Praia da Bordeira

fica na carrapateira, mas chamam-lhe bordeira por causa da ribeira com o mesmo nome que contorna o areal, e desagua no extremo sul da praia. é outra das minhas praias de infância e dela guardo muitas memórias, de arraiais familiares e dias de verão intermináveis. é uma praia linda, quase selvagem, com um areal enorme, cheio de dunas, e uma paisagem incrível.

não é das melhores praias para fazer "praia". costuma ser ventosa, tem o típico mar agreste das praias do sudoeste, e a temperatura da água é pouco convidativa a mergulhos. salvo à maré cheia, quando o leito da ribeira costuma encher, e transforma-se numa espécie de piscina natural que rouba o protagonismo ao oceano.

curiosamente, é desta ribeira à maré-cheia que tenho as melhores recordações. da malta a atravessá-la a muito custo para chegar ao areal, às vezes com água a dar pela cintura, carregados de tralha e putos assustados às cavalitas :D

os surfistas adoram-na. e os pescadores também. é vê-los corajosamente à beirinha das arribas, a tirar sargos da água, uns atrás dos outros. é também raro o ano que aquelas arribas magnificas não dêem más noticias...

praia da bordeira praia da bordeira mar corvo pescadores pescadores bordeira

mas o que eu gosto mesmo, mesmo, são daqueles cinco kms de linha costeira escarpada que separam esta praia, da praia do amado, a sul. a paisagem é de suster a respiração, sobretudo durante o inverno. quando as ondas gigantescas esbarram violentamente contra as falésias e projectam-se vários metros no ar. 

existem vários miradouros onde podemos parar uns bons minutos, para apreciar a vista. para quem gosta de dar à sola, existe um percurso circular, que faz parte do trilho dos pescadores da rota vicentina. fiz parte dele, há uns anos, e não me importava de repetir.

Prainha da Luz

quando era miúda frequentava bastante a praia da luz, era quase como uma segunda casa. aliás, ainda me lembra de conversas entre os meus pais sobre a possibilidade de nos mudarmos para lá, que com muita pena minha, nunca chegou a acontecer. na altura, a vila tinha metade do tamanho que tem hoje, mas já era a colónia inglesa que ainda é hoje.

naturalmente, fizemos muita praia lá. a praia da luz tem duas praias, eu preferia a praia grande, por ter um areal enorme. já os meus pais preferiam a prainha, uma praia de rochas, com apenas alguns recantos de areia. não achava muita piada na altura.. hoje compreendo o encanto,

prainha da luzreflexoondasondas ondasouriçosprainha da luzpiteiras

Summer of 16 // praia

eu queria praia, e praia eu tive!

13 dias de praia seguidos. a maioria na ilha, os outros distribuídos entre cacela e o barril. 13 dias de praia, que seca do caraças.. HA HA HA, NOT! só tenho a dizer que fazia outros 13. nas calmas!

a praia da ilha é aquela que só lhe faltam coqueiros para parecer uma praia tropical das caraíbas. na zona onde costumamos assentar, algures a meio caminho da terra estreita, podia estar um bocadinho mais limpa. o mar traz muita porcaria para terra. é das praias onde me sinto mais confortável, gosto *mesmo* de lá estar.


a praia do barril é a que tem a areia mais fina, a que está mais limpa, a que tem os apoios de praia mais pitorescos, e atravessar aquele cemitério de âncoras é qualquer coisa de épico.

enche para caraças, mas nada que uma caminhada de 15-20 minutos não resolva. de regresso, já ao anoitecer, a paisagem pacata da ria rouba-nos o folgo, e deixa-nos emocionados perante a perfeição da natureza. fico sempre ali uns bons minutos, a absorver o cenário. se não ficasse tão fora de mão, tínhamos ido para lá mais vezes.


a praia de cacela é a que tem a paisagem mais bonita, e atravessar a ria à maré vazia é muito fixe. no entanto enche demasiado e não é possível fugirmos da multidão, acabo por não me sentir tão à vontade lá.



fosse em que praia fosse, mar tinha uma temperatura francamente escandalosa!

nos primeiros dias, andou bravo. o homem andava todo maluco nas ondas, mas eu tenho-lhes receio. era um drama, querer sair de lá, e ao mesmo tempo não querer sair de lá. mas tinha fé que a coisa havia de acalmar. e no fim da primeira semana, foi feita a minha vontade!


horas e horas de molho, naquela água cristalina e morna. bliss!!



sou muito friorenta e costumo precisar de pelo menos 15 minutos para entrar toda na água. vou-me molhando aos poucos, adaptando a temperatura do corpo à da água, sem grandes pressas. mas quando a temperatura da água esta praticamente à mesma que cá fora, não é preciso estar com mariquices. basta largar a correr da toalha e mandar um mergulho para dentro do mar. andei metida na água depois do sol posto, quase sem luz. era o quão boa estava a água.



(not so) fun fact. três dias antes de ir de férias, fui ao dermatologista mostrar uma maleita que me apareceu nas mãos em finais de junho e estava difícil de desaparecer. o sr. dr. receitou-me um creme e algumas recomendações, entre elas, evitar contacto prolongado com água. "use luvas", recomendou.

pois...

to be continued...

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

bucket list

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores: #11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

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