), copo meio cheio: a esta hora podia estar internada num hospital por causa do surto de legionella na cuf, que há duas semanas fui a uma consulta lá, e usei o lavatório para lavar as mãos lol

por isso fevereiro, este ano recebo-te de braços abertos. depois dum janeiro destes, tou mais do que pronta para ti.. PQP!!

    31 de Janeiro de 2018, às 23:59link do post comentar ver comentários (4)(1)

    Seis coisas que os introvertidos odeiam

    sou introvertida e não tenho problemas nenhuns com isso. às muitas vezes passo por bicho do mato, mas também não tenho problemas nenhuns com isso. no entanto existem algumas situações difíceis de evitar, que por ser introvertida, trazem-me muitos problemas :D

    torpecei num vídeo sobre este tema (obrigada sara que estás a irlanda), e achei piada porque me identifiquei com os pontos todos. e como não tenho nada mais importante para fazer (ou se calhar até tenho mas não me apetece muhahah), cá vai a minha perspectiva pessoal de cada um deles:


    1. multidões

    muito complicado para o meu sistema. fico desorientada com a quantidade de movimentos erráticos das pessoas, é demasiada informação para o meu cérebro processar. e depois há o ruído. multidões produzem uma algazarra do caraças, que me desorienta ainda mais. deve ser por isso que não gosto de cidades grandes, ou espaços fechados muito concorridos (centros comerciais ao fim-de-semana, estou a olhar para vocês!!). além disso, meu espaço pessoal fica ameaçado no meio de multidões, e o meu espaço pessoal é um assunto muito sério!

    mas excepções à regra existem. consigo tolerar multidões se tiver uma razão forte para tal, como é o caso de concertos. adoro ver as minhas bandas favoritas actuarem ao vivo, e se tiver que estar umas horas no meio de um mar de gente, estou. isto porque tenho um ponto de foco, um objectivo onde me concentrar e consigo gerir relativamente bem a situação (embora já tenha tido ataques de pânico), até porque num concerto a energia da multidão faz parte. claro que fico de rastos, mas foi por um bom motivo.

    2. falar ao telefone

    das piores coisas que me podem fazer é telefonar. a sério, não me telefonem se não for absolutamente necessário!! e isto vem desde que me conheço. quando tinha praí meia dúzia de anos e os meus pais mandaram instalar telefone em casa (daqueles analógicos, com rodinha), detestava ter que atendê-lo. aquela merda apitava e toda eu tremia, só com a ideia de ter que levantar o auscultador e falar com alguém. ainda hoje detesto atender telefonemas. muitas vezes, se não conhecer o número, passo o telefone ao homem para ser ele a tratar do assunto :D

    felizmente hoje em dia, o pessoal prefere mandar mensagens. whatsapp rula!! mas reconheço que existem situações em que uma chamada resolve a questão muito melhor do que comunicação escrita, e nesses casos não levanto grandes dramas. respiro fundo, marco o número (ou atendo) e cá vai disto. não gosto, mas se tiver mesmo que ser, é.

    3. barulho

    obras, trânsito, sirenes, pessoas a falar aos berros, muita gente a falar ao mesmo tempo, crianças a gritar, cães a ladrar, and so on.. barulho faz-me disparar os níveis de stress que é uma coisa parva. pessoas que como eu, passam o tempo todo dentro da sua própria cabeça, precisam de manter um elo permanente com o cérebro, o barulho distrai-nos, a ligação perde-se, a corrente de pensamentos dissolve-se, e ficamos desorientados.

    só não ando com tampões nos ouvidos quando ando na rua por questões de segurança pessoal, tipo não ouvir um perigo a aproximar-se. barulho é também uma das razões pela qual tenho tolerância zero para discussões.

    4. eventos sociais

    das situações onde me sinto mais desconfortável nesta vida, super ultra cansativo.. sejam eventos ou festas (inclusive familiares), seja sair à noite. eventos sociais é a tempestade perfeita. implica enfrentar multidões, levar com barulho, e ter que fazer conversas de circunstancia. não sou um animal social, se não tiver à vontade com as pessoas envolvidas nesses eventos, é uma autêntica tortura.

    mas tal como no ponto nas multidões, existem excepções à regra. quando tenho um foco, consigo ultrapassar a coisa sem grandes traumas.

    5. dizerem-nos que “és demasiado quieta”

    depende da pessoa. se não me conhecer e dizer isto, aceito e não levo a mal. se for uma pessoa do meu circulo, a usar este argumento para tentar espicaçar-me, sou capaz de não achar lá muita piada. also, se acham que sou uma pessoa aborrecida porque prefiro estar calada e quieta no meu canto, estejam descansados que vivo muito bem com isso :D

    6. conversa de circunstância

    basicamente conversa forçada.. não é uma cena fixe. a não ser que esteja no meio de pessoas com quem esteja familiarizada e tenha assunto para falar, isto é uma situação que me causa bastante desconforto. é embaraçoso porque nunca sei o que é suposto dizer, ou porque arrisco a dizer coisas desadequadas. e sinceramente custa-me estar a gastar energia com conversa sem utilidade ou substância, só porque é uma convenção social. este é outro tema, não atino com certas convenções sociais, acho que só servem para fazer perder tempo.. mas suponho que a sociedade funciona melhor em cima disto, não há grande volta a dar :/

    mas calma, não sou completamente anti-social. em certas situações, até gosto muito de falar, e sou capaz de passar horas na galhofa, capaz de fazer a malta pensar que “esta tipa tá-me a tangar, de introvertida não tem nada”, só que não.. por mais agradável que seja a conversa e os intervenientes, conversar drena-me a energia de uma maneira inacreditável, fico realmente cansada ao fim de algumas horas.

    funny thing, sabiam que a principal diferença entre introvertidos e extrovertidos é a forma como recarregam baterias? introvertidos precisam de espaço e sossego, preferencialmente sozinhos, e os extrovertidos precisam de rodear-se e interagir com outras pessoas. 

      27 de Janeiro de 2018, às 01:40link do post comentar ver comentários (18)(4)

      Que p*ta de semana...

      é tudo o que tenho a dizer 😑

        26 de Janeiro de 2018, às 21:39link do post comentar ver comentários (4)(1)

        A segunda vez do Cascas

        quinta às oito da noite. távamos à pressa para ir para o ginásio, já atrasados, quando dou à chave, o sacana do carro não pega... oi??

        nada de anormal aceso no dashboard, rádio a funcionar, e ainda há três dias andou a passear-se e não deu sinais de que alguma coisa estaria mal.. tento mais uma vez, nada. tento outra, nada. daqui não saio, daqui ninguém me tira.. onde é que eu já vi esta história antes?

        podia ser a bateria outra vez (apesar do indicador estar verde).. ou podia estar sem gasóleo, e o computador de bordo estar a calcular mal o combustível que restava no depósito (seria inédito, mas pronto).. ou podia ser algo muito mais grave, que eu nem queria pensar.. mas o que mais me estava mesmo a chatear, era a perspectiva de ficar sem carro durante o fim-de-semana..

        vá lá que desta vez escolheu um sitio *bem* melhor para amuar, no conforto da sua casinha, e a 3km da oficina onde costuma a ir. e as coisas correram muito melhor. aliás, tão bem que até estávamos a estranhar,

        na manhã seguinte, depois da fisioterapia, o homem telefona para a assistência da nissan, explicou por alto o que estava a passar com o carro, e do outro lado perguntaram-lhe se queria tentar desempanagem no local, antes de mandar o reboque. siga!!

        tinha acabado de sair do banho, quando vejo uma mensagem do homem, a avisar-me para estar atenta que o técnico devia aparecer dali a 30-40 minutos. visto-me nas calmas.

        dez minutos depois, telefona-me a dizer que o técnico já estava a chegar. nem tive tempo de secar o cabelo, peguei no casaco, nas chaves, e no telemóvel, e voei para as traseiras do prédio, onde já la estava a pick-up de desempangem à minha espera. that was fast!!

        chegados à beira do paciente, o técnico dá uma espreitada, abre o capot, e pede-me para ligar o carro. o carro borra-se todo, "é bateria" diz ele. vai à pick-up, saca de um arrancador, liga-o à bateria moribunda, e pede-me para tentar outra vez. e o cascas subitamente volta à vida. yay!!

        "ainda nem tem 5 anos..." desabafo. "pois, estes carros costumam precisar de bateria nova a cada 4 anos" informa-me ele. FFFUUUUUUUU que mamão do crl, cabrão do carro!!

        "agora é melhor não deixá-lo ir a baixo" avisa-me. "não seja por isso, vou já com ele prá oficina", cabelo molhado e tudo. o rapaz tira umas notas, dá mais uma vista de olhos em redor do carro, e estamos despachados. aperta-me a mão, e segue atrás de mim para fora da garagem.

        telefono para o homem a dizer que me ia por a caminho da oficina, para se meter a jeito. e lá fui eu, com o maior dos cuidados para não deixar o carro ir abaixo. a meio do caminho apanhei o homem, e em poucos minutos estávamos a chegar ao entreposto.

        apesar de ser hora de almoço, o bixo foi recebido e preparado para ser visto. com sorte ainda ficava pronto até ao final do dia, e não tinha que estar com trabalhos de tentar arranjar um carro de cortesia, para me safar no fim de semana.

        a meio da tarde, telefonema da oficina a confirmar que era a bateria. informam os custos, e perguntam se podem avançar. pois claro que podem, se não, não tinha levado o carro praí, né?

        uma hora depois telefonam novamente, a dizer que o carro estava a precisar de velas novas, se podiam trocar, e em quanto ficava a brincadeira. oh migos, já que estão com a mão na massa, façam favor. 

        ainda fico à espera do telefonema onde perguntam se já agora, também podem trocar o motor, porque já está a ficar velhote e os actuais são mais eficientes. felizmente esse telefonema não chegou :D 

        o terceiro e último telefonema foi para indicar que o carro já estava pronto, e que podia ser levantado 24h por dia. YAY i can has my car now!!!

        fomos buscá-lo por volta das dez da noite. pagamos o serviço na portaria de segurança, e descemos até à oficina. e lá estava ele, todo lavadinho, e cheirosinho, a pegar impecavelmente à primeira... e com as estações de rádio desprogramadas, e o relógio certo.. humpf!

        e pronto, posso pagar mais por levá-lo à marca, mas a verdade é que tratam tão bem ele, e fazem um acompanhamento tão bom naquela oficina, que não consigo sequer considerar levá-lo a outro sitio.

        22 de Janeiro de 2018, às 01:00link do post comentar ver comentários (7)(1)

        ZOMG!!!

        15 anos


        15 anos passaram desde aquela aborrecida semana de janeiro, em que achei que isto dos blogs era giro, e queria ter um também, ainda que não tivesse grande utilidade. nestes 15 anos muita coisa mudou na minha vida, e estou-me eternamente grata por ter criado aquela página de internet aparentemente inútil. se estou! de outra forma não teria este precioso registo de memórias, que o tempo haveria de apagar. entre outras constatações,

        ter um blog há tanto tempo é não reconhecer aquela pessoa que escrevia aquelas coisas ao inicio - e ainda dizem que as pessoas não mudam.. nã, q'jeite. adoro quando vou vasculhar os arquivos, e esbarro em montes de cenas que já não me identifico nem um bocadinho. às vezes fico chocada, tipo "wtf.. quem é esta pessoa?? eu escrevi mesmo isto??" 😳

        ter um blog há tanto tempo, das duas uma, ou é sinal de teimosia, ou de resiliência. em retrospectiva, já resistiu a pelo menos duas extinções anunciadas da blogosfera, e a várias modas. e ainda assim tem-se aguentado fiel àquilo que sempre foi, um reflexo de quem o escreve. nunca lhe quis dar uma direcção, nem torná-lo numa obrigação, porque sei que a partir desse momento, iria perder piada toda. o segredo da longevidade tem sido esse mesmo, não levá-lo muito a sério. escrevo as merdas que me apetece, quando me apetece, e como me apetece.

        se bem que nestes últimos anos, admito que me contenho mais do que gostaria. os tempos são outros, existe muito mais exposição, e cada vez menos tolerância. as pessoas são mais rápidas a fazer juízos de valor, do que a tentar perceber ou contextualizar aquilo que estão a ler. e longe de mim ofender alguém com aquilo que escrevo por diversão.

        mas quando me ponho a ler os primeiros anos,  bate-me umas brutas saudades daqueles tempos, quando escrevíamos o que nos apetecia (por mais estúpido que fosse), sem nos preocupar com o que pensavam de nós. a internet era um lugar muito diferente, muito mais descontraído.

        anyway, o saldo é muito positivo. em 15 anos escrevi 2253 posts. o número pode não impressionar muito, mas noves fora nada, são cerca de 150 por ano. não é nada mau! e como a maioria deles são lençóis gigantes, tenho uma "certa" curiosidade em saber quantas palavras já debitei por aqui, deve ser um número giro. e ainda era mais giro se contasse com as páginas intermináveis de rascunhos que fui coleccionando ao longo dos anos, que nunca irão ver a luz do dia.

        visitas já lhes perdi a conta há muito tempo. não ligo muito, diga-se de passagem, o que interessa são todos os que entraram na minha vida por esta porta.

        e por isso mesmo, malta que continua a passar por aqui ano após ano, activos ou lurkers, quem está de parabéns são vocês, por irem me irem aturando os humores, /me bows 😍🙌

        venham outros 15!!!

        Há semanas que passam a voar

        ...e há semanas que são tão longas, que mais parecem duas encavadas numa só!

        é um fenómeno que me acontece sempre em alturas de noitada, quando me deito às seis ou sete da manhã, e acordo ao meio dia - que foi a minha vida desde terça. é nestas alturas que detesto realmente esta minha condição de ser mais produtiva à noite :P

        se for verdade aquilo de janeiro ditar o que se vai passar no ano inteiro, tou tramada.. trabalho e stress a dar cum pau. não sei gosto disso..

        12 de Janeiro de 2018, às 23:00link do post comentar ver comentários (5)(1)

        'Le me

        tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

        no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

        offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

        bucket list

        'Le liwl

        era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

        muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores: #11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

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