Zürich OpenAir I

às seis da tarde, calçamos as nossas galochas e metemo-nos a caminho de rümlang \m/ 

 

apesar de irmos apenas a um dos dias do festival, também tivemos direito à pulseirinha. muito simpática esta decisão deles, pois permitia-nos sair e voltar a entrar no recinto caso precisássemos (aconteceu, tivemos que ir ao aeroporto comprar pilhas, p#%@ da A510). fomos então enfaixados com uma tira de nylon "derretida" à medida do nosso pulso (provavelmente a pulseira de festival mais inviolável de sempre) e SIGAAAAA!

welcome!!

 

era a primeira vez que ia a um festival de música fora de portugal, é escusado dizer que estava morta de curiosidade he he he isso e com os óculos 3D que estavam a distribuir à entada :D

 

a primeira coisa que constatei quando entrei no recinto foi que as fotos que andei a ver dos anos anteriores não eram nada exageradas:

 
yep, a noite prometia :D

 

volta de reconhecimento. o recinto não era muito grande, mas estava muito bem amanhado. haviam dois palcos enormes praticamente lado a lado, quase gémeos, mas a sua utilização era alternada: enquanto num decorria um concerto, no outro montava-se o material para o seguinte. very clever!

depois haviam os espaços cobertos, que davam um jeitaço quando começava a chover: o "circo" e três "discotecas", duas delas com DJ set.

 

quiosques de comida em três zonas distintas, com uma variedade interessante (pizzas, hamburgers, bifanas, cachorros, chilli, nachos, fish n' chips, thai, noodles, comida biológica, waffles, crepes, fruta, leite e derivados (AWESOME), bebidas etc), casas de banho DECENTES, limpas, com sanita, mini-lavatório para as mão, e papel higiénico (algo que até hoje só vi nos wcs das zonas vips).

descobrimos também que o festival tinha moeda própria, o "money", e se queríamos consumir lá dentro, tínhamos que cambiar. trocámos uma nota de 50 CHF por um cartão com 20 fichas (tokens) destacáveis (o que significava que a coisa mais barata no festival custava 2,5CHF). e se não gastássemos todas, podíamos sempre voltar a trocá-las por dinheiro. gostei da ideia!

não havia lixo praticamente nenhum pelo recinto. razão? cada vez que se compra uma bebida, esta era servida num copo decente (ok, de plástico, mas rígido) e existia uma caução de 1 token. quando acabávamos a bebida, bastava devolver o copo para reaver o tokenand again, very clever

 

eles até lidam bem com a questão da lama. nas áreas comerciais e demais instalações, assim como corredores de acesso entre estas e os palcos, havia soalho em madeira e em frente aos palcos, estrados de plástico. 

 

fora dessas zonas, parecia (há que dizê-lo com frontalidade) uma autêntica pocilga ao ar livre muhahaha e era preciso ter cuidado quando se atravessava aquele pântano, pois quedas aparatosas aconteciam com alguma frequência (espectáculo que só por si, quase fazia valer o dinheiro do bilhete loll).

Untitled

 

in fact, a lama era uma espécie de fashion statementfazia parte da indumentária. a grande maioria calçava galochas, mas havia muito corajoso de botas, ténis, e até havaianas.

mais umas quantas voltas por lá e assentámos para jantar, antes que começassem os concertos que queríamos ver. dividimos uma pratada de chilli com nachos picantes e uma fatia de pizza (deliciosa, btw).

 

por azar, o dorfmeister colidia com orbital e só consegui ouvir os primeiros minutinhos :(

 

o concerto de orbital foi um bocado bipolar, entre o WOW e o YUCK. é que aqueles dois sacanas volta e meia encaixavam lá umas batidas de dubstep do álbum novo.. (BLARGH!!) quer dizer, um som à maneira, daquele que até arrepia os pelinhos todos, maculado por aqueles guinchos electrónicos horrorosos.. NOT FUNNY!

orbital

 

deixámos orbital a uns 15 minutos do fim porque queríamos arranjar um lugar próximo do palco para ver kraftwerk. o mais incrível da orientação (lado a lado) daqueles palcos monstruosos, é que em frente a um deles, não se ouvia o som do outro.. impressive, most impressive

 

as 23h45 depressa chegaram, e kraftwerk começaram a bombar som à hora marcada.. GYYYAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!! nem queria acreditar que aquilo estava mesmo a aconteceeeeeeeer!!! :D :D :D

the robots


um a um foram revivendo os clássicos, remixados e refinados ao longo de 42 anos, num setlist similar ao do concerto que assisti em 2004, com a diferença que optaram pela a versão alemã das músicas. os grafísmos eram projectados em 3D (yep, era para isso que serviam os óculos que andavam a distribuir :D) e de vez em quando a malta levava com um satélite ou outra coisa qualquer por cima e gritava em uníssono "wwooooooooooooohh" brutal!

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o palco até era alto, mas a inexistente inclinação do terreno e os camónes serem todos umas torres foi uma combinação quase fatal, passei o concerto quase todo em bicos dos pés ou a desviar-me de um lado para o outro, até que às tantas afastei-me um bocado mais para trás e resolvi a questão.

 

e ali estava eu, enfiada num lamaçal a dois mil quilómetros de casa, de poncho prá chuva vestido, galochas nos pés e uns óculos 3D na tromba, perfeitamente alinhada com o palco, a ouvir a última música do concerto - music non stop - com um som perfeito..

 

...MAN!!