Isa, you have failed this post

"you know, I've been meaning to tell you, it really weirds me out to no end the way you refer to yourself in the third person like that" :D

tão, a modos que andei meio hibernada durante três semanas, por culpa de uma inesperada maratona de arrow.

já tinha visto os cameos do bicho no flash, mas nunca lhe tinha prestado grande atenção. tipo, um robin hood dos tempos modernos, a stalkar os mauzões com arco e flecha. c'mon, que coisa mais saloia!

mas chegou o dia em que descobri que o flash é um spin off da série em questão e a curiosidade aumentou o suficiente (ou então foi mesmo saber que o brandon routh entrava nela) e achei que não me matava ver uns quantos episódios.

ai mãezinha, o que é que eu fui fazer..

fiquei agarradíssima desde o piloto. render-me tão cedo a uma série não é muito habitual, costumo precisar de uns quantos (e bons) episódios antes de declarar-lhe o meu amor incondicional. acho que tal coisa não acontecia desde o chuck :D

pelo meio, ainda tive um crash course sobre o universo dos comics da DC, gosto de ter bases para perceber aquilo que estou a ver, e especialmente para aperceber-me das patifarias que os argumentistas fazem nas adaptações para o ecrã.

o ambiente geral é muito dark knight (que amo do fundo da minha alma.. mas só os dois primeiros, o último faz-me desejar ter um chilique que mo apagasse da memória :P), sombrio e decadente. a montagem está excelente e a banda sonora ajuda a compor o cenário ideal para vigilantes e vilões desfilarem. quase parece uma extensão dos filmes do nolan. mais barata, vá!

no que toca a personagens a coisa está equilibrada. entre os principais e os secundários, quase todos desempenham um papel fundamental na articulação da trama e fazem-no com muita credibilidade, especialmente aqueles que têm uma secret agenda. há muito mistério, drama pessoal, solidão e isolamento em torno deles todos.

gosto muito, muito, do núcleo central ("team arrow"). existe uma química imensa entre as três personagens (e sem duvida entre os actores também), e formam uma equipa muito coesa e com uma dinâmica incrível, que faz toda a diferença na série.

o herói tem duas facetas completamente distintas, e tenta a todo o custo mantê-las separadas. volta e meia sofre um deslize e é obrigado a revelar-se, e os tipos são artistas em tornar esses momentos bastante intensos. 

é teimoso, obsessivo, meticuloso, e não vai parar enquanto não der a sua missão por terminada, custe o que custar. mas também muito carinhoso e protector da família e amigos.

apesar do ar de durão, tem sempre uma postura muito serena, até nos momentos de maior tensão. transborda confiança e tem um olhar tão penetrante que até dá arrepios hi hi hi. isso e o gajo a falar tira-me do sério, tem uma pronuncia fantástica, envolvente e melodiosa. also, aparenta estar em excelente forma física, benzó-deus :D'
pena que às vezes também pareça um canastrão, mas a culpa não deve ser apenas do actor, a personagem dele às vezes tem assim uns momentos menos felizes..

aliás, a eye candiness dificilmente passa despercebida. os produtores fazem questão de mostrar (muitas vezes) que têm ali actores muito saudáveis e robustos, ninguém fica mal na fotografia em tronco nú. normalmente nem costumo ficar muito entusiasmada com espécimens do sexo oposto, mas nesta série é impossível ficar indiferente à qualidade do material exposto :D

agora.. se tivesse publicado este post no fim da primeira season, o tom ia ser completamente diferente (do tipo pita histérica). mas depois vi as restantes e por ter achado que ficaram aquém das expectativas criadas pela primeira, desci à terra.

achei genial o enredo da primeira season, e bastante credível para uma narrativa sobre super-heróis. não há super-vilões nem poderes sobrenaturais, nem tecnologia avançada por aí além, apenas um gajo decidido a meter ordem na sua cidade pelas suas próprias mãos.

fornece exactamente as doses de mistério que precisamos para ficar colados, e tem umas reviravoltas bru-tais.
há um fio condutor entre todos os episódios, que nunca se quebra, e vai aumentando de intensidade à medida que a história avança. cada episódio tem vários sub-plots, que estão de alguma forma ligados ao principal, mas vão gradualmente desaparecendo quando o final se aproxima. às tantas mais parece que estamos a ver um filme cortado às postas.

mas é uma série sobre super-heróis, e é preciso suspender a descrença, aceitar uns buracos aqui e ali.. 

já a segunda acho que não começou tão bem. não segue a receita da anterior, parece desconjuntada e desesperadamente à procura do trilho. além disso, tem muito mais drama e traz um rol de personagens novos que acabam por se intrometer no núcleo central, o que não achei piada nenhuma.
os episódios finais são bastante intensos, o que compensa um bocado pelos primeiros. o boss desta é mais hardcore e tremeu as fundações dos good guys.

a terceira quase roça o desastre.. ainda mais trágica e depressiva que a anterior, com um argumento muito atabalhoado, nada convincente e cheio de plot holes, cada vez mais difíceis de engolir. querem contar muita coisa numa season só, e tudo acontece a uma velocidade furiosa.. ninguém tem tempo para respirar, nem nós nem os personagens. para muitas cenas, a única explicação possível é que descobriram o teleporte instantâneo (ou então andam às cavalitas do flash :D).
salva-se por uns quantos detalhes e por um vilão que veio do passado para se tornar numa espécie de aliado. é provavelmente o melhor actor da série e tem uma linha que nos fez desmanchar a rir 


"...and no offense, none of you are particularly good actors."

(certeza absoluta que isto é uma private joke entre eles muhahaha)

é nesta também que começam os crossovers com o flash, que dão um dinamismo porreiro a ambas as séries... mas também aumentam o número de oportunidades para meterem a pata na poça lol mas acho piada ver as duas séries em simultâneo, e as referências que eles fazem uns aos outros mesmo quando não há participações especiais.

todas as seasons são pejadas de flashbacks sobre o passado da personagem principal e que vão servindo para explicar como é que o moço conhece certas pessoas e assuntos, adquire capacidades e como ganhou aqueles graffitis todos no corpo. tudo a conta-gotas, claro. os da primeira e segunda season comem-se, os da terceira achei penosos..

outros elementos que gostei bastante, e que foram consistentes pelas temporadas todas (e espero que continuem na próximas):

humor, no meio de tanto drama é sempre bem-vindo. há diálogos muito bem dispostos, punsone-liners, e encaixam piadas com estereótipos muita bem. não foram poucas as vezes que tivemos que voltar a trás para rever cenas porque não conseguíamos parar de rir.

os argumentistas plantarem pequenos diálogos/detalhes aqui e ali, que no momento não fazem sentido nenhum, mas mais tarde vão eventualmente provar-se fundamentais para perceber ou interligar uma cena qualquer.

alguns plot twists são do melhor, metem completamente a acção ao avesso e há cliffhangers muita marados. claro que quando se vê a série de tacada isso não é propriamente um problema :D

referências em barda. acho isto valioso para estabelecer uma ponte entre a ficção e a realidade, e aproximar-nos mais do universo da série. muito fan service a alguns déjà vu.

e claro, pancadaria de criar bicho.

resumindo: é do mais puro entretenimento, e ainda faz um bom trabalho em arrancar-nos emoções variadas, e muitos suspiros.

por falar em plot twists, também eu sofri alguns:

aquele que foi o principal motivo para começar a ver a série (o routh) acabou por ser um presente envenenado.. foi o chuck all over again, nada bem-vindo.. o homem então, sempre que o via no ecrã quase que tinha um colapso nervoso muhahahah somos uns shippers do piorio, nós dois :D

por causa duns vídeos de conferências e entrevistas que andei a ver sobre a série, fiquei fã do actor que interpreta um dos vilões. passou a ser uma das minhas personagens favoritas, acho-o adorável.. achar um vilão adorável, ondé que já se viu? isto não é normal lol

e agora com licença que agora vou ver o season finale! espero não partir a tv..

14 de Maio de 2015, às 23:32link do post comentar