Este fim-de-semana foi só cachar, dizia o marido!

na semana passada tínhamos planeado fazer uso do fim-de-semana para optimizar a despensa, esse antro escuro e húmido da nossa casa, atafulhado até ao tecto, que até me dá suores frios cada vez que tenho que ir lá buscar algo...

mas no sábado, a primeira coisa que disse ao marido mal abri os olhos foi:

"sabes o que é que me apetecia mesmo?"
"starbucks?"
"não... uma mariscada no marquês..."

ele não se fez de esquisito e disse: "atão, isso tem bom remédio!"

andamos a molengar um bocado, mas lá conseguimos despachar-nos e sair de casa. como o dia tava bonito, decidimos ir de ferry. ainda não tínhamos andado nos novos nem conhecíamos o percurso novo.

aquilo leva, de facto, muito mais tempo. às tantas já começa a ser secante, mas vá, a viagem é agradável. tava era cá um friozinho, fosga-se!

então, já que iamos passear, fomos às caches, claro!

a primeira foi numa praia vizinha da galé, a aberta-a-nova. nunca tínhamos ido lá, apesar de passarmos  dias e dias de praia ali mesmo ao lado. a estrada tava uma desgraça, coitado do carro..mas chegamos inteiros.

eu, ainda não tinha saído do carro, já estava aos saltos e a guinchar histéricamente, ou não tivesse na minha praia favorita. sim, que aquela ou a da galé, vai dar tudo ao mesmo. sempre pensei que só lá voltaria em maio ou junho, mas assim de repente, dei por mim ali. foi tão bom voltar, ainda que completamente fora de época. tava um frio desgraçado, mas mesmo assim fomos à procura da cache.

fui muito fácil dar com ela e foi uma barrigada de rir quando a topamos, porque era basicamente um bidão enterrado na areia cheio de coisas. logamos, tiramos fotos, e depois descemos até ao areal. estavam alguns pescadores por ali, pelos vistos faça chuva ou faça sol, há sempre alguém à pesca por aquelas bandas.

ai se eu adoro aquela praia. adoro, adoro, adoro!!

aberta-a-nova, fontainhas aberta-a-nova, fontainhas


depois seguimos caminho. já tinha caído a noite quando paramos para fazer a segunda cache, já perto de porto covo. tava escuro, mas mesmo assim subimos as dunas e andamos por entre as árvores e arbustos, de lanterna e gps na mão, a ver se davamos com a localização daquilo, que tava dificil e as condições não ajudavam nadinha...

mas encontramos, logamos, e ainda fotografamos. nesta altura, o rugido do meu estômago já ecoava pela planície alentejana.

a cena fixe do marquês é que uma pessoa mal se senta, quando dá por ela, tem a mesa cheia de coisas deliciosas!
comemos que nos alambazamos. pena que não havia nem percebes nem bruxas. isso é que tinha sido!

antes de sairmos do restaurante o marido ainda quis fazer uma última cache, "tem um travel bug", diz ele. bom, se tem um travel bug, é motivo mais do que suficiente para parar...se bem que já tou queimada, que já fui meter o nariz em não-sei-quantas caixas que prometiam travel bugs e não passavam disso, promessas.

estacionamos o carro em frente à praia. o computador de bordo indicava 3ºC lá fora. até me benzi, mas saímos do carro e fomos direitos a ela. aquilo com o mapa do iphone é mesmo alta batota, não haja dúvida.
a lua já estava alta no céu e iluminava bastante. segundo a malta no twitter, era a maior do ano. realmente, tava gordíssima e brilhante. conseguíamos ver a praia na boa. e eu que gosto tanto da praia em noites de lua cheia, por causa das cores e dos brilhos.

o marido saca a caixa de dentro de um buraco, abre, e pimbas: TB inside! YAY!

foi a primeira vez que encontramos um e ficamos todos contentes. por esta altura, já não sentia as bochechas e os lábios por causa do frio, mas noite tava tão, mas tão bonita, que ainda ficamos uns minutos a tirar longas exposições à praia e à lua. às tantas, o frio tornou-se mesmo insuportavel e fomos obrigados a procurar o abrigo do carrito.

porto covo


já não fomos capazes de fazer as de sines, já estava a ficar tarde e resolvemos regressar. mas foi um belo dum passeio!

no domingo também andamos as caches, por almada, e não fizemos mais nada, que eu depois do almoço jantar, cheguei ao sofá e apaguei.

a despensa ainda está ali, por arrumar e prestes a desabar em cima da próxima pessoa que ousar a abrir a porta...he ehe he e