Pois que...
...ou são as minhas crises de estômago que já me estão a chegar à cabeça, ou então ando mesmo desiludida com muita coisa... só espero que seja coisa passageira...
...ou são as minhas crises de estômago que já me estão a chegar à cabeça, ou então ando mesmo desiludida com muita coisa... só espero que seja coisa passageira...
a modos que isto não tem andado famoso, não.. algo se passa no reino da dinamarca, e o tempo que se tem que esperar pelas consultas e pelos resultados dos exames só piora as coisas.. entretanto, já andamos nisto há um mês :P
apesar disso, temos tentado aproveitar da melhor maneira os fins-de-semana deste belo agosto, que ainda há-de dar um post, quando tiver praí virada..
(atenção que tem spoilers)
assim ainda a quente:
- pouquíssimo desenvolvimento de personagens. não consegui criar empatia com nenhuma elas em duas horas e meia de filme..
- a parte que tinha mais curiosidade em saber, como é que eles tinham descoberto aquela forma de explorar o subconsciente através dos sonhos não foi explicada, nem a tecnologia que usavam para o fazer. eles simplesmente já faziam aquilo e pronto..
- a explicação de como o arquitecto construía os "cenários" foi superficial e confusa..não vi a personagem da ellen page a fazer nada de especial (à parte de tentar convencer o outro a deixar a mulher ir), era mais um acessório que outra coisa qualquer..
- a historia do limbo (que me pareceu que eles podiam deixar a qualquer momento) e do cérebro transformado em "ovos mexidos" não me convenceu nem um bocadinho..
- não encontro justificação para tanta violência, explosões e cenas de tiroteio..
- não há heróis nem vilões, apenas um empresário ganancioso que não quer que outro lhe passe à frente, e um gajo que está disposto a fazer tudo para voltar para casa e ver os filhos. a falecida, que ao principio parecia ser a má da fita, era no fundo, uma vitima acidental..
- duas horas e meia de filme para o resultado ser um gajo ficar com a ideia que o pai dele queria que ele se safasse pelo proprio pé em vez de pegar no império que já existia.. srsly?
- não achei o filme complexo.. eles bem tentaram trocar as voltas à malta..tentaram..
quem gostou do filme que me desculpe, mas aquilo que vi não me convenceu, achei a ideia muito mal aproveitada... e sou fã deste género de filmes (daí ter um certo nível de exigência)...
mas tão à vontade para me elucidar nestes pontos que mencionei, não me vá ter escapado alguma coisa :)
apesar de só lá ir se estiver alguma das minhas bandas favoritas no cartaz, o festival do sudoeste é um dos meus eventos favoritos.
é lá que tenho assistido aos maiores e melhores concertos da minha vida. adoro o som que aquele palco gigantesco manda, até agora ainda não apanhei som igual ou melhor em mais lado algum. adoro tar lá à frente, agarrada à barreira, e ver a acção bem de perto, ainda que isso signifique passar um mau bocado até chegar lá.
depois começa a festa: é levar com aquele som brutaloide que até nos faz dar um passo para trás, é aspirar pó em quantidades industriais, é sair de lá a ouvir mal e cheia de dores nos pés e pernas..é AWESOME!
houve anos em que a pitalhada irritava-me a sério e achava que iam matar aquilo, mas mesmo assim não desisti, perfiro não ligar, se bem que a coisa melhorou bastante este ano.
passo por lá duas vezes por mês quando vou prós algarves, e mesmo sendo quase sempre de noite, dou por mim a desviar o olhar para a área do recinto e a imaginar aquilo cheio de carros e musica em altos berros...
...e quando chega a altura, não consigo evitar de atravessar aquela planície com um sorriso parvo na cara, devem ser as memórias antigas a virem ao de cima he he
gosto daquilo, gosto mesmo daquilo, o que é que se há-de fazer :)
reza a tradição que em agosto de ano par, a isa e o seu homem se ponham a caminho da herdade da casa branca, rumo ao festival do sudoeste!
já tínhamos decidido que este ano íamos dar numa de nómadas e dormir no carro em frente a uma praia diferente todos os dias. dormir no carro não era novidade, no ano passado fizemos isso umas quantas vezes, era só arranjar um sitio pró banhito diário.
e era mais ou menos esse o plano: concertos e praia!
mas a coisa ainda teve vai-não-vai porque andei uns dias valentes avariada e não sabia se conseguia aguentar aquilo, ainda por cima com uma "dieta" de medicamentos em progresso.. à última da hora decidimos ir e pronto, quinta à noite fizemo-nos à estrada, disparados para ver kruder & dorfmeister e groove armada.
como eu consigo conduzir por entre aqueles carreiros apertadíssimos formados pelo amontoado gigantesco de carros mal estacionados sem lixar o cascas é um misterio que ainda está por explicar. ia acelerada porque o concerto de k&d tava a começar e queria estacionar perto da entrada, como era quinta, pensei que aquilo ainda estava morno... enganei-me, é claro!
perdi tempo, arrisquei dar cabo da pintura ao carro e acabei por ir estacionar longe.. não aprendo mesmo :P
o primeiro dia de sudoeste acabou por volta das quatro e meia da manhã, depois do concerto de groove armada (bem melhor que o anterior que assisti naquele mesmo sitio há 6 anos atrás). por essa altura já me arrastava, só queria era encostar a cabeça.
às cinco estávamos estacionados em frente à praia dos alteirinhos a rebater os bancos do cascas.
o colchão novo revelou-se uma má ideia, para caber no carro não podia estar totalmente cheio e perdeu ar durante da noite. não foi lá muito confortável acordar com as costas no "chão", tínhamos ficado melhor servidos com o apartado do ano anterior, mesmo assim não deixou de ser fixe :D
acordamos às nove, mas ficamos na ronha até às 11, que eu ainda tava um bocado desgraçada.
depois arrumamos as coisas e demos um saltinho à zambujeira, tomar o pequeno-almoço. experimentamos finalmente a mabi, uma gelataria-croissanteria famosa naquelas paragens (nada de especial no que toca a croissants, IMHO).
dali fomos ter com a malta do costume que estava alojada perto de s. teotónio, que as minhas bactérias* precisavam de frio e os icepacks tavam a começar a aquecer em vez de arrefecer..
acabamos por ficar para almoçar uma bela duma churrascada, e depois fomo-nos arrastando por lá, que já não estávamos juntos praí desde do jantar do meu aniversário.. tava um calor desgraçado, mas tava-se muita bem por lá. nem chegamos a ir para a praia.
à tardinha passa lá o dono da quinta, e conversa puxa conversa, ficamos a saber que um dos apartamentos tava vago porque houve uma desistência.. OPÁ!!
não foi mais cedo nem mais tarde, olhamos um pro outro e diz o marido "oh amigo, isso resolve-se já!"
...e pronto, fomos lá cravar o frigorifico e uma chuveirada ao pessoal e acabamos vizinhos por 3 dias! WIN WIN WIN
é que já lá tínhamos estado há dois anos atrás e tínhamos adorado tanto o sitio como as casas, mas nunca pensamos, em agosto e em pleno festival do sudoeste, que houvesse vagas.. tipo, nem tentamos he he foi mesmo uma daquelas cenas bem à maneira!
a rotina era mais ou menos esta: acordávamos às duas da tarde, íamos a s. teotónio tomar o pequeno almoço e trazer alguma coisa do supermercado para o almoço, almoçávamos todos por volta das cinco ou seis, às oito íamos para o festival e regressávamos por volta das três ou quatro da manhã.
não houve tempo para praia lol só lá metemos os pés à tardinha do ultimo dia (e tava-se tão beeeem)
no domingo, o manolo fez anos e a churrascada foi ainda maior, éramos quase 20 pessoas, com o marido aos comandos do barbecue a assar carne praquela maralha toda. bela tarde, essa :D
depois seguiu-se a última noite de concertos. air, que graças ao som espectacular que tem aquele palco, conseguiram vingar aquela a treta de concerto que deram em janeiro no coliseu, seguidos por um brutal concerto dos massive attack, e por fim, a encerrar o festival, o david guetta.
vá, eu *confesso* (luz verde para gozarem comigo à vontade) que há umas quantas músicas do gajo que até gramo, mas aquele bimbalhão (que não tem outro nome), deu o concerto mais azeiteiro a que alguma vez assisti..
...mas não consegui arredar pé.. um misto de gozo e incredulidade prendeu-me ali a ver o pessoal a curtir aquele som de cú de balão a ser estrangulado, que não passou do mesmo durante hora e meia. o gajo tinha o dom de pegar em músicas perfeitamente em condições e arruina-las em três tempos, não houve nenhuma que não acabasse connosco a soltar gargalhadas e a abanar a cabeça, era um facepalm continuo... e a malta toda maluca a vibrar bué com aquilo.. foi PRICELESS!!
a única coisa que me ocorria era que se fosse deadmou5 que estivesse ali a bombar, aquela merda explodia toda..isso sim, tinha sido épico!
...e a modos que é isto. regressamos ontem à noite, depois de uma mariscada bem jeitosa (que arruma a do marquês a um canto :0) num restaurante perto de brejão, já com aquela pontinha de nostalgia que costuma a aparecer quando estamos prestes a terminar algo que foi grande, ou não tivessem sido 4 dias bru-tais!
* medicação absolutamente asquerosa que tenho andado a tomar todas as manhãs, e que tem que ser conservada no frigorifico..