to love and cherish ou o post mais lamechas de sempre...

(se não tens estômago para estas coisas, considera-te avisado/a. take it or leave it)

já tinha entrado na idade adulta quando me comecei a conformar com a ideia de que arranjar um gajo que correspondesse às minhas (elevadas) expectativas ia ser uma tarefa impossível...

portanto, das duas uma, ou baixava os requisitos mínimos ou morria solteira.

mas graças às renas do pai natal, não foi preciso chegar a tais extremos. creio que devo ter sido uma pessoa excepcionalmente boazinha nalguma vida anterior, ou então em várias seguidas, para ter a sorte de um dia o meu caminho ter-se cruzado com o daquele gajo.

é que ele tem uma personalidade fora do comum, que conseguiu-se adaptar na perfeição à minha (coisa-rara-nunca-antes-vista), sem que nenhuma das partes tivesse que fazer sacrifícios em prol da outra (não considero sacrifício ter que habituar-me à ideia de ele xonar durante as viagens), e estes últimos seis anos ao lado dele têm sido os anos mais felizes da minha vida. não existem baixos, só altos e mais altos. houve apenas um ou outro dissabor que foi resolvido com as maior das calmas, sem stresses e sem zangas, e cuja resolução serviu ainda mais para firmar a relação.

se uns anos antes de  o conhecer me tivessem dito que tal espécimen existia, eu respondia que só podiam estar a gozar comigo...

mas ele é real e vive para me fazer feliz (as palavras são dele), e muito do que sou hoje devo-o a ele, e à sua dedicação em me ajudar a concretizar objectivos a que me proponho, e alcançar as metas que que defino. a cumplicidade e a afinidade que existe entre nós é algo de extraordinário, e podia ficar aqui o resto a noite a falar sobre o resto....

enfim, isto só para explicar um dos dilemas que me debato ano após ano: o que lhe oferecer pelo aniversário, quando nada que exista neste mundo e no próximo consegue expressar a gratidão que sinto por te-lo ao meu lado e pela pessoa que ele é e representa para mim?

como tal coisa não existe, dou-lhe algo de mim, nem que seja um pequeno gesto, que expresse como o que sinto por ele é imenso. por exemplo, este ano, decidi, apesar do transtorno que isso representava, ir rapta-lo ao emprego e leva-lo a almoçar comigo num sitio bonito. ele adorou e eu também!

mor, parabéns pelo ano que acabaste de ganhar. daqui a 26 dias junto-me a ti. amo-te muito *

1 de Outubro de 2007, às 21:00link do post comentar