Happy Woman, essa grande revista para gajas

(ok, isto é uma tentativa de vencer a inércia e não deixar que a crise se instale de vez, so, go easy on me :P)

a happy woman é a revista mais genial que anda por aí. não sou leitora assídua, contam-se pelos dedos de uma mão as edições que comprei, mas lá de vez em quando, vem uma para matar as saudades*

bom, mas ia eu a dizer que acho a revista genial (e não estou a ser irónica nem nada que se pareça), deve ser a menos politicamente correcta das revistas do género, se não vejamos, só na edição deste mês, encontrei um artigo sobre o submundo dos acompanhantes masculinos, um artigo sobre agências de alibis, para nos safarem o coiro caso nos apeteça seguir a dica dos acompanhantes, a moda dos amigos com benefícios, dominação em 10 passos, e a cereja no topo do bolo, uma lista de mitos sobre relações perfeitas. ora, tá-me cá a querer parecer que com tanta devassidão, relações perfeitas são mesmo uma utopia lol (mas são precisamente estas combinações de artigos que eu curto à brava)

anyway, não concordei com o que li em mais de metade do artigo dos mitos porque:

1. sim, nós estamos sempre de acordo, e quando não estamos, chegar a um consenso é sempre pacifico;
2. sim, continuamos tão ou mais românticos como no primeiro dia;
3. sim, nunca discutimos, nem uma vézinha que fosse, nestes 6 anos que estamos juntos, os problemas resolvem-se muito melhor falando calmamente;
4. sim, partilhamos muitos interesses e comum e ninguém teve que se moldar ou adaptar aos gostos do outro, e isso jamais em tempo algum deu azo a chatices;
5. tu não concordas, happy, mas não há pessoa no mundo que eu não goste mais de desabafar do que ele, porque ele sabe exactamente do que falo, e compreende, e sabe sempre o que dizer;
6. e não, essa parte não é a mais importante, ao contrário do que sugeres;
7. neste ponto estamos de acordo, eu também concordo que não há uma fórmula para as coisas funcionarem, são diversos factores, que todos juntos contribuem para que tal aconteça;
8. também concordo, nenhuma das partes tem que mudar só para agradar a outra, isso representa uma perda de identidade, não estamos a ser verdadeiros connosco, mas há que saber identificar o que pode pôr em perigo a relação e conversar sobre o assunto, de modo a que não seja só uma das partes a dar o braço a torcer, se tem que haver sacrifícios, que sejam feitos por ambas as partes.

mas o artigo que mais gostei e mais me identifiquei foi um que fala sobre os dinkis (double income no kids), de resto, e tirando o facto que metade das paginas são publicidade, pouco mais liguei. moda, dietas, cosméticos e afins não são dos assuntos que mais interesse me despertam (mas que até leio), é mais mesmo por aquele conjunto de artigos manhosos, mais uns outros quantos, mais as dicas (e o voucher, claro), que fazem desta revista uma companhia agradável :)

agora, fixe fixe, era se me tivessem oferecido uma subscrição anual só por eu me ter dado ao trabalho de ter escrito este post a fazer-lhes publicidade tão descaradamente... bah!

* há uns anos atrás, tive uma fase em que me viciei em revistas, comprava montes delas por mês, depois obriguei-me a mim mesma a acabar com esse vicio. consegui, mas de vez em quando, lá tem que ser, né? he he