Evolução campista III

fez este fim-de-semana dez anos que nos estreamos como campistas.. dez anos..

<inserir rajada de clichés e insultos sobre o tempo andar a mil à hora sem consideração por nada nem ninguém>

acampar tornou-se rapidamente na nossa forma favorita de passar férias e fins-de-semana de verão. temos aprendido muito sobre como viver com o mínimo essencial, a lidar com imprevistos, e a improvisar. aprendemos sobretudo, o valor inestimável do contacto com a natureza, e a liberdade e descontracção que isso proporciona. e que não precisamos realmente de muito para ser felizes, porque os grandes momentos das nossas vidas podem passar por algo tão simples (por mais lame que possa soar) como um assistir a um pôr de sol deslumbrante ou inspirar o aroma adocicado da resina dos pinheiros num dia quente.

achei que era data para ser comemorada a rigor, no parque de campismo eleito para a nossa estreia, galé. quem passa aqui pelo tasco desde os seus primórdios, conhece bem a minha pancada por este parque, also known as "resort alentejano", "estância de férias", "pedaço de paraíso". nestes dez anos, não houve um único verão que não tivéssemos passado por lá, nem que fosse apenas para um fim-de-semana. 

é o nosso sítio favorito na costa alentejana, mas... pela primeira vez em dez anos não senti formigueiro do estômago ao ver a entrada parque revelar-se ao fim da estrada. desapareceu no ano anterior e tenho suspeitas que não volta tão cedo. no verão passado tive um desgosto enorme, ao chegar lá e encontrar o meu spot de oito anos seguidos, invadido por um arraial fixo de tendas de "glamping".. s’aquela merda custou..

levei o inverno todo com esperança que este ano não regressassem, e a parcela fosse devolvida aos campistas habituais. mas não, voltaram e em maior quantidade, as tendas de "glamping" espalham-se como um vírus. se tivesse planeado assentar a tenda na mesma localização da primeira vez, não podia fazê-lo, porque até essa zona já foi reclamada pelo surf camp ou lá o que vem a ser aquilo. a manter o ritmo, em poucos anos vão minar completamente toda a zona costeira do parque :P

nunca é demais relembrar que temos mesmo que aproveitar todos os momentos (especialmente os bons), porque nesta vida nada dura para sempre.

bom, desgostos à parte, continua a ser o melhor camping onde já acampei, e pode ser considerado "culpado" por esta história ter pegado tão bem. está localizado numa zona fantástica, as instalações são boas, tem montes de espaço, e a praia continua a ser uma das mais bonitas onde já meti as unhas dos pés.

em 2006 o acesso ao parque fazia-se por estrada de terra batida, eu achava que não conseguia viver sem o portátil, ligação à internet, televisão por cabo e bidés. levava uma carga insana para dois dias e achei que ainda faltavam coisas HA HA HA HA HA impressionante como as coisas mudam!

ao longo do tempo fomos arranjando truques, construindo hábitos, e afinando a carga ao mais ínfimo pormenor. a evolução tem sido brutal. quando escrevi este post, estava convencida que era impossível esmifrar ainda mais a carga. o camping de tavira veio provar-me o contrário. a tralha base (tenda, saco cama, colchão, almofadas) cabe agora toda num trolley de 50l que está a passar o verão na mala do carro.



a velhinha 3 segundos, companheira de aventuras praticamente desde o inicio (não esteve na estreia, veio um mês depois), e apesar dos sinais de desgaste, ainda está ali prás curvas, mas este ano achamos que estava na altura de fazer um upgrade, mais arejado e fresco.



pode demorar mais tempo a montar e desmontar, mas o espaço que ocupa quando arrumada não tem comparação. e é muito fixe estar lá dentro na descontra, com as "portas" abertas. também tropeçamos num invento brutal, um colchão insuflável super compacto com bomba de encher integrada, não só não precisamos de ir com a bomba atrás, como enche mais rápido que o anterior, como é bastante mais confortável que qualquer um dos três que já usamos até hoje. o sacos de compressão foram outra descoberta muitíssimo útil.

portantos.. dez anos, três tendas, nove parques de campismo, duas praias selvagens, e incontáveis episódios depois, acho que já nos podemos considerar especialistas na matéria. e apetece-me escrever uns posts sobre o assunto :D

ps. vou deixar aqui o link para o post da estreia, mas.. ficam por vossa conta e risco, naquela altura eu escrevia de uma forma algo.. indelicada LOL

Adeus Galé, Olá Tavira

…e na terça acordou nublado, húmido e frio :/

 

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qué quéu disse?

logo a seguir ao pequeno-almoço fizemos o check-out, arrumámos a tralha em três tempos, e ala que se faz tarde!

descemos até saint-torpez e não estava muito diferente, neblina e frio (22ºC para mim é inverno).. humm.. parece que vamos ter de antecipar a visita a tavira. o accuweather diz que está mais quentinho por lá. 'xa ver qual é a melhor forma de nos pormos lá.. mapa..

quis ir pelo caminho mais curto, ainda que demorássemos mais tempo. não estávamos com grandes pressas e o trajecto seria mais pitoresco, afinal de contas, férias = sightseeing. então cortamos o alentejo a direito!

seguimos pelas estradas mais refundidas; em almodôvar quase que deixei paredes pintadas a cor-de-fogo porque o gps mandou-me enfiar nos becos mais claustrofóbicos que conseguiu encontrar (só porque era mais curto que contornar a cidade); passámos por aldeias perdidas no meio do nada; atravessámos a serra do caldeirão, onde por míseros minutos não levávamos com uma pick-up em cima (ainda bem que parei tantas vezes no caminho para fotografar a paisagem lol). qual auto-estrada, qual quê, foi épico!!

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pelas quatro da tarde chegávamos finalmente em tavira e sim, estava calooooooooor :D

já tínhamos andado por tavira em 2010, e feito uma visita relâmpago em 2012, e de ambas as vezes ficou a vontade de nos prendermos por lá mais uns dias. é uma cidade bastante agradável, estranhamente desligada do turismo que invadiu todo o litoral algarvio. gosto disso. muito.

fizemos uma paragem rápida no centro comercial para comer qualquer coisa e depois consultar as nossas opções de dormida. mas primeiro ainda fomos meter o bedelho nas salinas.

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agora.. cabanas ou ilha de tavira? nada como ir morder o ambiente antes de decidir.

no guichet do "ferry" das quatro aguas fomos aconselhados a deixar o carro estacionado na cidade e apanhar o barco a partir de lá. só que entretanto fomos a cabanas e quando voltámos, não muito impressionados com a hipótese de acampar num parque que mais parecia ser de estacionamento, tínhamos perdido o último barco para a ilha. oh well. cabanas it is, pode ser que não seja uma experiência tão má como parece..

tenda montada debaixo de uma oliveira, banho, e butes lá jantar.

claro que fomos enfardar peixe assado ao três palmeiras!
claro que viemos de lá a rebolar!

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há poucos restaurantes que conseguem a proeza de me fazer desejar ter um estômago maior para conseguir comer mais.. aquele é um deles. ainda por cima não se paga mais por isso \m/

depois fomos dar uma volta pelo centro, que a noite estava uma maravilha e eu andava há três dias a tentar comprar um chapéu de palha. entretanto o homem decidiu provar os gelados da muxagata e ficou possuído. e com razão, que os gelados são absolutamente delciosos e têm sabores geniais. eu, que nem por isso sou grande fã, estava sempre a sacar-lhe umas lambidelas :D’

muxagata

andava a xaretar os expositores das lojas à cata dum chapéu que não me fizesse parecer muito parola, quando de repente, os meus olhos resvalaram para um casal.. a passear um furão!

ZOMG EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEK

joguei-me ao bixo com uma fúria, quase sem pedir permissão aos donos para lhe por as mãos em cima, e esfregá-lo na cara.. opá que SAUUUUDAAAAADES daquele pivete :D é viciante, a sério. os moços devem ter ficado a pensar que eu tinha algum desarranjo lol não faz mal!

Summertime madness // Galé

sábado. andei dias a fio a dizer que queria ter tudo pronto na sexta à noite para não desperdiçarmos um segundo que fosse das duas semanas de férias. mas entre deixar a casa arrumada, finalizar os pormenores da bagagem, carregar o carro, e ir deixar a gata à dos "avós" a coisa arrastou-se até às tantas.

passava pouco da meia-noite quando finalmente aterramos no parque. íamos todos lampeiros ao nosso spot favorito, quando..

WHAT.. DA.. FUQ??

um... surf.. camp.. aqui??? e a ocupar a melhor fatia de real estate do parque todo? EEEEEEEEEEEEEEEEEK

entrei logo em modo sheldon, ur in my spot!!

mas uma coisa é chegar lá a um sábado à tarde e ele estar ocupado, e no dia seguinte vagar e eu arrastar para lá a barraca.. outra coisa é encontrá-lo vedado e cheio daquelas tendas maricas de - argh.. vou ter mesmo que escrever aquela palavra horrorosa - glamping, que não vão a lado nenhum tão cedo.. PQP!

mas o que não falta no parque é espaço, acabámos por assentar num sitio que não era mal de todo e deixei de pensar (muito) no assunto.

domingo, primeiro dia oficial de férias. YAY!

durante uns tempos vai ser só dormir, comer, praia, comer, tomar banho, dormir - não subestimem esta rotina! é muito mais extenuante do que parece à primeira vista :D


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tivemos um dia de praia interessante, que envolveu o homem acudir um baywatcher que se voltou numa moto 4. vinha a jardar pelo areal fora, até que passou por alguma duna mais inclinada e ficou de pernas rodas pro ar. não sei se ia em missão ou se estava apenas a queimar combustivel e a perturbar a pacatez do cenário só porque sim. se foi por esta segunda, então certamente houve karma envolvido naquele pinote..

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maravilha de praia, cum caneco.. e todinha para nós!

mais tarde seguimos um conselho e demos uma corridinha descalços, e.. em pelota lol a sério que não me ocorre experiência mais libertadora. se não tivesse a depilação feita e fosse no encalço de uma potencial refeição, seria tipo regresso às origens muahahah

segunda-feira é um dia fixe no parque, que a maralha do fim-de-semana já se meteu na alheta e o clima fica bem mais sossegado (mas deixaram uns quantos episódios dignos de registo, lá chegaremos). descemos à praia por volta das três da tarde, depois de termos passado a manhã toda na ronha entre o bar da piscina e a tenda.

tough life

não dá para ver, mas tinhamos vista prá serra da arrábida

entretanto a tarde começou a arrefecer, por culpa dum nevoeiro manhoso que decidiu instalar-se muito sorrateiramente, assim como não quer a coisa. por volta das sete da tarde, já tinha tomado o céu por completo… hum, já vi isto acontecer antes e não é lá muito fixe. à noite, quando fomos jantar a melides, os meus receios confirmaram-se.. era apenas junto à costa, 5km para dentro começava a dissipar.. déjà vu!

"migo, se amanhã continuar assim, arrumamos a tralha e vamos morder o ambiente a sul" fiz saber ao homem.. nenhum outro dia destas férias de verão será desperdiçado no meu turno!

Episódios da vida no campismo II

a grande probabilidade de não haver outro fim-de-semana com condições para acampar este ano fez-me querer arriscar a galé em agosto. sabia perfeitamente ao que ia e não estava muito preocupada.. há pouca coisa que as nossas mad skills de campistas não consigam dar a volta :D

sábado. chegámos lá, largamos a tenda no sitio do costume e fomos directos para a praia, que estava a abarrotar. nada que não se resolvesse com uns minutos de caminhada pelo areal fora, até um spot onde não houvesse vivalma num raio de cinquenta metros. 
às sete fechamos a loja e fomos logo fisgados ao jantar, antes da enchente. às 10 da noite estávamos de banho tomado e abancados no bar da piscina, muito bem acompanhados por umas somersby geladinhas e amendoins. zero de stresses! 

mentira.. houve um stress: o meu chuveiro favorito tinha o mecanismo de água quente avariado, tive que ir ao do lado. buáááááá!!

mas recuando umas horas no tempo.. enquanto esperávamos que o restaurante começasse a servir, às sete e meia, assistimos um grupo de tugas espertalhões a tentar a sorte.

ao chegar, deram de caras com uma pequena multidão junto à entrada principal e foram sentar-se numa mesa mais afastada, perto de uma das portas laterais que por acaso estava aberta. pouco depois, as cozinheiras começam a servir o jantar aos salva-vidas e seguranças do parque. os nossos amigos acharam que esperar era coisa para falhados e não vão de modas, entram pela porta lateral como quem não quer a coisa, e metem-se na fila para serem servidos. a malta que estava cá fora ficou um bocado aborrecida.. quer dizer, estamos ali pacientemente a cumprir as regras, e os outros entram e tão-se a cagar pró resto do mundo.. tá mal!

já estavam de tabuleiro na mão quando foram topados pelos seguranças. toma lá raspanete e ordem para voltar lá para fora, ide esperar como os demais. e só assim por causa das tosses, um deles ficou a guardar a entrada para ver se não havia mais alguém armado em carapau de corrida. gostei de ver.

entretanto, meia-noite. acaba a música ao vivo providenciada por uma banda de covers que até se safava e começa o êxodo para a praia. como esperado, a festa continuava lábaixo no bar. uma barulheira por aquele parque fora que só visto, apesar de já estarmos no suposto horário de silêncio.. virtudes do mês de agosto.

já na tenda e enfiada debaixo do edredão, ainda puxei do kindle mas o som da ondulação embala-me de tal forma que meteu comigo a dormir em menos de nada, apesar da algazarra que ia lá fora. 

mental note: tenho que arranjar uma daquelas máquinas de sons naturais, a ver se isto do mar também funciona com insónias!

por volta das três e meia da manhã despertei. o corrupio entre a praia e o parque era incessante.. se as pessoas podiam andar de madrugada por lá sem incomodar ninguém, bastando para isso reduzir o volume da voz e evitar gritos e gargalhadas sonoras, podiam.. mas enfim, não seria a mesma coisa.

no meio das vozes havia um barulho repetitivo que me estava a incomodar… possivelmente um puto de chinelos nos pés a correr de um lado pró outro, xlac-xlac-xlac e não havia maneira de parar…
à minha terceira ameaça passiva, que dali a nada saltava pra fora da tenda e mandava-lhe uma chapada nas trombas, o homem informa-me que "não é puto nenhum, são os gajos da tenda ao lado a pinar (com f)" ahh.. ok.. tá bem..

ainda tiveram naquilo uns valentes minutos até que às tantas chegaram à conclusão que sexy time na tenda é uma actividade de risco, maus jeitos acontecem com bastante facilidade e podem resultar em lesões dolorosas muhahaha anyway, entre o martelanço e os cochichos acompanhos de risadas que se seguiram, venha o diabo e escolha.

tampões prós ouvidos. tampões prós ouvidos. tampões prós ouvidos. tampões prós ouvidos. se repetir isto muitas vezes pode ser não me esqueça da próxima vez que vir acampar nesta altura.

eventualmente a galhofa acalmou o suficiente para que eu caísse novamente no sono. naquilo tudo, o que me mais me estava surpreender era não ouvir música em altos berros como bem me recorda de agostos anteriores, ouvia-se apenas uma leve batida, que se diluía no barulho do oceano.

conta o homem que pouco depois, acordou comigo a gemer de aflição. devia estar a ter um dos meus famosos pesadelos induzidos pelo campismo, mas que por acaso não tenho memória dele (uma pena), quando ouve um comentário vindo da toca dos coelhos:

"quem é que se põe a fazer (qualquer coisa que ele não percebeu lá muito bem, mas subentende-se) às cinco e meia da manhã?"

olha'mestes! tão duas horas antes távam prai num bate-chapa de tal modo furioso que parecia que vinha aí o armagedão e a vossa salvação dependia disso, mas as pessoas ao lado (ainda que não fosse o caso) já não podiam fazer o mesmo porque o barulho incomodava? que lata!

já o dia começava a raiar quando fui novamente acordada por uma zaragata entre um grupo de putos e os seguranças.. era só berros e ameaças e o caneco. há malta que realmente só está bem é metida em desacatos #YOLO!

depois disso só voltei a despertar às 11 da manhã com o chinfrim da criançada dum acampamento ali perto. podia ter sido pior lol

Férias "grandes", o post!

tava dificil lol

 

junho sem campismo não é junho! e como no ano passado não tivemos oportunidade de o fazer, dizer que estávamos doidos por uma semana na nossa estância de férias favorita, não faz justiça ao nosso estado de euforia quando chegámos ao parque.

 

como nas últimas férias mal parámos para respirar, estas queriam-se calmas e descansadas, estilo não mexer uma palha - e não conheço de melhor sitio no mundo que a galé para fazer render o tempo.. aliás, suspeito que existe ali um vortex que destorce o espaço e o tempo, tal não é a lentidão que os dias demoram a passar. dois parecem quatro e quatro parecem oito.. ou então é mesmo porque não se faz absolutamente nada :D

 

o que vês tu da tua toalha, isa?

(é basicamente isto.. dias inteiros deitada na areia a ver as gaivotas a deslizar preguiçosamente ao sabor da brisa, no azul do céu por cima de mim - não! nunca aconteceu nenhum "acidente" muhahaha)

 

deixámos passar o primeiro fim-de-semana por estar pegado à semana dos feriados. é uma altura que atrai magotes de jovens levados da breca ao parque, e que isso é significado de ramboiada, e que ramboiada é significado de confusão, e eu já estou com um pé na terceira idade, não me posso por a jeito dessas coisas que esfodaçam-se-me os nérves.

 

então arrumámos a tralha nas calmas e na terça ao inicio da tarde, metemo-nos a caminho. o parque ainda estava no mesmo sítio e tal como esperávamos, deserto!

 

estava deserto e deserto se manteve até ao fim-de-semana. ou foi porque a malta calçou lá toda na semana anterior, ou porque o tempo ficou assim meio xoxo e desencorajava a activade.. só sei que nunca tínhamos apanhado aquilo assim, parecia que éramos os únicos campistas de tenda. não que eu me queixe, claro. zero de filas e havia dias que nem me dava ao trabalho de vestir para ir tomar o pequeno-almoço, ia mesmo em pijama - ao fim de tantos anos já me sinto como se estivesse em casa, só não ando por lá em cuecas para não chocar as velhas muhahahah

 

o lado menos positivo em termos o parque só para nós é que na pas de parvoíces alheias com que nos entretermos.. numa semana, a única coisa assim mais parola era a "cerca" de garrafas de cerveja vazias que uns campistas tinham a circundar a tenda, que todas as manhãs tinha aumentado mais um bocadinho :D

 

uat?


(pode-se sempre fotografar bichinhos nas suas actividades habituais. a teleobjectiva da sis foi ainda mais longe e conseguiu captar um casal de lagartos a mocar, num registo digno da national geographic) 

e o tempo até podia não estar muito quente mas o sol não estava para brincadeiras. ao segundo dia de praia descuidei-me e apanhei logo um escaldão jeitoso.. não foi *de todo* bem-vindo..


tivemos apenas um dia realmente mau, em que fomos acordados por uma épica trovoada, com direito a relâmpagos na primeira fila. a tenda teve finalmente o seu derradeiro teste: resistir a uma chuvada cabrona. fiquei impressionada, pensei que aquilo alagasse tudo, mas não vi vestigios de água lá dentro w00t

 

summer is cancelled

 

mas acima de tudo, estas férias foram um autêntico deboche gastronómico!

normalmente jantamos sempre no parque, a comidinha que as senhoras cozinheiras preparam é boa e muito em conta. mas desta vez só aconteceu nos dois primeiros dias - ao terceiro (quinta) o homem estava com desejos e sugeriu que fossemos aos lagartos na tasca de melides e eu concordei, já a limpar a baba ao canto dos beiços. não havia lagartos mas havia secretos, gulosos como de costume. 

e a partir daí foi sempre a abrir!

na sexta, como eu estava de castigo por causa da minha recém adquirida tonalidade de vermelho escarlate e como tínhamos que ir a s. miguel buscar a sis que se ia juntar a nós para o fim-de-semana, fomos ao restaurante da azenha do mar mamar camarãopercebes (a 19€/kg *morri*) e salada de polvo

o jantar foi peixe fresco na tasca da vila em milfontes, que desiludiu um bocado.. renovaram o espaço e ficou mais amplo e agradável (apesar de ter perdido o ar de tasca), mas o pratos levaram um downgrade e já não vêm tão bem guarnecidos como era costume.. oh well..

 

selfie

 

(dois hipsters tiram selfies juntos à beira duma falésia em porto covo)

no sábado, o homem e a sis conspiraram para que eu os levasse à carrasqueira. ela chegou-se ao pé de mim a esfregar a barriga e a dizer que tava de apetites a arroz de lingueirão, e como eu sei que ela é apreciadora da iguaria em questão achei aquilo natural e disse-lhe que ali perto havia disso. sugeri também que aproveitássemos para ir até ao cais palafítico ver o pôr-de-sol do dia mais longo do ano.

òtempo que ouço falar naquela especialidade mas nunca tinha comido. não é mau de todo, apesar dos lingueirões se parecerem com seres extraterrestres, e serem apanhados em zonas com aspecto duvidoso.. mas não vamos pensar nisso..

mais tarde, durante a sobremesa, confessaram-me que o que ela queria mesmo era ir tirar fotos no cais e o homem disse-lhe que se ela me falasse no arroz eu saltava da toalha em três tempos - como se eu precisasse de desculpas para ir lá!!

pelo meio ainda estivemos a medir a pilinha com os fotógrafos que costumam frequentar o cais, que naquela tarde estava particularmente concorrido. as nuvens no horizonte estragaram-lhes as longas exposições - bem feita para não olharem pra minha D90 com desdenho. foi um bom dia :D

 

o dia mais longo do ano


(quer dizer.. só não me meti a fazer longas-exposições porque não tinha as pilhas no disparador.. FML)

no domingo, depois de estarmos três horas a marinar em s. torpes, fomos lanchar/jantar numa das tascas que estão junto à praia. eu e a sis enfardámos uns hamburguers deliciosos e o marido uma deliciosa tosta de frango, que escorria queijo por todos os lados, yummy!

pode não ser a praia mais charmosa do mundo - por causa da paisagem, da areia foleira junto à entrada e o aroma a peido queimado que nos entra pelas narinas adentro quando a brisa sopra de nordeste - mas até é bastante agradável, especialmente quando o mar está de feição.. a coisa aquece. literalmente!
a água quente que sai pelos canais de escoamento da termoeléctrica fica ali toda concentradinha junto ao molhe e o mar transforma-se numa banheira gigante. não tou a exagerar, desta vez até se via vapor.. quais caraíbas, qual carapuça!!
já tinha a pele toda encarquilhada e mesmo assim não queria conseguia sair de lá de dentro. eventualmente estômago cansou-se de dar horas e arrastou o meu sorry ass para terra firme, humpf..

na segunda, quando fomos devolver a sis, parámos para almoçar outra vez na azenha do mar, onde nos aterrou na mesa um brutal arroz de marisco que ainda hoje se me escorre água da boca só de me lembrar dele :D'

e os percebes continuavam a 19€/kg *chora, enquanto se lambe toda*

pelo meio ainda houve um saltinho até à terrinha, onde marcharam os maravilhosos croissants de chocolate da 29, e umas pizzas em s. teotónio, no il padrino,  bem regadas.. por somersby's - tanto insistiram comigo para experimentar aquela treta que lá decidi dar um golinho para ver se me deixavam em paz e…

...O QUE É QUE EU FUI FAZER?? 

fiquei viciada naquilo! é uma bebida estranha.. refrescante, gulosa, e que apesar de doce não acho enjoativa, e não me sabe minimamente a álcool.. o que é um problema - depois de mamar uma, quando me levanto vejo logo tudo a andar a roda.. tenrinha que sou lol não tou preocupada, mais uns dias e a coisa vai lá!

 

a descoberta do ano

 

e para terminar as férias em grande, uma patuscada de choco frito no leo, em setúbal.

not bad!

Há fins-de-semana brutais...

...e depois há fins-de-semana como este que passou, que foi absolutamente épico \m/

 

conseguimos aproveitar o último suspiro do verão para darmos um saltinho até à galé. não podia simplesmente deixar fugir a época de calor sem bater com os costados no paraíso, pois não? que saudaaaaaades!!

 

chegámos ao parque por volta das três da tarde de sábado, e eu nem queria acreditar na minha sorte: um calor do caneco e nem bafo de vento. parecia que estávamos em pleno junho :D

 

sem mais demoras, lançámos a tenda e siga prá praia, que aquele dia merecia ser devidamente desfrutado. tava-se tão bem que nos arrastámos por lá até quase ao anoitecer, a tarde tava maravilhosa e fez um daqueles pores-de-sol que enchem a alma, de tão bonitos que são.

 

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saímos de lá fisgados à janta e no restaurante fomos surpreendidos por uma fila como à muito não apanhávamos, e de junho saltámos para agosto!

a onda de calor apanhou-os desprevenidos e já não estavam com staff suficiente para a afluência fora do normal. sem stresses, não estávamos propriamente dito com pressa para ir a algum lado.

 

mais tarde, depois da cama insuflada e do banho tomado, crashámos no bar da piscina. dois gelados, uma lata de cácáuétes picantes, e uma castello depois, chegámos a conclusão que estávamos a desperdiçar a noite, que estava fantástica - calmissima, morninha, e iluminada por um luar poderoso que tingia a penumbra em tons de prata.

 

então e que melhor sitio para apreciar a paisagem prateada se não junto da falésia? o cenário estava de cortar a respiração, tive que ir buscar a máquina a ver se conseguia registar aquele assombro.. epá, gosto tanto, TANTO de noites assim.. parecem-me tão irreais, quase como se tivesse a sonhar. entretanto o marido disse "vou ali e já venho" e voltou munido duma toalha de praia.

 

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e ali ficámos nós, a rebolar-nos no chão enquanto a máquina ia tirando fotos. às tantas, o homem decide fotografar a lua…

 

erm… pró casal de camónes que se abancou a umas 10 jardas de nós, a fumar uma broca: não, não estávamos sobre o efeito de ácidos! 

apenas descobrimos que dá para fazer light painting com a lua, é por isso que estávamos deitados no chão, de máquina fotográfica apontada ao céu e rir às gargalhadas feitos tolos :D


(assim torna-se difícil de acreditar muhahahaha)

 

quase que passámos a noite ali, ao relento. não fosse pela mosquitagem.. é que o homem exerce um magnetismo invulgar sobre eles, iriamos acordar a meio da noite todos ferrados :/

 

o domingo amanheceu ainda mais quente. às 10 da manhã a tenda estava transformada em forno e não tive grande remédio senão abandoná-la. é uma das vantagens do campismo, não há cá ronhas até às tantas para ninguém, é por isso que os dias rendem tanto.

 

depois do pequeno-almoço e do check out feito, não tardou muito até descermos para a praia. outro dia absolutamente fantástico, quem diria que tivemos praticamente no fim de setembro uns dias de praia tão grandiosos. quase que valeram por todos os outros que ficaram por aproveitar, às contas do mau tempo.

 

mas o que é bom acaba depressa.. saímos da praia por volta das sete e meia, arrumámos a tralha nas calmas e tomámos uma banhoca. à mesma hora que o verão se despedia de nós, despedíamos nós do parque, que sete anos depois continua a ser, sem dúvida alguma, o nosso spot favorito na costa alentejana. voltamos de lá sempre com as energias renovadas e um sorriso pateta na cara heheh

 

mas antes de darmos a coisa por terminada, fizemos um desvio para ir jantar numa tasca em melides, onde fazem uns grelhados deliciosos e onde há um par de anos atrás, assisti a um possível recorde do guiness - um velhote franzino, a devorar uma travessa inteira de caracóis sozinho, mas com uma sofreguidão tal que me deixou impressionada. MAN, eu gosto *bastante* de caracóis, mas jamais conseguiria comer tantos e em tão curto espaço de tempo :D

bom, não havia lagartos, mas os secretos tavam bem bons!

 

e pronto, hora e meia depois aterrávamos em casa, todos felizes todos contentes, onde fomos recebidos por um gato com ar de poucos amigos, mas cheio de saudades.

Dias de Vadiagem II

porque já não param comboios em alcácer do sal (QUE VERGONHA CP.. QUE VERGONHA!!) combinámos com a sis em grândola. tendo em conta que saímos de casa praticamente à hora que ela chegava, as minhas mad driving skills fizeram com que a seca não tivesse durado mais do que 20mn (também ajudou o comboio ter sofrido um "ligeiro" atraso muhahaha).

 

demos com uma galé deserta de pessoas, mas outra coisa não se esperava de uma quarta-feira, a altura ideal para crashar lá. montámos a "mansão" no nosso spot favorito e ala prá praia até à hora de jantar.

 

naquele resort alentejano a despreocupação é total e os os dias são passados entre a tenda, a praia e as instalações. basicamente: dormir, comer e cagar. o resto é o que se quiser. há quem diga que não consegue ficar o dia inteiro de cú arriado sem fazer nenhum.. epá, em nome do descanso, é sacrifício que não me importo de fazer!

 

não existem horários, não há o "temos que sair cedo da praia e ir tomar banho e vestir para o jantar", as pessoas passeiam-se por lá sem grandes pudores, mais vestidos, menos vestidos, de toalha enrolada ou robe de banho, t-shirt e cueca à mostra, chinela no pé, penteados, despenteados.. nobody gives a flying fuck, é por isso que eu gosto *tanto* daquilo :D

 

como a sis ficou connosco apenas dois dias, na sexta à tarde tivemos que zarpar rumo a grândola, para levá-la à estação. quando regressámos, o fim-de-semana tinha aterrado no parque: o nosso spot estava pejado de tendas (contámos algumas nove) e havia pessoas por todo o lado. no sábado ainda foi pior, pela primeira vez em três dias havia filas - é mais ou menos aquilo a que já estamos habituados, mas quando se vai para lá a meio da semana dá perfeitamente para perceber o fluxo de campistas.

 

na segunda o dia adivinhava-se quente. durante ao pequeno-almoço sugeri ao marido que devíamos "tirar" o dia e ir dar uma volta, que já havia três dias que não mexíamos uma palha. ele ao principio franziu a venta, mas depois concordou. então pegámos no cascas e começamos a descer a costa.

 

primeira paragem: praia de s. torpes

 

há muito que andávamos para desmistificar a temperatura das águas que banham esta praia. reza a história que a água que arrefece a central termoeléctrica é escoada para o mar ali naquela zona e vem quente. quisemos saber se era verdade.. e é mesmo. a água tava tão morninha que fui a banhos pela primeira vez este ano hi hi hi

 

a malta amontoa-se toda junto ao paredão onde sai a água, parece que estão numas termas lol (menos o efeito SPA :D)

 

a praia até é impecável. abrigada, areal extenso, água morna, ondas simpáticas.. só que.. a paisagem deixa muito a desejar. é um bocado estranho estar na praia com uma central gigantesca como pano de fundo, e se o vento tiver de feição, não escapamos à brisa que traz consigo a baforada pestilenta das chaminés das refinarias.. blargh!

 

e nesse dia aprendi um truque!

quando saímos da praia, trouxe um camadão de salitre agarrado à pele, opá... DETESTOOOOO!!!

é que não consigo vestir-me sem parecer uma histérica possuída por demo qualquer.. vai daí, lembrei-me que tinha algures por ali umas toalhitas que faziam parte do welcome kit do codebits do ano passado e limpei-me com aquilo de alto a baixo, antes de pôr a roupa em cima.. OPÁ! funcionou! 

 

mental note: andar sempre com toalhitas atrás quando se vai pá praia!

 

curta paragem em porto côvo para snackar e depois, milfontes. íamos fisgados à mabi, mas estava demos com o nariz na porta, n'a pas de gelado pa ninguém.. buááááá!!

aproveitamos para conhecer as praias ali da área, um gap no nosso repertório, mas.. não ficámos lá muito impressionados.. e como a tarde estava desagradável para estar na praia anyway, descemos mais um bocadinho e demos um pulito à zambujeira, pa beber uma água com gás ver as modas. 

depois regressamos novamente a milfontes, para ir manjar um peixinho fresco à tasca da vila. apesar de estar sempre apinhado, é um tasco que nunca desilude!

no dia mais quente do ano, decidimos ir até grândola, ao continente. távamos necessitados dumas coisas, entre elas, óleo pró cabelo... ÓLEO PRÓ CABELO!! uma daquelas coisas que jamais me passaria pela cabeça ter que usar, mas tinha o cabelo de tal forma seco (parecia os rolos de palha), que tive que torná-lo oleoso :D

Untitled 

o dia tava tão quente, mas tão quente, que o curto percurso entre o estacionamento e a loja foi uma espécie de passeio pelos infernos.. assim que entrámos... AAAAAAAAAAAHHHHHH... ar condicionado!! BLISS...

...quando saímos, completamente esquecidos da fornalha que nos aguardava ansiosamente, mal as portas se abriram à nossa frente, levámos com um bafo de calor pelas trombas que íamos caindo para trás, tal não foi o choque térmico.. fosgasssse!

 

de regresso fomos conhecer melides. passamos por ali centenas de vezes, mas ainda não nos tínhamos aventurado por lá adentro. a praia é enorme e tem um bar lounge muito porreiro, e o arrozal nesta altura do ano é magnifico. parece ser um sitio simpático :)

 

na quarta o nevoeiro invadiu aquelas paragens e o dia não estava grande coisa. já lá estávamos havia uma semana e apesar de continuarmos com vontade de ficar por ali, decidimos que estava na altura de seguir caminho. o marido apanhou um deal do outro mundo no booking e depois do jogo, pegámos na'gente rumamos a sudeste. 

 

mas o parque é de facto, brutal. experimentámos a calmaria da semana e a enchente do fim-de-semana, algo que há muito queríamos. por nós tínhamos lá ficado até ao fim das férias, mas ainda queria bater mais uns quantos sítios antes da boa vida acabar.

 

to be continued...

Umas férias em 3 actos!

com junho veio o verão, e com o verão vieram as férias!

 

este ano não tinhamos grandes planos, eu queria era praia e descanso. a única coisa garantida era um fim-de-semana na serra da estrela pela ocasião do sexto lançamento do spacebits e acabamos por nos fartar de andar de um lado pro outro \m/

mas vamos por partes.. cá vai um daqueles posts à antiga: gigantóne! 

 

acto primeiro: galé

 

no dia em que a minha estação do ano favorita começou, enchemos o carro e descemos aos algarves. deixamos o furas em casa dos pais e depois começamos a subir novamente. 

 

passamos pela amoreira, que rendeu umas horinhas na praia. subimos mais uns kms e jantamos no brejão. decidimos então, passar pela zambujeira lançados à mabi para ir comer um geladito.
tivemos azar, estava fechada.. mas calma, nada estava perdido. uns km mais a cima, e ainda conseguimos apanhar a mabi de milfontes aberta. w00t!

 

chegamos finalmente à galé por volta da uma e meia da manhã. foi a primeira vez este ano que conseguimos ir para lá, que o furas agora não nos deixa afastar por mais de 12 horas seguidas.

 

a meio da semana a galé é realmente uma paz. tá-se tão bem seja nas esplanadas, seja na praia. não há filas nem enchentes, uma maravilha. e deixar-me dormir a ouvir as ondas a rebentar e o vento a agitar os pinheiros? priceless!

 

na segunda noite tivemos azar, que uns azeiteiros montaram o arraial a uns metros do nosso e fartaram-se de conversar fazer barulho foleiro. isso e outros mais acima, que tavam numa histeria pegada... parecia que tavam a ser possuidos pelo demo :P

 

...pela primeira vez em 5 anos que faço campismo, fui ter com os seguranças do parque queixar-me que tinha vizinhos muito barulhentos.. por volta das duas da manhã lá se acalmaram todos e eu pude finalmente adormecer ao som daquilo que mais gosto.

 

no dia seguinte não metemos os pés na praia. tava tão absorvida na leitura d'os homens que odeiam as mulheres que arrastei-me pelas as esplanadas e nem me apeteceu descer lá para baixo. estendi a toalha debaixo dos pinheiros e dali não me mexi a tarde toda.

chillin'

 

entretanto, íamos nós dois a caminho do banho, concentradissimos numa discussão sobre as guerras entre fãs de wars e trek quando o marido levanta a cabeça e diz "aquele não é o browserd?", eu, pitosga, à distância não reconheço ninguém, disse "ele aqui? dúvido.." e não é que era mesmo? veio com a família, participar num encontro de capoeira que ia decorrer naquele fim-de-semana.

 

pouco depois encontramos mais um colega de trabalho, a terceira cara conhecida do dia, que WIN!
pena que naquela noite já tínhamos planos para ir a porto covo jantar..

 

na sexta tava mesmo, mesmo, MESMO a custar deixar o parque. já tava cheio de gente para o fim-se-semana, mas tava-se tão bem que adiamos a saída até depois da hora. foi das vezes que mais me custou sair de lá, até porque sabe-se lá quando é que regressamos..

 

..mas tínhamos planos para sábado!

 

acto segundo: serra da estrela 

 

foi chegar e partir. nem 12 horas ficamos em casa!

 

substituimos a tralha do campismo pela tralha da caminhada e subimos rumo à serra. às três da tarde tavamos a almoçar na covilhã. 

 

o objectivo deste *pequeno* desvio do alentejo tinha a ver com o lançamento do spacebits #6. somos fãs deste projecto desde o primeiro dia e temos tido a sorte de puder acompanha-lo bem de perto. 

e para cúmulo dos nossos pecados, este lançamento estava programado para a serra da estrela.. é que se há serra que somos fãs, é esta!

 

chegamos às penhas da saúde por volta das quatro da tarde e não tardou muito a irmos dar a "voltinha" de reconhecimento para matar saudades: covão da ametade, poço do inferno (onde ataquei a cerejeira), manteigas, vale do rossim, sabugueiro, torre.. o costume :D

 

reservamos quarto no hotel serra da estrela para ficarmos mais perto da malta, mas definitivamente, este hotel é mesmo de evitar. se não tínhamos ficado satisfeitos com a estadia anterior, ainda menos ficamos com esta. por azar deram-nos o mesmo quarto, por azar o quarto parecia que tinha sido utilizado (viemos a descobrir que nem o balde do wc se deram ao trabalho de esvaziar), o AC não parecia funcionar (afinal tinha o disjuntor desligado) e o quarto tava um forno.. mas como era só mesmo para ir lá dormir, não estrebuchamos.. 

 

no dia seguinte foi acordar e arrancar pra torre. de lá seguiu-se uma frenética correria serra à baixo que só parou não muito longe de casto d'aire, numa zona que ainda não conhecíamos que que temos que voltar, pois merece ser explorada com calma..

 

é que "calma" não era a palavra de ordem do dia!

 

mal o balão foi lançado, descobriu-se que o algo correu mal. em vez de conseguirmos seguir cada segundo da deslocação do balão pelos céus, só iríamos ter notícias da carga preciosa cerca de duas horas depois, quando em queda e prestes a estatelar-se no chão conseguisse enviar o SMS com as coordenadas da sua localização.


tivemos que confiar na informação dada por um simulador, que nos indicou a zona prevista da aterragem, e a malta meteu-se toda à estrada. 

 

parecia a corrida mais louca do mundo!

foram mais de 100km sempre a abrir, rumo a norte.

 

desta vez não fomos tão bem sucedidos. um engano ao calcular o percurso no GPS do iphone, que nos levou literalmente para caminhos de cabras - o GPS estava em modo pedestre - e que nos custou pelo menos 20 minutos, e uma alteração na API dos mapas do googas que nos induziu em erro, a nós e aos outros todos (ou quase todos).. e quando finalmente demos com o sítio, já alguém tinha deitado as mãos ao "prémio"..

ground control to major tom dá-lhe gás! don't panic spacebits #6 spacebits #6 search party 

 

lição a retirar deste episódio: precisamos de um GPS decente...ou um 4x4!

 

dali fizemos um *pequeno* desvio para aveiro, e de aveiro descemos finalmente para casa. conduzi mais de 800km naquele dia, e estava tão estafada que cheguei, tomei banho e deixei-me dormir no sofá..nem consegui jantar lol

 

acto terceiro: sudoeste alentejano

...e mais uma vez, nem 12 horas ficamos em casa. foi tirar a tralha da caminhada e carregar a tralha prós dias seguintes. depois ala prá terrinha, onde passamos a noite.

a última semana de férias foi passada no "nosso" retiro alentejano, a uns passitos de s. teotónio. 

 

os dias foram passados entre a magnifica praia dos alteirinhos, aquela onde costumamos estacionar o carro e passar a noite (e que agora tem lá uma placa a dizer que é proibido pernoitar :P) e a praia do carvalhal. nesta altura do ano ainda não anda muita gente por aquelas paragens, por isso, era mesmo de aproveitar.. se bem que à maré cheia nos alteirinhos, a malta compactava-se tanto no areal que era pior que a caparica num domingo de agosto.

 

ainda demos umas voltinhas pela zona. passamos pela azenha do mar, e aproveitamos conhecer o cabo sardão e almograve.

 

fez com cada pôr-do-sol nestes dias que ficávamos na praia até às 9 da noite, só para assistir. à noite o marido dedicava-se à arte dos grelhados e ficávamos a curtir a noite no alpendre. mas ainda deu para irmos até ao dá-zé apanhar uma barrigada épica de arroz de marisco \m/

9pm

...e assim se passaram duas semanas BEM recheadas e agradaveis!

até o furas agradeceu as férias. passou duas semanas na boa e nem se queria vir embora lá da terrinha :) 

ah! já me esquecia.. ao gajo que roubou a antena ao cascas, que já tava da cor da pintura de tão desbotada que tava, que faça bom proveito, ela não era mesmo grande coisa :D

De olhos postos no céu!

num destes fins-de-semana que fomos pró alentejo, aproveitei o facto de ter o tripé no carro para fotografar o céu estrelado.
a sessão não produziu nada de especial, mas gerou um diálogo bastante produtivo entre mim e o sô ramalho, que levou a que eu descobrisse que a estação espacial internacional (ISS) costuma fazer-nos umas visitinhas ocasionais. 

para encontra-la bastou-me seguir um bot no twitter e arranjar uma app para o iphone e a festa tava feita.

já a apanhamos umas quantas vezes, mas não é uma fotografia muito fácil de se conseguir. não só pelos ajustes da máquina, como também pela "janela" temporal que temos. não é todas as noites que ela passa cá por cima, e raras são as vezes que faz duas passagens na mesma noite. depois temos entre 2 a 5 minutos para a encontramos no céu e apontar a objectiva e disparar. 

no sábado passado aproveitamos uma noite escuríssima na galé para nos fazermos a ela. pena que apareceu muito longe e o melhor que conseguimos foi isto (é melhor clickar pa ver maior)..



não me preocupei porque não vão faltar oportunidades para voltar a fotografa-la.)
mas a noite não foi um fracasso, ainda conseguimos umas fotos à maneira =D

algumas dicas para quem quiser observar a ISS:

- completa uma orbita em redor da terra a cada 90 mn (15 orbitas num dia);
- (pelo menos nesta altura) costuma a ser visível algures entre as 20 e as 22h;
- não é fácil vê-la com as luzes da cidade, pelo que convêm procurar um local mais afastado;
- aparece como uma pequena estrela no céu, que se desloca (normalmente) de oeste para este numa rota muito firme, e não pisca, ao contrário das luzes dos aviões;
- porque se move muito depressa, não é nada fácil apanha-la com telescópios ou tele-objectivas.
- quem não tiver iphone pode usar este mapa pa saber onde ela anda

Outro daqueles...

...fins-de-semana com onda de calor devidamente instalada!
lá fomos nós mais uma vez a caminho da galé, com o termómetro do carro a marcar 40ºC no exterior, mas baixando para os 30º e poucos quando nos aproximamos da costa.

o parque tava à pinha, como seria de esperar a um sábado à tarde de julho, mas mesmo assim, o spot #2 estava vago.
depois, siga pra praia. às 4 da tarde ainda fazia um calor deveras abrasador.

nessa noite jantamos primeiro e tomamos banho depois, táctica que funciona muitíssimo bem nesta altura, primeiro porque não há filas para os balneários, depois porque a água já sai quente novamente. era meia-noite quando me apanhei lá, tavam as gajas todas a se produzirem para ir pra festa da praia :P

festa na praia significa duas coisas: primeiro, temos que dividir o agradável som da ondulação e do vento a roçar nas agulhas dos pinheiros com o puntz puntz puntz da música que vem lá de baixo da praia; segundo, é sinal que chegou altura em que temos meter uma pausa e só regressar ao parque já perto de setembro :(

no domigo tava tanto calor, mas tanto calor, que tornava-se quase desagradável estar na praia (...espera...eu escrevi mesmo isto? OMG!). às três da tarde tivemos que sair um bocado. voltamos quase as 5 e o calor continuava a dar-lhe forte e feio.

por volta das oito começamos a arrumar a tralha. 
tava uma daquelas tardes absolutamente magníficas. daquelas que explicam perfeitamente porque é que após 5 anos de visitas frequentes no verão, aquele continua a ser um dos meus lugares favoritos na costa alentejana, e por mais filas e banhos de água fria e rednecks que apanhemos (dependendo da altura, claro), não consigo deixar de adorar aquele sitio..

fez um pôr-do-sol incrível. tão incrível que não tive coragem de ir ao carro buscar a máquina para regista-lo. ficamos os dois ali, plantados à beira da falésia, maravilhados com aquele espectáculo.

foi das vezes que mais me custou a sair de lá, mas tinha que ser...
apanhamos uma fila monstruosa para entrar na A2 que arruinou os planos de irmos jantar a setubal..mas há males que vêm por bem, desviamos para alcácer do sal para jantar e esperar tranquilamente que o trânsito escoasse todo.

por sugestão do aqui perto fomos parar a um restaurante onde fomos muitíssimo bem atendidos. enchemos o bandulho com umas especialidades locais e servimos de refeição para os mosquitos do sado :P

e pronto, apesar de eu andar afanada do estômago e com pouca energia para estas andanças, pode-se dizer que este foi mais um dos nossos fins-de-semana épicos \m/

 

...e não tiramos a foto ao cascas GRRRRRRRR XP

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

bucket list

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores: #11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

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