The Handmaid's Tale

do carradão de séries que aparece todos os anos, há sempre aquela que nos manda ao tapete, e nos deixa sem folgo.. ainda vamos a meio do ano, mas já decidi que a the handmaid's tale é a minha série do ano.

é um bocado forte e não faz bem o meu género, mas deixou-me pespegada ao ecrã (o homem até estranhou lol), incrédula a cada episódio que passava, de tão sinistra e cruel, e ao mesmo tempo de tão bem construida que está. a cinematografia cria um ambiente tão frio e intenso quanto a narrativa, e está cheia de detalhes realmente criativos, e cenas mudas que valem mil palavras.

retrata um futuro distópico onde a humanidade começou definhar, devido à infertilidade provocada por factores que não são bem claros (mas que segundo o livro onde a série é baseada, deve-se à poluição e às dst's), e aproveitando-se do cenário de guerra civil, um grupo extremista religioso tomou conta do poder dos estados unidos da américa. a sociedade é reorganizada por este regime segundo padrões baseados no velho testamento, e retira quase todos os direitos humanos aos seus cidadões, mandado a poderosa nação umas boas centenas de anos para o passado. quem não obedece às regras é sujeito a procedimentos desumanos, e quem se opõe ou tenta revoltar-se contra o regime, é assassinado a sangre frio para servir de exemplo.

as mulheres são o grupo que mais sofreu, e vivem especialmente oprimidas. não podem trabalhar (apenas em casa), não podem ler, nem conduzir ou fumar. obedecem ao marido ou ao dono da casa, e não podem mandar ou contestar absolutamente nada.

a história é-nos narrada por uma personagem feminina, que tem uma função muito "nobre", faz parte de um grupo selecto de mulheres férteis - as handmaids, que são colocadas em casa de famílias de poder, para gerar filhos pelas esposas inférteis. uma vez por mês estas mulheres sujeitam-se a uma "cerimónia" bastante humilhante, para tentar engravidar do dono da casa, enquanto a mulher deste está presente.

esta personagem, june.. ou melhor, offred (as handmaids assumem o nome dos "donos"), mostra-nos são só a rotina e as obrigações das handmaids, como também faz flashbacks que levantam a ponta do véu sobre alguns momentos na origem deste regime opressor, e sobre o seu passado.

há varias coisas aterrorizantes nesta história, mas a que salta mais à vista (e a mais desconfortável também), é que não relata assim coisas tão inéditas quanto isso.. para as encontramos, basta pesquisar nas raizes da nossa história, ou olhar com atenção para fora da nossa bolha.

não quero spoilar mais, porque é uma série que recomendo vivamente, apesar dos constantes murros no estômago.

Mid season 2017

já vai alta e este ano, por incrível que pareça, não estou a acompanhar nada de novo. o homem anda a ver legion, mas apesar dos efeitos visuais estarem geniais, ainda não me conseguir convencer.. 

..mas estou a gostar muuuuuuito de algumas estreias do ano passado, que regressaram a partir a loiça toda!

billions. foi das surpresas da mid season anterior que recebi com mais entusiasmo este ano, e não me está a deixar ficar nada mal. ainda está no início, mas já dá para adivinhar a quantidade de merda que vai voar em todas as direcções, quando ligarem a ventoinha :D

colony. a primeira temporada foi muito fixe, mas dava a sensação que se arrastava um bocado. parecia que as personagens andavam a correr em círculos, e os desenvolvimentos eram lentos. nesta redimiu-se dessas pequenas falhas. para além do ritmo ter aumentado como da noite para o dia, veio com um nível de violência inesperado, que às vezes até me dá a volta ao estômago.

lucifer. apesar de ter estreado durante a mid season, a segunda temporada recebeu um upgrade ao número de episódios, passou de 13 para 22, e estreou-se na fall season. está congelada até maio.

the expanse. se já achava inacreditável uma série de ficção cientifica tipo space opera ter aquela qualidade (ainda para mais, sendo uma produção do syfy), esta temporada está a arrasar a todos os níveis! as personagens estão mais afinadas, o enredo está cada vez mais intenso, e a qualidade dos cenários e dos efeitos especiais está soberba. passamos os episódios a apanhar o queixo ao chão.

8 de Março de 2017, às 10:00link do post comentar ver comentários (5)

The Night Manager

uma porrada de anos mais tarde voltei a ver uma série com o hugh laurie. passei os seis episódios baralhada com o homem. não consegui dissociá-lo do house, os tiques estavam todos lá, só não anda de bengala e está mais careca. e cheira-me que ele passou demasiado tempo na america e esqueceu-se de como se fala com sotaque britânico. tem piada, acho a voz dele mais harmoniosa quando fala americano (mas eu sou suspeita, adoro o sotaque americano). depois há o tom hiddleston (aka loki), que parecia estar tremendamente desconfortável no seu papel de espião recrutado à pressa. mas tenho o feeling que ele parece desconfortável em qualquer papel que calce.. deve ser o estilo dele.

no geral, esta mini-série vê-se bem. não é muito densa, tem suspense q.b., a cinematografia é impecável - às vezes mais parece que estamos a ver um filme, os locais de filmagem e cenários são definitivamente interessantes, tipo um 007 low budget. mas depois tem algumas inconsistências a nível de argumento, que quase arruínam a coisa. ao longo dos seis episódios vamos apanhando alguns momentos descompensados, que se formos picuinhas e decidirmos não suspender a descrença, é coisa para custar a engolir. o que mais me custou foi o plot device principal da narrativa, que enfraqueceu de tal modo o vilão - supostamente um dos homens mais perigosos e assustadores à face da terra, que a credibilidade dele quase cai por terra.

o desenvolvimento das personagens também podia ser mais interessante, assim como os motivos delas, tão parcamente elaborados, que pouco ou nada convencem. imo, os actores nem pareciam ter grande material para trabalhar as personagens, até me espanta como conseguiram arrecadar três globos de ouro..

é pena, porque havia ali muita substância, foi foi mal explorada e o resultado saiu um tanto superficial.

Dragon Ball

z.. z.. z.. ora bem, vou já avisando que o post que se segue não vai interessar a 99% de vós. mas sendo este tasco o principal registo que mantenho da minha vida, vão ter que papar com isto anyway :D

comecei a ver dragon ball do longínquo ano de 1996, depois de estar farta de ouvir falar na série, e de ver colegas da minha idade correrem para casa depois das aulas, para não perderem um segundo. não gostava de desenhos animados, mas a curiosidade mandou-me sentar à frente da tv, e ver uns quantos episódios para tentar perceber aquele hype todo...

...e quando dei por mim, estava absurdamente agarrada. obcecada, mesmo! não via mais nada pela frente se não aquilo. foi uma fase muita marada, que ainda durou uns anos. mesmo depois da série terminar e da febre começar a arrefecer, nunca me afastei muito daquele universo. nos entretantos fiz várias maratonas, e lia fic's e doujinshi's que ajudavam a preencher os vazios deixados pela série.

até que no ano passado começou o super, uma série totalmente nova, e canon. nada como aquele cagalhão do GT. os primeiros arcs não foram muito originais porque desdobravam os dois OVA's mais recentes. mas depois a coisa começou finalmente a abrir, e OMFG!!!

quem diria que 20 anos mais tarde, voltaria a dar por mim novamente viciadona na série. em parte pelo fanservice que a toei está a dar de bandeja. o meu OTP tem estado em grande e faz-me passar horas no tumblr (e noutros sítios mais refundidos), a seguir uma fandom completamente histérica (assim como eu hi hi hi).

acompanhar dragon ball em 2016 é completamente diferente de 1996. já não é preciso amontar VHSs, nem de me lembrar a programar o vídeo e deixar a cassete certa lá dentro. agora existe uma coisa muita fixe chamada internet! um episódio novo passa no japão, e duas horas depois aparece a fumegar nos torresmos. já para não falar que todos os episódios, de todas as séries, e OVAs estão à distância de um click. outra coisa brutal é a enxurrada de memes, gifs, e opiniões e teorias que se segue a cada episódio, e que mantêm a malta entretida até ao próximo.

also finalmente vi respondida uma questão existencial que tinha, desde há duas décadas: se a mim custava-me horrores a esperar um dia por um episódio novo (especialmente durante o arc do freeza, que aquilo nunca mais desemerdava), como teria aguentado aquela malta que só via uma vez por semana? devia ser uma tortura.. 

sim, é uma tortura!!! AAAAARGH!!!

estou a escrever isto no rescaldo daquele que é capaz de ser o episódio mais épico de todas as séries juntas (o 65º), e vai ser uma looooooonga semana, à espera de outro que se adivinha ainda mais épico. ando-me sempre a queixar que o tempo passa demasiado rápido.. pois esta semana espero que corra a mil à hora!! tou aqui que nem me aguento, à espera da próxima madrugada de domingo!! XD


há 20 anos era a minha sis que me acompanhava, hoje é o meu homem que atura a berraria. btw, o meu homem só é meu homem porque eu um dia decidi começar a ver dragon ball. não sei se o teria conhecido de outra forma, até porque existiam 300km a separar-nos. a minha madrinha de casamento só a conheci pelo mesmo motivo. e também foi por causa desta série que me aventurei no web design, que mais tarde viria a ser a minha profissão. só me trouxe coisas boas, esta série ♥

no fim-de-semana em que fui à terrinha, os meus pais tinham andado em arrumações e aproveitei para organizar a minha velhinha colecção, de material que adquiri entre 1996/2000, para ver se aquilo não leva sumiço. muito dinheiro gastava eu com o vicio lol tudo o que saía para o mercado com a estampilha do DB, eu comprava muahahaha. curiosamente, o item mais precioso que lá tenho não foi comprado. é um scrap book brutal, cheio de colagens e notas que fui fazendo ao longo de um ano. tão, mas tão bom!

Mr Robot

é nestes momentos que eu tenho pena de não saber escrever uma prosa decente, capaz de fazer justiça à obra de arte que é esta série..

a primeira season de mr robot ditou que as expectativas fossem altas. mas acho que ninguém estava à espera disto, ou sequer preparado para a viagem alucinante que foram estes 12 episódios..

isto não é uma série. é uma caça ao tesouro, um teste à concentração, um desafio à memória, um exercício de lógica, um murro no estômago.

a mestria do intrincado enredo tira-nos o folgo. não há pontas soltas. cada cena, cada fragmento de diálogo, cada elemento no cenário, até a escolha musical, tem uma relação. era preciso encontrá-la, ou então registá-la, porque ia ser necessária para compreender algum detalhe mais à frente. e porque o enredo desta season continua intimamente ligado ao da primeira, era preciso mantê-la fresca na cabeça.

os fãs mais techies da série não brincaram em serviço. vasculharam toda e qualquer linha de código que apareceu no ecrã, seguiram todas as pistas e obcecavam com os easter eggs e com as mensagens subliminares, analisaram ruídos suspeitos, chegando ao ponto de ouvir os episódios ao contrário para encontrar mensagens escondidas, que só serviam para intensificar ainda mais as teorias - e nem vamos falar das toneladas de teorias, e adendas às teorias que havia para digerir todas as semanas.

os timings dos eventos, as conversas enigmáticas, as cenas silenciosas, as referências, que serviam para confundir ainda mais. nada era deixado ao acaso, nada era coincidência. eram os 50 minutos mais intensos da minha semana. quando terminavam, sentia-me exausta, e completamente mindblown.

depois era correr para o reddit, chafurdar nas dezenas de posts que entretanto já tinham sido publicados com updates nas teorias, confirmar os detalhes, e as perguntas sem resposta que podiam ter escapado ou terem sido mal interpretados. foi brutal, no sentido literal da palavra.

a este elaborado mindfuck junta-se a magnificência dos planos, da fotografia, da banda sonora (que rendeu um emmy ao compositor), e a escolha musical que encaixa perfeitamente em cada cena.

quando este último episódio abre com a the hall of mirrors, dos kraftwerk, ia tendo uma coisa má! foi das músicas mais genialmente bem colocadas que tive o privilegio de testemunhar numa série. não só pela banda ser fundamentalmente conhecida pela cena tecnológica e robótica, como o som electrónico minimalista ter colado na perfeição com o cenário, e a letra resumir em poucas linhas os dilemas da personagem principal. fiquei arrepiada.

os actores conseguiram desenvolver personagens complexas e fortíssimas, com uma presença assombrosa no ecrã. intensas, profundas, e sem falhas. foram todos brilhantes, com prestações dignas de destaque. e gostei especialmente de terem sido as miúdas a carregar grande parte da acção desta season às costas.

e agora, temos pela frente nove longos meses, até que as perguntas que ficaram no ar comecem finalmente a ser respondidas (ou não!!). man....

23 de Setembro de 2016, às 21:32link do post comentar ver comentários (11)(3)

Dark Matter

é uma space opera, (espero não ferir susceptibilidades) muita rasca. começamos a vê-la no ano passado, num dia em que só podíamos estar realmente aborrecidos.

tal não era a fé que os produtores depositavam no projecto, que parecia ter sido financiada com restos do orçamento do ano anterior.. a começar pelo nível arrepiante de amadorismo dos actores, guião destrambelhado, diálogos de ir ao vómito, cenários pobretanas, e efeitos especiais manhosos. uma autêntica comédia, de tão má que era..

e foi com esse mindset que decidimos acompanhá-la. aliás, era a única forma de conseguir tolerá-la. passávamos os episódios inteiros às gargalhadas.

a série foca-se nas (des)aventuras de um bando de desajustados, que vagabundeiam pela galáxia ao sabor do destino, numa nave espacial toda badass. estão unidos pelas circunstâncias de um misterioso evento que lhes roubou as memórias, e o seu passado é o maior inimigo que enfrentam. está sempre ao virar da esquina, pronto a baixar-lhes as calças.

apesar de se passar no espaço, nunca se viu um ET numa das estações espaciais ou planetas onde esta malta pára.. pelos vistos a galáxia está totalmente habitada por humanos. os cenários exteriores resumem-se a bosques depenados e armazéns abandonados, do tipo daqueles que podemos encontrar nos arredores cidades. mas enquanto a risota valer a pena, manda vir!

acontece que ao longo dos episódios, coisa começou lentamente a melhorar e quando demos por nós, já não a víamos pelo gozo, mas sim porque nos dava gozo. o desempenho (de alguns) dos actores estava a melhorar, o desenvolvimento das personagens seguia a bom ritmo, e a química entre elas a funcionava muito bem. as trapalhadas do gang decorriam com mais ou menos inspiração, os clichés continuavam a ser o prato do dia, mas o mistério era sólido quanto baste para nos deixar ansiosos pelo próximo episódio. a pontos de termos receio que fosse cancelada.

contra todas as probabilidades, conseguiu conquistar uma nesga do coração dos fãs do género, e ganhou uma fanbase com dimensão suficiente para o canal decidir continuar a apostar nela. 

a segunda season, que terminou agora, saiu mais madura, mais confiante, com menos oportunidades de gargalhadas, e com (um bocadinho de) mais qualidade. e alguma coisa eles continuam a fazer bem, porque já tem terceira season confirmada. e nós vamos ficar a salivar à espera dela, resultado do cliffhanger de fim de tempor(r)ada.



não deixa de ser um guilty pleasure, mas tenho cá para mim, que ainda se vai tornar numa série de culto nas trincheiras nerds :D

19 de Setembro de 2016, às 01:07link do post comentar ver comentários (8)

The Night Of

foi o terceiro e provavelmente último achado da summer season.

como não estou aqui para enganar a malta, vou logo começar por dizer que inicialmente custou-me bastante a atinar com esta mini-série. o enredo não traz nada de novo, enjoa de tão trivial. já vi esta história ser abordada por mil perspectivas diferentes, e por mil actores diferentes. está gasta, é previsível e aborrecida.. como é que podia estar tão bem cotada no imdb, era o grande ponto de interrogação.

este foi o meu sentimento até praí ao terceiro episódio, quando tive a revelação: não é a história que interessa ali, mas sim a narrativa. e BAM! fiquei siderada!

é de uma lentidão desconcertante, tudo leva tempo a acontecer, está cheia de pausas que só aumentam ainda mais o suspense. o nível de detalhe é minucioso, porque os detalhes consomem tempo, e geralmente em tv somos poupados a eles. chega a assustar de tão real que é. real é a palavra-chave ali.

somos transportados para dentro da série, embutidos naquela atmosfera tensa, a viver na cauda daquele processo cruel, e a partilhar a angustia sufocante, a frustração e o desespero das pessoas que se movem naquele cenário sombrio e vagaroso. nem à burocracia somos poupados. é doloroso, morde-nos a alma.

as personagens estão desenvolvidas de forma realista e credível. têm um ar cansado, aborrecido, estão fartas de tudo. são (im)previsíveis com uma grande naturalidade, não deixam adivinhar muito bem as intenções que os movem. estamos sempre à espera que alguma revele uma agenda secreta, só que as nossas expectativas saem sempre rotas.
por serem tão "normais", conseguem criar uma empatia forte com quem está deste lado do ecrã, e são responsáveis por boa parte da carga psicológica e inquietante da série. ficamos com os nervos à flor da pele, a pensar se fosse connosco, o que faríamos se estivéssemos naquela situação.

não quero mesmo spoilar, mas levantando a ponta do véu um nadinha, somos apresentados a um puto um tanto ao quanto ingénuo, que tem a noite mais azada da vida dele, e vê-se envolvido num sarilho que o atira para a prisão. tudo o que há para correr mal, corre mal.



apesar do enredo ser previsível, não se consegue adivinhar muito bem o desfecho. nem o caminho até lá, porque quando menos se espera, batemos com o nariz numa parede, que altera o rumo das coisas. tal como na vida real.

acredito que não consiga agradar a todos, e pode ser difícil reconhecer-lhe o encanto, ofuscado pela da trivialidade da história. para mim foi uma estranha surpresa, achei-a brilhante, em todos os sentidos.

30 de Agosto de 2016, às 19:48link do post comentar

Stranger Things

eis o segundo achado desta summer season!

assim à primeira vista, parece altamente ripada do super 8, mas depois começa a transformar-se num autêntico um tributo ao cinema de sci fi dos anos 80.

então strange(r) things acontecem numa pequena aldeia onde nunca se passa nada. de repente, miúdos desaparecem, miúdos aparecem, pessoas morrem, há uns monstros que não se sabe se são ET's, se são produto de experiências humanas, há cientistas marados, pais em desespero pelos filhos, putos cheios de coragem, amizade, alguma nerdisse, e um vibe brutalissimo dos 80as. é uma viagem no tempo que se desenrola diante os nossos olhos. o cenário e os props são uma reprodução perfeita daquela década, o guarda-roupa e a caracterização vai-nos dar arrepios na espinha, e a espectacular banda sonora solidifica todo aquele ambiente oldskool
o género é uma amalgama de contornos indefinidos entre drama, sci fi, terror, mistério, suspense, e porque não, até alguns momentos cómicos. agarra logo aos primeiros minutos do primeiro episódio.



o problema de ser uma série com o carimbo da netflix é que sai tudo de uma vez só, e se por um lado é chato ter que esperar uma semana para ver um episódio novo, por outro, é chato fazer binge watch porque não se consegue parar e quando damos por ela, puf! não há mais para ver /

Preacher

tem faltado o tempo para andar em cima das estreias da summer season, mas esta trazia passe VIP e teve prioridade. entrou a matar (literalmente). o primeiro episódio foi-me um bocado ao estômago, é verdade.. mas não conseguia tirar-lhe os olhos de cima! não foi pela violência gratuita, disso tenho a certeza. dispensava ver pessoas vaporizadas instantaneamente, fracturas expostas, sangue e entranhas e outras bizarrices. mas as personagens são... carismáticas, e o enredo serve-nos doses bem medidas de drama, suspense e acção, acompanhadas de humor muito seco e obscuro. e está polvilhada de pequenos detalhes e diálogos hilariantes.

conseguimos rapidamente perceber que aquilo tem tudo para correr mal e queremos ficar para assistir ao acidente. é basicamente isso. não vou spoilar para não perder a piada da surpresa, mas como o nome é um giveaway descarado, vou só dizer que no epicentro da trama existe religião.. abordada numa perspectiva muito desconcertante.

tanto que o lado mais gore-ish acaba por passar despercebido. e ao que parece, a adaptação da série está muito contidinha, exigências do canal. é nestas alturas que me dá uma vontade maluca de ler comics. ah sim, é baseada numa novela gráfica da vertigo, a editora alternativa da DC, voltada para o público mais maduro.

a cinematografia também merece honras de destaque. inspiraram-se bastante muitos planos e transições dos quadradinhos, e aquilo resulta numa dinâmica fora do habitual.

apesar do ritmo ter abrandado ligeiramente nos episódios que se seguiram ao piloto, é uma daquelas séries que apetece ver de enfiada. já vai a meio, e acho que vou ter saudades.

 


gostava que o lucifer se inspirasse um bocadinho neste tom sombrio e somewhat violento para a segunda season, acho que só tinha a ganhar :)

[UPDATE] vai ter segunda season, e com mais 3 episódios FUCK YEAH!

29 de Junho de 2016, às 09:29link do post comentar ver comentários (1)

Quadragésimo nono

a sis veio discutir comigo (no whatsapp) os atributos do lucifer, que estiveram bastante evidenciados no último episódio. babanço sucede-se, com o homem pelo meio da conversa a dizer que mais três ou quatro meses e ficava assim, minus o cabelo e o sotaque. tamos pra ver isso, sócio, tamos para ver isso! entretanto ela comenta que acha piada às cenas dele (do lucifer) com a miúda e partilha um screencap da última.

"sabes quem me faz lembrar?", apercebe-se de repente.

não era muito difícil adivinhar.. "tal e qual" responde o homem, "o olhar e tudo" acrescenta ela. oh my.. nota-se assim tanto? : /

18 de Fevereiro de 2016, às 23:27link do post comentar ver comentários (2)

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

bucket list

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores: #11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

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