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anos terminados em número impar costumam ser manhosos, eu até nem sou muito supersticiosa, mas tá-se a tornar num facto. 2015 foi em simultâneo, um ano epicamente bom.. e epicamente mau.

foi o ano das passeatas. a pé! começou com o desafio da rota vicentina, depois continuou para os lados de sagres e lagos, e terminou em manteigas. sem esquecer com as tardes passadas a palmilhar na areia. na galé, em tróia, da torre à comporta e voltar, da ilha do farol à culatra, e praticamente desde cacela velha até para lá do homem nú, e voltar (em dias diferentes, claro). também deixei muita sola em tavira e mértola.

com o verão vieram os fantásticos dias de praia na costa alentejana, o regresso ao este algarvio e a descoberta da ilha de tavira, as aventuras no algarve profundo. o outono trouxe um saltinho à estrela que nos proporcionou um belo fim-de-semana. muita parvoíce natural, muita doidice, muitas gargalhadas, e sobretudo muita gulodice. foi grande!

.. só que ao mesmo tempo, vi uma parte do meu mundo a desmoronar-se e não foi fixe. muitos desgostos, muitas incertezas, e muitas dúvidas. serve para relembrar que nada dura para sempre, e que provavelmente as mudanças não são más, tudo está na forma como as encaramos. 

também vi a saúde a falhar a pessoas demasiado importantes. felizmente estamos cá todos, mas bolas... 

fartos das greves e dos tempos de espera insanos, voltamos a cagar nos transportes públicos e retomamos a avença. só tenho uma coisa a dizer quanto a isto: é um milagre ainda não ter o carro todo trucidado.. o trânsito de lisboa é uma selvajaria. tanta carta saída na farinha amparo, dass!

e por ter o carro sempre à mão, esgotei todas as desculpas possíveis e mais algumas para não frequentar um ginásio. as três tentativas anteriores não foram lá muito bem sucedidas, mas estou motivada.. é que se em março, quando começar a altura das caminhadas, eu OUSAR abrir a boca para dizer que estou enferrujada, ou que me sinto em baixo de forma e que não posso passar o inverno ferrada no sofá, JURO que pago a alguém para me dar um camaçal de porrada!

vejo este filme a acontecer desde há vários anos para cá: na mina dos carris, em montejunto, no pico ruivo, e também no trilho dos pescadores. pareço a merda dum disco riscado.. ai não tens estofo? tão vais alombar para o ginásio durante o inverno todo que te fodes! se não dobrar a quilometragem que fiz este ano, sou um ovo podre. tenho dezenas de percursos a acumular na to-do list.

por falar em filmes, este ano não vi muitos.. já séries, foi a dar c'um pau. fui apenas a um concerto, mas que valeu por uma mão cheia deles, tive algumas revelações musicais como os tame impala (mas depois saiu o álbum novo que não soou tão bem e a coisa esmoreceu, apesar de ter começado a ouvi-los por causa de uma música dele), o morning phase do beck, e o in colour do jamie xx. re-descobri a minha paixão por bent e moby, e berrei muito with teeth no carro. também passei muito tempo a ouvir bandas sonoras de filmes, tipo esta, esta e esta.

planos, desejos, resoluções, promessas e merdas para 2016 n'a pas, que esta aqui malta já se apercebeu há muito que viver sem agendas é bem mais interessante. é ir riscando os objectivos da bucket list. aproveitei as férias de dezembro para tratar de merdas pendentes que me dão uma entrada limpa no ano que se segue.

vá, agora venham daí esses 366 dias!

31 de Dezembro de 2015, às 23:54link do post comentar