Deve ser para tirar a barriga de misérias

2018 vai-me estourar o orçamento todo só em concertos.. já tenho dois comprados com sete meses de antecedência, e acabou de aparecer outro outros dois.. FFFUUUUUUU!!!

5 de Dezembro de 2017, às 20:10link do post comentar ver comentários (3)(1)

Lá malucos...

...somos nós, acabadinhos de chegar da nite!

er.. wtf?! mas quem é que chega da nite às duas da manhã, a nite começa às duas da manhã!!

ah poizé, já não temos idade para estas merdas.. isto na terceira idade já pesa nos ossos que não é brincadeira :/

mas pronto, tivemos enfiados num antro ali debaixo da rua do alecrim, no meio de um mar de putos com demasiada energia, a assistir ao lançamento do primeiro álbum completo dos ganso, uma banda portuguesa muita marada, que se apresentaram em palco, de boxers e kimonos :D

eis uma coisa rara de ser ler por aqui, nós a curtir música tuga.. mas é verdade. descobrimos estes moços há uns tempos, ficaram no ouvido porque têm um som com um feel muito antigo, muito psicadélico, que invoca os primórdios dos pink floyd, e dos doors, assim como um cheirinho ao rock português dos anos 80. também podia dizer que têm notas a AIR e a tame impala, mas isso já são as minhas papilas gustativas a mandar palpites.

o álbum novo tá fixe, mas é no EP que estão as músicas mais épicas. tive receio que não tocassem nenhuma, mas tocaram todas YAY. não fiquei desiludida não senhora. nem eu nem o resto da malta, quando vinha uma dessas, era com cada moche e gente a rebolar por cima das cabeças que temi pela vida. acabei por me afastar para as margens, mas o homem aguentou-se estoicamente em frente ao palco, nem sei como, que aquilo era agressivo lol

14 de Abril de 2017, às 02:00link do post comentar ver comentários (1)

E que tal de concerto ontem à noite?

opá, fraquinho..

ok. posso ter ido com as expectativas altas, à espera que 2008 se repetisse. mas desta vez, parecia um DJ set, apenas percussão e muita coisa samplada.. que foi feito daqueles concertos com tanta cangalhada no palco que quase não havia espaço para os cantores andarem aos saltos dum lado pro outro? houve vários percalços com o som, e a qualidade deixou um bocado a desejar, com os graves a abafarem completamente aqueles detalhes delicados das músicas, umas pausas um bocado bruscas entre as músicas, jogo de luzes morno, pouca energia vinda do palco.. não sei.. já a multidão tinha energia para dar e vender, mas isso não foi suficiente para tornar o concerto mais longo.. pouco passou de uma hora :/

já para não falar da irritação que foi levar com os fotógrafos às voltas no fosso durante UMA HORA!! a meterem-se constantemente na frente, a tapar a vista do palco, e a dar cabo a experiência de quem lá chegou cedo para puder apreciar o espectáculo de perto. quatro ou cinco músicas ainda se admite, mas aquilo foi demais.. eu sei que era a estreia da tour e a apresentação do álbum novo e o caneco, mas também vi que estavam constantemente a tirar as mesmas fotos, não havia grande coisa para registar..

anyway.. há 17 anos que sigo os thievery corporation de perto, e continuam a ser uma das minhas bandas favoritas, apesar de achar que os últimos álbuns se têm afastado um bocado daqueles sons melosos que me fizeram morrer de amores por eles. mas têm uma característica que adoro, há um fio condutor que passa pelos álbuns todos, e que transmite uma sensação de continuidade muito agradável. são poucas as bandas que arriscam isto ♥

Let us rejoice

thievery corporation. coliseu dos recreios. 15 de fevereiro. fuck yeah!

há 8 anos foi épico!!

Alive

foram precisas 10 edições para me convencer a ir. não desgostei, mas também não fiquei fã. mete demasiada gente, é demasiada confusão. confusão para chegar lá, sair de lá, ir à casa de banho, comer, beber. atravessar o recinto de uma ponta à outra, entre palcos, pode ser o cabo das tormentas, naquele mar de gente. não sei se é sempre assim, mas é demasiado para mim..

a cena de ir para um festival a uma quinta, ficar lá até as três da manhã, e no outro dia ter que ir trabalhar também não é muito fixe, especialmente quando já não vamos para novos. era mais giro passar o dia na praia, a recuperar energias para a noite seguinte.

estou órfã de festivais de verão desde que o sudoeste mudou a orientação do cartaz. este não consegue substitui-lo, apesar de conseguir trazer cá grandes bandas e ter bom ambiente. acho que o problema é mesmo a localização, não sabe a festival de verão. quero uma máquina do tempo, que me leve primeiro a 2002, depois a 2004, depois a 2006, depois a 2008... e depois pode reiniciar o ciclo. e ficamos em loop.



aqui o senhor bob moses a tocar a minha música favorita (dele), durante a qual travei uma luta feroz com o meu cérebro, que teimava em dizer-me que com headphones aquilo soava bem melhor. não é o som, cérebro, é o show ao vivo. não interessa se o som pareça desengonçado. é a energia que emana das pessoas, a vibração que emana das colunas que interessa.

consegui ver chemical brothers junto ao palco, como manda a tradição. estive dois dias a ouvir mal mas valeu totalmente a pena. fiquei admirada foi que, fora o cansaço generalizado, não ter sentido grandes efeitos de ter passado quase duas horas aos saltos, ir ao ginásio sempre serve para alguma coisa.





foi o quinto concerto concerto que assisti dos químicos. as expectativas são sempre altas, e os manos nunca falham em deixar a malta completamente possuída pelo som deles.

tame impala (finalmente!!) soube a (muito) pouco, precisava de mais uma hora, e precisava de ter acontecido mais tarde, para as projecções psicadélicas terem mais efeito na malta. mas aquilo mesmo assim bateu forte, que algumas fãs ficaram tão inspiradas que até as t-shirts lhes subiram até ao pescoço ( . )( . ) 



e definitivamente, continuo a gostar mais de assistir a concertos ao ar livre que fechada em salas.

Wir sind die roboter

tão ontem à noite lá fui eu redimir-me de um pecado que cometi há uns anos: perder um concerto dos kraftwerk no coliseu de lisboa.



já não vão para novos mas ainda dão no rabinho a muito músico que anda por aí. as remexidelas que ao longo dos anos têm vindo a fazer aos clássicos, tornam-nos tão actuais que (muitos deles) nem parece nasceram antes de mim.

mal os gajos arrancaram os sintetizadores, tive uma reacção completamente inesperada: as lágrimas começaram a escorrer-me cara abaixo com uma fúria, que estava difícil de controlá-las. nunca me tinha acontecido tal coisa num concerto.. tanta memória, taaaanta memória que aquilo me foi desenterrar, jazus.. tudo ali a vir ao de cima ao mesmo tempo, a atropelarem-se umas às outras. do concerto no sudoeste, de zurique, das viagens intermináveis por esse país fora, a caminho de sitios fantásticos e a ouvir os álbuns em loop no carro, entre outras coisas ainda mais repescadas.. fdx, a mente é tramada.. e a música faz-nos dar umas trips muita maradas pelo passado :D


durante duas horas e quase meia, o coliseu ficou imerso numa atmosfera sonora minimalista, grandiosa, cujos sons impunham tanto respeito como a postura austera (quase robótica) dos músicos que lhe davam vida.. rigorosos, mecânicos, gélidos, mas que ao serem harmoniosamente entrelaçados noutros mais delicados e melódicos fazem derreter os ouvidos e transportam-nos para outra dimensão. 

a setlist foi ligeiramente diferente da de zurique, com várias surpresas bem-vindas, como a neon lights ou a das model, e a surpresa da noite, a airwaves - que som tão brutal!!
pena que a autobahn continue excessivamente longa e repetitiva, que às tantas já não via a hora do carocha dar pisca para a direita, para o espectáculo continuar. o medley do tour de france também foi longo, mas não cansa minimamente. e no final - como de costume - a minha preciosa musique non stop, que soa até que os quatro se despeçam do público e abandonem o palco, um a um.

estava rodeada de uma multidão composta por uma admirável maioria de pessoal mais velho que eu, tudo a abanar o capacete e a urrar, assobiar, a bater as palmas e os pés no chão como se tivessem metade da idade, sem perder a energia nem o folgo. é essa a magia do techno dos kraftwerk. são intemporais.

e que venha o próximo, que eu não me canso destes cotas \m/

20 de Abril de 2015, às 23:14link do post comentar(1)

Quem é vivo sempre aparece!

good news everyone... onze anos depois, os kraftwerk voltam a portugal YAY!!!

 

the robots

 

fui eu à suiça atrás deles, com medo de não voltar a vê-los ao vivo.. o que é certo é que desde então nunca mais pararam de dar concertos e em abril vêm cá. e eu vou estar lá \m/

16 de Fevereiro de 2015, às 21:42link do post comentar

On tour!

uma das utilizações que ainda dou ao last.fm é seguir o feed de eventos de várias bandas/músicos que quero (re)ver ao vivo e em altos berros.. e cada vez que há actividade nesses feeds, sofro micro ataques-cardíacos!

 

uma dessas bandas é kraftwerk. quando aos vi ao vivo pela primeira vez e apercebi-me que tinha perdido um concerto brutal deles no coliseu uns meses antes, apeteceu-me apertar o pescoço a mim mesma.
vai daí, foi uma banda que ficou marcada como "OBRIGATÓRIO REVER".

 

mas desde há uns tempos para cá que andavam um bocado quietos.. e para piorar as coisas, um dos fundadores abandonou o grupo ao fim de 38 anos, o que começou a assustar-me seriamente.. querem ver que ainda acabam sem eu voltar a vê-los outra vez ao vivo? NÃO PODE SER!!

 

às tantas desisti de esperar que voltassem cá e comecei a prestar atenção aos concertos que davam pelo estrangeiro, a ver se algum era fazível.. andaram pelas américas, fiquei seriamente f*dida quando os vi a caminho do sónar no rio de janeiro em vez de barcelona (o que tinha sido BRUTAL, porque aproveitava e via deadmau5 :P), japão (..i wish!).. suécia.. EH LÁ!

 

suécia é fixe. temos malta na suécia a quem estamos a "dever" uma visita há anos! 

fui ver o preço dos voos para lá e dos bilhetes do festival onde iriam actuar e fiquei deprimida.. esquece lá isso, move along..

 

semanas depois pingaram novidades no feed. FIGAS..

 

zurique.. OI?! 

 

tratei logo de investigar a coisa. iam actuar no dia 25 de agosto, num festival cujo o cartaz estava *bem* recheado: para além de kraftwerk, contava com chemical brothers, the prodigy, orbital, simian mobile disco, soulwax, the bloody beatroots, 2 many dj, richard dormfeister, entre outras coisas mais indie ou avariadas tipo dubstep (que nem por isso me interessam).

 

e os bilhetes nem por isso eram caros... e os voos também não... WHOA!!

 

comecei a ficar ansiosa.. será que consigo convencer o homem a meter-se lá comigo?

13 de Setembro de 2012, às 00:41link do post comentar

StarWars in Concert

na segunda passada não faltamos ao star wars in concert, no pavilhão atlântico. uma oportunidade para ouvir ao vivo uma orquestra a tocar as músicas que os filmes de star wars nos habituaram.

antes do espectáculo começar demos um saltinho à exposição mas não achamos nada de especial. serviu pa sacar umas fotos ao lado de uns stormtroopers (são TÃO lindos!!) que era o que eu queria mesmo lol..só pena que não encontrei o darth vader pelo caminho, isso é que era!

 


nunca tinha assistido a uma orquestra (digna desse nome) ao vivo e fiquei impressionada com aquilo.. que sincronismo brutal têm aqueles músicos para produzirem um som tão perfeito.. para mais, já assiti a muito concerto no pavilhão atlântico e nunca antes ouvi ali um som tão espectacular!

as músicas iam sendo acompanhas de uma projecção que misturava os seis filmes e acabava por ajudar a amenizar a raiva que tenho às prequelas lol. narrada pelo c3po in the flesh, ia sendo contada a historia das personagens e das cenas mais marcantes da saga, comic reliefs incluídos :)

mas para mim, o momento mais alto foi mesmo a badass da imperial march.. não estava à espera dela tão cedo. quando terminou tive que limpar a lagrimazinha ao canto do olho tal não foi a emoção hihihi muito muito fixe!
voltamos a ouvi-la novamente, no encore, que fez com que o concerto terminasse em apoteose..MUITO MUITO BOM, e mai nada!

valeu bem a pena, e os videos que capaturamos durante a coisa com a máquina que a sara que emprestou, ficaram com um som bastante bom (fora uns soluços um bocado fodidos aqui e ali :P) e vão servir para prolongar a lembrança daquela noite memoravel \m/

também gostei da companhia. o marido, claro, a sara e o , o browserd e a sua pequena grande geek, e o hugo cardoso, que acabei por não falar com ele pessoalmente. só faltaste lá tu, hugo costa!

AIR é uma daquelas bandas...

já aqui foi falada imensas vezes. foi a primeira banda que eu e o marido descobrimos ter em comum e foi uma das primeiras que assistimos juntos, e quando cá vêm tamos sempre na primeira fila...

...mas ir assistir a um concerto de AIR é quase sempre uma experiência agridoce.
a qualidade sonora dos albuns eleva demasiado a fasquia e eles são incapazes de reproduzir um som minimamente semelhante (e porque não agradável) quando tocam ao vivo.
os sons electrónicos e os instrumentais não colam de uma forma harmoniosa, e os vocals então nem se fala.. acabo por levar o concerto todo a ouvir as musica na cabeça e a tentar desesperadamente encontrar semelhanças...as tantas começa-se a tornar decepcionante..

já assistimos a 4 concertos e o de ontem à noite foi dos piorzinhos, a par com o do sudoeste de 2002, onde deram numa de experimentalistas e avacalharam-me duas das minhas músicas favoritas.. imperdoável :P
traziam menos equipamento e menos uma pessoa. se a memória não me engana, normalmente são 4 (ou 5) em palco.

o lineup também não foi dos melhores, falharam a intro com a épica electronic performers e nem sinal do pocket symphony..parece quase que quiseram jogar pelo seguro e mantiveram-se mais nos clássicos produzidos no moon safari..

mas pronto, quanto voltarem, lá estaremos!
entretanto, nos headphones é que gosto mesmo de ouvi-los :)

18 de Janeiro de 2010, às 02:48link do post comentar ver comentários (3)

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

bucket list

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores:
#11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

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