Madrid // Sights

se no sábado comemos, no domingo andámos!

felizmente a meteorologia colaborou e deu-nos temperaturas impecáveis para passear, apesar das nuvens com ar ameaçador, que por vezes tapavam o céu. não estávamos completamente frescos porque na noite anterior corremos o centro todo. madrid tem uma vida nocturna inacreditável, e aquela animação toda é contagiante, apetece fazer parte dela. atravessámos vários bairros e a festa não arrefecia, moooontes de gente por todo o lado, parecia que nasciam das paredes.

mas antes de atacarmos a cidade, tínhamos uma combinação com uma colega nativa, que nos levou a um tasco muita porreiro, beber umas cañas. não lhe dei na cerveja, mas serviram-me uma perrier que não me envergonhou por estar a beber agua com gás :D

começamos pelo palácio real e os jardines de sabatini. depois seguiu-se o templo de debod, e a plaza de españa.


a praça de espanha lá do sitio é bem mais bonita que a nossa :/



dali fomos em direcção ao centro, com paragem el corte inglês de callao, para ir ver uma das vistas mais icónicas da cidade.



numa tentativa de poupar as pernas para a segunda parte do passeio, apanhamos o metro até ao banco de espanha. saímos na plaza de cibeles, que já conhecíamos, passamos pela imponente porta de alcalá e chegamos finalmente ao parque del retiro.

moontes de gente por lá, a fazer todo o tipo de actividades. só não achei mais graça ao parque porque as árvores estavam todas descascadas. deve ser impecável no verão, quando as copas estiverem fartas e cobrirem o parque todo de verde. o jardin del parterre, e o bosque del retiro já conhecíamos, e acho que são as partes mais bonitas deste parque. o palácio de cristal é muito giro, a fila para entrar lá nem tanto. faltou a rosaleda mas já não tínhamos pernas para tanto.



ficamos curiosos com a quantidade de gatos que encontramos no parque. não pareciam abandonados, estavam gorduchos e tinham abrigo. bastou uma pesquisa no google para descobri que existem quase 400 gatos nativos do parque, e que estão ao cuidado de uma associação, que para além de tratar deles, tentam arranjar-lhes donos. faith in humanity, restored!

apanhamos um táxi em frente à fonte de neptuno, de volta para o hotel, que já não conseguíamos dar nem mais um passo lol

regressar à nação na manhã de segunda-feira foi a melhor ideia de todas. assim tivemos um domingo descansados e sem pesos às costas. também foi interessante para constatar, que se no sábado à noite as ruas estavam completamente afogadas de gente e barulho até às tantas da manhã, no domingo a cidade parecia um deserto.

definitivamente, gosto muito de espanha. gosto da comida (apesar da nossa ser imensamente melhor), gosto da vida que as cidades têm, da descontracção dos espanhóis, da arquitectura típica dos bairros. este ano ainda queria visitar pelo menos mais duas cidades, a ver se conseguimos :)

álbum completo no sítio do costume

28 de Março de 2017, às 10:00link do post comentar ver comentários (9)(4)

Lost in... Madrid

no final do ano passado recebi uma newsletter da easyjet a anunciar os saldos, e com dois destinos em mente fui ver se tinham alguma coisa para mim. e tinham, apesar de me obrigar a fazer as reservas com meses de antecedência... mas à luz da minha resolução para 2017, saquei do cartão e arrisquei as reservas. madrid foi o primeiro destino. estive lá pela primeira vez (e segunda) em 2012, e andava a adiar o regresso há demasiado tempo.

além disso, ir e voltar a madrid por 30€/pessoa, é uma pechincha que simplesmente não se vira as costas. quando caio na asneira de ir à terrinha sempre pela autoestrada, gasto à volta de 80€ em combustível e portagens. é mais barato ir a madrid por ar, que ao algarve por terra. ridículo..

fiquei com receio da data (março), por causa do frio. da última vez fui em finais de outubro, e rapei um briol do caraças. ora.. se a meio do outono foi o que foi, durante o inverno não ia ser bonito.. e se há coisa que eu não gosto é de passear com frio.. mas vá!

foi a segunda vez que voamos pela easyjet e cheguei a conclusão que não sou a maior fã de lowcosts. aquele terminal 2 do aeroporto de lisboa não é nada fixe, para não falar que estas companhias recorrem sempre que podem a aeroportos que ficam a anos luz do destino. e o espaço e o conforto dos aviões deixa muito a desejar. é nestas alturas que eu dou por mim a rever as minhas prioridades.

chegada a madrid. yay, made it alive, great success!! o avião não caiu, não se partiu nenhuma asa, ou explodiu. apenas atrasou uns minutos por causa de confusões na torre de controlo de lisboa. aterrou foi na pista mais a norte do aeroporto de barajas, e o terminal e porta que nos estava reservado era o mais a sul que havia. estou desconfiada que o voo demorou menos que o tempo que levou entre o táxi e até sairmos do aeroporto. quase uma hora, fónix..

poupamos numas coisas. já noutras... a começar pelo transporte do aeroporto até a cidade. não me apeteceu perder uma porrada de tempo nos transportes públicos, por isso venha daí esse uber.. e em cerca de 20 minutos estávamos à porta do hotel.

o alojamento foi uma das coisas que não quis mesmo arriscar. escolhemos um hotel não muito longe do centro, praticamente ali no início da fuencarral, que dá acesso directo ao coração da cidade. não só tinha uma fachada adorável, como o quarto era espectacular. redondo cheio de janelas em redor, e a cama.. a cama não era uma cama, era um nuvem!! uma nuvem com 180x200, para falar com o homem quase que tinha que usar o telemóvel muhahahah kidding. os lençóis super macios, impecavelmente engomados e o edredão, aiiiiii... foooooofo, foooooofo e leve como uma pluma. e aquele dossel? fiquei apaixonadíssima pelo quarto :D



mais fixe ainda, tanto o colchão como dois dos três pares de almofadas eram da mesma marca que temos no nosso setup novo em casa (tamos quase lá!!!). a diferença estava no topper de viscoelástico, que eu não arrisco porque o meu corpo não atina com este material (e aprendi da pior maneira). agora o edredão.. acho que no próximo inverno vou perder o amor ao dinheiro e comprar um parecido (yep, nós desfazemos as camas dos hotéis à procura de marcas e etiquetas muhahahaha)

fomos a madrid fazer duas coisas: comer, e ver as vistas. mas isso fica para os próximos posts!

Saltos y Zamora

a primavera decidiu colaborar e deu de bandeja um dia impecável para passear. a primeira paragem do dia foi muito rápida, em ledesma, para apreciar mais contrastes.



sítio pacato este, no meio do nada. não subimos até à vila porque havia muitos kms pela frente. também é aqui que o tormes começa discretamente a ficar cada vez mais largo, sinal estamos perto da almendra.

a paisagem que se ia desenrolando à frente do nosso nariz era muito familiar, a fazer lembrar as margens do alqueva.



e por falar em paisagens familiares, eis que entrámos em território já conhecido, e sabia exactamente por onde tinha que seguir.

a estrada que sobe ao miradouro da iberdrola é assim a modos que imprópria para cardíacos.. em mau estado, inclinada, com curvas ultra-apertadas, e tão estreita que só passa um carro à vez. temos que ir atentos a duas coisas, se vêem carros na direcção oposta, e onde é que conseguimos parar o nosso em segurança para deixar outro passar. mas nem tudo é mau, pelo menos tem protecções laterais!

quando cheguei ao miradouro, e vi aquela brutalidade em toda a sua graça, só não desatei ao pontapé e chapada comigo própria por não ter ido ali porque.. bom.. estava ali :D



e por termos apanhado uma altura de chuvas, tinha as goelas bem abertas. o spray provocado pela força da descarga de água chegava até cá acima.

de todas as paisagens que vi do douro, nacional e internacional, esta foi a que mais me impressionou. uma majestosa ravina, tão imensa que não cabe nos olhos. faz-nos sentir minúsculos perante a dimensão da natureza.



à vinda, desafiamos um sinal de trânsito e entrámos numa estrada proibida. i regret nothing! se não, tinha perdido isto:



ainda passamos pela povoação que foi erguida para acomodar os trabalhadores durante a construção da barragem. está praticamente deserta e não se percebe porquê, aquilo dava uma estância de férias à maneira.

depois de uma breve paragem para pinchar numa tasca que estava a abarrotar, seguiu-se o outro assunto inacabado: passar pela barragem de almendra. não aconteceu na visita anterior por uma falha de comunicação. o homem não se apercebeu que eu queria passar pela barragem, e eu não reparei a tempo que se calhar não devia ter ido pela esquerda como o GPS estava a mandar, mas sim pela direita. quando dei por mim estava no fundo do leito do tormes e não me apetecia *nada* voltar para trás..

diz que este colosso é uma das maiores obras de engenharia espanholas. não só pela altura e comprimento da barragem em si, 202 e 567 metros respectivamente, como pela quantidade de água que retém no lago artificial. não é tão grande como o do alqueva, mas não deixa de impressionar.



mas a maior particularidade desta barragem hidroeléctrica não são as suas dimensões ou a elegância da sua construção, mas sim, estar descentralizada. existe um túnel com 7,5 metros de diâmetro escavado na rocha, que transporta a água desde o reservatório até à central, situada a cerca de 15km dali, nas profundezas do planalto. 

na central de villarino, por baixo do parque de alta tensão, a água cai 400 metros a pique, gerando o dobro da energia que conseguia se a central estivesse junto à barragem. depois segue para o douro, logo ali ao lado.
e se isto não fosse engenhoso o suficiente, ainda tem a capacidade de quando não está a produzir energia, poder reverter o funcionamento das bombas e sugar água da barragem de aldeadávila, (aka, do rio douro) de volta para o reservatório.

a sério que pagava para ter uma visita guiada às entranhas desta central..



ao consultar o mapa para ver que caminho havíamos de tomar de volta à pátria, diz o homem:

"não acredito que estamos tão perto de zamora e não vamos lá..."

oh amigo, não seja por isso!

...e foi assim que ficamos também a conhecer zamora :D

tal como salamanca, zamora é uma cidade muito antiga, e partilha semelhanças geográficas e históricas. plana e banhada por um rio (o douro), e tem uma bonita ponte romana e uma vasta colecção de monumentos antigos preservados, que pode não ser tão impressionante como a de salamanca, mas é igualmente interessante.

no entanto é mais pequena, tem menos de metade dos habitantes, e menos turistas ainda. o que significa que é bastante mais calma e desafogada. e tem é uma exposição solar e uma luminosidade incríveis.



depois de visitar o castelo, demos um longo e agradável passeio junto ao rio, que se não estivesse tão agitado, seria um autêntico espelho.

de seguida subimos para o centro histórico e foi ali que notei as principais diferenças entre salamanca. as fachadas das casas e arquitectura dos edifícios públicos não é tão homogénea, existe muita mistura de estilos. e por alguma razão, o comercio parece estar em crise. muita loja fechada, ou em liquidação total para encerrar. tive pena deste detalhe.



oito e meia, era tempo de terminar a visita e regressar à estrada. 

entrámos em portugal e fomos directos a gimonde, já a salivar só de pensar na posta do abel. e sabem que mais? pumba, nariz na porta!

oh well, amanhã também é dia.. a parte chata? ter reservado alojamento bastante longe dali, em mirandela. qualquer dia desisto de fazer planos e vou ao sabor do momento.. tínhamos pernoitado em brangança e no dia seguinte seria mais fácil tratar deste assunto.

outra parte muito chata de tentar jantar num sítio relativamente pequeno num domingo à noite (na véspera de um feriado), já não muito cedo: todos os restaurantes que tínhamos assinalados estavam fechados. não foi fixe.

álbum completo aqui

Lost in... Salamanca

a primeira coisa que fizemos ao regressar de trás-os-montes foi descarregar o trilho do GPS. fiquei desgostosa com aquele vazio ao centro. e estava desgostosa por falhar coisas básicas, como o abel e os pombais. e porque em espanha não deixei um assunto inacabado, mas sim dois..

ora o homem, que não me pode ver a remoer, começou a traçar um plano hipotético por cima do mapa.

"tens bom remédio. da próxima vez, pegas na gente e vais directa para espanha. passamos a noite algures por aqui, e no dia seguinte voltas para portugal sempre junto à barragem e vês aquilo TUDO!"

como havia fim-de-semana comprido no horizonte, eu respondi abrindo o google maps, o booking, e o tripadvisor. e foi assim que 24 horas depois do regresso, ficou logo decidida, escolhida, e marcada a desforra. com o bónus de ir conhecer uma cidade que desde há uns anos que me aguçava a curiosidade.

abril foi um reboliço tão grande que não consegui planear praticamente nada para a viagem. a sorte foi que estava marcada com um mês de antecedência, se não, acho que acabaria por nem acontecer. é um truque interessante para meter em prática.

na sexta à noite enfiamos umas tretas para dentro dum saco, e no sábado ao fim da manhã ala que se faz tarde. depois de quatro horas sem tirar o pé do acelerador, salamanca surgia finalmente no campo de visão.

há uma coisa que costumo dizer e garanto que não é mentira: não sou fã de cidades. gosto de aldeias e vilas. cidades, especialmente as movimentadas, fazem-me confusão em vários níveis.. mas existem cidades que me mandam ao tapete. aquela foi uma delas.

para começar, a localização. ao sair de portugal, pela zona montanhosa da serra da estrela, entrei num planalto magnifico, a fazer lembrar o alentejo. uma hora de condução praticamente a direito, com a vista totalmente desafogada em pano de fundo, e uma tranquilidade deliciosa. verde, e verde, e mais verde, aves de rapina a perscrutar os campos lá no alto, gado na descontra pelos imensos pastos. a cidade surgiu no meio daquele plano como um oásis no deserto.

orientei-me pelas cúpulas da catedral para ir directa ao centro. enquanto procurava um sítio onde enfiar o carro, tive o primeiro vislumbre daquilo que me esperava, e começou a baixar ali uma sensação de assombro. carro estacionado, toca a dar corda aos sapatos.

perdi-me nos contrastes.

o coração de salamanca transpira história, quase sentimos o tempo a recuar até às suas remotas origens... a quantidade quase obscena de monumentos impecavelmente conservados, convive paredes meias com edifícios mais modernos, mas que nem por isso destoam. é que para além do notável esforço em manter o estilo pitoresco, e preservar o encanto romântico das fachadas, existe um elemento-chave que liga aquele cenário todo - a cor dourada da pedra utilizada nas construções.

não só ofusca as diferenças entre os edifícios antigos e os novos, como por ser uma cor quente, transmite uma sensação invulgarmente acolhedora. apetece mesmo perder-nos por aquelas ruas e ruelas todas, e não é apenas pela beleza dos edifícios.

la clerecía y conchascatedralplaza de anayapalacio de la salina

alguns detalhes surpreendentes: não há cá painéis a descaracterizar as fachadas, os letreiros são escritos a tinha vermelha na pedra; as placas dos números de polícia serem idênticas em todo o centro; e a decoração dos suportes das caleiras.

pode ser uma cidade muito antiga, esforçar-se por manter um ar quase medieval, mas não tem um feel antigo. a razão é simples: sendo um enorme polo universitário, está tomada de assalto por milhares de estudantes. há gente jovem por onde quer que se aponte os olhos, a curtir a cidade nos tempos livres. a juntar às hordas de turistas, é uma mistura que resulta num ambiente muito animado e descontraído.

puente romanoUntitledhuerto de calixto y melibea

durante a tarde, à medida que as nuvens cinzentas se iam afastando, as ruas iam enchendo cada vez mais. nas zonas mais concorridas chegava a ser difícil andar sem andar a encalhar em alguém. ainda assim, a cidade permanecia limpa, e não havia qualquer vestígio de insegurança.

rúa mayor plaza mayorbeer o'clock

andamos, andamos, e andamos. tentando evitar ao máximo passar duas vezes no mesmo sítio. a cada passo que dava, a cada esquina que contornava, abria-se um mundo novo. sempre com qualquer coisa de fantástico para admirar. duas coisas que eu não conseguia fazer: tirar os olhos de cima e o queixo de baixo. três, se juntar o facto de não conseguir tirar o dedo de cima do disparador da máquina.. de fazer um turista japonês corar de vergonha LOL

para lá do passeo de san vicente e da gran vía, surgia uma cidade absolutamente normal, com outro tipo de movimento, trânsito, e muito menos concorrida pelos turistas.

só paramos quase às oito e meia, e foi porque tínhamos uma reserva num restaurante longe do centro.

uma coisa que aprendi neste salto a espanha, janta-se tarde por lá. quando fiz a reserva, não me ocorreu que às oito e meia, o sol ainda vai alto e era capaz de ser cedo para cenar. parece que só lá prás dez é que eles começam a pensar no assunto. also, explica porque é que há uns anos atrás, a minha reserva no restaurante em madrid ficou sem problemas para as dez e meia, e às onze ainda havia gente à espera de mesa. hum.. agora por isso, será que fui espanhola na minha vida anterior? é que o meu ritmo circadiano está muito melhor ajustado aos horários deles que aos nossos :D

cala fornells paella

do restaurante fomos directos para o hotel, comigo a lamuriar por não ir dar umas voltinhas noturnas pela cidade. mas estávamos cansados, e o dia seguinte ia ser igualmente cansativo. era melhor não arriscar, que uma pessoa já não vai para nova.

claro que passei as duas horas seguintes a engendrar um regresso mais demorado. e depois voltei a atenção para a tv, que estava a passar o alien (o manhoso) dobrado em espanhol muhahaha

álbum completo aqui

 

seguir para a segunda parte >

Trás-os-Montes e Alto Douro // dia 2

o menu do dia era ambicioso. conhecer o parque natural de montesinho, visitar umas quantas aldeias, fazer uma bucha em gimonde, e se tivéssemos tempo, acabar o passeio em bragança. isto tudo até por volta das seis, para não chegarmos muito tarde ao destino do dia, caçarelhos, que fica já em pleno planalto mirandês.

(porque infelizmente ainda não dominamos o conceito de deitar cedo e cedo erguer) deixámos tuizelo por volta do meio dia. agora sim, a aventura ia finalmente começar \m/

com neve nos picos da sanábria e vento a soprar de norte, o parque de montesinho parecia um frigorífico. mas o cenário compensa o desconforto.

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então, a isa tem uma *certa* obsessão com fronteiras. aquela linha muitas vezes imaginária fascina-a de sobremaneira, mas não sabe bem explicar o porquê. e como é lógico, estando tão perto, não ia perder a oportunidade de andar a roçar-se nelas.

por exemplo este troço de estrada, que segue os contornos da nação:

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não existe aqui nada, não tem nenhuma atracção especial. a paisagem é bonita mas nada do outro mundo. no entanto perdemos aqui mais tempo do que aquele que quero admitir, aos saltos entre os dois lados. portugal.. espanha.. portugal.. espanha.. portugal.. espanha.. muhahahah adorei!

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uns kms mais a frente, um cenário muito caricato ao dobrar uma curva: um cemitério na localização mais estratégica de sempre (com o devido respeito aos que lá repousam). que é como quem diz, uma distracção na estrada e vais directo à tua última morada!

a próxima paragem seria a barragem da serra serrada, no topo do parque. para alcançá-la passamos por uma aldeia com um nome brutal, cova da lua, e que eu me arrependo muito de não ter parado para conhecer melhor. aqui vi a umas casinhas que me despertaram a curiosidade. semi-redondas, baixinhas, com o telhado de esguelha, e sem janelas, apenas uma pequena porta. mas tinha pela frente demasiados km para estar a fazer paragens não programadas e não quis arriscar..

seguiu-se uma etapa em modo off-road. se há uns anos não me chateava mesmo nada enfiar o carro em estradas de terra batida, agora, com o carro a fazer oito anos e já com mais de 150k km no motor, começo a ficar com medo de grandes cavalgadas - algo que me rende gozos da parte do homem, que antes era badass e agora estou feita uma coninhas e assim. anos.. anos de dedicação!

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funny thing. ia visitar uma barragem, acabei por visitar duas. é que a primeira que encontrámos, a barragem de veiguinhas, é recente e nem sequer aparece no google maps.

e que belas vistas, tanto uma como outra, renderam!

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apanhamos vários estrangeiros a caminhar por estas terras. fiquei invejosa.

próxima paragem: aldeia do montesinho. esta é clássica. ir ao montesinho e não ir à aldeia do montesinho era como ir a roma e.. you get the picture. esta aldeia é um postal. está bem preservada, as habitações em xisto ou granito, têm sido reconstruídas respeitando a traça tradicional. foi aqui onde pude ver pela primeira vez as casas típicas transmontanas que, segundo o que aprendi na escola primária, têm dois pisos. no de cima é onde vivem as pessoas, no de baixo é onde guardam o gado, para ajudar a aquecer a casa. ou qualquer coisa nessas linhas, já foi há muito tempo que andei na primária. quase 30 anos *gulp*

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entretanto passámos por uma série de aldeias, mas não houve oportunidade de parar porque já se fazia tarde e eu ainda não tinha chegado aquela que mais queria conhecer, rio de onor.

quando andei a lamber o mapa, tropecei numa aldeia no extremo nordeste transmontano que parecia ser atravessada pela fronteira. eh lá! eu tinha que ir ver aquilo com os meus próprios olhos e especialmente, ouvir os habitantes. que língua se falaria ali? português? espanhol? portunhol?

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são duas aldeias diferentes, rio de onor e rihonor de castilla, e independente de pertencerem a países diferentes, a população não liga muito à divisão e vive em comunidade, partilhando entre si, recursos naturais e infraestruturas. a parte portuguesa está mais habitada, e está (muito) melhor preservada que a gémea espanhola, que está a cair aos bocados. em relação a línguas, no lado espanhol ouvimos falar espanhol, no português, português. de riodonorês nem um pio :(

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entretanto encontrei um post que explica muito bem a divisão entre as duas aldeias.

tinha dado dois paços em espanha, quando vi este painel informativo sobre a zona:

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decidi trollar o homem:

"olha lá mor, estamos na serra de la culebra"

wait for it... wait for it.. waaiiii...

"enrique, estas aqui?" ... "e tu? siempre como culebra!" quando começa com isto não consegue parar tão cedo muhahahah não se calou na meia-hora seguinte, pelas ruas derihonor, a dizer que ia bater à porta e perguntar se o enrique estava. tão bom (para quem não apanhou a referência, fica o link)!

aquilo que mais me belisca, é que nestas aldeias, apesar o lufa-lufa dos seus habitantes, vive-se muito devagar. parece que o tempo é infinito. e o contacto com a natureza é qualquer coisa.. uma corsa saltou do meio do nada para o meio da estrada e desapareceu novamente para o meio do nada. fiquei maravilhada. só faltou ver um lobo.

dali seguimos por guadramil, uma aldeia do mesmo género de rio de onor, mas ainda mais isolada, como se tal coisa fosse possível. arrepio-me de pensar em como será viver num sítio tão remoto. ok, bragança não fica assim tão longe como tudo isso.. mas é uma zona muito desolada.

chegamos a gimonde demasiado tarde para almoçar e demasiado cedo para jantar no abel, mas como estávamos a morrer de fome acabámos por ir petiscar uns enchidos numa tasca ao lado. e porque fomos descaradamente cobrados à turista estrangeiro, não ganharam novos clientes.

ainda raspámos em bragança mas como já se estava a fazer tarde e ainda tínhamos uma hora de caminho até caçarelhos, acabamos por não parar. três assuntos inacabados, posta n’o abel, e visitar cova da lua e bragança. quatro, se juntarmos uma caminhada pelo percurso do porto furado.

estava eu a comentar com o homem, enquanto esperávamos pela nossa anfitriã, que pelo valor da dormida daquela noite, caçarelhos ia ser o elo mais fraco das pernoitas. mas depois a dona do alojamento chegou, abriu a porta e disse que a pequena, mas muito acolhedora casa, já com a lareira acesa e tudo, estava por nossa conta.

oi?

não deu para perceber bem quando fizemos a reserva no booking, mas aparentemente, não era um quarto, era a casa toda! quarto, sala, e cozinha, abastecida com pão fresco, ovos, leite, iogurtes, queijo, fiambre, sumo, doces café, chocolate, chá e toda a panóplia necessária para cozinhar... por 40€? sabem aquela sensação que estamos a roubar alguém sem estarmos a roubar? foi por ai.. acabámos por pagar um bocadinho mais do que o suposto porque a consciência não deixava. uma pena do caraças só ficarmos lá uma noite.

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also
, a dona da casa emprestou-me um guia da rota da terra fria que me veio complicar o esquema.. passei o resto da noite a marcar estrelas no mapa, de sítios que seria interessante conhecer. oh my...

* estadia patrocínada pela minha estimada conta bancária

 

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Madrid me gusta!

no último fim-de-semana de outubro o marido levou-me para madrid com intenções de pagar uma promessa que me tinha feito há uns anos atrás, quando recebeu uma newsletter a anunciar a inauguração deste moço

 

eurostars madrid tower

 

"um dia vamos dar uma nas alturas" disse-me :D

 

levou alguns anos a concretizar a coisa, mas a breve passagem por madrid em agosto remexeu-lhe qualquer coisa na memória, pois umas semanas depois, ao receber uma newsletter (outra!!) da iberia com umas promoções interessantes, decidiu reservar um fim-de-semana na capital espanhola pela comemoração do combo birthday/anniversary em grande e nas alturas!

 

desta vez ia um bocadinho melhor preparada. já sabia que bilhetes de metro comprar, tinha assinalado alguns pontos turísticos que queria visitar, tinha um mapa (que é tão genial que vou dedicar-lhe um post tem um post dedicado), tinha inclusive uma reserva feita num restaurante para o jantar. nada mal para quem detesta fazer planos com antecedência :D

 

madrid é confusa, cheia de gente, mas fixe (nem acredito que tou a dizer isto)! 

 

fartámo-nos de andar a pé (pelas minhas contas, palmilhamos à vontade mais de 20km) e de metro. aquele metro é demoníaco. dá um jeitaço do caraças porque chega a todo o lado, mas matou-nos de cansaço lol às tantas já preferíamos andar a pé!

 

vimos e revimos o centro, comemos tapas no mercado de san miguel, strollamos pela gran via, puerta del sol, entrámos numas quantas lojas na fuencarral, comemos paella num tasco com muito bom aspecto (embora fosse 100% orientado para turistas), mas ao parque del retiro já chegámos ao anoitecer (PQP a mudança da hora) e não deu para ver grande coisa nada..

 

barajas cuatro torres business area tapas Untitled mercado de san miguel Untitled plaza mayor Untitled

 

ficou ainda MUITO por conhecer... mas algo me diz que sou capaz de cair lá mais umas quantas vezes nos tempos vindouros, até porque (e a coisa que mais me choca nesta historia toda) ir e voltar a madrid de avião fica custa praticamente o mesmo que ir e voltar à terrinha de carro pela AE... e leva menos tempo!

 

quanto ao hotel, é brutal e os quartos fantásticos, proporcionou uma experiência incrivel. ficámos no 22º andar que tinha uma vista de cortar a respiração, principalmente à noite. o spa (29º andar), então, nem se fala. estar num jacuzzi com vista quase total sobre a cidade é qualquer coisa...

infelizmente tem alguns problemas: o staff não é lá muito atencioso nem simpático, fica longe do centro como tudo e comer lá é para esquecer, que os preços são estupidamente caros. para não ajudar, apanhamos um evento qualquer e na hora que estava a chegar a vipalhada toda fizeram-nos entrar (nós e os restantes hóspedes) pela porta de cavalo. meh...

On tour III

portanto, tivemos que nos ir abastecer de galochas e ponchos para a chuva muhahahah awesome!

 

por acaso a decathlon tem uma ferramenta no site que se revelou ser de extrema utilidade: consultar stocks. descobrimos que a loja do montijo reunia todo o material que precisávamos e SIGA que não há tempo a perder!!

 

como íamos só de fim-de-semana para a lama zurique, quisemos ir o mais leve possível. então cada um levou uma mochila às costas com o mínimo necessário: basicamente roupa interior e roupa para usar no festival - às contas disso, andei 3 dias com a mesma roupa. fuck yeah!!

 

nem a nikon foi, levámos a velhinha canon 510 point'n shoot (aka SUGA-PILHAS-FILHA-DA-MÃE!) havia de servir. espero mesmo que a câmera do próximo iphone seja decente, para não ter que comprar uma compacta nova para estas coisas..

 

e de repente, era sexta! 

largamos o cascas na garagem em lisboa (avença ftw!!) e fomos experimentar a nova estação de metro do aeroporto. o check-in tinha sido feito online na noite anterior - que maravilha de invento - por isso távamos na boa.

 

o voo para madrid partia de lisboa ao meio dia e meia à uma e vinte. eu tinha o modo histérico ligado, não parava quieta na zona de embarque. volta e meia aprochegava-me do marido, que guardava pacientemente o nosso lugar na fila, e guinchava-lhe "tienes sus papeles??".. os aviões dão comigo em maluca :D

iberia Untitled 

 

porque o voo saiu atrasado de lisboa e porque demoramos quase meia-hora a tentar chegar a alguma conclusão sobre onde ir em madrid e que bilhete de metro comprar, e onde estão os cacifos para deixar as mochilas, ficamos com cerca de 3 horas para veranear na capital espanhola.. e ainda tínhamos que almoçar.

 

saímos no fim da linha de metro do aeroporto e tava a andar de mota. acabámos por não ver nada de especial na cidade, demos apenas umas voltas ao quarteirão financeiro. madrid parecia um forno. tava um calor desgraçado, daquele *bem* seco.. fomos ao el corte inglés (gigantesco) lá da esquina e depois voltámos a barajas. 

madrid-barajas

 

chegámos lá quase em cima da hora, mas como o check-in do voo número dois do dia também já tinha sido feito, foi chegar e embarcar.. e às oito da noite estávamos a levantar voo para o destino final.. UUUUUH UH!

 

como a visita a madrid foi tão pobrezinha, ficou prometida nova incursão em breve.. afinal de contas, está aqui tão pertinho :D

13 de Setembro de 2012, às 00:43link do post comentar

¡Hola, España!

tal como no ano passado, meti os dias que me restavam de férias para o fim do mês, que andava mesmo a precisar de um descansozinho, e o marido, em plena mudança de emprego, também conseguiu filar uma semanita e meia :)
nos dias antes do natal aproveitei para meter umas coisas em dia e preparar a ida pros algarves.

como íamos para o natal e passagem de ano, um passeio pelo meio impunha-se, porque se ficasse por lá, arrastava-me os dias inteiros e não fazia nada das férias.
mas ali prós algarves, ou ia pró alentejo ou então...pa espanha.

então decidimos conhecer o sul de espanha!

como quem vai ao mar havia-se em terra, decidimos comprar um software de gps pro iphone. mapas em papel é coisa do passado (e tinha que ir comprar um) e os mapas do iphone com roaming de dados era impensável.
podiamos ter ido às cegas, ao sabor das estradas, mas não havia margem para enganos, que o tempo estava contado ao minuto.

dia 0
saímos tarde..queria sair até das cinco, mas quando finalmente nos fizemos à estrada eram oito da noite, com 460km de asfalto para comer.
o que vale é que é sempre a abrir, as estradas são muito boas :)

depois da encruzilhada em sevilha para apanhar a auto-estrada para sul (abençoado ndrive), e pagar portagem (pois, ao contrario da crença popular, em espanha paga-se portagens.. em algumas auto-estradas), e seguir por uma estrada deserta durante duas horas, e mais uma encruzilhada na estrada para sair da auto-estrada (abençoado ndrive) eis que finalmente estacionamos frente ao AC la linea, pertíssimo de gibraltar, era uma da manhã (com o acréscimo da hora que ganhamos ao entrar em espanha)

o hotel, de 3 estrelas, tinha muito bom aspecto. o quarto era pequeno, mas estava muito bem amanhado, a cama era confortável, o mini-bar era à borla, free wifi, etc etc.
como aquela hora já não conseguíamos jantar em lado nenhum, pedimos uma sandocha que deu prós dois. foi a primeira vez que usamos room service num hotel he he he

a cidade é que não nos inspirou muita confiança e foi um alivio poder ter deixado o carro na garagem privativa do hotel.

dia 1
saímos do hotel rumo a gibraltar. o marido não conhecia, e eu só lá tinha estado uma vez, há coisa de 15 anos e tinha curiosidade em voltar. o dia estava razoavelmente bonito, e dava para ver a pontinha do continente africano perfeitamente bem.

pensei em deixar o carro logo ali à entrada e visitarmos a cidade a pé e de taxi, mas fui andado e andado e quando dei por mim, tava no europa point, o ponto mais meridional de gibraltar.

norte de africa

depois fui andando e andando (sempre com muito cuidado, que aquelas estradas foram feitas para andar de bicicleta) e quando dei por mim, tava a olhar para a placa que indicava a entrada para o rochedo!

lá subimos ao ex-librs da cidade: the rock!
então, aqui a vossa excelentissima esperteza decide, em vez de estacionar logo ali à entrada, levar o carro até lá cima, por uma estrada onde só passa um carro à vez, mas com o extra de haver uma fila de carros estacionados... sabe lá deus como, mas o cascas voltou sem um risco. impressionante!

lá em cima fomos visitar as grutas e os túneis, os macacos explorados pelos locais a troco de restos de comida, e as ruínas malcheirosas, que não há muito mais para ver. a única coisa realmente bonita é a vista :P

st michael's cave apple cave main st the rock

nem o marido ficou impressionado nem eu, que aquilo podia estar muito mais bem cuidado..a cidade em si também não está lá muito bem tratada apesar da explosão de construções luxuosas..
isso e omg, aquelas ruas apertadíssimas onde eu ousei meter o cascas...pobre, pobre carro...foi mesmo um feito vir de lá sem um arranhão :P

por fim acabamos por estacionar algures e ir palmilhar pela main street. ainda andamos a ver se encontravamos uma objectiva que tenho debaixo de olho mas, metade das lojas estavam fechadas e a outra metade não tinha nada daquilo que procurava..e não é por nada, mas já vi objectivas em lojas online mais baratas que lá : /

aproveitamos ainda para lanchar um english breakfast.. and again, não fiquei impressionada :P

fixe, fixe foi o pôr-do-sol que apanhamos lá. havia muito tempo que não via um tão bonito :)

sunset

caiu a noite e eu só queria era sair dali e meter-me a caminho de ronda. claro que ainda estivemos quase meia-hora na fila da fronteira, e depois mais meia-hora às voltas em la línea para sair de lá..maldito labirinto...

tive pena de fazer a estrada para ronda de noite, porque a viagem é quase toda ela é por cima de montanhas.. imagino paisagem que perdemos naquela noite..



chegamos a ronda por volta das nove da noite, estava desagradável e chovia a potes.
para complicar ainda mais, aqui as vossas excelentíssimas espertezas não se lembravam do nome do hotel que tinham reservado, quanto mais a morada..ainda por cima a cidade era beeem maior (e diferente) do que esperávamos, logo, nem por memória visual íamos lá.


demos por lá umas voltas, até que a impaciência levou a melhor e usamos o roaming de dados para aceder ao email, enquanto a optimus esfregava as mãos de contente às custas do nosso desleixo :P
minutos depois estavamos a fazer check-in..

como o hotel não tinha estacionamento, tivemos que ir deixar o carro num parque subterrâneo. depois jantamos pelo caminho, porque o hotel não tinha restaurante..


quando voltamos, tínhamos o quarto gelado e o a/c não aquecia nada.. que 4 estrelas tão mal polidas :P

dia 2
ronda é uma cidade que eu tinha muita curiosidade em conhecer, depois do vizinho browserd ter postado umas fotos da sua ida lá..fiquei foi parva quando reparei que entretanto já passaram mais de 4 anos..raio do tempo, pah!

depois do pequeno-almoço tomado e do check-out feito, fomos descobrir a cidade e as suas vistas. como só ficamos lá um dia, não deu para ver nem metade da cidade..ficou prometida uma próxima visita :)

ponte nova ronda ronda miradouro ponte nova ronda

então partimos rumo a granada, com 180km pela frente, por vales magníficos!

andaluzia andaluzia windmills @ andaluzia

chegamos lá por volta das seis da tarde, hora de ponta..e abençoado ndrive, que nos levou direitinhos ao hotel!

vínhamos esfomeados... mas o hotel tinha banho turco he he he

and again...o hotel, que era enorme, não tinha restaurante..apenas um miserável serviço de bar com sandes manhosas e puta de caras...mas que é que raio se passa com os espanhóis para não terem restaurantes nos hotéis??
só que eu tava esmifrada com fome, e não queria estar a tirar o carro da garagem e não me tava a apetecer a andar às voltas numa cidade que não conheço, de noite, à procura de um restaurante...

mas definitivamente, a cadeia de hotéis AC rula!

quartos impecáveis, camas confortáveis, mini-bar e wifi gratuito, a/c, etc etc..

(menos 1 ponto por não terem restaurante :P)

dia 3
check-out do hotel rumo à serra nevada!
o dia tava feio, muito nublado e chuvoso.. demoramos um bocado a chegar lá a cima, e a primeira coisa que fiz foi *oh joy* enfiar o carro num parking gigantesco. sweet!

pradollano parece quase uma cidade. só hotéis, restaurantes e lojas, e montes de gente por todo o lado.. mas neve, só lá em cima, e os acessos tavam todos fechados. não havia teleféricos para ninguém, e as pistas estavam encerradas devido ao mau tempo..como seria de esperar :P

palmilhamos aquilo a pé, apesar de estar frio, chuva e um nevoeiro que não deixava ver um palmo à frente. depois escolhemos um restaurante para ir almoçar, que a fome já apertava.

fora os desportos de neve (e provavelmente de montanha), não nos pareceu que houvesse muito para fazer ali.. então com muita pena nossa, decidimos que estava na hora de regressar a portugal.
mas apesar do sitio estar completamente orientado para o turismo, gostei do que vi!

no regresso foram 560km.. 7 horas sempre a andar, apenas com paragem pa atestar o depósito. 
boa parte do percurso foi feita a pouco mais de 60km/h por causa da chuvada e da bruta trovoada, que era de arrepiar os pelinhos todos.

confesso (apesar de odiar começar as frases assim) que não estava a espera de gostar tanto (do interior) do sul de espanha. o litoral, do pouco que vi, não me impressionou, agora aquelas montanhas e aqueles campos tão bem cuidados e aquelas estradas solitárias, sim...muito!
um destes dias havemos de lá voltar. explorar ronda melhor, conhecer granada, esquiar (nem que seja de cú) na serra nevada e quem sabe conhecer a costa :)

...e pronto!
três dias, três cidades, três hoteis, 1350km percorridos. muito bom!
a estrela da viagem foi mesmo o ndrive. aquela cena funciona mesmo bem, pena às vezes que o iphone recebe mal o sinal de gps e baralha aquilo tudo...isso e obras nas cidades, que trocam as voltas aos mapas..
mas como primeira experiência com gps a sério, achei o ndrive fantástico e acho que a app vale cada cêntimo :)

(btw, mais fotos, aqui)

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

bucket list

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores: #11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

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