Adeus Victoria

durante muito tempo fui mega fã das hiphuggers de algodão da victoria secret. todos os anos mandava vir um carregamento das américas, porque adorava o fit, o feeling, e os materiais e padrões dos tecidos. as cuecas tinham uma construção impecável. tenho uma vasta colecção, entre pares a uso, e pares que não tenho coragem de usar por serem demasiado bonitos, e que estão novinhos em folha.

só que entretanto a victoria secret começou a preocupar-se mais com desfiles, e pagar ordenados a anjos deve sair caro, porque a qualidade do material tem caído a pique..

notei a mudança há uns 3/4 anos, quando me apercebi que os elásticos tinham mudado, o algodão já não era tão macio, e os padrões começaram a ficar demasiado azeiteiros para o meu gosto. e meti uma pausa nas encomendas.

a última vez que comprei peças da marca foi quando estive em londres, há ano e meio. trouxe de lá aquele que será o último carregamento, se a qualidade não voltar ao que era (e pelos comentários do site, está cada vez pior).. nos pares mais recentes, os elásticos ficaram largueirões em tempo nenhum, o tecido áspero, e perderam a elasticidade toda.. ano e meio e já estão todas a caminho da reforma, quando tenho pares comprados em 2012 ainda estão ali prás curvas, apesar de desbotados.. bah!

portantos, tou com uma crise na gaveta das cuecas.. o meu dilema agora é encontrar uma marca que tenha aquilo que ando especificamente à procura. pela amostra que já tive, ou procurei no sítio errado, ou tou tramada..

19 de Abril de 2018, às 19:50link do post comentar

Dia 4 // de Picote a Castelo Melhor

para compensar o dia anterior, este estava a transbordar. quis descer o douro internacional, e continuar uma tarefa muito interessante que ficou por terminar na outra volta, miradouros. tinha uma lista com seis que queria muito visitar. por azar, foi também o pior dos dias que apanhamos, com chuva, frio, e vento forte. PQP!!

vou reformular, o dia estava verdadeiramente merdoso...

acordamos para um dia cinzentão, bem foleiro. nada fixe quando o objectivo é passear, e mirar desfiladeiros com centenas de metros de altura.

descemos à cozinha para preparar o pequeno-almoço, que só não correu melhor porque estas almas não sabem operar máquinas de café domésticas, e não tinham todas as ferramentas a que estão habitadas para preparar comida, e perdeu-se tempo precioso com os improvisos. enfim, lá se fez, e terminado o pequeno-almoço, subimos para ir arrumar a tralha e metemo-nos a caminho, que se fazia tarde.

estavam previstos seis miradouros. mas como estávamos em picote, mesmo à entrada do caminho que vai dar ao miradouro da fraga do puio, e a meia dúzia de passos de lá, aproveitamos para mirá-lo. o anfitrião da casa tinha-nos dito que aquilo tinha ardido tudo, e que não estava muito bonito de se ver. de facto, até a plataforma em madeira do miradouro ardeu, e estava tudo queimado quase até à água. acho que só não pareceu pior porque o dia estava cinzento, a condizer com a paisagem :(

miradouro fraga do puio

picote tinha ainda mais casas recuperadas que há dois anos, está a ficar um sitio *muito* giro.

dali demos inicio à aventura do dia, seguindo a todo o vapor para nordeste, até aldeia nova / aldinuoba, ver as vistas a partir do miradouro de são joão das arribas.

imponente, para descrevê-lo numa palavra só. se não estou em erro, foi o mais alto dos miradouros que visitamos naquele dia. ali o douro corre numa estreita garganta, de paredes escarpadas ásperas e contornos muito acidentados, e a vista é incrível tanto a montante como a jusante. acabamos por nos demorar, que aquele sitio é de cortar a respiração, e ficamos sem forças para sair dali :D

miradouro são joão das arribas

de seguida fomos até miranda do douro, onde também passamos mais tempo do que aquilo que estava nos planos. não há nada a fazer, que as vistas ali também são impressionantes.

e ainda hoje tenho sonhos húmidos com um palmier coberto com chocolate que comi na pastelaria mirandesa, onde também tínhamos lanchado há dois anos hi hi hi

mais abaixo no mapa, passamos pelo miradouro da freixiosa. nesta altura o vento não estava a facilitar muito a vida, e aquele miradouro não é para fracos do coração lol aqui o douro corre mais à larga, e a paisagem não é tão acidentada, mas não deixa de ser brutal.

miradouro da freixiosa miradouro da freixiosa

seguia-se o miradouro de picões. este era o mais desafiante por causa do caminho até lá. tinha chovido a manhã toda, e a estrada de terra batida estava encharcada, e cheia de depressões profundas causadas por veículos pesados. eu tentei, a sério que tentei. mesmo a arriscar atascar o cascas na lama.

por acaso não me estava nada a apetecer ficar com o carro atascado ali, já vinha há umas boas dezenas de metros com o coração nas goelas por causa disso. evitei vários buracos e poças de água como se fossem minas terrestres, em que uma manobra mal feita e tinha que ir à procura dum velhote com um tractor para me tirar o carro dali pra fora... atirei a toalha ao chão quando aquilo começou a deixar de ser um estradão e transformou-se num rio, e eu falei e disse "nope nope nope.. puta que pariu, caguei!" e não andei nem mais um metro.

e agora, voltar para trás? HA HA HA HA!

o caminho era estreito e murado, só cabia um carro. até conseguirmos inverter a marcha em porto seguro foram uns metros valentes de marcha-àtrás, com uma precisão cirúrgica para o carro não ficar encalhado. isto é material para me dar ataques de pânico instantâneos... quando aquela provação terminou, podia ter deixado o carro estacionado na aberta, e ter percorrido a pé as poucas centenas de metros que faltavam até ao miradouro.. mas o estado do caminho, e a chuva a ameaçar cair, e o tempo precioso que perdemos a não cometer nenhum fuck up com o nosso estimado automóvel, desencorajaram-me de perder mais tempo ali, e quis voltar à segurança do asfalto.

anyway, foi a maior aventura do dia lol

porque já se estava a fazer tarde, também o miradouro do castro castelo dos mouros também ficou para uma próxima, com muita pena minha.

seguiu-se o miradouro do carrascalinho, já sob de uma tarde verdadeiramente desagradável. o sitio é lindíssimo, a vista é desafogada, e as aves de grande porte pairam ali preguiçosamente. interessante que parecem imunes à chuva e ao vento.

por fim, e já quase ao cair da noite, ainda consegui levar-nos ao miradouro do penedo durão. foi o miradouro mais humanizado que visitamos. o acesso é impecável, tem um parque de estacionamento enorme, e montes de espaço para merendas. e tem uma paisagem magnífica, de perder a vista.

na volta anterior, estive parada lá em baixo a contemplar a vista, e a olhar cá para cima, a imaginar como seria fixe subir aquele penhasco, pouco antes de atravessar a barragem que se vê dali, saucelle, para explorar o douro internacional do lado espanhol. diria que é naquele ponto que o douro começa a amansar, e segue um percurso mais calminho até à foz. e é também ali a recta final em que aquele magnifico rio serve de fronteira entre portugal e espanha.

a descoberta do dia é que é possível descer o douro internacional e visitar uma série de miradouros em apenas um dia. basta começar cedo. preferencialmente com colaboração da meteorologia.. fiquei absolutamente fodida pelo falhanço dos dois miradouros, e pelo tempo horroroso que não me deixou desfrutar melhor os que consegui alcançar.. não ha milagres, acontecem sempre falhas nos planos, por melhor que sejam as intenções e a nossa determinação.

dali fomos a todo o vapor para torre de moncorvo, jantar na taberna no carró, restaurante que nos tinha sido altamente recomendado. não havia menu, era sentar e esperar que a comida começasse a aterrar na mesa. e foi tanta a comida, que nós, que chegamos lá mortinhos de fome, às tantas já estávamos os dois a entrar em pânico muhahaha

começou por pão e azeitonas, uma tábua de queijo curado e enchidos, depois uma alheira de mirandela assada nas brasas, depois uma omelete de espargos, depois cogumelos recheados, e terminou com uma bruta posta mirandesa, acompanhada por arroz de grão e salada de azedas. minha nossa senhora da assunção, que puta da barrigada. não sobrou espaço para sobremesas, por mais delicioso que fosse o aspecto delas... saímos de lá a rebolar.

o último salto do dia seria prá lá de vila nova de foz côa, até à casa do rio. havia duas formas de lá chegar: 30km por curvas, ou 35km por estrada direitinha, a duração da viagem era idêntica. a parte chata foi que confiei no routing dos mapas do google, e não é que o cabrão mandou-me ir pela estrada das curvas? cá pra mim, devem ter lá no meu perfil que eu gosto de estradas "cénicas"... só pode!! e acredito que aquela estrada até seja muito agradável de conduzir, pela vista... mas de noite não se vê a ponta dum chouriço.. ainda por cima, curvas era a última coisa que me estava a apetecer depois de uma refeição daquelas, humpf!

chegar até à casa do rio também foi um desafio "interessante". uma sucessão de curvas apertadas, com um declive assustador, e escuridão total. o meu instinto dizia-me que era melhor segurar bem o carro, que o douro corria lá em baixo.. a que altura e distância, era uma incógnita. depois de dois pavorosos km, chegávamos finalmente à casa.

primeira impressão da coisa.. tinha sido mais esperta se tivesse cagado nos miradouros, e fosse directa de picote para aquele sítio. zomg... chegar lá às nove da noite foi um crime!

a melhor descrição que consigo fazer do alojamento é, a casa de campo de alguém com muito bom gosto. e papel. não se pouparam nos luxos. a decoração da sala de estar era de um tremendo bom gosto, numa combinação harmoniosa entre elementos de design moderno e rústico. os tons quentes da fraca iluminação envolviam-se com música chill out, a finalizar o ambiente perfeito. tinha um conforto intimista encantador.

o quarto, dos mais bonitos, confortáveis, e acolhedores onde já dormi. amplo, luminoso, forrado a madeira pintada de branco com um ar de casa de praia, ao fundo uma pequena sala de estar com sofás em pele e uma lareira suspensa, que não foi preciso acender porque o ar condicionado tomava conta do assunto.. e a cama.. uma nuvem autêntica. e tudo salpicado com pequenos arranjos florais silvestres frescos. acho que aquele quarto anda ali taco a taco com a casa da árvore, que só ganha porque é a casa da árvore lol

casa do rio casa do rio casa do rio

só podia ser a recompensa por aquele dia frustrante. quando reservei aquela maravilha, nunca imaginei o que me esperava, as fotos não lhe fazem justiça. 

os anfitriões, de uma simpatia desconcertante. acabamos por ficar até perto da meia noite na sala, entre conversas, chás, vinhos do porto e bolos caseiros.

again, como já vinha a ser trend, e numa rara ocasião (segundo nos foi dito), tivemos a(quele sonho de) casa só para nós :D

Loop do dia XIII

nesta singela faixa, o sr kieran hebden, aka four tet, demonstra-nos que as coisas mais simples da vida, são as mais belas ♥

17 de Abril de 2018, às 21:42link do post comentar

Não cabia mais nada

ele há semanas tão monótonas, que nos arrastamos mortos de tédio à espera que os dias passem, e que o fim-de-semana venha como uma injecção de adrenalina para nos acordar prá vida... depois há outras que parece que não cabe mais nada dentro, como foi o caso desta que está a acabar.

na segunda o dia até foi normal, à noite fiz um treino com a PT que me assassinou as pernas. como não foi tortura suficiente para os meus membros inferiores, ainda me fui montar numa bicicleta estática e pedalei durante 24 minutos, ~8km. no final, fiz 40 minutos de alongamentos/yoga que se souberam bem pa caraças.

na terça levantei-me mais cedo que o habitual para levar o carro à revisão. o dia estava merdoso, e passei a manhã a maldizer a carris e as frequências dos autocarros, mais a informação das carreiras, que é romba que dói XP

ao fim da tarde, novamente a (des)esperar por um autocarro, com tempo absolutamente horroroso e mortinha por chegar a casa, um mitra que também vinha apanhar o autocarro começou a meter conversa connosco. vinha encharcado e começou a desabafar, desde os políticos, à senhora que não lhe deu 50 cêntimos para comprar uma bebida quente, e que a vida tá dura os empregadores pagam mal, e que tava frio mas tinha isolado a barraca com madeira e plásticos e até estava quentinha, e que arrumava uns carritos para pagar o vício, e qualquer coisa sobre a metadona numa esquina em chelas... nesta altura já não estava a processar informação lá muito bem, tal não foi a quantidade de coisas que aquela alma debitou em poucos minutos.. curiosamente não nos cravou dinheiro.. isto levou-me questionar o nosso aspecto, na volta estávamos com ar um bocado chunga.. se calhar até mais que o outro muhahaha

fui ao supermercado, como não tinha carro para levar, apanhei uma ganda molha. bah!

na quarta estive numa masterclass da GEN, por causa de uma hackathon que eu e dois pseudo colegas vencemos em outubro passado, e fomos convocados para apresentar o nosso projecto. odeio falar em público, foda-se. foi na câmara municipal de lisboa, na sala do arquivo. nunca tinha entrado lá dentro, a sala do arquivo é impressionante, estão lá livros com centenas de anos, alguns parcialmente carcomidos pelos bichos, outros quase a desfazerem-se. imagino o valor que não está guardado nas estantes daquela sala... gostei de ouvir o joão vasconcelos a falar sobre impacto do digital em várias industrias, muito interessante, apesar de estar bastante por dentro dos temas que ele falou.

por causa da cena de cima, não tive tempo de almoçar. entrei numa pastelaria, enfiei um pão de leite com queijo e um galão no bucho e fui a correr prá aula de japonês. a aula foi muito focada em kanjijá disse que adoro escrever kanji, não já? descobrimos que afinal não somos os mais velhos da turma, uma colega, que jurávamos a pés juntos que não tinha mais de 37 anos, afinal tem 49... caímos por lado lol

à saída da aula, apanhamos um UBER e fomos buscar o carro ao entreposto, a estalada foi muito inferior àquilo que estávamos à espera, yay. dali fomos a alvalade jantar ao indiano, que ninguém tava de apetites a cozinhar.


na quinta tivemos um astronauta no escritório dar uma talk sobre como é ser astronauta, e sobre a experiência dele nos 200 dias que viveu na ISS. muito, muito fixe!

quando cheguei ao ginásio, não reparei que tinham invertido os balneários, e dei por mim num balneário cheio de gajos lol. no treino anterior a PT triturou-me as pernas, neste triturou-me os braços FFFUUUUUU. no fim do treino, desço ao balneário para ir buscar o telemóvel e os phones. se não tivesse ido ao balneário naquele preciso momento, tinham-me arrombado o cacifo à má fila. cheguei lá e estava uma sócia acompanhada por uma funcionária do ginásio, com um alicate gigante na mão, a preparar-se para cortar o meu cadeado, porque a outra cismou que aquele cadeado era o dela. e não queria acreditar em mim, até que eu enfiei a chave no cadeado e meti fim à questão. saquei as minhas cenas enquanto a outra andava lá dum lado pro outro, à procura do cacifo dela. acontece que era aquele que estava à direita do meu, e cujo cadeado era *completamente* diferente do meu... no fim não foi preciso arrombar cadeado nenhum 😑

na sexta levantei-me novamente mais cedo que o habitual, que tinha que ir à oficina mudar os pneus do cascas. de caminho deixei o homem na piscina, começou a fazer hidroterapia. tive uma experiência bastante interessante na oficina dos pneus, que vou deixar para outro post.

à noite fomos mais uns colegas, jantar num tasco de tapas no barro alto. caro, mas muito fixe. não ganhei nada no eurobilhas, it's true what they say, sexta-feira 13 é mesmo um dia de azar...

hoje vim para os algarves. o dia estava muita porreiro. como não me apeteceu a perder tempo a lavar a roupa suja antes da viagem, trouxe-a num sacalhão para para baixo e à noite fui à lavandaria self-service que me fartei de recomendar, sem nunca ter usado lol fomos jantar indiano outra vez. a minha irmã foi connosco e levou o rebento mais novo, que só sossegou à mesa a ver vídeos de acordeonistas no youtube (o puto tem dois anos e já é super fã da profissão do pai). já vi crianças a ver muita coisa no youtube, bailaricos foi a primeira vez he he he

e a minha mãe acabou de se tornar numa android user. vamos ver como corre a experiência :D

15 de Abril de 2018, às 02:38link do post comentar ver comentários (1)

Abril, séries mil

tradicionalmente, a televisão americana tem duas seasons de séries. a fall season, que começa no outono e estica-se até quase ao final da primavera, e é quando estream as principais apostas dos canais, ou trazem de volta séries com grandes audiências, e com duração de cerca de 22 episodios. como o calendário incluí sempre algumas folgas (hiatus), de modo a preencher os buracos, as estações introduzem séries com metade dos episódios, a chamada mid-season. ora como filler, ora para ver se têm estofo para se tornar numa série maior, e entrar na fall season.


por causa disto, maio acabava por ser uma altura chata, pois andava sempre ali um nervoso miudinho no ar, sobre se as séries que seguíamos iam ter continuidade, ou se terminariam por ali. durante muito tempo, a única coisa que me dava alento no final do verão para receber o outono com os braços abertos, era saber que vinha aí uma porrada de coisas boas para ver na tv. mas isso começou a mudar desde há uns anos para cá...

entretanto o mundo começou a ficar viciado em séries, e o formato que funciona melhor para os papa-séries é o de curta duração, que por ser mais focado, é menos monótono e tem mais qualidade. outra vantagem é que em vez de se arrastar por 7 ou 8 meses, dura cerca de 3 (salvo o netflix e cia., que injecta a series à bruta no nosso sistema e arruína-nos a vida muhahaha), e vemos duas séries/seasons no espaço de uma. also, se não valer a pena, a malta não se chateia tanto com o tempo que perdeu a ver aquilo. 

para alimentar o consumo desenfreado, o calendário deixou de ser rígido, as séries vão sendo lançadas ao longo do ano, sem alturas especificas, tornando quase obsoleta a classificação de mid-season. agora é em todas as seasons, uma alegria!

e eu dou por mim mais ansiosa à espera do ano novo pelo regresso das minhas séries favoritas, do que do outono.. por acaso este ano não aconteceu bem bem no inicio do ano, foi mais no inicio da primavera.

tudo isto para dizer que nestas últimas semanas, regressaram billions, the expanse, e a derradeira temporada de new girl. westworld, the handmaid's tale, e colony estão aí a rebentar. de longe o mês mais rico do ano, serialmente falando. /me bate muitas palminhas. muitas das séries em que me viciei nos últimos anos são filhas da mid-season. podem ser curtas, e deixarem-me a sofrer praticamente um ano inteiro até voltarem, mas valem tão a pena!!

14 de Abril de 2018, às 13:01link do post comentar(2)

Dia 3 // de Pedras Salgadas a Picote

este foi de longe o dia mais preguiçoso das férias. conseguimos uma horinha extra na casa da árvore, e depois do check out demos um passeio demorado pelo parque. estivemos a inspeccionar a "nossa" faia, que infelizmente não parece ter crescido muito.. oh well, pode ser que daqui por 10 anos esteja da minha altura.

primaver hera treehouse

já não conseguimos marcar massagens para aquele dia, mas por volta das três, fomos abancar no spa. estivemos a rodar o circuito da piscina, banho turco e sauna, até começarmos a ficar com a pele das mãos a parecer uma ameixa seca. a minha pele adora aquela água, nas horas seguintes fica sequinha, macia, e luminosa que é um mimo ♥

quando achamos que já tínhamos demolhado mais do que suficiente para um dia, iniciamos lentamente a retirada, para aproveitar bem os últimos minutos ali. de caminho para o carro lanchamos na casa do chá, e despedimo-nos do parque das pedras salgadas.

dali foram duas horas até mogadouro, onde iríamos jantar. tenho a dizer que o IC5 é uma estrada à maneira, tranquila e com umas vistas do caraças. não foi a primeira vez que a cruzei, e vou sempre de queixo caído com a paisagem envolvente.

na lareira, a posta soube-me melhor da outra vez, deve ter dias... e desta não havia salada de merugem, porque o inverno demorou a aparecer.

e como não encontrei nada interessante para pernoitar em mogadouro, fomos dormir a cerca de 30km dali, em picote, aldeia já nossa conhecida do raid anterior. ficamos numa casa típica da aldeia muito, muito fixe, e toda por nossa conta :D 

o quarto era super acolhedor, decorado em tons quentes da terra, e a cama ultra confortável. andávamos a ter sorte com as camas (sim.. este é o tipo de coisa que começa a ganhar muita importância à medida que vamos ficando idosos lol), naice!

O mundo deve tar pa acabar… III

"acho que vou tirar a carta"

 

assim, do nada, a frio, sem aviso. engasguei-me toda! 

conheço-o há quase 20 anos, e apesar dele ter feito umas aulas de código quando era puto - porque na altura lhe pareceu que era algo que devia fazer, mas desistiu logo porque era aborrecido lol. andei ANOS a chagar-lhe a cabeça para tirar o diabo da carta, até que desisti por cansaço e nunca mais toquei no assunto.

não sei se gosto, tho.. a ideia de partilhar o volante do cascas (seja com quem for) não me soa bem.. 😒

ZOMG!

a revisão do cascas este ano não nos levou à falência, yay!! aliás, acho que foi a mais barata de sempre. levei-o pra oficina assim a tremelicar, porque era a revisão dos 200 mil km (apesar de lhe faltarem 3k para esse respeitoso número), e eu já tava a antever que o sacana do carro me ia comer a carteira outra vez..

para não falar que precisa de sapatos novos, provavelmente os quatro, que dois estão carecas e os outros dois têm 120k km e quase 7 anos... e um dos meus maiores medos na estrada é rebentar-me um pneu.

e que no início do ano levou uma bateria nova e velas..

vai-se a ver, e para além dos óleos e filtros e afinações do costume, não precisou de peças. nem de merdas prós travões, nem escovas, ou outras cenas mais caras obscuras. a melhor notícia foi que o par de sapatos que mais me preocupava, por ser o mais antigo e rodado, afinal ainda tem permissão para rodar mais uns milhares de km. a sério, a minha alma tá parva.

e ainda assim (e batendo na madeira a ver se não se avaria alguma coisa nos entretantos), tudo somado ainda fica pela metade da estalada do ano passado :D

11 de Abril de 2018, às 23:04link do post comentar

Isa vai ao ginásio: tortura II

no presente momento em que debito estas palavras, encontro-me em grande sofrimento lol

na segunda tive o 30º treino com a PT. a meio da primeira série de lounges com a perna de trás elevada, e um salto quando subia, logo após ter feito a mesma lounge, mas com 7,5kg em cada mão (mas sem o salto, valha-me minha nossa senhora), e a sentir os músculos a das pernas a pegarem fogo, vi logo que aquilo ia-me sair caro...

não sei ondé que a moça vai buscar inspiração para os exercícios, mas manda-me fazer com cada coisa, que até fico a bater mal. em 30 treinos foram raras as vezes em que repetimos o mesmo exercício. há sempre uma variaçãozinha cretina qualquer, que é o suficiente para atacar logo os músculos desprevenidos, e fazer-los ganir durante dois ou três dias. não há forma do corpo se habituar!

ontem as dores entraram de mansinho, como de costume, e ao longo da tarde foram-se revelando. ao fim do dia tinha um andar novo 😂😭

hoje estão on fire. vou ignorar as dores dos abdominais, que em comparação com as outras não são nada. começam logo ali nas almofadas do assento, e descem sem só nem piedade até ao gémeo. tão para além do andar novo, custa-me horrores a sentar, a levantar, e a andar. o simples facto de levantar os pés do chão é penoso. basicamente, custa-me fazer qualquer movimento que envolta usar os músculos das pernas. parece que estou toda entrevada.

nestas alturas pergunto-me se vale a pena, andar constantemente com dor aqui, com dor ali, por causa do exercício físico... quero acreditar que sim. mesmo!

11 de Abril de 2018, às 15:30link do post comentar ver comentários (4)(1)

Dia 2 // de Campo do Gerês a Pedras Salgadas

depois do check out da pousada, andamos às voltas pelo campo do gerês. era difícil de acreditar que depois de uma noite daquelas, o dia estava tão bem disposto. 

não sei como é aquele sitio durante a época alta, mas nesta altura, é super calmo. não andava por ali quase ninguém, apenas um habitante ou outro. pena a placidez daquele cenário ser cortada pelo som de uma moto-serra, cujo ruído feroz ecoava pelo imenso vale. os incêndios não pouparam o parque e as limpezas estavam em curso. não ouvi a sinfonia de passarinhos que tão ansiosamente esperava - uma das melhores recordações que guardei de lá.. talvez porque ao contrário da outra visita, nesta a primavera estava atrasada. as árvores desnudas e o tempo manhoso não deve agradar à passarada.

a dada altura passamos por um rebanho de ovelhas muito conversadoras. ele era BÉÉÉÉÉÉÉ pra cá, ele era BÉÉÉÉÉÉÉ pra lá, numa chinfrineira desgraçada. não devem achar piada a estranhos lol demoramos ali uns minutos, a "conversar" com elas, mas às tantas decidiram ignorar-nos e piraram-se de volta pro estábulo.

dali seguimos para a vila do gerês, pela estrada mais curta, e mais cénica. dizem as más línguas que eu um dia maldisse aquela estrada.. como é que fui capaz de emitir tal barbaridade. a estrada é maravilhosa - dantesca, principalmente na vertente a noroeste, mas maravilhosa lol

tão e absorver esta paisagem, num dia brutal como este? devolve-nos anos de vida, garanto!!

gerês gerês 
(onde está o wally? lol)

da vila seguimos em direcção a cabril. passamos pelas cascatas do tahiti e paramos na ponte sobre o rio toco, para apreciar a água a correr pelos calhaus arredondados. acabamos por ir subindo, e subindo, porque bateu uma vontade doida de nos enfiarmos pelo monte adentro. mas não dava.. nem estávamos preparados, nem tínhamos tempo. se no dia anterior já tinha picado o bixo pelas saudades das caminhadas na peneda, ali ficamos mesmo com ganas de dar à sola. tá visto que precisamos de orientar uns dias para caminhar pelo gerês :D

rio toco rio toco

ao regresso, um pastor que estava por ali meteu conversa connosco durante uns bons minutos. estava acompanhado por dois cães muito preguiçosos, e aguardava pacientemente que a centena de cabras que tinha lá cima no monte a pastar, decidisse que estava na hora de regressar. vida mais solitária aquela.. não necessariamente má, mas solitária.

a paragem seguinte foi na ponte da misarela, que escapou no assalto ao gerês em 2012. percebe-se perfeitamente porque é que dizem a ponte foi construida pelo diabo... os tomates de aço que a malta da idade média tinha.. a ponte cravada naquele santuário natural, parece um cenário saído de um filme de fantasia, é surreal!

ponte da misarela ponte da misarela rio rabagão

infelizmente não sobrou tempo para fazer um desvio e visitar pitões das júnias e tourém. foi dos maiores desgostos das férias... mas tínhamos um SPA a chamar por nós. custou-me pa cacete deixar o gerês para trás.. aliás, custa sempre.. morro de amores por aquele parque. parava em cada curva para me despedir dele lol

gerês gerês  
de caminho para pedras salgadas, circundamos a albufeira alto rabagão a sul, para ver se a aldeia de vilarinho de negrões ainda se mantinha a tona, depois das chuvadas de março. em março de 2014, com um inverno muito seco, estava muito mais longe da água. ainda assim não estava tão cheia como esperava, ainda cabia ali uns litros valentes de água.

vilarinho de negrões

eram cinco e meia quando finalmente chegamos ao destino deste dia: o parque das pedras salgadas, onde a casa da árvore estava à nossa espera. gostei tanto, MAS TANTO de voltar àquele sítio.. ok, não tinha passado assim taaaanto tempo como tudo isso da visita anterior (dois anos e um dia, para ser exacta), mas still.. estava com umas saudades malucas... por mim ia lá todos os anos, tipo peregrinação. há quem vá a fátima, eu ia às pedras salgadas, dormir na casa da árvore e demolhar as peles na piscina do spa hi hi hi

treehouse

estava tudo tal e qual, até o menu do restaurante. quando volto a um sitio costumo ter uma sensação que me deixa um bocado baralhada, parece que não passou tempo nenhum desde desde a última vez que lá estive. acrescentou também aquela sensação quentinha e reconfortante, que às vezes até provoca arrepios pelo corpo, e nos deixa ligeiramente excitados. sinto-a sempre quando reencontro pedacinhos de coração que vou deixando espalhados por aí.

o jantar na casa de chá correu ainda melhor que na visita anterior. o homem repetiu as bochechas e eu fui no robalo. ambos os pratos estavam impecáveis. ganda repasto!! terminou assim :D''''


dessertporn

cena fixe da noite. por esta altura o meu estimado marido já estava a mandar um certo vibe a homem das cavernas. sei que ele gosta pouco de fazer a barba, mas eu cactos, só plantas. e juro pés juntos que tinha trazido uma gilete para ele, mas na bolsa das toileteries nem sinal dela... como não encontrei nenhum kit de barbear no wc, disse-lhe para ligar para a recepção a perguntar se tinham. entretanto como tínhamos reserva para jantar, não esperamos pela confirmação.

algures entre as entradas e o prato principal, a empregada aparece na nossa mesa. vinha trazer um recado - uma caixinha com o kit de barbear. se isto não é atenção ao cliente, não sei que será! eu estava apostada que quando regressássemos do jantar, aquilo ia estar pendurado na porta. mas ao que parece, como não estava ninguém na casa para receber, telefonaram para o restaurante a perguntar se estávamos lá, e foram entregar. tão bom!

 

seguir para o dia 3 >

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

bucket list

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores:
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