Gerês // dia 6

...and last day. algum tinha que acabar, né?

 

deixámos a vila do gerês em direcção ao campo do gerês. não fomos pelo caminho mais curto, que queria passar pela barragem da caniçada e evitar a estrada que já tínhamos percorrido no dia anterior.

 

o campo do gerês é outro local mágico da serra. nasceu numa clareira no meio das montanhas, onde impera o silêncio. é calmo e desafogado e tem muito espaço para andar de um lado para o outro, e paredes meias com a mata da albergaria e a barragem da vilarinho das furnas há muito que fazer por ali.

 

interessante que, não tendo aparentemente uma natureza tão turística como a vila do gerês, é mais dedicada. tem pousada de juventude, parque de campismo, centro de actividades e museu. é um ponto de passagem obrigatório, mas talvez por não ter pensões e hotéis, acaba atrair outro tipo de turismo. 

 

normalmente não temos grande pachorra para museus, mas abrimos uma excepção para a porta do campo do gerês, que nos dá a conhecer pormenores interessantes sobre o pnpg. tem três exposições distintas, sendo uma delas bastante abrangente, conta a história do parque natural, desde a sua formação geológica, passando pela fauna e flora, até aos seus habitantes. outra mais pequena sobre a geira romana e a última focada exclusivamente em vilarinho das furnas, uma aldeia submergida quando construiram a barragem.

vilarinho das furnas 

 

andámos às voltas por ali um bocado, hipnotizados pelo canto dos pássaros que ecoa por todo o vale, cheios de pena por termos que deixar aquele sítio incrível.. mas tinha que ser. o regresso foi feito por terras do bouro, e quando demos por nós estávamos de volta à civilização.

chegámos a casa de rastos, mas muito contentes :D

(e mesmo a cair uma borrasca valentona, tivemos que ir lavar o carro.. não havia dilúvio que despegasse aquele fertilizante ressequido..) 

 

*

e para terminar a saga, aqui ficam os últimos apontamentos:

 

- (nota mental) a serra é enorme e há que planear bem a estadia. andar a fazer "piscinas" de um lado para o outro é uma perda de tempo. é decidir qual a zona que se pretende conhecer e ficar por ali (aprende, aprende, aprende);

 

- vão ser precisas umas quantas viagens lá acima para passar aquilo a pente fino (um dos objectivos da minha lista);

 

- se desconfiamos que não estamos em boa forma física, é *má ideia* armar-nos em campeões;

 

- como previsto pelo marido, fiquei picada por não ter conseguido subir até aos carris. fica a comichão e a vontade de voltar lá quando as condições físicas estiverem reunidas;

 

- ir para a montanha com um iphone como gps é como ir pra selva com um canivete rombo.. mas isso já não é novidade;

 

- campo do gerês é *bem* mais fixe que a vila do gerês;

 

- a zona da parada do outeiro / pitões das júnias / tourém é abso-fucking-lutely maravilhosa e as pessoas espectaculares;

 

- os engarrafamentos de gado são emocionantes.. mas é preciso ter cuidado.. e sorte para não vir de lá com uma decoração nova no carro;

 

- não gosto de truta (mas isso já eu adivinhava - não atino com peixe de água doce);

...e como estas férias foram do mais cansativo que se possa imaginar, as próximas hão-de ser passadas de papo pró ar, a grelhar lentamente numa qualquer praia alentejana :D    

(set da férias no sítio do costume