Há fins-de-semana brutais...

...e depois há fins-de-semana como este que passou, que foi absolutamente épico \m/

 

conseguimos aproveitar o último suspiro do verão para darmos um saltinho até à galé. não podia simplesmente deixar fugir a época de calor sem bater com os costados no paraíso, pois não? que saudaaaaaades!!

 

chegámos ao parque por volta das três da tarde de sábado, e eu nem queria acreditar na minha sorte: um calor do caneco e nem bafo de vento. parecia que estávamos em pleno junho :D

 

sem mais demoras, lançámos a tenda e siga prá praia, que aquele dia merecia ser devidamente desfrutado. tava-se tão bem que nos arrastámos por lá até quase ao anoitecer, a tarde tava maravilhosa e fez um daqueles pores-de-sol que enchem a alma, de tão bonitos que são.

 

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saímos de lá fisgados à janta e no restaurante fomos surpreendidos por uma fila como à muito não apanhávamos, e de junho saltámos para agosto!

a onda de calor apanhou-os desprevenidos e já não estavam com staff suficiente para a afluência fora do normal. sem stresses, não estávamos propriamente dito com pressa para ir a algum lado.

 

mais tarde, depois da cama insuflada e do banho tomado, crashámos no bar da piscina. dois gelados, uma lata de cácáuétes picantes, e uma castello depois, chegámos a conclusão que estávamos a desperdiçar a noite, que estava fantástica - calmissima, morninha, e iluminada por um luar poderoso que tingia a penumbra em tons de prata.

 

então e que melhor sitio para apreciar a paisagem prateada se não junto da falésia? o cenário estava de cortar a respiração, tive que ir buscar a máquina a ver se conseguia registar aquele assombro.. epá, gosto tanto, TANTO de noites assim.. parecem-me tão irreais, quase como se tivesse a sonhar. entretanto o marido disse "vou ali e já venho" e voltou munido duma toalha de praia.

 

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e ali ficámos nós, a rebolar-nos no chão enquanto a máquina ia tirando fotos. às tantas, o homem decide fotografar a lua…

 

erm… pró casal de camónes que se abancou a umas 10 jardas de nós, a fumar uma broca: não, não estávamos sobre o efeito de ácidos! 

apenas descobrimos que dá para fazer light painting com a lua, é por isso que estávamos deitados no chão, de máquina fotográfica apontada ao céu e rir às gargalhadas feitos tolos :D


(assim torna-se difícil de acreditar muhahahaha)

 

quase que passámos a noite ali, ao relento. não fosse pela mosquitagem.. é que o homem exerce um magnetismo invulgar sobre eles, iriamos acordar a meio da noite todos ferrados :/

 

o domingo amanheceu ainda mais quente. às 10 da manhã a tenda estava transformada em forno e não tive grande remédio senão abandoná-la. é uma das vantagens do campismo, não há cá ronhas até às tantas para ninguém, é por isso que os dias rendem tanto.

 

depois do pequeno-almoço e do check out feito, não tardou muito até descermos para a praia. outro dia absolutamente fantástico, quem diria que tivemos praticamente no fim de setembro uns dias de praia tão grandiosos. quase que valeram por todos os outros que ficaram por aproveitar, às contas do mau tempo.

 

mas o que é bom acaba depressa.. saímos da praia por volta das sete e meia, arrumámos a tralha nas calmas e tomámos uma banhoca. à mesma hora que o verão se despedia de nós, despedíamos nós do parque, que sete anos depois continua a ser, sem dúvida alguma, o nosso spot favorito na costa alentejana. voltamos de lá sempre com as energias renovadas e um sorriso pateta na cara heheh

 

mas antes de darmos a coisa por terminada, fizemos um desvio para ir jantar numa tasca em melides, onde fazem uns grelhados deliciosos e onde há um par de anos atrás, assisti a um possível recorde do guiness - um velhote franzino, a devorar uma travessa inteira de caracóis sozinho, mas com uma sofreguidão tal que me deixou impressionada. MAN, eu gosto *bastante* de caracóis, mas jamais conseguiria comer tantos e em tão curto espaço de tempo :D

bom, não havia lagartos, mas os secretos tavam bem bons!

 

e pronto, hora e meia depois aterrávamos em casa, todos felizes todos contentes, onde fomos recebidos por um gato com ar de poucos amigos, mas cheio de saudades.