Constatações XII

passei anos a tentar ver-me livre do sotaque.. agora que finalmente já vou pronunciando as palavras de uma forma neutra, começo a ficar com pena : /

31 de Outubro de 2015, às 21:47link do post comentar ver comentários (1)

Pancas da serigata VII

a pancada dos gatos por caixas de cartão já não é novidade para ninguém. a minha não é diferente, também gosta muito de caixas. mas o que ela gosta mesmo é de sacos de plástico!

a coisa ganha contornos de obsessão. quando chego a casa carregada com sacos de compras, fica maluca. enfia-se dentro deles, rebola-se e lambe-os de alto a baixo. lambe com gosto e sofreguidão, a língua dela faz barulho ao deslizar lenta e firmemente pelo saco (friendly reminder: ainda estamos a falar de gatos, sim :D).

a sério que não compreendo onde está o fascínio, não me parece que o plástico dos sacos tenham grande sabor..

mas o pior ainda são aqueles sacos mais finos, que trazemos do supermercado com frescos e que eu (re)aproveito para os "torrões" que recolho do wc dela. esses não lambe, mastiga! é um perigo deixar-los à mão de semear, tenho sempre medo que ela coma os sacos e depois ainda me arranjar algum 31..

e pegar num saco todo babado? ca noijo, cabrão do gato XP

28 de Outubro de 2015, às 23:35link do post comentar

Aquele momento...

... em que entras oficialmente em contagem decrescente para os 40

FML

26 de Outubro de 2015, às 19:04link do post comentar(2)

Let's NOT look at a treila

eu compreendo os trailers e a sua razão de existir, a sério que compreendo (sem ironia). os estúdios contam com eles para gerar alarido e fazer estreias de arromba. parece que eles lá por hollywood levam a sério os milhões que os filmes fazem nas estreias. é assim que medem as pilinhas.

e para vender um filme meses antes da sua estreia, e assegurar que a malta está toda turbinada e em fúria para invadir as salas de cinema, os estúdios não vão de modas e atacam com artilharia pesada. invocam os deuses obscuros do marketing, que escolhem a dedo os segundos mais intensos do filme que os realizadores entretanto já conseguiram colar, usam cliffhangers como virgulas, e embrulham aquilo numa banda sonora épica (que btw, 90% das vezes é uma música de NIN), e tomem lá, seus gulosos, façam umas pinguinhas nas cuecas, partilhem, aticem-se nas redes sociais, façam barulho e saltem muito até ao dia da estreia, cá estaremos para vosso entretenimento.

e funciona!

acontece que, desde há uns anos para cá, tenho vindo a reparar que ver o trailer de um filme que tenho interesse, é a receita para o desastre. e porquê?

porque vou para o cinema com as expectativas muito altas. porque vi um trailer badass (ou dois, ou três), e o filme ficou aquém da grandiosidade de trailer... o argumento, as personagens (ou os actores), ou a montagem acaba por não corresponder e fico toda desgostosa.

porque o elemento surpresa dissolve-se mesmo antes de comprar o bilhete. já sei o que esperar, perde logo metade da piada.

ou ainda, porque esperava uma coisa e o trailer mostra-me outra e acabo por perder a vontade em ver o filme. acontece muita vez.

outra coisa que acho uma perfeita estupidez é a obsessão de se dissecar os trailers, como se aquilo revelasse todos os segredos do filme. há quem perca HORAS com aqueles segundos.. examinam até ao mais insignificante dos pormenores, extrapolam uma data de tretas, que depois cruzam com spoilers e rumores, e desatam a cagar teorias que nunca mais acabam. e lá está, mandam as expectativas da malta para a estratosfera, e depois o tombo é grande.. e doloroso.

só sei que as últimas grandes surpresas cinematográficas que tenho tido envolvem filmes que eu não sabia um cabrão de como eram, nem o que esperar deles.

por isso, e ainda que a tentação seja *muito* grande, já comecei a fugir deles.. sobretudo quando quero mesmo ser surpreendida. como por exemplo está a acontecer com o novo trailer de star wars. vi o teaser, mas decidi que não vou meter os olhos neste (nem vou linkar sequer). não vou sabotar a experiência, já me basta ter o subconsciente a alertar-me que não vou gostar porque sou purista e só aceito a trilogia original :P

22 de Outubro de 2015, às 23:13link do post comentar ver comentários (4)(2)

Loop do dia V

não me faz muito bem andar a ouvir músicas depressivas, mas lembrei-me dum álbum que me fez muita companhia há... 15 anos atrás lol cada vez mais me convenço que, no que toca a música, fiquei presa nos 90's :D

16 de Outubro de 2015, às 19:02link do post comentar ver comentários (4)

Pente 0 e qualquer coisa

esta manhã o homem levantou-se e disse qualquer coisa que os meus ouvidos ainda adormecidos não conseguiram captar. reparei por entre flashes que se estava a vestir, mas não liguei. pouco depois, chamo por ele e nada. se calhar deixou-se dormir no sofá, o sacana..

dois ou três amassos na almofada mais tarde, ouço a chave a rodar na fechadura. aaaaah, tinha saído.. tão é por isso que não me estava a responder.

nisto aparece à porta quarto e duas coisas acontecem em simultâneo:

1. eu olho para ele e penso em sobressalto “QUEM É ESTE GAJO, CRL??“. despertei logo!

2. a gata, que estava a dormitar aos pés da cama, assim que mete os olhos no homem apanha um CAGAÇO TAL que desaparece instantaneamente para parte incerta, nem tão cedo voltou a ser vista. tipo isto :D

que carecada tão épica, a ponto de ficar irreconhecível LOL

15 de Outubro de 2015, às 00:07link do post comentar ver comentários (3)

Faith in humanity, restored

porque hoje é o dia mundial dos animais, aproveito para deixar aqui uma história, que por não saber qual ia ser o desfecho na altura, decidi não esticar-me no assunto. e a segunda parte dela, que foi ainda mais épica.

no dia do vendaval em tróia, quando estávamos a ser escorraçados da praia, quase tropeçamos numa gaivota, provavelmente também ela surpreendida pela súbita besaranha. estava praticamente enterrada na areia, já nem se mexia e mal conseguia abrir os olhos.

não íamos deixar o animal ali, entregue à sua (má) sorte, pegámos nela com uma toalha e veio connosco até a uma zona mais resguardada. 

o homem e a sis tentaram sacudir-lhe a areia das penas, mas a bixa, apesar de não aparentar mazelas não se mexia. podia ser apenas choque ou qualquer coisa do género, talvez precisasse apenas de recuperar do susto e ganhar coragem para voar. ficou num sitio ainda mais recolhido, para evitar companhia indesejada.

duas horas depois, quando estávamos de partida, o homem quis ir ver se ela já tinha ido à vida dela.. o que não tinha acontecido.

não eram boas noticias, se ali ficasse, os gatos iam dar conta dela em menos de nada.. foi então que começaram os telefonemas para o sepna e centros de recuperação de aves das redondezas, mas sem sucesso. quem atendia não podia ajudar.. muito porreiro. not! é só uma gaivota, não estão propriamente dito em vias de extinção e incomodam as pessoas..

por acaso decidimos ficar pela zona para jantar. estávamos a sair da tasca na comporta, quando o homem recebe um telefonema. era do centro de recuperação de aves de santo andré, e aceitava a gaivota. ficou então combinado irmos lá entregar a bixa.. isto é, se ainda estivesse onde a deixámos, e viva.

seguimos a todo o vapor para tróia. a gaivota ainda lá estava e foi dar um passeio até santo andré, a 40km dali, onde o responsável pelo centro a esperava. isto por volta das dez da noite, a um domingo. é muito bom saber que há quem se preocupe com animais a este ponto.

a gaivota foi muito bem acolhida. foi medicada, alimentada e examinada. não aparentava nada partido ou ferido, estava apenas completamente exausta. sopas e descanso.

o responsavel ainda nos fez uma visita guiada o centro e mostrou-nos algumas das aves que se encontravam em convalescença, ainda estivemos à conversa bastante tempo. engraçado que passamos por aquele centro dezenas e dezenas de vezes e não fazíamos a mínima ideia do trabalho que ali se fazia.

um mês depois, em plenas férias, eis que um inesperado convite chega por telefone: a "nossa" gaivota ia ser devolvida à natureza dali a uns dias, em almograve. esta não podia ter sido uma coincidência mais feliz, já que aquela zona estava no nosso roteiro :D

o dia chegou e tivemos o privilégio de assistir à libertação de onze aves: a "nossa" gaivota, outra que chegou em condições semelhantes, uma cegonha, um falcão peregrino, várias águias e corujas que também estavam a recuperar no centro voltaram a voar em liberdade. aves que tiveram a sorte de ter quem não lhes voltasse as costas quando mais precisavam, e tiveram quem cuidasse delas, algumas durante meses, até que estivessem totalmente restabelecidas.

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são estes exemplos de dedicação e altruísmo, para com espécies que nem sequer estão ameaçadas, que me fazem ter um bocadinho mais de fé na humanidade e acreditar que ainda existem pessoas realmente generosas com o meio que as rodeia.

fica a sugestão: se passarem por santo andré, dêem um saltinho ao centro da quercus - nrla que serão muito bem recebidos. organizam-se várias iniciativas por lá, entre dias abertos, acções de sensibilização, e devolução de aves à natureza. existem mais centros espalhados pelo pais, basta visitar a página da quercus para conhece-los.

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

bucket list

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores: #11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

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