Tesco

(disclaimer: este post não tem interesses comerciais, nem é fruto de parcerias ou negociatas com marcas, é só uma pessoa a escrever sobre um produto que gosta no strings attached)

adoro ir ao supermercado do corte inglés. não posso é ir lá muita vez, porque existe um vortex (cof cof) que nos enche o cesto a uma velocidade alucinante, de coisas que não precisamos, sem que a gente dê por isso. e depois é com cada conta que até estala!

a tour tem várias paragens obrigatórias. uma delas é a secção de chás, não conheço outro supermercado com uma selecção tão boa (também pode ser porque não vou a muitos). é rara a vez que não vem sempre uma ou duas caixas.

ao scannar as prateleiras em busca de novidades, a minha vista congelou em cima desta caixa giríssima, em tons orgânicos de verde e azul, com aquela font script hipster toda encaracoladinha que se vê em tudo quanto é blog da moda. "granda pinta de caixa" pensei, enquanto num gesto involuntário, a minha garra direita atirou-se a ela.

oh isa, tu não vais *outra vez* comprar chá pela embalagem, pois não? até parece que não sabemos o resultado disso (imagem mental do armário cheio de caixas de chá meio consumidas, prestes a expirar o prazo de validade). comprar um chá pela caixa está ao nível de comprar um livro pela capa. às vezes calha cócó..

examino a caixa minuciosamente, em busca da marca, que estava escrita em letras miudinhas e com impressão prateada. "tesco" li finalmente. epá... tesco é uma cadeia de supermercados inglesa, tipo continente on steroids. é como se fosse um chá gourmet de marca branca.. e caro!

ok - ignorando o efeito de traça que a caixa teve em mim - chá verde com menta está entre as minhas combinações favoritas, o que é que pode correr mal?? e o chá veio comigo.

chego a casa e atiro a caixa para o fundo do armário, à espera de coragem para admitir mais uma vez, que preciso de controlar esta minha tendência para compras de supermercado impulsivas. dias mais tarde, com o calor a amainar (isto sucedeu algures em setembro) e as noites a pedir uma cházinho depois do jantar, deitei as unhas à caixa. let's do this!

com todos os preceitos habituais. utilizar água engarrafada de fraca mineralização, desligar a chaleira momentos antes da água começar a ferver, saquinho de molho durante três minutos e pouco, para não deixar after taste amargo. saquinho esse, que mal tocou na água, hidratou automagicamente as parcas folhinhas ressequidas, e o que antes era um saco quase vazio, estava agora atafulhado de folharascas viçosas. esperar uns minutos para não queimar a língua e o céu da boca e...

eh lá! cabrão do chá s'é bom!!!

que sabor tão incrivelmente subtil. e tão mais aromático e refrescante que as combinações que tenho comprado da twinnings ou da ahmad. 30% de menta faz magia indeed! foi uma daquelas raras excepções, a caixa agradou aos olhos, e o conteúdo ao palato.

voltei uns dias mais tarde para ir buscar outra caixa, com medo que esgotasse. aproveitei e trouxe também uma de camomila e mel. e das últimas vezes que passei por lá, puf.. gone!

claro que aproveitei a ida a londres para me ir aviar-me à fonte. trouxe 3 caixas (uma delas só de menta, vá), deve ser o suficiente até ao inicio do verão \m/

eis a colecção que vive agora no armário :D



esta menta é do outro mundo ♥

29 de Dezembro de 2016, às 00:40link do post comentar