The Hobbit: a mind blowing experience

(não tem spoilers.. acho.. read at your own risk)

 

falhámos a noite de estreia porque a sis decidiu subir à capital para vir connosco ao cinema. e fez muito bem, porque assim pôde assistir ao filme naquela que é para mim, a melhor sala de cinema do pais. o manolo também se juntou à comitiva, e desta vez até o ECI/UCI colaborou e deixou a malta reservar assentos em vez de ter ficar horas a marcar lugar na fila para apanhar um lugar decente... e se eu levo o meu lugar a sério. nisso sou tipo o sheldon!

 

então às dez da noite de sábado, lá estávamos os quatro, sentados bem ao centro do ecrã, devidamente abastecidos de pipocas, todos felizes e ansiosos à espera do último grande filme do ano.

 

não vou falar da história, do livro que nunca li e muito menos da adaptação porque não tenho bases para tal. embora reconheça o génio do j r r tolkien, fantasia não é das minhas temáticas favoritas e não consigo arranjar coragem para ler a obra dele (eu sei, eu sei... mereço uma passagem do apocalipse dedicada só a mim). valha-nos o porreiro do peter jackson, que tem ilustrado a história de forma tão fantástica :D

 

vou apenas falar na experiência cinematográfica que o filme me proporcionou. quando meto os pés no cinema não é apenas para ir lá ver um filme, é para ser deslumbrada.. e este não desiludiu!

 

HFR era a novidade. confesso que entrei na sala a medo pois não acho piada nenhuma às tv's com suavização de movimentos. a imagem fica estranha, demasiado fluida e pouco realista.. faz-me comichão (mesmo). mas as tv's "inventam" os frames que faltam para compensar.. neste caso estava tudo lá! 

vai daí que nem sequer sabia se ia aguentar com três horas daquilo. é que mais agressivo que um filme em 3D, só mesmo um filme em 3D com o DOBRO das frames por segundo.. hey, seijò que deus quiser :D

 

o the hobbit é uma verdadeira aventura épica, repleta de emoção. são três horas de acção praticamente non-stop, com cenários extravagantes, tanto reais como CG, com uma fluidez nunca antes vista num filme, por vezes vezes tão intensa que os olhos não conseguiam captar tudo o que se passava no ecrã, até vertigens provoca. passei o filme todo a uivar muhahahah

 

inicialmente precisei de alguns minutos para me habituar à fluidez da imagem, mas aceitei aquilo com bastante facilidade. houve momentos que parecia estarmos mesmo lá, a presenciar aquilo na primeira pessoa. faltava um "bocadinho assim" para se cheirar o pó, sentir a chuva, ou levar vergastadas de árvores, setas (entre outras coisas) na tromba. ainda que tenhamos acabado de ver o filme com os olhos a arder, aquilo foi um assombro! 

 

reparei no cuidado que houve em alinhar este filme com os da trilogia do lord of the rings. todo o ambiente do filme, cenários, banda sonora, guarda-roupa e props estavam perfeitamente sintonizados com os anteriores. fora as melhorias notórias na qualidade de imagem, sabe tudo ao mesmo :D

 

(ainda no outro dia queixava-me do quão arriscado são as prequelas.. e fico bastante satisfeita por constatar que existem excepções - tão boas - à regra)

 

a sis, die-hard fan das histórias do tolkien ficou perplexa por terem deixado o filme pendurado praticamente no fim do livro, sabendo que ainda iram sair mais duas sequelas.. meto as patas no fogo e digo que provavelmente vão aproveitar os próximos filmes para fazer a ligação ao LOTR. a obra tem pano para mangas, podem muito bem construir o argumento à base de fragmentos, espalhados pelos livros e notas :)

 

posto isto, tenho andado num aceso debate interno para tentar decidir qual das duas foi a minha melhor experiência no cinema, se esta ou a do tron, e tou num impasse: esta foi definitivamente mais rica visualmente e a outra, apesar de menos luxuriosa, foi mais intensa. levar com os vidros na tromba, os light cycles a materializarem-se por cima de nós, e aquelas perseguições loucas de luz.. não sei mesmo lol

18 de Dezembro de 2012, às 01:54link do post comentar