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lost in wonderland

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Viajar leve

Junho 17, 2019

respondi ao apelo do triptofano, que precisava de dicas sobre como viajar com pouca bagagem, e o texto acabou por sair tão completo que seria um desperdício ficar enterrado nos comentários do post. tão fui repescá-lo, dei-lhe umas sacudidas, e adicionei-lhe mais umas coisas úteis. tão, bora lá!

trolley de cabine / mochila

quer seja trolley ou mochila, deve ser o mais minimalista possível, que é como quem diz, sem bolsos e compartimentos interiores que ocupem volume. no caso da mochila, é muito importante que seja bastante leve.

ambos os formatos têm prós e contras. a mochila é mais prática e oferece melhor mobilidade, mas pode dar cabo das costas ao fim de algum tempo, e não leva tanta coisa. o trolley  leva mais coisas e vão melhor acondicionadas, é muito confortável para "carregar", mas nas transportadoras low cost corremos o risco de ir parar ao porão, pesa bastante se tivermos que acartá-lo em escadas, faz algum barulho a rolar pelas ruas, e por vezes torna-se complicado andar com ele pelo meio de multidões, ou nos transportes públicos.

pessoalmente prefiro viajar com mochila, porque não tenho stresses durante o voo, vai sempre juntinha a mim, arrumada por baixo do banco da frente. por isso, é muito importante que seja confortável. alças largas e bem acolchoadas, as costas ventiladas, para não andarmos com as costas sempre suadas, e o tamanho deve ser adequado à nossa estatura física. convém sempre testar o peso da mochila antes da viagem, e evitar ir no limite do confortável.

eu tenho uma da herschel porque sou uma ganda hipster e vou atrás das modas (vá, não é má de todo e "só" pesa 765gr), mas a marca que vejo mencionada mais vezes em sites sobre backpacking é a osprey.

quando a ocasião pede o trolley, enfio uma mochila pequena (destas) lá dentro, porque às vezes as companhias low cost implicam com duas peças de bagagem, e dá um jeitaço para andar com as tralhas atrás.

um conjunto de bolsas de arrumação (tipo estas do ikea), para roupa e acessórios, dá uma ajuda fantástica para a manter a ordem na mochila. prefiro bolsas mais pequenas, porque assim separo melhor a roupa.

para guardar a roupa suja, levo um saco hermético, que cabe nas bolsas de arrumação.

vestuário

roupa em tecidos sintéticos de alta performance é imensamente mais prática para usar em viagem. é leve, arejada, ocupa menos volume, não ganha rugas, aguenta mais tempo sem ser lavada, e seca rápido. a alternativa natural é roupa em lã de merino. é um tecido de origem animal, tem naturalmente boa regulação térmica, é bastante absorvente e elimina a humidade da pele, e porque tem propriedades anti-microbianas mantém os cheiros desagradáveis longe, seca rápido, e aguenta bastante até precisar de ser lavada. é cara pa crl, mas quem usa, diz que é do melhor.

tão e o algodão? nope, roupa de algodão pode ser muito fresca, mas não é uma boa escolha porque ensopa facilmente em suor, o tecido húmido pode causar fricção na pele, começa a cheirar mal rapidamente, e demora muito tempo a secar.

quanto a mim, tou ultra fã de roupa desportiva causal. faço a brincadeira com umas calças destas. não vos passa pela cabeça quantos dias as tive a uso sem precisarem de ser lavadas. são inacreditavelmente confortáveis. e o homem tem uns calções que tanto servem para ir jantar a um restaurante, como dar um mergulho no mar. fora que as levo vestidas, apenas carrego com um par de calças extra (igualmente leves), e se for caso disso, uns calções.

existem algumas marcas desportivas com calças, calções, saias e vestidos, para além das partes de cima (t-shirts, camisas, camisolas, etc), feitas em tecidos sintéticos, mas com cores neutras e estilos que se adaptam perfeitamente ao dia-a-dia, sem parecermos somos doides do fit. é uma questão de chafurdar um bocadinho nos sites (ou lojas) das marcas. fora das desportivas, é a uniqlo que anda a dar cartas no que respeita a roupa apropriada para viagens, que não estoire com orçamento num par de calças. infelizmente, a marca ainda não abriu nenhuma loja em portugal.

roupa interior e meias também deve ser tudo em micro-fibra, pelos mesmos motivos (não ocupa muito espaço, seca rápido, etc). recentemente experimentei da linha AIRism da uniqlo e ZOMG... AMO!! o homem também ficou completamente rendido. estão secas 10mn depois de saírem da máquina. normalmente não levo mais do que 4 pares de cuecas e meias.

se vamos para climas mais frios,

convém incluir uma camisola ou casaco polar, e um corta vento fino para vestir por cima do polar. ou então, levar um casaco de ultra leve de penas. cá em casa existem da benetton e decathlon e ambas as marcas estão aprovadas.

no inverno passado descobri o mundo fabuloso (e quentinho) da roupa interior térmica. passei o inverno todo enfiada em leggings de ski da decathlon, e singlets termoreguladoras da impetus, e apenas com roupa fina por cima. nem dei pelo frio. visto que para viajar, é sempre indicado vestir-nos por camadas, se irmos para um local frio, uma blusa interior térmica, uma blusa normal, e o casaco de penas (fino ou grosso), é suficiente. tou curiosa com a roupa interior térmica da uniqlo, a ver se é este ano que experimento.

descobri ainda que os buffs são a melhor coisa para proteger o pescoço do frio. bastante mais práticos que andar com lenços ou cachecóis atrás.

ah, não esquecer um par de luvas e um gorro.

toalha, a não ser quando vou acampar, raramente levo. se tiverem que levar, as toalhas de micro-fibra (tipo estas da decathlon) são a melhor opção. são super leves, não ocupam espaço, e mantêm-se dobradas graças ao elástico que trazem para o efeito, e secam rápido.

calçado

não existe melhor que ténis (sapatilhas para a malta mais a norte) para caminhar, seja no betão ou empedrado dos passeios das cidades, seja em asfalto ou em terra batida. são leves, respiram bem, e não existe calçado mais confortável. existem montanhas de modelos, para todos os gostos. ou mais arrojados, com cores berrantes e formas alienígenas, ou mais casuais, em cores neutras, que se adaptam para várias ocasiões e tipos de vestuário. porque virou hábito o pessoal usar ténis no dia-a-dia, as marcas já têm bastante escolha. pro tip: não se armem em forretas com os ténis!!!

um par de chinelos de borracha tipo havaianas é obrigatório levar na bagagem.

higiene pessoal


acho que todàgente tá cansada de saber, que apenas podemos transportar no máximo 10 frascos de 100ml (1 litro no total) na bagagem de cabine, não vale a pena falar nisso. devido a esta limitação,

raramente levo gel de banho, os alojamentos costumam ter sempre disso. 100ml de champoo e 100ml de condicionador costumam ser suficientes para o comprimento do meu cabelo. mas se for necessário libertar espaço na bolsa de higiene pessoal, podemos optar por levar champoo e condicionador sólidos (a lush tem ambos).

gosto pouco.. melhor, não gosto nada de tirar os cremes e hidratantes das embalagens originais, por isso recorro às embalagens de 100ml. nem todas as marcas têm os cremes neste formato, mas nada que não se descubra numa (para)farmácia. protector solar é frequente encontrar em embalagens de 100ml.

existem tubos de pasta de dentes em embalagens de viagem (25-40ml), mas as marcas pagam-se do formato. se não existir problemas de espaço, o tubo habitual de 75ml vai comigo. 

quando a viagem tem uma duração superior a 5 dias, torna-se indispensável levar uma pequena barra de sabão, porque:

a) não precisamos de ir tão carregados com demasiada roupa, basta irmos lavando aquela que foi connosco
b) não é fixe andar a carregar roupa suja e mal-cheirosa dentro da mala/mochila durante tantos dias

eu tou fã do sabão de côco (tipo este ou este), porque limpa muito bem, e como é suave, serve para todos os tipos de roupa. e caso falte o gel de duche, é o melhor sabão que podemos usar na pele. existe uma marca de sabão all-one (dr bronner), que tenho alguma curiosidade, mas ainda não experimentei.

pro tip
: sabonete é uma porcaria para lavar roupa. been there, done that!

outros acessórios

há coisas que são indispensáveis, e não ocupam espaço na mala/mochila, por mais minimalista que seja:

tampões para os ouvidos
seja para usar durante o voo, ou se tiver o azar de ficar num alojamento barulhento, ou simplesmente para usar em qualquer situação que o barulho me comece a incomodar.

máscara para dormir
quem não consegue dormir com claridade deve ter este acessório. é do melhor para pregar olho quando estamos num ambiente iluminado e queremos descansar sem perturbações.

toalhitas de limpeza 
normalmente compro packs pequenos de toalhitas de bebé, que são mais baratas, maiores, e mais resistentes que as toalhitas dos crescidos. dão jeito para tudo, limpar as mãos, a cara, os pés, o rabo.. tudo!! as minhas favoritas são as da chicco.

gel desinfectante para as mãos
porque metemos a mão em muito sitio duvidoso, e pode dar jeito em falta de sitio para lavar as mãos.

hidratante / bálsamo para lábios
o ambiente na cabine dos aviões, ou quartos de hotel com ar condicionado seca a pele dos lábios que é uma coisa parva.

protector solar para lábios
como tenho tendência a ganhar herpes labial quando apanho com sol forte na cara, protector labial com factor 50+ é imprescindível em qualquer lado. costumo usar o anthelios da la roche-posay, que é transparente e não deixa os lábios brancos.

corta unhas
às vezes dá um jeitaço para cortar outras coisas que não unhas.

tão, e tecnologia? e entretenimento?

smartphone é o melhor amigo do viajante minimalista! qualquer aparelho de média gama consegue perfeitamente libertar a maior parte da traquitana extra da bagagem. e se não irmos em trabalho, os computadores ficam em terra. 

mapas / GPS
a não ser que vão para algum local remoto, onde a civilização mal chegou, esqueçam lá o papel, o google maps será o vosso guia. existem mais mapas, mas eu só posso falar daquilo que conheço, e o google tem ali um serviço absolutamente útil para quem viaja. para além do mapa, dos pontos de interesse, sugere percursos, dá informação sobre transportes públicos, e dá para marcar sítios onde queremos ir.

máquina fotográfica
a não ser que vamos para uma expedição fotográfica, um smartphone com uma câmara decente chega perfeitamente para tirar aquelas fotos e vídeos de recuerdo que mais ninguém quer saber de ver. há muito que deixei de andar com o equipamento fotográfico atrás. aquele que uso, cabe-me no bolso.

...mas!

se fizermos questão de fazer um bom registo fotográfico da viagem, não temos que ir propriamente dito carregades com equipamento pesadíssimo atrás. marcas como a sony, a panasonic, ou fuji (entre outras) têm máquinas compactas profissionais, que tiram fotos com bastante qualidade, é fazer o trabalho de casa. se me perguntarem a mim, hoje em dia, usar DSLRs (em viagem) já entra no espectro do masoquismo.

bloco de notas
os moleskines são muito fofos, mas o google keep (ou o docs) para guardar notas chega e sobra.

livros
não vale a pena carregar livros em papel ou e-readers, quando o kindle (e o kobo) tem app para continuarmos a ler no telemóvel.

filmes/séries/música
com os serviços de streaming e a adopção universal de (freewifi , nem vale a pena pensar muito no assunto. quanto muito temos que nos preocupar em guardar algumas coisas para vermos/ouvirmos offline (voos, etc).

e ainda serve também para planear viagens, criar roteiros, fazer a gestão dos voos, reservas em alojamentos, controlar a segurança dos cartões bancários, como armazena (digitalmente, of course) todo o tipo de documentos que podemos necessitar, e ainda nos safa na tradução, para evitar pedirmos algum prato esquisito, que nos dê vómitos lol. mas a dar tanto uso ao telemóvel espero, é melhor levamos um power bank atrás 😆

Paris // Os transportes

Junho 15, 2019

o metro não é mau de todo, apesar de ter achado a rede uma confusão tremenda. é realmente a melhor forma de andar pela cidade, apesar do tempo que se perde a planear qual é a melhor forma de ir a algum lado. não fosse a ajuda do google maps, navegar naquele emaranhado de linhas, seria muito mais penoso.

a gare du nord é um atrofio enorme, não só é poupada nas indicações, como se falhávamos alguma, estávamos lixados. até descobrirmos de onde é que saia o comboio para orly, ainda andamos para lá às voltas feitos parvos.. 

o orlyval (shuttle da estação de anthony até aos terminais do aeroporto) é muito fixe... mas caro cmó crl. se faz algum sentido cobrar quase 10€ por uma viagem de 5mn.. e o orlybus não era muito mais barato. a alternativa é metro + eléctrico, com mil paragens.. não obrigado, já me bastou a seca que foi no primeiro dia, do aeroporto até ao centro de paris.

no aeroporto de orly, ao regresso, eu já só me ria, porque não há outra forma de encarar os espectáculos tristes que fui testemunha. a começar logo no controlo de segurança.

não sei porque carga de água, mas não tinham os tapetes rolantes a funcionar, para largamos os pertences dentro dos tabuleiros directos ao raio x - como é habitual. não... tínhamos que ficar à espera que um funcionário chegasse ao pé de nós, com um tabuleiro nas mãos, meter as coisas lá dentro, ele acartar com a nossa tralha TODA pelo pórtico de detecção de metais, e enfiar tudo na máquina de raio x. só então podíamos passar. havia 1 funcionário a fazer este belo serviço por fila. dá para imaginar o tempo que isto levou, apenas 4 pessoas à frente? alguns 15 minutos. 
os funcionários pareciam baratas tontas... 

chega a minha vez de passar, pórtico apita. mandam-me passar pelo scanner de raio x (porque eu ainda não levei com radiação suficiente no último ano). aquilo detectou lá qualquer coisa na zona esquerda superior (provavelmente algum pinchavelho do soutien, duvido que o clip cirúrgico faça aquilo apitar), vem uma funcionaria revistar-me.

apalpou-me toda, não encontrou nada, vai buscar um scanner manual, vá-me passar aquilo à minha volta, e aquilo a guinchar. nisto passa uma colega e diz-lhe qualquer coisa, e a tipa desata aos berros com a outra (os franceses não são só rudes com os estrangeiros, são rudes ponto), em cima dos meus ouvidos. já me tava a passar!!

às tantas cagou pro scanner manual e apalpa-me mais um bocadinho, eu de braços levantados, feita parva. oh miga, vê lá se não te escapa nada, que eu tirei a tarde toda para estar aqui. eventualmente desistiu, mas já estava a ver que a moça me ia levar para uma sala e pedir-me para lhe fazer um strip privado. até porque eu tenho cá um ar de terrorista ou de criminosa, que faxavòr!!

enfim.. 

a seguir foi na porta. o embarque começava às 20:20, numa porta sem espaço nenhum - aliás, aquilo de porta não tinha nada, era um corredor.

ora, à medida que a hora vai-se aproximando, aquilo está cada vez a ficar mais apinhado, o avião leva prai 180 pessoas, a porta nem para 50 tinha capacidade. nunca mais aparecia alguém, nem que fosse para tentar meter ordem nas pessoas.. até porque como todos nos sabemos, o tuga não é particularmente disciplinado, e já estavam a acontecer incidentes. tipo, no topo das escadas, via-se perfeitamente a multidão lá em baixo, mas já se sabe que onde cabe um português, cabem outros 3, tão vá de descer pelas escadas rolantes. chegavam cá em baixo, andava tudo aos trambolhões uns por cima dos outros. só visto..

lá prás 20:40, a hora que supostamente a porta fechava, aparecem finalmente 3 funcionários. ohmyfuckinggod.. o CAOS!! TUDO a quer passar ao mesmo tempo, como se estivessem a entrar para a worten do colombo numa black friday.. nunca vi multidão mais desesperada para deixar um país lol.

e não devem saber fazer contas, porque só tinham um autocarro para levar aquela malta toda até ao avião. ora, assim aquele que lá estava deixou de ter capacidade, as pessoas que estavam a tentar entrar, tiveram que ficar à porta, à espera que aparecesse outro.

o primeiro autocarro ia a deitar gente para fora, o segundo vem praticamente vazio. opá..

e foi assim que o nosso voo de regresso atrasou meia hora. a malta fala mal dos nossos aeroportos devia mesmo experimentar este.. nunca mais me apanham lá!

Pós-operatório

Junho 14, 2019

por estes dias descobri que já conseguia ler sobre o o tema do cancro sem ter ataques de pânico. das duas uma, ou a medicação para a ansiedade já começou a funcionar, ou então já estou a ficar tão familiarizada com a coisa, que deixou de me fazer confusão...

...e ZOMG, VINDE A MIM GOOGLE!!

durante os cinco dias de recobro em casa não fiz outra coisa que não fosse ler. li sobre tudo e todos os aspectos da doença. devorei sites, fóruns, blogs, estudos, publicações científicas, you name it. o homem costuma dizer que nesses dias, aspirei a internet. duas vezes muhahahaha

ganhei um respeito colossal por esta doença, mas sobretudo pelas pessoas que a tratam e investigam. e também comecei a aperceber-me que existe uma tremenda desinformação e ignorância em todas as vertentes, onde eu me incluía.. e isso não pode ser!! é um universo gigante, há tanta coisa envolvida, que chega a ser difícil escolher uma ponta por onde lhe pegar.

e porque tinha lido tanto, estava cheia de dúvidas. e como a minha memória não andava grande coisa (cabrão do PTSD1), meti-me a fazer listas de perguntas.. listas gloriosas. a paciência que os médicos têm que ter para a minha pessoa..

por estes dias tive uma consulta com o psiquiatra. o médico custava-lhe a acreditar que eu estivesse tão bem disposta dois dias depois da cirurgia, e quis certificar-se se as drogas não estariam a ter algum efeito manhoso em mim. tive que lhe assegurar que estar assim histérica ao de leve é um dos meus estados normais... ok, talvez tivesse um bocadinho excitada a mais que a conta, mas foda-se, tava tudo a correr super bem, tinha mais era que estar feliz da vida, né!?

os pontos foram tirados em duas levas, e de forma alternada. a primeira metade ao fim de oito dias, e a segunda metade, 4 dias a seguir. a parte mais fixe foi eu ter conseguido assistir ao processo, sem ter desmaiado!!! a sério, tirei selfies e tudo loll

o cirurgião plástico veio ao gabinete de enfermagem ver o estado da coisa, e dar instruções à enfermeira sobre a remoção dos pontos. aproveitou para avisar-me que não podia, de maneira alguma, apanhar sol na mama, por causa da cicatriz e do hematoma gigante causado pelas mexidelas lá dentro, para a pele não ficar escura. eu comecei-me a lamentar, que não era nada justo e pa-ta-ti, pá-tá-tá (no gozo, claro). mal ele se retirou, já com a enfermeira a cortar fio, fiz uma piada sobre o não poder apanhar sol, mas ir fazer radiação já era na boa, e a enfermeira começou a estremecer por causa das risadas, e teve que interromper a tarefa, não fosse cortar-me acidentalmente. a pena que eu tenho de não me lembrar ao certo da piada. foi tão boa!

no dia seguinte a ter tirado a segunda metade dos pontos, fui-me enfiar no concerto de LCD soundsystem, que estava a rebentar pelas costuras. passei duas horas com os braços cruzados sobre o peito, a servirem de escudo, para não levar alguma cacetada que me desse cabo do serviço.

duas semanas depois da cirurgia tive consulta de follow up de senologia. desta vez não levei o homem atrás, que não deixamos as pessoas trabalhar em condições, com as piadas parvas que estamos sempre a fazer. entre uma porrada de dúvidas e perguntas, mais ter que batalhar arduamente pelas minhas férias, que já estavam marcadas e pagas, e a médica não me queria deixar ir, passou-me a cartinha para a radioterapia, e encaminhou-me para a consulta de oncologia. também prescreveu consultas e exames para dali a uns meses.


 

PTSD (perturbação de stress pós-traumático) é um transtorno de ansiedade, que pode surgir como resposta a uma situação de risco de vida ou trauma grave. está geralmente associado a situações de guerra, acidentes, desastres naturais, ou ataques físicos. um estudo recente sugere que 1 em cada 5 doentes oncológicos também manifestam PTSD.

os sintomas podem incluir: ansiedade persistente, perturbações de humor, pensamentos recorrentes e intrusivos, sentimentos de culpa, insónias, pesadelos, dificuldades de concentração, problemas de memória, perda de apetite, perda de interesse em actividades e na vida social, tristeza ou depressão.
ler mais sobre PTSD e cancro aqui  e aqui (inglês)

Não há pachorra...

Junho 12, 2019

para pessoas que estão sempre a queixar-se de coisas, sem pensar um bocadinho naquilo que estão a dizer...

hoje na pastelaria, tava uma senhora toda indignada, porque teve que pagar 10 cêntimos por um saco de plástico (para carregar duas caixinhas de bolos). que compreende que o plástico é poluente, e que é verdade que não devíamos usar tanto plástico, mas que naqueles casos podiam perfeitamente dar sacos de papel... 

e que também não faz sentido nenhum as garrafas de plástico, que devia ser tudo vidro!

really? 😑 

pois. isso muito bonito, mas a industria do papel consome mais recursos que a do plástico, e o sacos não duram tanto. se te preocupa que o plástico vá parar ao ambiente, sê diligente na sua reciclagem, que o plástico é um material bastante versátil e tem muitas vidas. a bbc explica.

e se te incomoda assim tanto pagar por sacos, tens bom remédio, arranja espaço na bolsa para teres um saco reutilizável sempre contigo.

quanto ao vidro, santa paciência.. NÃO! pelo menos enquanto não formos uma espécie civilizada, nada de trocar garrafas de plástico por garrafas de vidro. é que eu prefiro apanhar com uma garrafa de plástico na tola (já tem acontecido, em festivais de verão), do que uma de vidro. para não falar no perigo que é, vidros espalhados por todo o lado. thanks, but no thanks!

atenção que não estou a defender o uso do plástico, infelizmente o plástico está de tal modo enraizado nas nossas vidas, que não é fácil deixar de usá-lo. o que eu defendo é educação sobre a importância de se reciclar, para que não vá parar à natureza. e não nos vamos esquecer que o plástico não tem perninhas, se está onde não devia estar, é responsabilidade nossa.

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mIRC.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e (sempre que a preguiça não a impede) gosta praticar exercício físico.

mantém uma pequena bucket list de coisas que gostava de fazer nos entretantos.

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores:
#12   #11   #10   #9   #8   #6   #5   #4

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