Dia 2 // de Campo do Gerês a Pedras Salgadas

depois do check out da pousada, andamos às voltas pelo campo do gerês. era difícil de acreditar que depois de uma noite daquelas, o dia estava tão bem disposto. 

não sei como é aquele sitio durante a época alta, mas nesta altura, é super calmo. não andava por ali quase ninguém, apenas um habitante ou outro. pena a placidez daquele cenário ser cortada pelo som de uma moto-serra, cujo ruído feroz ecoava pelo imenso vale. os incêndios não pouparam o parque e as limpezas estavam em curso. não ouvi a sinfonia de passarinhos que tão ansiosamente esperava - uma das melhores recordações que guardei de lá.. talvez porque ao contrário da outra visita, nesta a primavera estava atrasada. as árvores desnudas e o tempo manhoso não deve agradar à passarada.

a dada altura passamos por um rebanho de ovelhas muito conversadoras. ele era BÉÉÉÉÉÉÉ pra cá, ele era BÉÉÉÉÉÉÉ pra lá, numa chinfrineira desgraçada. não devem achar piada a estranhos lol demoramos ali uns minutos, a "conversar" com elas, mas às tantas decidiram ignorar-nos e piraram-se de volta pro estábulo.

dali seguimos para a vila do gerês, pela estrada mais curta, e mais cénica. dizem as más línguas que eu um dia maldisse aquela estrada.. como é que fui capaz de emitir tal barbaridade. a estrada é maravilhosa - dantesca, principalmente na vertente a noroeste, mas maravilhosa lol

tão e absorver esta paisagem, num dia brutal como este? devolve-nos anos de vida, garanto!!

gerês gerês 
(onde está o wally? lol)

da vila seguimos em direcção a cabril. passamos pelas cascatas do tahiti e paramos na ponte sobre o rio toco, para apreciar a água a correr pelos calhaus arredondados. acabamos por ir subindo, e subindo, porque bateu uma vontade doida de nos enfiarmos pelo monte adentro. mas não dava.. nem estávamos preparados, nem tínhamos tempo. se no dia anterior já tinha picado o bixo pelas saudades das caminhadas na peneda, ali ficamos mesmo com ganas de dar à sola. tá visto que precisamos de orientar uns dias para caminhar pelo gerês :D

rio toco rio toco

ao regresso, um pastor que estava por ali meteu conversa connosco durante uns bons minutos. estava acompanhado por dois cães muito preguiçosos, e aguardava pacientemente que a centena de cabras que tinha lá cima no monte a pastar, decidisse que estava na hora de regressar. vida mais solitária aquela.. não necessariamente má, mas solitária.

a paragem seguinte foi na ponte da misarela, que escapou no assalto ao gerês em 2012. percebe-se perfeitamente porque é que dizem a ponte foi construida pelo diabo... os tomates de aço que a malta da idade média tinha.. a ponte cravada naquele santuário natural, parece um cenário saído de um filme de fantasia, é surreal!

ponte da misarela ponte da misarela rio rabagão

infelizmente não sobrou tempo para fazer um desvio e visitar pitões das júnias e tourém. foi dos maiores desgostos das férias... mas tínhamos um SPA a chamar por nós. custou-me pa cacete deixar o gerês para trás.. aliás, custa sempre.. morro de amores por aquele parque. parava em cada curva para me despedir dele lol

gerês gerês  
de caminho para pedras salgadas, circundamos a albufeira alto rabagão a sul, para ver se a aldeia de vilarinho de negrões ainda se mantinha a tona, depois das chuvadas de março. em março de 2014, com um inverno muito seco, estava muito mais longe da água. ainda assim não estava tão cheia como esperava, ainda cabia ali uns litros valentes de água.

vilarinho de negrões

eram cinco e meia quando finalmente chegamos ao destino deste dia: o parque das pedras salgadas, onde a casa da árvore estava à nossa espera. gostei tanto, MAS TANTO de voltar àquele sítio.. ok, não tinha passado assim taaaanto tempo como tudo isso da visita anterior (dois anos e um dia, para ser exacta), mas still.. estava com umas saudades malucas... por mim ia lá todos os anos, tipo peregrinação. há quem vá a fátima, eu ia às pedras salgadas, dormir na casa da árvore e demolhar as peles na piscina do spa hi hi hi

treehouse

estava tudo tal e qual, até o menu do restaurante. quando volto a um sitio costumo ter uma sensação que me deixa um bocado baralhada, parece que não passou tempo nenhum desde desde a última vez que lá estive. acrescentou também aquela sensação quentinha e reconfortante, que às vezes até provoca arrepios pelo corpo, e nos deixa ligeiramente excitados. sinto-a sempre quando reencontro pedacinhos de coração que vou deixando espalhados por aí.

o jantar na casa de chá correu ainda melhor que na visita anterior. o homem repetiu as bochechas e eu fui no robalo. ambos os pratos estavam impecáveis. ganda repasto!! terminou assim :D''''


dessertporn

cena fixe da noite. por esta altura o meu estimado marido já estava a mandar um certo vibe a homem das cavernas. sei que ele gosta pouco de fazer a barba, mas eu cactos, só plantas. e juro pés juntos que tinha trazido uma gilete para ele, mas na bolsa das toileteries nem sinal dela... como não encontrei nenhum kit de barbear no wc, disse-lhe para ligar para a recepção a perguntar se tinham. entretanto como tínhamos reserva para jantar, não esperamos pela confirmação.

algures entre as entradas e o prato principal, a empregada aparece na nossa mesa. vinha trazer um recado - uma caixinha com o kit de barbear. se isto não é atenção ao cliente, não sei que será! eu estava apostada que quando regressássemos do jantar, aquilo ia estar pendurado na porta. mas ao que parece, como não estava ninguém na casa para receber, telefonaram para o restaurante a perguntar se estávamos lá, e foram entregar. tão bom!

 

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Gerês // dia 6

...and last day. algum tinha que acabar, né?

 

deixámos a vila do gerês em direcção ao campo do gerês. não fomos pelo caminho mais curto, que queria passar pela barragem da caniçada e evitar a estrada que já tínhamos percorrido no dia anterior.

 

o campo do gerês é outro local mágico da serra. nasceu numa clareira no meio das montanhas, onde impera o silêncio. é calmo e desafogado e tem muito espaço para andar de um lado para o outro, e paredes meias com a mata da albergaria e a barragem da vilarinho das furnas há muito que fazer por ali.

 

interessante que, não tendo aparentemente uma natureza tão turística como a vila do gerês, é mais dedicada. tem pousada de juventude, parque de campismo, centro de actividades e museu. é um ponto de passagem obrigatório, mas talvez por não ter pensões e hotéis, acaba atrair outro tipo de turismo. 

 

normalmente não temos grande pachorra para museus, mas abrimos uma excepção para a porta do campo do gerês, que nos dá a conhecer pormenores interessantes sobre o pnpg. tem três exposições distintas, sendo uma delas bastante abrangente, conta a história do parque natural, desde a sua formação geológica, passando pela fauna e flora, até aos seus habitantes. outra mais pequena sobre a geira romana e a última focada exclusivamente em vilarinho das furnas, uma aldeia submergida quando construiram a barragem.

vilarinho das furnas 

 

andámos às voltas por ali um bocado, hipnotizados pelo canto dos pássaros que ecoa por todo o vale, cheios de pena por termos que deixar aquele sítio incrível.. mas tinha que ser. o regresso foi feito por terras do bouro, e quando demos por nós estávamos de volta à civilização.

chegámos a casa de rastos, mas muito contentes :D

(e mesmo a cair uma borrasca valentona, tivemos que ir lavar o carro.. não havia dilúvio que despegasse aquele fertilizante ressequido..) 

 

*

e para terminar a saga, aqui ficam os últimos apontamentos:

 

- (nota mental) a serra é enorme e há que planear bem a estadia. andar a fazer "piscinas" de um lado para o outro é uma perda de tempo. é decidir qual a zona que se pretende conhecer e ficar por ali (aprende, aprende, aprende);

 

- vão ser precisas umas quantas viagens lá acima para passar aquilo a pente fino (um dos objectivos da minha lista);

 

- se desconfiamos que não estamos em boa forma física, é *má ideia* armar-nos em campeões;

 

- como previsto pelo marido, fiquei picada por não ter conseguido subir até aos carris. fica a comichão e a vontade de voltar lá quando as condições físicas estiverem reunidas;

 

- ir para a montanha com um iphone como gps é como ir pra selva com um canivete rombo.. mas isso já não é novidade;

 

- campo do gerês é *bem* mais fixe que a vila do gerês;

 

- a zona da parada do outeiro / pitões das júnias / tourém é abso-fucking-lutely maravilhosa e as pessoas espectaculares;

 

- os engarrafamentos de gado são emocionantes.. mas é preciso ter cuidado.. e sorte para não vir de lá com uma decoração nova no carro;

 

- não gosto de truta (mas isso já eu adivinhava - não atino com peixe de água doce);

...e como estas férias foram do mais cansativo que se possa imaginar, as próximas hão-de ser passadas de papo pró ar, a grelhar lentamente numa qualquer praia alentejana :D    

(set da férias no sítio do costume

Gerês // dia 5

DIA DE CAMINHADA YAY

 

como combinado, às nove em ponto estávamos à porta da empresa de actividades, fresquinhos e prontos para palmilhar a serra. eis que a nós se junta o guia que nos ia fazer babysitting acompanhar o dia todo.

 

o percurso começava na pedra bela, um dos ex-líbris do gerês. subimos até lá de pick-up e antes de nos fazemos ao mato, ficámos uns minutos no miradouro a absorver a vista, que é qualquer coisa...  

 

passámos por sítios verdadeiramente belos. paisagens imensas que não cabem na vista, paisagens que nos inspiram e nos fazem sentir vivos e incrivelmente apaixonados pela natureza. apetece andar sem parar por aquela serra toda :D

Untitled 

 quando alcançámos o vale do teixeira, um sitio lindíssimo que acolhe o rio arado, fizemos uma pausa para descansar um bocadito e aproveitar para lanchar. tava a roer uma maçãzora quando ouvi uns uivos falsificados. olhei na direcção do som e comentei: 

 

"geocachers..."

 

não imaginava caminheiros em figuras daquelas.. nisto surge um par de mânfios no cume da montanha. não sei se foi por verem pessoal cá embaixo, mas ficaram excitados e desatam a esbracejar e a gritar "OI!....OOOOOOI!!".. enquanto se meteram a deslizar na nossa direcção. vinham tão desarvorados, que há um deles que tropeça e manda duas cambalhotas por cima de calhaus e arbustos. parecia uma cena à jackass. o desgraçado deve ter ficado mal-tratado, mas levantou-se rapidamente e continuou a correr encosta abaixo.

 

quando chegaram cá em baixo viram cumprimentar-nos, esbaforidos. eram de facto geocachers e não estavam sozinhos. no calor da coisa perderam-se da horda onde vinham e decidiram subir ao topo do monte para localizar os outros (ah poizé, telemóveis da montanha é para esquecer :D). os uivos estavam assim explicados.

 

mas a primeira coisa que reparei foi na farpela que ambos traziam: t-shirt e calções..

 

de calções no mato... excelente escolha :D

 

não era, portanto, de admirar o estado lastimoso em que tavam as pernas daquelas duas almas, todas esgaravatadas e ensanguentadas. fiquei na dúvida se seriam inexperientes naquelas lides.. quer dizer, eu própria já cometi essa proeza.. once!

 

entretanto o tal grupo começou a invadir no vale, não eram poucos.

vale da teixeira

 

ainda tínhamos uns quantos kms à nossa frente por isso não nos alongámos muito mais por ali. mas antes de seguirmos, o marido ainda se juntou ao grupo para assinar o logbook duma cache que eles encontraram. outra que saiu à borla!

 

o percurso terminou por volta da uma da tarde, na cascata do arado, outro dos ex-líbris da zona. o marido tentou tomar banho na cascata mas a água gelada desencorajou-o he he he
foi uma bela caminhada, curta (8km) mas com subidas e descidas generosas, ainda deu para esticar bem os músculos das pernas \m/

 

dali seguimos caminho na pick-up pela serra dentro até às cascatas do tahiti. o guia levou-nos por umas "estradas" que eu não me punha lá nem que a minha vida dependesse disso!! uma montanha russa comparada àquilo é uma voltinha num carrossel para putos. tive que escolher entre ser estrangulada pelo cinto de segurança ou andar às cabeçadas no tecto. como saí de lá sem nódoas negras permanece um mistério :D

 

a segunda metade do passeio começou às três da tarde. depois do almoço atacámos a outra parte do monte. o tipo levou-nos a dois miradouros espectaculares. não tinha coragem para meter o cascas na estrada que dá para um deles, só por isso, já valeu a pena o passeio de jipe.

por mim ficava ali sentada o resto do dia a observar aquele assombro... mas o passeio continuava.

a road with a view

 

dali seguimos para o campo do gerês, uma surpresa das boas que ficou logo marcada para uma visita mais demorada. mas o cascas não entra da aldeia, que quase tive um ataque cardíaco a atravessar aquelas ruas e nem sequer era eu que estava ao volante lol srsly, pensei que fossemos ficar ali enlatados..

 

passámos pela barragem de vilarinho das furnas, enorme e alimentada quase exclusivamente pelo rio homem. apesar do inverno seco, as ruínas da antiga aldeia ainda estavam submersas, não deu para ver. seguimos pela mata da albergaria, uma área do parque altamente protegida pela sua biodiversidade e fomos parar a espanha, aos baños, uma "piscina" de água quente...

 

AHHHHHH... então é por isso que estão sempre pessoas ali enfiadas, faça chuva ou faça sol.. e nós a pensar que os nossos manos ali do lado não regulavam bem.. realmente a água está *mesmo* a escaldar, custei a meter lá os pés!

 

...e pronto. d'os baños voltámos à vila do gerês. satisfeitíssimos pelo longo, mas excelente dia passado às voltas pela serra. 

 

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13 de Abril de 2012, às 01:27link do post comentar

Gerês // dia 4

como tudo o que é bom acaba depressa, este foi o dia em que nos despedimos da estalagem da vista bela. com muita pena nossa, pois deixámos muita coisa mal explorada ali pelas redondezas.. some other time :)

 

dali fomos conhecer montalegre e a barragem albufeira do alto rabagão, que o homem estava curioso acerca de uma aldeia, vilarinho de negrões, que está estacionada praticamente dentro de água... quando a albufeira está cheia, que o que nós vimos ficou muito aquém do que esperávamos. damn you, winter!

vilarinho de negrões

 

btw, apanhei dois engarrafamentos de vacas nessa pequena aldeia :D

 

não gosto muito de barragens (metem-me medo) mas esta, talvez por ser tão vasta e ter poucas "ramificações", mais parece um lago.

 

depois fomos tentar almoçar. tentar porque como já passava das três da tarde, foi manguito atrás de manguito. lá nos contentámos com uma sandochas numa pastelaria no centro histórico da cidade. 

por acaso achei montalegre uma cidade muito bem amanhada. está numa localização brutal, tem umas vistas incríveis do castelo, bem apetrechada de infra-estruturas, não tinha muito trânsito nem era confusa. gostei!

 

dali fomos descobrir uma montanha que me estava a "chamar" desde que lhe meti os olhos em cima, a serra do larouco. uma elevação bastante generosa no horizonte (+ 1500m), que deve ser linda no inverno, com o pico coberto de neve. ainda tentei meter lá o carro, mas a estrada de terra batida desencorajou-me e voltei para trás (estou doente, só pode!!). um destes dias havemos de lá voltar e subi-la a pé, que assim é que tem piada :)

 

quando retomamos à estrada principal, seguimos caminho até à vila do gerês.. por espanha!

 

algumas (poucas) centenas metros em território espanhol quando passa por nós um camião e dá sinais de luz. toma, já foste!

 

FUI. MANDADA. PARAR. NUMA. OPERAÇÃO. STOP!! *

 

finalmente! tava a ver que nunca mais acontecia, mas... em espanha? meh!

el agente de la autoridad que se aproximou tinha cara de poucos amigos. imaginei logo o gajo a engendrar desculpas para me esfolar ali mesmo, mas parece que só andavam a controlar a malta, nem sequer quis saber dos documentos do carro.

 

depois de confirmado que não éramos terroristas ou foragidos, tivemos ordem para seguir.

 

e lá continuámos, sempre junto à fronteira com a serra do gerês/xurês sempre no horizonte, rumo à vila do gerês, onde iríamos passar o próximo dia e meio.

 

chegados ao destino, subimos a rua das pensões. eram tantas que não sabíamos para que lado nos havíamos de virar. vai daí, como bons geeks que somos, parámos o carro no cimo da rua, sacámos os portáteis e toca de ler reviews e ver fotos dos quartos. qualquer coisa como isto:

 

"esta é barata, mas... EWW! olha lá a cama de avózinha!"

"este quarto é fixe, mas a localização é uma porcaria.."

"err... as épocas acabam em outubro e começam em maio, WTF? e o resto do ano?"

 

acabámos por escolher a pensão - que agora é hotel - onde eu tinha ficado alojada quando lá estive da primeira vez. não era caro, tinha uma boa localização, o quarto era decente e a vista boa, e tinha garagem!

 

nessa noite caí na cama mal jantámos.. tava completamente exausta!

 

* tornou-se numa espécie de private joke, porque quando andava com o polo não havia operação stop onde não fosse caçada, mas desde que temos o cascas *nunca* mais quiseram nada comigo :D

 

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Gerês // dia 3

chegou finalmente o dia de caminhar YAY!!

 

eu estava no gerês, eu ia subir à mina dos carris. com ou sem guia, fim da discussão!
com as minhas pernas e o homem em melhores condições, fomos atacar um dos pontos mais emblemáticos da serra.

voltámos a utilizar o atalho espanhol e aterrámos na portela do homem *muito* mas *muito* mais tarde do que o planeado. para quem queria fazer-se ao monte no máximo até às 10 da manhã, era 1 da tarde quando começámos...

 

1 da tarde!

 

malucos de merda... aquilo não podia correr bem. anyway, adiante que se faz tarde - literalmente!

 

ora o primeiro km e meio já nós conhecíamos, a partir dali foi rumo ao desconhecido. o caminho começou a piorar gradualmente e a subida era cada vez mais acentuada. começava a morder. 

Untitled

levávamos hora e tal de caminho quando nos cruzámos com dois caminheiros que vinham de regresso. dois dedos de conversa e ficámos a saber que aquilo estava uma tristeza. tudo seco e não se viam animais (era disso que eles andavam atrás, para fotografar). perguntámos se faltava muito para a mina, pois não tínhamos gps e não estávamos a controlar as distâncias com precisão (tínhamos apenas uns screenshots do mapa com a visão geral do percurso).

 

"quando chegarem à próxima ponte estão mais ou menos a meio do caminho"

 

whaaaa... eu já estava meia morta e ainda nem metade do caminho tinha feito?? PQP!

lá continuámos. a dada altura o caminho deixou de ser um caminho para se tornar num rio de pedras soltas que dificultava imenso o andar. as pausas eram cada vez mais frequentes para tentar recuperar o folgo.

 

mas a paisagem que íamos descobrindo à medida que subíamos era avassaladora :D

 

Untitled

levava duas horas de caminhada quando comecei a ficar convencida de que não estava fisicamente preparada para aquilo, e devia desistir antes que começasse a sentir-me mal. não queria o homem a ter que carregar comigo monte abaixo por aquele caminho horroroso. 

 

às três e meia da tarde deu-se a derradeira paragem. pela espécie de mapa que tínhamos dava para perceber que ainda faltava cerca de um terço do percurso, que àquele ritmo era coisa para levar quase uma hora.. e sem esquecer que ainda tínhamos que regressar..

 

quis desistir.

 

tava completamente exausta, não tinha folgo nem forças para continuar. sentia-me incapaz de subir 1km, quanto mais 3.. o marido ainda me perguntou se tinha mesmo a certeza que não conseguia, que já sabia que eu ia ficar toda picada por ter desistido.

mas aquilo há muito que tinha deixado de ser divertido, e como estava a demorar mais que o previsto. corríamos o sério risco de ter que descer o vale praticamente às escuras, o que seria uma grande estupidez da nossa parte.

 

estivemos por ali mais um bocado a descansar e depois voltamos para trás... 6km de pedras soltas para descer.. joy!

 

entretanto topámos umas cabras montanhesas de olho em nós, lá bem no alto da montanha!

cabras 

..e para baixo os santos nem por isso ajudaram. o ritmo até podia ser mais acelerado, mas a corrente de pedras era bem mais perigosa, era preciso ter atenção redobrada onde púnhamos os pés. inevitavelmente, os joelhos e os tornozelos começaram a ressentir-se. eu, que não costumo ter problemas nesse departamento, já vinha manca.

 

sair dali sem um entorse foi quase um milagre!

 

parámos a cerca de 2km do fim, para descansar numas piscinas naturais providenciadas pelo leito do rio homem. muito, muito, muito agradáveis.

chillin' 

bom, mas como ainda andámos alguns 12 ou 13 km naquele dia, mesmo sem atingir o objectivo, declaro aquela uma boa caminhada. pelo menos intensa foi.

 

(btw, uma semana depois continuo a achar que tomei a decisão certa em desistir.. sei que há uma coisa chamada adrenalina que faz coisas incríveis.. still, pôr a nossa integridade física em risco por uma teimosia é simplesmente idiota)

 

dali regressámos a pitões, onde chegámos ao entardecer. o marido foi novamente à procura da cache e eu aproveitei para tirar umas fotos da aldeia. depois meti-me no carro e fui estaciona-lo mais acima para apreciar o quadro que tinha diante mim.

 

o anoitecer estava absurdamente bonito. ao azul já escuro do céu misturava-se os últimos tons púrpura e laranja do ocaso e a muralha negra de granito a recortava dramaticamente o horizonte.

 

como estava cansada e as pernas doíam-me, deixei-me ficar no carro e desci os vidros das janelas. estava frescote mas não corria ponta de vento. nada mexia, nem sequer as plantas. a aldeia lá ao fundo estava igualmente imóvel e silenciosa, ouviam-se apenas uns passaritos.. 

 

e naquele instante pareceu que o tempo parou!

 

fui invadida por uma paz de alma tal que não encontro palavras para a descrever.. não conseguia pensar em nada sequer, parecia que estava em transe. um raro momento íntimo entre mim e o universo... 

 

...até que o homem gritou lá do fundo que lhe fosse levar a lanterna que ele tinha encontrado o buraco da cache e arrancou-me daquele estado zen... bastard!

 

voltámos ao restaurante do dia anterior e a ementa mantinha-se: vitela e bacalhau.. ou enchidos.

 

nessa noite jantámos sopa, pão, queijo, presunto e enchidos de pitões, que não me apetecia bacalhau e já não podia mais com vitela he he he

 

e quando estávamos quase a chegar à estalagem, vimos o coitado do monte ao lado do nosso em chamas.. odeio incêndios..

 

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Gerês // dia 2

os planos para este dia eram percorrer a serra pelo lado sul e ir até à portela do homem, onde se inicia o trilho de uma caminhada (mina dos carris) pelo monte que eu queria *mesmo* fazer durante as férias.

 

assim que me fiz à estrada, cruzei-me com as primeiras (e por acaso, únicas) vaquinhas do dia.

 

aqui vou ter que fazer uma confissão.. depois dos encontos imediatos do dia anterior, aquilo tornou-se numa espécie de desporto radical: meter o carro no meio das vacas!

 

é tipo mergulho com tubarões, mas fora de água e com animais bem mais amistosos :D

 

passei por elas e parei o carro mais à frente, numa zona desafogada fora da estrada, e ficámos à espera que elas passassem por ali. venha daí a descarga de adrenalina!

 

não nos deixaram ficar mal. quando começaram a aproximar-se da jaula do carro, umas espreitavam curiosas, outras iam lá na vidinha delas sem ligar nenhuma ao obstáculo, e depois deixaram-se ficar por ali, mesmo à nossa frente. até que às tantas duas delas começaram a mugir. incialmente julguei que estivessem aborrecidas com a nossa presença mas depois apercebemo-nos que estavam a chamar pelo pastor, que tinha ficado para trás.

 

como nunca mais aparecia, elas por fim lá se decidiram a continuar monte abaixo. viémos sempre atrás delas, mantendo alguma distância, até que nos deixaram passar. adoráveis ♥

 

a estrada que liga paradelo à vila do gerês tem tanto de encanto (paisagens assombosas, vegetação, rios e ribeiras, aldeias típicas, etc) como de pesadelo.. curvas e mais curvas e curvas outra vez.. subidas e descidas vertiginosas, que dificultam imenso a condução. uma hora e tal daquilo e já estávamos a ficar tontos.

 

já tinha estado na vila do gerês há uma porrada de anos atrás.. 17 ou 18, e não me recorda se já na altura estava assim tão pejada de casas pelas encostas do vale ou se está ali muita construção nova. o centro pelo menos tem algumas novidades. como era dia de semana estava deserta.

 

demos umas voltinhas de reconhecimento até que às tantas a fome começou a apertar. decidimos almoçar no único restaurante que parecia estar aberto. como já não era cedo e não nos queriamos demorar pedimos um dos pratos do dia: vitela!

 

depois aproveitámos também para ir checkar a empresa de animação turistica local que eu queria fazer a subida aos carris com um guia (ou alguém que soubesse o que fazer caso nos metessemos em apuros :D)

 

o tipo da empresa não se mostrou particularmente excitado com o percurso que eu queria "ah e tal isso leva o dia todo, yada yada, o caminho é assim e assado, muita pedra solta, yada yada, requer outra logistica" ok ok, já percebi que não te queres meter nisso, então conta lá que mais coisas tens para se fazer na serra. 

sugeriu uma caminhada que levaria meio-dia, cerca de 8km em 4 horas. falou em duas ou três zonas até que os meus ouvidos captaram "pedra bela" e "cascata do arado".. 

 

"é essa mesmo que quero fazer!!" e não se fala mais nisso.

 

depois perguntámos pelos passeios de jipe pela serra e achamos que não fazia mal nenhum em experimentar, sempre se poupava uns anos de vida ao cascas. então ficou tudo marcado para sábado e seguimos caminho.

 

como eu estava mesmo feita aos carris, iniciamos o percurso para conhecer o cenário que nos esperava. não parecia nada agressivo e até se fazia bem. era sempre a subir, mas com pausas para recuperar o folego, pareceu-me que era na boa. três horas de caminhada até lácima (9km) nas calmas, descansar e aproveitar as vistas do ponto mais alto da serra e amealhar uns anos de vida, e depois regressar. como para baixo todos os santos ajudam, a coisa fazia-se em 6 ou 7 horas no total. not bad!

estradão dos carris

cerca de km e meio depois voltámos para trás e fomos curtir as cascatas do rio homem, uma das atrações locais.

rio homem

 

de regresso à base, quis ir por espanha. primeiro, porque ficava mais perto, segundo, nem pensar em voltar a meter o carro naquela estrada infernal. e siga pró estrangeiro!

 

o percurso por terras espanholas foi bastante agradavel. o ndrive, mesmo com os mapas desactualizados, levou-nos a bom porto.

btw, as aldeias pitorescas espanholas não são tão bonitas como as tugas hehehe

 

entrámos por tourém e fomos directos para a pitões. queriamos experimentar a comidinha do tal restaurante/café que já haviamos visitado. mas primeiro fomos tentar encontrar uma cache, mas acabámos por deixa-la da mão. já estava escuro e não sabiamos o local exacto, que a app do geochacing no iOS 3.1.3 deixou de funcionar..

 

como era dia de semana e não havia clientela que o justificasse, só haviam dois pratos na ementa.. adivinharam!

 

bacalhau e vitela.

 

nessa noite jantámos... vitela. FML!

 

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Gerês // dia 1

acordei com o hóme cravado na sanita, a vomitar as entranhas.. muito provavelmente cortesia da sande que tinha comido no dia anterior, na AE. começamos bem.. not :P

 

na estalagem, o pequeno-almoço é servido numa sala com uma vista panorâmica de cortar a respiração. não conseguia descolar os olhos do horizonte, enquanto me questionava quanto tempo precisaria eu para calcorrear aqueles gigantes de granito todos (..e se teria tin-tins para tal).

 

por volta da hora de almoço, o marido já estava a sentir-se melhor mas como as minhas pernas ainda estavam doloridas da mini-maratona não quis meter-me em grandes aventuras. por isso em vez de nos equiparmos para a serra, decidimos ir conhecer duas das aldeias mais castiças ali da zona: pitões das júnias e tourém

 

entretanto, mal entrámos na estrada experienciámos aquilo que se iria tornar o prato principal do dia: engarrafamento de vacas!

vaquinhas

 

one does not simply go through a herd of cattle.. é preciso esperar que elas reparem que estamos ali e decidam afastar-se para o outro lado da estrada.. normalmente é coisa para demorar.

este primeiro encontro teria corrido bem, se não fosse o cão que vinha a acompanhar a manada, meter-se a correr desarvorado atrás do carro durante umas boas cententas de metros... ODEIO quando os cães fazem isso. é um perigo para eles e para o condutor.. vai na volta é por causa disso que encontrámos tantos a "coxear"..

 

à entrada da aldeia, esperar que a manada número 3 e 4 passassem. era eu a recuar e elas a virem cada vez mais para cima.. às tantas desisti e deixei-me estar quietinha.. fechar o vidro que não quero cá cumprimentos.. e pedir aos santinhos que não se roçassem no carro nem me arrancassem um espelho.. não tenho medo delas, sei que são animais pacificos.. tenho é muita estima pelo meu carrinho!

 

antes de me cruzar com a manada número 5 mudei de direcção e entrei numa rua que ia ter ao mosteiro e à cascata, que por ser mais longe, ficou para o fim. 

os incêndios não têm dado tréguas à serra.. a paisagem está desoladora..

quando chegámos a meio do caminho para a cascata, eis que surge uma escadaria de madeira.. fixe!


NOT!

 

aquela provação nunca mais tinha fim, o meu reino por um caminho de cabras.. depois chegámos finalmente ao miradouro e a vista era isto:

cascata de pitões das júnias

whaaaa... ficamos desiludidos. claro que ficamos! 

então descemos aquilo tudo para ficar tão longe da cascata, que pitosga como ando, custava a vê-la? siga lábaixo!

 

se este tivesse sido um inveno decente, não tinhamos conseguido aproximar-nos tanto.. corre praí aos niveis de agosto..

cascata de pitões das júnias

 

pronto. descer não foi dificil... e subir?

 

quando alcançamos o miradouro já vínhamos os dois todos estropiados, com os bofes a sair por fora. agora *só* faltavam umas quantas centenas de escadas até apanharmos o caminho de volta ao carro.

parecíamos umas tartarugas.. arrastámo-nos a muito custo escadaria acima, a ter que fazer paragens a cada lanço. távamos exaustos e mortos de sede.. é que para piorar a coisa, tava um calor dos diabos.

 

dizer que estávamos em péssima condição fisica é estar a ser simpática.. os próximos dias adivinhavam-se tramados!

 

por sorte, no topo da escadaria corria um regato de água límpida, e foi mesmo ali. queria lá saber donde vinha.. era água e tava bem fresquinha, exactamente o que estávamos a precisar!

 

lição nº1 do dia: mesmo que o passeio seja curto, levar sempre uma puta duma garrafa de água atrás!

 

depois de recuperados daquela estafa, fomos até à aldeia, morder o ambiente. não se via ninguém nas ruas, mas tivemos uma interacção interessante com os nativos, num café/restaurante. aquela malta não se acanha, mesmo na presença de estranhos :D

pitões tem uma localização fora do comum. é cercada por uma muralha natural de granito cujas formas que impõem um certo respeito. ao por-do-sol aquela aldeia é qualquer coisa.. mas sobre isso falo no post mais à frente. 

 

próxima paragem: tourém

tentámos entrar pelas "traseiras", através duma estradita que sai directa de pitões, mas ao chegarmos à aldeia galega de requiás, acagacei-me* e achei que o carro não passava naquelas ruas tão estreitas. decidi meter a marcha-atrás e retomar o acesso "oficial".. temos pena! 

(entretanto fui ao google maps e o carro do street view andou por lá, o destemido.. segui o trajecto e não me arrependo de ter voltado atrás :D)


tourém 

é uma aldeia espantosa, provavelmente repleta de história. para começar, fica situada num apêndice que rompe por espanha adentro. pôe-nos a pensar como conseguiram os habitantes dalí manter aquele pedaço de território português, ao mesmo tempo que mantêm relações sãs com os vizinhos galegos.. tem um acesso para portugal e três para espanha. é brutal!

as casas mantêm a traça original e estão bem conservadas, o que lhe dá aquele charme de aldeia perdida no tempo. pena a cota da barragem de salas estar tão embaixo, seria o postal perfeito.

 

a expressão popular "fica atrás do sol posto" assenta que nem uma luva a tourém.

uma grandessíssima falha da nossa parte foi durante a estadia na parada do outeiro fartármo-nos de passar por lá, sem nunca pararmos para ir explorar. ficámos-lhe a dever uma visita mais demorada.

 

foi ali onde apanhámos os engarrafamentos mais assustadores. entrámos pela aldeia adentro, já a medo porque naquelas ruas só passa um carro de cada vez, e demos de caras com as manadas número 5, 6 e 7 do dia.. só viamos vacas pela frente. e mais uma vez a isa rezava aos santinhos para que o cascas saisse dali sem mazelas, a mirá-las pelo retrovisor e a ver que faltava um bocadinho assim para ter que entrar em despesas.. a cada passada que elas davam junto ao carro, toda eu tremia.

 

lição nº2 do dia: não entrar com o carro em tourém às seis da tarde!

 

depois de circularmos a entrada em espanha a norte, demos o dia por terminado. de regresso passámos pela manada número 8 do dia.. esta era muito diversificada. não só vinham vacas como também ovelhas, cavalos, e burros.. tudo muito descontraído da vida :D

o verdadeiro inconveniente das vacas andarem nas estradas nem é tanto os engarrafamentos, com isso posso eu muito bem.. o problema é o rasto de bosta que elas deixam por onde passam. quando o carro atropela as "minas", aquilo é projectado para todo o lado e ficamos com esterco agarrado até às entranhas do carro.. ao fim do dia tava todo badalhoco, coitado..

anyway, as estradecas por onde andei naquele dia deixaram-me deliciada. estreitas, piso em condições aceitáveis, sem muito movimento, curvas q.b. e uma paisagem lindissima w00t

nessa noite jantamos bacalhau assado!

 

* já tou queimada com essa coisa de meter o carro em sítios por onde ele custa a passar e/ou não passa mesmo, é que tira-lo da ratoeira é o cabo dos trabalhos, não ganho para o susto.. assim de repente vem-me à memória castelo de vide, évora, alegrete, loriga, gibraltar, e o parque de estacionamento do saldanha residence.. agora quando me cheira que a coisa vai ficar apertada, dou logo meia-volta ao cavalo, fim de história!

 

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Gerês // dia 0

saímos na segunda à tarde, em direcção à parada do outeiro. 450km, nas calmas.

 

chegámos ao nosso destino por volta das 8 da noite. a hora ter mudado no fim-de-semana anterior foi um presente caído dos céus, que entrar por aquelas serras a dentro ao entardecer, é algo de mágico. ficámos parvos com a localização da nossa "casa" para os dias que se seguiam. isolada, lá no alto do cerro, voltada a poente para a cadeia de montanhas mais épica que existe em portugal. fica num ermo, mas é absolutamente fenomenal!

 

casa típica da montanha, decoração rústica, com um ambiente muito acolhedor e pessoal simpático. 

 

o quarto era espaçoso e muito quentinho (aquecimento central ftw), e tinha uma pequeno terraço com uma vista deslumbrante.


Untitled

 

de apontar apenas as almofadas, que eram muito duras.. esta malta da c'dade é muito molinha :D

nessa noite jantámos ilhada de vitela barrosã!

 

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Lost in... Gerês

desde agosto agarrada a um projecto que não tem dado folga nenhuma e em necessidade absoluta de me afastar da civilização, quis desertar para a montanha!

..e a montanha escolhida foi uma das áreas do parque nacional da peneda-gerês que ainda não conheciamos.

como isolamento era a palavra-chave, escolhemos uma estalagem que fica pra lá donde judas perdeu as botas. estamos fartos de recomendá-la, mas nunca lá tinhamos estado. era a ocasião perfeita para resolver dessa situação, que eu gosto pouco de recomendar sem conhecer..

 

a partir dali corremos a serra e arredores, e os últimos dois dias, que inicialmente estavam reservados para irmos conhecer o último distrito de portugal que nos falta, bragança, acabaram por ser passados no sitio mais turistico da serra: vila do gerês.

 

não parámos um minuto. voltamos exaustos e cheios de dores em tudo o que é articulação mas, porrinha... SOUBE. TÃO. BEM!

 

se eu já era apaixonada pelo pnpg, agora morro de amores por ele :D

 

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2 de Abril de 2012, às 19:51link do post comentar

Na semana passada aprendemos que...

- quando se vai de férias jamais comer sandes embaladas nas estações de serviço;

- não se desce 200m numa encosta quase a pique sem levar água;

- na serra, o menu resume-se a vitela, bacalhau e enchidos;

- na serra uma dose é suficiente para nós os dois e ainda sobra;

- o gado não liga à cor dos carros (ou então ajudou o cascas estar coberto de pó);
- não se começa a subir ao topo do monte mais alto à uma da tarde;
- a figura do diabo foi inspirada nas cabras montanhesas; 

- nas aldeias a hora de ponta começa por volta das 18 horas, com o gado a provocar engarrafamentos assustadores;

- os pastores constroem autênticas "suites" na montanha;

- na montanha em cada encosta existe uma aldeia;

- na montanha em cada metro de rio existe uma cascasta ou piscina natural; 

- as gentes da montanha são desprovidas de pudor;

- os incêndios não parecem assusta-las;

- se avistarmos alguém a rebolar montanha abaixo, é muito provavelmente um geocacher desgovernado;
- se não somos fãs de parques de diversões, não deviamos fazer passeios de TT na montanha; 

- se num dia frio, estiverem pessoas enfiadas numa "piscina" pública, é porque a água é quente (o mesmo não se pode dizer da água dos rios);

- os espanhois têm terriolas com nomes bastante interessantes :D
- devia ser proibido andar de carro em algumas zonas, mas dá jeito;
- estamos em péssima forma fisica;
- esterco ressequido na barriga do carro não sai com chuva; 

muito vou escrever eu nos próximos dias :D

2 de Abril de 2012, às 00:10link do post comentar ver comentários (3)

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

bucket list

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores:
#11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

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