1997: The Prodigy

a propósito dos 20 anos do lançamento do fat of the land,

algures no final do verão de 97, emprestaram-me umas cassetes de vídeo de anime da manga entertainment, que tinham um videoclip promocional com uma música brutalissima. comentei isso quando as devolvi ao dono, e por uma daquelas conspirações cósmicas, não só ele sabia como se chamava a música - voodoo people, de banda que eu nunca tinha ouvido falar chamada the prodigy, como tinha o CD onde ela vinha e prontificou-se a emprestar-mo.

nunca tinha ouvido nada como aquilo, fiquei completamente assombrada com o som daquele álbum... 

mal devolvi o CD, antes que ficasse desgastado de tanto rodar no meu discman lol fui a correr ao disco d'ouro (a única loja em lagos que tinha um catálogo minimamente decente de música) meter as mãozinhas num exemplar do music for the jilted generation para mim.. quando reparei que havia outro, o experience. passado dois dias fui buscar esse também. e foi nessa segunda visita que descobri outro ainda, o fat of the land, acabadinho de chegar. não tardei muito a ir buscá-lo também :D

três CDs numa semana, like a boss!

os prodigy foram a banda sonora que marcou a minha (r)evolução pessoal. tenho finais de 97, 98 e 99 completamente associados à música destes três álbuns. sempre que os oiço, tenho altas flashbacks.

apesar da banda ter continuado a lançar álbuns, IMO não voltaram a conseguir um som tão épico como aquele que marcou os três primeiros. especialmente o music for the jilted generation, que até aos dias de hoje, continua a ser o meu álbum favorito deles.

foi também por causa destes moços que tive o meu primeiro ataque de pânico. daqueles lixados, em que achamos que vamos morrer naquele momento, em que o coração descontrola-se e deixamos de conseguir respirar, começamos a suar quente e frio por todos os poros, e desatamos a vomitar incontrolavelmente. aconteceu pouco antes do concerto deles começar, no festival do sudoeste de 2006 (warning: fucking huge post).

estava na fila da frente, agarrada à grade, a segurar o meu lugar como se a minha vida dependesse disso.. e dependia, porque atrás de mim, tinha um tsunami medonho de festivaleiros em fúria. o homem estava atrás de mim, com os braços cravados na grade a proteger-me daquela massa humana, e eu a pensar "vou morrer aqui, esmagada contra a grade". e o concerto ainda nem tinha começado... nisto, senti que ia perder os sentidos e homem teve que me arrastar de lá para fora (acho que até aos dias de hoje ainda não me perdoou lol).

já vieram cá uma quantas vezes, mas essa foi a única vez que os vi ao vivo. assisti cá atrás, junto à régie, mas não é a mesma coisa. aliás.. em 2006 já não era a mesma coisa. quem me dera tê-los ouvido nos finais dos 90...

quando é que caralho inventam uma forma de viajar no tempo? tenho uns quantos concertos que *preciso* de ir assistir!!

The Handmaid's Tale

do carradão de séries que aparece todos os anos, há sempre aquela que nos manda ao tapete, e nos deixa sem folgo.. ainda vamos a meio do ano, mas já decidi que a the handmaid's tale é a minha série do ano.

é um bocado forte e não faz bem o meu género, mas deixou-me pespegada ao ecrã (o homem até estranhou lol), incrédula a cada episódio que passava, de tão sinistra e cruel, e ao mesmo tempo de tão bem construida que está. a cinematografia cria um ambiente tão frio e intenso quanto a narrativa, e está cheia de detalhes realmente criativos, e cenas mudas que valem mil palavras.

retrata um futuro distópico onde a humanidade começou definhar, devido à infertilidade provocada por factores que não são bem claros (mas que segundo o livro onde a série é baseada, deve-se à poluição e às dst's), e aproveitando-se do cenário de guerra civil, um grupo extremista religioso tomou conta do poder dos estados unidos da américa. a sociedade é reorganizada por este regime segundo padrões baseados no velho testamento, e retira quase todos os direitos humanos aos seus cidadões, mandado a poderosa nação umas boas centenas de anos para o passado. quem não obedece às regras é sujeito a procedimentos desumanos, e quem se opõe ou tenta revoltar-se contra o regime, é assassinado a sangre frio para servir de exemplo.

as mulheres são o grupo que mais sofreu, e vivem especialmente oprimidas. não podem trabalhar (apenas em casa), não podem ler, nem conduzir ou fumar. obedecem ao marido ou ao dono da casa, e não podem mandar ou contestar absolutamente nada.

a história é-nos narrada por uma personagem feminina, que tem uma função muito "nobre", faz parte de um grupo selecto de mulheres férteis - as handmaids, que são colocadas em casa de famílias de poder, para gerar filhos pelas esposas inférteis. uma vez por mês estas mulheres sujeitam-se a uma "cerimónia" bastante humilhante, para tentar engravidar do dono da casa, enquanto a mulher deste está presente.

esta personagem, june.. ou melhor, offred (as handmaids assumem o nome dos "donos"), mostra-nos são só a rotina e as obrigações das handmaids, como também faz flashbacks que levantam a ponta do véu sobre alguns momentos na origem deste regime opressor, e sobre o seu passado.

há varias coisas aterrorizantes nesta história, mas a que salta mais à vista (e a mais desconfortável também), é que não relata assim coisas tão inéditas quanto isso.. para as encontramos, basta pesquisar nas raizes da nossa história, ou olhar com atenção para fora da nossa bolha.

não quero spoilar mais, porque é uma série que recomendo vivamente, apesar dos constantes murros no estômago.

Resumo da semana

em que éramos para ir laurear a pevide, mas vez disso, ficámos em casa a trabalhar remotamente. trabalhar em casa é fixe, mas tem um GRANDE problema: é IMPOSSÍVEL ter horários minimamente decentes. caio sempre naquele velho esquema de trabalhar pela noite dentro até ao amanhecer, e dormir até às duas da tarde. acho que tenho isto escrito no código genético, gosto mesmo de trabalhar de madrugada, cum caneco.. 

também são muitos dias seguidos, em que ou estou (mal) sentada, ou deitada.. se não estou deitada, estou (mal) sentada. quase que arruinei o belíssimo trabalho que o meu terapeuta me fez nas costas na sexta passada. se não fosse os esticões que fui mandar pró ginásio, aquela tortura toda tinha pró galheiro e depois levo nas orelhas..

a parte fixe é que, com o calor que está, sabe muita bem trabalhar em pelota. não convém é esquecer de vestir uma t-shirt durante as chamadas de conferência :D

e temos um gatinho fofinho para afagar o pêlo e aliviar o stress a qualquer hora do dia (gatinho esse, que em vez de aproveitar que tinha os humanos de estimação em casa a tempo inteiro, passou os dias ferrado a dormir).. 



e o melhor de tudo, não temos que andar metidos em transportes públicos, que com este calor, é crime para o olfacto.

aliás, mal saímos à rua. com o calor que tem feito, nem apetece anyway... já estamos a meio de junho, e o verão chegou a full power. já estamos a meio de junho.. daqui por uns dias estamos a contar os segundos que faltam para a meia-noite do ano novo PQP 😞

17 de Junho de 2017, às 01:30link do post comentar ver comentários (7)(2)

Campismo // guia de sobrevivência

temos material. temos parque escolhido. siga acampar!!

first things first,

nunca, nunca levar nada de valioso para o campismo. nem roupa, nem sapatos, nem acessórios, nem documentos ou gadgets que não aqueles que estão sempre connosco. os parques costumam ser seguros, mas não é inédito desaparecerem coisas das tendas. alguns parques têm cofres, mas como quase tudo o resto, a sua utilização é paga.

o maior problema nem são os roubos, mas sim, os esquecimentos. eu tenho um truque: quando estou a juntar a tralha, pergunto-me sempre se iria ficar chateada se determinada coisa não voltasse para casa. se sim, então nem sai de casa.

antes de sair de casa, devemos sempre consultar as previsões meteorológicas (dias e especialmente noites) para os dias em que vamos estar acampados. convém sempre levar agasalhos adequados às condições que nos esperam. mesmo durante a primavera / verão existem noites frias, especialmente junto à costa ou na montanha.

no campismo reina a descontracção, por isso não se admirem de ver malta com pouca roupa em cima, como se estivessem na praia. é habitual ver homens só com calções, e mulheres só em t-shirt e cuecas, ou calções e top de bikini.. ali ninguém quer saber, não há que ter vergonhas :D

no campismo também reina o espírito de entreajuda. por isso, se tiverem algum problema, ou esqueceram-se de algo, tipo a bomba de ar, ou precisarem de um martelo para fixar as estacas, ou não conseguirem (des)montar a tenda, encontram sempre alguém que não se importa de ajudar.

também vamos testemunhar algumas faltas de civismo gritantes, mas isso há em todo o lado..

barulho

em todos os parques existe a chamada "hora de silêncio". normalmente começa às 23h ou 00h, e vai até às 7h ou 8h.

lembrem-se sempre: hora de silêncio é para cumprir. até podemos ficar afastados de outras tendas, mas no silêncio da noite, o barulho viaja longe. há pessoas que podem não apreciar a nossa música, ou as nossas risadas quando estão a tentar descansar.

para quem ache que as regras não se aplicam a si, os seguranças do parque estão ali para meter ordem no pedaço, e levam as queixas de ruído a sério. caso seja necessário, não tenham problemas em ir falar com eles. eu não tenho.

ficar próximo dos balneários pode ser muito prático, mas corremos o risco de levar com barulhos de duche e autoclismos a despejar a noite inteira. e se não acham piada a ruídos fisiológicos, então não devem *mesmo* assentar arraiais perto dos balneários..

existem barulhos que não há como evitá-los, como estradas e povoações nas proximidades do parque, ou vida selvagem ruidosa. para estes casos, há duas opções: ou aguentar.. ou levar tampões para os ouvidos.

filas

durante as épocas altas é quase certo que vamos encontrar filas para tudo: na recepção, no mini-mercado, no bar, no restaurante, nos balneários. a boa notícia é que as pessoas são criaturas de hábitos, e costumam ter horários fixos mesmo durante as férias / fins-de-semana. podemos contornar estas filas se evitarmos as horas de ponta. por exemplo, jantar mais cedo e deixar o banho para depois, não fazer o check out em cima da hora limite, etc. 

e onde há filas, há pessoas a tentar furar filas. a sério, não façam isso.. é foleiro!

balneários

e demais instalações sanitárias, é provavelmente a parte mais sensível da experiência.. mas nada que uma boa dose de perspicácia não resolva.

primeiro que tudo, tentar perceber o horário de limpeza dos wc's. costuma estar assinalado numa folha afixada à entrada, a hora em que as limpezas foram feitas. é procurar um padrão e rezar com que o corpo colabore com essas alturas.

segundo, carradas de papel higiénico e toalhitas desinfectantes. (e sim, eu limpo a sanita mesmo que seja a primeira pessoa a utilizá-la depois da limpeza) descobri que estas toalhitas podem ser grandes aliadas das idas ao wc. passo uma várias vezes pela cerâmica da sanita, depois faço uma "caminha" confortável com papel higiénico, e cá vai disto.

terceiro, e porque raramente existem bidés nos wc's dos parques de campismo, toalhitas de bebé ajudam a adquirir a limpeza e frescura a que temos direito :D

quarto, trazer sempre sabonete / sabão / gel para lavar as mãos depois do serviço, pois não há disso nos wc's.

no que toca a banhos, a dica mais valiosa do pacote é, sempre que vamos para um parque novo, fazer uma volta de reconhecimento, e procurar se existem balneários afastados das zonas principais. quanto mais "escondidos", menos frequentados e mais limpos estão.

btw, é imprescindível usar chinelos para tomar banho. nunca se esqueçam de levar chinelos. nunca. nunca. nunca!!

e porque ninguém gosta de utilizar wc's labregos.. malta, tentem sempre que possível, deixar as coisas no estado de limpeza em que gostariam de encontrar. deixar a obra assinada na retrete é falta de civismo, se existir um piaçaba no cubículo, não há desculpas. evitar deixar cabelos e restos de pasta de dentes nos lavatórios, e lixo por cima das bancadas, chão ou nos duches. also, à entrada dos wc's costuma existir uma pequena pia com uma torneira. serve para lavar os pés antes de entrarmos nas instalações, para não levar porcaria lá para dentro. 

insectos

por muito que os parques tentem controlar os insectos com desinfestações, há bichezas que gostam sempre de dar o seu ar de graça. como por exemplo, os mosquitos. nada que um bom repelente não resolva. e não impliquem com as osgas, as osgas comem mosquitos nham nham!

também devemos estar psicologicamente preparado/as para dar de caras uma aranha enorme em cima da tenda.. porque vai acontecer!

na hora de recolher a tralha no parque, dar especialmente atenção a este detalhe das aranhas. elas são sorrateiras e adoram vir à boleia na bagagem. não digam que não avisei lol

se decidirem cozinhar no campismo, mantenham a comida bem conservada e não façam lixo. não vão querer atrair moscas nem formigas para a vossa beira. as formigas quando lhes cheira a comida, até dento dos carros entram.

entretenimento

porque os dias no campismo parecem enormes, convém sempre levar algo para nos entretermos. livros ou o kindle, tablet cheio de séries e filmes, jogos electrónicos ou tradicionais (cartas, tabuleiro, etc), ou simplesmente o smartphone. os parques não querem os seus campistas entediados, por isso costumam ter salas de convívio e jogos à nossa disposição.

e energia para carregar estas electrónicas todas? atenção que nem todos os parques têm pontos de luz.. e nem todas as pessoas (tipo eu) estão dispostas a pagar uma tarifa caríssima para ter electricidade. felizmente os parques (ainda) não cobram pela utilização das tomadas nos balneários. se verem uma pessoa sentada à porta do balneário com ar aborrecido, essa pessoa está certamente à espera que o seu smartphone carregue. posto isto, nunca se esqueçam da ficha tripla / extensão. costumo carregar os aparelhos enquanto tomo banho, ou enquanto faço refeições. com disciplina e uma ficha tripla, raramente precisamos de andar com o power bank atrás.

por fim,

com a experiência vamos desenvolvendo muitos truques e workarounds para minimizar os aspectos menos agradáveis de acampar. quando damos por nós, somos autênticos macgyvers do campismo, inchados de orgulho da nossa capacidade de desenrascanço. o importante é não stressar por tudo e por nada.. tipo, chillax tás no campismo, no pasa nada!

deixo aqui um dos posts mais épicos que alguma vez escrevi sobre a vida no campismo. a tag campismo também tem muitas pérolas sobre o tema.

btw, se tiverem dúvidas para tirar, ou dicas para partilhar, a caixa de comentários / email está à vossa disposição!



posts anteriores: ser campista / material / parques

15 de Junho de 2017, às 10:00link do post comentar ver comentários (2)(2)

Resolução para (o verão de) 2017

não vou comer batatas-fritas até dia 22 de setembro!

12 de Junho de 2017, às 20:30link do post comentar ver comentários (5)

Campismo // parques

agora que já têm o material, está na hora de escolher o parque!

quando nos estreamos como campistas, não havia muita informação disponível na internet sobre parques. mas havia (e ainda há), um guia fantástico chamado roteiro campista, e que pode ser encontrado em qualquer lado (really.. lojas que vendam material de campismo, supermercados, livrarias, bombas de gasolina, e por aí fora).

felizmente, hoje em dia consegue-se saber tudo e mais alguma coisa online :D

em portugal existem mais de 200 parques de campismo, de norte a sul, este a oeste, e ilhas. é só escolher a zona do país que queremos visitar, e procurar pelos parques nas redondezas. existem parques para todos os gostos (inclusive naturistas), uns mais isolados, no meio da natureza, outros no meio das localidades. com mais ou menos infra-estruturas de apoio.

normalmente os parques permitem uma visita para conhecer as instalações, é só chegar à recepção e pedir. verificar o parque antes de assentar arraiais é sempre uma boa ideia, para evitar surpresas desagradáveis.

eis o que devemos inspeccionar, e os detalhes a ter em conta:

- aspecto geral: se o parque encontra-se bem tratado, sem lixo pelo chão, e as instalações e equipamentos disponíveis estão em boas condições, se tem manutenção frequente e adequada ao número de campistas, etc.

- tipo de chão da zona das tendas: terra batida pode ser desconfortável e difícil prender a tenda ao chão; areia pode ser problemático por causa do pó. chão em alcatrão é algo que não aconselho *de todo*.

- sombra decente: é muito importante que o parque seja bem arborizado. acreditem que a última coisa que vão querer na vossa vida é montar a tentar debaixo do sol escaldante..

- espaço para tendas: se existe muito espaço livre para plantar tendas, em zonas indiferenciadas, ou se são pequenos e o espaço está dividido por alvéolos, e as tendas ficam muito próximas umas das outras. 

- se existem fontes de ruído nas redondezas: isto é algo a ter seriamente em consideração, especialmente em parques pequenos, ou dentro das localidades. dormir dentro de uma tenda é o mesmo que dormir ao relento: ouve-se tudo.

- balneários e wc's: estado de conservação, limpeza geral e frequência com que são limpos, duches em condições, se existe água quente, e se a água quente é gratuita ou paga.

- infra-estruturas disponíveis: bar, restaurante, mercado, lavandaria, sala de convívio / jogos, posto de primeiros socorros, zonas para lavar loiças e roupa, etc.

- horários: das instalações (recepção, mercado, bar / restaurante, etc), hora de silêncio, hora de check-in / out.

alguns detalhes sobre o funcionamento dos parques:

geralmente encontram-se abertos o ano inteiro. tal como em hotelaria, também têm épocas (baixa / media / alta / muito alta) que influenciam o preço da estadia.

o preçário é um bocado complexo, pois cobram tudo em separado *: pessoas (adultos e crianças); tendas e toldos (preço por área ocupada); carro ou mota no interior do parque; electricidade; animais de estimação; acesso à piscina e outras actividades. atenção que alguns parques também cobram água quente, e visitas que venham passar o dia connosco. quando calculamos o preço da estadia, convém não deixar nenhuma parcela de fora para evitar surpresas. 

* excepção para os alvéolos (espaços demarcados), alguns parques incluem no preço 2 ou 4 pessoas, tenda, carro, e electricidade.

as melhores alturas para acampar são entre maio e junho, e depois em setembro. as temperaturas são amenas e não chove muito, os parques costumam estar vazios, e os preços são mais em conta. 

agosto é o mês mais caro para acampar, e não é raro darmos com o nariz numa placa a dizer que está com lotação esgotada. alguns parques aceitam reservas, e é uma forma de garantirmos um espacinho. contactar o parque antes de sairmos de casa para saber se há disponibilidade, pode poupar umas dores de cabeça.

nos parques existe uma regra sobre a distância mínima a que as tendas devem estar umas das outras, por razões de segurança. no pico da época alta é muito complicado respeitar.. mas devemos evitar sempre plantar as tendas muito próximas umas das outras. o equipamento de campismo é inflamável, e em caso de incêndio, arde muito rapidamente.

o horário de check-in e check-out varia de parque para parque. em muitos parques é possível entrar fora do horário de funcionamento da recepção. basta deixar um documento de identificação com o segurança, e fazer o check-in na manhã seguinte.

tão e campismo selvagem?

curto e grosso, é proibido fazer campismo selvagem em portugal. a única forma de fazê-lo de forma legal é se tivermos licença da câmara e autoridades, ou autorização do proprietário do terreno. fora dessas circunstâncias, se formos surpreendidos pelas autoridades, é uma questão de sorte. podemos escapar apenas com um aviso, como podemos ser obrigados a levantar o acampamento, e na pior das hipóteses, pagar uma coima.

para a malta que mesmo assim quiser arriscar, lembrem-se que não é uma forma muito segura de acampar. entre assaltos, vida selvagem, incêndios e whatnot, coisas podem correr mal... mas também pode ser uma experiência do caneco. sejam responsáveis, cuidado com as fogueiras (levem fogão portátil, se possível), e nada de deixar lixo espalhado ou destruir a natureza.

...next, sobreviver no campismo!

9 de Junho de 2017, às 10:00link do post comentar(1)

Tá engrassade

tenho um vizinho, que desde a primeira vez que o vi, cismei que lhe conhecia a cara de algum lado.. ou da tv, ou de algum hospital.. tem-me andado a moer o miolo há semanas.

hoje tive finalmente a revelação: é a cara chapada de um dos ex da jess (new girl), e guess what? é um actor que faz de médico na série muhahaha é que até o olhar e o sorriso são iguais.. tão creepy lol

8 de Junho de 2017, às 20:12link do post comentar

Campismo // material

há várias coisas que devemos ter em consideração quando vamos comprar o material:

- quantas pessoas vão ocupar a tenda, e se os ocupantes são apenas adultos ou também há crianças

- se vamos acampar com muita frequência, ou no máximo uma dúzia de dias por ano; se vamos acampar apenas durante o verão, ou no ano inteiro; se vamos acampar para zonas frias, ou muito quentes

- se vamos andar com a tralha às costas, é imperativo calcular o peso (mochila incluída). e ter em conta que o material ultra leve e compacto costuma ser ultra caro :/

- se pensamos transportar a tralha de avião, quanto mais compacto for o equipamento, melhor. as tendas "automáticas" (tipo seconds) são muito práticas, mas também são muito volumosas

a tenda

pavilhão ou compacta? para duas pessoas, uma tenda compacta é suficiente. é perfeitamente possível viver numa tenda pequena durante uma semana ou duas (ou até mais). já uma família com crianças deve optar por uma tenda com dois ou mais "quartos" e espaço suficiente para guardar a tralha toda.

se for apenas para duas pessoas, devemos sempre optar por uma tenda de três lugares, para sobrar espaço para arrumar mochilas e restante material. há quem não se importe de deixar na rua, mas há sempre o risco de levar sumiço.

como existem muitas oscilações de temperatura durante o dia, é importante que a tenda seja bem ventilada, para ter uma boa renovação de ar interior e evitar condensação. deve ser de tecto duplo para garantir melhor resistência à utilização, e aos elementos (sol, chuva, vento).

dicas:

- e se não quisermos acordar muito cedo, o tecido interior da tenda deve ser escuro. há tendas "black out" muito porreiras para quem gosta de ficar na ronha até meio do dia

- tendas "automáticas" são muito apetecíveis, mas certifiquem-se que saem a da loja a saber arrumá-las. já perdi o conto às tendas que o homem tem fechado por esses parques fora. fechar mal a tenda pode danificar (e até mesmo partir) o arco de suporte.

- as estacas que costumam vir com as tendas são frágeis. não é má ideia comprar um conjunto de estacas tipo cantoneira, especialmente se pensamos frequentar apenas parques com chão de areia

- martelo para fixar as estacas é daqueles acessórios que tenho mixed feelings em recomendar. o nosso foi usado praí duas ou três vezes. depois deixou de fazer parte da tralha. quando é realmente necessário, uma pedra faz o serviço

- e dica mais preciosa do pacote: AFASTEM-SE das tendas que se vendem em supermercados. não têm qualidade nenhuma.. a tenda deve ser um investimento ponderado, pois é a única barreira entre nós o exterior. uma tenda de média/alta gama pode ser mais cara, mas é feita com materiais mais resistentes, tem melhor qualidade de construção, e dura mais tempo.

colchão

esteira de espuma ou colchão insuflável? depende do gosto/necessidade de cada um. sou apologista que lá por estarmos acampados, não significa que tenhamos que dormir mal. pessoalmente acho que dormir junto ao chão é muito desconfortável, por isso a minha opção vai para os colchões insufláveis. e levo almofadas de espuma comigo. é um dos meus poucos luxos.

existem colchões insufláveis com bomba de ar integrada, que apesar de serem mais caros, poupam a preocupação de levar a bomba.

por falar em bomba.. bombas de ar eléctricas/recarregáveis para encher colchões são uma péssima ideia. não só levam muito tempo, fazem barulho, e podem não ter potência suficiente para encher o colchão totalmente. ainda existe o risco da bateria esgotar-se e/ou não haver electricidade por perto. nada como uma bomba de pé.

para quem tem que carregar com a tralha às costas e o peso é um assunto sério, existem colchões auto-insufláveis, mais finos, mas mais confortáveis que as esteiras.

há ainda quem opte por colchões de espuma tripartidos, mas não sei como são a nível de conforto. nunca foi uma opção que estivesse em cima da mesa porque são demasiado volumosos.

saco-cama

o sacos-cama estão classificados por temperatura conforto, e devem ser escolhidos em função disso. para o nosso clima não é necessário um adequado a temperaturas siberianas. para dormir dentro de uma tenda com roupa interior, 10ºC para cima é mais do que suficiente. abaixo disso (a não ser que seja inverno), preparem-se para suar como se estivessem numa sweat lodge :D

se optarmos por um colchão insuflável para duas pessoas, um saco-cama que abra na totalidade pode servir de edredão. também existem soluções integradas (colchão + edredão + lençol) que podem ser muito interessantes.

obcessem bastante com este trio (tenda / colchão / saco-cama), e não tenham vergonha de experimentar. o material está em exposição nas lojas para isso mesmo.

acessórios

existe uma parafernália de acessórios de campismo: conjuntos de cozinha, geleiras, lanternas, bidões para água, chuveiros solares, sacos de compressão, redes mosquiteiras, toldos, tapetes, camas de rede, mesas, cadeiras, trolleys, etc.. é todo um mundo.. e normalmente é o departamento onde fazemos a maior parte dos gastos desnecessários. antes de comprar, ponderem muito bem se é algo realmente necessário.

não creio que o tapete para a tenda seja algo realmente necessário. toldos, desde que o parque tenha boa sombra, também não. sacos de compressão podem ser úteis (tenho dois, para o edredão e almofadas). tudo o que sejam acessórios para cozinhar e comer, acho que mais vale levar de casa e não gastar dinheiro nisso. um trolley pode ser muito útil a quem prefere deixar o carro fora do parque, para não ter que andar a acartar com o material às costas.

se consideram pedir electricidade, não se esqueçam de levar uma extensão. os parques não as fornecem.

nos mínimos olímpicos, eis as coisas que devem fazer parte do kit básico:

- pequeno candeeiro de LEDs
- uma barra de sabão
- uma corda e meia dúzia de molas
- um pano de limpeza (dá muito jeito para limpar a tenda quando somos bombardeados por pássaros com diarreia)
- toalhitas desinfectantes, toalhitas de bebé, e papel-higiénico
- ficha tripla / extensão
- canivete multifunções
- medicamentos (analgésicos, queimaduras solares, repelente de insectos, etc)
- tampões para os ouvidos
- (opcional) uma pequena vassoura com pá, para apanhar a areia e os pastos que vão acumulando na tenda.

refeições

preparar as refeições durante o campismo exige uma *certa* logística, que nós desistimos muito cedo. o tempo que se perde, as limitações, mais os custos do material e a carga extra, mais vale ir ao restaurante do parque.

mas se quisermos mesmo, mesmo cozinhar no campismo,

existem fogões a gás portáteis muito práticos. em alternativa, os parques costumam ter zonas de churrasco (e com sorte mesas de refeição por perto). basta levar um saco de carvão, fósforos e uma grelha. os parques costumam ter zonas com lava-loiças, que também são úteis para preparar a comida.

não esquecer a especiarias básicas (sal, pimenta, azeite, vinagre, etc), tacho(s), pratos, talheres, copos, chávenas, rolo de cozinha, detergente e esfregão. levar sempre o máximo de casa, os mini-mercados que existem nos parques cobrem as necessidades básicas, mas os preços costumam estar *bastante* inflacionados.

vamos também precisar de uma geleira que mantenha os alimentos e bebidas minimamente frescos. usar icepacks pode ser uma solução, mas manter os icepacks gelados no campismo nem sempre é fácil.. em alternativa, comprar um saco de gelo e despejar lá dentro, ou dividi-lo em saquinhos para não encher a geleira com água.

não falei em mesa e bancos, porque há quem não se importe de comer no chão, numa toalha de piquenique. ou com um bocadinho de sorte, o parque tem mesas para o efeito.

...next, parques!

Isa vai ao ginásio: o regresso

depois de ter esperado 5 meses até que o ginásio onde me inscrevi finalmente abrisse (ok, confesso.. é uma desculpa esfarrapadona.. podia ter activado a inscrição antes e frequentado outro nos entretantos, como fez o homem), eis que maio trouxe consigo o tão temido regresso.. um ano inteiro sem me mexer. um. ano. inteiro!!

entrei de mansinho e não me custou nada, nem senti aquelas dores chatas nos músculos. já me tinha esquecido como era fixe suar um bocadinho depois de uma jornada de trabalho, até tenho dormido melhor \m/

mas decidi que desta vez as coisas vão ser um bocadinho diferentes. apercebi-me pela experiência anterior, que se não sabermos o que andamos a fazer, não vamos a lado nenhum. estive quase seis meses a ir ao ginásio com uma frequência aceitável, e não vi resultados quase nenhuns, nem a nível da resistência, nem no corpo...

por isso vou confiar a missão a uma PT fofinha. espero que seja fofinha também durante os treinos e não me faça chorar sofrer muito. venha daí um plano de treino para cumprir à risca, e treino supervisionado uma vez por semana.

fiz a avaliação física da praxe. anos a fio de sedentarismo e pouca disciplina no exercício físico, estão mesmo a fazer estragos.. a minha pobre máquina está à beira da tragédia. a começar pela desgraça que se tornou a minha postura, o bloco de pedra em que os meus ombros e pescoço estão transformados (mas isso já eu sabia), os músculos todos do meu lado direito que pelos vistos esqueceram-se de como é suposto funcionarem, mais a dificuldade geral que sinto ao levantar-me ou dobrar-me para fazer quer coisa...

...e eu não quero chegar aos 40 a sentir-me como se tivesse 60, quero chegar aos 40 a sentir-me como se tivesse 20 CRL!!!

porque há muito trabalhinho para fazer, vai levar tempo. primeiro há que corrigir a postura, ensinar os músculos a trabalhar correctamente e fortalece-los, e só depois se passa a coisas mais sérias. não tenho pressas, e desta vez não vou meter um prazo no desafio. desta vez é para se tornar parte da rotina.

é que sem exageros, eu passo ~ nas calmas ~ 12 horas sentada por dia, entre a secretária, o sofá, a mesa, e os bancos dos transportes públicos. mais 7 deitada, restam praí 5 horas a mexer-me minimamente. isto não pode ser saudável...

à hora de publicação deste post, encontro-me a ser torturada pela PT. espero sobreviver ao primeiro dia, para contar a história. rezem por mim.

7 de Junho de 2017, às 21:00link do post comentar ver comentários (1)

Campismo // ser campista

o verão e a época de férias estão aí a rebentar, mas acho que ainda vou a tempo de publicar uma série de posts sobre a fina arte de acampar, que espero serem de utilidade para quem pensa iniciar-se na actividade.

fica já o disclaimer, estou a basear-me nas nossas experiências enquanto campistas sazonais. existem vertentes mais técnicas da actividade, que não vou falar porque não tenho conhecimentos aprofundados nem testados.

então, acampar não é apenas um modo de fazer férias económicas (até porque se gasta algum dinheiro no equipamento). acima de tudo, acampar é um modo de vida.

aprendemos a viver com o mínimo essencial, a lidar com imprevistos, e a improvisar. aprendemos sobretudo, o valor inestimável do contacto com a natureza. e vamos descobrir que adormecer ao som da melodia dos grilos (ou do mar, ou da brisa a entrelaçar-se na copa das árvores), pode ser das melhores canções de embalar que podemos ouvir na vida.

mas antes de mais, devemos tentar perceber se vamos conseguir viver em estado semi-selvagem durante alguns dias:

o conforto fica em casa. não há sofás nem camas fofinhas, nem outros "luxos" que damos por garantidos. e podemos ter que lavar roupa à mão, ou preparar comida em condições muito desafiantes.

vamos estar à mercê dos elementos. pode fazer frio e humidade, e pode chover e fica tudo molhado à volta da tenda. e às vezes, até o vento consegue ser assustador.

vamos estar limitados a nível de tecnologia. não há TV's, nem consolas de jogos, e nem sempre é boa ideia andar com portáteis atrás. felizmente já é possível transportar entretenimento, em tablets e smartphones. só que no campismo, algo tão básico como alimentar equipamentos eléctricos pode ser um berbicacho.

na natureza existem insectos. muitos. formigas, mosquitos, moscas, aranhas, carochas, etc etc.. e não há muito que se possa fazer quanto a isso. eles vão aparecer por todos os lados, e vão trazer amigos.

não existe muita privacidade. temos que partilhar as instalações sanitárias com desconhecidos, e há quem não tenha pudores absolutamente nenhuns.

há ruídos de todos os tipos. alguns conseguimos contornar com tampões para os ouvidos, outros (tipo os fisiológicos) é mais complicado conseguir evitá-los.

mas se conseguirmos ultrapassar estes constrangimentos, torna-se numa experiência muito libertadora, e descontraída.

posto isto, existem dois tipo de campistas:

os que levam a casa às costas, e os que mal enchem uma mochila!

é definitivamente algo que devemos tentar perceber antes de entrarmos na decathlon ou na sportzone, com intenções de largar lá uma pipa de massa. existem modelos de tendas, colchões, e sacos cama de todos os tamanhos, feitios e gostos, e existem mil e um acessórios que achamos que vamos precisar.. e que depois não saem da arrecadação.

não há mal nenhum em levar a casa as costas, mas perde-se tempo precioso a (des)carregar e a (des)arrumar tudo no sítio. e eventualmente vamos descobrir que não precisamos realmente aquilo tudo para passar uns dias descontraídos.

nós passamos de um espectro para o outro (podem ler a evolução neste post, um follow up aqui, e o estado actual da nação), e aprendemos muito com os nossos erros, e gastamos muito dinheiro mal gasto. por isso, a dica mais valiosa que posso deixar sobre este tema é:

começar com o mínimo essencial!

gasta-se menos a perceber que tipo de campistas somos (ou se queremos continuar a acampar depois das primeiras experiências). a partir daí vamos fazendo upgrades ao material à medida das nossas necessidades.

...next, material!

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

bucket list

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores: #11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

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