Séries em 2017

à semelhança do ano anterior, também neste vi pouquíssimos filmes, e fora aqueles que lhes dediquei posts (que foram apenas dois), nem me apeteceu a escrever sobre os poucos que vi (as in, começa-me a faltar a pachorra para filmes de super-heróis, que é aquilo que mais vou ao cinema ver). as séries continuaram a dominar!

tão, estas foram as cinco que mais gostei de ver este ano:

the handmaid's tale
declarei-a a minha série favorita do ano e ainda só íamos em junho, e não mudei de opinião. entretanto, e por causa da avalanche de emmy's que recebeu, tem sido bastante falada. 

the deuce
como saudosista dos anos 70's (apesar de só ter vivido dois meses neles), adorei o ambiente desta série, super realista, sem polimento nem artifícios. as personagens são ricas e estão belissimamente caracterizadas, vão-se desenvolvendo em banho maria ao longo da série, sem grandes pressas nem cerimónias.

dediquei-lhe um post depois de ter visto o primeiro episódio, e não desiludiu até ao ultimo. fechou com véu de nostalgia, aquela sensação agridoce de fim de uma era, em que as coisas nunca mais voltarão a ser como antes.

mindhunter
outra série de época, facto que quase passa despercebido se não fosse pela tonalidade esverdeada, dessaturada, e escura da fotografia, e pela tecnologia oldskool usada nos adereços. é inteligente, analítica, e muito cirúrgica. é de desenvolvimento lento, e nem sempre de digestão fácil, mas cada episódio entrega uma dose de intensidade e suspense que nos mantém agarrados.

para além da premissa, que do ponto de vista da psicologia é fascinante, as personagens, o que as movia e a química entre elas, foi o que funcionou melhor para mim nesta série.

high maintenance
começou no vimeo há uns anos, mas só este ano é que encalhamos nela. é. TÃO. FIXE! é terrivelmente hipster, desde a música, às personagens, os cenários, até ao enredo - a vida como ela é, simples e por vezes cruelmente aborrecida. há um episódio em particular que acabamos os dois a enxugar as lágrimas, por ser tão.. belo? não sei, puxou as cordas certas cá dentro. a segunda season começa em janeiro e mal posso esperar.

mr robot
apesar de já ir em três temporadas, esta continua a ser uma das minhas sérias paixões dos últimos anos, cada temporada tem saído mais intensa que a outra. o último episódio desta foi brutalmente intenso, teve uma sucessão de plot twists que não são apropriados para pessoas que sofrem do coração. ainda assim, de todas as temporadas foi a que menos pontas soltas deixou, como se pudesse terminar por ali. esperemos que não!

menções honrosas:

future man, terminator meets back to the future meets duke nukem. é um fartote. se gostam de jogos de porradaria, cenas gore-ish, fuckups temporais, e doses maciças de estupidez (juvenil), esta série tem o vosso nome!

the orville, to boldly go where no man has gone before. não tava à espera de gostar muito desta, foi um guilty pleasure, vá.. canaliza bastante star trek, e eu não consigo atinar com star trek nem à martelada. anyway, o seth macfarlane faz a festa com um arraial de clichés de sci-fi, umas piadas brejeiras, e aproveita a boleia para mandar umas chouriçadas aqui e ali. a única coisa que esta série precisa urgentemente é de encurtar o genérico. é penoso!!

e também:

american gods, better things, billionscolony (que está cada vez melhor), dark (chiliques temporais, adoro!!), dark matter (que infelizmente foi cancelada), preacherstranger things (que não achei tão fixe como a primeira season), the expanse (que está cada vez melhor), the grand tour, the man in the high castle, e the night manager.

28 de Dezembro de 2017, às 09:00link do post comentar(1)