WTF

houve praí alguma movimentação planetária marada? só pode.. é que desde de segunda que parece que estou em fevereiro.. que semana tão enguiçada, fdx!

na terça atrasei-me para uma reunião. pensei que chegava mais rápido se fosse de carro, e dava-me jeito porque depois podia aproveitar para ir ao supermercado, que já não havia comida em casa. com a confusão de trânsito, e de pessoas, e de obras, e de arranjar estacionamento no bairro alto, cheguei mais atrasada do que se tivesse ido de transportes. à noite, tive outra reunião, que se atrasou e esticou-se até à meia-noite. no supermarket for you..

na quarta finalmente consegui ir às compras. mas antes quis ir buscar umas caixas especiais para vegetais, ao 5º piso do ECI. pego nelas, procuro o preço, e vejo que custam 15€ a mais do que na amazon FFFUUUUUU. só fui perder tempo.. ao menos consegui ir ao supermercado, apesar de não ter conseguido trazer tudo o que precisava. ah, e claro que nos esquecemos dos vales de desconto no carro, e o homem teve que ir a correr buscá-los, quase à hora do fecho.

ainda na quarta apareceu-me o maior herpes labial que alguma vez tive. na quinta fui à farmácia buscar uma merda qualquer para tratar aquilo, pois o bálsamo que costumo usar não parecia estar a fazer efeito. trouxe uma cena supostamente toda xpto.. que estou desconfiada que me fez triplicar o tamanho da lesão. ao homem encravou-se-lhe uma unha do pé, que até andou com o dedo inchado. srsly??

a drive now está há 3 dias para me validar os documentos, quando aos meus colegas levou menos de 1 dia. deve ter corrido alguma coisa mal no processo, e eu ando mortinha para experimentar aquilo. e tinha-me dado jeito hoje porque,

hoje, como havia festança depois do trabalho levei o carro novamente. mais stress com trânsito e estacionamento e confusão de pessoas e obras e camiões de recolha do lixo. tudo atrapalhava, TUDO! PQP.. na pastelaria do costume, não havia a minha primeira opção (pão de leite), nem a segunda (croissant), nem a terceira (pão de deus), nem a quarta (palmier simples). desabafei com o homem sobre o karma da puta da semana, quando ele me conta o que lhe tinha acabado de acontecer, que validava perfeitamente a minha teoria:

ao puxar a carteira do bolso para pagar o pequeno-almoço, a carteira ficou presa nuns fios do bolso e caiu ao chão. se podia ter só caído no chão? podia.. mas não... teve que acertar redondamente em cima de uma bosta de creme de pasteleiro que alguém mandou fora. diz encontrou algum conforto na situação, ao reparar que outra pessoa pisou o resto do creme, e cagou os sapatos todos sem dar por isso, assim não estava sozinho na naquela infelicidade (pelos vistos não fomos os únicos a ter uma semana merdosa lol)..

já só me ria, que remédio.. não vale a pena stressar com coisas que não podemos controlar.

para contrabalançar, foi nesta semana que surgiu o melhor vídeo de sempre da história da internet (obrigada por me dares a conhcer esta pérola, nona :D)

    16 de Setembro de 2017, às 01:09link do post comentar ver comentários (2)

    Loop do dia X

    há várias músicas muito boas no novo álbum novo dos lcd soundsystem, mas a how do you sleep? está assim uns quantos níveis acima.. há duas semanas que estou refém desta faixa. tenho evitado loops muito longos para não enjoa-la rapidamente, mas não consigo ficar muitas horas afastada, nem ouvi-la apenas uma vez. 

    tem uma progressão fantástica. vai-se revelando gradualmente ao longo de nove minutos, sem um segundo de monotonia. é agressiva, sentida, e muito emocional.

    começa de forma misteriosa, e pouco depois ganha contornos ainda mais sombrios, emanando uma certa ansiedade. a meio explode com uma batida tão profunda e poderosa, que uma pessoa até perde o controlo sobre o corpo. vai ganhando cada vez mais intensidade, até se tornar numa exuberante sinfonia sintética, que liberta de uma só vez, toda a tensão que foi acumulando. nos momentos finais, esgota-se-lhe o folgo e termina sem closure, deixando-nos voltar lentamente à superfície, para encher os pulmões de oxigénio.

    o tom visceral, carregado de ressentimento, em que o james murphy canta as letras deixa transparecer que está seriamente magoado e desiludo com alguém e não tem problemas em deitar cá para fora. eu não queria ser essa pessoa lol

    é fechar os olhos e deixar-nos levar por esta faixa assombrosa. vezes sem conta.

    Isa vai ao ginásio: alongamentos.. ou yoga?

    a minha rotina favorita no ginásio são os alongamentos. reservo sempre os últimos 15 minutos do treino para esticar os músculos todos, coisa que tem feito maravilhas pela flexibilidade, estabilidade e postura da minha máquina. desde que voltei ao ginásio, deixei de precisar de ir levar amassos, as minhas costas e pescoço têm andado impecáveis. além disso é uma forma muito agradável de terminar a sessão de ginásio, uma pessoa sai de lá toda solta e totalmente relaxada.

    faço à volta de 20 exercícios, com duração de 30 segundos. alguns são a dobrar porque é preciso fazer para cada perna e braço. e eis que acabo de descobrir, que metade destes exercícios, são posturas básicas de yoga..

    agora tenho uma dúvida existencial: mas afinal tenho andado a fazer alongamentos, ou yoga?

    11 de Setembro de 2017, às 18:20link do post comentar ver comentários (13)(4)

    First World Problems XI

    pessoas que gostam jeans rasgados vão-se identificar:

    quando estamos a enfiar os ditos jeans, o dedão do pé ficar caçado num rasgão, abrindo-o ainda mais? FFFUUUUUU

    8 de Setembro de 2017, às 20:00link do post comentar ver comentários (8)

    Summer in the Islands I

    o plano era chegar de maiorca no domingo de manhã, pegar na trouxa, e descer ao sotavento algarvio, para uma semana de campismo. o que eu não contava, era chegar com a cara inchadona e a precisar urgentemente de ir ao dentista, o que aconteceu pouco depois de aterrarmos. além de mim, também o homem não se conseguia ver livre da constipação, e queria ir ao médico na segunda.

    o plano tremeu. eu, com uma bochecha insuflada, e com uma dieta à base de antibióticos, mais os medicamentos para evitar os danos colaterais dos antibióticos, e o homem com uma constipação manhosa no lombo, estávamos naquela.. se não vamos acampar, vamos trabalhar.. ficar em casa uma semana a gastar tempo livre precioso verão é que não..

    mas não me sentia com energia para voltar ao trabalho.. depois de sete meses sem férias, e depois daqueles cinco dias non stop em maiorca, estávamos desesperadamente necessitados de mais uns dias de descanso.. tão lá fomos, à cautela, com o saco das drogas a reboque, passar o resto das férias na ilha tavira.

    tá-se a tornar num ritual que não consigo passar sem, acampar uma semanita que seja, naquele sitio. até fico ansiosa só de pensar. gosto mesmo, mesmo, mesmo daquilo. voltar de lá é uma dor.. venho o caminho todo para cima a lamuriar..

    só que este julho esteve muito rombo, não apanhamos tempo de jeito. não houve daqueles calores insuportáveis, e as noites eram frias como na costa alentejana. só na noite em que regressamos é que fomos brindados com uma brisa quentíssima da serra.. 28ºC às onze da noite, PQP.. pontaria de merda. por causa da ventania que se começava a levantar depois do meio-dia, nem sequer houve muitos banhos no mar. não que a água estivesse fria, que não estava, mas o vento tornava a experiência pouco agradável. 

    mesmo assim foram uns dias à maneira, perfeitos para descansar da doidice da semana anterior. sabia quase a férias das férias, até o tempo pareceu render mais. nota mental: agendar a semana de férias agitadas antes da semana de ronha de campismo e praia rula.

    tomar o pequeno-almoço no ferreira é parte da rotina na ilha. na primeira manhã que lá fomos, ia toda excitada para conhecer finalmente os êxitos pimbalhões deste verão... só que eles trocaram-nos as voltas. tinham um álbum de covers de guns n' roses em bossa nova a tocar, tão meloso que não conseguimos desarredar de lá. tinha um vibe perfeito para aquele dia solarengo de verão, à beira da praia.

    happi poo

    mas foi sol de pouca dura. nos restantes dias, a playlist resumiu-se a pop latino. espero que não tenha sido apenas isto que se ouviu este verão, que miséria :P tínhamos uma running gag "e tu, quantas vezes já ouviste o despacito hoje?" havia dias que ia às 5 vezes, que enjoo.. por mais que tente, não consigo compreender este fenómeno. outra rotina, que se não acontecer, é como se não tivéssemos estado lá, é na noite de sábado, o DJ do sal passar a macarena. não consigo adormecer enquanto não ouvir a macarena muhahahha gipsy kings e mambo nº 5 também nunca falha.

    houve duas manhãs que apanhamos o barco e fomos ao mercado, tomar o pequeno-almoço, comprar fruta, e trazer o abastecimento anual de sal e oregãos.

    sal


    calma, trouxemos apenas um pacote de 1,5kg e sim, vai durar um ano inteiro.

    a meio da semana fomos até cacela velha morder o ambiente. o dia não estava grande coisa para praia, então andamos por ali curtir a ria, a fazer tempo para ir à tasca do largo comer ostras. chegamos lá a 30mn da hora de abertura, já havia pessoal a ocupar as mesas da esplanada. quando abriu, já não havia mesas livres. partilhamos a nossa mesa (e uma chouriça assada) com um casal mais velho, e enquanto íamos empurrando a travessa de ostras, estivemos na conversa. descobrimos que tínhamos em comum o gosto pelas viagens, e tínhamos muitos destinos e aventuras em comum. não acontece muita vez, entrarmos em conversas com desconhecidos, mas foi definitivamente fixe.

    ria formosaria formosa bocaostras

    cruas, inacreditavelmente frescas, e absolutamente deliciosas :D'

    quando saímos da tasca, o vento tinha abrando e a tarde ficou espectacular. atravessamos a ria à pata e fomos aproveitar o resto da tarde na praia.

    como todas as pessoas este verão, também eu arranjei um bicho insuflável. um unicórnio. não sei como aquelas moças no instagram conseguem fazer sessões de fotos em cima destas bóiazorras, eu não aguento mais de 30 segundos sem mandar um tralho para dentro de água. bom.. em minha defesa, estava no mar com ondulação, não numa piscina. rendeu uns vídeos muito interessantes, alguns sortudo/as viram uma instastory disso. o homem encheu a barriga de gozar comigo, mas depois foi experimentar, e ainda aguentava menos tempo em cima daquilo do que eu lol quem ri por último, ri melhor :D

    unicornio

    anyway, este unicórnio era farsolas, ao fim da primeira cavalgada, abriu um buraquito numa costura. foi remendado e ainda voltou à água, mas já está no céu dos unicórnios. pró ano não vou ser tão sovina e arranjo um com melhor qualidade.

    the last, but not the least
    . há sempre figurões que animam o campismo. nem por isso faço por apanhá-los, mas estes estavam mesmo ao meu lado, era impossível ignorar.. apresento-vos,

    los españoles

    dois casais, malta ali a meio dos 30, altamente relaxados da vida deles.

    já lá estavam quando assentamos arraiais. mas a primeira vez que nos cruzamos com eles, foi a caminho do pontão. nós íamos pro chillout, curtir a malta à pesca e os velhos na palheta, e eles tinham acabado de chegar do continente no último barco da noite, carregados de compras.. mal sabíamos nós que eram nossos vizinhos. quando regressámos ao parque, por volta da uma da manhã, quem é que se estava a preparar para fazer uma churrascada, a meia duzia de metros da nossa tenda?

    a nossa tenda, as deles, e o grelhador, faziam um triângulo equilátero. nunca vi estes moços na praia, ou noutro sitio qualquer fora do parque. estavam sempre ou abancados junto das tendas, ou abancados junto ao grelhador. parecia a grande farra. passavam os dias a comer, a beber e a fumar ganzas, enquanto conversavam, naqueles modos espanhóis de conversar, que não se percebe se estão na boa, ou prestes a pegarem-se à porrada. todas as noites adormecíamos ao som da teca-teca-teca incessante deles, e todos as manhãs acordávamos ao som da mesma teca-teca-teca incessante deles.

    um deles tinha umas havaianas de star wars iguais à minhas, já todas gastas (até me benzi), e dava uns arrotos grotescos. um detalhe sobre a minha pessoa, eu prefiro mil vezes ouvir um peido, por mais longo e sonoro que seja (até mesmo daqueles que emitem uma vibração capaz de abrir uma brecha da nossa dimensão), a um arroto.. a par do som das escarradelas, o som daqueles arrotos cavernosos arrancados do fundo das entranhas dá-me vómitos.

    por fim, nós bazamos e eles lá continuaram, de cu alapado nas espreguiçadeiras desbotadas junto da tenda, a fumar charros e a queimar tempo até à próxima refeição.

    agora pensando nisso, tavira cheia de espanhóis como estava, naquelas duas semanas de férias não deu para perceber bem onde acabava portugal e começava espanha, é que parece que não ouvi outra língua lol

    Foi-se agosto

    mas até ao lavar dos cestos é vindima

    ainda restam 22 dias de verão, siga!!

    1 de Setembro de 2017, às 00:00link do post comentar(1)

    Mallorca // Deià - PMI

    acordar com esta paisagem a entrar-nos pelo quarto a dentro é indescritível...

    deìa

    uma pessoa até fica emocionada :')

    o pequeno-almoço não era buffet e a dona antónia serviu-nos um banquete digno da realeza. tivemos que implorar-lhe para deixar de trazer comida, que nem a mesa, nem os nossos estômagos tinham espaço para mais. várias qualidades de pão, bolos, doces, enchidos, queijo, tortilha, fruta, café, leite, sumos.. estávamos sentados perto da janela, e a vista que tínhamos sobre deìa era quase tão obscena como a do quarto, dois andares acima.

    depois do pequeno-almoço estivemos um bocadito à conversa com a senhora, que apesar de ter aquele ar desconfiado, era simpática e bem humorada. desbobinou bastante sobre as dores do turismo na ilha. isto porque ficamos impressionados como a forma como ela lidou com um casal de franceses finórios, que ficaram ultrajados por não haver croissants para o pequeno-almoço. o drama, a tragédia, o horror, ui..

    não são poucas as vilas rústicas, de casas de pedra dourada, empilhadas majestosamente pelas encostas da serra tramuntana. cada uma mais bonita que a anterior.. mas deìa leva a taça.

    deìadeìa

    é destino de malta endinheirada, nota-se logo a diferença. é tudo muito boho-chic e cheio de charme, tudo impecavelmente arranjado, florido e bem-disposto. desde as ruas, às pessoas que por ali andavam.

    umas centenas de metros colina abaixo está a cala deìa, outro daqueles recantos mágicos. apesar de não ter um grão de areia, a malta acomoda-se por cima das rochas e deixa estar por ali.

    cala deìa cala deìacala deìa

    aqui demos numa de nerds profissionais. fomos ao c'as patro march, um barraco tosco plantado à beirinha da água, que não só faz derreter o coração de tão amoroso que é, como serviu de cenário para uma das cenas do the night manager, aquela da jantarada, onde o loki apanhou um camaçal de porrada para conseguir infiltrar-se no gang do dr house (no dia anterior tentámos passar pela mansão, mas os acessos até lá estão interditos pelos militares... bah)

    cala deìa

    eis a lista de locais que falhamos neste dia, só porque eu quis fazer praia em vez de passar o dia a conduzir: sa calobra (o homem não me perdoa esta lol), fornalutx, soller, estellencs, andratx, e magaluf (já que era para conhecer, era para conhecer tudo!). basicamente era acabar de circular a ilha, mas passamos por valldemossa e fomos a direitos para ses covetes, onde começa (ou acaba) es trenc. não fiquei muito melindrada com esta decisão.. afinal precisamos de deixar razões para voltar, né? :D

    mais a mais, quem é que consegue resistir a isto?

    praia es trec

    por volta das seis da tarde, depois de termos percorrido a praia de uma ponta à outra, de mamar meio abacaxi que me soube pela vida, e de enchermos o bandulho de água salgada, iniciamos lentamente a retirada.

    estávamos cobertos de areia e salitre, e não ia ser fixe passar a noite e apanhar o avião assim.. até porque com o calor e humidade, não tardaríamos a ficar impróprios para consumo he he he

    ora deixa cá ver onde é que se consegue tomar banho por aqui.. umas pesquisas superficiais sobre onde tomar um duche quente nas redondezas do aeroporto não se revelaram bem sucedidas, por isso tivemos que improvisar. tão a ver aqueles duches à entrada (ou saída) das praias? foi nesses mesmo, em can pastilla. granda banhoca, ao final de tarde, em plena avenida, frente à playa de palma \m/

    banho tomado, roupa fresca vestida, e bagagem arrumada, estava na hora de ir atestar e devolver o fiesta à centauro. agora sem ride, metemos as mochilas às costas e aproveitamos a boleia do shuttle de volta para o aeroporto, onde iríamos apanhar um autocarro para palma

    porque gastamos uma pipa de massa em mistelas para o sol, e eu não estava a achar piada à ideia de deitar aquilo tudo fora praticamente cheio, tinha como missão encontrar um posto dos correos aberto àquela hora, para enviar aquilo para portugal. e encontrei, no el corte inglés. 

    tiramos a senha, e enquanto aguardávamos pela nossa vez, o homem inteirou-se do preçário. custava alguns 30€ mandar a encomenda, tarifa fixa FFFUUUUUU.. sendo que tínhamos cerca de 50€ em produtos, era uma decisão tramada.. o homem sugeriu que por aquele preço, às tantas mais valia pagar bagagem extra no avião..

    ...e eis que eu me lembro que vamos voltar num charter, a bagagem de porão está incluída.. FUCK YEAH!! cagamos prós correios, e fomos ver onde se petiscava em palma. calhamos num tasco de tapas muito, muito fixe.

    não nos demoramos muito mais por palma pois estávamos cansados, as mochilas pesavam nas costas, e a minha cara estava cada vez mais inchada por causa do cabrão do dente. além disso, não estava a achar o centro nada de especial. então, por volta das onze da noite, recolhemos ao aeroporto.

    aeroporto de palma de maiorca

    (yet another) funny story.. quando estivemos a fazer as marcações, não encontramos nada no booking para a última noite, estava tudo esgotado dentro dos nossos parâmetros. no airbnb também não havia grande coisa, e levamos nega no único que tinha aspecto. e eu disse ao homem, "cum cacete, não vou pagar mais de 100€ para dormir 4 ou 5 horas.. o check-in começa às 5h45, arroxamos no aeroporto e tá a andar de mota". o homem aceitou a sugestão, meio incrédulo e a duvidar que eu fosse achar piada a coisa.. só que achei.. e muita!

    admito.. estava excitadíssima por passar a noite no aeroporto (com todo o respeito às as pessoas que ficaram presas em aeroportos por razões), é uma experiência pela qual nunca tinha passado, e que acabou por ser bastante educativa. 

    estava mais calor na rua do que no edifício, mas como havia sempre carros e autocarros a passar e a descarregar pessoas, era um bocado caótico (aquele aeroporto não fecha, e há gente a (des)embarcar pela noite dentro, que colosso). então fomos lá para dentro. estiquei a toalha de praia no chão, usei a mochila como almofada, botei os tampões nos ouvidos e cá vai disto. não éramos os únicos, e topei formas muito criativas de fazer uma cama improvisada. desde os bancos almofadados do costa coffee, àquele casal que tinha cada um, um colchão insuflável. que rica ideia.

    mais giro foi quando eles se foram embora, e deixaram lá os colchões encostados a um canto. o homem acordou-me da minha cama improvisada do chão e perguntou-me se estava interessada em fazer um upgrade. e foi deitadinha neles passei as últimas duas horas. maravilha. o homem não dormiu, passou a noite toda a trocar mensagens pelo whatsapp, com a mãe e a sogra (a gozar comigo, pois claro). 

    e sim, conseguimos enviar a mochila minúscula cheia de frascos de cenas para o porão. botamos aquilo tudo dentro dum saco de plástico, não fossem os malões com 20kg de bagagem esmagar a nossa pobre mochila, e aquilo começar a babar creme por todos os lados. era um risco, mas antes isso que largar 30€ (lol cheap bastards).

    e porque o homem não dormiu, e eu passei pelas brasas no chão do aeroporto, no domingo andámos o dia todo com a sensação estranha de estar a viver um dia suuuuuper longo.

    maiorca soube a pouco, preciso de outra dose para conseguir tirá-la do sistema : /

    that's all folks!

    álbum completo no sítio do costume

    Prainha da Luz

    quando era miúda frequentava bastante a praia da luz, era quase como uma segunda casa. aliás, ainda me lembra de conversas entre os meus pais sobre a possibilidade de nos mudarmos para lá, que com muita pena minha, nunca chegou a acontecer. na altura, a vila tinha metade do tamanho que tem hoje, mas já era a colónia inglesa que ainda é hoje.

    naturalmente, fizemos muita praia lá. a praia da luz tem duas praias, eu preferia a praia grande, por ter um areal enorme. já os meus pais preferiam a prainha, uma praia de rochas, com apenas alguns recantos de areia. não achava muita piada na altura.. hoje compreendo o encanto,

    prainha da luzreflexoondasondas ondasouriçosprainha da luzpiteiras

    Mallorca // Cala Ratjada - Deià

    se o dia anterior tinha sido ambicioso, este ia ser monstruoso..

    acordámos numa ponta da ilha, e iríamos dormir quase no extremo oposto. foram quase 200km de estrada no terceiro dia de road trip.

    pelo caminho tinha intenções de afogar o coiro em três praias. só que o vento decidiu dar o seu ar de graça, e o mar não estava grande coisa para ir a banhos. no fundo, foi a nossa sorte.. se não, não tínhamos chegado a deìa naquele dia. 

    começamos por ir descobrir a cala agulla, ali nas costas de cala ratjada. é uma praia enorme, rodeada por uma mata de pinheiros, e abraçada por um cenário natural poderoso. fiquei cheia de pena por não a ter apanhado com o mar espelhado, deve ser ainda mais bonita.

    cala agulla

    cala mitjana está praticamente selvagem. paisagem quase intocada, não tem apoios, e chegar até lá é um desafio, principalmente para carrecos de cidade.. ia com o coração nas mãos, a benzer-me para que o fiesta sobrevivesse àquela provação sem grandes mazelas. depois de 1,3 excruciantes km's numa torrente de calhaus, eis que finalmente chegamos à praia. também ali o mar não estava para brincadeiras.. ainda assim, andava um grupo de idiotas corajosos a fazer placagens contra as ondas. não achamos esta cala nada de especial, gostei mais da paisagem até chegar lá.

    dali seguia-se uma hora de estrada até à praia del muro. é uma zona muito bonita, mas está muito massacrada pelo turismo de massas. é a punta cana lá do sítio, cheia de resorts junto ao areal. 

    como fica numa baía gigantesca, é mais abrigada e não estava tanta ondulação tanto como em agulla. claro que aproveitamos logo para ir tirar a barriga de misérias de água salgada morna.

    playa del muroplaya del muro

    e mais uma vez, foi um drama para sair lá de dentro. mas ainda tínhamos muito para ver e percorrer naquele dia.

    a estrada de acesso ao cap formentor, a ponta mais a este de maiorca, não é aconselhável a pessoas com o coração fraco. para além de ser uma sucessão de curvas apertadas com pouca visibilidade, é estreita e uma boa parte da sua extensão é cavada na falésia, com o oceano a dizer "olá" a um braço de distância.. é também uma das estradas junto ao mar mais cénicas onde já conduzi, só que ia com os olhos de tal modo colados ao asfalto, que mal consegui apreciar o cenário.

    os tomates que foram precisos para construir aquela estrada, fónix...

    quando finalmente chegamos ao farol de formentor, havia fila. a fila era resultado de mais um exemplo de boa organização lá do sítio, para lidar com as hordas de turistas. porque o parque de estacionamento do farol é pequeno, havia uma pessoa a controlar a entrada. só entravam carros quando outros saíssem, e assim evitava-se o caos no pequeno estacionamento (que diga-se de passagem, podia ser perigoso). a parte fixe desta paragem forçada numa colina com uma certa inclinação, é que me levou a descobrir uma feature do fiesta que me agradou bastante: ponto de embraiagem assistido, meaning, quando largava a embraiagem, tinha uns segundos para acelerar, sem ter o stress de deixar o carro descair. vou mandar instalar isto no cascas :D

    cap formentor

    diz que o farol está situado a uma altura de 200 metros, a vista é impressionante. o tempo enevoado é que estragava um bocado a paisagem, o ambiente estava escuro e cinzentão.

    de regresso passamos por duas calas que devíamos ter parado para visitar, cala figuera e cala formentor. mas já se estava a fazer tarde e ainda tinha pollença para ir descobrir, não queria perder mais tempo, até porque o mar agitado tira alguma piada à coisa.

    podia ter parado no miradouro de es colomer, mas como estava apinhado, tinha que esperar que alguém saísse para eu estacionar. e não me apeteceu a esperar. não ajudou a tarde não estar nada de especial para vistas panorâmicas desafogadas. mas ficou marcado para regressar.

    siga para pollença. pollença é uma cidade com uma dimensão considerável mas tem um centro histórico castiço, que vale a pena visitar. aproveitamos para tapear e depois fomos fazer aquilo que as pessoas vão lá fazer: subir os 365 degraus até el calvari, desfrutar da vista soberba sobre os arredores.

    subida até el calvaridescida até pollença
    de facto, o nome assenta muito bem.. é um calvário chegar até lá acima..

    eis o que encontrei quando venci o último dos degraus,

    chillin

    descer foi mais fácil. todos os santos ajudam, já diziam os antigos :D

    e agora.. uma hora sempre a direito por auto-estrada, ou uma e meia de curvas pela serra adentro? vou pela serra, sa'foda!

    ainda bem que tomei esta decisão, se não mais tarde iria arrepender-me amargamente. a estrada que atravessa a serra tramuntana é uma das estradas de montanha mais deliciosas por onde já tive o prazer conduzir. não só está em excelentes condições, como é de facto muito agradável conduzir por lá, mesmo levando quase o dobro do tempo.

    fizemos algumas paragens para apreciar a paisagem, que com a iluminação ténue do entardecer a reflectir naqueles maciços de calcário, criava assim uma atmosfera surreal.

    serra tramuntanaserra tramuntana

    chegamos a deìa ao anoitecer e fomos directos ao alojamento.

    funny thing.. quando estivemos a marcar os alojamentos, à excepção do hotel da primeira noite que tinha realmente muito bom aspecto, não tínhamos fé nenhuma nos sítios que escolhemos para dormir. as opções não eram muitas, pois o nosso filtro na pesquisa do booking era agressivo: com pontuação acima de 8 e abaixo de 100€.. com tão poucos dias de antecedência não se esperavam milagres, mas tavamos naquela, "é só para dormir, por isso sa'foda!"

    então, a caminho dos alojamentos, a conversa era sempre a mesma "será este o elo mais fraco dos alojamentos?", na expectativa de chegar lá e dar de caras com uma espelunca. falhou na segunda noite.. e falhou na terceira noite.. será que o barrete ia finalmente suceder na quarta noite?

    a meio da estrada que atravessa deìa, o gps manda-me prá esquerda, por uma estrada íngreme, mal iluminada, e apertada que custava a passar um carro. "que raio de sitio para se abrir um hotel", barafustava eu, feita toupeira míope a tentar ver onde enfiava o carro. já transpirava por todos os lados..

    eis que finalmente a estrada termina num pequeno parque de estacionamento. thank gawd, não queria mesmo deixar o carro a atravancar a passagem como encontrei tantos pelo caminho..

    a dona antónia recebeu-nos com simpatia, mas notei ali alguma desconfiança.. parecia que lhes estávamos a invadir a propriedade, ou assim. ficou intrigada da vida dela pelos nossos cartões de cidadão não terem data de emissão. será que recebe poucos tugas ali? já tava a ver que nos recusava a estadia. anyway, formalidades tratadas, levou-nos ao nosso quarto, no segundo andar da rústica mansão, típica daquela zona, com uma decoração genuinamente kitsch. tinha todo o ar de quinta da família convertida a alojamento. e eu a pensar cá para mim, "é hoje! é hoje! ainda por cima não tem wc no quarto".

    quando a dona antónia nos apresentou aos nossos aposentos para aquela noite, ia-me dando uma coisa má.. até dei gemido involuntário.. a janela estava aberta, e fomos brindados uma vista inacreditável, que açambarcava a colina onde a aldeia se erguia, e estendia-se até mar. PQP, que vista.. perdão pelo palavrão, mas não encontro melhor adjectivo.. do caralho. não conseguia fechar a boca. nem afastar-me da janela.

    quarto era muito fixe. pequeno, mas confortável. nop, definitivamente este quarto não era o elo mais fraco, apesar de não ter wc. no entanto, tinha um lavatório com algumas amenities, e mesmo em frente à porta tinha um cubículo com uma sanita, e ao fundo do corredor, um wc com lavatório, bidé e uma banheira minúscula com duche.

    instalados, bora lá ver se alguém ainda nos dá de comer. descemos a colina até à estrada principal, e checkamos os restaurantes, fomos a todos. como eram praticamente onze da noite, já nenhum estava a servir.. queres ver que vamos prá cama de barriga vazia?

    até que fomos salvos pelo sa fonda.

    não.. não tou a gozar (e ter usado a expressão várias vezes no post não é mera coincidência muhahaha). este bar, provavelmente dos poucos em deìa, com aspecto de tasco onde a noite morre, decoração tacanha, mas descontraído, cheio de pessoas às gargalhadas, música fixe, e copos a partir (quando estava para subir para o terraço que dá acesso ao bar, alguém deixou cair um copo na rua e ainda senti os vidros a bater-me nas calças). mas o que eu gostei mais foi mesmo do nome. totalmente apropriado ao ambiente da casa.

    o bacano do bar preparou-nos umas tostadas, de queijo, presunto e atum, com azeitonas e pimentos, que estavam à maneira. mais tarde, vim a descobrir que aquele tasco com aspecto duvidoso costuma ser frequentado por celebridades musicais. naice!

    nessa noite dormimos com a janela escancarada, nada de mosquitos, apenas o som das gargalhadas, dos copos e da música que emanava sa fonda. foi dos melhores quartos onde ficamos alojados na ilha.

    foi naquela madrugada que o karma finalmente se manifestou. tava tudo a correr demasiado bem para o meu gosto. aquela moinha que me começou ao fim da tarde num dente desvitalizado, amadureceu numa dor de dentes intensa, que me fez acordar a meio da noite. nada que um brufen não resolvesse rapidamente.

    to be continued...

    Salada de Bacalhau com grão e espinafres

    esta receita foi inspirada num prato que o homem comeu à uns tempos num restaurante da moda, e que se tornou imediatamente um clássico cá em casa.

    já é mais refeição que acompanhamento ou entrada. a quantidade de ingredientes a utilizar é um bocado a olho, e depende do número de pessoas que a refeição servir. para este exemplo, a dose dá para duas pessoas.

    folhas de espinafre
    lombos de bacalhau (pode ser qualquer parte, mas o lombo é mais fácil de lascar)
    frasco de grão (porque sou demasiado comodista para demolhar o grão e acredito que vocês também são :D)
    ovos
    azeitonas pretas
    azeite
    vinagre balsâmico
    pimenta moída no momento

    cozer um lombo generoso (ou dois somíticos) de bacalhau e um ovo (ou dois, your choice). quando a cozedura terminar, lascar o bacalhau (com cuidado para não queimar os dedos), e fatiar ou cortar os ovos em quartos.

    entretanto passo sempre o grão por água, faz-me impressão aquele liquido meio gelatinoso onde aquilo vem. para duas pessoas, meio frasco costuma ser suficiente.

    numa taça, juntar o grão, o bacalhau, e as azeitonas a gosto. se não as comprarem descaroçadas e fatiadas, vão ter esse trabalho extra. temperar com azeite, vinagre, e pimenta moída (não costumo usar sal, mas suponho que seja opcional), e envolver tudo com muito cuidado para não desfazer as lascas de bacalhau.

    se compraram espinafres em pacote, parabéns podem passar à etapa seguinte. se compraram um molhe, vão ter que lavar os bichos muito bem lavadinhos, e depois cortar as folhas pelo pé. a única desvantagem de comprá-los em sacos, já prontos a usar é que temos que gramar com os pés.. a preguiça é uma cena lixada lol

    por fim, num prato fundo, fazer uma cama com as espinafres (crús, sim!!!), e botar a mistela por cima, mais os ovos. finalizar com mais azeite e vinagre se for necessário (fixe para temperar os espinafres).

    salada de bacalhau

    that's it!

    16 de Agosto de 2017, às 13:46link do post comentar ver comentários (3)(2)

    'Le me

    tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

    no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

    offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

    bucket list

    'Le liwl

    era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

    muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores: #11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

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