Se ele não fosse assim… IX

 

por éssemésse...

eu: preciso de saber se uma cena é possivel

ele: é!

 

nem perguntou o que era lol já são muitos anos a virar frangos :D

(btw, era mesmo)

23 de Maio de 2014, às 01:22link do post comentar ver comentários (1)

E já que estamos numa de monster movies...

como não temos andado a seguir muitas séries, o homem tem-se dedicado a adquirir uns filmecos manhosos de sci-fi para nos entretermos.
confesso que não tenho pachorra para a maioria deles (e ele pelos vistos também não, porque é raro o filme em que ainda não vai a meio e ele já está a levar patadas para baixar o volume dos roncos), mas há uns dias atrás tropeçou numa pérola magnifica, boa demais para não partilhar com o resto do mundo.

vou só dar um cheirinho, porque não quero spoilar esta delicia!

 

it goes like this, uma pacata comunidade costeira, localizada algures na irlanda, é invadida por extraterrestres sedentos de sangue humano. a braços com uma potencial tragédia, as autoridades locais descobrem casualmente que uma elevada taxa de alcoolémia torna a coisa mais complicada para os invasores...

 

dá para imaginar perfeitamente como é que eles se defenderam da bixarada, certo? :D

 

opá, que BARRIGADA de rir, praticamente do início até ao fim do filme!

 

ah.. bonus points para as paisagens lindíssimas que nos são mostradas durante o filme, e o CGI também não está mau de todo, para o tipo de produção que é :)

Godzilla

não há NADA de errado com este filme!

 

quer dizer, haver até há.. uma mosca morta no papel principal, uma história familiar que não acrescenta grande coisa à acção, o arraial de clichés do costume, uns engasgos aqui e ali, e podia ainda lamentar a palha em demasia para justificar a presença dos monstros radioactivos - mas depois estava-me a contradizer a mim prória porque quando um argumento me falha nesse aspecto, implico sempre (e até porque ao menos os motivos deste até são bastante convincentes)..

 

..mas ..MAS ..MAAAAAAAAAAS!!!

 

a gente esquece tudo, a gente perdoa tudo e mais um par de botas por causa daqueles minutos finais de acção PURA e DURA. foi enchendo, enchendo, enchendo e no fim - PUMBAS - explode-nos tudo na tromba de uma só vez!! 

todos os momentos molengões do filme desvanecem-se completamente da memória mal aquela bicharada toma conta do ecrã. que alarvidade de efeitos especiais, de som.. os humanos a provarem-se completamente impotentes perante uma ameaça daquela dimensão e a assistissem de braços cruzados ao choque de titãs, que arrebentavam tudo à sua volta. poucos mas BONS minutos de acção à séria e destruição a rodos, que é o que se quer num filme deste género.

 

foi para isso que lá fui e não me senti defraudada não senhora!

 

é o sonho húmido dos fãs de monster films - o character design dos bichos está fantástico, de uma realidade quase desconcertante, e os efeitos sonoros que os acompanham idem.. quando o godzilla abria a goela, até me mandava a cabeça contra o encosto, tal não era a potência do berro. e houve ali uma cena que me fez soltar uns pinguinhos, de tão épica que é :D 

 

resumindo: um bocadinho menos de drama humano e mais de godzilla não tinha feito mal nenhum, afinal de contas ele é a estrela do filme.. still, é um blockbuster tremendo \m/

20 de Maio de 2014, às 00:45link do post comentar ver comentários (5)

Constatações IX

não sei o que é que foi feito do mês de abril e maio está a levar o mesmo caminho.. daqui a nada estou no inverno outra vez e nem dei por isso :P

11 de Maio de 2014, às 01:00link do post comentar

Madeira // dia 6

para o sexto e último dia de passeio pela madeira, tava-me a preparar para ir fazer a levada do caldeirão verde.. mas a parte sul da ilha acordou muito mal disposta.. feia e molhada. se a sul estava assim, esquece lá a levada a norte..

acho que foi pirraça do universo… "tão quer dizer… andam praqui às voltas semana toda, a meter o bedelho em tudo quando é sitio e tão-se a preparar para se pirarem sem conhecer o funchal?? não perdem pela demora…" BAM! toma lá chuva na tola.

dêem-me um desconto, que eu não sou grande fã de cidades.. mas realmente, cidade era a única coisa adequada àquele tempo manhoso. começámos a volta no inicio da estrada monumental, passámos pela zona mais turística da cidade, o lido, e depois fomos para o centro. carro estacionado e siga o resto à pata. 

íamos a passar por uma rotunda improvisada por causa das obras na baixa do funchal, quando o homem levanta o braço e agarra numa pessoa que estava prestes a cruzar-se connosco..

..o nosso professor de matemática do primeiro ano de curso. WHOA!

bem qu'éu me andava a admirar de já andarmos por ali havia uma semana e ele ainda não tinha encontrado ninguém conhecido lol

e neste caso, de ambos! não víamos o homem há mais de 10 anos, sabíamos que ele era de lá, que o sotaque não enganava ninguém, mas daí a encontrá-lo casualmente na rua, durante as férias é que..

ficámos uns minutos à conversa. o costume.. trip down the memory lane, como é que a malta se estava a safar, o que é que andavam por ali a fazer, lamentar o tempo mau que nos tinha tramado os últimos dois dias, yada yada. muito fixe. só por aquele reencontro já valeu a pena o dia no funchal \m/

passeio retomado, quis ir andar no teleférico até ao monte, apesar de me ter assustado com o preço da viagem (ida e volta, 15€ por pessoa). mas vá.. oferece umas vistas do caraças sobre a cidade.

lá em cima, vimos o que havia para ver - sem pagar - .. é que 10€ (por pessoa) para entrar no jardim tropical, e alguns 14€ para teleférico do jardim botânico - 30€ se quiséssemos bilhete do jardim incluído - com *TANTO* mato para explorar naquela ilha? thanks but no thanks..

demos umas voltas lá por cima, vimos a estrangeirada a descer a estrada nos cestos, não andámos por que, a) confesso que achei uma forma de entretenimento um bocado lame e, b) é coisa para ficar em 25€ o casal, descer 2km estrada abaixo.. e depois ter de voltar a subi-los por causa do regresso ao teleférico..

descemos, andamos pela baixa, fizemos umas caches, comemos um prego no bolo do caco delicioso na tasca literária dona joana rabo-de-peixe (bem castiça, especialmente a decoração inteiror das portas dos wc's :D) e entre voltas e voltinhas pelas ruas, a tarde passou-se no instante.

 

tava na hora de ir à serra d’água para ir beber poncha, à taberna da poncha!

supostamente é onde se bebe a melhor poncha na madeira, se é verdade ou não, não sei, pode ser apenas mais um daqueles barretes que os roteiros tanto gostam de enfiar ao turista lol mas a tasca em si pareceu-me bastante genuína.

bom, a malta não é dada a estas coisas mas venha daí duas ponchas: uma tradicional e outra de maracujá!

poncha


sacanas das ponchas pá, roçam o intragável de tão fortes que são!! a de maracujá ainda escapava, agora a tradicional.. fosga-se! agressiva que fazia arder tudo à sua passagem.. só consegui dar um golito e fechei logo a loja. fico-me pelas brisas, essas sim, escorregam que é uma maravilha :D


...e como não podíamos deixar a ilha sem comer peixe espada preto, foi precisamente essa a última refeição que fizemos na madeira: peixe espada grelhado no espada preta, em câmara de lobos. 

Lost in… Albufeira do Maranhão!

o primeiro de maio foi muito bem aproveitado a passear (e cachar) pela zona de avis e da sua belíssima albufeira. era um dos "assuntos inacabados" que tínhamos, pois quando lá estivemos em 2011 não houve oportunidade de explorar a zona e ficou prometido um regresso em breve.

acabou por não ser lá muito breve - mas hey - já dizia o ditado, antes tarde que nunca!

barragem do maranhão

o sitio convida ao descanso, pena não ser mais perto de casa.. seria destino de fim-de-semana frequente :)

não podíamos ter escolhido altura melhor, que o dia estava espetacular e a paisagem alentejana vibrante, entre o verde e a cor das flores silvestres.. e era precisamente atrás das flores silvestres que eu andava!

Untitled

Madeira // dia 5

o passeio começou no mercado dos lavradores, no funchal. queria comprar bananas e ainda não as tinha conseguido encontrar maduras nos mercados municipais do estreito e da câmara de lobos.. ca raio..

apesar do mercado estar muito orientado para o turista (desde o que lá vendem, ao preço), gostei bastante do aspecto daquilo. bancas carregadinhas de fruta tropical com aspecto delicioso, muita coisa que ainda nunca tinha visto à venda em lado algum, variedades absurdas das mesmas frutas, frutas cristalizadas.. era essencialmente isso. fruta. fruta impecavelmente empilhada, para agradar ainda mais à vista, porque já se sabe que os olhos também compram comem :D

Untitled

um cacho de banana prata, três variedades diferentes de maracujá, e um saquinho de fruta cristalizada e ala que se faz tarde.

dali seguimos para o curral das freiras, por um percurso desnecessário graças ao routing manhoso do here+ na madeira.. fez-nos perder tempo e fiquei com dores na cara de tanto cerrar os dentes.. mas às tantas lá nos ligamos com a (única) estrada que ia lá ter.

uma vez no curral, demos por lá umas voltas, mas aquilo não tava assim com grande aspecto.. decidimos parar no centro e o homem foi a um posto de informações (que afinal era a sucursal de um banco lol) perguntar o que é que se fazia ali. voltou desanimado com a resposta. nada, ali não se faz nada, excepto comer castanha nas mais diversas interpretações gastronómicas (sopa, bolos, pão, and so on) e tirar uma foto com a cabeça na freira de cartão, nem há muito para ver. o único ponto de atração turística daquelas redondezas é o miradouro da eira do serrado, que se acede pela estrada antiga, mesmo antes de entrarmos do túnel do curral das freiras.

não deixa de ser irónico.. provavelmente a aldeia mais pitoresca da ilha, não ter grande forma de cativar o interesse da malta que lá vai visitar :/

do tal miradouro, a vista para aquele imenso e profundo vale é avassaladora. aquela povoação ergueu-se num ermo inacreditável, cercado pelos picos mais altos da ilha, rasgados apenas por um  desfiladeiro que leva uma ribeira até ao mar. realmente chegar ali há 500 atrás devia ser um pincel de todo o tamanho. mesmo pela estrada antiga devia ser, quanto mais à pata..

curral das freiras

dali aproveitamos uma estrada nova (ainda não aparece nos mapas) que vai directa ao pico do areeiro, em vez de ter de voltar ao funchal. pareceu-me muito bem. mas. é. tão. f…ilha-da-mãe! declive do pioro, cheia, cheeeeeeia de gargantas (curva não é mesmo a descrição correcta praquilo) apertadíssimas.. o carro a borrar-se por todos os lados - quase que me tornei beata nesta estrada, de tanto me benzer e rezar aos santinhos que o motor não se fodesse, ou caísse numa ravina por falhar uma curva. acho que foi a estrada mais agressiva e penosa de todas as estradas por onde passei durante aquela semana.


mas o que mais me lixou não foi a estrada ser tramada, foi mesmo o nevoeiro, que não deixava ver absolutamente nada, e eu *sabia* que devia estar a perder um espectáculo de todo o tamanho.. mais outra pro saco do "quando lá voltar"..

fui o caminho todo à espera que o azul se revelasse, tal como no dia anterior… mas acho que a minha sorte já se tinha esgotado… encontrei o pico que me faltava completamente envolto em nuvens gélidas, depois da estafa que foi chegar lá. que desgosto do caneco :P

vá, nothing to see here.. move along, move along..

saímos dali directos ao extremo este da ilha, a ponta de s. lourenço. sem antes ganhar mais uns cabelos brancos às contas das estradas madeirenses. a sério.. quando eu pensava que já não havia de passar por pior… a nokia devia rever as opções de routing nalguns sitios, porque o FDP do gps, em vez de me dar descanso e levar por uma estrada simpática, sem declives acentuados, MESMO que tivesse mais curvas e demorasse mais tempo a chegar ao meu destino, não… mandou-me pelo mais curto que conseguiu, direitinho até santa cruz. fosse por onde fosse!

ai maezinha do céu..

aquilo foi praticamente a corta-mato, fez-me passar por cada sitio que até me horripilava toda.. num carro cuja embraiagem e os travões já estavam todos estropiados por andarem dias a fio a sofrer abusos - e já nem falo do pivete a ferodo ou da chiadeira que já se tinha tornado na banda sonora das férias.. quando de repente, eis que me deparo com o meu derradeiro desafio nas estradas da ilha da madeira: 

uma ladeira que parecia ser quase a pique. só via o mar pela frente - asfalto onde estás tu?? tão a ver aquela cena no indiana jones o templo perdido, em que eles estão a ser perseguidos e enfiam-se num carrinho de mina, e vão por ali a fora, os três a berrar? tal e qual!

se aquilo não era um declive de 50%, andava lá perto (kidding, mas era metade disso lol) tava com um medo aos travões me falharem ali que até me pelava.. já ia preparada para puxar a alavanca travão de mão, não fosse o diabo tecê-las, que não me estava nada a apetecer ir parar ao oceano.. vá lá que no fim da descida estava a via rápida, que nos levou direitinhos ao nosso destino.

por ali também a tarde não estava grande coisa, mas nada que impedisse uma passeata na ponta de s. lourenço.. aqueles rochedos têm uma formação interessante, não tem nada a ver com o resto da ilha, parece quase paisagem de deserto, na cor e tudo, algo que se colou ali só assim por acaso. 

estendem-se vários kms pelo mar a dentro e separam perfeitamente o norte e o sul da ilha. talvez por isso, presenciei um dos fenómenos mais marados que me lembro: uma tempestade medonha à minha esquerda e um calmo dia de primavera (ainda que nublado, vá) à minha direita. e eu ali no meio, numa fina e frágil fatia de terra..

ponta de s. lourenço

perdeu a piada quando a tempestade decidiu aproximar-se e ia levando tudo e todos na besaranha. aquela zona está terrivelmente exposta e pelos vistos o vento alí não é para brincadeiras, demos logo o passeio por terminado e seguimos o mais rápido possível de volta ao carro, antes que a coisa ficasse ainda mais feia. não estávamos sozinhos, mal começou a chover, era só camonada a trote por aquele trilho fora, pareciam caracóis a sair debaixo das pedras :D

anyway.. teremos que lá voltar e terminar o que começámos..

ao jantar, para recuperar do desgaste do dia, mariscada no barqueiro. éramos três, mas pedimos apenas uma entrada (lapas, pois claro) e dois pratos principais, bife de atum e uma mariscada (para uma pessoa só, diziam eles lol)… tanta, tanta comida em cima daquela mesa. uma patuscada que dava para quatro, pelo preço de dois \m/ 

fiquei com a sensação que por aquelas bandas, o marisco come-se frito ou grelhado na chapa, em vez de cozido. confirma-se? 

(vá, só faltam mais dois, coragem :D)

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

bucket list

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores: #11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

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