Cabo Sardão

estávamos em frente à praia dos alteirinhos, naquele frio, mas fantástico final de tarde. o sol não ia demorar muito a desaparecer sob a imensidão do azul escurecido do oceano.

joguei a mão ao bolso das calças e puxei o telemóvel, para consultar a app da meteorologia. o sol põe-se daqui a meia-hora. "temos 20 minutos para chegar ao cabo sardão", disse ao homem.

queria ver o sol a por-se no cabo sardão, cenário das falésias mais imponentes daquela zona da costa alentejana. se o ocaso fosse tão bonito como o do dia anterior, na azenha do mar, i was in for a treat.

chegamos lá mesmo a tempo. estacionei o carro perto do farol e arranquei pelo passadiço de madeira, até à beirinha da falésia. a tarde estava cada vez mais fria, à medida que o sol se afundava cada vez mais no horizonte. as cores tórridas do entardecer faziam um contraste interessante com a temperatura gélida do ar.

na pressa de não querer perder o momento, nem esperei pelo homem, que estava a levar o seu tempo a equipar-se para enfrentar o frio. quando finalmente se juntou a mim, entregou-me a máquina fotográfica, e também as luvas e o gorro. quem tem um homem destes, tem tudo. quase perdia o pôr do sol porque decidiu ir vasculhar a bagagem de fim-de-semana, à procura dos agasalhos de inverno.

lá em cima, as aves marinhas deslizavam preguiçosamente pelo céu, imunes ao ar gélido. lá em baixo, as ondas despenhavam-se contra os rochedos, ecoando pelas paredes escarpadas. não fazia vento, apenas corria uma brisa leve, carregada do cheiro salgado da maresia.

adoro ver o pôr do sol no mar. aliás, adoro o pôr do sol seja onde for, mas junto ao mar tem um sabor diferente. há qualquer coisa de mágico em vê-lo desaparecer lentamente na água, como se fosse ferver o oceano...

cabo sardão cabo sardão cabo sardão farol cabo sardão

já vi o pôr do sol centenas de vezes. é um dos meus espectáculos da natureza favoritos. nunca é igual, nunca cansa. é sempre um momento especial, que gosto de apreciar em silêncio.

Enigma da banheira

queriamos aproveitar o primeiro fim-de-semana comprido de dezembro pró relax. faz dois meses que não vamos para fora do quintal, e nem sequer comemorámos os aniversário de outubro como mandam as regras. a localização não interessava, apenas o hotel. para além de ter bom aspecto e não nos levar à falência, tinha que preencher dois requisitos obrigatórios:

1. ter spa
2. ter banheira (bonus points se fosse no quarto)

começamos pelo norte e fomos descendo, mas talvez por ser um bocado em cima da hora, não estávamos a encontrar nada que nos aguçasse o apetite. às tantas chegámos à conclusão que o melhor era irmos para um dos nossos habituais.

google, mostra-me imagens da banheira da suite do hotel xpto.

não mostrou, raio da única banheira daquele hotel parece ser um segredo mais bem guardado que o de fátima, bah! mas no meio de tanta foto de banheira, estava lá uma que chamou a atenção. eh lá, ondé isto? são teotónio, a sério? não sabia de nenhum hotel com spa por aquelas bandas. pera lá, acho que já passei por cima deste hotel ali no booking..

não seria a zona mais imediata, mas why not? não chegamos a ir para lá este ano, há 8 anos que as nossas férias ou fins-de-semana de verão passam sempre por lá, portanto estávamos em falta.

tão, vai-se a ver, o enigma nature & water hotel não tinha uma, mas sim duas suites com banheira no quarto. e estavam ambas disponíveis. a questão agora era acertar em qual das suites reservar, para ficarmos com aquela que tinha a banheira com a melhor localização... e depois havia uma terceira, cuja banheira não ficava no quarto, mas a vista era qualquer coisa... bom, na verdade não foi preciso pensar muito :D

not gonna lie, a brincadeira não saiu barata.. mas por zeus, as fotos não lhe faziam justiça (nem as minhas vão fazer).. tive a mesma sensação que na penthouse em tróia, não quero dormir para não perder um segundo disto.

A-D-O-R-E-I a suite. não só tinha uma vista brutal e parecia maior que o nosso apartamento, como estava super quentinha e super confortável, estava bem equipada, a casa de banho era ENORME, e a minha banheira prometida superou todas as expectativas. só lhe faltava acesso directo ao spa, que ficava mesmo por baixo do quarto hi hi hi

quarto quarto banheira banheira quarto

se pudesse, mudava-me para lá sem pensar duas vezes. oh yeah!

abanquei no sofá, em frente à janelona e declarei aquele pedaço o meu reino. passei lá umas horas valentes!

sala chillin

fun fact: haviam duas tv's na suite, uma na sala, e outra perto da cama. não chegámos a ligar nenhuma delas.

a vantagem de estar numa zona que conhecemos tão bem como as costas da mão, é que não andávamos malucos por ir explorá-la. ok, os dias estavam brutais (apesar de gelados) e demos as voltinhas da praxe, mas deu para descansar e conseguimos aproveitar o hotel ao máximo.

ah e verdade, tínhamos um terraço muito fixe, com uma vista impecável, e que ainda proporcionou uma tarde bastante interessante lol

terraço

tivemos uma sorte tremenda com a lua, quase cheia e incrivelmente luminosa. a luz prateada do luar banhava a paisagem de tal forma, que não resisti a fazer umas longas exposições, na tentativa de guardar uma recordação daquele cenário mágico. tiveram que acontecer dentro de casa, porque estava 1ºC na rua aquela hora brrrrrr...


luar sala banheira

a banheirada ao luar pode não ter sido tão épica como no jacuzzi da penthouse, mas não se ficou nada atrás. 

deixaram-nos fazer late check out, o que nos deu duas horinhas extra para nos despedirmos daquela delícia. ainda assim custou... é para repetir, sem sombra de dúvida.

quarto

no geral, gostamos bastante do hotel. não é muito grande, está desenhado em linhas contemporâneas, em socalcos, a acompanhar o declive da encosta. está numa localização genial, tem uma vista do caraças para a serra de monchique, e é super calmo. o spa é pequeno, mas muito maneirinho, e o pequeno-almoço não é mau. apesar de ser recente, já vai pedindo alguma manutenção, espero que estejam atentos às sugestões que a malta deixa, só têm a ganhar com isso :)

Lost in... Pedralva

no fim-de-semana passado estive na terrinha e para aproveitar a tarde fantástica de domingo, peguei no homem e fomos ver as modas até às praias da carrapateira.

quis ir pelo caminho mais pitoresco, que é como quem diz, aquele que se faz por estradas de terra batida pelo meio dos montes, para fazer uma paragem na pedralva. já lá tinha passado há uns anos, mas foi ao início da noite e não deu para ver grande coisa desta pequena aldeia perdida na serra algarvia, recuperada há uns anos para se tornar numa espécie de complexo turístico.

de um monte de ruínas abandonadas, nasceu um conjunto de casinhas rústicas, muito castiças, e muito branquinhas. vista ao de longe, parece um oásis resplandecente na encosta do monte. para compor o retrato bucólico, não faltam gatos nem animais de quinta.

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diria que para ser ainda mais charmosa, só lhe falta mesmo ruas mais floridas.

deu para perceber que é um sítio muito calmo, onde se vive muito devagar. a localização é brutal, ali paredes-meias com o parque natural do sudoeste alentejano e costa vicentina, e praias incríveis na vizinhança, que serviram de inspiração para o nome das casas. é atravessada com alguma frequência por forasteiros que andam a percorrer o caminho histórico da rota vicentina, e que encantados, acabam por abrandar para apreciar o casario :)

Prainha da Luz

quando era miúda frequentava bastante a praia da luz, era quase como uma segunda casa. aliás, ainda me lembra de conversas entre os meus pais sobre a possibilidade de nos mudarmos para lá, que com muita pena minha, nunca chegou a acontecer. na altura, a vila tinha metade do tamanho que tem hoje, mas já era a colónia inglesa que ainda é hoje.

naturalmente, fizemos muita praia lá. a praia da luz tem duas praias, eu preferia a praia grande, por ter um areal enorme. já os meus pais preferiam a prainha, uma praia de rochas, com apenas alguns recantos de areia. não achava muita piada na altura.. hoje compreendo o encanto,

prainha da luzreflexoondasondas ondasouriçosprainha da luzpiteiras

Lost in... Monsaraz II

andava mortinha de saudades de monsaraz e do alqueva. estivemos lá pela primeira vez em 2012 e fiquei apaixonada por aquela zona. desde então que ando sempre a dizer que temos que voltar. mas é daqueles passeios que está sempre a ser adiado por razões que nem percebo.. fica apenas a duas horas de lisboa de carro, é que nem há desculpas.

depois de três fins-de-semana de bom tempo desperdiçados, decidi que este domingo era um bom dia para irmos até lá, matar saudades e aproveitar a primavera no alentejo, que é absolutamente deslumbrante.

sem grandes planos, saímos por volta das 10, e ao meio dia estávamos a chegar às margens do grande lago. o dia estava fantástico, monsaraz reluzia no alto do monte e o alqueva era um espelho. 

assim que saímos do carro, e inspiramos aquele ar puro, e absorvemos aquela calmaria das planícies alentejanas, desligamos o turbo. passamos o dia na maior das descontracções, entre a pacata vila medieval e o grande lago.




monsaraz tem das vistas mais bonitas sobre a paisagem do interior alentejano que os meus olhos já tiveram o privilégio de registar. desta vez apanhamos tudo pintado em tons de verde. gosto muito, muito do alentejo dourado, mas em verde não se fica nada atrás.



em vez de nos fecharmos no carro e conduzir a tarde toda junto ao lago, escolhemos um spot fixe para estacionar juntinho à margem, e lá ficamos o resto da tarde, até quase ao por do sol.



foi um dia simples e absolutamente perfeito. acho que pela primeira vez em muito tempo, consegui ter a sensação que um dia rendeu. passeamos nas calmas, almoçamos nas calmas, estivemos horas na ronha junto à agua. sem pressas, sem stresses, apenas a aproveitar o cenário. tão bom!!

a próxima visita é capaz de não demorar tantos anos a acontecer porque fiquei curiosa com o observatório do lago alqueva. não fazia ideia que tinham instalado um observatório astronómico na reserva dark sky.. e agora tenho que ir lá meter o bedelho :D

o resto das fotos do passeio está no sítio do costume

Nas alturas II

chego a casa na sexta, uns minutos antes das nove da noite. vou directa ao quarto, enfio-me furiosamente no pijama, e salto pra cima do sofá, com intenções de não largá-lo nas 48 horas seguintes.

pego no portátil, a gata toma conta das minhas pernas. all set for the weekend!!
nisto, um colega pergunta no chat se alguém quer ir passar o fim-de-semana em tróia.. à borla!

...eh lá O.o

one does not simply desperdiça um fim-de-semana em tróia.. mékie.. mais ninguém se chega à frente? não? têm a certeza? então tamos nessa!

podíamos ir naquele momento. a reserva era de duas noites, sexta e sábado.. mas tínhamos acabado de ligar o aquecimento central - um evento que ocorre apenas uma vez por ano, já estava de pijama e com o gato acomodado confortavelmente em cima das pernas. vestir-me, aviar a bagagem, jantar, mais hora e meia de asfalto.. era coisa para chegar lá à meia noite..

é nestas alturas que uma pessoa se percebe que está a ficar velha.. se fosse há uns anos nem pensava duas vezes, metia-me na alheta em 3 segundos :P

fomos no sábado, nas calmas. o check-in foi rápido, e não houve stresses com a mudança de nome na reserva. o apartamento ficava na mesma torre da penthouse, a uns míseros metros abaixo dela. ai as memórias, as memórias!

abrimos a porta e... eix! apartamento tão épico. espaçoso, acolhedor, muito luminoso, e com uma vista fantástica. a kitchenette podia ser pequena, mas estava bem equipada. 




reconhecimento ao perímetro feito, bagagem arrumada, descemos para ir almoçar algures na marina.. para descobrir que em janeiro, está tudo fechado em tróia... fónix... mudança de planos: butes ao supermercado buscar umas cenas, e tratamos do assunto no apartamento.

comprámos o almoço... e também o lanche. e o jantar. e a ceia hi hi hi é da forma como não temos que sair para mais lado nenhum \m/

ao inicio da noite ainda passamos pelo spa. não é o melhor spa onde já estive, mas a cavalo dado não se olha o dente. 10mn no banho turco, a água da piscina interior estava demasiado fria para mim, 15 minutos no jacuzzi apinhado, apenas 5 minutos na sauna porque estava demasiado quente, mais 5 minutos no banho turco e decidimos que uma banheirada de espuma lá em cima é que era. e subimos.

jantamos, vimos um episódio de the grand tour, trabalhamos uns bocaditos, ceamos. e assim se passou a noite.

no domingo saí da cama às onze. falhámos o pequeno-almoço no hotel, mas nem sequer me importei. numa próxima, até o pequeno-almoço é no apartamento!

check-out feito, voltinha pelas redondezas, para matar saudades. cada vez gosto mais de tróia, custa-me tanto sair de lá chuif chuinf... e está deserta, nesta altura do ano, bem fixe. o dia não estava grande coisa para passeios, mas pelo menos não estava a chover. antes de regressarmos à base, ainda fomos ao carvalhal, lavar as vistas à praia do pego. já não metíamos lá os pés há uns anitos. foi a nossa praia de eleição durante umas quantas épocas, mas depois ficou na moda e começou a ser complicado ir para lá. demasiada confusão, e confusão é uma cena que não me assiste.



só sei que adorei o apartamento. alta sítio para passar uns fins-de-semana no inverno, mesmo com mau tempo \m/

Isa vai à neve III

pelos vistos o briol que apanhei em londres não foi suficiente, no fim-de-semana passado fui meter-me no frigorífico da estrela.. funny thing, estava mais agradável na neve que junto ao tamisa :D

teria sido mais fixe se no sábado tão tivesse chovido o dia inteiro. desde as nove da manhã quando acordei, até as onze da noite, não parou de cair água um minuto que fosse. a serra ensopou, e as quedas de água que escorriam pelo vale glaciar eram assim pro assustadoras.

 
mas do domingo deu para tirar a barriga de misérias. mas ainda não foi desta que estreamos as correntes dos pneus. há oito anos fizeram falta, humpf!


o outono ainda anda por lá ♥ 

álbum completo no sítio do costume

Lost in... Serra da Arrábida

a primavera está em estágio e seria criminoso não dedicar um dia deste fantástico fim-de-semana para sair de casa e meter os pauzinhos ao sol. o local escolhido foi o nosso go-to favorito no quintal, a belíssima serra da arrábida, em modo de passeio preguiçoso por lugares mais que batidos (mas que adoramos revisitar).

se o dicionário tivesse imagens, esta seria da do termo "lagartar"!

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luxo de vista. apesar de ser um spot concorrido, apetece ficar lá horas sem fazer nenhum.

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o sítio mais creepy da arrábida, a lapa de santa margarida, que pelos vistos se tornou num local de peregrinação, apesar do acesso não ser nada convidativo.

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...e o melhor de tudo neste pedaço de paraíso, o tranquilo azul do oceano sempre no horizonte, já a aliciar a malta para a praia.

 

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álbum completo no sítio do costume

Estufa fria

foi dos primeiros sítios que visitei quando vim estudar para lisboa. entretanto mais anos que aqueles que se contam pelos dedos das duas mãos passaram, e quis dar lá um saltinho este domingo, para quebrar a rotina enfadonha que estava instalada dos fins-de-semana de janeiro, em que praticamente apenas saí de casa para fazer compras e pouco mais.

é um recanto muito agradável e calmo. assim que passamos a entrada, parece que entramos numa pequena selva. os olhos perdem-se facilmente na imensidão das plantas exóticas que cobrem tudo à nossa volta, e os tons de verde são mais do que aqueles que conseguimos processar.

uma rede quase labiríntica de caminhos assegura que não vamos perder pitada da visita. pequenas cascatas, lagos, regatos, grutas, pontes e degraus de pedra para os patamares superiores compõem o cenário.

em alguns canteiros espreitam pequenas e curiosas esculturas, de cores e formas orgânicas, que se diluem perfeitamente na vegetação em redor e dão um ar de graça ao espaço.

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(album completo aqui)

infelizmente apanhamos a estufa quente fechada (tem estado em obras). lembro-me de ter achado interessante a transição e o contraste de ambientes entre as duas estufas, uma fresca e suave e a outra quente a abafada, mas não foi possivel reavivar essa memória. dá para mirá-la da estuda doce, e está com muito bom aspecto.

perde-se facilmente uma tarde lá, pelo que aconselho a ir de estômago cheio, calçado confortável e sem grandes pressas.

mental note: não deixar passar tanto tempo até à próxima visita.

Pelas terras do Guadiana

o parque natural do vale do guadiana é uma espécie de underdog dos parques portugueses, não se ouve falar muito dele. fica ali nos confins do baixo alentejo, paredes meias com o algarve e resvés com espanha. um bocado afastado da “civilização” e sem nenhuma auto-estrada que nos deixe às suas portas. é pouco habitado, e não existem grandes cidades nas redondezas, tem apenas uma vila e pequenos povoados salpicados pelo parque.. e é tremendamente bonito!

a paisagem é diversificada, a ponto de não se perceber bem se ainda estamos nas planícies alentejanas ou se já estamos com um pé na agreste serra algarvia. tem bosques e tem mato rasteiro, e apesar de ter muitos cursos de água, tem um aspecto muito árido.. e as vistas são de fazer parar a respiração.

já andamos por lá duas vezes. numa exploramos a zona da mina de s. domingos e pomarão, onde percorremos os túneis ferroviários desactivados. noutra corremos aquilo tudo numa doideira atrás de balões meteorológicos. o cascas está bastante familiarizado com as estradas de terra batida e as ribeiras secas do parque lol

só tenho um reparo a fazer a mim própria: nunca vou lá com tempo suficiente para ver tudo o que quero, aquilo é maior do que parece! já fiz saber ao homem que num futuro não muito distante quero lá voltar e bater as capelinhas todas novamente, mas com mais tempo para respirar e inspirar aquelas paisagens. além disso, todas as visitas têm acontecido sempre pela mesma altura, setembro/outubro, e apesar de vibrar com as cores douradas daqueles montes e planícies, tenho curiosidade para saber como será noutras alturas do ano.

road to somewhere

mas das várias coisas que nos tinham deixado saudades, talvez um pequeno tasco em corvos era a que mais sobressaía. fomos lá parar por obra e graça do destino. queríamos cozido de grão, e disseram-nos que lá era o melhor sitio para ir. só que o cozido de grão não parecia ser o que mais clientes atraía ao tasco, mas sim.. pizza!

nessa noite deixamos uma promessa escrita na pedra: 
“havemos de cá voltar para comer uma pizza”

e a minha surpresa ao chegar lá, 5 anos e um desvio de 60km depois, e ver o pequeno restaurante a rebentar pelas costuras, que por pouco temi que não conseguíssemos jantar. pelos vistos a internet aconteceu e a paragem está no topo das recomendações do tripadvisor para a região de mértola. not bad!

e íamos com intenções de fazer cumprir a promessa e comer pizza, a sério que íamos. mas assim que lá cheguei, fiz uma confidencia ao homem: "migo, não sei se vou conseguir resistir ao cozido de grão..." 

e não resisti... foi mais forte que eu lol e ele que ele também, que se fez às migas com secretos :D' a pizza ficou novamente adiada lol

cozido de grão

nessa noite aprendi uma valiosa lição: tu simplesmente não comes uma pratada de cozido de grão e depois vais arrochar para um hotel...

HA HA HA não vais, não senhora! 

...e foi assim que finalmente conhecemos mértola (a tal paragem "técnica" que falei no post dos figos), depois de tantas vezes a atravessá-la de raspão. primeiro à noite e depois outra vez à noite, e finalmente, de dia :)

Untitledmertola mertola
Untitled
Untitled Untitled Untitled UntitledUntitledguadiana

é um sitio lindíssimo, muito acolhedor, come-se bem. e para quem se interessa, está recheado de história.

e já que andávamos lá por perto, aproveitamos para conhecer também alcoutim, ali mesmo juntinho à margem guadiana.

alcoutim guadianaguadiana

álbum completo da coisa aqui

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

bucket list

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores: #11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

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