Summertime madness // Culatra

...ainda não aprendi que tampões para ouvidos é um acessório imprescindível para o campismo. acho que não dormi duas horas seguidas XP

vá lá que levantar às sete da manhã até tem as suas vantagens: o dia rende pa cacete. às oito e meia estávamos de saída de cabanas, prontos prá desbunda. começamos em tavira, onde fomos tomar o pequeno-almoço e aproveitar para conhecer o mercado.

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há pessoas que visitam museus, nós visitamos.. mercados (há pancadas piores, quero acreditar!)

dali seguimos rumo a olhão. de caminho fizemos um breve desvio para a fuzeta, nunca lá tinha estado e apeteceu-me conhecer. parece ser um sitio tranquilo, e bom para praia.

quando chegamos à zona ribeirinha de olhão, apanhamos um mar de gente. ah.. é verdade, estamos no algarve, já me esquecia :D

demos uma volta (visitar o mercado e tal) por lá, para fazer tempo da nossa "boleia" para uma das ilhas, a da culatra/farol. a da amona fica prá próxima, não se pode ver tudo de uma só vez para termos desculpa para voltar, rite?

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desembarcamos na ilha do farol (alguém me explica o porquê da ilha ter os dois nomes?) e fomos andando em direcção à culatra pela praia, que é fantástica! enoooooooooorme, de areia fina, sem ondas, e pouco frequentada entre concessões. muito semelhante a tróia, por acaso (mas com menos árvores).

ilha do farol

tava-se muito bem por lá, apesar de termos apanhado um certo vento, que entrou de mansinho e foi aumentado de intensidade pela tarde. o grande problema do vento é que não se sente o sol a morder e protector em spray não é lá grande coisa. se já vinha um bocado assada da galé, fiquei seriamente a precisar de biafine..

ilha da culatra UntitledUntitled

acabamos por sair de lá tarde e a viagem de barco ainda demorou - e mais um dia que não íamos chegar a horas de apanhar o barco para a ilha de tavira. fónix, tá complicado!

bom, já que estávamos sem pressas, bora passar ali pelo fialho a ver se é desta que conseguimos lá jantar.

..e foi!

alambazamo-nos com um arroz de marisco de comer e babar por mais (ainda que o estômago esteja a um lingueirão de explodir), que chegou à mesa ainda a gorgolhar!
por momentos até julguei que o homem fosse interromper o jantar a meio para invadir a cozinha, e pregar dois beijos a quem preparou o arroz. não se levantou mas pediu por duas vezes à empregada de mesa que fosse entregar os seus rasgados elogios a quem de direito.

ao dia de hoje ainda me espanta a quantidade de comida que enfardámos naquela refeição..

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não. sobrou. nada!

a noite estava quente e a lua cheia, mesmo a pedir um passeio para ajudar o arroz a descer à tripa, logo ali, pelas redondezas do restaurante, que fica situado paredes meias com a ria formosa.

tão e agora? nem penses que volto pró parque de cabanas...

ele: "albacora?"
eu: "albacora!!"

(inserir aqui imagem mental da isa a fazer a dança da felicidade)

não pudemos desfrutar do nosso adorável quarto assim que fizemos o check in porque EU. PRECISAVA. DE. BIAFINE!

demos com o nariz na porta do gran-plaza, que as dez da noite já tinha encerrado. toca de seguir para o centro da cidade, comigo a rezar a todas as entidades de existência duvidosa que me lembrei, por uma farmácia aberta aquela hora e.. TÃO NÃO É QUE ENCONTREI UMA, no caminho para a gelataria? (sim, que o homem aproveitou logo a oportunidade para ir à muxagata) muahahahah devo ter sido uma pessoa muito boazinha na minha vida passada!

há que deixar registado um breve episódio: a farmacêutica que me atendeu, que não foi buscar o meu ansiado unguento arrastando as trombas pelo chão, porque era tarde e ela preferia estar em casa a descansar do que atender turistas manhosos que se lembram de ir buscar medicamentos não urgentes a horas impróprias. não só me recebeu com uma simpatia quase desconcertante, como desbobinou uma série de informações, recomendações para o meu escaldão e até histórias pessoais.
não estou habituada a tanta amabilidade lol