Londres II // Encontros imediatos de 3º

tínhamos acabado de entrar em hyde park. a tarde estava impecável, e o parque estava à pinha de pessoas felizes da vida, a aproveitar o bom tempo. nisto passa por mim um galgo desalvorado, e eu comento (no gozo!! que eu sei que aquela raça é suposto os cães serem esqueléticos), "ai pobrezinho do cão.. tão magro, com as costelas todas à mostra.. que horror.. deves passar fome.. belos donos que tens, que não te dão de comer.."

o cão andou ao nosso lado uns bons metros, a brincar com um galho, até que as tantas interceptou o homem e deixou cair o galho aos pés ele.

o homem pára e mete-se a brincar com o cãozinho, como faz sempre quando um cãozinho vem ter com ele. entretanto da dona apareceu, a pedir desculpas que o cãozinho era "useless", num sotaque inglês repenicado. o homem continuava a brincar com o cãozinho e trocou umas palavras com a dona, sobre a coloração pouco habitual para a raça, e sobre a jovialidade e simpatia do cãozinho. entretanto a dona pega no galho, atira para longe e seguimos todos com as nossas vidas.

todos menos o homem, que enfiou o nariz no telemóvel e pouco depois, desvia-se na direcção da dona do cão. leu alguma curiosidade sobre a raça do cão e foi-lhe perguntar, pensei. não seria inédito.

após uma breve conversa, vejo-o a apertar a mão à dona do galgo magricelas e quando volta, vem todo histérico da vida (já contei como é ele neste estado, não já?)...

acontece que a moça dona do cão, era nada menos que a actriz que faz de lena luthor naquela série maravilhosa (NOT!!!) que ele tanto gosta, a supergirl. diz que lhe disparou o "spider-sense" e até se eriçaram os pêlos da nuca (palavras dele)... reconheceu-a pela voz, googlou para confirmar, e foi ter com ela, perguntar-lhe se era quem ele estava a pensar. e era mesmo! e ela super simpática, estendeu a mão e cumprimentou-o com um caloroso "nice to meet you!"

o homem, que ainda mal tinha recuperado da revelação que tinha tido em primerose hill, passou o resto do dia aluado com os desígnios misteriosos do universo. nem sei é como ele a reconheceu.. a moça tinha a cara escondida atrás duns óculões de sol enormes e vinha embrulhada num lenço gigante lol

...e pronto, that's all folks!

5 de Junho de 2017, às 15:30link do post comentar ver comentários (2)(1)

Londres II // Sights

se eu soubesse que o mercado de camden lock (e camden town no geral) era assim TÃO FIXE, tinha trocado de bom grado os outros dois a que fui (portobello e borough), por este..

PQP, aquilo é um mundo!! precisava de um dia só para explorar aquelas lojinhas todas em detalhe.. perdemos lá uma manhã, e só não ficamos mais tempo porque às tantas era tanta gente que se custava a respirar.



e só não perdi a carteira cabeça numa loja de merchandising de anime lá do sítio porque apercebi-me que alguns preços estavam assim pró inflacionados, e conseguia comprar a metade do preço.. como aquela estatueta do goku que ando há anos a namorar.. precisei de *muita* força para sair de la sem ela.. buáááá!!

dali circulamos a cidade,

íamos em direcção a regent's park, mas ao entrarmos em primerose hill, o homem ficou curioso com a multidão a subir a colina, e quis ir atrás.. chegou ao cimo da colina e teve um chilique. haviam de ver o meu homem histérico, parece uma pita, aos saltinhos e aos guinchinhos muhahaha. tive que esperar que se acalmasse para me explicar que raio foi aquela reacção: teve um déjà vu porque aquele sítio apareceu numa das cenas do sense8 lol

pela vista, a subida valeu totalmente o desvio.



já que estávamos perto, fomos até abbey road ver um fenómeno muito curioso que acontece ali: pessoas a atravessar uma passadeira..

OK.. não é uma passadeira qualquer, é a passadeira!

sempre, sempre a chegar gente.. o tamanho da paciência dos condutores que passam naquela rua é colossal. quem tem que passar ali com frequência, tem lugar garantido no céu lol



é um fartote. ficamos montes de tempo a curtir a malta, a atravessar em poses e a tirar fotografias. claro que eu também atravessei a passadeira, para posteridade :D



(btw, o aspecto manhoso da foto é propositado.. tentei imitar o original mas não saiu grande coisa)

a caminho de hyde park abandonamos o autocarro à pressa, quando reparei que estávamos a passar por little venice. apesar do nome, parece uma amostra de amsterdão. tem canais, pontes, e barcos-casa. é sítio muito giro, muito agradável para passear.



em hyde park aconteceu um dos melhores episódios da viagem, que vai ter tem um post dedicado. ah, fui dar uma mijinha no palácio de kensington.



 ali fomos ver como estavam as coisas em holland park. um bocadinho melhor arranjado, muito florido, e moooooooontes de gente. nem parecia o mesmo parque da outra vez.



amooooo o kyoto garden ♥

não estava nos planos mas acabamos por passar por nothing hill, para ir comer a uma cadeia de hamburgers hipsters, chamada honest (estava na to eat list da outra viagem e não aconteceu). portobello era a tasca mais próxima de onde estávamos, por isso, siga. ao domingo não há mercado e a rua está muuuuuuuito mais calma, puf.

os hamburgers são muito parecidos aos do ground burger. não são maus, mas já comi hamburgers hipsters melhores.

na segunda passamos pelo british museum, mas depois de vermos duas exposições demos de fuga. demasiada confusão.



 visitamos o chelsea physic garden, o jardim botânico mais antigo de londres (criado em 1673), cheio de plantas venenosas que são usadas para fazer remédios lol



a parte mais curiosa é que tem colmeias próprias, pois precisam das abelhas para polinizar as plantas. e depois vendem o mel na loja, espertos. tão fixe!

nessa tarde, regressamos ao holland park na esperança que o ambiente estivesse mais calmo, e os bichos menos stressados. e tivemos sorte. os esquilos estavam on fire e limparam-nos os amendoins todos, e o único pavão macho que vimos deu espectáculo.



à saída do parque, passamos pelas santander cycles. e eu tive uma ideia genial:

"ouve lá.. tão e se em vez de irmos apanhar o bus, atravessarmos hyde park a pedal?"

oh, yeah... e foi das coisas que mais gostei de fazer!

é facílimo de usar (se bem que o homem teve que fazer uso do seu número inglês para tirar uma dúvida, mas até isso ajudou a tornar a experiência ainda mais fixe). quero um serviço destes em lisboa. já!!! (despacha-te emel!!)

adoramos as passeatas diurnas por aqueles bairros pacatos, cheios de mansões e townhouses charmosas: chelsea, kensington, primerose hill, st john's wood, maida vale, mayfair... e adoramos as passeatas nocturnas no sempre vibrante e caótico centro da cidade, pelo soho, e covent garden... quero voltaaaaaar!!!



álbum completo no sítio do costume 

to be continued...

2 de Junho de 2017, às 11:00link do post comentar(2)

Londres II // Amazon locker

no mês passado comprei uma máquina fotográfica, mas nem me lembrei que podia precisar de acessórios.. só depois de tê-la nas mãos e começar a ler/ver feedback sobre a sua utilização, é que me caiu a ficha.. para além da bolsa, ia precisar duma porrada de tretas..

uma bateria extra, porque a cabrona suga bateria que nem um vampiro depois de um sono de mil anos; um carregador para as baterias, porque notamos que a tampinha que protege a porta USB parece ser tão frágil que se for muito usada parte-se em tempo nenhum; uma película para o ecrã, porque diz que se risca com muita facilidade; e já agora, um grip para para se agarrar melhor nela.. ah, e um cartão SD ultra rápido para tirar melhor partido de algumas funções.. tudo merdas super caras cá, e que nem pensamos duas vezes em mandar vir da amazon..

"ouve lá.. se vamos a londres daqui a duas semanas, porque não poupas os portes e mandas a encomenda para um cacifo?" sugeri ao homem, enquanto se preparava para finalizar a compra.

fui pesquisar as localizações dos cacifos e haviam dois a meia dúzia de metros do hotel.. 
it's happening!!

fazer uma encomenda num país e recebe-la noutro.. how cool is that??

se o homem tivesse feito a encomenda na quinta de manhã, em vez de na quinta à tarde, no sábado quando lá chegamos, já estaria à nossa espera. assim veio no domingo de manhã.

o processo de receber a encomenda é estupidamente simples. quando estiver pronta para levantar, enviam-nos um email com um código de barras. basta chegar ao cacifo, e aproximar o código de barras do leitor e puf: abre-se uma portinha automágicamente!



acredito que devemos ter feito soar umas quantas campainhas, ao abrir a encomenda (que veio com um aviso colado nas costas) na biblioteca, inspeccionar demoradamente o seu conteúdo, e depois sair com a caixa debaixo do braço e deitá-la no contentor mais próximo. pergunto-me o quão perto tivemos de ser abordados pelas autoridades lol

to be continued...

Londres II // Alojamento

pois desta vez não quis cá saber de airbnb. fiquei escaldada. além disso, queria ficar mais perto do centro. os transportes públicos são brilhantes, mas não queria estar dependente deles se quisesse sair à rua.

conseguimos um dos últimos quartos (isto com dois meses de antecedência), numa cadeia de hotéis que já me tinha aguçado o apetite na viagem anterior, mas que por causa do preço (e provavelmente disponibilidade), ficou de parte. desta vez, já que poupei no avião, tou'ma cagar. quero dormir num sitio fixe!!

ladies and gents, behold, o mais cromo dos hotéis onde já tivemos o privilégio de ficar alojados: o hub!

A-D-O-R-E-I!!

o quarto pode ser pouco maior que uma caravana.. mas!! o espaço está super bem aproveitado, não falta lá nada. tem uma pequena secretaria, que recolhe para os pés da cama para não ocupar espaço. um pequeno roupeiro. espaço para guardar a bagagem, por baixo da cama. a cama ultra confortável. o wc é minúsculo, mas a disposição é perfeita, e dá na boa para duas pessoas tomarem duche juntas. os controlos da (intensidade da) iluminação e do A/C, estão num painel na cabeceira da cama, ou no telemóvel, na app do hotel. wifi poderoso. tomadas por todo o lado, incluindo uma europeia. um media hub embutido na parede, com entradas analógicas e digitais, e a tv suporta airplay e miracast (para streamar conteúdo do telemóvel ou do portátil). nem secador de cabelo falta.

tão, mas tão prático e acolhedor. brutal para estadias curtas.




"isto é a nossa cara", concluiu o homem, impressionado. indeed it is!

além disso, o atendimento é impecável. staff disponível e atencioso, guardaram-nos a bagagem antes do check-in, e deixaram fazer o check-in meia-hora antes. isto quando se está a morrer por uma almofada é uma dádiva dos céus. o check-in é super descomplicado, faz-se nos quiosques à entrada, a ficha já está preenchida com os dados da reserva, é só confirmar, e pagar, se for o caso. até os cartões de acesso ao quarto são gerados também no quiosque.

ah, e na zona da cafetaria havia chá e café à descrição para os hóspedes. ainda nos fomos lá servir umas quantas vezes :D



outro detalhe que gostei foi a segurança. para chegar ao quarto, tínhamos que usar o cartão para abrir duas portas, uma de acesso ao hall dos elevadores e escadas, e outra em cada patamar.

a localização não podia ser melhor, a dois passos de trafalgar e leicester square. e tudo quanto era transporte público à mão. definitivamente, não tem nadaàver, ficar no coração da cidade. proporcionou-nos uns passeios nocturnos valentes \m/

apenas um pormenor. o nosso quarto não tinha janela, a única altura em que isto fazia alguma confusão era de manhã, acordar sem luz natural. mas como andávamos o dia todo por fora a laurear a pevide, nem demos por isso. 

fiquei cliente prá vida ♥

to be continued...

Lost in... London II

here we go again, here we go go go... *

e esta foi a segunda viagem que compramos pelos saldos da easyjet, em dezembro. ainda estávamos no rescaldo da viagem anterior, mas como voltei de lá a sentir que não tinha vivido a cidade devidamente, queria uma desforra a.s.a.p.

mas antes de continuar, tenho que deixar aqui uma reclamação à minha pessoa.. eu julgava que já tinhas aprendido, isa maria, que marcar voos para de madrugada, é uma péssima, péssima ideia. porque não dormes, porque andas grogue a manhã toda, e porque vais perder 4 horas preciosas da tarde a fazer uma sesta para recuperar minimamente... humpf!

e aquela manhã de sábado teve tudo para correr mal,

primeiro porque somos umas pessoas muito descontraídas e chegámos ao aeroporto quase em cima da hora do fecho do embarque, e porque nos esquecemos que para londres, temos que passar pelo controlo de alfândega.. e estava uma fila medonha para o controlo de alfândega, porque estavam apenas dois postos abertos, para dois voos para londres à mesma hora (vergonhoso, aquele T2 do aeroporto de LX), e estava todàgente em pânico, e todàgente a querer passar por cima uns dos outros. quase que dissemos bai bai à viagem. ainda assim, não fomos os últimos a entrar no avião (tugas lol) :D

e apesar do voo ter saído de lisboa à hora prevista, e ter aterrado em gatwick dez minutos antes da hora prevista, tivemos que esperar quase meia-hora na pista, à espera de slot para o avião estacionar.

não seria problema se não tivéssemos bilhetes comprados para um comboio que partia dali a 30mn. e ainda tínhamos que sair do aeroporto, e chegar à estação dos comboios, e levantar os bilhetes na máquina, e não fazíamos a mínima ideia de como era o processo porque era a primeira vez que íamos andar de comboio. bom, foi uma correria insana, mas conseguimos apanhar o comboio (até ao dia de hoje, ainda estou para saber como é que conseguimos tal feito).

yep.. nós dois somos aquelas pessoas que atravessam os corredores dos aeroporto correr, feitas parvas, porque cenas :P

às 10.30 da manhã estávamos a atravessar o tamisa, mas eu vinha tão concentrada nas 4!! chaminés da battersea station que nem dei por isso. apenas vi o tamisa uma vez, nos três dias que estivemos em londres. 


apesar de termos repetido algumas coisas, esta viagem foi completamente diferente da outra, sem planos, e sem horários nenhuns. a única coisa que fazia questão, era de ir a camden ver os mercados, de resto era para curtir a cidade como nos apetecesse, coisa que não aconteceu da outra vez, porque estava demasiado frio para andar na rua, e os dias eram minúsculos.. ideia de merda, ir a londres no inverno. nunca mais!!

agora, com luz até às oito e meia da noite, temperaturas mais suportáveis, e net no telemóvel, a história foi completamente diferente.. foi épico, a todos os níveis. voltei de lá definitivamente fã daquela metrópole \m/

repetimos principalmente comida. ramen no tonkostu do selfriges (fomos também ao shoryu, bestramen. ever!!); nandos; krispy kreme; fish and chips; voltamos ao regency cafe, para almoçar english breakfast. adoro aquele sítio, bué castiço, e adoro o cota que atende a malta. o tipo despede-se da clientela pelo nome, com aquela familiaridade reconfortante, típica de tasco de bairro que conhece os clientes desde sempre. quando saímos, e o cota despediu-se do homem pelo nome, fiquei de rastos :D

mal metemos os pés em lojas. ok.. fora as lojecas em camden lock, fomos à forbidden planet, ao japan center (ainda bem que não temos cá nada parecido.. era a minha ruína :D), a uma comic store perto do hotel, a uma h&m porque o homem calculou mal a bagagem e precisou de uma long sleeve, e ao john lewis à hora do fecho para ir buscar um chromecast. de resto, entramos no selfriges para ir comer, no boots buscar lenços e drogas (tá visto que o homem constipa-se sempre que lá vai), e no tesco comprar água (bargh) e alcagoitas.

estivemos quase... quase... para ir ver uma peça. íamos a passar numa das ruas principais do centro, quando vi a fronha do "bobby axelrod" na fachada de um teatro e dei uns saltos. fui pesquisar se havia bilhetes para o dia seguinte e havia.. mas.. tive medo de arriscar. não sou grande fã de teatro, e os bilhetes mais baratos não me garantiam que ia conseguir ver grande coisa da actuação do homem, e tive medo de dar o tempo por desperdiçado, enquanto podia aproveitar cada minuto na cidade. não me arrependo, mas por outro lado, ficou-me aqui um feeling de assunto inacabado :/

o voo para lá correu muito bem. apanhamos um bocadinho de turbulência, mas tudo suave, e o avião ainda cheirava a novo (o airbus nº 250). no regresso, saímos de luton com tempo relativamente bom, mas antes de aterrar cá, os pilotos tiveram que fazer umas piscinas.. parece que o aeroporto de lisboa esteve fechado uns momentos por causa do mau tempo e provocou fila.



to be continued...

29 de Maio de 2017, às 11:20link do post comentar(2)

Madrid // Sights

se no sábado comemos, no domingo andámos!

felizmente a meteorologia colaborou e deu-nos temperaturas impecáveis para passear, apesar das nuvens com ar ameaçador, que por vezes tapavam o céu. não estávamos completamente frescos porque na noite anterior corremos o centro todo. madrid tem uma vida nocturna inacreditável, e aquela animação toda é contagiante, apetece fazer parte dela. atravessámos vários bairros e a festa não arrefecia, moooontes de gente por todo o lado, parecia que nasciam das paredes.

mas antes de atacarmos a cidade, tínhamos uma combinação com uma colega nativa, que nos levou a um tasco muita porreiro, beber umas cañas. não lhe dei na cerveja, mas serviram-me uma perrier que não me envergonhou por estar a beber agua com gás :D

começamos pelo palácio real e os jardines de sabatini. depois seguiu-se o templo de debod, e a plaza de españa.


a praça de espanha lá do sitio é bem mais bonita que a nossa :/



dali fomos em direcção ao centro, com paragem el corte inglês de callao, para ir ver uma das vistas mais icónicas da cidade.



numa tentativa de poupar as pernas para a segunda parte do passeio, apanhamos o metro até ao banco de espanha. saímos na plaza de cibeles, que já conhecíamos, passamos pela imponente porta de alcalá e chegamos finalmente ao parque del retiro.

moontes de gente por lá, a fazer todo o tipo de actividades. só não achei mais graça ao parque porque as árvores estavam todas descascadas. deve ser impecável no verão, quando as copas estiverem fartas e cobrirem o parque todo de verde. o jardin del parterre, e o bosque del retiro já conhecíamos, e acho que são as partes mais bonitas deste parque. o palácio de cristal é muito giro, a fila para entrar lá nem tanto. faltou a rosaleda mas já não tínhamos pernas para tanto.



ficamos curiosos com a quantidade de gatos que encontramos no parque. não pareciam abandonados, estavam gorduchos e tinham abrigo. bastou uma pesquisa no google para descobri que existem quase 400 gatos nativos do parque, e que estão ao cuidado de uma associação, que para além de tratar deles, tentam arranjar-lhes donos. faith in humanity, restored!

apanhamos um táxi em frente à fonte de neptuno, de volta para o hotel, que já não conseguíamos dar nem mais um passo lol

regressar à nação na manhã de segunda-feira foi a melhor ideia de todas. assim tivemos um domingo descansados e sem pesos às costas. também foi interessante para constatar, que se no sábado à noite as ruas estavam completamente afogadas de gente e barulho até às tantas da manhã, no domingo a cidade parecia um deserto.

definitivamente, gosto muito de espanha. gosto da comida (apesar da nossa ser imensamente melhor), gosto da vida que as cidades têm, da descontracção dos espanhóis, da arquitectura típica dos bairros. este ano ainda queria visitar pelo menos mais duas cidades, a ver se conseguimos :)

álbum completo no sítio do costume

28 de Março de 2017, às 10:00link do post comentar ver comentários (9)(4)

Madrid // Food

depois de instalados, time to hit the streets!

íamos lançados a uma recomendação que tínhamos para tortillas e croquetas no bairro da universidade (malasaña), só que àquela hora, aquela e nenhuma das outras tascas que levava no roteiro para tapear tinha a cozinha aberta. vai daí, fomos atacar na maior das armadilhas de turistas em madrid - isso mesmo, o mercado de san miguel. fomos directos ao balcão do qué bonito es panamá para mim testar uma teoria. a de que os pimentos padrão que eu compro nos supermercados (incluindo o supercor) são altamente falsificados. e não tardamos muito a constatar que de facto, unos pican y otros no.. é uma verdadeira lotaria!

à primeira dentada que o homem deu num deles, por sinal o maior que estava no prato, foi como se tivesse trincado um jalapeño. ele tem uma *certa* tolerância para picante, e ficou aflito. desconfiei estava a gozar comigo, até porque daqueles que eu ia devorando, alguns picavam, mas nada de muito agressivo.. até que chegou a minha vez de trincar um jalapeño pádron.... PUTA QUE PARIU!!! parecia feito de lava incandescente, até ou ouvidos me doeram. só trinquei um terço do bicho e ia morrendo. o homem comeu o resto e disse que o primeiro ainda tinha sido pior. mas eu comi o segundo maior do prato e esse saiu totalmente inofensivo, vá-se lá saber. a partir dali, se comi algum picante, não consegui perceber porque tinha a boca completamente inflamada.

cada vez tou mais viciada em pimentos padrão. a gulodice foi tanta que só me lembrei de fotografar a pratada quando apenas restavam os pés. era praí o dobro das doses que costumo fazer em casa e desapareceu tudo em minutos.. mas vieram deste cesto :D



na foto a cor deles parece ser verde.. mas eu só consigo ver vermelho lol

seguiu-se o obrigatório cone de jamón, umas croquetas de jamón (nada más, apesar de ser "pa turista"), e umas tapas de bacalao, e demos o raid por terminado. tínhamos que guardar espaço porque o homem queria passar no tal sítio recomendado.

dali demos a volta da praxe. seguimos pela plaza mayor, depois atravessar o mar de gente na praça do sol, onde isto aconteceu, depois a muito custo, devido à torrente humana, subimos a fuencarral até meio, onde cortamos por ruelas mais tranquilas até à calle pez. malta, a sério não se queixem da confusão de turistas em lisboa.. podia ser pior.. muito pior!!

a ementa do pez tortilla tem apenas tortillas e croquetas, mas em variedades bastante criativas. nunca tinha provado uma tortilla com aquela combinação de ingredientes - tomate seco, manjericão, e parmesão. as croquetas também fugiam aos sabores que se encontram nos sítios para turistas (frango com caril, queijo azul, lasanha vegetariana, vitela mexicana, e outros que já não me lembra ou nem faço ideia o que era lol). não quis enfardar muito porque tinha o jantar marcado para dali a umas horas e era fixe ter um espacinho para ele.. então ficou combinado voltarmos na noite seguinte, para provar as variedades todas. o homem tá viciado naquilo!



voltámos a atacar as 10 da noite, para a paella da desforra, no mesmo restaurante de há 4 anos atrás. saímos de lá a rebolar..



e como se não tivéssemos já comido suficiente, ainda fomos à chocolateria san ginés, que eu precisava de tirar outra teima. os sacrifícios que uma pessoa faz em nome da ciência..

san ginés vs valor



veredicto: os churros do san ginés são melhores, mas o chocolate da valor é mais saboroso. ou seja, fico na mesma, tenho que ir aos dois sítios muhahahah

sinceramente, não sei onde guardei tanta comida naquele dia..

o pequeno almoço de domingo foi na dunkin' donuts, este não podia falhar. aqueles gajos já se despachavam com a tasca de lisboa.. não que eu me importe de ir ali a madrid comê-los :D



não sou a maior fã de comida azul, mas este tipo tava-se a rir para mim

a coisa menos espanhola que comemos (para além dos donuts) foi um cachorro, no gourmet experience do el corte inglés, onde fomos ver as vistas ao 9º andar. não era mau de todo, mas os do frankie’s são melhores. mas as batatas é que eram assim qualquer coisa :D'''

nessa noite voltamos ao pez tortilla para o prometido rodízio de croquetas e para mais tortilla. este deve ser um daqueles sítios que não aparecem nos roteiros. das duas vezes que lá estivemos, aquilo estava sempre a deitar pessoas para fora, e nem sinal de estrangeiros, só nós.



acho que só não trouxe uns quilinhos de recuerdo, porque andamos pa cacete naqueles dois dias..

Lost in... Madrid

no final do ano passado recebi uma newsletter da easyjet a anunciar os saldos, e com dois destinos em mente fui ver se tinham alguma coisa para mim. e tinham, apesar de me obrigar a fazer as reservas com meses de antecedência... mas à luz da minha resolução para 2017, saquei do cartão e arrisquei as reservas. madrid foi o primeiro destino. estive lá pela primeira vez (e segunda) em 2012, e andava a adiar o regresso há demasiado tempo.

além disso, ir e voltar a madrid por 30€/pessoa, é uma pechincha que simplesmente não se vira as costas. quando caio na asneira de ir à terrinha sempre pela autoestrada, gasto à volta de 80€ em combustível e portagens. é mais barato ir a madrid por ar, que ao algarve por terra. ridículo..

fiquei com receio da data (março), por causa do frio. da última vez fui em finais de outubro, e rapei um briol do caraças. ora.. se a meio do outono foi o que foi, durante o inverno não ia ser bonito.. e se há coisa que eu não gosto é de passear com frio.. mas vá!

foi a segunda vez que voamos pela easyjet e cheguei a conclusão que não sou a maior fã de lowcosts. aquele terminal 2 do aeroporto de lisboa não é nada fixe, para não falar que estas companhias recorrem sempre que podem a aeroportos que ficam a anos luz do destino. e o espaço e o conforto dos aviões deixa muito a desejar. é nestas alturas que eu dou por mim a rever as minhas prioridades.

chegada a madrid. yay, made it alive, great success!! o avião não caiu, não se partiu nenhuma asa, ou explodiu. apenas atrasou uns minutos por causa de confusões na torre de controlo de lisboa. aterrou foi na pista mais a norte do aeroporto de barajas, e o terminal e porta que nos estava reservado era o mais a sul que havia. estou desconfiada que o voo demorou menos que o tempo que levou entre o táxi e até sairmos do aeroporto. quase uma hora, fónix..

poupamos numas coisas. já noutras... a começar pelo transporte do aeroporto até a cidade. não me apeteceu perder uma porrada de tempo nos transportes públicos, por isso venha daí esse uber.. e em cerca de 20 minutos estávamos à porta do hotel.

o alojamento foi uma das coisas que não quis mesmo arriscar. escolhemos um hotel não muito longe do centro, praticamente ali no início da fuencarral, que dá acesso directo ao coração da cidade. não só tinha uma fachada adorável, como o quarto era espectacular. redondo cheio de janelas em redor, e a cama.. a cama não era uma cama, era um nuvem!! uma nuvem com 180x200, para falar com o homem quase que tinha que usar o telemóvel muhahahah kidding. os lençóis super macios, impecavelmente engomados e o edredão, aiiiiii... foooooofo, foooooofo e leve como uma pluma. e aquele dossel? fiquei apaixonadíssima pelo quarto :D



mais fixe ainda, tanto o colchão como dois dos três pares de almofadas eram da mesma marca que temos no nosso setup novo em casa (tamos quase lá!!!). a diferença estava no topper de viscoelástico, que eu não arrisco porque o meu corpo não atina com este material (e aprendi da pior maneira). agora o edredão.. acho que no próximo inverno vou perder o amor ao dinheiro e comprar um parecido (yep, nós desfazemos as camas dos hotéis à procura de marcas e etiquetas muhahahaha)

fomos a madrid fazer duas coisas: comer, e ver as vistas. mas isso fica para os próximos posts!

London // sights

como este post é supostamente o menos interessante do rol (ou não tivesse eu percorrido todos os clichés de londres, que todàgente já conhece ou ouviu falar), vou temperá-lo com uma boa dose de parvoíce :D

estivemos em piccadilly circus à noite e de dia. é uma confusão do caraças seja a que altura for. falhei em compreender o fascínio por esta praça, não achei nada de especial. além disso, a fonte estava em obras, o que não ajudou muito.

passamos pela abadia de westminster, que não visitamos. dissemos olá ao big ben e tiramos umas quantas selfies parvalhonas que rezo para nunca caírem nas interwebs. passamos a ponte de westminster (yay, o famoso tamisa) para ter uma perspectiva frontal das houses of parliament, que não fomos visitar.



aqui sucedeu um avistamento inesperado. uma raposa a deambular pelo jardim do hospital ali ao lado, em pleno centro da metrópole. waaaa... a primeira coisa que me ocorreu foi que seria de estimação. mas não haviam humanos por perto, e ninguém se meteu com ela durante os minutos que andou debaixo dos nossos radares, e tampouco tinha ar de estar domesticada.. ficamos realmente impressionados por ver aquele animal ali.. não, não sabia que londres tem uma população de cerca de 10 mil raposas urbanas. brutal!!!

"caímos" na asneira de ir andar no london eye. não estava nos planos, não tinha comprado bilhetes com antecedência, a fila para a bilheteira era medonha. mas o homem achava que já que estávamos ali, devíamos ir só porque sim. oh well.. tá engrassade, mas não, há cenas mais fixes onde estourar as 25£ que custa cada entrada.



arrisquei a vida para tirar esta foto em frente ao ministério da defesa. estava um guarda armado com uma metralhadora, ambos a olhar para mim com ar de poucos amigos. tudo porque foi cenário de um dos meus filmes favoritos dos últimos anos.



e já que estávamos numa de locais de filmagem do edge of tomorrow, seguimos para a trafalgar square. acho esta praça lindíssima - vista de cima. vista ao nível dos olhos não é nada por aí além. anyway, o mais interessante que encontrámos nesta praça foram os semáforos.

depois continuamos pela the mall, uma larga avenida que vai em linha recta até ao palácio de buckingham. reconhecia-a facilmente da tv, não só o tom cruise passou por lá a jardar de mota, como o clarkson e o bando do top gear gostavam muito de ir para lá fazer macacadas.

no palácio de buckingham, sôdona rainha estava em casa mas não deu o seu ar de graça, ao ajuntamento de curiosos cá fora. fiquei com a sensação que deve ser chato, ter uma multidão (onde me incluí) sempre à porta da nossa casa, a fazer figuras tristes. se fosse a rainha, vinha cá fora correr tudo à vassourada!



gostei o memorial da rainha victoria, parece que é muito querida dos ingleses. tem a alcunha de "avó da europa" porque a sua descendência espalhou-se por quase todas as casas reais europeias. sei destes factos (ligeiramente) interessantes porque umas semanas antes, andámos a ver uma série biográfica sobre esta monarca, que me fez ficar agarrada horas a fio à wikipedia, a consumir informação sobre realeza na europa. acabei a ler artigos sobre a primeira e a segunda guerras mundiais :/



tower of london não tava praí virada, i don't do medieval. a tower bridge de estava em obras, e os meus planos de tirar bué de selfies em posições ridículas lá saíram todos esburacados, como o asfalto que eles estavam a substituir no tabuleiro.



agora as torres de vidro. marquei o pequeno-almoço no darwin brasserie, no 36º andar do 20 fenchurch street, aka walkie talkie. achei que era uma forma fixe para visitar o sky garden. quando recebi o mail da confirmação da reserva, vinha lá a falar em dress code e entrei em pânico. dress code, para ir tomar o pequeno-almoço, really? vou ter que ir carregada com roupa de propósito? NOOOOOOO... depois fui ao site e vi que só era imposto a partir das cinco da tarde. uuuuuuuff!!

só por causa das coisas, fui vestida como uma soccer mom em dia de treino!

a vista sobre a cidade é mil vezes mais interessante que do london eye. o espaço é muito agradável, e como fomos antes da hora da abertura aos visitantes estava muito calmo. quando saímos, a fila para entrar dava a volta ao edifício.



o the gherkin é capaz de ser das torres de vidro mais bonitas que já vi. pena não ser possível visitá-la. também não subimos ao miradouro do majestoso the shard porque era estupidamente caro (26£). não digo que não seja interessante, mas já tínhamos gasto dinheiro suficiente em miradouros aéreos.



o edifício do city hall parece o capacete do robocop. 'nuff said!



o borough market pareceu-me giro, especialmente pela localização - debaixo da ponte. o cheiro no ar era um bocado enjoativo, demasiados aromas going on, vindos das muitas barraquinhas de street food, que àquela hora bombavam a todo o vapor.



covent garden não achei nada de especial, processem-me. gostei mais do st martin's courtyard. é um beco cheio de lojas posh. existem dezenas de becos destes espalhados pelo centro, são um mimo.

carnaby street, é outro centro comercial ao ar livre. moooontes de lojas e restaurantes. como já tínhamos andado para cacete naquele dia, não estava com energia para grandes explorações, uma pena. toda aquela zona é muito, muito fixe!



andamos por hyde park a contribuir para a obesidade dos seus habitantes. esquilos, pombos, pegas, corvos.. não são muito ariscos, nem esquisitos, o que vier à rede é peixe. a meio do parque está o imponente memorial que a rainha victoria mandou erguer em honra do seu falecido consorte. dá para ter uma ideia da devoção que ela tinha por ele.



o holland park enganou-me. ali nas traseiras do primo famoso, pelas fotos contava que fosse um paraíso escondido. só que não.. à excepção do kyoto garden, este parque parece deixado ao abandono (apesar de andarem por lá jardineiros), relva por cortar há muitos meses, sebes por aparar, mato.. uma tristeza. espero que seja temporário.



os pavões do kyoto garden salvaram o passeio. ficámos deveras impressionados pela sua cordialidade. quando toparam que havia amendoins para distribuir, meteram-se na fila juntamente com os esquilos e as pegas, e aguardavam calmamente pela vez deles. o seu bom comportamento foi devidamente recompensado.

...mas tenho que admitir, que quando vi os pavões a irem todos na direcção do homem, tive um certo receio que o atacassem. não são aves pequenas, e em bando, nunca se sabe.. felizmente eram pacíficos.



interagir com os bichos foi das melhores partes da viagem. são verdadeiros anfitriões :D por falar nisso, há um memorial em hyde park que me deixa com lágrimas nos olhos.

battersea power station, òzanos que queria conhecer pessoalmente este imponente edifício (provavelmente um mamarracho aos olhos de alguns). esta antiga central eléctrica a carvão tornou-se numa estrutura icónica, muito famosa na cultura popular. a capa do animals, dos pink floyd é um dos exemplos mais conhecidos.

abeiro-me do tamisa para mirar o bicho, e aquela cena tá em obras, com duas das chaminés características em baixo. FFS.. cheguei tarde demais, o tamanho do meu desgosto. diz que a apple meteu as unhas naquilo (o dinheiro que a malta gasta em iphones está a ser bem aplicado muhahahah), e está-se a preparar para mudar a sua sede do reino unido para lá. pelos renders do projecto dá para perceber que vão preservar a fachada, mas vai ficar encafuada no meio de edifícios modernos. em 2021 vou mandar o meu cv para a apple.. one never knows :D

notting hill é um bairro muita castiço. as fashonistas adoram ir tirar fotos em frente às townhouses vitorianas, assisti umas quantas sessões fotográficas. gosto, mas não sou fã o suficiente do filme com o mesmo nome do bairro, para ir à cata dos locais de filmagem.



é também neste famoso bairro onde se realiza o não menos famoso portobello market. adoro mercados, mas acho que não estava no mood para este, não o achei nada de especial (devia ser do frio, ou da multidão que não deixava ver grande coisa).. mas daqui trouxemos um episódio caricato:

descemos do autocarro que nos levou da baixa de chelsea até notting hill, aflitinhos para dar uma mija. quando digo "aflitinhos", digo muito próximo de molhar as calças.

pelos vistos, as lojas desta rua não têm casas de banho, FFFFFUUUUUU!! entramos numas quantas, sem sucesso. como é que é possível que num local onde se junta tanta gente, não tenha sitio para a malta se aliviar? não li nada sobre isto nos guias, humpf!

às tantas, o homem apanha um policia na rua e pergunta-lhe aonde é que que havia uma loo nas redondezas. o prestável agente indica a direcção dos toilets públicos, notando que são pagos (oh amigue, eu nesta altura pago o que for preciso para não ter que tomar medidas por demais embaraçosas). thank you so much, kind sir!

tentar furar a multidão para andar um quarteirão até ao wc foi, utilizando uma palavra civilizada para descrever a nossa agonia, desesperante. quando por fim alcançamos o oásis das sanitas, guess what? os wcs estavam desactivados... FFFFFUUUUUU!!!

mais à frente, no fim da rua havia uma espécie de centro comercial, com wc's YAY... apenas para lojistas. FFFFFUUUUUU. demos a volta aquilo é nada. prestes a rebentar, o homem entra numa loja ao calhas, pergunta onde é que se vai à casa de banho ali. a rapariga diz-lhe que podemos usar as da esquina (dos lojistas), uma delas costuma estar aberta ao público. sweet jesus motherfucking christ mesmo a tempo de evitar um acidente de proporções catastróficas para a nossa honra.

passamos por muitos mais pontos de referência, monumentos, pontes, bairros, etc, mas estes são os mais relevantes e com algo para recordar. da to do list, apenas falhou a kings cross e o camden market. not bad!

posto isto, até ao meu regresso londres!!!

álbum completo no sítio do costume

28 de Dezembro de 2016, às 00:21link do post comentar ver comentários (10)(3)

London // food

certamente que não fui a londres atraída pela comida típica inglesa (ok, o english breakfast e o fish&chips eram "experiências" obrigatórias). também não fui pelos restaurantes de chef's famosos que não é a minha cena, e muito menos pelos mercados de street food onde se pode comer iguarias de todo o mundo (e arriscar uma caganeira explosiva no processo). não, eu fui pelo ramen!

UAU, ramen. que cena tão inglesa!!

como há muito para falar sobre ramen, vou dedicar dediquei um post a este capitulo. ao contrário do esperado, digamos que correu bem. talvez demasiado bem. fica uma amostra, para abrir o apetite :D'



fomos enfardar o english breakfast numa sugestão retirada do tripadvisor, no regency cafe. sitio modesto, autêntico, a atirar para o kitsch, e com preços muito em conta. não estava com medo desta sugestão, e com menos medo fiquei quando entraram alguns 10 policias para ir comprar o pequeno-almoço (ou seria o almoço?), enquanto esperava pelo homem, que tinha ido à procura de um multibanco. este tasco estava cheio de ingleses de todas as idades, éramos os únicos estrangeiros. foi o único sítio onde tal coisa aconteceu.

a única coisa que estava com medo era do tamanho das doses. enormes. não queria que sobrasse nada. não estava a sobrar absolutamente nada nos pratos dos outros clientes. 

kudos para este pequeno-almoço, incluindo o latte. tudo delicioso. e sim, sobrou uma posta de bacon. já era too much. pena que não deu para voltarmos lá para a desforra.

 
tinha duas referências retiradas do tripadvisor para comer fish&chips, mas acabou por acontecer num pub, em carnaby street. não era mau, mas também não era autêntico. era chapa 5, tipo aquelas paellas do paellador que se vêm por todo o lado, em todos os países.



gozai à vontade. se eu ia a londres, eu tinha que ir ao nando's. não perguntem que eu não sei responder, é uma pancada que tenho há muitos, muitos anos. acho que foi porque em miudinha fui a um nando's, em portimão. e aquilo marcou-me de alguma forma, para querer tanto voltar.

sabia perfeitamente que não é nada do outro mundo. é um fast food de frango assado, que não consegue competir com as nossas churrasqueiras tradicionais. gostei de lá ir (embora não tenha sido propriamente dito pela comida), o restaurante era acolhedor e parecia ter bom ambiente. 



como fã de donuts que sou, o krispy kreme não podia falhar! foi o último pequeno-almoço em londres, na victoria station, onde fomos guardar a tralha para as últimas horas de passeio. são. tão. bons!! foi impossível comer um!

eu bem tentei, mas o homem não me deixou comprar uma caixinha com uma dúzia... buáááááá!!!!



agora apetece-me a lamber o ecrã... e não, os da dunkin' donuts não são tão bons quanto estes, (in)felizmente..

a the muffin man não estava na lista, mas tinha que acontecer, até porque estava a walking distance do hostel. quis ir a esta casa de chá apenas pelo nome (e sim, tinham gingerbread men :D), mas deliciei-me com o muffin de laranja que enfardei. fiquei com pena de não ter experimentado os scones, tinham muita bom aspecto. o latte não ficou aquém de nenhum outro em londres. café com leite é lá com eles!

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mirc.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e yada yada, yada... é ler o blog ;)

bucket list

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores: #11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

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