Mallorca // Colonia Saint Jordi - Cala Ratjada

iniciamos o segundo dia de explorações perto de ses salines, num jardim botânico de cactos. como eu sofro de uma estranha atracção por cactos (acho que temos coisas em comum) tinha que ir visitar.



mooontes de espécies diferentes, algumas só conhecia de fotografias, foi giro. caro, mas giro. passa-se lá uma manhã nas calmas.

dali seguia-se o cabo de ses salines, a ponta mais a sul de maiorca. foi uma feliz decisão de última hora, tomada na noite anterior enquanto esperava pela paella. só de ver as fotos dá-me vontade de chorar, editá-las foi um tormento. um momento de silêncio, enquanto apreciamos esta paisagem e a cor desta água,



tavamos com uma vontade maluca de saltarmos para dentro do mar, só não o fizemos porque o vento soprava com alguma força, e tive receio que nos metêssemos em sarilhos.

o resto do dia seria passado a saltar entre calas. tinha oito assinaladas, e depois de termos perdido uma hora à procura da primeira, cheguei à triste conclusão que não ia conseguir ver todas, tinha que escolher aquelas que não queria mesmo perder.

começamos pela cala màrmols, uma das mais bonitas. só que foi impossível chegar lá.. e não foi por falta de tentativas. andamos em estradas de terra batida só permitidas a moradores, e demos com o nariz em vários portões. às tantas desistimos.. sabia que tinha uma que era de difícil acesso, por azar era aquela mesmo. só se chega lá à pata por um trilho de 5km junto à costa, ou por barco.. oh well, fica pra próxima.

seguia-se s'almunia e moro, pertinho uma da outra. ainda tivemos que palmilhar umas boas centenas de metros pois a malta que vive lá tem as ruas todas interditas a quem vem de fora. compreendo, eu se vivesse lá também não queria a minha rua atafulhada de carros.

s'almunia tem apenas um recanto minúsculo de areia, de resto é falésia. falésia fenomenal.



ganhou o prémio de água obscena do dia. tal como no dia anterior em es trenc, não conseguíamos sair daqui. e finalmente consegui fazer override à minha firewall interna e comecei a mandar-me da falésia como o resto da malta. andavam dois grupos de gajas muitas malucas, que se atiravam de qualquer maneira, e havia um anão francês (que dizia ser nadador salvador) com mais tomates que os amigos de estatura normal do seu grupo, e que nadou até ao leito do oceano para ir resgatar a chinela de uma dama. tudo na galhofa, tudo a meter-se uns com os outros. tinha um ambiente brutal, esta cala.

o homem diz que não sabe nadar, mas isso não o impediu de ter ficado um par de horas enfiado na água, sem pé absolutamente nenhum.

a uns metros dali, na cala moro, a água estava mais fria e por ser muito mais apertada, tinha uma concentração de cerca de 4 pessoas por metro quadrado. é linda, linda, linda. principalmente vista de cima. não ficamos muito tempo aqui, pois ainda tínhamos muitas calas e muitos km pela frente e já se estava a fazer tarde.


linda. linda. linda. deixei um pedacinho do coração ali.

deixamos a cala llombards para segundas núpcias e seguimos para mondragó e s'amarador. as duas bem grandes, com praias de areia fina, e cheias de gente. o homem ainda foi ao banho, mas apesar da água estar mais quente que o ar, só me molhei até à cintura.

a caminho para a cala de sa nau, passamos por cala d'or (e pela cala ferrera), mas era tanta confusão de trânsito e gente pelas ruas que nem apeteceu a parar.

chegamos a sa nau quase ao anoitecer. também é muito bonita, mas como tem um pedacito de areia, é daquelas que enche pa cacete. demos as explorações por terminadas, e tivemos que deixar a cala varques para outra visita, com muita pena minha.

agora tinha pela frente uma hora de condução até cala ratjada, onde iríamos pernoitar. estava cansadíssima quando finalmente chegámos ao nosso destino.

não achei cala ratjada fixe. o centro parecia uma amostra de s'arenal. montes de gente, montes de confusão, barulho, praticamente só restaurantes de fast food, bares, enfim..

(not so) funny thing.. em espanha os restaurantes costumam servir até tarde, pois os espanhóis jantam a horas tardias.. menos em maiorca (e provavelmente no resto das baleares), os restaurantes têm os horários adaptados aos estrangeiros e deixam de servir demasiado cedo. às 10 e meia já não se conseguia comer em quase lado nenhum (fora nos fast food). hence, não houve tapas nem comida mediterrânea.. acabamos por ir a uma pizzaria, que por acaso ocupava o primeiro lugar do tripadvisor.

nessa noite descobri que os sapatos de água que comprámos podem ser muito práticos e confortáveis, mas não são grande coisa.. para além de levarem anos a secar (wtf, são sapatos de andar na água, deviam secar em três tempos), ganham um fedor a maresia podre de ir ao vómito. por muito que os lavasse, não conseguia acabar com aquele pivete (só me livrei dele depois de enfiá-los na maquina de lavar roupa). blargh!

to be continued...

Mallorca // S'Arenal - Colònia Sant Jordi

acordei com o feeling de estar num gigantesco parque de diversões, com tanta coisa para ver e fazer que era quase overwhelming.. mal conseguia parar quieta durante o pequeno-almoço, cheia de fogo no cu para ir descobrir os recantos da ilha.

estava um dia perfeito de verão, que só por si, é coisa para me deixar histérica (como se eu já não estivesse o suficiente). quente, sem sopro de vento, e luminoso que quase cegava. tão bom que dava arrepios. mas first things first: comprar protector solar e mantimentos.

queriamos levar uma frutinha para a praia. queriamos.. pois não tardámos a descobrir que as mercearias de s'arenal têm uma oferta muito reduzida. praticamente só vendem álcool, refrigerantes, e snacks gordurosos. ainda entrámos numas quantas, e era tudo mais do mesmo.. mudança de planos, let's blow this joint e parar no primeiro supermercado que encontrarmos pelo caminho.

a primeira paragem do dia foi na cala delta, a primeira praia da lista... quer dizer, não sei se aquilo encaixa na categoria de praia.. é uma zona da falésia rente ao mar, onde as pessoas se estendem (desconfortavelmente) por cima das rochas e chapinham no oceano.

foi aqui que tivemos primeiro vislumbre das águas cristalinas azul turquesa do mediterrâneo (na praia de s'arenal a cor da água tinha um tom muito desmaiado). não via a hora de atirar-me lá para dentro!!




foi também aqui que tive a minha primeira oportunidade de experimentar cliff jumping. tive - à vontade - meia hora a tentar ganhar coragem para saltar para dentro da água, tal como fazia a miudagem ali ao meu lado. uma altura praí de 2,5 metros, 3 no máximo, nada de especial, já me atirei de mais alto.. às tantas, desisti. o corpo simplesmente recusava-se a obedecer... parece que as pessoas quando crescem, activa-se-lhes uma firewall no cérebro que as impede de fazer disparates, e tornam-se numas cagadinhas.. bah!

foi ainda aqui onde nos apercebemos que havaianas (o único calçado que levamos para maiorca, tal não foi o nível de descontracção desta viagem) poderiam não ser o calçado mais apropriado para as pseudo-praias daquela ilha.. e tínhamos muitas daquelas no menu. ali todàgente calçava sapatos de andar na água, porque nadar com chinelas é uma coisa que simplesmente não funciona, muito menos andar a pé descalço por cima das rochas. ora bem, deixa cá ver onde é a decathlon mais próxima.

despedimo-nos da delta e fomos a um centro comercial ao lado do aeroporto, comprar os tais sapatos. deve ser um produto com muita saída, pois haviam montanhas deles logo à entrada da loja. só não havia o meu número na cor que queria, humpf..

aproveitamos também para ir ao hipermercado abastecer-nos de mantimentos e água. trouxemos uma garrafa de 0,75L de solán de cabras, e um garrafão de 5L de bezoya (a única marca que encontrei à venda em espanha que consigo beber sem ficar agoniada). a solán foi apenas pela garrafa (muito fixe, adoro a garrafa, por acaso), de plástico resistente ideal para ir enchendo com a do garrafão. à semelhança da maioria das águas espanholas europeias, tem um sabor horrível e serviu para lavar a fruta lol 

trouxemos também um protector solar resistente à agua, já a prever que iríamos passar mais tempo de molho do que estendidos ao sol, e o spray da isdin que tínhamos acabado de comprar dissolvia-se mal entrávamos na água. mais um after sun e um gel de aloe vera, a contar com escaldões. é o problema viajar com mochila às costas, não se pode levar estas merdas de casa..

compras feitas, seguimos a todo o vapor para a praia de es trenc. pelo caminho ainda paramos nas salinas, mas as visitas eram pagas. não me apeteceu pagar para ver salinas, não me pareceram muito diferentes das de tavira ou castro marim anyway.



estivemos cerca de três horas nesta praia. delas, à vontade duas horas e meia enfiados na água.. era impossível sair de dentro do mar.. i shit you not, quando digo que precisei de alguns 30 minutos para sair de lá. parecia que havia uma força invisível a puxar-me de volta para dentro do caldinho, não me queria deixar ir. a água estava pura e simplesmente deliciosa, parecia uma piscina.. não, era melhor que uma piscina. era o céu. era o paraíso.

às tantas já tinha a pele das mãos e dos pés tão engelhada, que fiquei com medo de perder as impressões digitais permanentemente.. e eu preciso delas para desbloquear devices lol

declaramos es trenc a nossa praia preferida em maiorca, pelo cenário natural, pela cor e temperatura da água, pela areia branca fininha, e pela ...erm... o que acontece em es trenc, fica em es trenc ( ͡° ͜ʖ ͡°)

como estive demasiado ocupada a curtir a praia para tirar fotos, o google providencia para quem tiver curiosidade.

dali ainda fomos a ses salines, um vilarejo pitoresco ali perto. quase jantamos por lá, mas estávamos de tal modo desesperados por uma chuveirada, que fomos logo para a colònia de sant jordi, onde iríamos ficar alojados naquela noite. ao chegarmos ao alojamento, demos de caras com um papel colado na porta, dirigido ao homem,



fomos muitíssimo bem recebidos pelo staff do hostal, btw.

descobrimos que a colónia sant jordi é capaz de ser uma das localidades costeiras do sul menos turísticas.. quer dizer, também estava pejada, mas dá a sensação que é procurada por pessoal mais velho e pacato, que prefere o sossego à farra. nem sequer tem muitos bares, logo tem pouca confusão. é desafogada, tranquila, e absolutamente encantadora. 

nessa noite, seguimos a sugestão do host para ir tapear, que por acaso coincidia com o lugar cimeiro do tripadvisor.. só que o restaurante estava cheio, e já não aceitava mais clientes. acabamos num restaurante da marina (também sugerido), onde comemos a melhor paella de todo o sempre. foda-se, se gostei daquela paella.. ainda hoje babo-me toda só de me lembrar dela. PQP!! era enorme e devoramos aquilo tudo que nem dois leões esfomeados :D'



depois do jantar, e já que a noite estava uma maravilha, seguimos outra sugestão do host, e fomos circular a vila pelo passeio marítimo. super calmo, mesmo juntinho ao mar, e aos apartamentos onde a malta chill'ava nas varandas enormes. inveja de quem ali vive, daquela mesmo verde e asquerosa.

e pela segunda noite caímos na cama como duas pedras. o protector solar funcionou às mil maravilhas, pois apesar daquele mar, sol e sal todo, o escaldão foi mínimo.

to be continued...

Mallorca // Lisboa - S'Arenal

levamos a manhã de terça na maior das calmas. na noite anterior tratámos logo de deixar tudo preparado para a viagem, que é como quem diz, enfiamos umas cenas para dentro das mochilas a rezar pelo melhor.

o embarque do voo começava às três da tarde. o plano era ir para o aeroporto com pelo menos uma hora de antecedência, para não acontecer aquelas correrias loucas do costume.

como ainda tínhamos algumas tarefas na checklist para aquela manhã, saltamos da cama pouco antes as nove. na agenda estava ir dar banho ao cascas, e logo de seguida, levá-lo à inspecção.. tadinho, desde o ano passado que já é obrigado a ir todos os anos, chuif.. carta verde, siga tomar o pequeno almoço. por fim, dar uma arrumadela à casa.

à uma e um quarto, com banho tomado e tudo pronto, o homem lembra-se que quer ir ao el corte inglés buscar uns calções que tinha visto no sábado passado, quando andamos a caça de roupa para o baptizado do sobrinho. eu, que às vezes acho que ainda sou mais maluca do que ele, achei que era na boa.

tão lá foi a isa a jardar - com todos os cuidados do mundo para evitar que algum acidente que mandasse as férias em maiorca prás urtigas, até ao centro da cidade. larguei-o a porta do ECI, e fiquei à espera dele, em modo de getaway driver. ele tinha 10mn cronometrados para comprar os calções.. aos 8mn comecei a ficar nervosa e a disparar mensagens. apareceu pouco depois, e lá voltei eu, agarrada ao volante tipo falcão, enquanto o pendura se esgueirava para dentro dos calções novos.

chegámos a casa às duas, mesmo em cima da hora limite de ir para o aeroporto. foi pegar nas mochilas, descer e mandar vir o uber. os cabrões dos ubers tavam meio baralhados, já tava a ver que tinha que chamar um táxi.. ainda bem que não foi preciso tomar medidas tão drásticas :D

por sorte, o controlo de segurança não tinha engarrafamentos caóticos, como temia. mas ainda não podia respirar de alivio... tava com um certo stress com atrasos, pois o voo de ida para maiorca fazia escala em madrid, e tínhamos apenas uma hora entre voos. chama-se a isto viver na ponta da navalha!

aproveitamos a espera para comprar uma bucha, eram quase três da tarde e ainda não tínhamos almoçado. bagel de salmão fumado com queijo filadélfia, nice!

surpreendentemente o voo número um do dia saiu a horas, num embraer da air europa que não inspirava grande confiança.. you get what you pay for, i guess lol. como de costume, a viagem até à capital espanhola foi super rápida. nem deu tempo a sacarmos do almoço.

mal o avião estacionou, tratei de testar a história do roaming. o apoio ao cliente garantiu-nos que não haviam custos adicionais. we'll see about that.. airplane mode off, activar roaming de dados e puf.. magia!!!

aproveitamos a pausa para comer, e nem deu tempo a encontrar uma casa de banho para dar uma mijinha, pois a fila para a porta de embarque para o voo número dois do dia começou a formar-se cedo. e em menos de nada estávamos novamente no ar, desta vez num boeing foleiroso, todo badalhoco.. man :P

a viagem para palma foi igualmente rápida, mal dei por ela. o avião voou preguiçosamente por cima de maiorca, como se estivesse a fazer um teaser daquilo que nos esperava nos próximos dias. pena a neblina no ar, que reflectia a ténue iluminação da tarde e ofuscava a paisagem.

à saída do aeroporto fui recebida com um poderoso bafo quente e húmido, que me trouxe punta cana à memória. o meu cabelo ia adorar aquele clima... NOT!!

agora era encontrar o transfer da centauro, no meio daquele oceano de autocarros e minibus que iam processando as centenas de turistas que aterravam a cada cinco minutos da ilha. os moços têm a cena muito bem organizada.. impressive, most impressive.

encontrar o nosso transfer ainda demorou, porque não estava na zona que vinha indicada no email da reserva. mas lá o topamos e em menos de nada, estávamos num parque automóvel massivo ao lado do aeroporto, onde estão todas as rent-a-car menos xpto. o pequeno escritório da centauro estava apinhado, mas como escolhemos o pacote premium (ie, não tenho que largar mil euros de caução, e andar a conduzir com o coração nas mãos, com medo de riscar ou amassar o carro e ficar sem o guito), tínhamos uma fila exclusiva e fomos atendidos por um funcionário muito cordial. tudo tratado, siga pro carro. não era aquele que esperávamos (como contei no post de introdução), mas como cheirava a upgrade, não nos armamos em esquisitos.

o hotel ficava muito próximo dali, em s'arenal (aka, a zona dos alemães bêbados). decidimos que a primeira pernoita da viagem seria perto do aeroporto, porque atrasos e cenas podiam acontecer, e como pessoas idosas que estamos a ficar, achamos melhor jogar pelo seguro.

demorei mais tempo a encontrar estacionamento que a chegar lá... e ficamos logo com má impressão do sítio.. parecia um guetto. vá la que íamos passar pouquíssimo tempo ali :P

o hotel parecia estar em modo soft opening, ainda cheirava a obras, e tinha alguns acabamentos em falta e zonas a precisar de mobiliário. dava a sensação de ter sido um prédio de apartamentos convertido para hotel, mas no geral tinha muito bom aspecto. recebemos cada um uma pulseira que fazia as vezes de cartão de acesso ao quarto (genial, devo notar, especialmente para quem vai para lá com intenções de andar permanentemente bêbado), e fomos conhecer os nossos aposentos.

o quarto era espaçoso, a cama (roupa incluída) era super confortável, e tinha um terraço enorme. o wc, era pequeno, mas maneirinho. o único defeito que lhe encontrei, foi o a/c, que era algo ruidoso.

next, ir à procura de jantar. tripadvisor to the rescue.. ondé que se come tapas por aqui, crl??

atacamos logo o primeiro da lista, que ficava a meia dúzia de metros do hotel. um tasco barulhento, com uma decoração tacanha, a rebentar pelas costuras, e com fila à porta. só podíamos estar no sítio certo!

afinfamos umas tapas valentes. já devo ter dito por aqui mais do que uma vez que sou fã deste formato. pouca quantidade e em grande variedade (if it rhymes, it must be true muhahahha). mas.. escolher meia duzia de petiscos numa lista com 60 opções é um pesadelo :/

depois fomos dar uma volta pela à marginal, morder o ambiente do sítio. a noite estava quente, só se via juventude pelas ruas, alguns num estado de bezana já muito avançado, com confusão a condizer. bares, muitos bares, e as mercearias abertas até às tantas a vender álcool e snacks. por volta da uma, ainda desfasados da hora local, arrochamos na cama para só acordar no dia seguinte.

apesar da quantidade de coisas que podiam a ter corrido horrivelmente mal neste dia, não falhou nadinha... e eu fiquei à espera que o karma nos cobrasse o serviço.

to be continued...

Lost in... Mallorca

tipo, a sério? com tanto sítio fixe para visitar e tu vais-te enfiar naquela que é capaz de ser a maior armadilha de turistas da europa? que falta de gosto, fónix..!

ò pra mim muhahahah tinha esta viagem alinhavada há 1 ano, era para ter sido o destino das férias do verão passado mas como só aconteceram em agosto, ficou em águas de bacalhau. e quase que também não acontecia este ano.. foi planeada em cima do joelho. entre voos e cinco pernoitas em sítios diferentes, demorámos 2 horas a marcar tudo... com dois dias de antecedência...

tinha tudo para correr bem, não tinha? :D

não quis cá saber de programas pré-fabricados em "resorts". tinha estrelas plantadas ao redor da ilha toda e seria muito penoso todos os dias voltar a base (been there, done that). assim determinamos as dormidas por etapas, distribuídas pelos quatro quadrantes da ilha, junto aos focos de estrelas. alugamos um carrito na rent-a-car que nos pareceu ter melhor relação preço-reviews e fomos em formato road trip.

pedimos o carro mais básico do catálogo, na expectativa de sair de lá montados no fiat 500 branquinho, com um vibe a condizer com a nossa aventura pela ilha. a desilusão nas nossas caras, quando o funcionário da rent-a-car nos informou que lá fora à nossa espera estava um ford fiesta 1.4 diesel... ooooooooh - que acabou por se portar à altura, especialmente nas montanhas e nas estradas de terra batida.. perdão, nas torrentes de cascalho em que nos metemos, e me proporcionou grandes e muito agradáveis momentos nas estradas maiorquinas. tinha 6605 km quando lhe meti as mãos em cima. fizemos 560km em 4 dias, e gastamos 30€ em combustível. not bad!

no último dia, skipamos uma zona que estava no roteiro, pois eu só queria era praia e caguei prás vistas. (quase) 5 dias souberam a pouco, passaram à velocidade da luz..

miraculosamente o universo não conspirou contra nós. estávamos preparados para o pior, e o pior nunca aconteceu.. quer dizer, fora os chiliques do corpo humano, que resolveram dar o seu ar de graça... no último dia andei à rasca de um dente (há 10 anos que os cabrões dos dentes não me davam chatices, timing do crl) e o homem apanhou a constipação do costume..

há muito para ver e fazer na maior das ilhas baleares. achava eu, na minha ignorância inocência, que 5 dias eram suficientes para conhecer a ilha.. apenas consegui raspar a superfície, e a correr... existem montes de sítios giros para visitar, e ficou muita coisa para trás.

quando o avião sobrevoou a cordilheira da tramuntana, fiquei logo a salivar. se há duas coisas que eu gosto nesta vida, é praia e montanhas.. e ali encontrei o melhor dos dois mundos. e não só!

passámos por (espécies de) praias maravilhosas. foi a primeira vez que me banhei nas águas do mediterrâneo, e fiquei instantaneamente fã. são deliciosas, em cor e temperatura (pelo menos na altura em que fomos).. quando entravamos era quase impossível sair. duas coisas onde passei mais horas (acordada) em maiorca: enfiada no mar e a conduzir.

a banda sonora foi providenciada pelo canto incessante das cigarras, malucas com o tempo quente. quase deixavam a malta surda, nunca as tinha ouvido cantar com tanta intensidade. às vezes íamos no carro de vidros abertos, a levar com vento quente na tromba, só para as ouvir.

o interior está salpicado de vilas e aldeias solarengas, muito pitorescas e cheias de charme. estão perfeitamente diluídas na paisagem, devido às casas serem na sua maioria feitas em pedra. ao entardecer, os tons quentes de castanho das paredes e dos telhados, ganham um dourado resplandecente magnifico. em cada uma delas, espreitava sempre uma torre de igreja por cima dos telhados. nas ruas apertadas em calçada da mesma cor das paredes, com plantas e flores a brotarem de todos os lados, não faltam esplanadas e terraços a convidar-nos para tapas e cañas.

atravessámos muitas que mereciam visita, mas como andávamos sempre a contra relógio, nem sempre dava para parar. fazer road trips é muito fixe, mas falha quando vamos com calendário para cumprir. ficamos com pouca margem para explorar à descrição todos os sítios que vamos encontrando pelo caminho.

passamos por uma porrada de sítios lindos, muitos deles terrivelmente maltratados pelo turismo excessivo. tal como no algarve, nota-se muita perda de identidade cultural, especialmente nas zonas costeiras mais concorridas. os restaurantes e o comércio estão orientadíssimos para o turismo, em alguns sítios nem se percebia que estávamos em espanha. esta parte faz-me uma certa alguma confusão.. acho que é perfeitamente possível preservar a autenticidade de um sítio, por muito concorrido que seja.. por algum motivo as pessoas começaram a ir para lá, não? 

aquilo é um paraíso, só que está tal modo infestado de turistas que nem sempre se consegue apreciar devidamente a sua beleza. mesmo evitando as zonas mais turísticas, há sempre gente aos magotes (nós incluídos lol)..

memórias muitas, e algo que eu não sabia se tínhamos em nós: a capacidade de fazer uma viagem deste género, de forma tão despreocupada e cheia de improvisos, num pais estrangeiro. registei as zonas que mais gostei, e quero regressar para explorar com a devida atenção. ainda por cima está aqui tão pertinho de nós.

os capítulos desta saga vão estar divididos pelos locais onde acordámos e onde fomos adormecer. a ver se não me esqueço de nada, pois não tive tempo de apontar nada. foi sempre, sempre a abrir, à noite quando caía na cama ferrava a dormir 8 horas seguidas, tal não era o cansaço.

resta apenas saber se, a) vamos pagar uma pequena fortuna em roaming de dados, b) a melhor coisa que podia ter acontecido a quem se desloca pela europa é for reals! yay!! 5 dias pendurada no roaming de dados, com 0 de custos extra. fuck yea!

to be continued...

London // sights

como este post é supostamente o menos interessante do rol (ou não tivesse eu percorrido todos os clichés de londres, que todàgente já conhece ou ouviu falar), vou temperá-lo com uma boa dose de parvoíce :D

estivemos em piccadilly circus à noite e de dia. é uma confusão do caraças seja a que altura for. falhei em compreender o fascínio por esta praça, não achei nada de especial. além disso, a fonte estava em obras, o que não ajudou muito.

passamos pela abadia de westminster, que não visitamos. dissemos olá ao big ben e tiramos umas quantas selfies parvalhonas que rezo para nunca caírem nas interwebs. passamos a ponte de westminster (yay, o famoso tamisa) para ter uma perspectiva frontal das houses of parliament, que não fomos visitar.



aqui sucedeu um avistamento inesperado. uma raposa a deambular pelo jardim do hospital ali ao lado, em pleno centro da metrópole. waaaa... a primeira coisa que me ocorreu foi que seria de estimação. mas não haviam humanos por perto, e ninguém se meteu com ela durante os minutos que andou debaixo dos nossos radares, e tampouco tinha ar de estar domesticada.. ficamos realmente impressionados por ver aquele animal ali.. não, não sabia que londres tem uma população de cerca de 10 mil raposas urbanas. brutal!!!

"caímos" na asneira de ir andar no london eye. não estava nos planos, não tinha comprado bilhetes com antecedência, a fila para a bilheteira era medonha. mas o homem achava que já que estávamos ali, devíamos ir só porque sim. oh well.. tá engrassade, mas não, há cenas mais fixes onde estourar as 25£ que custa cada entrada.



arrisquei a vida para tirar esta foto em frente ao ministério da defesa. estava um guarda armado com uma metralhadora, ambos a olhar para mim com ar de poucos amigos. tudo porque foi cenário de um dos meus filmes favoritos dos últimos anos.



e já que estávamos numa de locais de filmagem do edge of tomorrow, seguimos para a trafalgar square. acho esta praça lindíssima - vista de cima. vista ao nível dos olhos não é nada por aí além. anyway, o mais interessante que encontrámos nesta praça foram os semáforos.

depois continuamos pela the mall, uma larga avenida que vai em linha recta até ao palácio de buckingham. reconhecia-a facilmente da tv, não só o tom cruise passou por lá a jardar de mota, como o clarkson e o bando do top gear gostavam muito de ir para lá fazer macacadas.

no palácio de buckingham, sôdona rainha estava em casa mas não deu o seu ar de graça, ao ajuntamento de curiosos cá fora. fiquei com a sensação que deve ser chato, ter uma multidão (onde me incluí) sempre à porta da nossa casa, a fazer figuras tristes. se fosse a rainha, vinha cá fora correr tudo à vassourada!



gostei o memorial da rainha victoria, parece que é muito querida dos ingleses. tem a alcunha de "avó da europa" porque a sua descendência espalhou-se por quase todas as casas reais europeias. sei destes factos (ligeiramente) interessantes porque umas semanas antes, andámos a ver uma série biográfica sobre esta monarca, que me fez ficar agarrada horas a fio à wikipedia, a consumir informação sobre realeza na europa. acabei a ler artigos sobre a primeira e a segunda guerras mundiais :/



tower of london não tava praí virada, i don't do medieval. a tower bridge de estava em obras, e os meus planos de tirar bué de selfies em posições ridículas lá saíram todos esburacados, como o asfalto que eles estavam a substituir no tabuleiro.



agora as torres de vidro. marquei o pequeno-almoço no darwin brasserie, no 36º andar do 20 fenchurch street, aka walkie talkie. achei que era uma forma fixe para visitar o sky garden. quando recebi o mail da confirmação da reserva, vinha lá a falar em dress code e entrei em pânico. dress code, para ir tomar o pequeno-almoço, really? vou ter que ir carregada com roupa de propósito? NOOOOOOO... depois fui ao site e vi que só era imposto a partir das cinco da tarde. uuuuuuuff!!

só por causa das coisas, fui vestida como uma soccer mom em dia de treino!

a vista sobre a cidade é mil vezes mais interessante que do london eye. o espaço é muito agradável, e como fomos antes da hora da abertura aos visitantes estava muito calmo. quando saímos, a fila para entrar dava a volta ao edifício.



o the gherkin é capaz de ser das torres de vidro mais bonitas que já vi. pena não ser possível visitá-la. também não subimos ao miradouro do majestoso the shard porque era estupidamente caro (26£). não digo que não seja interessante, mas já tínhamos gasto dinheiro suficiente em miradouros aéreos.



o edifício do city hall parece o capacete do robocop. 'nuff said!



o borough market pareceu-me giro, especialmente pela localização - debaixo da ponte. o cheiro no ar era um bocado enjoativo, demasiados aromas going on, vindos das muitas barraquinhas de street food, que àquela hora bombavam a todo o vapor.



covent garden não achei nada de especial, processem-me. gostei mais do st martin's courtyard. é um beco cheio de lojas posh. existem dezenas de becos destes espalhados pelo centro, são um mimo.

carnaby street, é outro centro comercial ao ar livre. moooontes de lojas e restaurantes. como já tínhamos andado para cacete naquele dia, não estava com energia para grandes explorações, uma pena. toda aquela zona é muito, muito fixe!



andamos por hyde park a contribuir para a obesidade dos seus habitantes. esquilos, pombos, pegas, corvos.. não são muito ariscos, nem esquisitos, o que vier à rede é peixe. a meio do parque está o imponente memorial que a rainha victoria mandou erguer em honra do seu falecido consorte. dá para ter uma ideia da devoção que ela tinha por ele.



o holland park enganou-me. ali nas traseiras do primo famoso, pelas fotos contava que fosse um paraíso escondido. só que não.. à excepção do kyoto garden, este parque parece deixado ao abandono (apesar de andarem por lá jardineiros), relva por cortar há muitos meses, sebes por aparar, mato.. uma tristeza. espero que seja temporário.



os pavões do kyoto garden salvaram o passeio. ficámos deveras impressionados pela sua cordialidade. quando toparam que havia amendoins para distribuir, meteram-se na fila juntamente com os esquilos e as pegas, e aguardavam calmamente pela vez deles. o seu bom comportamento foi devidamente recompensado.

...mas tenho que admitir, que quando vi os pavões a irem todos na direcção do homem, tive um certo receio que o atacassem. não são aves pequenas, e em bando, nunca se sabe.. felizmente eram pacíficos.



interagir com os bichos foi das melhores partes da viagem. são verdadeiros anfitriões :D por falar nisso, há um memorial em hyde park que me deixa com lágrimas nos olhos.

battersea power station, òzanos que queria conhecer pessoalmente este imponente edifício (provavelmente um mamarracho aos olhos de alguns). esta antiga central eléctrica a carvão tornou-se numa estrutura icónica, muito famosa na cultura popular. a capa do animals, dos pink floyd é um dos exemplos mais conhecidos.

abeiro-me do tamisa para mirar o bicho, e aquela cena tá em obras, com duas das chaminés características em baixo. FFS.. cheguei tarde demais, o tamanho do meu desgosto. diz que a apple meteu as unhas naquilo (o dinheiro que a malta gasta em iphones está a ser bem aplicado muhahahah), e está-se a preparar para mudar a sua sede do reino unido para lá. pelos renders do projecto dá para perceber que vão preservar a fachada, mas vai ficar encafuada no meio de edifícios modernos. em 2021 vou mandar o meu cv para a apple.. one never knows :D

notting hill é um bairro muita castiço. as fashonistas adoram ir tirar fotos em frente às townhouses vitorianas, assisti umas quantas sessões fotográficas. gosto, mas não sou fã o suficiente do filme com o mesmo nome do bairro, para ir à cata dos locais de filmagem.



é também neste famoso bairro onde se realiza o não menos famoso portobello market. adoro mercados, mas acho que não estava no mood para este, não o achei nada de especial (devia ser do frio, ou da multidão que não deixava ver grande coisa).. mas daqui trouxemos um episódio caricato:

descemos do autocarro que nos levou da baixa de chelsea até notting hill, aflitinhos para dar uma mija. quando digo "aflitinhos", digo muito próximo de molhar as calças.

pelos vistos, as lojas desta rua não têm casas de banho, FFFFFUUUUUU!! entramos numas quantas, sem sucesso. como é que é possível que num local onde se junta tanta gente, não tenha sitio para a malta se aliviar? não li nada sobre isto nos guias, humpf!

às tantas, o homem apanha um policia na rua e pergunta-lhe aonde é que que havia uma loo nas redondezas. o prestável agente indica a direcção dos toilets públicos, notando que são pagos (oh amigue, eu nesta altura pago o que for preciso para não ter que tomar medidas por demais embaraçosas). thank you so much, kind sir!

tentar furar a multidão para andar um quarteirão até ao wc foi, utilizando uma palavra civilizada para descrever a nossa agonia, desesperante. quando por fim alcançamos o oásis das sanitas, guess what? os wcs estavam desactivados... FFFFFUUUUUU!!!

mais à frente, no fim da rua havia uma espécie de centro comercial, com wc's YAY... apenas para lojistas. FFFFFUUUUUU. demos a volta aquilo é nada. prestes a rebentar, o homem entra numa loja ao calhas, pergunta onde é que se vai à casa de banho ali. a rapariga diz-lhe que podemos usar as da esquina (dos lojistas), uma delas costuma estar aberta ao público. sweet jesus motherfucking christ mesmo a tempo de evitar um acidente de proporções catastróficas para a nossa honra.

passamos por muitos mais pontos de referência, monumentos, pontes, bairros, etc, mas estes são os mais relevantes e com algo para recordar. da to do list, apenas falhou a kings cross e o camden market. not bad!

posto isto, até ao meu regresso londres!!!

álbum completo no sítio do costume

28 de Dezembro de 2016, às 00:21link do post comentar ver comentários (10)(3)

London // food

certamente que não fui a londres atraída pela comida típica inglesa (ok, o english breakfast e o fish&chips eram "experiências" obrigatórias). também não fui pelos restaurantes de chef's famosos que não é a minha cena, e muito menos pelos mercados de street food onde se pode comer iguarias de todo o mundo (e arriscar uma caganeira explosiva no processo). não, eu fui pelo ramen!

UAU, ramen. que cena tão inglesa!!

como há muito para falar sobre ramen, vou dedicar dediquei um post a este capitulo. ao contrário do esperado, digamos que correu bem. talvez demasiado bem. fica uma amostra, para abrir o apetite :D'



fomos enfardar o english breakfast numa sugestão retirada do tripadvisor, no regency cafe. sitio modesto, autêntico, a atirar para o kitsch, e com preços muito em conta. não estava com medo desta sugestão, e com menos medo fiquei quando entraram alguns 10 policias para ir comprar o pequeno-almoço (ou seria o almoço?), enquanto esperava pelo homem, que tinha ido à procura de um multibanco. este tasco estava cheio de ingleses de todas as idades, éramos os únicos estrangeiros. foi o único sítio onde tal coisa aconteceu.

a única coisa que estava com medo era do tamanho das doses. enormes. não queria que sobrasse nada. não estava a sobrar absolutamente nada nos pratos dos outros clientes. 

kudos para este pequeno-almoço, incluindo o latte. tudo delicioso. e sim, sobrou uma posta de bacon. já era too much. pena que não deu para voltarmos lá para a desforra.

 
tinha duas referências retiradas do tripadvisor para comer fish&chips, mas acabou por acontecer num pub, em carnaby street. não era mau, mas também não era autêntico. era chapa 5, tipo aquelas paellas do paellador que se vêm por todo o lado, em todos os países.



gozai à vontade. se eu ia a londres, eu tinha que ir ao nando's. não perguntem que eu não sei responder, é uma pancada que tenho há muitos, muitos anos. acho que foi porque em miudinha fui a um nando's, em portimão. e aquilo marcou-me de alguma forma, para querer tanto voltar.

sabia perfeitamente que não é nada do outro mundo. é um fast food de frango assado, que não consegue competir com as nossas churrasqueiras tradicionais. gostei de lá ir (embora não tenha sido propriamente dito pela comida), o restaurante era acolhedor e parecia ter bom ambiente. 



como fã de donuts que sou, o krispy kreme não podia falhar! foi o último pequeno-almoço em londres, na victoria station, onde fomos guardar a tralha para as últimas horas de passeio. são. tão. bons!! foi impossível comer um!

eu bem tentei, mas o homem não me deixou comprar uma caixinha com uma dúzia... buáááááá!!!!



agora apetece-me a lamber o ecrã... e não, os da dunkin' donuts não são tão bons quanto estes, (in)felizmente..

a the muffin man não estava na lista, mas tinha que acontecer, até porque estava a walking distance do hostel. quis ir a esta casa de chá apenas pelo nome (e sim, tinham gingerbread men :D), mas deliciei-me com o muffin de laranja que enfardei. fiquei com pena de não ter experimentado os scones, tinham muita bom aspecto. o latte não ficou aquém de nenhum outro em londres. café com leite é lá com eles!

London // lojas

ao lado de londres, lisboa pode ser comparada como uma cidadezinha da província. não tem muita coisa. logo, quando as pessoas da província vão a uma cidade a sério, procuram coisas que não têm na sua terrinha. tipo lojas!

ou seja, não tenho vergonha da admitir que um terço dos pontos da minha to do list eram lojas muhahahah e ainda tinha mais umas quantas assinaladas no mapa, para espreitar caso passasse à porta :D

a victoria secret foi o primeiro sítio que visitamos em londres. largámos a tralha no quarto, e siga apanhar o 10 para oxford street. finalmente!!! só demorou 4 anos a acontecer!!!

a loja de londres é giríssima!! e enorme!! quatro pisos de angel goodness. as funcionárias (e funcionários) que lá trabalham absolutamente simpáticas, atenciosas, e pacientes perante o furacão de gajas que revolvem tudo à sua passagem.

o homem tava no paraíso. por largos momentos perdi-lhe o rasto, tal como suspeitava que viesse a acontecer (ocorreu-me arranjar um tracker como se usa para os putos, mas depois achei que assim não seria tão divertido). quando voltei a meter-lhe a vista em cima, vinha carregado de coisas para mim experimentar.

estoirei o orçamento que tinha para esta loja nas calmas. o homem só não achou piada ter sido barrado à entrada do provador. mas a cornelia fez-me companhia, ajudou-me com o fitting, e assegurou-se que não me faltava nada.



tinha toneladas de curiosidade na urban outfitters. têm uma presença muito boho-hipster no instagram, e eu, qual borderline millennial, fui atraída para lá como uma traça. a loja que visitei era enorme, pensei que ia perder a cabeça (e a carteira) lá. só que não.. não vi nada que tivesse gostado particularmente. que granda desilusão..

a topshop já conhecia de madrid e a minha opinião mantém-se, é uma bershka glorificada. fui a duas lojas, uma delas com três pisos só com roupa de gaja, pouco ou nada me agradou. não sou o publico alvo, tá visto.

gosto muito do conceito da cos, e apesar de existir uma loja em lisboa, ainda não consegui chegar lá. em londres são como cogumelos em pleno outono, era difícil deixar escapar. entrei, gostei dos cortes e das texturas sóbrias, mas achei os tecidos pouco confortáveis, algo grossos e rígidos, não sei.. mais um tiro ao lado.

a lorna jane estava na lista como treat para o homem, que é um.. erm.. apreciador da marca. a mim passava-me ao lado, suspeito sempre de marcas que dão endorsements a pseudo-celebridades... até passar os olhos (e as mãos) pelo material. os tecidos e qualidade de construção das peças é qualquer coisa. nunca experimentei roupa de fitness TÃO confortável, mete a nike e a asics a milhas.

trouxe uns corsários(?) para o ginásio, que só não se fizeram acompanhar por uns tops porque a marca é carocha, e quero ver se a qualidade vale o investimento.

o nome assenta que nem uma luva à forbidden planet (aka, o céu para nerds), e devia haver uma ordem de restrição para pessoas como eu.. não me acorrentei a uma das montras porque não tinha como. o esforço que fiz para não trazer metade daquela loja comigo foi para lá de sobre-humano. não me sabia tão corajosa *cries*...

 
(in)felizmente a japan center estava apinhada quando lá fomos. não dava sequer para circular, nem sei como é que é possível deixarem entrar tanta gente num espaço daqueles. bom, foi pelo melhor, do pouco que consegui ver, ia sair de lá toda chorosa por não poder trazer metade da loja comigo :(

a minamoto kitchoan é uma loja de guloseimas japonesas super, super cute. apetece comer tudo. mentira, apetece comprar tudo e deixar numa vitrina sem nunca lhe tocar. trouxemos de lá uma kasutera deliciosa.

 
a coco de mer foi outra treat para o homem, que há muitos anos nutria uma certa curiosidade por esta sexshop. é... interessante :D

 
fui ao tesco a propósito para comprar chá. tenho um post sobre este chá escrito desde setembro, e ainda não o publiquei :/

o selfridges é uma das grandes department stores (armazéns é uma palavra demasiado chunga para chamar àquelas lojas) lá do sítio, e primeiro vislumbre daquilo que a estrangeirada endinheirada vai fazer a londres: compras. vimos coisas muito engrassadas neste espaço. valeu pelas festinhas que fiz a uns louboutin sem que ninguém olhasse para mim com ar enjoado \m/

o harrods é um marco lá do sitio, simplesmente não podia falhar. estivemos em vários pisos, mas aquilo é uma cena muito à frente, muito bling, muito black card a navegar por aqueles corredores. trouxemos chá, como a grande maioria dos pelintras que lá vai.

tinha mais três department stores na lista. passamos à porta de várias house of frasier, marks & spencer, e da liberty, mas não me apeteceu a entrar em nenhuma delas. quem vê uma, vê todas. entrei num john lewis (acho) porque tava aflita para fazer uma mijinha.

ir à boots (uma well's on steroids) é quase inevitável. perdi o único invisibobble que levei comigo e em desespero por apanhar o cabelo, fomos a uma bem grande (4 pu 5 pisos) a ver se havia. claro que havia! há tudo lá! aproveitei para levar outras coisas que estavam a fazer falta, lenços, toalhitas, e um puf de banho. tanta, mas tanta variedade! fiquei fã, quero uma boots cá em portugal!!

vi na montra de uma das muitas mangos que passei à porta, um sobretudo que andava a namorar há uns tempos. entrei, fui ter com ele, mas contas feitas, ficava mais caro se o trouxesse de lá. mesmo aconteceu na brandy melville, quando encontrei uma blusa que andava a perseguir desde lisboa. e ainda bem que não trouxe nenhuma das peças. comprei ambas cá, dias mais tarde, com 20% na black friday w00t!!

também entramos numa apple store para ver as novidades. é possível que tenhamos entrado em mais e eu não ter registado mentalmente.

curiosamente, não há uma bench no centro, e a única que existe nas redondezas é outlet. queria tanto uns trapitos da nova colecção, e sacanas não mandam para portugal..bah!

compreendo porque é que londres é a meca europeia de compras. existem milhares de lojas e lojinhas e encontra-se tudo lá, seja nas ruas principais, seja nas ruelas e becos apertados, pátios insuspeitos. parece um gigantesco centro comercial ao ar livre, para todos os gostos e carteiras. as lojas são bonitas, bem decoradas e arrumadas, e funcionários sempre simpáticos e prestáveis. é de perder a cabeça!

Lost in... London

o aniversário de namoro, o aniversário dele, o meu aniversário, e o nosso aniversário. a prenda conjunta destas 4 celebrações foram 4 dias em londres, uma cidade que òzanos queria conhecer, nem que fosse para a tirar do sistema.

como já andava para acontecer há bastante tempo, as estrelas iam-se acumulando sobre o mapa. ainda assim, fiz o trabalhinho de casa para saber o que não podia perder. achei que na primeira visita à capital do reino unido devia passar pelas tourist traps todas, para sair da ignorância. de qualquer modo, não ia completamente às escuras, que o homem como já lá tinha ido, ainda que há uma eternidade.

para além das estrelas no mapa, que assinalavam de tudo (locais de interesse, lojas, restaurantes, etc) levei comigo uma to do list com 40 pontos daquilo que não podia mesmo falhar. voltei com apenas cinco por cumprir, e três deles apenas porque já me aborreciam as department stores. vê-se uma, vêm-se todas!

e choquem-se:

não inclui nem um museu ou exposição no roteiro!!

que horror!! sua provinciana ignorante, tacanha, inculta!! AH AH AH lamento, eu não ter pachorra para museus e exposições. para ir a museus tenho que estar ou muito curiosa, ou muito aborrecida. talvez num futuro regresso visite algum, desta vez estava exclusivamente interessada em conhecer a cidade e as suas vistas. queria palmilhar e ficar a conhecer a maior área que me fosse possível.

com excepção de uma reserva antecipada que fiz para um pequeno-almoço, os dias eram livres para escolhermos o que ver e fazer. sem o stress dos programas e whatnot, acordávamos, olhavamos para o mapa, e decidíamos como ia ser o dia.

porque a data da viagem foi fechada com poucas semanas de antecedência, as lowcosts já não compensavam perante a possibilidade de voar para heathrow, e ter a comodidade do metro no aeroporto. e já que o destino era inglaterra, fizemos questão que fosse a british airways a carregar os nossos arses até lá.

ia convencida que íamos apanhar secas brutais nos aeroportos, não fosse o de heathrow um dos mais movimentados do mundo.. só que não, nem um segundo de atraso para fazer justiça à fama.. tanto na ida como no regresso, o avião iniciava o taxi antes da hora da partida, e chegava ao destino antes da hora prevista. impressionante. aposto que da segunda vez que lá ir, vou esperar horrores para equilibrar o karma desta viagem lol

ambos os voos correram muito bem, suaves e tranquilos, em aviões bastante confortáveis. o voo de regresso foi num que ainda cheirava a novo, com 5 aninhos apenas. a única coisa menos fixe foi que o gajo subiu até aos 37 mil pés e quando começou a descer, o homem foi surpreendido por um doloroso episódio de sinusite barotraumática, que o deixou a ganir, agarrado à cabeça.

fiquei com os cabelos em pé ao aperceber-me o quão puta de caro é dormir num hotel em londres.. e foi assim que nos estreamos no airbnb.

escolhemos uma espécie de hostel disfarçado de airbnb, numa townhouse típica londrina, situada na belíssima zona de kensington, em frente ao hyde park. podia ter corrido melhor, se o sitio em questão, apesar de charmoso, não estivesse tão mal cuidado (ou então somos nós que estamos a ficar cada vez mais esquisitinhos com a idade) e o quarto ser mais pequeno do que aquele mostrado nas fotos. mas valeu pela localização, pelas várias carreiras de autocarro a passar à porta, e por estar recheado de snacks e bebidas à borla para os hóspedes.

durante aqueles 4 dias, o smartphone foi o meu melhor amigo. não que precise de mais provas que este pequeno gadget é das melhores invenções de sempre, mas não consigo evitar surpreender-me sempre que o ponho à prova. usei-o para tudo, mal tinha tempo para descansar no bolso:

toda a gestão dos voos (check-ins, boarding passes) foi feita na app da british airways; usei e abusei dos mapas do google: tinha o mapa offline, tinha os pontos de interesse assinalados no mesmo mapa, a sugestão de percursos por transportes públicos funciona genialmente bem, e o GPS que nunca me deixou tomar a direcção errada; o whatsapp dá um jeitaço para manter contacto com a malta, sem pagar roaming à operadora; no google keep levava a to do list e notas importantes, e na dropbox tinha os pdf's com as rotas dos autocarros, metros, e barcos; a app do revolut para gerir o único meio de pagamento que levamos connosco (wait for it); e claro, para tirar fotografias!

mas o telemóvel não foi a única invenção útil que nos acompanhou até terras de sua majestade. a outra foi o revolut, um cartão mastercard contactless pré-pago, gerido através de uma app instalada no telemóvel. carrega-se dinheiro com um cartão de débito (ou por transferência bancária), e tá a andar de mota!

a grande vantagem deste cartão é que faz câmbios sem custos adicionais, logo é perfeito para levar para um país com moeda diferente da nossa. ainda poupámos uns cobres com esta história. e não só, também dá para comprar moeda estrangeira. e eu aproveitei que a libra andava em baixo e comprei uma porrada delas, baratinhas, umas semanas antes da viagem.

e por ser contactless, não foi preciso comprar oysters para usar nos transportes públicos, aquilo servia perfeitamente tanto para pagar tanto deslocações, como compras em lojas e restaurantes, e até para levantar dinheiro. cada um tem o seu, e não utilizámos outros cartões sem ser aquele. ficou aprovadíssimo!

apanhei menos wifi à borla que esperava numa cidade tão desenvolvida (dizem-me que este mal acontece só no centro, não sei).. mas como aviei-me em terra, tinha o essencial em modo offline para me desenrascar e mal dei pela escassez de wifi.

a única parte chata da visita a londres foi o tempo frio, não apetecia passar muito tempo na rua. à noite então nem se fala.. e como nesta altura do ano começa a anoitecer às 4 da tarde, tínhamos que começar o passeio cedo para aproveitar bem a pouca luz do dia. nem tiramos fotos de jeito, que não dava para aguentar muito tempo com os dedos fora das luvas ou dos bolsos.

mas não foi só o frio que sabotou o registo fotográfico, a luz natural de londres é miserável nesta altura do ano. os nossos oneplus até têm cameras decentes, mas não conseguiram fazer milagres naquelas condições. não se aproveita quase nada.

não era capaz de viver lá. é demasiada gente, demasiada confusão, é demasiado fria no inverno, quase nem se vê o sol. não abdico da nossa luz, nem do nosso inverno ameno..

..mas!

gostei muito da cidade. é profundamente multicultural, nas ruas do centro, o inglês era o que menos se ouvia (havia alturas de não se perceber bem onde estávamos realmente), e a maioria dos empregados das lojas e restaurantes não eram nativos; a imensa grandiosidade dos seus monumentos e memoriais (aquela malta tem orgulho na sua história e se têm história!!); os contrastes arquitectónicos entre o ultra-moderno e o medieval; a preservação das fachadas antigas e do vibe old school dos bairros; da organização no meio daquele caos, da segurança que senti sempre nas ruas; entre tantos outros detalhes.

fiquei grande fã do serviço, da comodidade, e da frequência dos double deckers londrinos, ainda fizemos algumas "tours" neles. não achei o metro nada complicado, apesar de não ter termos usado muito. e não nos enganamos uma única vez nos transportes públicos, impressionante!

agora, alguém adivinha qual foi o primeiro sítio que visitamos em londres, mal largamos as malas no quarto?

Summer of 16 // the end

domingo, último dia de férias. porque que o tempo passa tão depressa quando a vida está a saber tão bem. porquêeeeeeeeee? chuinf.. pequeno-almoço, ronha no quarto, arrumar a bagagem, fazer check-out, assentar arraiais no spa. depois um mergulho na ria. depois um mergulho na piscina do hotel. e entretanto eram quatro da tarde, hora de iniciar o regresso à base. mas estava difícil de arrancar o homem para fora do hotel lol

passamos por santa luzia, para ir petiscar salada de polvo e muxama de atum, que com aquele calor, era a única coisa que apetecia. fun fact, no nosso último dia em tavira, estava precisamente a mesma temperatura que no último dia do ano passado, 37ºC \m/



nos planos estava ainda uma breve paragem em s. brás de alportel, em busca da doçaria regional épica, estrela das nossas sobremesas no pavilhão da ilha. se tivéssemos jantado lá os 12 dias, tinha voltado para casa com 5kg a mais em vez de 2, só naquelas iguarias decadentes de ovos, amêndoa, figo, alfarroba, batata-doce e frutos secos.

na loja onde fomos havia porções boas para degustação, dava para provar várias coisas. escolhe-las é que foi difícil. e apesar do calor, achámos que uma infusão de menta era a única bebida capaz de ajudar a dissolver melhor aquelas bombas de açúcar :D'



alfarroba e limão; batata doce e amêndoa (pqp,se era bom!!); alfarroba e doce de ovos; e figo com amêndoa; só de me lembrar, apetece-me lamber o monitor lol

pelo caminho ainda parámos para jantar em alcácer do sal, numa tasca muita castiça. outra excelente descoberta graças ao tripadvisor. 



ali apercebi-me que pela primeira vez em 5 anos, as nossas férias "grandes" não passaram pela costa alentejana. não faz mal, ela não vai a lado nenhum.. e como agora tá na moda, devia estar tão cheia como o algarve, anyway.

conseguimos sobreviver a (quase) duas semanas de campismo em agosto sem traumas. acampar em agosto não é inédito, já o fizemos durante uma semana em 2013 e outra no ano passado, daí sabermos que podia ser complicado. mas aquele parque tem uma grande vantagem, não mete muita gente e à noite é muito calmo.
foi também a primeira vez que ficamos duas semanas inteiras no mesmo sítio, e descobri que isso tem uma desvantagem: as rotinas instalam-se e os dias parecem sempre iguais. uma semana é perfeito, duas às tantas começa a aborrecer e a pedir mudança de ares. isto é uma boa nota mental.

tudo o que tenho a dizer é que estas foram umas belíssimas férias. chegaram na altura certa, e deu para carregar as baterias, para o que aí vem :D

...e pronto, that's all folks!

 
álbum completo da coisa no sitio do costume

Summer of 16 // a massagem

desengane-se quem pensa que a malta com papel não faz figuras foleiras.. como aquela família da mesa ao lado, que passou o pequeno-almoço sorrateiramente a preparar o almoço e o lanche daquele dia. aliás, não vi poucas pessoas acompanhadas por mini-lancheiras. às tantas uma pessoa até se sente parva por não fazer o mesmo :/



e ainda com o pequeno-almoço a acomodar-se no estômago, eis que chega a hora da massagem.

como costume, o homem quis ser trucidado e marcou 10 (o máximo) no campo da intensidade da massagem. eu fiquei-me por um 7. não me apetecia sair dali com nódoas negras, e deixar as pessoas a pensar que o meu esposo é daqueles que gosta de  arrear porrada na mulher.

é suposto descontrairmos e tal e coisa, mas o meu cérebro não deixa. passa os 50 minutos a trollar-me. tipo, "eina ca'ganda seca.. toma lá pensamentos parvos para te entreteres. quem é amigo, quem é?". é que nem me deixa descansar..

começa mal aterro na marquesa. “jasus, esta musiquinha zen é lame que arrepia.. porque não sons da natureza, como o oceano a enrolar-se preguiçosamente na areia, ou uma pequena cascata, num bosque frondoso onde ecoa o canto melodioso dos pássaros, ou chuva a cair em cima das folhas carnudas das plantas tropicais? qualquer uma dessas opções relaxava mais que esta bodega";

enquanto a massagista se prepara para meter-me as mãos em cima. "estômago amigo, por favor, poupa-nos à canção do teu povo" (o gajo começa a gorgulhar sempre que estou de papo para o ar e comi há pouco tempo. no fundo, gosta de me fazer passar vergonhas perante outras pessoas. é um cabrão);

a massagista ataca as pernas. “crap.. tenho o pelame todo a despontar, parece lixa. espero que a moça não se importe do tratamento não solicitado de dermo-abrasão que está a receber nas suas delicadas mãos”;

ou então importa-se. “socorro!! esta mulher tem rolos de massa no lugar dos braços!! estou a ser completamente cilindrada. mais um niquinho de pressão e deixo de conseguir conter os gemidos que estão caçados na goela.. será que trocaram a folha do homem com a minha? eu pedi 7, não 10!!”;

nos intervalos da tortura. “ena! tão minuciosa ca'té vai até à ponta dos dedos. ainda bem que cortei as unhas ontem, se não pobre da moça ficava toda esquartejada" (as minhas unhas são inacreditavelmente rijas. e a água salgada ainda as endurece mais. foi preciso estar uma hora de molho na piscina morna para conseguir contá-las. não estou a brincar, eu corto-me nas minhas próprias unhas!);

hora de virar, cara enfiada no buraco. “olha que toalha tão estrategicamente bem posicionada. se me babar ou pingar do nariz, ninguém vai reparar na poça por baixo da mesa” e pouco depois. "hum..espero que ninguém vá usar esta toalha, eu não queria usar esta toalha!!". e já mais pró fim. "man.. vou ficar a tarde toda com marcas na cara. todàgente vai reparar nisto e rir-se de mim nas minhas costas".. not funny!!

sabem o que não é nada fixe depois de uma hora de massagem, num ambiente calmo, com música serena (ainda que lame), do qual saímos meio dormentes e assim queremos permanecer por mais umas horas. sabem? putos aos berros na piscina/lounge do spa. o spa permite crianças em determinado horário, foi uma novidade. não teria sido chato se os putos - bebés, um deles mal andava, não estivessem constantemente a testar a acústica do espaço, e a correr à volta da piscina e a mandar bombas para dentro de água, e os pais a gritarem ainda mais alto para eles sossegassem. mas o que achei mesmo piada (NOT!), foi ter visto estes pais, a meter com os filhos ainda bebés - um deles mal se segurava nas pernas, já disse não já, no banho turco. no banho turco?? troféu de pais do ano para estes dois, já!!

essa tarde foi passada perto do barril, a curtir a paisagem da ria e a aproveitar todos os segundos dentro daquela água deliciosa. as ondas estavam de volta, mas à maré cheia, a praia faz um efeito de tanque. a um metro da rebentação já mal temos pé, muita fixe para dar mergulhos da areia. há fotos disso, mas devido à ausência de trajes mínimos, não podem ser publicadas muhahaha

to be continued...

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

bucket list

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores: #11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

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