My my, Maio

onde é que andaste metido, que nem dei por ti...

    31 de Maio de 2016, às 22:41link do post comentar

    Trás-os-Montes e Alto Douro // a desforra

    no terceiro e último dia de passeio, acordamos como suposto no coração de trás-os-montes, em mirandela.

    o que não era suposto foi no dia anterior termos regressado de espanha tão tarde, e o abel não servir jantares aos domingos. e como eu queria *mesmo* ir à posta, tinha que ser à hora de almoço, porque à de jantar contava já ir a meio do caminho de casa.. algo que iria alterar drasticamente o roteiro daquele dia. mas quanto a isso, vacinada já eu estou lol

    depois de umas passeatas pelo centro de mirandela, onde ficamos deslumbrados com a serenidade do tua,

     

    estava na altura de nos fazermos ao asfalto, ver o que ficou para trás na aventura anterior.

    passámos por macedo de cavaleiros, e depois continuamos pela parte rural até à barragem do azibo, para semi-circular a zona. a albufeira do azibo é um sitio porreiro para se passar umas horas. tem praias fluviais, equipamentos aquáticos para alugar, percursos pedestres, etc. percebe-se porque estava tão concorrida naquela bonito dia de primavera.


    dali seguimos pela A4 a todo o vapor, lançados a gimonde. chegamos lá por volta da uma e meia e não foi bonito.. estavam mais de 50 pessoas à nossa frente, e já não estavam a aceitar reservas.. é caso para dizer, que nem à terceira foi de vez :P

    já que ali estávamos, aproveitamos para dar umas voltas pela aldeia,

     

    e depois fui desmistificar os pombais, naquela zona existem bastantes. a maioria estão em terrenos privados, pelo que não me consegui chegar perto de um dos recuperados. mas fiquei satisfeita por ter-me aproximado de um sem ter levado com chumbo no lombo, por invasão de propriedade muhahaha



    seguia-se valpaços. provavelmente devido ao feriado, estava completamente deserto. também suspeito que estivesse muita gente em casa, ou espalhados pelas praias fluviais das redondezas, para fugir ao calor. btw, fiquei algum tempo a olhar para este monumento, a tentar perceber se era mesmo assim, ou se estava vandalizado. ri-me um bocado, não se chateiam comigo, valpacenses, não foi por querer :)



    terminada a volta por valpaços fiquei indecisa se havia de ir para chaves ou vila real. como já conhecia chaves, meti-nos a caminho de vila real, já orientados para casa.

    ...e tá visto que ainda não terminamos os nossos assuntos por esta bela região. mental note: visitar trás-os-montes em finais de abril / maio é mais interessante que março. o tempo está mais quente, e as árvores estão começam a ganhar copa, a paisagem está ainda mais bonita!

    Se ele não fosse assim… XVII

    "o que é que aconteceu práqui no teu roupeiro? parece o armageddon..."

    it's funny 'cause it's true :D

    22 de Maio de 2016, às 01:28link do post comentar(1)

    Saltos y Zamora

    a primavera decidiu colaborar e deu de bandeja um dia impecável para passear. a primeira paragem do dia foi muito rápida, em ledesma, para apreciar mais contrastes.



    sítio pacato este, no meio do nada. não subimos até à vila porque havia muitos kms pela frente. também é aqui que o tormes começa discretamente a ficar cada vez mais largo, sinal estamos perto da almendra.

    a paisagem que se ia desenrolando à frente do nosso nariz era muito familiar, a fazer lembrar as margens do alqueva.



    e por falar em paisagens familiares, eis que entrámos em território já conhecido, e sabia exactamente por onde tinha que seguir.

    a estrada que sobe ao miradouro da iberdrola é assim a modos que imprópria para cardíacos.. em mau estado, inclinada, com curvas ultra-apertadas, e tão estreita que só passa um carro à vez. temos que ir atentos a duas coisas, se vêem carros na direcção oposta, e onde é que conseguimos parar o nosso em segurança para deixar outro passar. mas nem tudo é mau, pelo menos tem protecções laterais!

    quando cheguei ao miradouro, e vi aquela brutalidade em toda a sua graça, só não desatei ao pontapé e chapada comigo própria por não ter ido ali porque.. bom.. estava ali :D



    e por termos apanhado uma altura de chuvas, tinha as goelas bem abertas. o spray provocado pela força da descarga de água chegava até cá acima.

    de todas as paisagens que vi do douro, nacional e internacional, esta foi a que mais me impressionou. uma majestosa ravina, tão imensa que não cabe nos olhos. faz-nos sentir minúsculos perante a dimensão da natureza.



    à vinda, desafiamos um sinal de trânsito e entrámos numa estrada proibida. i regret nothing! se não, tinha perdido isto:



    ainda passamos pela povoação que foi erguida para acomodar os trabalhadores durante a construção da barragem. está praticamente deserta e não se percebe porquê, aquilo dava uma estância de férias à maneira.

    depois de uma breve paragem para pinchar numa tasca que estava a abarrotar, seguiu-se o outro assunto inacabado: passar pela barragem de almendra. não aconteceu na visita anterior por uma falha de comunicação. o homem não se apercebeu que eu queria passar pela barragem, e eu não reparei a tempo que se calhar não devia ter ido pela esquerda como o GPS estava a mandar, mas sim pela direita. quando dei por mim estava no fundo do leito do tormes e não me apetecia *nada* voltar para trás..

    diz que este colosso é uma das maiores obras de engenharia espanholas. não só pela altura e comprimento da barragem em si, 202 e 567 metros respectivamente, como pela quantidade de água que retém no lago artificial. não é tão grande como o do alqueva, mas não deixa de impressionar.



    mas a maior particularidade desta barragem hidroeléctrica não são as suas dimensões ou a elegância da sua construção, mas sim, estar descentralizada. existe um túnel com 7,5 metros de diâmetro escavado na rocha, que transporta a água desde o reservatório até à central, situada a cerca de 15km dali, nas profundezas do planalto. 

    na central de villarino, por baixo do parque de alta tensão, a água cai 400 metros a pique, gerando o dobro da energia que conseguia se a central estivesse junto à barragem. depois segue para o douro, logo ali ao lado.
    e se isto não fosse engenhoso o suficiente, ainda tem a capacidade de quando não está a produzir energia, poder reverter o funcionamento das bombas e sugar água da barragem de aldeadávila, (aka, do rio douro) de volta para o reservatório.

    a sério que pagava para ter uma visita guiada às entranhas desta central..



    ao consultar o mapa para ver que caminho havíamos de tomar de volta à pátria, diz o homem:

    "não acredito que estamos tão perto de zamora e não vamos lá..."

    oh amigo, não seja por isso!

    ...e foi assim que ficamos também a conhecer zamora :D

    tal como salamanca, zamora é uma cidade muito antiga, e partilha semelhanças geográficas e históricas. plana e banhada por um rio (o douro), e tem uma bonita ponte romana e uma vasta colecção de monumentos antigos preservados, que pode não ser tão impressionante como a de salamanca, mas é igualmente interessante.

    no entanto é mais pequena, tem menos de metade dos habitantes, e menos turistas ainda. o que significa que é bastante mais calma e desafogada. e tem é uma exposição solar e uma luminosidade incríveis.



    depois de visitar o castelo, demos um longo e agradável passeio junto ao rio, que se não estivesse tão agitado, seria um autêntico espelho.

    de seguida subimos para o centro histórico e foi ali que notei as principais diferenças entre salamanca. as fachadas das casas e arquitectura dos edifícios públicos não é tão homogénea, existe muita mistura de estilos. e por alguma razão, o comercio parece estar em crise. muita loja fechada, ou em liquidação total para encerrar. tive pena deste detalhe.



    oito e meia, era tempo de terminar a visita e regressar à estrada. 

    entrámos em portugal e fomos directos a gimonde, já a salivar só de pensar na posta do abel. e sabem que mais? pumba, nariz na porta!

    oh well, amanhã também é dia.. a parte chata? ter reservado alojamento bastante longe dali, em mirandela. qualquer dia desisto de fazer planos e vou ao sabor do momento.. tínhamos pernoitado em brangança e no dia seguinte seria mais fácil tratar deste assunto.

    outra parte muito chata de tentar jantar num sítio relativamente pequeno num domingo à noite (na véspera de um feriado), já não muito cedo: todos os restaurantes que tínhamos assinalados estavam fechados. não foi fixe.

    álbum completo aqui

    Vai ser giro, vai!

    este ano decidi que não ia stressar pelo facto de não conseguir encontrar t-shirts nerds de jeito para gaja.

    este ano decidi que durante o verão, vou dar numa de hipster hobo chic!

    (seja lá o que isso for)

    conto dar bom uso à colecção de jeans esfrangalhados que tenho, que assim de repente, já são mais que os "intactos" (sou fã, nadàfazer!). e tenho andado no processo de adquirir tops a condizer, largueirões e com cortes desajeitados. e acho piada àquela moda das saias-lápis compridas com ténis, apesar da elevada probabilidade de tal coisa assentar-me horrivelmente mal. se calhar até já ganhava juízo.. só que não!

    (não há esperança para a minha pessoa muhahahah)

    Isa (não) vai ao ginásio

    receita para o desastre em 3 actos:

    acto 1

    estão a ver aquele conselho que nunca falha em qualquer artigo que fale sobre ginásios, de escolher um clube perto de casa ou do trabalho? não pode ser mais acertado. aliás, quem escreve esses artigos podia resumir a palha toda numa só frase:

    "se te inscreveres num ginásio que fique longe de casa ou do trabalho, não vais aguentar lá muito tempo!"

    é capaz de ser o motivo para 90% dos falhanços. em abril apenas consegui calçar lá três vezes. como as perspectivas em conseguir manter o ritmo das 3x por semana estavam cada vez mais distantes, atirei a toalha ao chão e cliquei no botão de cancelar a adesão, com muita pena minha..


    acto 2


    escolher um ginásio perto de casa, mas que fecha uma hora mais cedo que o anterior. só que afinar rotinas leva tempo, e já vamos a meio do mês e raramente consigo chegar a casa antes das oito da noite, para fazer hora e meia de malhanço. fazer em casa, tá quieto. não funciona comigo mesmo.


    acto 3

    trabalhar numa zona pejada de pastelarias deliciosas e não conseguir resistir-lhes... isso e lembrar-me de ir lanchar às seis da tarde... nada fixe...

    esperando que isto não demore a atinar novamente :P

    18 de Maio de 2016, às 23:48link do post comentar ver comentários (7)

    First world problems... IX

    ando com os neurónios todos às cabeçadas uns com os outros. a culpa é das ferramentas de trabalho que uso diariamente:

    sketch, slack, sourcetree, sublime, Spotify

    passo o dia a usá-las alternadamente, às tantas começo a meter os pés pelas mãos e já não sei qual das ésse-o-quê é que tenho que pegar a seguir. vá lá que não uso o safari nem o spotify.. ainda me dava uma coisa má!

    vinte e seis letras no alfabeto, haviam de teimar com o raio do ésse..

    13 de Maio de 2016, às 00:00link do post comentar ver comentários (1)

    Lost in... Salamanca

    a primeira coisa que fizemos ao regressar de trás-os-montes foi descarregar o trilho do GPS. fiquei desgostosa com aquele vazio ao centro. e estava desgostosa por falhar coisas básicas, como o abel e os pombais. e porque em espanha não deixei um assunto inacabado, mas sim dois..

    ora o homem, que não me pode ver a remoer, começou a traçar um plano hipotético por cima do mapa.

    "tens bom remédio. da próxima vez, pegas na gente e vais directa para espanha. passamos a noite algures por aqui, e no dia seguinte voltas para portugal sempre junto à barragem e vês aquilo TUDO!"

    como havia fim-de-semana comprido no horizonte, eu respondi abrindo o google maps, o booking, e o tripadvisor. e foi assim que 24 horas depois do regresso, ficou logo decidida, escolhida, e marcada a desforra. com o bónus de ir conhecer uma cidade que desde há uns anos que me aguçava a curiosidade.

    abril foi um reboliço tão grande que não consegui planear praticamente nada para a viagem. a sorte foi que estava marcada com um mês de antecedência, se não, acho que acabaria por nem acontecer. é um truque interessante para meter em prática.

    na sexta à noite enfiamos umas tretas para dentro dum saco, e no sábado ao fim da manhã ala que se faz tarde. depois de quatro horas sem tirar o pé do acelerador, salamanca surgia finalmente no campo de visão.

    há uma coisa que costumo dizer e garanto que não é mentira: não sou fã de cidades. gosto de aldeias e vilas. cidades, especialmente as movimentadas, fazem-me confusão em vários níveis.. mas existem cidades que me mandam ao tapete. aquela foi uma delas.

    para começar, a localização. ao sair de portugal, pela zona montanhosa da serra da estrela, entrei num planalto magnifico, a fazer lembrar o alentejo. uma hora de condução praticamente a direito, com a vista totalmente desafogada em pano de fundo, e uma tranquilidade deliciosa. verde, e verde, e mais verde, aves de rapina a perscrutar os campos lá no alto, gado na descontra pelos imensos pastos. a cidade surgiu no meio daquele plano como um oásis no deserto.

    orientei-me pelas cúpulas da catedral para ir directa ao centro. enquanto procurava um sítio onde enfiar o carro, tive o primeiro vislumbre daquilo que me esperava, e começou a baixar ali uma sensação de assombro. carro estacionado, toca a dar corda aos sapatos.

    perdi-me nos contrastes.

    o coração de salamanca transpira história, quase sentimos o tempo a recuar até às suas remotas origens... a quantidade quase obscena de monumentos impecavelmente conservados, convive paredes meias com edifícios mais modernos, mas que nem por isso destoam. é que para além do notável esforço em manter o estilo pitoresco, e preservar o encanto romântico das fachadas, existe um elemento-chave que liga aquele cenário todo - a cor dourada da pedra utilizada nas construções.

    não só ofusca as diferenças entre os edifícios antigos e os novos, como por ser uma cor quente, transmite uma sensação invulgarmente acolhedora. apetece mesmo perder-nos por aquelas ruas e ruelas todas, e não é apenas pela beleza dos edifícios.

    la clerecía y conchascatedralplaza de anayapalacio de la salina

    alguns detalhes surpreendentes: não há cá painéis a descaracterizar as fachadas, os letreiros são escritos a tinha vermelha na pedra; as placas dos números de polícia serem idênticas em todo o centro; e a decoração dos suportes das caleiras.

    pode ser uma cidade muito antiga, esforçar-se por manter um ar quase medieval, mas não tem um feel antigo. a razão é simples: sendo um enorme polo universitário, está tomada de assalto por milhares de estudantes. há gente jovem por onde quer que se aponte os olhos, a curtir a cidade nos tempos livres. a juntar às hordas de turistas, é uma mistura que resulta num ambiente muito animado e descontraído.

    puente romanoUntitledhuerto de calixto y melibea

    durante a tarde, à medida que as nuvens cinzentas se iam afastando, as ruas iam enchendo cada vez mais. nas zonas mais concorridas chegava a ser difícil andar sem andar a encalhar em alguém. ainda assim, a cidade permanecia limpa, e não havia qualquer vestígio de insegurança.

    rúa mayor plaza mayorbeer o'clock

    andamos, andamos, e andamos. tentando evitar ao máximo passar duas vezes no mesmo sítio. a cada passo que dava, a cada esquina que contornava, abria-se um mundo novo. sempre com qualquer coisa de fantástico para admirar. duas coisas que eu não conseguia fazer: tirar os olhos de cima e o queixo de baixo. três, se juntar o facto de não conseguir tirar o dedo de cima do disparador da máquina.. de fazer um turista japonês corar de vergonha LOL

    para lá do passeo de san vicente e da gran vía, surgia uma cidade absolutamente normal, com outro tipo de movimento, trânsito, e muito menos concorrida pelos turistas.

    só paramos quase às oito e meia, e foi porque tínhamos uma reserva num restaurante longe do centro.

    uma coisa que aprendi neste salto a espanha, janta-se tarde por lá. quando fiz a reserva, não me ocorreu que às oito e meia, o sol ainda vai alto e era capaz de ser cedo para cenar. parece que só lá prás dez é que eles começam a pensar no assunto. also, explica porque é que há uns anos atrás, a minha reserva no restaurante em madrid ficou sem problemas para as dez e meia, e às onze ainda havia gente à espera de mesa. hum.. agora por isso, será que fui espanhola na minha vida anterior? é que o meu ritmo circadiano está muito melhor ajustado aos horários deles que aos nossos :D

    cala fornells paella

    do restaurante fomos directos para o hotel, comigo a lamuriar por não ir dar umas voltinhas noturnas pela cidade. mas estávamos cansados, e o dia seguinte ia ser igualmente cansativo. era melhor não arriscar, que uma pessoa já não vai para nova.

    claro que passei as duas horas seguintes a engendrar um regresso mais demorado. e depois voltei a atenção para a tv, que estava a passar o alien (o manhoso) dobrado em espanhol muhahaha

    álbum completo aqui

     

    seguir para a segunda parte >

    'Le me

    tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

    no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

    offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

    bucket list

    'Le liwl

    era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

    muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores: #11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

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