Isa vai à neve III

pelos vistos o briol que apanhei em londres não foi suficiente, no fim-de-semana passado fui meter-me no frigorífico da estrela.. funny thing, estava mais agradável na neve que junto ao tamisa :D

teria sido mais fixe se no sábado tão tivesse chovido o dia inteiro. desde as nove da manhã quando acordei, até as onze da noite, não parou de cair água um minuto que fosse. a serra ensopou, e as quedas de água que escorriam pelo vale glaciar eram assim pro assustadoras.

 
mas do domingo deu para tirar a barriga de misérias. mas ainda não foi desta que estreamos as correntes dos pneus. há oito anos fizeram falta, humpf!


o outono ainda anda por lá ♥ 

álbum completo no sítio do costume

Lost in... Serra da Arrábida

a primavera está em estágio e seria criminoso não dedicar um dia deste fantástico fim-de-semana para sair de casa e meter os pauzinhos ao sol. o local escolhido foi o nosso go-to favorito no quintal, a belíssima serra da arrábida, em modo de passeio preguiçoso por lugares mais que batidos (mas que adoramos revisitar).

se o dicionário tivesse imagens, esta seria da do termo "lagartar"!

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luxo de vista. apesar de ser um spot concorrido, apetece ficar lá horas sem fazer nenhum.

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o sítio mais creepy da arrábida, a lapa de santa margarida, que pelos vistos se tornou num local de peregrinação, apesar do acesso não ser nada convidativo.

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...e o melhor de tudo neste pedaço de paraíso, o tranquilo azul do oceano sempre no horizonte, já a aliciar a malta para a praia.

 

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álbum completo no sítio do costume

Estufa fria

foi dos primeiros sítios que visitei quando vim estudar para lisboa. entretanto mais anos que aqueles que se contam pelos dedos das duas mãos passaram, e quis dar lá um saltinho este domingo, para quebrar a rotina enfadonha que estava instalada dos fins-de-semana de janeiro, em que praticamente apenas saí de casa para fazer compras e pouco mais.

é um recanto muito agradável e calmo. assim que passamos a entrada, parece que entramos numa pequena selva. os olhos perdem-se facilmente na imensidão das plantas exóticas que cobrem tudo à nossa volta, e os tons de verde são mais do que aqueles que conseguimos processar.

uma rede quase labiríntica de caminhos assegura que não vamos perder pitada da visita. pequenas cascatas, lagos, regatos, grutas, pontes e degraus de pedra para os patamares superiores compõem o cenário.

em alguns canteiros espreitam pequenas e curiosas esculturas, de cores e formas orgânicas, que se diluem perfeitamente na vegetação em redor e dão um ar de graça ao espaço.

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(album completo aqui)

infelizmente apanhamos a estufa quente fechada (tem estado em obras). lembro-me de ter achado interessante a transição e o contraste de ambientes entre as duas estufas, uma fresca e suave e a outra quente a abafada, mas não foi possivel reavivar essa memória. dá para mirá-la da estuda doce, e está com muito bom aspecto.

perde-se facilmente uma tarde lá, pelo que aconselho a ir de estômago cheio, calçado confortável e sem grandes pressas.

mental note: não deixar passar tanto tempo até à próxima visita.

8 de Fevereiro de 2016, às 23:46link do post comentar ver comentários (6)

Cinquenta tons de outono

andava de apetites a voltar à serra. não preciso de muitas desculpas para dar lá um saltinho, mas por acaso até tinha. entre elas, queria caminhar e a serra tem uma paisagem particularmente bonita nesta altura do ano. só que a meteorologia não parecia muito interessada em colaborar.. depois de semanas a adiar, o caso mudou inesperadamente de figura e parecia que o verão ia regressar por uns dias. não podíamos deixar escapar a oportunidade!

foi difícil de sair de lisboa. estava um trânsito medonho ao fim da tarde de sexta, passei uma hora metida numa fila até conseguir chegar às portagens de alverca, que dor!!! mas mesmo assim consegui chegar a manteigas a tempo de jantar uma bela duma feijoca :D’

a noite estava fresquinha, mas nem lá perto daquelas temperaturas gélidas que apanhamos em dezembro passado, e não havia vestígios de nuvens no céu. o fim-de-semana prometia.

sábado amanheceu quentinho e sem vento. jackpot!!! havia uma ou outra nuvem a dar o seu ar de graça, mas nada que ameaçasse descarregar água em cima da malta. estava perfeito para dar à corda às botas.

seguimos a rota das faias. se há passeio pitoresco em manteigas durante outono, é aquele. há uns anos descobri que o outono é absolutamente maravilhoso na serra, mas naquela ocasião estava frio e chovia, nada convidativo a passar muito tempo fora do carro. desta vez íamos tirar a barriga de misérias!

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a meio do caminho atingimos o ponto mais alto do monte, era obrigatório uma paragem mais demorada para inspirar aquelas paisagens. dali prá frente ia ser muito mais fácil, sempre a descer.. e a percorrer o ex libris do trilho, o bosque das faias.

não tardou muito até que as copas das árvores se começassem a fechar sobre o caminho. muitas nesta altura do ano já estão quase carecas, mas ainda fazem sombra. os raios de luz que ousam trespassar reflectem-se nas folhas caducas das faias e o ambiente ganha um tom quente e acolhedor.. um cenário simplesmente idílico, daqueles que nos deixam a transbordar de felicidade só por estar ali. respirar o ar puro e perfumado da floresta, caminhar sobre aquele suave manto castanho, ouvir a brisa a entrelaçar-se com os ramos das árvores e o canto das aves, e apreciar toda aquela delicada beleza natural foi das melhores experiências que já tive na serra da estrela.


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a minha mãe, que à última da hora decidiu alinhar connosco, ainda que isso significasse ter que palmilhar 12km monte acima e monte abaixo (ok, eu posso ter culpas no cartório, disse-lhe que não eram mais de 7 ou 8 :D), estava assombrada com aquele espectáculo proporcionado pela natureza. mas o que ela gostou mesmo foi dos castanheiros que íamos encontrando pelo caminho. ainda recolheu meio saco de castanhas, que lhe estava a dar pena de as deixar caídas no chão, tão boas que estavam.

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no domingo estava um bocadinho mais fresco, mas igualmente fantástico para passear. demos a volta do costume: estrada do vale glaciar, paragem na fonte paulo luis martins para encher toda e qualquer garrafa de água que existisse no carro, covão da ametade - magnifico em qualquer altura do ano, torre, e penhas douradas. sem grandes pressas.

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já foi demasiado tarde para ver cogumelos, mais ainda encontramos alguns especímenes intactos.

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às sete da tarde despedimo-nos de manteigas e da serra, com a promessa de um regresso para breve. por mais vezes que bata lá com os costados, não consigo cansar-me daquele sítio 

álbum completo da passeata aqui

Pelas terras do Guadiana

o parque natural do vale do guadiana é uma espécie de underdog dos parques portugueses, não se ouve falar muito dele. fica ali nos confins do baixo alentejo, paredes meias com o algarve e resvés com espanha. um bocado afastado da “civilização” e sem nenhuma auto-estrada que nos deixe às suas portas. é pouco habitado, e não existem grandes cidades nas redondezas, tem apenas uma vila e pequenos povoados salpicados pelo parque.. e é tremendamente bonito!

a paisagem é diversificada, a ponto de não se perceber bem se ainda estamos nas planícies alentejanas ou se já estamos com um pé na agreste serra algarvia. tem bosques e tem mato rasteiro, e apesar de ter muitos cursos de água, tem um aspecto muito árido.. e as vistas são de fazer parar a respiração.

já andamos por lá duas vezes. numa exploramos a zona da mina de s. domingos e pomarão, onde percorremos os túneis ferroviários desactivados. noutra corremos aquilo tudo numa doideira atrás de balões meteorológicos. o cascas está bastante familiarizado com as estradas de terra batida e as ribeiras secas do parque lol

só tenho um reparo a fazer a mim própria: nunca vou lá com tempo suficiente para ver tudo o que quero, aquilo é maior do que parece! já fiz saber ao homem que num futuro não muito distante quero lá voltar e bater as capelinhas todas novamente, mas com mais tempo para respirar e inspirar aquelas paisagens. além disso, todas as visitas têm acontecido sempre pela mesma altura, setembro/outubro, e apesar de vibrar com as cores douradas daqueles montes e planícies, tenho curiosidade para saber como será noutras alturas do ano.

road to somewhere

mas das várias coisas que nos tinham deixado saudades, talvez um pequeno tasco em corvos era a que mais sobressaía. fomos lá parar por obra e graça do destino. queríamos cozido de grão, e disseram-nos que lá era o melhor sitio para ir. só que o cozido de grão não parecia ser o que mais clientes atraía ao tasco, mas sim.. pizza!

nessa noite deixamos uma promessa escrita na pedra: 
“havemos de cá voltar para comer uma pizza”

e a minha surpresa ao chegar lá, 5 anos e um desvio de 60km depois, e ver o pequeno restaurante a rebentar pelas costuras, que por pouco temi que não conseguíssemos jantar. pelos vistos a internet aconteceu e a paragem está no topo das recomendações do tripadvisor para a região de mértola. not bad!

e íamos com intenções de fazer cumprir a promessa e comer pizza, a sério que íamos. mas assim que lá cheguei, fiz uma confidencia ao homem: "migo, não sei se vou conseguir resistir ao cozido de grão..." 

e não resisti... foi mais forte que eu lol e ele que ele também, que se fez às migas com secretos :D' a pizza ficou novamente adiada lol

cozido de grão

nessa noite aprendi uma valiosa lição: tu simplesmente não comes uma pratada de cozido de grão e depois vais arrochar para um hotel...

HA HA HA não vais, não senhora! 

...e foi assim que finalmente conhecemos mértola (a tal paragem "técnica" que falei no post dos figos), depois de tantas vezes a atravessá-la de raspão. primeiro à noite e depois outra vez à noite, e finalmente, de dia :)

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é um sitio lindíssimo, muito acolhedor, come-se bem. e para quem se interessa, está recheado de história.

e já que andávamos lá por perto, aproveitamos para conhecer também alcoutim, ali mesmo juntinho à margem guadiana.

alcoutim guadianaguadiana

álbum completo da coisa aqui

Salinas

sou capaz de ter desenvolvido uma estranha obcessão por salinas. não sei se foi pela calma dos imensos campos brancos, se do curioso processo de transformação, se da arte da colheita, se do ecossistema.. sempre tive curiosidade e este ano matei-a à grande!

 

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5 de Setembro de 2015, às 23:01link do post comentar

Galapinhos

não somos muito de frequentar as praias da arrábida por causa das enchentes em dias de calor, da confusão do trânsito e dos stresses com estacionamento.. our bad, são praias lindíssimas e muito agradáveis por estarem abrigadas pela serra, o mar ali parece um lago.

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mas como o dia estava ventoso, achamos que era preferível enfrentar o reboliço da arrábida do que os banhos de areia em tróia, que parecem agulhas contra a pele. a minha ideia de esfoliação corporal não é assim bem aquela lol

acabámos por assentar na praia dos galapinhos, a única nas redondezas que dava para estender a toalha sem pisar o vizinho do lado.
 

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uma delicia :)

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... e tróia não perde pela demora \m/

Lagos a Sag... Ingrina

no primeiro de maio, depois de quase um mês sem torturar esticar os músculos das pernas, decidimos que estava na altura de ir desentorpece-los. como íamos passar o fim-de-semana na terrinha, o plano era lagos até sagres em duas etapas, sexta e sábado a andar, e domingo a descansar.


trilhos não faltam ali, mas não existem percursos marcados para seguir. nada que me preocupasse, toda aquela zona costeira é-me familiar, apesar da paisagem ter mudado *bastante* nos últimos 15 anos.

lagos-salema faz-se muito bem, e por passarmos por uma vila ou praia com apoio a cada meia dúzia de kms, dá para fazer abastecimento ou pausar para comer qualquer coisa, logo não é preciso levar grande carga às costas.

começamos na ponta da piedade, passámos pela praia do porto de mós, praia luz, burgau, praia das cabanas velhas (nunca a tinha visto com tanta areia), e boca do rio, até finalmente alcançarmos a meta do dia, salema.

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porto de mós

o passeio é fantástico. as vistas sobre as águas calmas do atlântico às portas do mediterrâneo são um bálsamo para a alma. em dias sem ponta de vento como aquele, então..

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tem subidas e descidas interessantes, mas nada que nos deixasse de rastos. o maior desafio foi talvez descer a encosta da luz, desde miúda que tinha um fascínio por aquele monte e finalmente satisfiz a curiosidade de desce-lo. da próxima quero subi-lo :D

adorei cada passo que dei por aqueles trilhos. o piso é excelente, não maça os pés nem as pernas e as vistas fazem-nos querer andar sem parar. encontrámos montes de gente por cima daquelas falésias, a curtir a tarde que estava bastante agradável. uns a passear, outros a correr e muitos simplesmente a contemplar.


luz

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fiz os 21km daquele dia sem problemas e quando terminei não estava cansada nem a fantasiar com uma cama onde arrochar (isso veio depois lol), definitivamente faz toda a diferença usar calçado leve e meias adequadas, as forclaz que levei à experiência portaram-se à altura do desafio.

acontece que no sábado fazia tanto calor lá pelo reino dos algarves que não quis arriscar fazer-me ao monte. ainda me dava alguma quebra de tensão que ia obrigar o homem a ter de carregar-me dali para fora às costas. coisas fixes que a idade nos traz.. NOT!

bom, como eu tenho um problema com assuntos inacabados, não quis voltar de lá sem terminar o plano. domingo também era dia.

em contraste, salema-sagres é bem mais desafiante. a primeira metade foi muito agressiva, com subidas e descidas de fazer lembrar uma montanha russa, e a vegetação é bastante densa. mas com paisagens igualmente muito bonitas e bem menos povoadas. passamos por muitas praias quase selvagens, com acessos bastante condicionados que só os mais afoitos arriscam.

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zavial

não esperávamos era gastar tanto tempo e energia nos primeiros 8km. quando chegámos à ingrina, aquela que é a última paragem com apoio até sagres, decidimos, muito relutantemente, dar o dia por terminado. já começava a ficar tarde e estavamos um bocado mal-tratados, não ia dar para fazer tudo naquele dia. não esquecendo o pormenor que ainda ia conduzir 300km nessa noite..

se tivéssemos começado mais cedo, tínhamos ficado duas horas de molho na ingrina e depois seguíamos caminho, que a meta estava tão próxima que até queimava. começar tarde e más horas é um dos nossos grandes problemas, que enquanto não for resolvido, há-de sempre minar-nos os planos. é muito frustrante.
ainda por cima, quando mais ando distâncias longas, mais gosto. 8km já são um passeio no parque, preciso de pelo menos 15 para sentir que a coisa vale a pena. mas para isso é preciso ir com tempo..TEMPO!! argh

mas pronto, não hão-de faltar oportunidades para terminar o desafio..

álbum completo aqui

aviso à navegação: não há percursos marcados ali por cima, apenas uma encruzilhada de trilhos. é perfeitamente possível fazer sem gps, basta ir com alguma atenção por onde se segue (lamber a vista de satélite de um qualquer serviço de mapas da zona ajuda). há zonas que passam muito rente às arribas pelo que é preciso ter cuidado onde se assenta os pés.

Trilho dos Pescadores // Praia do Telheiro

para além das 4 etapas, o trilho dos pescadores tem 5 circuitos complementares: praia de odeceixe, praia da amoreira, ponta da atalaia, pontal da carrapateira e praia do telheiro.

o de odeceixe e da carrapateira para já ficam de fora, pois já fizemos caminhadas por lá (aqui e aqui), onde parte do trilho passa, mas os restantes são para serem feitos. ainda por cima ficam todos a cerca de 30 minutos de casa, não há desculpas!!

vai daí que aproveitamos o fim-de-semana comprido de páscoa, que meteu o habitual salto à terrinha para ir à feira do folar de barão de s. joão, para encaixar o circuito da praia do telheiro. desta vez não fomos sozinhos, a sis alinhou na passeata :)

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vivi naquela zona alguns 12 anos (também devia contar como terrinha lol), batíamos aquilo tudo para ir à praia, à pesca e ao marisco, e mesmo assim, havia ali paisagens que não me lembro de alguma vez as ter visto.. fosga-se, o que uma pessoa perde por andar de carro em vez de dar à sola :P

behold, os paredões mais altos da costa vicentina, alguns com cerca de 100m de altura. a minha paixão por falésias foi parida nestes recantos, há muitos e muitos anos atrás.

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costumávamos frequentar a praia da ponta ruiva, mas estupidamente ainda não conhecia a do telheiro.. de pensar que me fartei de recomendá-la e dar indicações aos cámones de como chegar lá..

é que o trilho que liga estas duas praias, é simplesmente deslumbrante. passa por umas formações rochosas altamente maradas.. às vezes penso que devia ter ido para geóloga, adorava saber interpretar as obras de arte da natureza.

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fizemos um percurso circular, que passou pelo caminho histórico e também pela via algarviana que pelas minhas contas somou cerca de 15km, as pilhas do GPS quinaram a meio do passeio, por isso não ficou totalmente registado.

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o dia estava bom para caminhar, mas como é apanágio do cabo de s. vicente num momento está sol, no outro está tudo inundado em nuvens e vento.. se bem que as nuvens ali são sempre um espectáculo do outro mundo.

end of the world

(a quantidade parva de selfie sticks por aqui.. over 9000!!)


recomendo o passeio, apesar de ser um bocado puxado e parte dele estar marcado apenas com mariolas, faz-se bem. atenção é à meteorologia, que pode enganar.

(e sim, desta vez calcei os sapatos e não as botas lol aprendi a minha lição :D)

Trilho dos Pescadores // dia 5

odeceixe > azenha do mar

...e como eu não gosto de assuntos inacabados e 8km, para quem já tinha andado 80 não eram nada. e porque estávamos frescos, e felizes, e encharcados de adrenalina.. PQP, se não íamos terminar a nossa missão!!

combinei com os meus pais & sis para nos irem buscar a azenha em vez de odeceixe. assim nós acabávamos o trilho, e de seguida comemorávamos todos com uma bela arrozada de marisco, que por acaso já estava prometida há uns meses. era win-win!

deixámos o moinho depois de um belo pequeno-almoço e dois dedos de conversa com as nossas vizinhas suecas. bora lá terminar isto!

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o windguru estava dar chuva a partir das 3 da tarde, mas a essa hora, já lá teríamos chegado, se caminhássemos a bom ritmo. e foi o único dia em que se enganou.

fomos sempre acompanhados pelo, sol. chuva, nem vê-la, apesar nas nuvens com ar ameaçador lá ao fundo no horizonte. encontramos montes de gente pelo trilho fora, pareciam caracóis a sair debaixo das pedras depois de uma valente carga d’água.

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foi o dia que apanhamos mais pessoal pelo trilho. o homem ia continuando o seu recenseamento. de onde são, estão a gostar, onde vão ficar, dicas para comer, etc.
não apanhamos um único tuga naqueles 5 dias. fartura de alemães, suecos, noruegueses, ingleses e até um casal de australianos. tudo pessoal super bem-disposto, contente por estar ali naquelas paragens e a adorar o passeio. tal como nós.

"what about you, where are you from?"
"we're from portugal"
a expressão deles quando se apercebiam era impagável lol

quando alcançamos a azenha novamente eu era uma gaja feliz!
tinha conseguido terminar aquela provação sem ter desistido de nenhuma das etapas, como me apetecia quase todas as manhãs. pode parecer ridículo porque 88km em 5 dias seguidos não é nada de especial para quem faz caminhada ou mesmo corrida à séria. mas para quem não está habituado, é uma brutalidade.

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e ainda assim, a minha vontade naquele momento era continuar por ali a cima e voltar a reviver todas aquelas etapas, cada uma mais dolorosa quem a seguinte, mas com um sorriso estúpido na cara só por estar ali.

é que passar dias inteiros simplesmente a caminhar é uma terapia como deve haver poucas, sentimo-nos parte da natureza, e o estado de paz e calma interior que isso proporciona. não se pensa em nada realmente, só naquilo que os nossos olhos estão a ver, os sons que ouvimos, e nos cheiros que nos entram pelo nariz.

e o ar puro..

esta experiência foi das mais fisicamente exigentes e ao mesmo tempo, das mais gratificantes que alguma vez tive. descobri que a força de vontade é uma algo muito poderoso e faz-nos alcançar o que parece impossível, quando parece impossível. é só meter a mente nisso.

o corpo é de facto uma máquina incrível. as pernas não paravam, apesar de por vezes achar que já não aguentava dar outro passo em frente. como é que eu conseguia continuar a mover-me era um fenómeno que me ultrapassava.

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fiz-nos prometer ali mesmo que havíamos de repetir o trilho, e aproveitar para poder meter em prática tudo aquilo que ele nos ensinou.

pareço um disco riscado por estar sempre a dizer isto, deve ser porque tenho esperança que algum dia dê ouvidos a mim mesma:

tenho que fazer um esforço para me mexer durante todo o ano, sem pausas nem desculpas!

saltar do sofá para estas coisas é demasiado agressivo, mas não consigo evitá-lo, devo ser masoquista lol

 

wrap up!

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

bucket list

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores: #11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

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