1997: The Prodigy

a propósito dos 20 anos do lançamento do fat of the land,

algures no final do verão de 97, emprestaram-me umas cassetes de vídeo de anime da manga entertainment, que tinham um videoclip promocional com uma música brutalissima. comentei isso quando as devolvi ao dono, e por uma daquelas conspirações cósmicas, não só ele sabia como se chamava a música - voodoo people, de banda que eu nunca tinha ouvido falar chamada the prodigy, como tinha o CD onde ela vinha e prontificou-se a emprestar-mo.

nunca tinha ouvido nada como aquilo, fiquei completamente assombrada com o som daquele álbum... 

mal devolvi o CD, antes que ficasse desgastado de tanto rodar no meu discman lol fui a correr ao disco d'ouro (a única loja em lagos que tinha um catálogo minimamente decente de música) meter as mãozinhas num exemplar do music for the jilted generation para mim.. quando reparei que havia outro, o experience. passado dois dias fui buscar esse também. e foi nessa segunda visita que descobri outro ainda, o fat of the land, acabadinho de chegar. não tardei muito a ir buscá-lo também :D

três CDs numa semana, like a boss!

os prodigy foram a banda sonora que marcou a minha (r)evolução pessoal. tenho finais de 97, 98 e 99 completamente associados à música destes três álbuns. sempre que os oiço, tenho altas flashbacks.

apesar da banda ter continuado a lançar álbuns, IMO não voltaram a conseguir um som tão épico como aquele que marcou os três primeiros. especialmente o music for the jilted generation, que até aos dias de hoje, continua a ser o meu álbum favorito deles.

foi também por causa destes moços que tive o meu primeiro ataque de pânico. daqueles lixados, em que achamos que vamos morrer naquele momento, em que o coração descontrola-se e deixamos de conseguir respirar, começamos a suar quente e frio por todos os poros, e desatamos a vomitar incontrolavelmente. aconteceu pouco antes do concerto deles começar, no festival do sudoeste de 2006 (warning: fucking huge post).

estava na fila da frente, agarrada à grade, a segurar o meu lugar como se a minha vida dependesse disso.. e dependia, porque atrás de mim, tinha um tsunami medonho de festivaleiros em fúria. o homem estava atrás de mim, com os braços cravados na grade a proteger-me daquela massa humana, e eu a pensar "vou morrer aqui, esmagada contra a grade". e o concerto ainda nem tinha começado... nisto, senti que ia perder os sentidos e homem teve que me arrastar de lá para fora (acho que até aos dias de hoje ainda não me perdoou lol).

já vieram cá uma quantas vezes, mas essa foi a única vez que os vi ao vivo. assisti cá atrás, junto à régie, mas não é a mesma coisa. aliás.. em 2006 já não era a mesma coisa. quem me dera tê-los ouvido nos finais dos 90...

quando é que caralho inventam uma forma de viajar no tempo? tenho uns quantos concertos que *preciso* de ir assistir!!

30 de Junho de 2017, às 12:30link do post comentar