Mirror, mirror on the wall.. who's the LAMEST of them all?

(atenção que tem spoilers

ontem acordei de uma sesta nocturna com o homem a preparar-se para ver o snow white and the huntsman (às vezes dá-lhe pancadas destas :D) e acabei por ficar a ver também.. 

 

a kristen (ainda não tinha visto nenhum filme em que ela tivesse metida), coitada.. coitadinha.. passou o filme todo com cara de quem anda há uma semana a cagar de esguicho, tal não era o ar enjoado (mas isso é o trade mark dela, certo? alguém lhe diga para comer bacalhau seco, a ver se mete sal no bucho e perde aquele ar de sonsa). a sua prestação é tão lame, que nem no momento mais intenso do filme conseguiu convencer..

 

o hemsworth está bem encaminhado para ser o próximo canastrão de hollywood. aquele vozeirão dele assenta bem a um super-herói como o thor, não a um caçador amargurado pela viuvez, e tal como a kristen, parece só ter uma expressão facial.

 

a charlize parece que hoje em dia já só serve para enfeitar os filmes onde entra.

 

a prestação dos actores principais é tão pobrezinha que se reflecte nas personagens: vazias de vida e a química entre elas, inexistente..

 

o argumento.. nem sei por onde lhe pegar. é que apesar de não apreciar este tipo de filmes, com bruxas, princesas, seres mágicos and what not, consigo perfeitamente avaliar se a história presta, se cativa, se inspira... acontece que aquela cagada nem sequer chega a ter história. pega numas quantas ideias, que morrem pela praia a cada cena. sem nexo, sem continuidade, sem profundidade ou emoção. 

 

é qualquer coisa como isto: há muitos e muitos anos atrás, num reino distante, uma bela princesa nasce. entretanto a mãe morre e o pai apaixona-se por uma prisioneira de guerra (oi?) e casa-se com ela no dia seguinte. na noite de núpcias, a recém-rainha recebe-o na cama com uma facada no coração.

 

acontece que a rainha era na verdade uma bruxa histérica com sede de vingança (ainda que os seus motivos não fossem bem claros) e na sua agenda constava tornar-se imortal, dominar o mundo e torná-lo num sítio nojento (literalmente). por ser tremendamente insegura quanto à sua beleza, tinha um wok.. perdão, um espelho que lhe alimentava o ego a pedido, e volta e meia sugava a juventude de belas aldeãs para manter a pele livre de rugas.

 

quando tomou o reino, arrancou a pequena princesa dos braços do seu amiguinho inseparável, william, e em vez de matá-la, fechou-a numa torre porque nunca se sabia quando podia vir a ser-lhe útil.

william, esse, só voltaria a dar a cara anos mais tarde, quando descobriu que afinal a princesa estava viva e tinha escapado das garras da bruxa.

 

pois é.. numa manhã a bruxa decide que precisa do coração da branca de neve e manda o irmão ir buscá-la à masmorra. ela apercebe-se o destino lhe reserva e consegue escapar... com um prego!

 

escapa e pira-se num cavalo branco que *por acaso* estava a relaxar ali na praia. mas os guardas da rainha-bruxa não lhe dão tréguas e perseguem-na até à floresta assombrada, onde ela se perde e alucina com uns pós marados.

 

um caçador (hum.. se ele anda com um machado, não devia ser antes um lenhador?) que se entregou à bebida após a morte da esposa, é recrutado para encontrar a foragida princesa na floresta. quando a encontra, ela dá-lhe a volta em três tempos e convence-o a ajudá-la. pelo caminho, anda à batatada com um troll..

 

entretanto aparecem uns anões destemidos, mas tal como o caçador, também são facilmente seduzidos pela lividez da princesa, e tornam-se seus fieis seguidores quando descobrem que ela é a "the one" (esta cena muito verde e luminosa não cola lá muito bem no mood geral do filme, mas pronto..)!

 

o ausente william cresceu e tornou-se num belo exemplar masculino. quando descobre que a princesa afinal está viva, infiltra-se no gang dos maus que anda à perseguir-la, para tentar chegar até ela e salvá-la. quando finalmente a encontra, descobre tem concorrência. ele, o caçador e a princesa foram um triângulo amoroso, sem nunca o chegar a ser : /

 

às tantas a moça é engrupida pela bruxa e dá uma trinca numa maçã envenenada. dorme umas horas, acorda com um beijinho e arrota umas postas de pescada que convencem (sabe deus como) as tropas do pai do william a juntar-se a ela, para ir dar uma coça na bruxa e reclamar o trono que lhe pertence.. e é isto!

 

veredicto: apesar desta acção toda, ia morrendo de tédio... 

 

houve apenas uma cena que me fez saltar do sofá e abrir a boca de espanto, esta:

 

whoa.. HELLO?!

 

ripar uma obra-prima da animação.. seriously?

 

escapa a fotografia e os efeitos especiais, de resto, é muito mau... 

Eu + ele

26 de Setembro de 2012, às 19:28link do post comentar ver comentários (10)(2)

Constatações III

hoje foi (mais) um daqueles dias em que sinto que preciso de arranjar uma rotina e disciplina para segui-la escrupulosamente.. nem que seja só por um mês :P

25 de Setembro de 2012, às 01:03link do post comentar

Há sempre uma primeira vez para tudo..

para o ano que vem, com menos benefícios fiscais a nível do irs e aumento do imi, vai quase um ordenado direitinho pro estado, depois ainda me querem sacar outro, sabe-se lá porquê? não pode ser.. NÃO PODE SER

 

...e foi por isso mesmo que hoje me juntei a tantos outros milhares de pessoas nas avenidas de lisboa (e de outras cidades do país), para demonstrar o meu descontentamento com estas medidas que nos têm sido anunciadas nos últimos dias. nunca antes tinha participado numa manifestação, mas senti que não podia faltar a esta. 

manif

orgulho-me por ter feito parte dela \m/ 

Lost in.. Zurich II

last day in zurich. check out do ibis (com o pormenor que estava a passar jean michel jarre no som ambiente - só pode ser um sinal :D ) prontos para bater mais uns kms de cidade. 


o dia alternava entre sol e chuviscos, com temperatura agradável para passeio. e como era domingo, e as lojas estavam todas fechadas havia muito menos confusão nas ruas, naaaice!

não sabíamos ao certo o que havíamos de visitar e ainda derreados da noite anterior, sugeri uma tour de barco pelo lago. havia uma com duração de hora e meia e parecia perfeita. era da forma como descansavamos mais um bocadinho.

 

o meu olhar perdia-se no horizonte, na muralha de montanhas ao fundo do lago. que tristeza.. a uns míseros kms dos grandiosos alpes suíços e não poder mira-los de perto. até me doía a alma só de pensar no postal que estava a perder..

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e a opulência das mansões nas margens do lago? se algum dia me sair o euromilhões, arranjo uma barraquita lá :D

 

tendo em conta que não sou grande fã de cidades, esta conseguiu surpreender-me. charmosa, desafogada, ordenada, luminosa, limpissima, um rio e um lago espectaculares, de águas azuis transparentes, uma paisagem circundante de cortar a respiração, verde, verde everywhere. also tresanda a riqueza, lojas das marcas mais badaladas, os carros, jaguars, maseratis, maybachs, ferraris, land rovers monstruosos e até um shelby gt 500 (entre outros muscle cars americanos)...you name it, até dava vontade de chorar :D

 

e para aqueles que preferem deixar o bólide na garagem, um sistema de transportes públicos impressionante!

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depressa chegou a hora de nos metermos em trânsito novamente. como chegámos ao aeroporto com algum tempo de sobra, deu para xaretar a zona de duty free à vontade.

 

a cena mais caricata do dia: íamos a passar por uma ruela apertada mesmo à beirinha do rio, muito discreta. havia um restaurante finório com uma bela esplanada, depois uma loja de calçado masculino, onde eu aproveitei para lançar a piadola e sugerir ao marido que devia comprar uns sapatos daqueles (que tinham tanto de foleiro como de caro :D), quando na montra da loja seguinte, o meu nariz esbarrou nuns sapatões que fizeram disparar o meu alarme geek..

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sim senhora, uma placa de circuito impresso bordada nuns saltos.. altos como a merda.. isto *só* podia ser uma loja para drags muhahaha!
tava a engendrar uma killer joke sobre os ditos-cujos quando os meus olhos encalharam no par exposto abaixo.. sola verm.. eh lá! LOUBOUTINS!!

 

aquilo era uma loja da louboutin?? ZOMFG, ali?? naquele recanto tão escondido?? querem ver que aquele cochicho não cabia na bahnhofstrasse!

 

se não fosse domingo e a loja não tivesse fechada tinha entrado e feito umas festinhas nuns quantos exemplares :D



e assim foi o fim-de-semana mais intenso, doido e descabido das nossas vidas: fugir prá suiça para ir a um festival de lama. AWESOME :D 

agora é tratar de voltar lá asap, mas para conhecer aquilo que interessa realmente: as montanhas e os vales!! 

13 de Setembro de 2012, às 00:47link do post comentar

Zürich OpenAir II

findo o concerto do ano, parámos um bocado numa das discos onde estava um DJ a bombar alta som. depois quis fazer uma bucha de chocolate quente e waffle (que me soube pela vida - ZOMG, fiquei tão fã deste festival!!) 

 

pelo caminho presenciamos o melhor espalho da noite. estávamos nós cuidadosamente a atravessar o pântano quando topámos um tipo, alto, anafado, vestido com um oleado amarelão (à pescador), a cambalear.. bêbado que nem um cacho!

como vinha na nossa direcção, parámos à espera que ele passasse.. no estado em que aquela alma vinha, acidentes podiam acontecer lol

 

estava precisamente a passar por nós quando deu os derradeiros passos. assistimos àquilo como que em câmara lenta: falha em apoiar uma perna, falha a outra e pumba, JÁ FOSTE..

 

cai REDONDO de tromba na lama!

 

o marido ficou todo salpicado de lama mas valeu totalmente a pena muhahaha o gajo quando se levanta, parecia um donut com cobertura de chocolate. que noijo, coitado..

 

mas ele não parecia chateado, e aquilo deve ser o prato do dia (ou da noite) anyway. levantou-se rapidamente, limpou a lama da cara com a mão e seguiu caminho, provavelmente até à zona dos wcs para levar uma mangueirada. a ironia da coisa é que foi a própria armadilha que lhe amparou o tralho :D 

 

entretanto, nós ficámos para trás, a rir-nos que nem uns alarves. pro tip: se vai andar na lama, não beba!

 

o último concerto da noite era para o marido: the bloody beatroots. demasiado barulhentos para o meu gosto. o concerto começou a todo o gás e a todo o gás continuou.. sempre, sempre, SEMPRE a partir a loiça!

 

eu é que já não me aguentava em pé.. afinal de contas tinha acordado às oito da manhã e fartei-me de palmilhar durante o dia.. sentei-me no chão, encostada a grade da régie e fechei os olhos. não sei como, mas consegui a proeza de passar pelas brasas no meio daquele cagaçal todo.

 

às tantas também o marido já se começava a queixar do sono.. e agora, ganhar coragem para regressar ao hotel?

aquela hora não tínhamos grandes alternativas para lá chegar, ou: 

 

a) apanhávamos o transfer gratuito do festival para o aeroporto e depois pagávamos uma pequena fortuna a um taxista; 

b) andávamos 1km para apanhar o último comboio na noite e depois andar 2km para trás;

c) palmilhar cerca de 4km

 

optámos pela última. ah valentes!

 

então, às 3 e meia da manhã, numa cidade praticamente desconhecida onde estávamos havia pouco mais de 24h, fizemo-nos ao passeio. desde que seguíssemos sempre junto à linha do eléctrico, táva-se bem lol

 

o problema foi quando a linha entrou por um túnel subterrâneo a dentro.. ops! 

 

tivemos que seguir por um quarteirão habitacional, mas graças à minha bússola humana (o hóme) e a um mapazeco que tinha da redondezas do hotel correu tudo bem (e se não tivesse corrido, tínhamos sacado do iphone para nos meter back on track :)

giro, giro, foi o homem fazer o caminho todo descalço, porque as galochas magoavam-lhe os pés e ele não conseguia andar com aquilo :D
 

a minha cenoura era a cama do ibis, só de pensar nela até me babava. só mais um esforço... e às 4 da manhã spotávamos o reclame luminoso do hotel no meio dos edifícios. tava quaaaaaaaaaaaase YAY

 

chegámos ao hotel completamente rotos. eu já via tudo à roda por causa do sono e do cansaço, caí na cama e só acordei no dia seguinte às onze da manhã, a 1h do check out.. bah!

entretanto o marido ficou chocado, porque quando chegou ao hotel, as meias estavam limpas ninguém diria que tinham acabado de fazer 4km pelas ruas!  

 

QUE. DIA. DO. CRL!! 

Zürich OpenAir I

às seis da tarde, calçamos as nossas galochas e metemo-nos a caminho de rümlang \m/ 

 

apesar de irmos apenas a um dos dias do festival, também tivemos direito à pulseirinha. muito simpática esta decisão deles, pois permitia-nos sair e voltar a entrar no recinto caso precisássemos (aconteceu, tivemos que ir ao aeroporto comprar pilhas, p#%@ da A510). fomos então enfaixados com uma tira de nylon "derretida" à medida do nosso pulso (provavelmente a pulseira de festival mais inviolável de sempre) e SIGAAAAA!

welcome!!

 

era a primeira vez que ia a um festival de música fora de portugal, é escusado dizer que estava morta de curiosidade he he he isso e com os óculos 3D que estavam a distribuir à entada :D

 

a primeira coisa que constatei quando entrei no recinto foi que as fotos que andei a ver dos anos anteriores não eram nada exageradas:

 
yep, a noite prometia :D

 

volta de reconhecimento. o recinto não era muito grande, mas estava muito bem amanhado. haviam dois palcos enormes praticamente lado a lado, quase gémeos, mas a sua utilização era alternada: enquanto num decorria um concerto, no outro montava-se o material para o seguinte. very clever!

depois haviam os espaços cobertos, que davam um jeitaço quando começava a chover: o "circo" e três "discotecas", duas delas com DJ set.

 

quiosques de comida em três zonas distintas, com uma variedade interessante (pizzas, hamburgers, bifanas, cachorros, chilli, nachos, fish n' chips, thai, noodles, comida biológica, waffles, crepes, fruta, leite e derivados (AWESOME), bebidas etc), casas de banho DECENTES, limpas, com sanita, mini-lavatório para as mão, e papel higiénico (algo que até hoje só vi nos wcs das zonas vips).

descobrimos também que o festival tinha moeda própria, o "money", e se queríamos consumir lá dentro, tínhamos que cambiar. trocámos uma nota de 50 CHF por um cartão com 20 fichas (tokens) destacáveis (o que significava que a coisa mais barata no festival custava 2,5CHF). e se não gastássemos todas, podíamos sempre voltar a trocá-las por dinheiro. gostei da ideia!

não havia lixo praticamente nenhum pelo recinto. razão? cada vez que se compra uma bebida, esta era servida num copo decente (ok, de plástico, mas rígido) e existia uma caução de 1 token. quando acabávamos a bebida, bastava devolver o copo para reaver o tokenand again, very clever

 

eles até lidam bem com a questão da lama. nas áreas comerciais e demais instalações, assim como corredores de acesso entre estas e os palcos, havia soalho em madeira e em frente aos palcos, estrados de plástico. 

 

fora dessas zonas, parecia (há que dizê-lo com frontalidade) uma autêntica pocilga ao ar livre muhahaha e era preciso ter cuidado quando se atravessava aquele pântano, pois quedas aparatosas aconteciam com alguma frequência (espectáculo que só por si, quase fazia valer o dinheiro do bilhete loll).

Untitled

 

in fact, a lama era uma espécie de fashion statementfazia parte da indumentária. a grande maioria calçava galochas, mas havia muito corajoso de botas, ténis, e até havaianas.

mais umas quantas voltas por lá e assentámos para jantar, antes que começassem os concertos que queríamos ver. dividimos uma pratada de chilli com nachos picantes e uma fatia de pizza (deliciosa, btw).

 

por azar, o dorfmeister colidia com orbital e só consegui ouvir os primeiros minutinhos :(

 

o concerto de orbital foi um bocado bipolar, entre o WOW e o YUCK. é que aqueles dois sacanas volta e meia encaixavam lá umas batidas de dubstep do álbum novo.. (BLARGH!!) quer dizer, um som à maneira, daquele que até arrepia os pelinhos todos, maculado por aqueles guinchos electrónicos horrorosos.. NOT FUNNY!

orbital

 

deixámos orbital a uns 15 minutos do fim porque queríamos arranjar um lugar próximo do palco para ver kraftwerk. o mais incrível da orientação (lado a lado) daqueles palcos monstruosos, é que em frente a um deles, não se ouvia o som do outro.. impressive, most impressive

 

as 23h45 depressa chegaram, e kraftwerk começaram a bombar som à hora marcada.. GYYYAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!! nem queria acreditar que aquilo estava mesmo a aconteceeeeeeeer!!! :D :D :D

the robots


um a um foram revivendo os clássicos, remixados e refinados ao longo de 42 anos, num setlist similar ao do concerto que assisti em 2004, com a diferença que optaram pela a versão alemã das músicas. os grafísmos eram projectados em 3D (yep, era para isso que serviam os óculos que andavam a distribuir :D) e de vez em quando a malta levava com um satélite ou outra coisa qualquer por cima e gritava em uníssono "wwooooooooooooohh" brutal!

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o palco até era alto, mas a inexistente inclinação do terreno e os camónes serem todos umas torres foi uma combinação quase fatal, passei o concerto quase todo em bicos dos pés ou a desviar-me de um lado para o outro, até que às tantas afastei-me um bocado mais para trás e resolvi a questão.

 

e ali estava eu, enfiada num lamaçal a dois mil quilómetros de casa, de poncho prá chuva vestido, galochas nos pés e uns óculos 3D na tromba, perfeitamente alinhada com o palco, a ouvir a última música do concerto - music non stop - com um som perfeito..

 

...MAN!!

Lost in.. Zürich I

o avião aterrou debaixo de chuva pesada, o recinto ali ao lado devia estar *bem* empapado.. good, já que vinha carregada com as galochas, queria usá-las!!

 

como pessoas aventureiras que somos, fomos prá suiça completamente à nora do que nos esperava.. mas bote-se COMPLETAMENTE À NORA nisso!

 

não li nada sobre zurique ou sobre a suiça, não arranjei guias nem mapas, não sabia as manhas dos câmbios e das comissões. fazia apenas uma ideia geral da cidade por ter andado a lamber o gmaps e a traçar rotas para ter ideia das distâncias, e de resto sabia que:

 

a) podíamos usar o cartão de multibanco tuga sem problemas;

b) havia um transfer gratuito do aeroporto para o hotel;

c) podíamos comprar o bilhete para o festival em estações de comboios ou supermercados (não os vendem à entrada do festival);

d) o nome da paragem de eléctrico para chegar festival;

 

e para o que desse e viesse, quem tem boca vai a roma!

 

como tínhamos tempo até ao transfer, fomos comer qualquer coisa. àquela hora, o único "restaurante" aberto no aeroporto era o macdonals.. ia ter que servir.

 

12CHF (± 10€) por uma salada miserável (a anos-luz das que vendem nos macs tugas) e uma água de 25cl. WHAT? THE? FUCK? não... eu não sabia que estava numa das cidades mais caras do mundo :D

 

o transfer veio, pontualissimo, e em menos de dez minutos estávamos no ibis

 

o check-in foi rápido e deram-nos um quartito no último andar e um papelito com 1 dia de acesso wifi grátes à net. naice!

era a primeira vez que ficávamos alojados num ibis e estávamos curiosos. realmente, a piada da caravana tem a sua razão de ser.. mas para um hotel de 2*, aquilo tinha muito bom aspecto!

 

ok, o quarto até podia ser minúsculo e o WC uma caixa de sapatos, mas.. muitíssimo acolhedor! 

a cama.. omg, a CAMA! (ou tenho memória demasiado curta ou) acho que poucas foram as vezes que dormi numa cama TÃO confortável!

 

tive que ir investigar que raio de colchão xpto seria aquele.. quando vi que era uma singela folha de espuma com apenas alguns centímetros e uma cobertura tipo edredon sobre um sommier, fiquei confusa.. como era aquilo possível?

as almofadas e o resto da roupa da cama tornam-na ainda mais confortável. serão todos assim? é que se forem, ganharam uma cliente prá vida lol

 

só sei que dormi abraçada à cama!

 

no dia seguinte acordámos cedo pa cacete.. muito conveniente quando se planeia estar acordados até às 4 ou 5 da manhã e com o "pequeno" detalhe que ainda queríamos explorar o centro cidade antes de nos irmos meter no lamaçal.

 

o wifi do hotel era um bocado manhoso e acabei por não conseguir ver mapas nem ler sobre a cidade onde estava nem o que devia visitar..

 

tudo em zurique está em alemão. por sorte, praticamente quase todas as pessoas a quem pedimos indicações na rua falavam inglês. uns revisores do eléctrico orientaram-nos para uma estação onde se podia comprar bilhetes com MB (sim, nem sequer levantámos dinheiro na moeda local quando aterrámos). comprámos dois bilhetes diários de transportes públicos e a seguir tínhamos que encontrar um sítio onde vendessem entradas para eventos.. nisto, topámos uma rapariga que já tinha a pulseira do festival e perguntámos-lhe se sabia onde podíamos comprar bilhetes. sugeriu-nos que tentássemos uma estação de comboios ali perto.

 

na estação indicada - a zürich oerlikon - conseguimos comprar as tão almejadas entradas para o festival e mais, como incluiam transporte público gratuito em toda a cidade, reembolsaram-nos os bilhetes que tínhamos acabado de comprar. w00t!

 

dali apanhamos um eléctrico para o centro. começamos o passeio na rua augusta lá do sitio, a bahnhofstrasse. muita gente, muita loja (mas daquelas hardcore, para carteiras *bem* recheadas), muita confusão.. até que finalmente chegamos às margens do lago, que é simplesmente brutal!

bahnhofstrasse apple store!! Untitled Untitled Untitled Untitled

 

fiquei parva com a cor e transparência daquele lago. apetecia-me saltar lá dentro, vestida e tudo.. ainda bem que sou uma pessoa ajuizada (cof.. cof..)

 

mortos de sede e calor, fizemos uma pausa no grand café motta, onde pagámos 13CHF por um sumo natural e uma cerveja (távamos mesmo a pedi-las.. se bem que até achei barato para o sitio que era lol e os wcs daquilo? só faltava lá um empregado para nos limpar o cú :D)

 

barrei-me à entrada de uma bodum (não queria voltar carregada para casa), e mais à frente, curiosos com o barulho, fizemos uma viragem para uma rua que era só restaurantes e música alta. no ar pairava um cheiro pestilento a queijo derretido.. blargh (e eu gosto de queijo derretido!)

 

ficámos um bocado confusos pela oferta gastronómica lá do sitio. à semelhança de amsterdam, parecia uma grande mistura de cozinhas: italiana (pizzarias everyfuckingwhere), chinesa, turca, indiana, americana.. mas.. e suíça? cadê os restaurantes típicos? o que é que esta malta come?

 

(nope.. não sabíamos que os suíços eram devoradores de queijo derretido com batatas cozidas, pickes e enchidos muhahahah brutal!!)

 

já um bocado cansados apanhamos o eléctrico de volta ao hotel porque convinha descansar e comer qualquer coisa antes da aventura que nos tinha metido em território helvético.

13 de Setembro de 2012, às 00:44link do post comentar ver comentários (2)

On tour III

portanto, tivemos que nos ir abastecer de galochas e ponchos para a chuva muhahahah awesome!

 

por acaso a decathlon tem uma ferramenta no site que se revelou ser de extrema utilidade: consultar stocks. descobrimos que a loja do montijo reunia todo o material que precisávamos e SIGA que não há tempo a perder!!

 

como íamos só de fim-de-semana para a lama zurique, quisemos ir o mais leve possível. então cada um levou uma mochila às costas com o mínimo necessário: basicamente roupa interior e roupa para usar no festival - às contas disso, andei 3 dias com a mesma roupa. fuck yeah!!

 

nem a nikon foi, levámos a velhinha canon 510 point'n shoot (aka SUGA-PILHAS-FILHA-DA-MÃE!) havia de servir. espero mesmo que a câmera do próximo iphone seja decente, para não ter que comprar uma compacta nova para estas coisas..

 

e de repente, era sexta! 

largamos o cascas na garagem em lisboa (avença ftw!!) e fomos experimentar a nova estação de metro do aeroporto. o check-in tinha sido feito online na noite anterior - que maravilha de invento - por isso távamos na boa.

 

o voo para madrid partia de lisboa ao meio dia e meia à uma e vinte. eu tinha o modo histérico ligado, não parava quieta na zona de embarque. volta e meia aprochegava-me do marido, que guardava pacientemente o nosso lugar na fila, e guinchava-lhe "tienes sus papeles??".. os aviões dão comigo em maluca :D

iberia Untitled 

 

porque o voo saiu atrasado de lisboa e porque demoramos quase meia-hora a tentar chegar a alguma conclusão sobre onde ir em madrid e que bilhete de metro comprar, e onde estão os cacifos para deixar as mochilas, ficamos com cerca de 3 horas para veranear na capital espanhola.. e ainda tínhamos que almoçar.

 

saímos no fim da linha de metro do aeroporto e tava a andar de mota. acabámos por não ver nada de especial na cidade, demos apenas umas voltas ao quarteirão financeiro. madrid parecia um forno. tava um calor desgraçado, daquele *bem* seco.. fomos ao el corte inglés (gigantesco) lá da esquina e depois voltámos a barajas. 

madrid-barajas

 

chegámos lá quase em cima da hora, mas como o check-in do voo número dois do dia também já tinha sido feito, foi chegar e embarcar.. e às oito da noite estávamos a levantar voo para o destino final.. UUUUUH UH!

 

como a visita a madrid foi tão pobrezinha, ficou prometida nova incursão em breve.. afinal de contas, está aqui tão pertinho :D

13 de Setembro de 2012, às 00:43link do post comentar

On tour II

volta e meia apitava-lhe com o assunto. ele nem que sim, nem que não.. e a data aproximava-se a passos largos.

 

eis que entra a semana do festival.. como ia terminar ainda era uma incógnita. até que na quarta-feira ele finalmente diz: "vá, vou comprar os voos!"

YAAAAAY

 

mas os sarilhos começaram quando reparamos que os lugares mais económicos já tinham voado e os bilhetes custavam agora quase o dobro do preço.. mau! 

 

(é o que dá não gostar de planear as coisas com antecedência :P)

 

sucederam-se uma série de confusões por causa das companhias aéreas e comecei a ver a coisa a andar para trás.. a última coisa que queria era stresses com aquilo. se não estava destinado a acontecer, era cagarmos no assunto e seguir para o próximo.

 

mas voltei ao skyscanner para fazer uma última pesquisa.. desta vez com escalas. 

 

apanhei uns voos da iberia que custavam pouco mais que os outros (custariam se tivéssemos comprado com 1 mês de antecedência) e chamei o gajo para ver. escalas em madrid - uma de 5 horas que dava para aproveitar e "conhecer" a cidade, que nunca lá estive, e a outra tão curta que nem valia a pena sair da zona de embarque. epá!

 

...e ele finalmente compra os voos. ZOMFG, aquilo ia mesmo a acontecer!!

 

o único problema foi, por causa das escalas, só conseguiamos ir a um dos dias dos festival (aquele que interessava, claro). o que nem por isso me chateou, ou não tivesse já visto chemical brothers (4x!!) e the prodigy ao vivo. ia ver kraftwerk, orbital, cheirar o dorfmeister, e tentar aguentar a loucura de bloody beatroots. era mais do que suficiente.

 

próximo passo: reservar hotel! 

à semelhança de outros tantos festivais de verão, neste também se podia acampar.. só que havia um *pequeno* detalhe que me preocupava (lá chegaremos) e que me levou a insistir que reservássemos quarto num hotel. 

não foi preciso escolher muito, um dos mais baratos disponíveis no booking ficava estrategicamente localizado entre o aeroporto (e o festival, que se realiza praticamente ao lado) e a cidade. e apesar de ser um hotel de 2 estrelas, as reviews eram bastante positivas.

 

voos e hotel tratados, estava na altura de ir arranjar indumentária. é que devido ao clima suíço, este festival tem uma característica muito peculiar:

 

LAMA!!

13 de Setembro de 2012, às 00:42link do post comentar

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

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'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores: #11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

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