Summer in the Islands I

o plano era chegar de maiorca no domingo de manhã, pegar na trouxa, e descer ao sotavento algarvio, para uma semana de campismo. o que eu não contava, era chegar com a cara inchadona e a precisar urgentemente de ir ao dentista, o que aconteceu pouco depois de aterrarmos. além de mim, também o homem não se conseguia ver livre da constipação, e queria ir ao médico na segunda.

o plano tremeu. eu, com uma bochecha insuflada, e com uma dieta à base de antibióticos, mais os medicamentos para evitar os danos colaterais dos antibióticos, e o homem com uma constipação manhosa no lombo, estávamos naquela.. se não vamos acampar, vamos trabalhar.. ficar em casa uma semana a gastar tempo livre precioso verão é que não..

mas não me sentia com energia para voltar ao trabalho.. depois de sete meses sem férias, e depois daqueles cinco dias non stop em maiorca, estávamos desesperadamente necessitados de mais uns dias de descanso.. tão lá fomos, à cautela, com o saco das drogas a reboque, passar o resto das férias na ilha tavira.

tá-se a tornar num ritual que não consigo passar sem, acampar uma semanita que seja, naquele sitio. até fico ansiosa só de pensar. gosto mesmo, mesmo, mesmo daquilo. voltar de lá é uma dor.. venho o caminho todo para cima a lamuriar..

só que este julho esteve muito rombo, não apanhamos tempo de jeito. não houve daqueles calores insuportáveis, e as noites eram frias como na costa alentejana. só na noite em que regressamos é que fomos brindados com uma brisa quentíssima da serra.. 28ºC às onze da noite, PQP.. pontaria de merda. por causa da ventania que se começava a levantar depois do meio-dia, nem sequer houve muitos banhos no mar. não que a água estivesse fria, que não estava, mas o vento tornava a experiência pouco agradável. 

mesmo assim foram uns dias à maneira, perfeitos para descansar da doidice da semana anterior. sabia quase a férias das férias, até o tempo pareceu render mais. nota mental: agendar a semana de férias agitadas antes da semana de ronha de campismo e praia rula.

tomar o pequeno-almoço no ferreira é parte da rotina na ilha. na primeira manhã que lá fomos, ia toda excitada para conhecer finalmente os êxitos pimbalhões deste verão... só que eles trocaram-nos as voltas. tinham um álbum de covers de guns n' roses em bossa nova a tocar, tão meloso que não conseguimos desarredar de lá. tinha um vibe perfeito para aquele dia solarengo de verão, à beira da praia.

happi poo

mas foi sol de pouca dura. nos restantes dias, a playlist resumiu-se a pop latino. espero que não tenha sido apenas isto que se ouviu este verão, que miséria :P tínhamos uma running gag "e tu, quantas vezes já ouviste o despacito hoje?" havia dias que ia às 5 vezes, que enjoo.. por mais que tente, não consigo compreender este fenómeno. outra rotina, que se não acontecer, é como se não tivéssemos estado lá, é na noite de sábado, o DJ do sal passar a macarena. não consigo adormecer enquanto não ouvir a macarena muhahahha gipsy kings e mambo nº 5 também nunca falha.

houve duas manhãs que apanhamos o barco e fomos ao mercado, tomar o pequeno-almoço, comprar fruta, e trazer o abastecimento anual de sal e oregãos.

sal


calma, trouxemos apenas um pacote de 1,5kg e sim, vai durar um ano inteiro.

a meio da semana fomos até cacela velha morder o ambiente. o dia não estava grande coisa para praia, então andamos por ali curtir a ria, a fazer tempo para ir à tasca do largo comer ostras. chegamos lá a 30mn da hora de abertura, já havia pessoal a ocupar as mesas da esplanada. quando abriu, já não havia mesas livres. partilhamos a nossa mesa (e uma chouriça assada) com um casal mais velho, e enquanto íamos empurrando a travessa de ostras, estivemos na conversa. descobrimos que tínhamos em comum o gosto pelas viagens, e tínhamos muitos destinos e aventuras em comum. não acontece muita vez, entrarmos em conversas com desconhecidos, mas foi definitivamente fixe.

ria formosaria formosa bocaostras

cruas, inacreditavelmente frescas, e absolutamente deliciosas :D'

quando saímos da tasca, o vento tinha abrando e a tarde ficou espectacular. atravessamos a ria à pata e fomos aproveitar o resto da tarde na praia.

como todas as pessoas este verão, também eu arranjei um bicho insuflável. um unicórnio. não sei como aquelas moças no instagram conseguem fazer sessões de fotos em cima destas bóiazorras, eu não aguento mais de 30 segundos sem mandar um tralho para dentro de água. bom.. em minha defesa, estava no mar com ondulação, não numa piscina. rendeu uns vídeos muito interessantes, alguns sortudo/as viram uma instastory disso. o homem encheu a barriga de gozar comigo, mas depois foi experimentar, e ainda aguentava menos tempo em cima daquilo do que eu lol quem ri por último, ri melhor :D

unicornio

anyway, este unicórnio era farsolas, ao fim da primeira cavalgada, abriu um buraquito numa costura. foi remendado e ainda voltou à água, mas já está no céu dos unicórnios. pró ano não vou ser tão sovina e arranjo um com melhor qualidade.

the last, but not the least
. há sempre figurões que animam o campismo. nem por isso faço por apanhá-los, mas estes estavam mesmo ao meu lado, era impossível ignorar.. apresento-vos,

los españoles

dois casais, malta ali a meio dos 30, altamente relaxados da vida deles.

já lá estavam quando assentamos arraiais. mas a primeira vez que nos cruzamos com eles, foi a caminho do pontão. nós íamos pro chillout, curtir a malta à pesca e os velhos na palheta, e eles tinham acabado de chegar do continente no último barco da noite, carregados de compras.. mal sabíamos nós que eram nossos vizinhos. quando regressámos ao parque, por volta da uma da manhã, quem é que se estava a preparar para fazer uma churrascada, a meia duzia de metros da nossa tenda?

a nossa tenda, as deles, e o grelhador, faziam um triângulo equilátero. nunca vi estes moços na praia, ou noutro sitio qualquer fora do parque. estavam sempre ou abancados junto das tendas, ou abancados junto ao grelhador. parecia a grande farra. passavam os dias a comer, a beber e a fumar ganzas, enquanto conversavam, naqueles modos espanhóis de conversar, que não se percebe se estão na boa, ou prestes a pegarem-se à porrada. todas as noites adormecíamos ao som da teca-teca-teca incessante deles, e todos as manhãs acordávamos ao som da mesma teca-teca-teca incessante deles.

um deles tinha umas havaianas de star wars iguais à minhas, já todas gastas (até me benzi), e dava uns arrotos grotescos. um detalhe sobre a minha pessoa, eu prefiro mil vezes ouvir um peido, por mais longo e sonoro que seja (até mesmo daqueles que emitem uma vibração capaz de abrir uma brecha da nossa dimensão), a um arroto.. a par do som das escarradelas, o som daqueles arrotos cavernosos arrancados do fundo das entranhas dá-me vómitos.

por fim, nós bazamos e eles lá continuaram, de cu alapado nas espreguiçadeiras desbotadas junto da tenda, a fumar charros e a queimar tempo até à próxima refeição.

agora pensando nisso, tavira cheia de espanhóis como estava, naquelas duas semanas de férias não deu para perceber bem onde acabava portugal e começava espanha, é que parece que não ouvi outra língua lol

De volta a terra firme

quando liguei o carro, o termómetro marcava 37ºC.. OUCH!!

outro *pequeno* detalhe sobre a minha pessoa: eu gosto muito de calor, mas não me dou bem com muito calor. é a minha triste realidade.. fico mooooooole, leeeeeenta, pesadooooona, custo a respirar, pulsam-me os miolos, tenho tonturas. eu sei lá!

ainda por cima, queríamos aproveitar aquele último dia para passear, o que significava andar constantemente a entrar e sair do carro, logo não podia ter o ar condicionado ligado nuns agradáveis 22,5ºC. acumular mudanças bruscas de temperatura é coisa para me mandar ao tapete com dores de cabeça abomináveis, daquelas que até deixamos de ver, ouvir e pensar..

..e o homem ainda estava com ideias de irmos a corvos comer pizza, porque não estávamos assim tão "longe" como tudo isso. não que não fosse fixe, mas o accuweather estava a registar 40ºC em mértola. sinceramente, não estava nos meus planos ir pró alentejo cozer-me viva!

fomos a santa luzia com intenções de experimentar o polvo da zona, mas escolhemos mal o dia, os restaurantes estavam praticamente todos fechados. se bem que com aquele calor insuportável, fome não tinha quase nenhuma. ainda assim, entramos um snack bar e marchou uma saladinha bem fresca de polvo e outra de estupeta de atum (finalmente!!!), que souberam pela vida.. isso e o meio litro de água geladinha que bebi quase de penalti.

salada de polvo salada de estupeta de atum

also, aqui ouvimos pela segunda vez no mesmo dia, que a espanholada vem para cá e só faz porcaria. ai as memórias que isto me desenterra...

não me apeteceu ir ao pego do inferno, quis continuar junto da ria, andava fisgada aos flamingos. acabámos por ir refrescar o corpo na foz do gilão, e vimos mais umas salinas. flamingos é que nem a sombra..

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depois fomos até cacela velha. ouço falar tanto naquilo que seria uma falha gravíssima andar pela zona e não visitar. achei giro, muito bem preservado, e com uma vista fantástica. mas há sítios mais charmosos, tipo monsaraz. também não me parece que haja muito para fazer senão apreciar a vista e comer. por falar nisso, há lá um pequeno tasco (pelo que me apercebi, bastante concorrido), onde a brigada do mocassin gosta de ir sorver ostras frescas da ria e comer chouriço assado.

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daqui trouxemos umas histórias engrassadas, com uma gata. esta gata.

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esta gata dormitava à sombra, provavelmente tão mole devido ao calor sufocante quanto eu. tirei-lhe umas fotos, o mais sorrateiramente que consegui, para não incomodar a soneca do bicho... mas de pouco valeu, porque entretanto apareceu um bando de tiazocas, todas histéricas. viram o gato e ainda mais histéricas ficaram.

"ai... ê a puca? ê a pucaaaa? ê mesmo a puca! oh, mas está tão grande!!!"

todas a fazer festas e a querer pegar no bixo ao mesmo tempo e a fazer aquelas vozinhas estridentes e abebézadas que causam danos irreparáveis nos tímpanos. a alfa acaba por conseguir deitar o verniz à gata, arranca-a do muro e volta-se na direcção do tal tasco, berrando e abanando o bixo no ar "oh pai, ê a puca não ê? 'tá tão grande!!"

mas a puca não tardou a perder interesse e foi largada no chão. no meio da calçada. ao sol.

com o ar mais incomodado do mundo (nem sei como não as esquartejou todas, tinha sido bem feita), voltou para o muro e deitou-se novamente.. mas não tardou muito que voltasse a ter companhia. uma família de três, pai a fotografar todos os passos do petiz. "senta-te aqui", "agora senta-te ali", "agora faz umas festinhas no gatinho, faz!", e vá de sacar fotos "oh, é tão fofinho, não é?". nisto aparece outro puto, de outra família, a querer meter as mãos em cima do gato também. o pai desse, repreende-o todo enojado "deixa o gato, tomás. não vês que está todo sujo!?”

cenas...

de regresso a tavira, com passagem por cabanas para fazer tempo até à hora de jantar. estava TANTO CALOR às oito da "noite" que não. se. aguentava! a esplanada do três palmeiras parecia um forno e fazíamos viagens frequentes à casa de banho para encharcar a tromba.


para terminar em grande, gelado no centro da cidade. estava-se maravilhosamente bem na rua. amo noites quentes, é daquelas coisas que me deixa feliz só porque sim.

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estivemos sentados à beira do rio a fazer um balanço da nossa estadia por aquelas paragens. íamos para três dias, acabamos por ficar uma semana. se isso não é um bom indicador, não sei!

desde a comida deliciosa que enfardamos; das pessoas com quem nos cruzamos e conversamos (não estou habituada a gente tão simpática, descontraída, bem-disposta e comunicativa); da pacatez daquela cidade; daquelas praias areia fina e água morna; dos dias de praia absolutamente épicos; das voltas; dos passeios de barco na ria.. fiquei perdida de amores por um algarve que julgava não existir, e espero que se mantenha assim, por muitos e muitos mais anos.

gilão

saímos de tavira por volta das dez e meia da noite, com 32ºC. uma hora depois, chegávamos à terrinha, no outro extremo do algarve, com 23ºC : /

Summertime madness // Culatra

...ainda não aprendi que tampões para ouvidos é um acessório imprescindível para o campismo. acho que não dormi duas horas seguidas XP

vá lá que levantar às sete da manhã até tem as suas vantagens: o dia rende pa cacete. às oito e meia estávamos de saída de cabanas, prontos prá desbunda. começamos em tavira, onde fomos tomar o pequeno-almoço e aproveitar para conhecer o mercado.

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há pessoas que visitam museus, nós visitamos.. mercados (há pancadas piores, quero acreditar!)

dali seguimos rumo a olhão. de caminho fizemos um breve desvio para a fuzeta, nunca lá tinha estado e apeteceu-me conhecer. parece ser um sitio tranquilo, e bom para praia.

quando chegamos à zona ribeirinha de olhão, apanhamos um mar de gente. ah.. é verdade, estamos no algarve, já me esquecia :D

demos uma volta (visitar o mercado e tal) por lá, para fazer tempo da nossa "boleia" para uma das ilhas, a da culatra/farol. a da amona fica prá próxima, não se pode ver tudo de uma só vez para termos desculpa para voltar, rite?

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desembarcamos na ilha do farol (alguém me explica o porquê da ilha ter os dois nomes?) e fomos andando em direcção à culatra pela praia, que é fantástica! enoooooooooorme, de areia fina, sem ondas, e pouco frequentada entre concessões. muito semelhante a tróia, por acaso (mas com menos árvores).

ilha do farol

tava-se muito bem por lá, apesar de termos apanhado um certo vento, que entrou de mansinho e foi aumentado de intensidade pela tarde. o grande problema do vento é que não se sente o sol a morder e protector em spray não é lá grande coisa. se já vinha um bocado assada da galé, fiquei seriamente a precisar de biafine..

ilha da culatra UntitledUntitled

acabamos por sair de lá tarde e a viagem de barco ainda demorou - e mais um dia que não íamos chegar a horas de apanhar o barco para a ilha de tavira. fónix, tá complicado!

bom, já que estávamos sem pressas, bora passar ali pelo fialho a ver se é desta que conseguimos lá jantar.

..e foi!

alambazamo-nos com um arroz de marisco de comer e babar por mais (ainda que o estômago esteja a um lingueirão de explodir), que chegou à mesa ainda a gorgolhar!
por momentos até julguei que o homem fosse interromper o jantar a meio para invadir a cozinha, e pregar dois beijos a quem preparou o arroz. não se levantou mas pediu por duas vezes à empregada de mesa que fosse entregar os seus rasgados elogios a quem de direito.

ao dia de hoje ainda me espanta a quantidade de comida que enfardámos naquela refeição..

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não. sobrou. nada!

a noite estava quente e a lua cheia, mesmo a pedir um passeio para ajudar o arroz a descer à tripa, logo ali, pelas redondezas do restaurante, que fica situado paredes meias com a ria formosa.

tão e agora? nem penses que volto pró parque de cabanas...

ele: "albacora?"
eu: "albacora!!"

(inserir aqui imagem mental da isa a fazer a dança da felicidade)

não pudemos desfrutar do nosso adorável quarto assim que fizemos o check in porque EU. PRECISAVA. DE. BIAFINE!

demos com o nariz na porta do gran-plaza, que as dez da noite já tinha encerrado. toca de seguir para o centro da cidade, comigo a rezar a todas as entidades de existência duvidosa que me lembrei, por uma farmácia aberta aquela hora e.. TÃO NÃO É QUE ENCONTREI UMA, no caminho para a gelataria? (sim, que o homem aproveitou logo a oportunidade para ir à muxagata) muahahahah devo ter sido uma pessoa muito boazinha na minha vida passada!

há que deixar registado um breve episódio: a farmacêutica que me atendeu, que não foi buscar o meu ansiado unguento arrastando as trombas pelo chão, porque era tarde e ela preferia estar em casa a descansar do que atender turistas manhosos que se lembram de ir buscar medicamentos não urgentes a horas impróprias. não só me recebeu com uma simpatia quase desconcertante, como desbobinou uma série de informações, recomendações para o meu escaldão e até histórias pessoais.
não estou habituada a tanta amabilidade lol

Adeus Galé, Olá Tavira

…e na terça acordou nublado, húmido e frio :/

 

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qué quéu disse?

logo a seguir ao pequeno-almoço fizemos o check-out, arrumámos a tralha em três tempos, e ala que se faz tarde!

descemos até saint-torpez e não estava muito diferente, neblina e frio (22ºC para mim é inverno).. humm.. parece que vamos ter de antecipar a visita a tavira. o accuweather diz que está mais quentinho por lá. 'xa ver qual é a melhor forma de nos pormos lá.. mapa..

quis ir pelo caminho mais curto, ainda que demorássemos mais tempo. não estávamos com grandes pressas e o trajecto seria mais pitoresco, afinal de contas, férias = sightseeing. então cortamos o alentejo a direito!

seguimos pelas estradas mais refundidas; em almodôvar quase que deixei paredes pintadas a cor-de-fogo porque o gps mandou-me enfiar nos becos mais claustrofóbicos que conseguiu encontrar (só porque era mais curto que contornar a cidade); passámos por aldeias perdidas no meio do nada; atravessámos a serra do caldeirão, onde por míseros minutos não levávamos com uma pick-up em cima (ainda bem que parei tantas vezes no caminho para fotografar a paisagem lol). qual auto-estrada, qual quê, foi épico!!

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pelas quatro da tarde chegávamos finalmente em tavira e sim, estava calooooooooor :D

já tínhamos andado por tavira em 2010, e feito uma visita relâmpago em 2012, e de ambas as vezes ficou a vontade de nos prendermos por lá mais uns dias. é uma cidade bastante agradável, estranhamente desligada do turismo que invadiu todo o litoral algarvio. gosto disso. muito.

fizemos uma paragem rápida no centro comercial para comer qualquer coisa e depois consultar as nossas opções de dormida. mas primeiro ainda fomos meter o bedelho nas salinas.

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agora.. cabanas ou ilha de tavira? nada como ir morder o ambiente antes de decidir.

no guichet do "ferry" das quatro aguas fomos aconselhados a deixar o carro estacionado na cidade e apanhar o barco a partir de lá. só que entretanto fomos a cabanas e quando voltámos, não muito impressionados com a hipótese de acampar num parque que mais parecia ser de estacionamento, tínhamos perdido o último barco para a ilha. oh well. cabanas it is, pode ser que não seja uma experiência tão má como parece..

tenda montada debaixo de uma oliveira, banho, e butes lá jantar.

claro que fomos enfardar peixe assado ao três palmeiras!
claro que viemos de lá a rebolar!

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há poucos restaurantes que conseguem a proeza de me fazer desejar ter um estômago maior para conseguir comer mais.. aquele é um deles. ainda por cima não se paga mais por isso \m/

depois fomos dar uma volta pelo centro, que a noite estava uma maravilha e eu andava há três dias a tentar comprar um chapéu de palha. entretanto o homem decidiu provar os gelados da muxagata e ficou possuído. e com razão, que os gelados são absolutamente delciosos e têm sabores geniais. eu, que nem por isso sou grande fã, estava sempre a sacar-lhe umas lambidelas :D’

muxagata

andava a xaretar os expositores das lojas à cata dum chapéu que não me fizesse parecer muito parola, quando de repente, os meus olhos resvalaram para um casal.. a passear um furão!

ZOMG EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEK

joguei-me ao bixo com uma fúria, quase sem pedir permissão aos donos para lhe por as mãos em cima, e esfregá-lo na cara.. opá que SAUUUUDAAAAADES daquele pivete :D é viciante, a sério. os moços devem ter ficado a pensar que eu tinha algum desarranjo lol não faz mal!

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

bucket list

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores: #11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

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