Summer of 16 // the end

domingo, último dia de férias. porque que o tempo passa tão depressa quando a vida está a saber tão bem. porquêeeeeeeeee? chuinf.. pequeno-almoço, ronha no quarto, arrumar a bagagem, fazer check-out, assentar arraiais no spa. depois um mergulho na ria. depois um mergulho na piscina do hotel. e entretanto eram quatro da tarde, hora de iniciar o regresso à base. mas estava difícil de arrancar o homem para fora do hotel lol

passamos por santa luzia, para ir petiscar salada de polvo e muxama de atum, que com aquele calor, era a única coisa que apetecia. fun fact, no nosso último dia em tavira, estava precisamente a mesma temperatura que no último dia do ano passado, 37ºC \m/



nos planos estava ainda uma breve paragem em s. brás de alportel, em busca da doçaria regional épica, estrela das nossas sobremesas no pavilhão da ilha. se tivéssemos jantado lá os 12 dias, tinha voltado para casa com 5kg a mais em vez de 2, só naquelas iguarias decadentes de ovos, amêndoa, figo, alfarroba, batata-doce e frutos secos.

na loja onde fomos havia porções boas para degustação, dava para provar várias coisas. escolhe-las é que foi difícil. e apesar do calor, achámos que uma infusão de menta era a única bebida capaz de ajudar a dissolver melhor aquelas bombas de açúcar :D'



alfarroba e limão; batata doce e amêndoa (pqp,se era bom!!); alfarroba e doce de ovos; e figo com amêndoa; só de me lembrar, apetece-me lamber o monitor lol

pelo caminho ainda parámos para jantar em alcácer do sal, numa tasca muita castiça. outra excelente descoberta graças ao tripadvisor. 



ali apercebi-me que pela primeira vez em 5 anos, as nossas férias "grandes" não passaram pela costa alentejana. não faz mal, ela não vai a lado nenhum.. e como agora tá na moda, devia estar tão cheia como o algarve, anyway.

conseguimos sobreviver a (quase) duas semanas de campismo em agosto sem traumas. acampar em agosto não é inédito, já o fizemos durante uma semana em 2013 e outra no ano passado, daí sabermos que podia ser complicado. mas aquele parque tem uma grande vantagem, não mete muita gente e à noite é muito calmo.
foi também a primeira vez que ficamos duas semanas inteiras no mesmo sítio, e descobri que isso tem uma desvantagem: as rotinas instalam-se e os dias parecem sempre iguais. uma semana é perfeito, duas às tantas começa a aborrecer e a pedir mudança de ares. isto é uma boa nota mental.

tudo o que tenho a dizer é que estas foram umas belíssimas férias. chegaram na altura certa, e deu para carregar as baterias, para o que aí vem :D

...e pronto, that's all folks!

 
álbum completo da coisa no sitio do costume

Summer of 16 // o spot

chegamos ao parque por volta das nove da noite. não estava a abarrotar, mas todos os nossos spots favoritos estavam tomados. entretanto topei que um dos mais concorridos estava ali desamparado, a fazer-nos olhinhos. provavelmente tinha vagado havia pouco tempo.

não é costume ficarmos tão perto dos balneários, mas a sombra era boa e não haviam muitas tendas à volta. decidimos arriscar, se fosse complicado por causa do ruído, era mudar o estaminé para outro sítio. mas entre o barulho dos autoclismos e o dos tractores a jardar pela manhã, venha o diabo e escolha. bom, em último caso, tínhamos tampões para os ouvidos.

acabamos por ficar naquele spot até ao final da estadia. apenas os dois últimos dias foram mais barulhentos, muitos dos residentes começaram a levantar o arraial fixo de três meses, e havia muita lavação de loiça e muita tagarelice.

a vida selvagem era o que produzia mais ruído. desde as cigarras que pegavam cedo ao serviço, à passarada. numa das manhãs, fui acordada por uma discussão conjugal entre um casal de pegas por cima da tenda. inacreditável a chinfrineira que aqueles pássaros fazem. also, até no reino animal os machos levam nas orelhas das suas companheiras. pelo menos foi o que deduzi da conversa lol

por não termos vizinhança colada à tenda, à noite não havia sinfonia de roncos, e adormecia embalada numa aprazível combinação de sons: a ondulação do mar, o trilar dos grilos, e o piar das corujas. tão booooom!! é sem dúvida alguma, a melhor parte de acampar.

anyway, descobri duas grandes vantagens em ficar próximo dos balneários (não que vá fazer hábito disso, but still): sabemos sempre quando estão a ser limpos (e rir das rants das mulheres da limpeza enquanto o fazem muhahaha), e os telemóveis andavam sempre carregados, não era preciso andar com powerbanks atrás nem cravar tomadas nos restaurantes \m/

e se andar só em t-shirt e cuecas já era algo que fazia sem pudores nenhuns naquele parque, agora, até ir tomar banho ao balneário masculino deixou de ser um acto furtivo (e não sou a única a fazê-lo, certos achados no conteúdo dos baldes do lixo dos chuveiros sugerem que a frequência feminina naquelas instalações é uma constante). encaro a coisa como se fosse um balneário misto, apesar de ir sempre fora de horas, para não perturbar o ambiente. obrigada gajos, por serem tão boa onda e não se importarem em partilhar as vossas instalações!

to be continued...

Evolução campista III

fez este fim-de-semana dez anos que nos estreamos como campistas.. dez anos..

<inserir rajada de clichés e insultos sobre o tempo andar a mil à hora sem consideração por nada nem ninguém>

acampar tornou-se rapidamente na nossa forma favorita de passar férias e fins-de-semana de verão. temos aprendido muito sobre como viver com o mínimo essencial, a lidar com imprevistos, e a improvisar. aprendemos sobretudo, o valor inestimável do contacto com a natureza, e a liberdade e descontracção que isso proporciona. e que não precisamos realmente de muito para ser felizes, porque os grandes momentos das nossas vidas podem passar por algo tão simples (por mais lame que possa soar) como um assistir a um pôr de sol deslumbrante ou inspirar o aroma adocicado da resina dos pinheiros num dia quente.

achei que era data para ser comemorada a rigor, no parque de campismo eleito para a nossa estreia, galé. quem passa aqui pelo tasco desde os seus primórdios, conhece bem a minha pancada por este parque, also known as "resort alentejano", "estância de férias", "pedaço de paraíso". nestes dez anos, não houve um único verão que não tivéssemos passado por lá, nem que fosse apenas para um fim-de-semana. 

é o nosso sítio favorito na costa alentejana, mas... pela primeira vez em dez anos não senti formigueiro do estômago ao ver a entrada parque revelar-se ao fim da estrada. desapareceu no ano anterior e tenho suspeitas que não volta tão cedo. no verão passado tive um desgosto enorme, ao chegar lá e encontrar o meu spot de oito anos seguidos, invadido por um arraial fixo de tendas de "glamping".. s’aquela merda custou..

levei o inverno todo com esperança que este ano não regressassem, e a parcela fosse devolvida aos campistas habituais. mas não, voltaram e em maior quantidade, as tendas de "glamping" espalham-se como um vírus. se tivesse planeado assentar a tenda na mesma localização da primeira vez, não podia fazê-lo, porque até essa zona já foi reclamada pelo surf camp ou lá o que vem a ser aquilo. a manter o ritmo, em poucos anos vão minar completamente toda a zona costeira do parque :P

nunca é demais relembrar que temos mesmo que aproveitar todos os momentos (especialmente os bons), porque nesta vida nada dura para sempre.

bom, desgostos à parte, continua a ser o melhor camping onde já acampei, e pode ser considerado "culpado" por esta história ter pegado tão bem. está localizado numa zona fantástica, as instalações são boas, tem montes de espaço, e a praia continua a ser uma das mais bonitas onde já meti as unhas dos pés.

em 2006 o acesso ao parque fazia-se por estrada de terra batida, eu achava que não conseguia viver sem o portátil, ligação à internet, televisão por cabo e bidés. levava uma carga insana para dois dias e achei que ainda faltavam coisas HA HA HA HA HA impressionante como as coisas mudam!

ao longo do tempo fomos arranjando truques, construindo hábitos, e afinando a carga ao mais ínfimo pormenor. a evolução tem sido brutal. quando escrevi este post, estava convencida que era impossível esmifrar ainda mais a carga. o camping de tavira veio provar-me o contrário. a tralha base (tenda, saco cama, colchão, almofadas) cabe agora toda num trolley de 50l que está a passar o verão na mala do carro.



a velhinha 3 segundos, companheira de aventuras praticamente desde o inicio (não esteve na estreia, veio um mês depois), e apesar dos sinais de desgaste, ainda está ali prás curvas, mas este ano achamos que estava na altura de fazer um upgrade, mais arejado e fresco.



pode demorar mais tempo a montar e desmontar, mas o espaço que ocupa quando arrumada não tem comparação. e é muito fixe estar lá dentro na descontra, com as "portas" abertas. também tropeçamos num invento brutal, um colchão insuflável super compacto com bomba de encher integrada, não só não precisamos de ir com a bomba atrás, como enche mais rápido que o anterior, como é bastante mais confortável que qualquer um dos três que já usamos até hoje. o sacos de compressão foram outra descoberta muitíssimo útil.

portantos.. dez anos, três tendas, nove parques de campismo, duas praias selvagens, e incontáveis episódios depois, acho que já nos podemos considerar especialistas na matéria. e apetece-me escrever uns posts sobre o assunto :D

ps. vou deixar aqui o link para o post da estreia, mas.. ficam por vossa conta e risco, naquela altura eu escrevia de uma forma algo.. indelicada LOL

Truer words have never been spoken

enquanto secava à espera que a roupa secasse (um destes dias tenho que falar sobre o fantástico conceito da lavandaria self-service, ao qual estou completamente rendida), peguei num dos jornais que estavam na mesinha e encalhei numa reportagem deliciosa sobre campismo. felizmente também foi publicada em formato digital:

“O trabalho e até os hábitos de relacionamento com os outros são baseados em convenções e artifícios, materiais e mentais. Mas o ser humano precisa também do contacto com o mundo, com a natureza não humana. Sentir a temperatura e as suas mudanças, o sol, o vento, a humidade, os mosquitos à noite. Não podemos ter medo dessas coisas, fugir delas. Faz-nos bem mergulhar no mundo natural, interagir com ele, como se fôssemos um dos seus elementos. Dormir numa tenda significa uma entrega muito profunda. É estarmos na natureza sem defesas, no nosso momento mais vulnerável, quando não teríamos capacidade de reagir a qualquer agressão. É uma espécie de pacto de confiança com a natureza.”

não lhe mudava nem uma vírgula!

Episódios da vida no campismo III

duas semanas de campismo em quatro parques diferentes é coisa para render histórias até aos dias do fim. devia anotá-las, especialmente os detalhes, mas férias são férias. aqui ficam as mais engrassadas, ou pelo menos as que ainda me lembro (e que não chocam muito as pessoas lol)

numa solarenga manhã na esplanada da piscina, testemunhei o verdadeiro pequeno-almoço de campeões: um tipo a empurrar uma napolitana de chocolate, ora com uns golos de coca-cola, ora de café, temperando a refeição com umas baforadas de nicotina. a noite deve ter sido agitada para precisar de tanto power logo pela manhã :D

música ao vivo durante o banho, que luxo.. ou então não : / uma miúda cantava em altos berros com aquela vozinha estridente que faz ranger os ossos, e não. se. calou. um. minuto! não sei como é que a mãe conseguia aguentar aquilo, que tortura.. also, não foi a única vez que apanhei putos a cantar.. o que é que se passa com os putos agora que deram em andar sempre a cantar?

o sossego da última mijinha da noite foi interrompido pela camonada do surf, que tomou os balneários de assalto e em grande algazarra. comecei a trocar SMS's com o homem, a mandar vir com o cagaçal produzido pelas bifas mais as conversas de chacha que prali iam. parece que no lado dele a coisa estava mais interessante, ou deveria dizer, quente: havia pinocada no duche, com claque a torcer e tudo. só faltou aplauso quando a actuação terminou.

regressávamos à tenda depois do passeio nocturno, já na hora de silencio (meia-noite), quando reparamos que a malta do acampamento ao lado estava *novamente* a acender o fogareiro. estas pessoas simplesmente não paravam de comer!! aquilo parecia a grande farra. comiam, comiam, comiam.. mal os seguranças meteram os olhos naquilo foram logo mandar apagar o fogo. são horas de dormir, não de fazer churrasco!

num dos parques havia sanitas ao ar livre (? yah..). como argumento para me convencer a pernoitar lá, o homem garantiu-me que arriava o calhau numa, à vista de todàgente, e que eu podia gozar com ele à vontade. não cumpriu, humpf.. (mas com razão, vá.. acontece que aquelas pias serviam para despejar os depósitos das caravanas lol)

se em s. miguel ficámos desconfiados que havia uma máquina de mandar calar a malta (ouvia-se um "shhhhh" a cada 15mn), em tavira a hora de silêncio era anunciada por altifalante:

"sôres campistas, são vinte e três horas, vai dar inicio à hora do silêncio. obrigado"

haviam lá uns moços muito espertos, que pela calada da noite passavam uma extensão até às tomadas dos balneários, e ao raiar do dia iam recolhe-la. não é mal pensado, não senhora..

mas o que é mesmo bonito de se ver nos campings é aquela malta que carrega *tudo*, até a iluminação vintage da sala. não consegui fotografar aquele candeeiro cheio de braços e ornamentos, com muita pena minha..

na primeira manhã que acordamos em s. miguel, tínhamos um carreiro de formigas a passar alegremente pela tenda. se calhar já remendávamos os buracos, não? fomos comprar gafa e tratamos do assunto. mas no dia seguinte, as gajas tinham voltado, não se percebia bem por onde. mas nada a fazer, que eu recuso-me a fazer linhas de pó branco à volta da tenda. além disso sou eu que estou lá a mais, não as formigas.

o problema resolveu-se por sí só, com a chegada dos campistas de fim-de-semana. um acampamento espalhafatoso assentou ao nosso lado, e trouxeram comida. muita. as formigas adoraram!
era acordar a ouvi-los a barafustar, que nem no carro a comida estava a salvo da gula das formigas muhahahah faziam barulho mas livram-nos da praga, é caso para dizer, há males que vêm por bem :D

tenho uma relação um bocado complicada com crianças e desconfio que elas topam qualquer coisa de estranho.. põem-se embasbacadas a olhar para mim duma forma tão creepy que me apetece ir a correr buscar um exorcista (só não sei bem se para mim ou para elas).

das várias situações menos confortáveis que os pequenos humanos me proporcionaram nestas férias, esta leva o prémio: a caminho do balneário, passei por um puto a rezingar em francês com os irmãos ou que eram, por não o deixarem brincar com eles. viu-me e calou-se instantaneamente.
pouco depois apareceu à porta do balneário, a uns passos de mim, que estava abancada no lavatório junto à entrada a escovar os dentes. e ali ficou, a fitar-me como se fosse uma atracção num zoo (parecia assustado e tudo). este puto era uma fotografia. os bracitos apertavam junto ao peito um ursinho peluche desbotado, tinha as faces húmidas da choraminguice e ranho ressequido no nariz.. e estava com soluços.

por momentos considerei pregar-lhe um susto a ver se aquilo lhe passava, mas depois achei que era capaz de ser má ideia.. imaginei-o a desatar num berreiro desgraçado e ir fazer queixinhas aos progenitores, e que estes não ficassem contentes com a minha (boa) acção, e eu não falo a língua para explicar que era só para livrar o amoroso petiz dos soluços. além disso, suspeito que assustar uma criança não é coisa muito adulta de se fazer. suspeito também que talvez eu ainda não seja totalmente adulta. mas isso é outra história :D

e para terminar, achievement unlocked: atingi finalmente o nível máximo de descontracção no campismo, andar pelo parque em t-shirt e cuecas. é tão. libertador (também andei em bikini, mas aquilo ali é praia anyway)!

3 de Setembro de 2015, às 00:08link do post comentar ver comentários (2)

Summertime madness // Costa Alentejana

depois de uma breve passagem pela terrinha, seguimos para o último destino das férias, o já clássico eixo odeceixe - são teotónio - zambujeira.

no primeiro dia estivemos pelo carvalhal e éramos para ter ficado lá no camping, que fica perto da praia e dá para ir a pé.. mas eu não consigo. aquele chão, que nem dá para espetar as estacas da tenda e aquelas árvores não funcionam para mim, apesar das instalações serem impecáveis.

assentamos no de s. miguel e ficámos muito bem servidos. ao contraio da nossa estadia anterior, o parque estava vazio e até chegar o fim-de-semana foi uma paz, interrompida apenas pela motoreta dum velhote que guardava o parque e que gostava de passear-se por lá, às oito da manhã. tipo alvorada.

o tempo por ali não andava nem lá perto daquele que apanhamos em tavira, o que não foi mau de todo porque assim não passávamos os dias esticados na areia. houve tempo para tratar da roupa, fazer limpezas e pequenas reparações no material,

Untitled spring cleaning

moooooorfes a horas impróprias :D'

Untitled morcela de farinha

e passeio. por exemplo, se tivessemos passado o dia de papo pró ar, não tinhamos descoberto esta "sala de estar" com uma vista fabulosa sobre a praia da arrifana lol

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na azenha do mar, enquanto esperávamos por mesa, fomos a uma loja de artigos de pesca comprar um saco para carregar o chapéu e o resguardo. nessa loja - a 230km de lisboa - ficamos a saber o que é que raio atrai tanto pescador às margens do tejo: corvinas!

o saco serve o propósito na perfeição e tem estampado um lema, "pesca é a minha paixão”, que puxa logo umas piadas. mas mais piada tem quando regressamos da praia e nos cruzamos com pescadores que vão a caminho, e que ao topar o saco metem conversa connosco sobre as condições da pescaria, e nós ficamos a olhar para eles com alta poker face, a tentar decifrar o jargão e responder qualquer coisa que faça sentido muhahaha


no sábado de manhã estivemos por almograve donde participámos numa iniciativa épica, mas é coisa para merecer um post dedicado, lá chegaremos.

surprise

e à tarde, SUP na ribeira de seixe, YAY! finalmente.. mas para chegar à ponte são precisas duas horas, uma não chegou para tanto.

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ah, é verdade! comi uma bola com creme em odeceixe, para não dizerem que sem creme não têm piada lol o efeito foi idêntico ao da primeira, anyway.

e os pores-do-sol por ali continuam deslumbrantes e a proporcionar despedidas perfeitas.

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no domingo arrumámos a tralha e viemos subindo a costa alentejana, muito lentamente e a parar a cada 5 minutos, até tróia, onde demos as férias "grandes" por terminadas :)

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the end!


album completo da coisa aqui

Summertime madness: ilha de Tavira

viatura cirurgicamente estacionada, que eu agradeço a disponibilidade mas gosto muito da minha pintura e dispenso decoração nova, e toca de reunir os mínimos olímpicos para levar para a ilha.

tenda e almofadas + saco cama + saco com todas as outras coisas necessárias + tralha da praia. mesmo assim foi uma carga diabólica para dois pares de braços fracotes. prá próxima não esquecer um carrinho-de-mão também.

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...e eis que ao terceiro dia, conquistávamos finalmente a ilha de tavira YAY

o camping dali funciona de forma um bocado diferente daquilo que estamos habituados. quando damos entrada temos que pagar logo os dias que vamos ficar...

hum.. mas nós não sabemos quantos dias vamos ficar. ok, começa-se com um e depois logo se vê. lá barato é.. mas tem um catch, que descobri enquanto o homem tratava das coisas: o banho de água quente paga-se.. eix.

não é muito grande, mas estava praticamente vazio, o que é fixe. montamos a tenda à sombra dum pinheiro numa zona mais afastada, que gostamos de estar à vontade e sem barulho. parecia perfeito. com ênfase no "parecia" lol mas já lá vamos.

alojamento tratado fomos conhecer os arredores e a praia, que ainda só tínhamos estado na terra estreita, a um par de km’s dali. 1...2...3...4...5...6 restaurantes. bom, à fome não morremos!

eram nove da noite e o ambiente da praia não podia ser mais acolhedor. um silêncio apenas quebrado pelo som terno do oceano e de uma ou outra ave marinha a cruzar os céus. as cores do entardecer a variar entre o dourado do pôr-do-sol e o prateado do nascer da lua no outro extremo. e a brisa quente que aconchegava o corpo e a alma, e trazia consigo o cheiro da erva-caril que se misturava com o da maresia e fazia cócegas até às pontas dos pés. bliss!!

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jantámos num dos restaurantes, praticamente com os pés na areia, e estivemos na praia até por volta da meia-noite, a curtir o enorme luar. nem apetecia sair dali. se não estávamos no paraíso, não andávamos longe :D

depois, 1€ por 5mn de água quente. ora bolas, se quiser lavar o cabelo tenho que meter outro euro..

depois, na manhã seguinte fui violentamente acordada por um camião a jardar junto à cerca do parque, uns minutos e outro veiculo tipo moto 4.. ca raio? levantei-me e espreitei.. uma "estrada”.. junto à cerca do parque.. que por acaso estava logo ali ao lado.. olha que giro. era só a única via de ligação entre os restaurantes e o cais de carga. foi a manhã toda naquilo.. e o pozedo que aqueles bichos faziam? sinfonia de espirros e nariz entupido XP

e para além dos mini tractores a passar para cima e para baixo a manhã toda, a natureza também parecia um bocado violenta. quer dizer, eram só 3 ou 4 pegas-rabudas que andavam prali numa algazarra pegada umas com as outras. uma pessoa está habituada ao canto apaziguante das rolas, até fica assustada com aquela histeria toda lol

depois pagamos 7€ pelo pequeno-almoço no bar do camping e começamos a ficar nervosos..

mas tudo aquilo se dissipou quando tirámos a temperatura à agua do mar, um caldinho, que me fazia lembrar as caraíbas, só faltavam mesmo as palmeiras. a juntar à enorme e quase deserta praia de areia fina, à tranquilidade da paisagem e ao calor que inundava aquelas paragens, valia por todas as provações que tivéssemos que passar no parque: o trânsito matinal, o pó, as pegas aos guinchos, pagar pelo duche, o preço do pequeno-almoço...

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e já mencionei que se comia bem nos restaurantes da ilha? experimentamos três dos restaurantes e nenhum nos desiludiu. que belos repastos, cada um mais guloso que o anterior :D'

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sobre história de se pagar os banhos quentes, tenho que fazer uma confissão: para algumas coisas, sou terrivelmente sovina!

tão já que tenho que pagar para ter 5mn água quente, nenhuma gota será desperdiçada!
vai daí tomámos banho sempre juntos. nada que não tivesse acontecido já, quando estamos acampados é habitual irmos ao banho tarde, quando já não anda ninguém pelos balneários. dada a oportunidade, esgueiro-me para um cubículo de duche com o homem.

era molhar à vez, esfregar o gel, e passar por água e já está.. e no dia seguinte, de manhã, lavava o cabelo com água fria, com todos os cuidados e requintes que a minha luxuriosa juba merece. problem solved!

o check out ali é até às três da tarde. todas as manhãs tínhamos que decidir se ficávamos mais uma noite ou arrumávamos a tralha e dávamos à sola.. e lá íamos religiosamente todos os dias, às duas da tarde, carregar mais uma diária. quem é que no seu perfeito juízo lhe apetecia sair daquela ilha?

Summertime madness // Galé

sábado. andei dias a fio a dizer que queria ter tudo pronto na sexta à noite para não desperdiçarmos um segundo que fosse das duas semanas de férias. mas entre deixar a casa arrumada, finalizar os pormenores da bagagem, carregar o carro, e ir deixar a gata à dos "avós" a coisa arrastou-se até às tantas.

passava pouco da meia-noite quando finalmente aterramos no parque. íamos todos lampeiros ao nosso spot favorito, quando..

WHAT.. DA.. FUQ??

um... surf.. camp.. aqui??? e a ocupar a melhor fatia de real estate do parque todo? EEEEEEEEEEEEEEEEEK

entrei logo em modo sheldon, ur in my spot!!

mas uma coisa é chegar lá a um sábado à tarde e ele estar ocupado, e no dia seguinte vagar e eu arrastar para lá a barraca.. outra coisa é encontrá-lo vedado e cheio daquelas tendas maricas de - argh.. vou ter mesmo que escrever aquela palavra horrorosa - glamping, que não vão a lado nenhum tão cedo.. PQP!

mas o que não falta no parque é espaço, acabámos por assentar num sitio que não era mal de todo e deixei de pensar (muito) no assunto.

domingo, primeiro dia oficial de férias. YAY!

durante uns tempos vai ser só dormir, comer, praia, comer, tomar banho, dormir - não subestimem esta rotina! é muito mais extenuante do que parece à primeira vista :D


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tivemos um dia de praia interessante, que envolveu o homem acudir um baywatcher que se voltou numa moto 4. vinha a jardar pelo areal fora, até que passou por alguma duna mais inclinada e ficou de pernas rodas pro ar. não sei se ia em missão ou se estava apenas a queimar combustivel e a perturbar a pacatez do cenário só porque sim. se foi por esta segunda, então certamente houve karma envolvido naquele pinote..

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maravilha de praia, cum caneco.. e todinha para nós!

mais tarde seguimos um conselho e demos uma corridinha descalços, e.. em pelota lol a sério que não me ocorre experiência mais libertadora. se não tivesse a depilação feita e fosse no encalço de uma potencial refeição, seria tipo regresso às origens muahahah

segunda-feira é um dia fixe no parque, que a maralha do fim-de-semana já se meteu na alheta e o clima fica bem mais sossegado (mas deixaram uns quantos episódios dignos de registo, lá chegaremos). descemos à praia por volta das três da tarde, depois de termos passado a manhã toda na ronha entre o bar da piscina e a tenda.

tough life

não dá para ver, mas tinhamos vista prá serra da arrábida

entretanto a tarde começou a arrefecer, por culpa dum nevoeiro manhoso que decidiu instalar-se muito sorrateiramente, assim como não quer a coisa. por volta das sete da tarde, já tinha tomado o céu por completo… hum, já vi isto acontecer antes e não é lá muito fixe. à noite, quando fomos jantar a melides, os meus receios confirmaram-se.. era apenas junto à costa, 5km para dentro começava a dissipar.. déjà vu!

"migo, se amanhã continuar assim, arrumamos a tralha e vamos morder o ambiente a sul" fiz saber ao homem.. nenhum outro dia destas férias de verão será desperdiçado no meu turno!

Episódios da vida no campismo II

a grande probabilidade de não haver outro fim-de-semana com condições para acampar este ano fez-me querer arriscar a galé em agosto. sabia perfeitamente ao que ia e não estava muito preocupada.. há pouca coisa que as nossas mad skills de campistas não consigam dar a volta :D

sábado. chegámos lá, largamos a tenda no sitio do costume e fomos directos para a praia, que estava a abarrotar. nada que não se resolvesse com uns minutos de caminhada pelo areal fora, até um spot onde não houvesse vivalma num raio de cinquenta metros. 
às sete fechamos a loja e fomos logo fisgados ao jantar, antes da enchente. às 10 da noite estávamos de banho tomado e abancados no bar da piscina, muito bem acompanhados por umas somersby geladinhas e amendoins. zero de stresses! 

mentira.. houve um stress: o meu chuveiro favorito tinha o mecanismo de água quente avariado, tive que ir ao do lado. buáááááá!!

mas recuando umas horas no tempo.. enquanto esperávamos que o restaurante começasse a servir, às sete e meia, assistimos um grupo de tugas espertalhões a tentar a sorte.

ao chegar, deram de caras com uma pequena multidão junto à entrada principal e foram sentar-se numa mesa mais afastada, perto de uma das portas laterais que por acaso estava aberta. pouco depois, as cozinheiras começam a servir o jantar aos salva-vidas e seguranças do parque. os nossos amigos acharam que esperar era coisa para falhados e não vão de modas, entram pela porta lateral como quem não quer a coisa, e metem-se na fila para serem servidos. a malta que estava cá fora ficou um bocado aborrecida.. quer dizer, estamos ali pacientemente a cumprir as regras, e os outros entram e tão-se a cagar pró resto do mundo.. tá mal!

já estavam de tabuleiro na mão quando foram topados pelos seguranças. toma lá raspanete e ordem para voltar lá para fora, ide esperar como os demais. e só assim por causa das tosses, um deles ficou a guardar a entrada para ver se não havia mais alguém armado em carapau de corrida. gostei de ver.

entretanto, meia-noite. acaba a música ao vivo providenciada por uma banda de covers que até se safava e começa o êxodo para a praia. como esperado, a festa continuava lábaixo no bar. uma barulheira por aquele parque fora que só visto, apesar de já estarmos no suposto horário de silêncio.. virtudes do mês de agosto.

já na tenda e enfiada debaixo do edredão, ainda puxei do kindle mas o som da ondulação embala-me de tal forma que meteu comigo a dormir em menos de nada, apesar da algazarra que ia lá fora. 

mental note: tenho que arranjar uma daquelas máquinas de sons naturais, a ver se isto do mar também funciona com insónias!

por volta das três e meia da manhã despertei. o corrupio entre a praia e o parque era incessante.. se as pessoas podiam andar de madrugada por lá sem incomodar ninguém, bastando para isso reduzir o volume da voz e evitar gritos e gargalhadas sonoras, podiam.. mas enfim, não seria a mesma coisa.

no meio das vozes havia um barulho repetitivo que me estava a incomodar… possivelmente um puto de chinelos nos pés a correr de um lado pró outro, xlac-xlac-xlac e não havia maneira de parar…
à minha terceira ameaça passiva, que dali a nada saltava pra fora da tenda e mandava-lhe uma chapada nas trombas, o homem informa-me que "não é puto nenhum, são os gajos da tenda ao lado a pinar (com f)" ahh.. ok.. tá bem..

ainda tiveram naquilo uns valentes minutos até que às tantas chegaram à conclusão que sexy time na tenda é uma actividade de risco, maus jeitos acontecem com bastante facilidade e podem resultar em lesões dolorosas muhahaha anyway, entre o martelanço e os cochichos acompanhos de risadas que se seguiram, venha o diabo e escolha.

tampões prós ouvidos. tampões prós ouvidos. tampões prós ouvidos. tampões prós ouvidos. se repetir isto muitas vezes pode ser não me esqueça da próxima vez que vir acampar nesta altura.

eventualmente a galhofa acalmou o suficiente para que eu caísse novamente no sono. naquilo tudo, o que me mais me estava surpreender era não ouvir música em altos berros como bem me recorda de agostos anteriores, ouvia-se apenas uma leve batida, que se diluía no barulho do oceano.

conta o homem que pouco depois, acordou comigo a gemer de aflição. devia estar a ter um dos meus famosos pesadelos induzidos pelo campismo, mas que por acaso não tenho memória dele (uma pena), quando ouve um comentário vindo da toca dos coelhos:

"quem é que se põe a fazer (qualquer coisa que ele não percebeu lá muito bem, mas subentende-se) às cinco e meia da manhã?"

olha'mestes! tão duas horas antes távam prai num bate-chapa de tal modo furioso que parecia que vinha aí o armagedão e a vossa salvação dependia disso, mas as pessoas ao lado (ainda que não fosse o caso) já não podiam fazer o mesmo porque o barulho incomodava? que lata!

já o dia começava a raiar quando fui novamente acordada por uma zaragata entre um grupo de putos e os seguranças.. era só berros e ameaças e o caneco. há malta que realmente só está bem é metida em desacatos #YOLO!

depois disso só voltei a despertar às 11 da manhã com o chinfrim da criançada dum acampamento ali perto. podia ter sido pior lol

Férias "grandes", o post!

tava dificil lol

 

junho sem campismo não é junho! e como no ano passado não tivemos oportunidade de o fazer, dizer que estávamos doidos por uma semana na nossa estância de férias favorita, não faz justiça ao nosso estado de euforia quando chegámos ao parque.

 

como nas últimas férias mal parámos para respirar, estas queriam-se calmas e descansadas, estilo não mexer uma palha - e não conheço de melhor sitio no mundo que a galé para fazer render o tempo.. aliás, suspeito que existe ali um vortex que destorce o espaço e o tempo, tal não é a lentidão que os dias demoram a passar. dois parecem quatro e quatro parecem oito.. ou então é mesmo porque não se faz absolutamente nada :D

 

o que vês tu da tua toalha, isa?

(é basicamente isto.. dias inteiros deitada na areia a ver as gaivotas a deslizar preguiçosamente ao sabor da brisa, no azul do céu por cima de mim - não! nunca aconteceu nenhum "acidente" muhahaha)

 

deixámos passar o primeiro fim-de-semana por estar pegado à semana dos feriados. é uma altura que atrai magotes de jovens levados da breca ao parque, e que isso é significado de ramboiada, e que ramboiada é significado de confusão, e eu já estou com um pé na terceira idade, não me posso por a jeito dessas coisas que esfodaçam-se-me os nérves.

 

então arrumámos a tralha nas calmas e na terça ao inicio da tarde, metemo-nos a caminho. o parque ainda estava no mesmo sítio e tal como esperávamos, deserto!

 

estava deserto e deserto se manteve até ao fim-de-semana. ou foi porque a malta calçou lá toda na semana anterior, ou porque o tempo ficou assim meio xoxo e desencorajava a activade.. só sei que nunca tínhamos apanhado aquilo assim, parecia que éramos os únicos campistas de tenda. não que eu me queixe, claro. zero de filas e havia dias que nem me dava ao trabalho de vestir para ir tomar o pequeno-almoço, ia mesmo em pijama - ao fim de tantos anos já me sinto como se estivesse em casa, só não ando por lá em cuecas para não chocar as velhas muhahahah

 

o lado menos positivo em termos o parque só para nós é que na pas de parvoíces alheias com que nos entretermos.. numa semana, a única coisa assim mais parola era a "cerca" de garrafas de cerveja vazias que uns campistas tinham a circundar a tenda, que todas as manhãs tinha aumentado mais um bocadinho :D

 

uat?


(pode-se sempre fotografar bichinhos nas suas actividades habituais. a teleobjectiva da sis foi ainda mais longe e conseguiu captar um casal de lagartos a mocar, num registo digno da national geographic) 

e o tempo até podia não estar muito quente mas o sol não estava para brincadeiras. ao segundo dia de praia descuidei-me e apanhei logo um escaldão jeitoso.. não foi *de todo* bem-vindo..


tivemos apenas um dia realmente mau, em que fomos acordados por uma épica trovoada, com direito a relâmpagos na primeira fila. a tenda teve finalmente o seu derradeiro teste: resistir a uma chuvada cabrona. fiquei impressionada, pensei que aquilo alagasse tudo, mas não vi vestigios de água lá dentro w00t

 

summer is cancelled

 

mas acima de tudo, estas férias foram um autêntico deboche gastronómico!

normalmente jantamos sempre no parque, a comidinha que as senhoras cozinheiras preparam é boa e muito em conta. mas desta vez só aconteceu nos dois primeiros dias - ao terceiro (quinta) o homem estava com desejos e sugeriu que fossemos aos lagartos na tasca de melides e eu concordei, já a limpar a baba ao canto dos beiços. não havia lagartos mas havia secretos, gulosos como de costume. 

e a partir daí foi sempre a abrir!

na sexta, como eu estava de castigo por causa da minha recém adquirida tonalidade de vermelho escarlate e como tínhamos que ir a s. miguel buscar a sis que se ia juntar a nós para o fim-de-semana, fomos ao restaurante da azenha do mar mamar camarãopercebes (a 19€/kg *morri*) e salada de polvo

o jantar foi peixe fresco na tasca da vila em milfontes, que desiludiu um bocado.. renovaram o espaço e ficou mais amplo e agradável (apesar de ter perdido o ar de tasca), mas o pratos levaram um downgrade e já não vêm tão bem guarnecidos como era costume.. oh well..

 

selfie

 

(dois hipsters tiram selfies juntos à beira duma falésia em porto covo)

no sábado, o homem e a sis conspiraram para que eu os levasse à carrasqueira. ela chegou-se ao pé de mim a esfregar a barriga e a dizer que tava de apetites a arroz de lingueirão, e como eu sei que ela é apreciadora da iguaria em questão achei aquilo natural e disse-lhe que ali perto havia disso. sugeri também que aproveitássemos para ir até ao cais palafítico ver o pôr-de-sol do dia mais longo do ano.

òtempo que ouço falar naquela especialidade mas nunca tinha comido. não é mau de todo, apesar dos lingueirões se parecerem com seres extraterrestres, e serem apanhados em zonas com aspecto duvidoso.. mas não vamos pensar nisso..

mais tarde, durante a sobremesa, confessaram-me que o que ela queria mesmo era ir tirar fotos no cais e o homem disse-lhe que se ela me falasse no arroz eu saltava da toalha em três tempos - como se eu precisasse de desculpas para ir lá!!

pelo meio ainda estivemos a medir a pilinha com os fotógrafos que costumam frequentar o cais, que naquela tarde estava particularmente concorrido. as nuvens no horizonte estragaram-lhes as longas exposições - bem feita para não olharem pra minha D90 com desdenho. foi um bom dia :D

 

o dia mais longo do ano


(quer dizer.. só não me meti a fazer longas-exposições porque não tinha as pilhas no disparador.. FML)

no domingo, depois de estarmos três horas a marinar em s. torpes, fomos lanchar/jantar numa das tascas que estão junto à praia. eu e a sis enfardámos uns hamburguers deliciosos e o marido uma deliciosa tosta de frango, que escorria queijo por todos os lados, yummy!

pode não ser a praia mais charmosa do mundo - por causa da paisagem, da areia foleira junto à entrada e o aroma a peido queimado que nos entra pelas narinas adentro quando a brisa sopra de nordeste - mas até é bastante agradável, especialmente quando o mar está de feição.. a coisa aquece. literalmente!
a água quente que sai pelos canais de escoamento da termoeléctrica fica ali toda concentradinha junto ao molhe e o mar transforma-se numa banheira gigante. não tou a exagerar, desta vez até se via vapor.. quais caraíbas, qual carapuça!!
já tinha a pele toda encarquilhada e mesmo assim não queria conseguia sair de lá de dentro. eventualmente estômago cansou-se de dar horas e arrastou o meu sorry ass para terra firme, humpf..

na segunda, quando fomos devolver a sis, parámos para almoçar outra vez na azenha do mar, onde nos aterrou na mesa um brutal arroz de marisco que ainda hoje se me escorre água da boca só de me lembrar dele :D'

e os percebes continuavam a 19€/kg *chora, enquanto se lambe toda*

pelo meio ainda houve um saltinho até à terrinha, onde marcharam os maravilhosos croissants de chocolate da 29, e umas pizzas em s. teotónio, no il padrino,  bem regadas.. por somersby's - tanto insistiram comigo para experimentar aquela treta que lá decidi dar um golinho para ver se me deixavam em paz e…

...O QUE É QUE EU FUI FAZER?? 

fiquei viciada naquilo! é uma bebida estranha.. refrescante, gulosa, e que apesar de doce não acho enjoativa, e não me sabe minimamente a álcool.. o que é um problema - depois de mamar uma, quando me levanto vejo logo tudo a andar a roda.. tenrinha que sou lol não tou preocupada, mais uns dias e a coisa vai lá!

 

a descoberta do ano

 

e para terminar as férias em grande, uma patuscada de choco frito no leo, em setúbal.

not bad!

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

bucket list

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores: #11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

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