Madeira // dia 2

dia bonito, mesmo a pedir passeio. inauguramos as hostes em câmara de lobos e seguimos para oeste. a primeira paragem do dia foi logo ali no cabo girão - um dos principais pontos de atracção turística da ilha, mas que sem dúvida merece a visita.

os seus vertiginosos 580 metros de altura dão-nos uma vista incrível sobre a zona de câmara de lobos e funchal, e a plataforma com piso em vidro é tão assustadora como divertida. dá mesmo a sensação que estamos a andar no ar, os cámones tavam todos passados com aquilo hehehe

cabo girão

quem anda por aqui há algum tempo e conhece a minha pancada por falésias, já deve estar a imaginar que eu ali sentia-me como uma criancinha na noite de natal. confirmo :D

dali continuamos o passeio, por entre a via rápida e as estradas regionais, com passagem pela ribeira brava, ponta do sol, madalena do mar e calheta

a zona sul da ilha é um hino à exposição solar, desde que o sol nasce até que se põe. e os habitantes da ilha aproveitam muito bem essa característica, que aquelas encostas estão cheias de casas solarengas, com uma vista do caraças. que inveja!!

a paragem seguinte seria no farol da ponta do pargo. 

a ponta do pargo situa-se no extremo oeste da ilha e como tal, é visita obrigatória. especialmente o farol, que há mais de 90 anos avisa os marujos da proximidade de terra, do alto dos seus 312 metros - é o farol mais alto de portugal.

a imensidão do oceano, que no horizonte funde-se com o céu, dá aquele lugar uma atmosfera muito tranquila e pacifica, pelo menos em dias calmos como aquele que tivemos a sorte de apanhar. e a forma abrupta como a terra pintada de verde termina sobre a água, é poesia para os olhos. a beleza daquelas falésias é qualquer coisa..

ponta do pargo

algo interessante que reparei, é que a ponta parece separar às aguas do oceano, abrigando a parte sul da agitação a norte. adorei aquele sitio, suspiro só de me lembrar dele :)

also, foi ali que fizemos a primeira cache na madeira.


caching

 

o destino que se seguia era porto moniz. quando parámos no miradouro para apreciar a vista antes de descer à povoação, o carro tava a mandar um pivete a ferodo que doía.. pudera, a conduzir sempre em mudanças baixas, e a travar.. acho que nunca consegui a passar dos 50km/h naquela estrada, que tinha tantas curvas que não sei como não desatámos todos a vomitar lol

ainda por cima não havia no dashboard do carro um indicador de temperatura do motor, sempre andava mais descansada… ou então NÃO!!

cheguei a porto moniz toda amassada e já um bocado cansada de conduzir, apesar da distância percorrida não ter sido nada de especial.. mas ali iríamos parar, comer e andar um bocadinho. servia para renovar as forças para continuar o passeio.

porto moniz é uma pequena vila com muito bom aspecto. parece-me um excelente sítio para assentar arrais durante uns dias, a recarregar baterias.


piscinas naturais

 

as piscinas naturais convidam a ficar por ali umas horas, nem que seja pela beleza do cenário. não fomos ao banho, mas havia lá muito bife a marinar nas águas azuis do atlântico, protegidos das ondas pelas muralhas semi-naturais das piscinas.

ofereceu-nos também o primeiro sneak peek da imponente costa norte, que nos deixou ainda mais impacientes para conhecer o resto da ilha.

dali continuamos até s. vicente, felizmente por uma estrada *bem* melhor, e túneis.. tantos túneis.. abençoados túneis!

passámos pela serra d'agua, uma das zonas mais afectadas pelas enxurradas de há quatro anos atrás, mas a povoação pareceu-me recuperada da tragédia, pelo menos não vi sinais de destruição. andam por lá em obras pesadas, suponho que seja para evitar que volte a acontecer algo parecido.

nesse dia conduzi por um dos túneis que mais me tinha aguçado a curiosidade, quando andei a lamber o mapa da ilha, o túnel da encumeada. tem cerca de 3km de comprimento, e graças a ele, a ligação entre a zona norte e sul demora cerca de 20 minutos. MARAVILHA!! abençoados túneis :D

andei o dia todo em redor do paul da serra, um dos sítios que estava doidinha para conhecer. até me doía a alma com a vontade parva que tinha de subir até lá. mas ainda ia ter de esperar mais uns dias..

de regresso ao estreito já me sentia mais confortável naquelas estradas e já dominava o micra como se o conduzisse há anos. isto de me adaptar às coisas com facilidade às vezes dá um jeitaço do caraças \m/