Londres II // Alojamento

pois desta vez não quis cá saber de airbnb. fiquei escaldada. além disso, queria ficar mais perto do centro. os transportes públicos são brilhantes, mas não queria estar dependente deles se quisesse sair à rua.

conseguimos um dos últimos quartos (isto com dois meses de antecedência), numa cadeia de hotéis que já me tinha aguçado o apetite na viagem anterior, mas que por causa do preço (e provavelmente disponibilidade), ficou de parte. desta vez, já que poupei no avião, tou'ma cagar. quero dormir num sitio fixe!!

ladies and gents, behold, o mais cromo dos hotéis onde já tivemos o privilégio de ficar alojados: o hub!

A-D-O-R-E-I!!

o quarto pode ser pouco maior que uma caravana.. mas!! o espaço está super bem aproveitado, não falta lá nada. tem uma pequena secretaria, que recolhe para os pés da cama para não ocupar espaço. um pequeno roupeiro. espaço para guardar a bagagem, por baixo da cama. a cama ultra confortável. o wc é minúsculo, mas a disposição é perfeita, e dá na boa para duas pessoas tomarem duche juntas. os controlos da (intensidade da) iluminação e do A/C, estão num painel na cabeceira da cama, ou no telemóvel, na app do hotel. wifi poderoso. tomadas por todo o lado, incluindo uma europeia. um media hub embutido na parede, com entradas analógicas e digitais, e a tv suporta airplay e miracast (para streamar conteúdo do telemóvel ou do portátil). nem secador de cabelo falta.

tão, mas tão prático e acolhedor. brutal para estadias curtas.




"isto é a nossa cara", concluiu o homem, impressionado. indeed it is!

além disso, o atendimento é impecável. staff disponível e atencioso, guardaram-nos a bagagem antes do check-in, e deixaram fazer o check-in meia-hora antes. isto quando se está a morrer por uma almofada é uma dádiva dos céus. o check-in é super descomplicado, faz-se nos quiosques à entrada, a ficha já está preenchida com os dados da reserva, é só confirmar, e pagar, se for o caso. até os cartões de acesso ao quarto são gerados também no quiosque.

ah, e na zona da cafetaria havia chá e café à descrição para os hóspedes. ainda nos fomos lá servir umas quantas vezes :D



outro detalhe que gostei foi a segurança. para chegar ao quarto, tínhamos que usar o cartão para abrir duas portas, uma de acesso ao hall dos elevadores e escadas, e outra em cada patamar.

a localização não podia ser melhor, a dois passos de trafalgar e leicester square. e tudo quanto era transporte público à mão. definitivamente, não tem nadaàver, ficar no coração da cidade. proporcionou-nos uns passeios nocturnos valentes \m/

apenas um pormenor. o nosso quarto não tinha janela, a única altura em que isto fazia alguma confusão era de manhã, acordar sem luz natural. mas como andávamos o dia todo por fora a laurear a pevide, nem demos por isso. 

fiquei cliente prá vida ♥

to be continued...

London II // Internet

aproveitamos para meter em prática certas coisas que aprendemos na viagem anterior, como por exemplo, que wifi à borla não abunda em londres, e ter internet no telemóvel tinha dado jeito.

a solução mais simples passa por comprar um cartão SIM "pay as you go" (ie, um pacote no strings attached e quanto estouras tens que recarregar). todas as operadoras têm, e os preços são ela por ela.

foi só das melhores decisões que podíamos ter tomado neste segundo round. navegar pela cidade com internet na ponta dos dedos faz assim uma diferença do cacete. principalmente por causa dos transportes públicos, horários, e cenas. claro que como dois internet junkies que somos, também serviu para andarmos sempre de nariz enfiado no telemóvel a trollar a malta, a consumir feeds, entre outras coisas :D

o plano inicial era comprar um cartão SIM com 12GB de dados móveis na three (a operadora que encontrei com mais recomendações), por 20£. depois tornava o meu telemóvel dual SIM num hotspot, e o homem pendurava-se nele. era uma sweetheart deal, pois assim mantínhamos o cartões portugueses, caso alguém precisasse de entrar em contacto connosco.

podia ter seguido com o plano, mas como tinha uma vodafone ali estrategicamente posicionada à saída da victoria station, e sabendo que os preços praticados pelas operadoras são idênticos, achei que não fazia mal sair dali logo servida de internet. e foi assim que tive o meu primeiro número de telefone inglês yay

claro que nunca se sabe tudo, e aprende-se sempre mais qualquer coisinha no processo.. tipo, que a modalidade "pay as you go" não permite fazer tethering...

WHAT THE FUCK?? que serviço de terceiro mundo vem a ser este??

então eu tinha acabado de comprar um cartão da vodafone por 20£, com 4GB de dados, mas não podia partilhar internet com o homem?? FFFFFFUUUUUUUUUUUU!!

descobrimos logo em seguida que (provavelmente) nenhuma das operadoras faz isso, apenas com contrato. fónix... porque é que não nos lembramos a perguntar este detalhe?? porqué que em todas as merdas que li sobre comprar cartões SIM no UK ninguém fala nisto? oh well.. live and learn!

a caminho do hotel, descemos do bus precisamente à porta de uma three. aquilo só podia ser um sinal - um sinal que eu devia ter-me mantido fiel ao plano inicial (podia ser que ali me tivessem informado das condições do serviço)... e o homem foi comprar um SIM com 1GB para ele.

resumindo: se nos tivéssemos apercebido deste detalhe, em vez de um SIM da vodafone com 4GB, tínhamos comprado dois, de 1Gb de dados (que chega perfeitamente para 3 dias), pelo mesmo preço...


...mas se tivéssemos comprado os dois na vodafone, não teríamos ficado a saber que a cobertura da vodafone em londres é uma miséria. nunca vi as letrinhas 4G/LTE whatevs no meu telemóvel, enquanto o homem, com o seu cartão da three, raramente não tinha 4G :P

also, sabiam que não podemos ver pr0n por dados móveis? temos que pedir ao operador para desbloquear lol

to be continued...

30 de Maio de 2017, às 09:01link do post comentar ver comentários (4)(1)

Se ele não fosse assim... XXIV

o homem está a passar por uma fase de extrema produtividade, e nestas alturas costuma precisar de combustível sonoro potente, para aguentar o ritmo.

então anda-me a ouvir bandas com nomes terrivelmente gráficos como (até fico com os cabelos em pé só de escrever isto), cannibal corpse, carcass, sepultura, nailbomb, napalm death, fear factory, pantera, entre outras..

bandas essas, cujos músicos só podem estar deveras chateados com a vida e com o universo em geral, para violentarem os instrumentos daquela maneira.. além disso, não se percebe um cabrão daquilo que os vocalistas cantam. a mim soa-me uma sucessão de arrotos longos, rosnados agressivos, e grunhidos guturais imperceptíveis.. parece que estão a invocar o diabo!!

...e nem vou escrever aqui os nomes mais "criativos" das músicas, para não correr o risco de deixar alguém traumatizado lol

depois anda a "cantarolar" aquilo alegremente, e de vez em quando põe aquilo a bombar nas colunas da sala, e eu quase que tenho um chilique nervoso e desato a partir tudo!

diz ele que costumava estudar ao som destas músicas...

alguém tem o contacto de um bom exorcista? sinto que estou prestes a precisar dum : /

30 de Maio de 2017, às 00:40link do post comentar ver comentários (5)

Lost in... London II

here we go again, here we go go go... *

e esta foi a segunda viagem que compramos pelos saldos da easyjet, em dezembro. ainda estávamos no rescaldo da viagem anterior, mas como voltei de lá a sentir que não tinha vivido a cidade devidamente, queria uma desforra a.s.a.p.

mas antes de continuar, tenho que deixar aqui uma reclamação à minha pessoa.. eu julgava que já tinhas aprendido, isa maria, que marcar voos para de madrugada, é uma péssima, péssima ideia. porque não dormes, porque andas grogue a manhã toda, e porque vais perder 4 horas preciosas da tarde a fazer uma sesta para recuperar minimamente... humpf!

e aquela manhã de sábado teve tudo para correr mal,

primeiro porque somos umas pessoas muito descontraídas e chegámos ao aeroporto quase em cima da hora do fecho do embarque, e porque nos esquecemos que para londres, temos que passar pelo controlo de alfândega.. e estava uma fila medonha para o controlo de alfândega, porque estavam apenas dois postos abertos, para dois voos para londres à mesma hora (vergonhoso, aquele T2 do aeroporto de LX), e estava todàgente em pânico, e todàgente a querer passar por cima uns dos outros. quase que dissemos bai bai à viagem. ainda assim, não fomos os últimos a entrar no avião (tugas lol) :D

e apesar do voo ter saído de lisboa à hora prevista, e ter aterrado em gatwick dez minutos antes da hora prevista, tivemos que esperar quase meia-hora na pista, à espera de slot para o avião estacionar.

não seria problema se não tivéssemos bilhetes comprados para um comboio que partia dali a 30mn. e ainda tínhamos que sair do aeroporto, e chegar à estação dos comboios, e levantar os bilhetes na máquina, e não fazíamos a mínima ideia de como era o processo porque era a primeira vez que íamos andar de comboio. bom, foi uma correria insana, mas conseguimos apanhar o comboio (até ao dia de hoje, ainda estou para saber como é que conseguimos tal feito).

yep.. nós dois somos aquelas pessoas que atravessam os corredores dos aeroporto correr, feitas parvas, porque cenas :P

às 10.30 da manhã estávamos a atravessar o tamisa, mas eu vinha tão concentrada nas 4!! chaminés da battersea station que nem dei por isso. apenas vi o tamisa uma vez, nos três dias que estivemos em londres. 


apesar de termos repetido algumas coisas, esta viagem foi completamente diferente da outra, sem planos, e sem horários nenhuns. a única coisa que fazia questão, era de ir a camden ver os mercados, de resto era para curtir a cidade como nos apetecesse, coisa que não aconteceu da outra vez, porque estava demasiado frio para andar na rua, e os dias eram minúsculos.. ideia de merda, ir a londres no inverno. nunca mais!!

agora, com luz até às oito e meia da noite, temperaturas mais suportáveis, e net no telemóvel, a história foi completamente diferente.. foi épico, a todos os níveis. voltei de lá definitivamente fã daquela metrópole \m/

repetimos principalmente comida. ramen no tonkostu do selfriges (fomos também ao shoryu, bestramen. ever!!); nandos; krispy kreme; fish and chips; voltamos ao regency cafe, para almoçar english breakfast. adoro aquele sítio, bué castiço, e adoro o cota que atende a malta. o tipo despede-se da clientela pelo nome, com aquela familiaridade reconfortante, típica de tasco de bairro que conhece os clientes desde sempre. quando saímos, e o cota despediu-se do homem pelo nome, fiquei de rastos :D

mal metemos os pés em lojas. ok.. fora as lojecas em camden lock, fomos à forbidden planet, ao japan center (ainda bem que não temos cá nada parecido.. era a minha ruína :D), a uma comic store perto do hotel, a uma h&m porque o homem calculou mal a bagagem e precisou de uma long sleeve, e ao john lewis à hora do fecho para ir buscar um chromecast. de resto, entramos no selfriges para ir comer, no boots buscar lenços e drogas (tá visto que o homem constipa-se sempre que lá vai), e no tesco comprar água (bargh) e alcagoitas.

estivemos quase... quase... para ir ver uma peça. íamos a passar numa das ruas principais do centro, quando vi a fronha do "bobby axelrod" na fachada de um teatro e dei uns saltos. fui pesquisar se havia bilhetes para o dia seguinte e havia.. mas.. tive medo de arriscar. não sou grande fã de teatro, e os bilhetes mais baratos não me garantiam que ia conseguir ver grande coisa da actuação do homem, e tive medo de dar o tempo por desperdiçado, enquanto podia aproveitar cada minuto na cidade. não me arrependo, mas por outro lado, ficou-me aqui um feeling de assunto inacabado :/

o voo para lá correu muito bem. apanhamos um bocadinho de turbulência, mas tudo suave, e o avião ainda cheirava a novo (o airbus nº 250). no regresso, saímos de luton com tempo relativamente bom, mas antes de aterrar cá, os pilotos tiveram que fazer umas piscinas.. parece que o aeroporto de lisboa esteve fechado uns momentos por causa do mau tempo e provocou fila.



to be continued...

29 de Maio de 2017, às 11:20link do post comentar(2)

Lost in... Aldeias Históricas

aproveitamos o fim-de-semana esticado pelo 1 de maio para ir arejar as ideias. o destino foi o sul da beira interior, uma zona do país que ainda não conhecíamos.. e onde está a maior concentração de aldeias históricas.

depois de termos visitado piodão e linhares, duas das aldeias mais inacessíveis, estava na altura de adicionar mais uma quantas ao inventário. vai daí, dedicamos os três dias (tecnicamente dois, porque andamos cada vez mais preguiçosos para fazer render o tempo) a explorá-las nas calmas. a parte mais estranha destes três dias foi ficarmos antes dos túneis da gardunha. quando vamos para aquelas bandas, é sempre para ir para a serra da estrela, e desta vez só a vimos ao de longe. parecia uma cena pouco natural lol

acertamos em cheio na escolha do alojamento, uma casa de campo espectacular, tanto nas instalações, modernas e ainda a cheirar a novo, como na localização estratégica, perto de tudo que o planeávamos ver, perto da auto-estrada, e perto do fundão onde íamos encher o bandulho.

começamos as explorações no sábado à tarde, numa aldeia que ficava a menos de 4km do alojamento,

castelo novo foi o inicio perfeito. ali plantada na encosta abrigada da gardunha, com uma vista fantástica sobre a planície que iramos andar a bater no dia seguinte. estivemos lá ao entardecer. estava super calma, não se via vivalma nas ruas, mas pela quantidade de carros estacionados por aquelas ruelas estreitas, dava para perceber que estava com lotação esgotada.. não percebo porque é que deixam entrar carros nestas aldeias..
o que mais gostei aqui, foi termos subido até perto da fábrica do alardo, e ouvir a passarada no bosque ali ao lado. bliss...



idanha-a-velha foi provavelmente a que mais me decepcionou. até pode ter bastante património histórico, mas para passear, não é um sítio lá muito interessante.

monsanto foi a aldeia que mais gostei. para mim, superou piodão. a localização é incrível, na encosta soalheira de um cabeço que se ergue à bruta no meio da planície. a aldeia em si está bem preservada, e é realmente pitoresca. mas a jóia da coroa está a umas dezenas de metros acima, o castelo. chegar lá não é fácil, mas a estafa é totalmente recompensada.



as muralhas do castelo envolvem todo o topo, e tem uma vista 360º francamente obscena. concordamos ambos, que aquele foi o castelo mais fixe onde já metemos os pés até à data. also, o pôr-do-sol aqui deve ser do outro mundo.

sortelha também é muito interessante. pareceu-me ser a mais pequena e a menos habitada de todas as que já visitamos, parece quase um museu. aqui testemunhamos um episódio interessante, um gajo sem uma perna, de muletas, a correr a muralha como poucas gente com as duas lol 



castelo mendo foi a mais afastada. fica perto da fronteira com espanha (e graças a este facto, aproveitei para dar um pulinho até a fuentes de oñoro, para encher a pança do cascas, onde sucedeu um incidente com um besouro lol). do castelo não resta grande coisa, mas mais uma vez, constatamos que os nossos antepassados eram especialistas a escolher sítios muita porreiros para erguer condomínios privados. a vista, é qualquer coisa...



(a parte chata de ter ido abastecer a espanha, é que estávamos perigosamente perto de salamanca, e foi preciso um bocado de luta mental para não arrancar pela estrada fora, e ir até lá matar saudades he he he)

ainda estive vai-não-vai para ir até marialva e almeida, mas achei que era melhor deixar uma desculpa para ver as restantes, a norte da A25. por onde andámos, só falhou belmonte, não sei se terá tanto interesse (do ponto de vista pitoresco) como as outras. mas como fica a caminho de manteigas, um destes dias passamos por lá. não consegui perceber se fiz asneira em não checkar a serra da malcata. do que pesquisei, pareceu-me que é um bom sítio, mas para andar a pé, não de carro.

gostei muito de toda a paisagem envolvente dos sítios por onde passamos. e da luz! que luz maravilhosa tem tem toda aquela zona. e conduz-se muito bem por aquelas estradas. só tive pena do tempo me ter trocado as voltas, no domingo, quando estivemos a maior parte do tempo fora do carro, o dia estava ventoso e nublado. na segunda, que foi só quase conduzir, estava um dia de primavera do caraças.. PQP!

álbum completo no sítio do costume

Ca-BUM!

esta madrugada, tava naquele estado de sono em que não estamos acordados, mas também não estamos ferrados, quando sou violentamente despertada por um estrondo medonho, que pareceu ter durado uma eternidade. quase tive que puxar a alma de volta para dentro do corpo, tal não foi o cagaço!

enquanto tentava recuperar o folgo, ainda em pânico, ocorreu-me que teria sido uma explosão.. um avião ou um tanque de combustível, qualquer coisa do género, e fiquei à espera da onda de choque (como há uns anos, quando houve aquela explosão numa pedreira em sesimbra).

só que em vez de uma onda de choque, começa a cair alta chuvada (chuva?? wft??) acompanhada por flashadas e respectivos ribombos. tinha sido um trovão.

fdx.. é que não ganhei para o susto.. durante uns minutos vi a vida a andar para trás, até consegui sentir cabelos a ficarem brancos..

de manhã vi o mapa das descargas eléctricas, e lá estava a culpada por aquele trovãozão sinistro... mesmo por cima das nossas cabeças. PQP!!

o homem? o mundo podia ter acabado que ele não dava por isso.. estava profundamente arrochado, com tampões nos ouvidos por causa da gata lol

25 de Maio de 2017, às 22:17link do post comentar ver comentários (8)

Faz hoje 40 anos

que a força está connosco!

 

 

\m/

25 de Maio de 2017, às 09:00link do post comentar(2)

Desaparecida em combate

a culpa foi do homem lol

no meio de tanto anime da treta que ele se põe a ver, houve um que me agarrou ao fim de 5 minutos - sem exagero! conto pelos dedos de uma mão as vezes que isto aconteceu.

primeiro foi binge watching dos 47 episódios da série. a seguir, os 2 live actions. e depois precisei de closure e comecei a ler o manga, do ponto em que o anime ficou pendurado.. 42 capítulos, de 84 no total. no fim não tive o closure que precisava, porque o manga entrou em hiatus por tempo indeterminado.. mas as coisas até ficaram nuns termos fixes. slice of life na sua essência mais pura, uma autêntica novela mexicana, com um enredo tricotado de forma soberba, e uma narrativa tão invulgarmente frontal e crua, que às vezes até ficava a bater mal lol

e assim se passaram duas semanas. apesar da pilha gigantesca que deixei acumular de posts para escrever, e fotos para editar.. i regret nothing!

24 de Maio de 2017, às 01:27link do post comentar ver comentários (2)

Cenas

a minha capacidade para fazer conversa de circunstância é uma tragédia. podia dizer que está a piorar com a idade, mas a verdade é que já nem me esforço. é um daqueles detalhes da minha pessoa que já desisti de tentar dar a volta, mais vale aceitar que para certas coisas, simplesmente não funciono.

conheço os mecanismos do processo, mas se não tiver à-vontade com as pessoas, instala-se um desconforto que me baralha os circuitos todos, e a coisa descarrila com muita facilidade.

é um dos motivos que me faz evitar situações sociais. mas existem algumas situações que não dá para fugir, tipo quando vou ao cabeleireiro ou à esteticista. se fosse com frequência, o à-vontade era capaz de surgir naturalmente, e ao fim de algum tempo já conseguia entrar no ritmo da tagarelice. mas à cabeleireira, apesar de ser sempre a mesma pessoa que me corta o cabelo, a mim e ao homem, só lá ponho os pés uma vez por ano.. à esteticista vou mais vezes, mas calham-me sempre pessoas diferentes. elas até tentam puxar por mim, mas a coisa acaba sempre com silêncios constrangedores. desculpem lá, mas quando estou a ser torturada, a última coisa que tenho é humor para conversar.. admito que aquilo é um trabalho chato e a conversa distrai, e até faz parte.. mas para mim é muito complicado.

esta lengalenga toda porque hoje calhou-me uma esteticista espanhola, que parecia tão interessada em conversar quanto eu. podia ter feito um esforço para quebrar o gelo, assunto não faltava. ter-lhe-ia perguntado de onde vem, e há quanto tempo está cá, e se gosta do país, das pessoas, da comida, se pensa ficar muito tempo ou se é nómada e vai arranjando uns gigs pelo mundo fora..

podia, mas eu sou assim e não há nada a fazer ¯\_(ツ)_/¯

    5 de Maio de 2017, às 23:10link do post comentar ver comentários (1)

    Cum caneco

    hoje ao pequeno-almoço, as duas velhotas sentadas na mesa ao lado estavam com uma conversa tão pesada e deprimente, que já estávamos a ficar os dois nervosos..

    sobre a velhice, sobre as limitações da idade, sobre estar quase a chegar a hora delas, e sobre pessoas que estavam doentes, e pessoas que tinham morrido, algumas muito novas. entretanto a conversa resvalou para animais de estimação.. uma dizia que tudo lhe fazia pena, especialmente os animais abandonados, e que lhe dava uma grande pena de quando ia à terrinha ver os animais cheios de fome, e que lhes dava comida, mas que até já evitava ir lá para não ver aquilo. outra a dizer que o filho vai ter que abandonar os dois gatos, porque juntou-se com a namorada, que é alérgica e não os quer por perto, e a dizer que ela própria tinha uma cadelinha, e que só pedia à família que não a abandonassem quando chegasse a hora dela.. FFFUUUUUU...

    meteu logo um humor pouco fixe pela manhã..

    como o universo é um granda troll, ao jantar, a cena repetiu-se. só que ainda mais hardcore. dois casais de velhotes, na mesa atrás, nada preocupados com o volume da voz, ou se incomodavam alguém com a conversa.. again a velhice, as limitações, as doenças esquisitas, familiares e conhecidos que morreram repentinamente, outros que se suicidaram, mais doenças esquisitas.. foda-se pá!! é mesmo o tipo de conversa que eu gosto de ouvir ao jantar, não me bastava já o episódio ao pequeno-almoço..

    eu, que fico doente só de pensar na velhice, a ouvir estas coisas ainda me dá uma coisa má XP

      5 de Maio de 2017, às 00:30link do post comentar ver comentários (3)

      'Le me

      tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

      no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

      offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

      bucket list

      'Le liwl

      era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

      muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores: #11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

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