London // sights

como este post é supostamente o menos interessante do rol (ou não tivesse eu percorrido todos os clichés de londres, que todàgente já conhece ou ouviu falar), vou temperá-lo com uma boa dose de parvoíce :D

estivemos em piccadilly circus à noite e de dia. é uma confusão do caraças seja a que altura for. falhei em compreender o fascínio por esta praça, não achei nada de especial. além disso, a fonte estava em obras, o que não ajudou muito.

passamos pela abadia de westminster, que não visitamos. dissemos olá ao big ben e tiramos umas quantas selfies parvalhonas que rezo para nunca caírem nas interwebs. passamos a ponte de westminster (yay, o famoso tamisa) para ter uma perspectiva frontal das houses of parliament, que não fomos visitar.



aqui sucedeu um avistamento inesperado. uma raposa a deambular pelo jardim do hospital ali ao lado, em pleno centro da metrópole. waaaa... a primeira coisa que me ocorreu foi que seria de estimação. mas não haviam humanos por perto, e ninguém se meteu com ela durante os minutos que andou debaixo dos nossos radares, e tampouco tinha ar de estar domesticada.. ficamos realmente impressionados por ver aquele animal ali.. não, não sabia que londres tem uma população de cerca de 10 mil raposas urbanas. brutal!!!

"caímos" na asneira de ir andar no london eye. não estava nos planos, não tinha comprado bilhetes com antecedência, a fila para a bilheteira era medonha. mas o homem achava que já que estávamos ali, devíamos ir só porque sim. oh well.. tá engrassade, mas não, há cenas mais fixes onde estourar as 25£ que custa cada entrada.



arrisquei a vida para tirar esta foto em frente ao ministério da defesa. estava um guarda armado com uma metralhadora, ambos a olhar para mim com ar de poucos amigos. tudo porque foi cenário de um dos meus filmes favoritos dos últimos anos.



e já que estávamos numa de locais de filmagem do edge of tomorrow, seguimos para a trafalgar square. acho esta praça lindíssima - vista de cima. vista ao nível dos olhos não é nada por aí além. anyway, o mais interessante que encontrámos nesta praça foram os semáforos.

depois continuamos pela the mall, uma larga avenida que vai em linha recta até ao palácio de buckingham. reconhecia-a facilmente da tv, não só o tom cruise passou por lá a jardar de mota, como o clarkson e o bando do top gear gostavam muito de ir para lá fazer macacadas.

no palácio de buckingham, sôdona rainha estava em casa mas não deu o seu ar de graça, ao ajuntamento de curiosos cá fora. fiquei com a sensação que deve ser chato, ter uma multidão (onde me incluí) sempre à porta da nossa casa, a fazer figuras tristes. se fosse a rainha, vinha cá fora correr tudo à vassourada!



gostei o memorial da rainha victoria, parece que é muito querida dos ingleses. tem a alcunha de "avó da europa" porque a sua descendência espalhou-se por quase todas as casas reais europeias. sei destes factos (ligeiramente) interessantes porque umas semanas antes, andámos a ver uma série biográfica sobre esta monarca, que me fez ficar agarrada horas a fio à wikipedia, a consumir informação sobre realeza na europa. acabei a ler artigos sobre a primeira e a segunda guerras mundiais :/



tower of london não tava praí virada, i don't do medieval. a tower bridge de estava em obras, e os meus planos de tirar bué de selfies em posições ridículas lá saíram todos esburacados, como o asfalto que eles estavam a substituir no tabuleiro.



agora as torres de vidro. marquei o pequeno-almoço no darwin brasserie, no 36º andar do 20 fenchurch street, aka walkie talkie. achei que era uma forma fixe para visitar o sky garden. quando recebi o mail da confirmação da reserva, vinha lá a falar em dress code e entrei em pânico. dress code, para ir tomar o pequeno-almoço, really? vou ter que ir carregada com roupa de propósito? NOOOOOOO... depois fui ao site e vi que só era imposto a partir das cinco da tarde. uuuuuuuff!!

só por causa das coisas, fui vestida como uma soccer mom em dia de treino!

a vista sobre a cidade é mil vezes mais interessante que do london eye. o espaço é muito agradável, e como fomos antes da hora da abertura aos visitantes estava muito calmo. quando saímos, a fila para entrar dava a volta ao edifício.



o the gherkin é capaz de ser das torres de vidro mais bonitas que já vi. pena não ser possível visitá-la. também não subimos ao miradouro do majestoso the shard porque era estupidamente caro (26£). não digo que não seja interessante, mas já tínhamos gasto dinheiro suficiente em miradouros aéreos.



o edifício do city hall parece o capacete do robocop. 'nuff said!



o borough market pareceu-me giro, especialmente pela localização - debaixo da ponte. o cheiro no ar era um bocado enjoativo, demasiados aromas going on, vindos das muitas barraquinhas de street food, que àquela hora bombavam a todo o vapor.



covent garden não achei nada de especial, processem-me. gostei mais do st martin's courtyard. é um beco cheio de lojas posh. existem dezenas de becos destes espalhados pelo centro, são um mimo.

carnaby street, é outro centro comercial ao ar livre. moooontes de lojas e restaurantes. como já tínhamos andado para cacete naquele dia, não estava com energia para grandes explorações, uma pena. toda aquela zona é muito, muito fixe!



andamos por hyde park a contribuir para a obesidade dos seus habitantes. esquilos, pombos, pegas, corvos.. não são muito ariscos, nem esquisitos, o que vier à rede é peixe. a meio do parque está o imponente memorial que a rainha victoria mandou erguer em honra do seu falecido consorte. dá para ter uma ideia da devoção que ela tinha por ele.



o holland park enganou-me. ali nas traseiras do primo famoso, pelas fotos contava que fosse um paraíso escondido. só que não.. à excepção do kyoto garden, este parque parece deixado ao abandono (apesar de andarem por lá jardineiros), relva por cortar há muitos meses, sebes por aparar, mato.. uma tristeza. espero que seja temporário.



os pavões do kyoto garden salvaram o passeio. ficámos deveras impressionados pela sua cordialidade. quando toparam que havia amendoins para distribuir, meteram-se na fila juntamente com os esquilos e as pegas, e aguardavam calmamente pela vez deles. o seu bom comportamento foi devidamente recompensado.

...mas tenho que admitir, que quando vi os pavões a irem todos na direcção do homem, tive um certo receio que o atacassem. não são aves pequenas, e em bando, nunca se sabe.. felizmente eram pacíficos.



interagir com os bichos foi das melhores partes da viagem. são verdadeiros anfitriões :D por falar nisso, há um memorial em hyde park que me deixa com lágrimas nos olhos.

battersea power station, òzanos que queria conhecer pessoalmente este imponente edifício (provavelmente um mamarracho aos olhos de alguns). esta antiga central eléctrica a carvão tornou-se numa estrutura icónica, muito famosa na cultura popular. a capa do animals, dos pink floyd é um dos exemplos mais conhecidos.

abeiro-me do tamisa para mirar o bicho, e aquela cena tá em obras, com duas das chaminés características em baixo. FFS.. cheguei tarde demais, o tamanho do meu desgosto. diz que a apple meteu as unhas naquilo (o dinheiro que a malta gasta em iphones está a ser bem aplicado muhahahah), e está-se a preparar para mudar a sua sede do reino unido para lá. pelos renders do projecto dá para perceber que vão preservar a fachada, mas vai ficar encafuada no meio de edifícios modernos. em 2021 vou mandar o meu cv para a apple.. one never knows :D

notting hill é um bairro muita castiço. as fashonistas adoram ir tirar fotos em frente às townhouses vitorianas, assisti umas quantas sessões fotográficas. gosto, mas não sou fã o suficiente do filme com o mesmo nome do bairro, para ir à cata dos locais de filmagem.



é também neste famoso bairro onde se realiza o não menos famoso portobello market. adoro mercados, mas acho que não estava no mood para este, não o achei nada de especial (devia ser do frio, ou da multidão que não deixava ver grande coisa).. mas daqui trouxemos um episódio caricato:

descemos do autocarro que nos levou da baixa de chelsea até notting hill, aflitinhos para dar uma mija. quando digo "aflitinhos", digo muito próximo de molhar as calças.

pelos vistos, as lojas desta rua não têm casas de banho, FFFFFUUUUUU!! entramos numas quantas, sem sucesso. como é que é possível que num local onde se junta tanta gente, não tenha sitio para a malta se aliviar? não li nada sobre isto nos guias, humpf!

às tantas, o homem apanha um policia na rua e pergunta-lhe aonde é que que havia uma loo nas redondezas. o prestável agente indica a direcção dos toilets públicos, notando que são pagos (oh amigue, eu nesta altura pago o que for preciso para não ter que tomar medidas por demais embaraçosas). thank you so much, kind sir!

tentar furar a multidão para andar um quarteirão até ao wc foi, utilizando uma palavra civilizada para descrever a nossa agonia, desesperante. quando por fim alcançamos o oásis das sanitas, guess what? os wcs estavam desactivados... FFFFFUUUUUU!!!

mais à frente, no fim da rua havia uma espécie de centro comercial, com wc's YAY... apenas para lojistas. FFFFFUUUUUU. demos a volta aquilo é nada. prestes a rebentar, o homem entra numa loja ao calhas, pergunta onde é que se vai à casa de banho ali. a rapariga diz-lhe que podemos usar as da esquina (dos lojistas), uma delas costuma estar aberta ao público. sweet jesus motherfucking christ mesmo a tempo de evitar um acidente de proporções catastróficas para a nossa honra.

passamos por muitos mais pontos de referência, monumentos, pontes, bairros, etc, mas estes são os mais relevantes e com algo para recordar. da to do list, apenas falhou a kings cross e o camden market. not bad!

posto isto, até ao meu regresso londres!!!

álbum completo no sítio do costume

London // food

certamente que não fui a londres atraída pela comida típica inglesa (ok, o english breakfast e o fish&chips eram "experiências" obrigatórias). também não fui pelos restaurantes de chef's famosos que não é a minha cena, e muito menos pelos mercados de street food onde se pode comer iguarias de todo o mundo (e arriscar uma caganeira explosiva no processo). não, eu fui pelo ramen!

UAU, ramen. que cena tão inglesa!!

como há muito para falar sobre ramen, vou dedicar dediquei um post a este capitulo. ao contrário do esperado, digamos que correu bem. talvez demasiado bem. fica uma amostra, para abrir o apetite :D'



fomos enfardar o english breakfast numa sugestão retirada do tripadvisor, no regency cafe. sitio modesto, autêntico, a atirar para o kitsch, e com preços muito em conta. não estava com medo desta sugestão, e com menos medo fiquei quando entraram alguns 10 policias para ir comprar o pequeno-almoço (ou seria o almoço?), enquanto esperava pelo homem, que tinha ido à procura de um multibanco. este tasco estava cheio de ingleses de todas as idades, éramos os únicos estrangeiros. foi o único sítio onde tal coisa aconteceu.

a única coisa que estava com medo era do tamanho das doses. enormes. não queria que sobrasse nada. não estava a sobrar absolutamente nada nos pratos dos outros clientes. 

kudos para este pequeno-almoço, incluindo o latte. tudo delicioso. e sim, sobrou uma posta de bacon. já era too much. pena que não deu para voltarmos lá para a desforra.

 
tinha duas referências retiradas do tripadvisor para comer fish&chips, mas acabou por acontecer num pub, em carnaby street. não era mau, mas também não era autêntico. era chapa 5, tipo aquelas paellas do paellador que se vêm por todo o lado, em todos os países.



gozai à vontade. se eu ia a londres, eu tinha que ir ao nando's. não perguntem que eu não sei responder, é uma pancada que tenho há muitos, muitos anos. acho que foi porque em miudinha fui a um nando's, em portimão. e aquilo marcou-me de alguma forma, para querer tanto voltar.

sabia perfeitamente que não é nada do outro mundo. é um fast food de frango assado, que não consegue competir com as nossas churrasqueiras tradicionais. gostei de lá ir (embora não tenha sido propriamente dito pela comida), o restaurante era acolhedor e parecia ter bom ambiente. 



como fã de donuts que sou, o krispy kreme não podia falhar! foi o último pequeno-almoço em londres, na victoria station, onde fomos guardar a tralha para as últimas horas de passeio. são. tão. bons!! foi impossível comer um!

eu bem tentei, mas o homem não me deixou comprar uma caixinha com uma dúzia... buáááááá!!!!



agora apetece-me a lamber o ecrã... e não, os da dunkin' donuts não são tão bons quanto estes, (in)felizmente..

a the muffin man não estava na lista, mas tinha que acontecer, até porque estava a walking distance do hostel. quis ir a esta casa de chá apenas pelo nome (e sim, tinham gingerbread men :D), mas deliciei-me com o muffin de laranja que enfardei. fiquei com pena de não ter experimentado os scones, tinham muita bom aspecto. o latte não ficou aquém de nenhum outro em londres. café com leite é lá com eles!

London // lojas

ao lado de londres, lisboa pode ser comparada como uma cidadezinha da província. não tem muita coisa. logo, quando as pessoas da província vão a uma cidade a sério, procuram coisas que não têm na sua terrinha. tipo lojas!

ou seja, não tenho vergonha da admitir que um terço dos pontos da minha to do list eram lojas muhahahah e ainda tinha mais umas quantas assinaladas no mapa, para espreitar caso passasse à porta :D

a victoria secret foi o primeiro sítio que visitamos em londres. largámos a tralha no quarto, e siga apanhar o 10 para oxford street. finalmente!!! só demorou 4 anos a acontecer!!!

a loja de londres é giríssima!! e enorme!! quatro pisos de angel goodness. as funcionárias (e funcionários) que lá trabalham absolutamente simpáticas, atenciosas, e pacientes perante o furacão de gajas que revolvem tudo à sua passagem.

o homem tava no paraíso. por largos momentos perdi-lhe o rasto, tal como suspeitava que viesse a acontecer (ocorreu-me arranjar um tracker como se usa para os putos, mas depois achei que assim não seria tão divertido). quando voltei a meter-lhe a vista em cima, vinha carregado de coisas para mim experimentar.

estoirei o orçamento que tinha para esta loja nas calmas. o homem só não achou piada ter sido barrado à entrada do provador. mas a cornelia fez-me companhia, ajudou-me com o fitting, e assegurou-se que não me faltava nada.



tinha toneladas de curiosidade na urban outfitters. têm uma presença muito boho-hipster no instagram, e eu, qual borderline millennial, fui atraída para lá como uma traça. a loja que visitei era enorme, pensei que ia perder a cabeça (e a carteira) lá. só que não.. não vi nada que tivesse gostado particularmente. que granda desilusão..

a topshop já conhecia de madrid e a minha opinião mantém-se, é uma bershka glorificada. fui a duas lojas, uma delas com três pisos só com roupa de gaja, pouco ou nada me agradou. não sou o publico alvo, tá visto.

gosto muito do conceito da cos, e apesar de existir uma loja em lisboa, ainda não consegui chegar lá. em londres são como cogumelos em pleno outono, era difícil deixar escapar. entrei, gostei dos cortes e das texturas sóbrias, mas achei os tecidos pouco confortáveis, algo grossos e rígidos, não sei.. mais um tiro ao lado.

a lorna jane estava na lista como treat para o homem, que é um.. erm.. apreciador da marca. a mim passava-me ao lado, suspeito sempre de marcas que dão endorsements a pseudo-celebridades... até passar os olhos (e as mãos) pelo material. os tecidos e qualidade de construção das peças é qualquer coisa. nunca experimentei roupa de fitness TÃO confortável, mete a nike e a asics a milhas.

trouxe uns corsários(?) para o ginásio, que só não se fizeram acompanhar por uns tops porque a marca é carocha, e quero ver se a qualidade vale o investimento.

o nome assenta que nem uma luva à forbidden planet (aka, o céu para nerds), e devia haver uma ordem de restrição para pessoas como eu.. não me acorrentei a uma das montras porque não tinha como. o esforço que fiz para não trazer metade daquela loja comigo foi para lá de sobre-humano. não me sabia tão corajosa *cries*...

 
(in)felizmente a japan center estava apinhada quando lá fomos. não dava sequer para circular, nem sei como é que é possível deixarem entrar tanta gente num espaço daqueles. bom, foi pelo melhor, do pouco que consegui ver, ia sair de lá toda chorosa por não poder trazer metade da loja comigo :(

a minamoto kitchoan é uma loja de guloseimas japonesas super, super cute. apetece comer tudo. mentira, apetece comprar tudo e deixar numa vitrina sem nunca lhe tocar. trouxemos de lá uma kasutera deliciosa.

 
a coco de mer foi outra treat para o homem, que há muitos anos nutria uma certa curiosidade por esta sexshop. é... interessante :D

 
fui ao tesco a propósito para comprar chá. tenho um post sobre este chá escrito desde setembro, e ainda não o publiquei :/

o selfridges é uma das grandes department stores (armazéns é uma palavra demasiado chunga para chamar àquelas lojas) lá do sítio, e primeiro vislumbre daquilo que a estrangeirada endinheirada vai fazer a londres: compras. vimos coisas muito engrassadas neste espaço. valeu pelas festinhas que fiz a uns louboutin sem que ninguém olhasse para mim com ar enjoado \m/

o harrods é um marco lá do sitio, simplesmente não podia falhar. estivemos em vários pisos, mas aquilo é uma cena muito à frente, muito bling, muito black card a navegar por aqueles corredores. trouxemos chá, como a grande maioria dos pelintras que lá vai.

tinha mais três department stores na lista. passamos à porta de várias house of frasier, marks & spencer, e da liberty, mas não me apeteceu a entrar em nenhuma delas. quem vê uma, vê todas. entrei num john lewis (acho) porque tava aflita para fazer uma mijinha.

ir à boots (uma well's on steroids) é quase inevitável. perdi o único invisibobble que levei comigo e em desespero por apanhar o cabelo, fomos a uma bem grande (4 pu 5 pisos) a ver se havia. claro que havia! há tudo lá! aproveitei para levar outras coisas que estavam a fazer falta, lenços, toalhitas, e um puf de banho. tanta, mas tanta variedade! fiquei fã, quero uma boots cá em portugal!!

vi na montra de uma das muitas mangos que passei à porta, um sobretudo que andava a namorar há uns tempos. entrei, fui ter com ele, mas contas feitas, ficava mais caro se o trouxesse de lá. mesmo aconteceu na brandy melville, quando encontrei uma blusa que andava a perseguir desde lisboa. e ainda bem que não trouxe nenhuma das peças. comprei ambas cá, dias mais tarde, com 20% na black friday w00t!!

também entramos numa apple store para ver as novidades. é possível que tenhamos entrado em mais e eu não ter registado mentalmente.

curiosamente, não há uma bench no centro, e a única que existe nas redondezas é outlet. queria tanto uns trapitos da nova colecção, e sacanas não mandam para portugal..bah!

compreendo porque é que londres é a meca europeia de compras. existem milhares de lojas e lojinhas e encontra-se tudo lá, seja nas ruas principais, seja nas ruelas e becos apertados, pátios insuspeitos. parece um gigantesco centro comercial ao ar livre, para todos os gostos e carteiras. as lojas são bonitas, bem decoradas e arrumadas, e funcionários sempre simpáticos e prestáveis. é de perder a cabeça!

15 de Dezembro de 2016, às 00:18link do post comentar ver comentários (2)

Lost in... London

o aniversário de namoro, o aniversário dele, o meu aniversário, e o nosso aniversário. a prenda conjunta destas 4 celebrações foram 4 dias em londres, uma cidade que òzanos queria conhecer, nem que fosse para a tirar do sistema.

como já andava para acontecer há bastante tempo, as estrelas iam-se acumulando sobre o mapa. ainda assim, fiz o trabalhinho de casa para saber o que não podia perder. achei que na primeira visita à capital do reino unido devia passar pelas tourist traps todas, para sair da ignorância. de qualquer modo, não ia completamente às escuras, que o homem como já lá tinha ido, ainda que há uma eternidade.

para além das estrelas no mapa, que assinalavam de tudo (locais de interesse, lojas, restaurantes, etc) levei comigo uma to do list com 40 pontos daquilo que não podia mesmo falhar. voltei com apenas cinco por cumprir, e três deles apenas porque já me aborreciam as department stores. vê-se uma, vêm-se todas!

e choquem-se:

não inclui nem um museu ou exposição no roteiro!!

que horror!! sua provinciana ignorante, tacanha, inculta!! AH AH AH lamento, eu não ter pachorra para museus e exposições. para ir a museus tenho que estar ou muito curiosa, ou muito aborrecida. talvez num futuro regresso visite algum, desta vez estava exclusivamente interessada em conhecer a cidade e as suas vistas. queria palmilhar e ficar a conhecer a maior área que me fosse possível.

com excepção de uma reserva antecipada que fiz para um pequeno-almoço, os dias eram livres para escolhermos o que ver e fazer. sem o stress dos programas e whatnot, acordávamos, olhavamos para o mapa, e decidíamos como ia ser o dia.

porque a data da viagem foi fechada com poucas semanas de antecedência, as lowcosts já não compensavam perante a possibilidade de voar para heathrow, e ter a comodidade do metro no aeroporto. e já que o destino era inglaterra, fizemos questão que fosse a british airways a carregar os nossos arses até lá.

ia convencida que íamos apanhar secas brutais nos aeroportos, não fosse o de heathrow um dos mais movimentados do mundo.. só que não, nem um segundo de atraso para fazer justiça à fama.. tanto na ida como no regresso, o avião iniciava o taxi antes da hora da partida, e chegava ao destino antes da hora prevista. impressionante. aposto que da segunda vez que lá ir, vou esperar horrores para equilibrar o karma desta viagem lol

ambos os voos correram muito bem, suaves e tranquilos, em aviões bastante confortáveis. o voo de regresso foi num que ainda cheirava a novo, com 5 aninhos apenas. a única coisa menos fixe foi que o gajo subiu até aos 37 mil pés e quando começou a descer, o homem foi surpreendido por um doloroso episódio de sinusite barotraumática, que o deixou a ganir, agarrado à cabeça.

fiquei com os cabelos em pé ao aperceber-me o quão puta de caro é dormir num hotel em londres.. e foi assim que nos estreamos no airbnb.

escolhemos uma espécie de hostel disfarçado de airbnb, numa townhouse típica londrina, situada na belíssima zona de kensington, em frente ao hyde park. podia ter corrido melhor, se o sitio em questão, apesar de charmoso, não estivesse tão mal cuidado (ou então somos nós que estamos a ficar cada vez mais esquisitinhos com a idade) e o quarto ser mais pequeno do que aquele mostrado nas fotos. mas valeu pela localização, pelas várias carreiras de autocarro a passar à porta, e por estar recheado de snacks e bebidas à borla para os hóspedes.

durante aqueles 4 dias, o smartphone foi o meu melhor amigo. não que precise de mais provas que este pequeno gadget é das melhores invenções de sempre, mas não consigo evitar surpreender-me sempre que o ponho à prova. usei-o para tudo, mal tinha tempo para descansar no bolso:

toda a gestão dos voos (check-ins, boarding passes) foi feita na app da british airways; usei e abusei dos mapas do google: tinha o mapa offline, tinha os pontos de interesse assinalados no mesmo mapa, a sugestão de percursos por transportes públicos funciona genialmente bem, e o GPS que nunca me deixou tomar a direcção errada; o whatsapp dá um jeitaço para manter contacto com a malta, sem pagar roaming à operadora; no google keep levava a to do list e notas importantes, e na dropbox tinha os pdf's com as rotas dos autocarros, metros, e barcos; a app do revolut para gerir o único meio de pagamento que levamos connosco (wait for it); e claro, para tirar fotografias!

mas o telemóvel não foi a única invenção útil que nos acompanhou até terras de sua majestade. a outra foi o revolut, um cartão mastercard contactless pré-pago, gerido através de uma app instalada no telemóvel. carrega-se dinheiro com um cartão de débito (ou por transferência bancária), e tá a andar de mota!

a grande vantagem deste cartão é que faz câmbios sem custos adicionais, logo é perfeito para levar para um país com moeda diferente da nossa. ainda poupámos uns cobres com esta história. e não só, também dá para comprar moeda estrangeira. e eu aproveitei que a libra andava em baixo e comprei uma porrada delas, baratinhas, umas semanas antes da viagem.

e por ser contactless, não foi preciso comprar oysters para usar nos transportes públicos, aquilo servia perfeitamente tanto para pagar tanto deslocações, como compras em lojas e restaurantes, e até para levantar dinheiro. cada um tem o seu, e não utilizámos outros cartões sem ser aquele. ficou aprovadíssimo!

apanhei menos wifi à borla que esperava numa cidade tão desenvolvida (dizem-me que este mal acontece só no centro, não sei).. mas como aviei-me em terra, tinha o essencial em modo offline para me desenrascar e mal dei pela escassez de wifi.

a única parte chata da visita a londres foi o tempo frio, não apetecia passar muito tempo na rua. à noite então nem se fala.. e como nesta altura do ano começa a anoitecer às 4 da tarde, tínhamos que começar o passeio cedo para aproveitar bem a pouca luz do dia. nem tiramos fotos de jeito, que não dava para aguentar muito tempo com os dedos fora das luvas ou dos bolsos.

mas não foi só o frio que sabotou o registo fotográfico, a luz natural de londres é miserável nesta altura do ano. os nossos oneplus até têm cameras decentes, mas não conseguiram fazer milagres naquelas condições. não se aproveita quase nada.

não era capaz de viver lá. é demasiada gente, demasiada confusão, é demasiado fria no inverno, quase nem se vê o sol. não abdico da nossa luz, nem do nosso inverno ameno..

..mas!

gostei muito da cidade. é profundamente multicultural, nas ruas do centro, o inglês era o que menos se ouvia (havia alturas de não se perceber bem onde estávamos realmente), e a maioria dos empregados das lojas e restaurantes não eram nativos; a imensa grandiosidade dos seus monumentos e memoriais (aquela malta tem orgulho na sua história e se têm história!!); os contrastes arquitectónicos entre o ultra-moderno e o medieval; a preservação das fachadas antigas e do vibe old school dos bairros; da organização no meio daquele caos, da segurança que senti sempre nas ruas; entre tantos outros detalhes.

fiquei grande fã do serviço, da comodidade, e da frequência dos double deckers londrinos, ainda fizemos algumas "tours" neles. não achei o metro nada complicado, apesar de não ter termos usado muito. e não nos enganamos uma única vez nos transportes públicos, impressionante!

agora, alguém adivinha qual foi o primeiro sítio que visitamos em londres, mal largamos as malas no quarto?

Summer of 16 // the end

domingo, último dia de férias. porque que o tempo passa tão depressa quando a vida está a saber tão bem. porquêeeeeeeeee? chuinf.. pequeno-almoço, ronha no quarto, arrumar a bagagem, fazer check-out, assentar arraiais no spa. depois um mergulho na ria. depois um mergulho na piscina do hotel. e entretanto eram quatro da tarde, hora de iniciar o regresso à base. mas estava difícil de arrancar o homem para fora do hotel lol

passamos por santa luzia, para ir petiscar salada de polvo e muxama de atum, que com aquele calor, era a única coisa que apetecia. fun fact, no nosso último dia em tavira, estava precisamente a mesma temperatura que no último dia do ano passado, 37ºC \m/



nos planos estava ainda uma breve paragem em s. brás de alportel, em busca da doçaria regional épica, estrela das nossas sobremesas no pavilhão da ilha. se tivéssemos jantado lá os 12 dias, tinha voltado para casa com 5kg a mais em vez de 2, só naquelas iguarias decadentes de ovos, amêndoa, figo, alfarroba, batata-doce e frutos secos.

na loja onde fomos havia porções boas para degustação, dava para provar várias coisas. escolhe-las é que foi difícil. e apesar do calor, achámos que uma infusão de menta era a única bebida capaz de ajudar a dissolver melhor aquelas bombas de açúcar :D'



alfarroba e limão; batata doce e amêndoa (pqp,se era bom!!); alfarroba e doce de ovos; e figo com amêndoa; só de me lembrar, apetece-me lamber o monitor lol

pelo caminho ainda parámos para jantar em alcácer do sal, numa tasca muita castiça. outra excelente descoberta graças ao tripadvisor. 



ali apercebi-me que pela primeira vez em 5 anos, as nossas férias "grandes" não passaram pela costa alentejana. não faz mal, ela não vai a lado nenhum.. e como agora tá na moda, devia estar tão cheia como o algarve, anyway.

conseguimos sobreviver a (quase) duas semanas de campismo em agosto sem traumas. acampar em agosto não é inédito, já o fizemos durante uma semana em 2013 e outra no ano passado, daí sabermos que podia ser complicado. mas aquele parque tem uma grande vantagem, não mete muita gente e à noite é muito calmo.
foi também a primeira vez que ficamos duas semanas inteiras no mesmo sítio, e descobri que isso tem uma desvantagem: as rotinas instalam-se e os dias parecem sempre iguais. uma semana é perfeito, duas às tantas começa a aborrecer e a pedir mudança de ares. isto é uma boa nota mental.

tudo o que tenho a dizer é que estas foram umas belíssimas férias. chegaram na altura certa, e deu para carregar as baterias, para o que aí vem :D

...e pronto, that's all folks!

 
álbum completo da coisa no sitio do costume

Summer of 16 // a massagem

desengane-se quem pensa que a malta com papel não faz figuras foleiras.. como aquela família da mesa ao lado, que passou o pequeno-almoço sorrateiramente a preparar o almoço e o lanche daquele dia. aliás, não vi poucas pessoas acompanhadas por mini-lancheiras. às tantas uma pessoa até se sente parva por não fazer o mesmo :/



e ainda com o pequeno-almoço a acomodar-se no estômago, eis que chega a hora da massagem.

como costume, o homem quis ser trucidado e marcou 10 (o máximo) no campo da intensidade da massagem. eu fiquei-me por um 7. não me apetecia sair dali com nódoas negras, e deixar as pessoas a pensar que o meu esposo é daqueles que gosta de  arrear porrada na mulher.

é suposto descontrairmos e tal e coisa, mas o meu cérebro não deixa. passa os 50 minutos a trollar-me. tipo, "eina ca'ganda seca.. toma lá pensamentos parvos para te entreteres. quem é amigo, quem é?". é que nem me deixa descansar..

começa mal aterro na marquesa. “jasus, esta musiquinha zen é lame que arrepia.. porque não sons da natureza, como o oceano a enrolar-se preguiçosamente na areia, ou uma pequena cascata, num bosque frondoso onde ecoa o canto melodioso dos pássaros, ou chuva a cair em cima das folhas carnudas das plantas tropicais? qualquer uma dessas opções relaxava mais que esta bodega";

enquanto a massagista se prepara para meter-me as mãos em cima. "estômago amigo, por favor, poupa-nos à canção do teu povo" (o gajo começa a gorgulhar sempre que estou de papo para o ar e comi há pouco tempo. no fundo, gosta de me fazer passar vergonhas perante outras pessoas. é um cabrão);

a massagista ataca as pernas. “crap.. tenho o pelame todo a despontar, parece lixa. espero que a moça não se importe do tratamento não solicitado de dermo-abrasão que está a receber nas suas delicadas mãos”;

ou então importa-se. “socorro!! esta mulher tem rolos de massa no lugar dos braços!! estou a ser completamente cilindrada. mais um niquinho de pressão e deixo de conseguir conter os gemidos que estão caçados na goela.. será que trocaram a folha do homem com a minha? eu pedi 7, não 10!!”;

nos intervalos da tortura. “ena! tão minuciosa ca'té vai até à ponta dos dedos. ainda bem que cortei as unhas ontem, se não pobre da moça ficava toda esquartejada" (as minhas unhas são inacreditavelmente rijas. e a água salgada ainda as endurece mais. foi preciso estar uma hora de molho na piscina morna para conseguir contá-las. não estou a brincar, eu corto-me nas minhas próprias unhas!);

hora de virar, cara enfiada no buraco. “olha que toalha tão estrategicamente bem posicionada. se me babar ou pingar do nariz, ninguém vai reparar na poça por baixo da mesa” e pouco depois. "hum..espero que ninguém vá usar esta toalha, eu não queria usar esta toalha!!". e já mais pró fim. "man.. vou ficar a tarde toda com marcas na cara. todàgente vai reparar nisto e rir-se de mim nas minhas costas".. not funny!!

sabem o que não é nada fixe depois de uma hora de massagem, num ambiente calmo, com música serena (ainda que lame), do qual saímos meio dormentes e assim queremos permanecer por mais umas horas. sabem? putos aos berros na piscina/lounge do spa. o spa permite crianças em determinado horário, foi uma novidade. não teria sido chato se os putos - bebés, um deles mal andava, não estivessem constantemente a testar a acústica do espaço, e a correr à volta da piscina e a mandar bombas para dentro de água, e os pais a gritarem ainda mais alto para eles sossegassem. mas o que achei mesmo piada (NOT!), foi ter visto estes pais, a meter com os filhos ainda bebés - um deles mal se segurava nas pernas, já disse não já, no banho turco. no banho turco?? troféu de pais do ano para estes dois, já!!

essa tarde foi passada perto do barril, a curtir a paisagem da ria e a aproveitar todos os segundos dentro daquela água deliciosa. as ondas estavam de volta, mas à maré cheia, a praia faz um efeito de tanque. a um metro da rebentação já mal temos pé, muita fixe para dar mergulhos da areia. há fotos disso, mas devido à ausência de trajes mínimos, não podem ser publicadas muhahaha

to be continued...

Summer of 16 // o hotel

ao décimo segundo dia de férias concordámos que estava na altura de vingar a frugalidade do campismo, e que passar os últimos dois dias num hotel com spa (cuja diária rondava o mesmo que 12 dias no parque, só para meter perspectiva na coisa) seria uma forma simpática de nos despedirmos das férias.

essa manhã correu sem pressas. depois do pequeno-almoço no sítio do costume, começamos a arrumar a tralha. tudo bem limpinho e bem dobradinho e arrumadinho, que provavelmente já não volta a sair este ano. tínhamos a manhã toda, que o check-in no hotel começa a partir das duas. e num feito altamente inédito, às duas estávamos ao balcão da recepção \m/

das primeiras coisas que ficámos a saber quando chegamos ao albacora (where else?!), é que as massagens e outros tratamentos no spa estavam com desconto. mesmo a calhar, que já não podia ouvir o homem a choramingar por uma massagem. nem por isso ando de apetites, mas duas massagens pelo preço de uma parece-me que é de aproveitar. então dali seguimos directos ao spa, marcar massagens. ainda considerei uma mani-pedi (uau, que finória!!), que só deus sabe o quanto necessitada estava, mas depois lembrei-me do som e da sensação arrepiante das limas, e da seca que ia apanhar, e mudei logo de ideias.

quando assentamos o pé no quarto do hotel, éramos pessoas diferentes LOL  

ah.. os maiores luxos da vida.. aqueles que tomamos por tão garantidos que nem damos por eles. como por exemplo, ter um wc só para nós, e não ter que desinfectar e gastar meio rolo de papel higiénico para forrar o trono antes de mandar a real cagada; ou tomar banho com água quente sem ser a contra-relógio, descalços, sem receio de apanhar um fungo nos dedos dos pés; ou ter tomadas eléctricas a meio metro de distância; ou wifi na cama; e uma cama de verdade.. e ZOMG, ar condicionado!!



ainda não tínhamos pousado a bagagem quando demos com uma hóspede clandestina no quarto. uma osga, que muito certamente não estava interessada em partilhar a tarifa do alojamento, humpf.. vejam lá se adivinham o que aconteceu nos momentos seguintes:

a) isa telefona para a recepção, e em berros histéricos exige que lhe troquem de quarto, pois não é ser capaz de dormir num espaço frequentado por monstros pré-históricos;

b) isa desata aos gritos, a hiperventilar, enquanto o seu homem trata de encaminhar o bicho para o exterior;

c) isa dá um gritinho agudo "ai que fofa" e saca do telemóvel para tirar uma foto de recordação, enquanto sugere que deixem a janela aberta para ela ter jantar;

...

isso mesmo :D



tão fofa!

o homem não quis saber da minha sugestão de deixar a janela aberta.. não lhe apetecia servir de refeição aos mosquitos, antes que a osga os jantasse.. meh, wuss!

nessa tarde ainda voltamos à ilha, gozar mais umas horinhas de praia em modo de despedida. e ouvir a playlist do ferreira uma última vez, e concluir que muito provavelmente estivemos apenas um dia na ilha, que se repetiu doze vezes lol

depois da praia, ainda estivemos hora e meia no spa, a demolhar entre a piscina, o jacuzzi, o banho turco e a sauna. perfeito para desincrustar o sal acumulado nos recantos mais recônditos, de duas semanas de água salgada lol



e antes de dar o dia por terminado, passei quase duas deliciosas horas no terraço do quarto, a curtir a noite quente, o céu estrelado, som dos grilos misturado no das ondas, cheia de pena por saber que naquela noite já não ia adormecer ao som daquela melodia mágica.

to be continued...

2 de Outubro de 2016, às 19:02link do post comentar

Summer of 16 // praia

eu queria praia, e praia eu tive!

13 dias de praia seguidos. a maioria na ilha, os outros distribuídos entre cacela e o barril. 13 dias de praia, que seca do caraças.. HA HA HA, NOT! só tenho a dizer que fazia outros 13. nas calmas!

a praia da ilha é aquela que só lhe faltam coqueiros para parecer uma praia tropical das caraíbas. na zona onde costumamos assentar, algures a meio caminho da terra estreita, podia estar um bocadinho mais limpa. o mar traz muita porcaria para terra. é das praias onde me sinto mais confortável, gosto *mesmo* de lá estar.


a praia do barril é a que tem a areia mais fina, a que está mais limpa, a que tem os apoios de praia mais pitorescos, e atravessar aquele cemitério de âncoras é qualquer coisa de épico.

enche para caraças, mas nada que uma caminhada de 15-20 minutos não resolva. de regresso, já ao anoitecer, a paisagem pacata da ria rouba-nos o folgo, e deixa-nos emocionados perante a perfeição da natureza. fico sempre ali uns bons minutos, a absorver o cenário. se não ficasse tão fora de mão, tínhamos ido para lá mais vezes.


a praia de cacela é a que tem a paisagem mais bonita, e atravessar a ria à maré vazia é muito fixe. no entanto enche demasiado e não é possível fugirmos da multidão, acabo por não me sentir tão à vontade lá.



fosse em que praia fosse, mar tinha uma temperatura francamente escandalosa!

nos primeiros dias, andou bravo. o homem andava todo maluco nas ondas, mas eu tenho-lhes receio. era um drama, querer sair de lá, e ao mesmo tempo não querer sair de lá. mas tinha fé que a coisa havia de acalmar. e no fim da primeira semana, foi feita a minha vontade!


horas e horas de molho, naquela água cristalina e morna. bliss!!



sou muito friorenta e costumo precisar de pelo menos 15 minutos para entrar toda na água. vou-me molhando aos poucos, adaptando a temperatura do corpo à da água, sem grandes pressas. mas quando a temperatura da água esta praticamente à mesma que cá fora, não é preciso estar com mariquices. basta largar a correr da toalha e mandar um mergulho para dentro do mar. andei metida na água depois do sol posto, quase sem luz. era o quão boa estava a água.



(not so) fun fact. três dias antes de ir de férias, fui ao dermatologista mostrar uma maleita que me apareceu nas mãos em finais de junho e estava difícil de desaparecer. o sr. dr. receitou-me um creme e algumas recomendações, entre elas, evitar contacto prolongado com água. "use luvas", recomendou.

pois...

to be continued...

Summer of 16 // escapadinhas

durante a primeira semana saímos da ilha apenas duas vezes. depois das oito/nove da noite, aquilo fica uma calmaria fantástica, nem parece agosto. a malta pira-se toda, e só fica quem está alojado lá. em contraste com o ambiente noturno de tavira, com as suas feiras de verão e animação de rua non-stop, é o paraíso.



na segunda, andamos por tavira quase todas as noites. ou escolhíamos um restaurante da lista do tripadvisor (e fizemos algumas descobertas impecáveis, daquelas que muito dificilmente arriscaríamos por conta própria), ou íamos à marisqueira do mercado, ou ao comer-até-cair-pró-lado de peixe assado, ou até ao centro comercial. houve dois sítios que ficaram por experimentar devido à afluência tremenda da época, mas não me chateio muito com isso, até porque prefiro ir em alturas menos concorridas. há menos confusão, o atendimento é melhor, e a comida é feita com mais calma e dedicação.


no verão passado fiz uma promessa, que neste havia de deixar-me de merdas e experimentar ostras.

aconteceu!

na primeira tentativa não quis experimentar ao natural. não só porque a ideia de comer os bichos ainda vivos faz-me confusão, como a descrição demasiado gráfica que o homem faz da sua textura tira-me o apetite lol. por isso, baby steps. até calhou bem, porque a pessoa encarregue de abrir ostras não estava ao serviço, e só estavam a sair ao vapor.

uma gotinha de limão, uma pitadinha de pimenta para espevitar o palato, um jeitinho com a ponta da faca para descolar o bicho da concha, e cá vai disto!

eeeeeeeeeee... meh! sou grande apreciadora de marisco, mas não achei o mais famoso dos bivalves nada por ai além. o problema podia estar na preparação. o homem, que nunca tinha provado ao vapor, constatou que ao natural sabem bem melhor.

outro dia, outra tentativa. nesta dei o salto de fé, e pedi duas ao natural. vieram três. comi duas delas. depois pedi mais duas para sobremesa. definitivamente, ao natural são mais fresquinhas e sabem bem melhor. quanto ao facto de estarem vivas quando são engolidas, é tentar que a gula ofusque o pensamento lol



pró ano contem comigo na fila de cacela velha, para comer ostras na tasca muhahahha

onze e quarenta da noite eram as nossas doze badaladas. se não tivéssemos à meia-noite em ponto nas quatro águas, ficávamos em terra. mas íamos sempre com tempo, e ficávamos na palheta com a malta do barco até à hora da partida. ainda sacamos umas dicas de tascos à maneira. nada como meter conversa com os locals para descobrir os tesouros mais bem guardados da terra.

to be continued...

Summer of 16 // bichezas

durante a primeira semana, e para nossa surpresa (porque numa estadia anterior íamos sendo devorados vivos), os mosquitos estavam M.I.A.. já na segunda, quando as temperaturas aumentaram ligeiramente e o ar ficou mais seco, apareceram todos de uma só vez. fomos surpreendidos à saída da praia por um ataque cerrado. mas os sacanas não perderam pela demora, que nós vínhamos mais do que preparados para eles! 

a começar pelo spray para tecidos. calças e casacos tão empestados de shelltox, que nem se atreviam a chegar perto. as pulseiras de citronela também fazem um bom trabalho. o cheiro a citronela é viciante, apetecia-me snifar a pulseira a toda a hora :/

os balneários também ficaram infestados. sempre que íamos tomar banho, tínhamos que afogar um esquadrão inteiro de mosquitos. mas a invasão valeu totalmente a pena. se não, nunca teríamos ouvido o seguinte desabafo alheio, que descrevia perfeitamente o acto de ir ao wc naqueles dias:

"eh crl, estes mosquitos vão-me papar as nalgas todas!"

certa noite, por volta da uma da manhã, fui ao wc dar a última mijinha da noite. quando regressei, encontrei homem num rebuliço dentro da tenda. "anda aqui um bicho esquisito, parece um mini-escorpião!!" explicou-se, aflito.

(ver um macho adulto com medo de bichos minúsculos é uma coisa gira de se ver muhahaha)

eh lá!! vamos lá ter calma e encontrar esse bicho, que nesta tenda só há espaço para um escorpião. eu!

então, tentar fazer o mínimo de barulho possível - que os nossos vizinhos são árduos trabalhadores e precisam do seu merecido descanso. uns são vendedores ambulantes de bijuteria e trabalham de sol a sol, e os outros fazem limpeza nos restaurantes, e têm que acordar cedo, vá toca de tirar a tralha toda da tenda cá para fora. primeiro o edredon, depois os sacos, depois as toalhas e a roupa que andava à solta, depois as almofadas, e até o lençol do colchão. só não tiramos o colchão porque havia espaço para revirá-lo e inspeccionar o aposento. e nada do mini-escorpião.

voltar a fazer a cama, voltar a colocar tudo dentro da tenda. ninguém à volta pareceu incomodado com o restolhar e os cochichos, menos mal!

no dia seguinte, o homem acordou com o mini-escorpião.. ou melhor, com a bicha-cadela ao lado, na cama. morta. paz à sua alma.

outra das amizades que o homem travou, foi com uma das raposas juvenis da ilha. estão demasiado habituadas às pessoas, algo que lhes pode trazer problemas. há sempre aquele anormal que não gosta de animais e tenta fazer mal só porque sim. como aquele bando de putos que teve que levar nas orelhas.

to be continued...

26 de Setembro de 2016, às 09:01link do post comentar(1)

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

bucket list

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores: #11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

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