Mantecas

òzanos que andamos a namorar as mantas artesanais de manteigas, e desta vez não quisemos voltar de lá sem trazer uma connosco. não são tão macias como as de lã polar, mas como peça decorativa são um mimo.

existem duas fabricas na vila que apostaram em manter viva a tradição dos lanifícios da região da serra da estrela, e entre muitas outras peças, recriaram também as mantas que os pastores levavam para se agasalhar do frio da montanha, feitas 100% em lã de ovelha serrana.

pelas fotos que vi de ambos os catálogos, pareceu-me que a ecolã é mais fiel aos padrões e cores tradicionais, e a burel factory, apesar de também ter os padrões tradicionais, arriscou reinventá-los com cores mais vivas, o que dá um ar mais moderno às mantas. não é uma decisão fácil..
íamos com intenções de visitar as lojas das duas fábricas, que ficam lado a lado, mas à hora que fomos, apenas a burel estava aberta.

escolher uma manta no meio de tantas opções não é *de todo* uma tarefa fácil. mas às tantas lá chegamos a um consenso. e como se não tivesse já sido um processo complicado, não tardou muito a complicar-se ainda mais..



como na loja não havia o padrão nas cores e dimensões que escolhemos, acabámos por acompanhar a funcionária ao armazém da fábrica, para ver se tínhamos sorte. sucede que mal metemos os pés no armazém, fomos surpreendidos por pilhas e pilhas de mantecas, de padrões e combinações de cores lindíssimas que não estavam na loja.. e voltámos à estaca zero. tivemos que reiniciar as negociações, e depois de muita indecisão, voltou novamente a ganhar o padrão que nos levou ali.



a parte fixe é que sem querer, acabámos por ter uma visita guiada pela fábrica. podia não estar a funcionar, mas deu para conhecer um bocadinho sobre o processo de fabrico do burel e das mantecas.




mas confesso.. estava tão fascinada com aquela maquinaria oldskool toda, que não me lembro de metade da explicação sobre o funcionamento e o processo de transformação da lã, desde as ovelhas até ao tear. shame on me... mas logo compenso, pois é possível fazer visitas guiadas durante o horário de produção, e ver a maquinaria a funcionar a todo o vapor. da próxima vez que ir a manteigas não falha!

é um bocadinho da história de manteigas que trouxemos para nossa casa. sabe tão bem, ter uma recordação de um sítio que se gosta tanto, sempre debaixo de olho.



fica linda no sofá, a gata também gosta muito dela.. eu é que não sei se gosto disso lol

álbum completo no sítio do costume

Mini-férias de carnaval

este ano tivemos pela primeira vez despensa na terça de carnaval. aproveitamos para tirar a segunda e fazer umas mini-férias na serra, para ver se a cabeça faz reset.

só não estávamos a contar que portugal INTEIRO tivesse tido a mesma ideia... não, não sabíamos que o carnaval é a pior altura para ir para serra da estrela.. magotes de gente por todo o lado, restaurantes e cafés sempre à pinha, e trânsito medonho. já lá fomos umas quantas vezes, e em diferentes alturas, e nunca me tinha deparado com tal cenário.

na primeira tentativa para subir à torre, que o dia estava bonito e prometia umas horas fixes na neve, ao chegar ao centro de limpeza, olho para cima e começo a ver os carros a abrandar praticamente no inicio da subida. "aquilo é uma fila, a começar ali logo na curva???" pergunto ao homem. era.. tudo parado na encosta da montanha.. nope, nope, nope. temos tempo, siga dar a volta ao monte e entrar pela porta dos fundos. ah ah ah que ideia tão boa, aqui não há filas!!

até que o manto branco apareceu no horizonte, e com ele a confusão. acabámos por nem sair do carro. quase 1h para fazer 2km.. tanta, tanta gente. quando finalmente começamos a descer, fiquei surpreendida por não estar fila para cima. motivo, tinham fechado o acesso à torre no centro de limpeza. fónix...tal na era!



só lá voltámos na terça, no último dia na serra. estava com fé que as nuvens estivessem baixas e que ia chegar lá a cima e estava um dia azul de primavera. mas não, não se via a ponta dum corno por causa do nevoeiro. tava frio e uma ventania do caneco, mas mesmo naquelas condições, andava montes de gente a tentar divertir-se na neve.

passamos pelas paisagens do costume e ainda deu para visitar duas aldeias, que estavam há muito marcadas no mapa, folgosinho e linhares. nunca tínhamos ido para aquela zona da serra e ficamos deslumbrados com a paisagem. pena que as nuvens decidiram assentar arraiais e tiravam a visibilidade. passamos pelo covão da ponte, banhado pelo rio mondego, outro daqueles recantos preciosos da serra, que merece definitivamente uma visita mais demorada.  



a gatifonga foi connosco, que o homem queria levá-la a passear na natureza. desta vez não chegou a ir à neve, que as condições não estavam para isso. mas andou pelas penhas douradas e pelo covão da ametade, e não me pareceu muito chateada :D


a sacana porta-se mesmo bem a andar de carro. vai o tempo todo deitada no colo do homem, a dormitar, ou no banco de trás. não mia, não bufa, não chateia. e aguenta horas sem stresses.

encontramos um gato igualzinhho a ela em folgosinho, apenas mais gorducho. nessa altura não estava connosco mas havia de ser giro metê-los lado a lado he he he

álbum completo no sítio do costume

Isa vai à neve III

pelos vistos o briol que apanhei em londres não foi suficiente, no fim-de-semana passado fui meter-me no frigorífico da estrela.. funny thing, estava mais agradável na neve que junto ao tamisa :D

teria sido mais fixe se no sábado tão tivesse chovido o dia inteiro. desde as nove da manhã quando acordei, até as onze da noite, não parou de cair água um minuto que fosse. a serra ensopou, e as quedas de água que escorriam pelo vale glaciar eram assim pro assustadoras.

 
mas do domingo deu para tirar a barriga de misérias. mas ainda não foi desta que estreamos as correntes dos pneus. há oito anos fizeram falta, humpf!


o outono ainda anda por lá ♥ 

álbum completo no sítio do costume

Cinquenta tons de outono

andava de apetites a voltar à serra. não preciso de muitas desculpas para dar lá um saltinho, mas por acaso até tinha. entre elas, queria caminhar e a serra tem uma paisagem particularmente bonita nesta altura do ano. só que a meteorologia não parecia muito interessada em colaborar.. depois de semanas a adiar, o caso mudou inesperadamente de figura e parecia que o verão ia regressar por uns dias. não podíamos deixar escapar a oportunidade!

foi difícil de sair de lisboa. estava um trânsito medonho ao fim da tarde de sexta, passei uma hora metida numa fila até conseguir chegar às portagens de alverca, que dor!!! mas mesmo assim consegui chegar a manteigas a tempo de jantar uma bela duma feijoca :D’

a noite estava fresquinha, mas nem lá perto daquelas temperaturas gélidas que apanhamos em dezembro passado, e não havia vestígios de nuvens no céu. o fim-de-semana prometia.

sábado amanheceu quentinho e sem vento. jackpot!!! havia uma ou outra nuvem a dar o seu ar de graça, mas nada que ameaçasse descarregar água em cima da malta. estava perfeito para dar à corda às botas.

seguimos a rota das faias. se há passeio pitoresco em manteigas durante outono, é aquele. há uns anos descobri que o outono é absolutamente maravilhoso na serra, mas naquela ocasião estava frio e chovia, nada convidativo a passar muito tempo fora do carro. desta vez íamos tirar a barriga de misérias!

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a meio do caminho atingimos o ponto mais alto do monte, era obrigatório uma paragem mais demorada para inspirar aquelas paisagens. dali prá frente ia ser muito mais fácil, sempre a descer.. e a percorrer o ex libris do trilho, o bosque das faias.

não tardou muito até que as copas das árvores se começassem a fechar sobre o caminho. muitas nesta altura do ano já estão quase carecas, mas ainda fazem sombra. os raios de luz que ousam trespassar reflectem-se nas folhas caducas das faias e o ambiente ganha um tom quente e acolhedor.. um cenário simplesmente idílico, daqueles que nos deixam a transbordar de felicidade só por estar ali. respirar o ar puro e perfumado da floresta, caminhar sobre aquele suave manto castanho, ouvir a brisa a entrelaçar-se com os ramos das árvores e o canto das aves, e apreciar toda aquela delicada beleza natural foi das melhores experiências que já tive na serra da estrela.


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a minha mãe, que à última da hora decidiu alinhar connosco, ainda que isso significasse ter que palmilhar 12km monte acima e monte abaixo (ok, eu posso ter culpas no cartório, disse-lhe que não eram mais de 7 ou 8 :D), estava assombrada com aquele espectáculo proporcionado pela natureza. mas o que ela gostou mesmo foi dos castanheiros que íamos encontrando pelo caminho. ainda recolheu meio saco de castanhas, que lhe estava a dar pena de as deixar caídas no chão, tão boas que estavam.

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no domingo estava um bocadinho mais fresco, mas igualmente fantástico para passear. demos a volta do costume: estrada do vale glaciar, paragem na fonte paulo luis martins para encher toda e qualquer garrafa de água que existisse no carro, covão da ametade - magnifico em qualquer altura do ano, torre, e penhas douradas. sem grandes pressas.

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já foi demasiado tarde para ver cogumelos, mais ainda encontramos alguns especímenes intactos.

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às sete da tarde despedimo-nos de manteigas e da serra, com a promessa de um regresso para breve. por mais vezes que bata lá com os costados, não consigo cansar-me daquele sítio 

álbum completo da passeata aqui

Então Isa, que andaste tu a fazer pela serra? III

aos saltos pelas pedras, a testar o karma

 

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o dia estava gelado, mas perfeito para passear: solarengo, descoberto, e o vento tinha-se sumido para parte incerta.. nada mexia naquelas paragens, a não ser os aviões que riscavam o céu.. cum caneco, podia estar um frio de cortar à faca, mas eu estava nas minhas sete quintas!

 

não deu para ir à nave da mestra, mas fomos pelo trilho fora ver as vistas. já o conhecíamos de uma caminhada que fizemos em 2010 em torno da lagoa do rossim, e eu andava deserta por voltar a palmilhá-lo.

 

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amo aquela paisagem, aqueles blocos massivos de granito, aquele chão, aqueles arbustos. amo o cheiro, o silêncio e a calma daquele sítio. gostava de poder carregar no botão de pausa e ficar imóvel ad aeternum, com a vista perdida naquele horizonte fantástico.

 

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#YOLO

 

foi o último dia do ano, e foi passado como se quer: muito bem!

 

(btw, quem é que adivinha de onde veio esta minha pancada de andar a saltar pelas pedras, como ilustra a primeira foto? :D)

Então Isa, que andaste tu a fazer pela serra? II

a descobrir a aldeia do pai natal presépio

 

piódão

 

piódão, sítio que andava para visitar há que tempos. é uma aldeia histórica, de casas de paredes de xisto e telhados de laje, que parece ter ficado parada algures no tempo (embora perfeitamente conservada), cravada numa encosta íngreme da serra do açor, paredes meias com a estrela.

 

demorei mais tempo a chegar lá do que contava (quase duas horas :P) e o sol já se estava a esconder por trás da montanha, quando finalmente o casario se revelou ao dobrar da milésima curva. que estopada do caraças.. mas valeu o esforço!

 

percorremos as ruas quase todas até ao cair da noite, apesar do briol que se entranhava nossos ossos e fazia ranger os dentes. a aldeia é adorável, cheia de charme, cada rua, cada fachada, cada recanto é um postal. fiquei tão desgostosa por termos chegado lá já tarde.. duas horas não chegaram, preciso de um dia inteiro lá :)

 

piódão piódão

 

de regresso meti-me por uma estrada ainda mais sinuosa mas que me levou a passar por umas quantas povoações que desconhecia completamente. a serra tá minada de aldeias por aquelas encostas fora. há que tirar ao chapéu às pessoas que conseguem viver tão isoladas do resto do mundo, numa zona tão refundida como aquela, que para lá chegar é o cabo dos trabalhos.

o passeio acabou por servir de volta de reconhecimento, tenho que voltar lá para explorar aquela parte da serra ao pormenor.

 

uma coisa vos digo, pessoas.. quanto mais conheço o nosso cantinho à beira mar plantado, mais apaixonada por ele fico.

Então Isa, que andaste tu a fazer pela serra? I

a contribuir activamente para o aquecimento global :D

 

feijoca

 

isto (e isto também) é um dos principais motivos que me fazem voltar à serra vezes e vezes sem conta.. eu, que nem sou grande apreciadora de migas, devoro este prato com uma sofreguidão tal, que parece que não vejo comida pela frente há semanas. É. TÃO. BOM!

 

o entrecosto e os enchidos grelhados na perfeição.. a doçura da broa ensopada em azeite, com feijocas e couves à mistura.. mmmmm.. só de me lembrar, babo-me toda :D'''

aqui!

Spring break

por acaso até tinha planos para estas férias. queria ir largar os bofes ali prós os lados da costa vicentina, tal como fizemos no ano passado pelo gerês. acontece que este tempo asqueroso que teima em não despegar, nem mesmo com a chegada da primavera, obrigou-me a alterar os planos.. com muita pena minha, mas nem pensar em meter-nos a caminhar pelas falésias com tanto vento e chuva.. 

 

agora vem a parte irónica da coisa. o destino, fosse qual fosse, tinha forçosamente que respeitar uma condição: 

 

ter água!

 

muita água. andava há um bom par de meses para experimentar um vidro fosco que tinha ali guardado e já me tava a passar com a falta de oportunidades para isso suceder. então desse pronde desse, nestas férias eu ia fotografar água. e foi assim que fomos parar à serra da estrela.

 

cântaros

 

tão breve regresso não estava na ementa, que ainda em novembro passado demos lá um saltinho. mas de facto, a serra reunia todas as condições e mais algumas para uns diazinhos à maneira. dava para passear, fotografar, descansar, encher o bandulho com comidinha regional (tipo joelho de porco com arroz de feijão), e até ir dar umas cambalhotas na neve :D

 

not bad!

 

deixámos passar a agitação do fim-de-semana de páscoa e depois metemo-nos a caminho. podiam ter sido umas férias ainda mais tranquilas se não tivéssemos tido um daqueles vaipes, tipo... levar a gata connosco?

 

pois.. 

 

o pessoal do hotel abriu-nos uma excepção, era apenas uma questão de termos cuidado para ela não destruir nada. como era a primeira vez que a bixa ia sair de casa, havia algum receio sobre a forma como iria comportar-se, ainda por cima, ia ter que andar connosco para todo o lado. 

 

para começar, recusou completamente a transportadora. mau maria.. torcia-se toda, esgravatava e mordia o que conseguia, com uma aflição parecia que a estavam a torturar. o hóme acabou por desistir de tê-la lá fechada e sentou-se no banco de trás com ela aninhada ao lado. a viagem correu extremamente bem, sem stresses nem vocalizações. mind blown.. 

 

(à pala disso andei quatro dias com casacos à pendura em vez do hóme lol)

 

a primeira coisa que fizemos mal metemos os pés no quarto, foi scannar a área em busca de potenciais catástrofes. a cadeira com estofo em napa e o candeeiro foram logo para dentro do roupeiro, os copos de vidro guardados numa gaveta e aqueles cortinados, zomg.. o sonho húmido das garras dela..

 

a primeira noite foi tramada, por causa da agitação de sua felineza. a cabrona *teve* que explorar cada milímetro do quarto *várias vezes* e meter o focinho em TUDO antes de acalmar.. na manhã seguinte :D

 

na segunda noite ainda mandou uns miados às cinco da manhã e fez um barulho desgraçado a tentar subir para cima do móvel da tv, mas as duas noites seguintes já nos deixou dormir sem percalços. uma fofa!

 

um dos dias, quando regressámos ao quarto depois do almoço, entrei em pânico ao reparar que tinham feito a limpeza com a ela lá. até me benzi!

não estava nada à espera até porque a chave do quarto estava connosco. entretanto apanhei as raparigas e perguntei-lhes se tinha corrido tudo bem.. sucede que aquela macaca tava deitada na cama e na cama entendeu que devia ficar, ao ponto de lhes ter soprado quando a tentaram tirar de lá. resultado: não tiveram outro remédio se não fazer o trabalho com a dama lá refastelada lol

 

de resto, portou-se de forma exemplar, pelo menos cat wise. não estrebuchou muito, não se importava de andar sempre enfiada dentro dos casacos do dono, ainda andou a passear pelas próprias patas. passou grande parte das deslocações acomodada na chapeleira do carro a observar os arredores. tentou várias vezes afiar as unhas nos estofos mas conseguimos apanhá-la sempre a tempo da tragédia acontecer.. e mais uma vez o carro saiu ileso das nossas ramboiadas!

 

e como sempre, a serra não desiludiu. apesar de desnuda, estava lindíssima e jorrava água por tudo quanto era lado, exactamente como imaginava. pude finalmente experimentar o sacana do filtro e tirar umas quantas fotografias de longa-exposição, bem abusadas. 

 

poço do inferno fonte paulo luis martins covão zêzere

 

agora é aprofundar a relação com o bixo, que é como quem diz, mais um teste à minha frágil paciência he he he sei de uns quantos sítios onde quero levá-lo a passear.

 

as condições meteorológicas (e a gata) é que não deram margem para grandes explorações. andámos a matar saudades dos nossos recantos sítios favoritos, estar com o pessoal, passar umas boas horas aos saltos pelo manto branco gelado e pouco mais. por um lado até foi bom, serviu para descansar.

 

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um dos pontos altos destes quatro dias foi uma caminhadazita (5km) que fizemos por manteigas. o último 1,5 km foi palmilhado debaixo de granizo. acho que nunca tinha andado tanto debaixo de chuva, e sabem que mais? soube-me *mesmo* bem, apesar de ter chegado ao hotel neste estado. a nossa sorte é o equipamento resistir razoavelmente bem à água.

 

por falar em manteigas.. já disse que estou completamente apaixonada por esta vila? não disse, pois não.. há-de ser pano para post um dia destes :) 

Vivo na zona errada do Outono

não sou nada fã do outono. custa-me horrores trocar os dias longos de calor e sol pelos dias curtos de frio e chuva, os calções por calças e as havaianas por botas, sem nada agradável em troca..

 

...ou era o que eu pensava até este primeiro fim-de-semana de novembro! 

 

covão da ametade

 

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afinal o outono é lindo, cheio de cor e de contrastes, frio, mas agradavel ao mesmo tempo... pena ficar tão longe...

(mais fotos aqui

Umas férias em 3 actos!

com junho veio o verão, e com o verão vieram as férias!

 

este ano não tinhamos grandes planos, eu queria era praia e descanso. a única coisa garantida era um fim-de-semana na serra da estrela pela ocasião do sexto lançamento do spacebits e acabamos por nos fartar de andar de um lado pro outro \m/

mas vamos por partes.. cá vai um daqueles posts à antiga: gigantóne! 

 

acto primeiro: galé

 

no dia em que a minha estação do ano favorita começou, enchemos o carro e descemos aos algarves. deixamos o furas em casa dos pais e depois começamos a subir novamente. 

 

passamos pela amoreira, que rendeu umas horinhas na praia. subimos mais uns kms e jantamos no brejão. decidimos então, passar pela zambujeira lançados à mabi para ir comer um geladito.
tivemos azar, estava fechada.. mas calma, nada estava perdido. uns km mais a cima, e ainda conseguimos apanhar a mabi de milfontes aberta. w00t!

 

chegamos finalmente à galé por volta da uma e meia da manhã. foi a primeira vez este ano que conseguimos ir para lá, que o furas agora não nos deixa afastar por mais de 12 horas seguidas.

 

a meio da semana a galé é realmente uma paz. tá-se tão bem seja nas esplanadas, seja na praia. não há filas nem enchentes, uma maravilha. e deixar-me dormir a ouvir as ondas a rebentar e o vento a agitar os pinheiros? priceless!

 

na segunda noite tivemos azar, que uns azeiteiros montaram o arraial a uns metros do nosso e fartaram-se de conversar fazer barulho foleiro. isso e outros mais acima, que tavam numa histeria pegada... parecia que tavam a ser possuidos pelo demo :P

 

...pela primeira vez em 5 anos que faço campismo, fui ter com os seguranças do parque queixar-me que tinha vizinhos muito barulhentos.. por volta das duas da manhã lá se acalmaram todos e eu pude finalmente adormecer ao som daquilo que mais gosto.

 

no dia seguinte não metemos os pés na praia. tava tão absorvida na leitura d'os homens que odeiam as mulheres que arrastei-me pelas as esplanadas e nem me apeteceu descer lá para baixo. estendi a toalha debaixo dos pinheiros e dali não me mexi a tarde toda.

chillin'

 

entretanto, íamos nós dois a caminho do banho, concentradissimos numa discussão sobre as guerras entre fãs de wars e trek quando o marido levanta a cabeça e diz "aquele não é o browserd?", eu, pitosga, à distância não reconheço ninguém, disse "ele aqui? dúvido.." e não é que era mesmo? veio com a família, participar num encontro de capoeira que ia decorrer naquele fim-de-semana.

 

pouco depois encontramos mais um colega de trabalho, a terceira cara conhecida do dia, que WIN!
pena que naquela noite já tínhamos planos para ir a porto covo jantar..

 

na sexta tava mesmo, mesmo, MESMO a custar deixar o parque. já tava cheio de gente para o fim-se-semana, mas tava-se tão bem que adiamos a saída até depois da hora. foi das vezes que mais me custou sair de lá, até porque sabe-se lá quando é que regressamos..

 

..mas tínhamos planos para sábado!

 

acto segundo: serra da estrela 

 

foi chegar e partir. nem 12 horas ficamos em casa!

 

substituimos a tralha do campismo pela tralha da caminhada e subimos rumo à serra. às três da tarde tavamos a almoçar na covilhã. 

 

o objectivo deste *pequeno* desvio do alentejo tinha a ver com o lançamento do spacebits #6. somos fãs deste projecto desde o primeiro dia e temos tido a sorte de puder acompanha-lo bem de perto. 

e para cúmulo dos nossos pecados, este lançamento estava programado para a serra da estrela.. é que se há serra que somos fãs, é esta!

 

chegamos às penhas da saúde por volta das quatro da tarde e não tardou muito a irmos dar a "voltinha" de reconhecimento para matar saudades: covão da ametade, poço do inferno (onde ataquei a cerejeira), manteigas, vale do rossim, sabugueiro, torre.. o costume :D

 

reservamos quarto no hotel serra da estrela para ficarmos mais perto da malta, mas definitivamente, este hotel é mesmo de evitar. se não tínhamos ficado satisfeitos com a estadia anterior, ainda menos ficamos com esta. por azar deram-nos o mesmo quarto, por azar o quarto parecia que tinha sido utilizado (viemos a descobrir que nem o balde do wc se deram ao trabalho de esvaziar), o AC não parecia funcionar (afinal tinha o disjuntor desligado) e o quarto tava um forno.. mas como era só mesmo para ir lá dormir, não estrebuchamos.. 

 

no dia seguinte foi acordar e arrancar pra torre. de lá seguiu-se uma frenética correria serra à baixo que só parou não muito longe de casto d'aire, numa zona que ainda não conhecíamos que que temos que voltar, pois merece ser explorada com calma..

 

é que "calma" não era a palavra de ordem do dia!

 

mal o balão foi lançado, descobriu-se que o algo correu mal. em vez de conseguirmos seguir cada segundo da deslocação do balão pelos céus, só iríamos ter notícias da carga preciosa cerca de duas horas depois, quando em queda e prestes a estatelar-se no chão conseguisse enviar o SMS com as coordenadas da sua localização.


tivemos que confiar na informação dada por um simulador, que nos indicou a zona prevista da aterragem, e a malta meteu-se toda à estrada. 

 

parecia a corrida mais louca do mundo!

foram mais de 100km sempre a abrir, rumo a norte.

 

desta vez não fomos tão bem sucedidos. um engano ao calcular o percurso no GPS do iphone, que nos levou literalmente para caminhos de cabras - o GPS estava em modo pedestre - e que nos custou pelo menos 20 minutos, e uma alteração na API dos mapas do googas que nos induziu em erro, a nós e aos outros todos (ou quase todos).. e quando finalmente demos com o sítio, já alguém tinha deitado as mãos ao "prémio"..

ground control to major tom dá-lhe gás! don't panic spacebits #6 spacebits #6 search party 

 

lição a retirar deste episódio: precisamos de um GPS decente...ou um 4x4!

 

dali fizemos um *pequeno* desvio para aveiro, e de aveiro descemos finalmente para casa. conduzi mais de 800km naquele dia, e estava tão estafada que cheguei, tomei banho e deixei-me dormir no sofá..nem consegui jantar lol

 

acto terceiro: sudoeste alentejano

...e mais uma vez, nem 12 horas ficamos em casa. foi tirar a tralha da caminhada e carregar a tralha prós dias seguintes. depois ala prá terrinha, onde passamos a noite.

a última semana de férias foi passada no "nosso" retiro alentejano, a uns passitos de s. teotónio. 

 

os dias foram passados entre a magnifica praia dos alteirinhos, aquela onde costumamos estacionar o carro e passar a noite (e que agora tem lá uma placa a dizer que é proibido pernoitar :P) e a praia do carvalhal. nesta altura do ano ainda não anda muita gente por aquelas paragens, por isso, era mesmo de aproveitar.. se bem que à maré cheia nos alteirinhos, a malta compactava-se tanto no areal que era pior que a caparica num domingo de agosto.

 

ainda demos umas voltinhas pela zona. passamos pela azenha do mar, e aproveitamos conhecer o cabo sardão e almograve.

 

fez com cada pôr-do-sol nestes dias que ficávamos na praia até às 9 da noite, só para assistir. à noite o marido dedicava-se à arte dos grelhados e ficávamos a curtir a noite no alpendre. mas ainda deu para irmos até ao dá-zé apanhar uma barrigada épica de arroz de marisco \m/

9pm

...e assim se passaram duas semanas BEM recheadas e agradaveis!

até o furas agradeceu as férias. passou duas semanas na boa e nem se queria vir embora lá da terrinha :) 

ah! já me esquecia.. ao gajo que roubou a antena ao cascas, que já tava da cor da pintura de tão desbotada que tava, que faça bom proveito, ela não era mesmo grande coisa :D

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

bucket list

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores: #11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

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