Trás-os-Montes e Alto Douro // dia 0

por causa de uns distúrbios na força, só no domingo é que começamos a nossa roadtrip pelo reino maravilhoso. às contas disso, a serra do alvão, que era susposto ser o ponto de partida, ficou para trás e avançamos para a fase seguinte.

seguimos rumo a norte já com três horas de atraso, o que chutava a previsão de chegada para volta das 5 da tarde, quase ao anoitecer e um dia perdido. mas isso já eu adivinhava, é o que a casa gasta.

conduzir na A24 é uma tormenta. e não por causa do carrossel de subidas e descidas, mas porque não posso desviar os olhos da estrada e a paisagem que se desenrolava a cada km é de ir com o queixo de rastos. é nestas alturas que gostava de ser o pendura.. aquilo sobe que é uma alarvidade e passa por zonas de montanha lindíssimas. os ouvidos é que não acharam piada à altitude.. estive "debaixo de água" durante bastante tempo, apesar dos meus esforços.

depois de atravessado o imponente viaduto de vila pouca de aguiar, o nosso destino não tardou muito a revelar-se: o pedras salgadas spa & nature park.

para começar as férias em grande e à francesa! ia finalmente riscar a posição número um da minha to do list de alojamentos. desde que descobri a existência daquele "resort" que andava mortinha para experimentá-lo. mas a distância e a dificuldade em conseguir uma data para firmar a escapadela andavam a arrastar a coisa indefinidamente.

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depois de cumpridas as formalidades na recepção, o carro ficou no estacionamento do parque e fomos conduzidos num golf cart até ao nosso domicilio, a casa da árvore. pelo caminho fomos recebendo informações sobre o parque e sobre as instalações que tínhamos à nossa disposição.

atribuíram-nos a casa número um, a mais alta e com o passadiço mais comprido. e ali estava eu, a percorre-lo lentamente, a saborear cada paço a caminho do meu prometido paraíso suspenso.

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quando entrei, ia-me dando um fanico. a casa é tão gira, tão acolhedora, tão genialmente construída. não é muito grande mas é perfeitamente funcional: à entrada uma pequena kitchenette e em frente o bengaleiro, a casa-de-banho é dividida entre dois espaços, ambos com luz natural providenciada por uma pequena clarabóia, uma salinha com mesa e sofá (que também é cama), e em frente a uma janelona e por baixo de uma clarabóia, a jóia da coroa:

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a decoração é simples e sóbria, em tons neutros e orgânicos, a combinar com a atmosfera daquele lugar mágico. e confortável, tãoooooooo confortável.

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não estivemos sozinhos durante muito tempo. pouco depois da nossa entrada apareceram duas funcionarias para fazer a "abertura de cama". enquanto uma colocou dois "tapetes" junto à cama, com os chinelos de quarto perto, a outra preparou-nos uma bandeja com água quente para o chá e bolachinhas. já disse que o recheio da kitchenette era à descrição? águas (com e sem gás), cafés, chás, e chocolate quente.

agradeci o chá, mas o que eu queria mesmo era enfiar-me no spa e só restava uma hora para fazê-lo. por isso, mal elas saíram, saímos nós também!

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e soube. TÃO. BEM. depois de ter passado quase cinco horas a conduzir. tanto a sala de banho turco hammam, como da a sauna, são das melhores onde já estivemos (se não as melhores mesmo). grandes e espaçosas, com a temperatura no ponto. a piscina aquecida tinha a água mais límpida que alguma vez apanhei num spa e sem cheiro a químicos. o corredor de marcha foi uma novidade interessante. fartei-me de marchar nele lol

apesar de termos seriamente considerado pedir o jantar servido na treehouse, acabamos por ir até ao restaurante do parque, cuja ementa era mais variada. mas eu nem desfrutei bem a refeição, de doida que estava para voltar para o ninho.

escusado será dizer que tivemos uma das melhores noites da nossa vida. e a casa abana mesmo. e com bastante facilidade. 'nuff said :D

 

* estadia patrocínada pela minha estimada conta bancária

 

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Lost in… Trás-os-Montes e Alto Douro

faz em 2016 dez anos que iniciamos as explorações aqui pelo nosso pedaço à beira-mar plantado, e com isso acabaram-se-me as desculpas para visitar a única região do pais que ainda não conhecia: trás-os-montes e alto douro. rocei nela há uns anos atrás, quando passeámos pelo alto rabagão e montalegre, e tinha no mapa dos check-ins uma enorme mancha a nordeste que andava a atormentar-me há anos.

mas tenho que confessar uma coisa.. no trabalho de casa que andei a fazer nas semanas que antecederam à viagem, encontrei tão pouca informação sobre o que visitar que tive receio de ir lá e não ver nada de especial. não existem muitos guias ou roteiros sobre as zonas que mais me interessavam (parques naturais do montesinho e douro internacional), e como tento evitar as tourist traps, ainda pior. fui marcando uns pontos no mapa que me pareceram mais interessantes. eram sítios muito dispersos, pelo que a melhor forma de fazer a coisa era em modo roadtrip, e pernoitar em zonas estratégicas para iniciar as várias fases da viagem.

o que eu não esperava é que fui numa de despachar a coisa, e acabei por tropeçar no segredo mais bem guardado de portugal!

desde o inicio do passeio até ao fim (sem contar com a ida e o regresso), foram cerca de mil quilómetros de curvas, de subidas e descidas. de paragens constantes para apreciar as vistas, de desgostos por não ter mais tempo para perder-me naqueles lugares remotos, ou ficar horas nos miradouros simplesmente a absorver a paisagem, ou visitar outros sítios que acabaram por ficar para trás, ou degustar todas as especialidades.

é o lado mau deste modo de viajar, por um lado fica-se a conhecer uma grande área, por outro, não temos tempo para apreciá-la devidamente. acabou por ser uma grande volta de reconhecimento, que vai ser muito útil em passeios futuros. porque vou de certeza lá voltar, e agora sei precisamente onde quero demorar-me mais \m/

also, minha pancada por fronteiras teve em grande. conto algumas seis incursões por espanha e muitas macacadas na raia hi hi hi

 

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Na semana passada aprendemos que...

- existe em portugal continental uma região com estradas tão ou mais lixadas como as da madeira;
- quando se olha para o mapa em trás-os-montes, por muito curto que um trajecto pareça, nunca julgar que determinado sítio fica "logo ali"..ouch!
- o nome trás-os-montes assenta que nem uma luva a trás-os-montes, tudo fica atrás de um monte;
- trás-os-montes é a região mais sexy de portugal: só curvas e protuberâncias;
- aquele sinal de perigo que avisa que veados podem atravessar a estrada não é mito, os veados (ou corsas) existem mesmo e atravessam a estrada quando menos se espera (sim, eu sei que o sinal significa animais selvagens, não só veados);
- em trás-os-montes todas, mas todas as cidades, vilas, aldeias, e povoados têm no acesso principal um pequeno altar com um santo/a e uma cruz de pedra enorme;
- as aldeias e os pequenos povoados podem não ter uma caixa multibanco, mas quase todas têm um museu;
- (esta já sabíamos mas confirmamos) a arquitectura portuguesa das casas típicas é *bem* mais pitoresca e charmosa que a espanhola;
- e por mais remota que seja a povoação, existem habitações a serem recuperadas e nota-se o esforço por manter a traça das casas o mais autêntica possível;
- aliás, o feel que fiquei é que aquela região ainda está em bruto, incrivelmente preservada, quer em natureza, história e tradições;
- existe uma desertificação brutal em algumas zonas, houve dias que não chegámos a ver crianças nem jovens;
- pombais... pombais everywhere!!
- a posta mirandesa é deliciosa mas a costeleta de vitela consegue ser ainda mais decadente;
- não sou fã da receita dos folares transmontanos (perdoem a heresia desta algarvia habituada a bolos de massa doce e densa, cujo recheio são ovos cozidos com casca e não enchidos de fumeiro);
- os transmontanos não se deixam intimidar pelo declive dos montes, aproveitam-nos até ao impossível para plantações de vinha e oliveira;
- em termos de área de cultivo, trás-os-montes rivaliza com o alentejo, acho que nunca vi tanta terra trabalhada;
- o douro é um rio pacato porque está todo estrangulado por barragens, mas aquelas escarpas e meandros que ele cavou na paisagem antes dos humanos lhe deitarem a mão denunciam um passado brutalmente selvagem;
- por falar em barragens, não conheço outra zona com TANTA barragem;
- aquela que é considerada a melhor estrada do mundo para conduzir, é de facto umas das estradas mais agradáveis onde já conduzi;
- a a24 deve ser a auto-estrada mais cénica de portugal continental;
- no que toca a morfes, o tripadvisor é teu melhor amigo, mas se te falhar sempre podes perguntar aos locais.. ou ir ao bar da estação ferroviária mais próxima;
- é impossível conhecer trás-os-montes em cinco dias :(

transmontanos, a vossa terra é lindaaaaaa!! cinco dias não foram suficientes para ver tudo o que havia para ver, deixei muitos assuntos inacabados e muitos pedacinhos de coração espalhados por esses montes. preparem-se para a enxurrada de posts :D

Lost in... Serra da Arrábida

a primavera está em estágio e seria criminoso não dedicar um dia deste fantástico fim-de-semana para sair de casa e meter os pauzinhos ao sol. o local escolhido foi o nosso go-to favorito no quintal, a belíssima serra da arrábida, em modo de passeio preguiçoso por lugares mais que batidos (mas que adoramos revisitar).

se o dicionário tivesse imagens, esta seria da do termo "lagartar"!

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luxo de vista. apesar de ser um spot concorrido, apetece ficar lá horas sem fazer nenhum.

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o sítio mais creepy da arrábida, a lapa de santa margarida, que pelos vistos se tornou num local de peregrinação, apesar do acesso não ser nada convidativo.

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...e o melhor de tudo neste pedaço de paraíso, o tranquilo azul do oceano sempre no horizonte, já a aliciar a malta para a praia.

 

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álbum completo no sítio do costume

Selvagem

fui a uma perfumaria comprar umas mistelas para besuntar na cara, que isto a idade não perdoa, e enquanto esperava para pagar, dediquei-me a gozar com um poster enorme que estava ali perto. o johnny depp todo tatuado e cheio de bling, com umas letras garrafais que traduzidas diziam selvagem - uma das palavras da moda nas trincheiras da internet. acabei por mandar uma snifadela no perfume, mas como o homem não pareceu convencido, a coisa morreu por ali.

entretanto andava alegremente a passear-me pelo centro comercial, e de vez em quando subia-me um aroma delicioso às narinas. epá, aquele spray hidratante que a rapariga da perfumaria me espichou na tromba cheira mesmo bem. chego-me ao pé do homem, espeto-lhe a bochecha no nariz e pergunto se gosta do cheiro. "não cheira a nada, diz ele" oi? mas anda-me a cheirar tão bem.. será do gel que me testou nas costas da mão. não, não parecia ser.. o cheirinho só podia ser do tal spray facial. o homem tem o nariz avariado.

quando cheguei a casa e fui arrumar as compras, o mistério desfez-se. era a tira de papel onde borrifei o perfume que andava a libertar o aroma que me estava a dar a volta à cabeça. atirei-o para dentro do saco e nem me dei conta que o cheiro era daquilo.

não fui capaz de jogá-lo fora, coloquei-o dentro do cesto das escovas e cada vez que passo na zona... bliiiiiiissss!!!

moral da história, tanto gozei, que vou ter que ir comprar a merda do perfume : /

12 de Março de 2016, às 23:17link do post comentar(1)

Aquela altura do ano

o cascas foi finalmente à revisão e armou-se em troll.. saíu de casa a fazer o barulho irritante que ganhou há um ano atrás. e pela segunda vez, assim que chega à oficina, amua, faz birra e não quer mostrar aos senhores donde vem o raio do barulho. passou lá a noite, ficou um dia a mais e nada. grande cabrão, ainda não é desta.

anywhoo, veio de lá todo afinadinho, limpinho, cheirosinho, e prontinho para ir comer asfalto. há uns meses que não leva um esticão valente e tá a precisar dele. e eu também, tou morta de saudades de conduzir mais do que 15 minutos seguidos, e farta de levar com semáforos a cada meia duzia de metros de estrada. sigaaaaaa!!!

8 de Março de 2016, às 23:45link do post comentar ver comentários (5)

Bife de Atum

pessoas que gostam de comida simples, mas ultra-saborosa, cheguem-se a mim que eu partilho uns segredos.


bife de atum grelhado com batata-doce, cenoura e grelos salteados. este repasto não pode ser mais simples e fácil de preparar, certo? mas para sair realmente delicioso, precisa de algum empenho. bora nessa!

não vale ir ao supermercado, lamento, o supermercado está off-limits se é sabor que estamos a perseguir. toca de meter a preguiça de parte e ir ao mercado.

começo sempre com uma volta de reconhecimento demorada, para tentar perceber quem vende os melhores produtos.

batatas-doces há muitas, mas nem todas são realmente saborosas. nesta altura ainda se vai encontrando da boa, que vem ali dos solos arenosos de aljezur. ando sempre à cata dela porque sei que é a melhor em termos de sabor. é relativamente fácil identificá-la: pequena, bastante roxa, costuma estar coberta por um pó escuro, e com formas que fazem lembrar cagalhotos. não há como enganar, em ultimo caso podemos confirmar sempre com o vendedor. btw, a melhor forma de cozinhar esta batata é assá-la com casca no forno, fica parece caramelo, dooooce e gulosa.

cenouras. procurem uma alma que as venda tão frescas que ainda tenham a rama, é sinal que saiu da terra à pouco tempo. esta cenoura cheira e sabe brutalmente bem. é mais cara, mas uma vez por outra, é um luxo que me dou com gosto.

grelos de nabo. procurem-nos bem frescos e vivaços, já preparados para cozinhar (sem o talo).

atum. NEM PENSEM EM COMPRAR BIFES DE ATUM CONGELADOS!! a sério.. é do pior que há, sola de sapato garantida! atum não é um peixe difícil de encontrar fresco no mercado, mas é preciso ter olho para ele. se tiver um tom acastanhado e macilento, é passar à frente. a carne do melhor atum tem um tom vermelho profundo, ligeiramente rosado, luzidio, e com as secções bem definidas e sem fios. peçam um corte com cerca de 2 cm.

esse da foto custou-me um rim, mas nunca provei atum (cozinhado) TÃO BOM! por momentos achei que tinha sido intrujada, mas não foi o caso :)

agora... TO THE KITCHEN!!!

lavar e enxugar cuidadosamente o atum. tempera-se com sal marinho, pimenta preta moída no momento, ervas finas, e sumo de limão (o limão também veio do mercado, btw). deixa-lo marinar uns momentos enquanto preparamos o acompanhamento.

numa panela de cozinhar a vapor, mete-se as batatas, as cenouras e os grelos.

ao lado vai-se aquecendo uma frigideira, com um fio de azeite e dois alhos fatiados. deixar os alhos começarem a fritar. assim que os grelos estiverem meio cozinhados, tira-se da panela de vapor e salteia-se nesta frigideira. temperar com sal e pimenta moída no momento, e se necessário, mais um bocadinho de azeite.

quando os vegetais estiverem prontos, é hora de meter uma chapa a aquecer no maior bico do fogão, com um bocadinho de azeite (tenho um pulverizador para estas coisas). assim que estiver bem quente, grelha-se o naco de atum. o atum não precisa de muito tempo, apenas uns (3 ou 4) minutos de cada lado. ir controlado como está o interior, queremos manter um tom rosado. não o queremos demasiado passado se não, o jantar vai ser sola de sapato. assim que estiver grelhado, termina-se com um nadinha de manteiga e sumo de limão por cima.

servir asap!

5 de Março de 2016, às 23:07link do post comentar ver comentários (3)(1)

Isa vai ao ginásio: 3 meses!!!

3 meses. 33 treinos. 41 horas (sim, estou a manter registo) que passei a arfar feita maluca, em vez de ficar esparramada no sofá a ver tv ou lurking pela net YAY!!!

esta é a quarta tentativa de me "obrigar" a frequentar um ginásio. a primeira andei lá pouco mais de dois meses e falhava muitos dias, da segunda aguentei outros dois meses mas passava-se semanas que não metia lá os cotos, da terceira paguei a inscrição e a primeira mensalidade e nunca cheguei a calçar lá.

tinha, portanto, tudo para correr mal.. acontece que à conta dos post-mortems aos erros cometidos nas tentativas anteriores está a ser completamente diferente.

primeiro, porque tinha um objectivo realista. queres ter genica para caminhar na primavera? então precisas de manter o aparelho cardio-respiratório a bombar e fortalecer o core, para ficares menos cansada e sem dores musculares. é chato caminhar 20km, que nem é muito, e ficar para morrer depois disso. quero caminhar 20km e terminá-los fresca e com vontade de fazer mais 20 no dia seguinte.

segundo, porque meti um prazo na coisa: três meses! vais aguentar três meses. três meses tu consegues.

terceiro, porque obriguei-me a cumprir uma rotina. vais fazer o impossível para ires 3x por semana. não 1x, não 2x, não 4x, não 5x.. 3x! nem sequer pensas no assunto, pegas no equipamento e vais malhar, quer te apeteça ou não. 3x por semana, intervaladas, para dares descanso ao corpo e não teres desculpas. 

quarto, ter escolhido um ginásio tão perto que me desse peso na consciência pagar e não ir. e com um horário amigo dos meus horários. e barato, que só preciso das máquinas, dos pesos, e de um tapete.

quinto, diversificar os treinos para não me aborrecer da rotina. tenho uma rotina, é certo, 30 minutos de cardio, 30 minutos de força (musculação ou treino funcional ou uma mistura de ambos), e 15 minutos de aquecimento/alongamentos. mas rodo os equipamentos, e os exercícios, e a intensidade com que os pratico.

sexto, não me estou a medir nem a fotografar. been there, done that. uma das últimas tentativas que fiz para delapidar a pança, em 2010, foi sabotada por causa disso. após várias semanas sem notar uma única diferença, acabei por desistir e resignar-me que a banha estava confortavelmente instalada e não tencionava ir a lado algum.

eis atingi a meta dos três meses / três vezes, e estou deveras surpreendida pela minha persistência \m/

milagrosamente, tenho conseguido cumprir a rotina à risca. se por algum motivo há um dia que não posso ir, compenso no dia seguinte, mesmo que signifique ir dois dias seguidos. só há uma excepção, dou-me folga quando o benfas joga em casa
mas o melhor de tudo é que nem por isso precisei de obrigar-me muito. ir ao ginásio ao fim do dia passou a ser uma coisa que preciso, o corpo e a mente pedem-me aquilo, a ponto de ficar ansiosa pela hora. mesmo nos dias em que me sinto com menos energia insisto e vou à mesma. há ali um voodoo qualquer que acontece assim que me equipo (deve ser o feitiço da roupa de treino lol). e curioso que, os treinos que me dão mais gozo são os que termino toda assassinada!

três meses é pouco para ter resultados visíveis. não há muito para derreter, apenas para tonificar e isso leva tempo. o peso tem-se mantido estável, não noto mas o homem jura a pés juntos que a camada de banha da pança tá mais fina. não fiz grandes alterações à dieta habitual, se tanto troquei alguns ingredientes na sopa, reduzi as batatas-fritas ao mínimo, os queijos passaram a ser light e o pão integral (ancestral, pronto), e passo muito tempo sem sentir a doçura de um palmier, de um donut, ou de um waffle a derreter-se-me na minha língua :'(

...mas!!!

já não vomito um pulmão quando subo 3 ou 4 lances de escadas (7 ou 8 já é outra história), as alergias andam mais controladas (desde que ando no ginásio não tenho precisado de anti-histamínicos), a musculatura anda mais firme, a postura melhorou, e sinto mais energia e força (até as tarefas domésticas custam menos). ando curiosa com o colesterol mas ainda é cedo, não quero apanhar nenhuma desilusão.

agora, parte mais gira disto tudo é que é para continuar. os dois primeiros meses foram tenrinhos, mais para desenferrujar os músculos e os tendões e habituar o corpo ao exercício. só no ultimo mês é que comecei a introduzir os pesos no treino funcional, estabilizei os 10km/h na passadeira (com umas gazadas ocasionais a 11-12km/h para ele não ficar mal-habituado), e comecei a usar os programas mais malucos da elíptica, num nível respeitável. o treino ganhou logo outra dimensão, mais puxado, mais desafiante e muito mais gratificante. se conseguisse aguentar seis meses (um dos objectivos que tinha na ultima lista das 101 coisas e que desisti antes de começar) ficaria imensamente orgulhosa da minha própria pessoa.

e a primavera até aí a rebentar, e eu estou mortinha para ir testar a máquina pró monte :D

vemo-nos daqui a três meses. ou então, não! sabendo eu o que a casa gasta..

Se ele não fosse assim… XVI

estava a ler um artigo sobre definição de cargos profissionais da minha área, que ele é mais fácil encontrar o pote de ouro no fim do arco-íris que determinar o nome da profissão que exerço, muda a cada meia de dúzia de meses, e pergunto ao homem:

eu: "já sou senior?"
ele: "sim, porque és velha!"

tá certo…

2 de Março de 2016, às 00:07link do post comentar ver comentários (2)

A minha orquídea de estimação

andou dois anos a ser negligenciada. mas como aparentemente as bixas são imortais, conseguiu aguentar-se à bronca sem água ou cuidados durante meses a fio, até que decidimos trazê-la de volta, mesmo arriscando as condições pouco favoráveis (a humidade da casa anda à volta dos 40-60% e ela não gosta desse clima). fomos buscá-la num quente dia de julho. demos com ela toda murcha, mas se a experiência nos ensinou alguma coisa, foi que o facto de estar murcha não significa que tenha ido desta para melhor.

aproveitamos a mudança de vaso para cortar-lhe as raízes mais ressequidas e mudar-lhe o substrato, e rezámos pelo melhor. sete meses depois, um dos “pés” (clonou-se há uns anos) está seco e sem sinais de vida, provavelmente não vai renascer nada ali, o outro a bem ou a mal, tem-se aguentado. nos últimos dias uma das folhas mais antigas começou a amarelecer e hoje caiu. quando fui tirar a folha, fiz-lhe uma inspecção minuciosa, à procura de sinais de recuperação, que ainda não perdi a esperança nela.

a minha cara quando reparei que estão duas, cada uma mais minúscula que a outra, mas estão duas folhas novas a nascer. é o milagre da primavera YAY março :'D

1 de Março de 2016, às 23:36link do post comentar

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

bucket list

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores: #11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

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