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eis que chega a tradicional posta de fim d'ano.. yay!!

2017 foi um ano fixe (provavelmente porque não esperava nada dele lol já vem sendo assim há uns anos, e continua a provar-se um bom truque lol), não foi *tão* difícil como previa, mas foi *muito* agitado e cheio de desafios, tanto pessoais como profissionais. tenho a sensação que não parei um segundo para respirar, enquanto via o tempo a passar por mim à velocidade da luz, os dias e os meses a queimarem-se uns atrás dos outros sem conseguir fazer nada para abrandá-lo... mas porque parar é morrer, (grande parte) esta agitação até foi muito bem vinda. 

no fundo, acho que só não foi melhor porque o verão foi manhoso, e já se sabe que o verão por aqui é um assunto muito sério!

o verão dá comigo em maluca... milhares de km por terra e ar (mais por terra do que por ar), para umas horas de dolce far niente like a pro. deixei um bocadinho do coração na maior das baleares, e pelo terceiro ano seguido, tavira foi o destino de eleição. entre férias e fins-de-semana, foram duas semanas lá passadas. na costa alentejana apenas passamos um fim-de-semana, na galé, e alguns dias de praia em tróia e saint tropez.

o verão pode ter sido muito longo, mas foi merdoso. foram raros os dias de praia sem vento e sem ondas, mesmo lá prós lados de tavira. não cheguei a sentir aqueles calores infernais, aliás, na maioria dos dias de praia tive frio. também me lembro de noites bem mais agradáveis no campismo. mas apesar da meteorologia ter andado avariada, foi espremido até à ultima gota. não houve fim-de-semana que não tivesse sido devidamente aproveitado.

demos umas voltinhas à maneira. muitos regressos: serra da estrela já é um clássico, depois fomos matar as saudades de madrid, passamos um dia em monsaraz, depois fomos tratar de uns assuntos inacabados em londres. dedicamos três dias a conhecer as aldeias históricas e o sul da beira interior, com salto a espanha para o cliché de ir encher a mula à viatura por um preço mais em conta. fizemos uma road trip brutal em maiorca, dividimos os dias de praia entre tavira e tróia. visitamos a praia da luz, santa luzia, a aldeia da pedralva, a praia da bordeira, e já mais no final do ano, odeceixe, zambujeira, s. teotónio e o cabo sardão.

ainda não foi o ano em que fiz uma viagem grande, e já tenho várias a acumularem-se. puta da ironia da vida, quando se pod€, não se tem tempo. qualquer dia vão todas de uma só vez. a woman can dream :D

a antena 3 fez-nos companhia durante horas a fio por essas estradas fora, e deu-nos a conhecer pérolas incríveis, como o pirata do rui de castro, naqueles programas alternativos que dão a altas horas da madrugada.

houve patuscadas à fartazana, tanta comidinha boa por essas tascas fora eu comi neste ano. muitas jantaradas, muitas festas de aniversário, um baptizado, e uma despedida. inacreditavelmente não houve quilos a mais!

no inicio de junho desafiei-me a não comer batatas-fritas enquanto durasse o verão. correu melhor do que esperava. e mantive o desafio, que contra todas as expectativas tem sido bem sucedido. tenho conseguido travar um dos meus maiores vícios de sempre. agora a ver se consigo fazer o mesmo com os palmiers e os pães de leite (mas... ain’t gonna happen muhahaha)

muitas séries, e poucos filmes. poucos concertos, mas grandioso de descobertas musicais, all hail the music streaming goodness!

escrevi posts saudosistas, de há 20 anos, porque 1997 foi um dos anos mais marados da minha vida e quero guardar memórias sobre ele. entre eles, um post sobre um sobre o irc que enganou uma porrada de gente, a pensar que o programa celebrava 20 anos hi hi hi épico!

em outubro começou outro desafio, aprender japonês. tem sido muito giro e temos estado a aguentá-lo bem. em julho espero conseguir ter uma conversa básica em japonês, e devorar mangas em kana.

por incrível que pareça, sete meses depois ainda me aguento no ginásio, não com a frequência ideal, porque não sei que raio faço ao meu tempo, mas um dia ou dois por semana é melhor que nenhum. assim como quem não quer a coisa, experimentei finalmente yoga, coisa que andava a arrastar-se nas minhas to do lists desde 2012. gosto muito e espero praticar até ao fim dos meus dias.

foi um ano rico em idiotices, e constatações e desabafos parvos, e tanta coisa que ficou por registar.

mas nem tudo foram coisas boas,

tratamos de assuntos chatos, tivemos uma invasão de formigas, dissemos adeus ao apartamento de almada (finalmente, só demorou quase 5 anos), aquele que foi o nosso primeiro lar, andei uma semana com a cara inchada às contas dum dente (e ainda não fui tratar do sacana, estou a pedi-las, eu sei eu sei), mais episódios de ansiedade que aquilo que é saudável, por causa daquelas coisas que não podemos controlar, as sessões de fisioterapia que tive que fazer para desemerdar os ombros, e a quantidade de consultas e exames que fiz para certificar-me que ainda está tudo a funcionar como é suposto.

mas pior que isso tudo foi o tasco onde ia comer pho ter fechado, e a dunkin donuts não chegou a portugal em 2017.. bah!

last but not the least, aqui fica o meu 2017 resumido em 365 segundos!

 

tudo de bom para vocês, gente boa. que 2018 seja cheio de saúde e de energia, o resto é paisagem :D

31 de Dezembro de 2017, às 22:30link do post comentar ver comentários (6)(1)

Sabes que estás a ficar velha quando... IV

tropeças num programa de passagem de ano que promete ser de arromba. vai acontecer num barracão gigante com ar industrial, com dois palcos a bombar música electrónica, entre o techno e house, e que tem como cabeças de cartaz uns moços que já andas para assistir ao vivo há uma porrada de anos. ainda por cima não é longe de casa, e até dava para ir a pé (se a noite não estivesse muito fria e não fosses tão comodista lol), nas calmas, depois da patuscada de fim d'ano.

irrecusável!!

só que a ideia de me ir enfiar num sítio cheio de pessoas demasiado excitadas, com bar aberto (que dá sempre em abusos) até ao inicio da madrugada, para ouvir música demasiado alta (ainda que seja do meu género favorito), combinada com holofotes a projectar feixes de luz de mil cores capazes provocar ataques epilépticos, respirar fumo de cigarro em vez de oxigénio, e ter que pensar em vestir algo que não seja umas calças de treino de andar por casa e a minha velhinha t-shirt desbotada de star wars, já não é tão apelativa como seria há uns anos atrás...

cum'cacete : /

29 de Dezembro de 2017, às 09:00link do post comentar ver comentários (6)(3)

Cenas

ontem acordei com a garganta marada, e andei o dia todo a espirrar à maluca, e a gastar toneladas de papel. mau, queres ver que arranjaste uma constipação, ou uma puta duma gripe?

como não é muito habitual ficar doente, entro logo em modo ofensivo e tenho que descobrir que bicheza anda a atazanar-me o sistema imunitário. sou a primeira a dizer para não fazê-lo, mas sou a primeira a fazê-lo. fui a correr perguntar ao dr google (em modo incógnito, é óbvio, para não me começarem a aparecer anúncios de cremes para fungos - ou pior!!! em todos os sites que entrar) que diferenças existem entre a gripe e a constipação. o dr google, na sua infinita sabedoria, informou-me que as diferenças podem ser ténues, e nem sempre é fácil distingui-las, mas têm as suas nuances:

espirros (daqueles que quase ficamos virados avesso e provocam surdez temporária a quem tiver o azar de estar nas nossas redondezas). check

nariz entupido (litros de ranho e quilómetros de papel higiénico gastos a assoar-me, vá lá que costumo comprar do macio - folha quádrupla bitches, se não já tinha a pele em redor do nariz em carne viva). check

olhos inflamados (como se tivesse andado a saltitar por um campo de papoilas em plena primavera). check

garganta inflamada. check

a temperatura não chega os 37ºC, não há dores no corpo nem fadigas, nem arrepios de frio, nem tosse, o que afasta o cenário da gripe. mal o menos. se é constipação trata-se nas calmas com líquidos (litrosas de chá de gengibre e limão - on it), e mel para aliviar a garganta (on it - não posso abusar porque é mel de medronheiro, se não ainda apanho uma piela). para aliviar a congestão nasal, lavar as vias respiratórias com água do mar (daquela em spray, que dá vómitos quando a mistura de gosma e água salgada se escapa e escorre pela goela abaixo).

eis que esta tarde, no meio de saraivadas intermináveis de espirros e assoadelas, começo a ficar com uma comichão doida dentro do nariz, daquelas que apetece a enfiar as mãos pelas narinas adentro e coçar aquilo tudo. uai.. queres ver que nem é constipação, nem gripe, mas sim um ataque diabólico de rinite alérgica? mando um anti-histamínico para o bucho, e não é que passadas algumas horas a coisa começa a acalmar?

tão em que é que ficamos? opá!!

28 de Dezembro de 2017, às 22:00link do post comentar ver comentários (8)

Séries em 2017

à semelhança do ano anterior, também neste vi pouquíssimos filmes, e fora aqueles que lhes dediquei posts (que foram apenas dois), nem me apeteceu a escrever sobre os poucos que vi (as in, começa-me a faltar a pachorra para filmes de super-heróis, que é aquilo que mais vou ao cinema ver). as séries continuaram a dominar!

tão, estas foram as cinco que mais gostei de ver este ano:

the handmaid's tale
declarei-a a minha série favorita do ano e ainda só íamos em junho, e não mudei de opinião. entretanto, e por causa da avalanche de emmy's que recebeu, tem sido bastante falada. 

the deuce
como saudosista dos anos 70's (apesar de só ter vivido dois meses neles), adorei o ambiente desta série, super realista, sem polimento nem artifícios. as personagens são ricas e estão belissimamente caracterizadas, vão-se desenvolvendo em banho maria ao longo da série, sem grandes pressas nem cerimónias.

dediquei-lhe um post depois de ter visto o primeiro episódio, e não desiludiu até ao ultimo. fechou com véu de nostalgia, aquela sensação agridoce de fim de uma era, em que as coisas nunca mais voltarão a ser como antes.

mindhunter
outra série de época, facto que quase passa despercebido se não fosse pela tonalidade esverdeada, dessaturada, e escura da fotografia, e pela tecnologia oldskool usada nos adereços. é inteligente, analítica, e muito cirúrgica. é de desenvolvimento lento, e nem sempre de digestão fácil, mas cada episódio entrega uma dose de intensidade e suspense que nos mantém agarrados.

para além da premissa, que do ponto de vista da psicologia é fascinante, as personagens, o que as movia e a química entre elas, foi o que funcionou melhor para mim nesta série.

high maintenance
começou no vimeo há uns anos, mas só este ano é que encalhamos nela. é. TÃO. FIXE! é terrivelmente hipster, desde a música, às personagens, os cenários, até ao enredo - a vida como ela é, simples e por vezes cruelmente aborrecida. há um episódio em particular que acabamos os dois a enxugar as lágrimas, por ser tão.. belo? não sei, puxou as cordas certas cá dentro. a segunda season começa em janeiro e mal posso esperar.

mr robot
apesar de já ir em três temporadas, esta continua a ser uma das minhas sérias paixões dos últimos anos, cada temporada tem saído mais intensa que a outra. o último episódio desta foi brutalmente intenso, teve uma sucessão de plot twists que não são apropriados para pessoas que sofrem do coração. ainda assim, de todas as temporadas foi a que menos pontas soltas deixou, como se pudesse terminar por ali. esperemos que não!

menções honrosas:

future man, terminator meets back to the future meets duke nukem. é um fartote. se gostam de jogos de porradaria, cenas gore-ish, fuckups temporais, e doses maciças de estupidez (juvenil), esta série tem o vosso nome!

the orville, to boldly go where no man has gone before. não tava à espera de gostar muito desta, foi um guilty pleasure, vá.. canaliza bastante star trek, e eu não consigo atinar com star trek nem à martelada. anyway, o seth macfarlane faz a festa com um arraial de clichés de sci-fi, umas piadas brejeiras, e aproveita a boleia para mandar umas chouriçadas aqui e ali. a única coisa que esta série precisa urgentemente é de encurtar o genérico. é penoso!!

e também:

american gods, better things, billionscolony (que está cada vez melhor), dark (chiliques temporais, adoro!!), dark matter (que infelizmente foi cancelada), preacherstranger things (que não achei tão fixe como a primeira season), the expanse (que está cada vez melhor), the grand tour, the man in the high castle, e the night manager.

28 de Dezembro de 2017, às 09:00link do post comentar(1)

Loop do dia XII

demorou anos (décadas!!), mas finalmente aconteceu.. rendi-me a radiohead!

tem sido uma relação complicada, desde que os conheço, nos primórdios dos anos 90. inicialmente era porque era demasiado rock para o meu gosto, depois começaram a ficar mais electrónicos, mas também mais melancólicos, o que provavelmente não combinava com o meu mood. sempre tive pena disto, porque reconheço-lhes o génio. simplesmente não temos estado na mesma frequência...

fast forward 20 anos, com alguns namoros pelo meio (o thom yorke tem músicas a solo lindíssimas), a the numbers meteu-me a ouvir o a pool shaped moon em loop. pela melodia profunda mas delicada, pela montanha russa sonora, pelas emoções que arranca, e pela progressão fantástica entre as músicas. ouve-se sem cansar durante horas a fio.

depois fui voltado atrás no tempo. encalhei no the king of limbs, depois no amnesiac. o ok computer está mais difícil (mas hei-de chegar lá!!), mas há uma pérola no segundo álbum do oknotok, que me faz levantar os pés do chão. tenho a dizer, que de todas as rendas mensais que pago por serviços na internet, a do spotify é a que me custa menos a pagar :D

portanto, o meu último loop de 2017 é uma playlist de duas horas e meia, com (todas as) músicas do a moon shaped pool, (quase todas do) the king of limbs, (metade do) amnesiac, ok computer, kid a, e in rainbows ♥

26 de Dezembro de 2017, às 21:00link do post comentar

Isa vai ao ginásio: luvas

como sei que uma das modalidades favoritas de quem frequenta ginásios é reparar nas vestimentas alheias (onde me vou incluir, para não me acusarem de hipocrisia lol), seja os leggings demasiado apertados e que deixam pouco à imaginação, seja as t-shirts ou os tops demasiado reveladores, ou a panóplia de acessórios ridículos, tipo bandanas, perneiras, cintas, headphones gigantes ou... luvas com dedos cortados.

porquêêê usar luvas no ginásio?? assério.. porquêêê?? só pode ser pró swag..

só que depois começamos a reparar que estamos a ganhar calos na palma das mãos, na base dos dedos, por causa das máquinas e dos pesos..

pois é.. a isa usa luvas no ginásio.

OH. QUE. HORROR. SUA CROOOOOOOMA!!!

gozem comigo à vontade, mas não quero ter mãos de agricultor daqui a uns meses. gosto muito das minhas mãozinhas delicadas, de quem parece que não faz nada na vida muahahahah

para não falar que evitam que fique com as mãos a tresandar a ferrum depois de fazer uns kettlebell swings ou elevações na barra, ou nos equipamentos do ginásio, andar a meter as palmas suadas onde tantas outras palmas suadas já estiveram. nope. nope. nope. gozem comigo à vontade, luvas FTW!

19 de Dezembro de 2017, às 20:30link do post comentar ver comentários (4)(1)

Arranjei um tacho

temos dois tachos com quase 13 anos, que nem sei como chegaram até aos dias de hoje. foram baratos, naquela de desenrascar, e têm tido uma utilização intensiva (e parece que não gostam lá muito de ir à máquina de lavar). a verdade é que já deviam ter sido substituídos, mas é daquelas coisas que vamos adiando, adiando, adiando, até ao dia...

ao arrumar a loiça, mirei o interior do tacho mais pequeno (e o mais utilizado) e jasus, até se me arrepiaram os pelinhos do cú ao ver o estado do revestimento, todo picado... queres ver que andamos há-sei-lá-que-tempos a comer comida condimentada com esta porcaria? 😱😵

"recuso-me a comer comida feita neste tacho!" avisei o homem.

a sério, temos que ir comprar um para substituir este. aproveitei para inspeccionar o outro sobrevivente do mesmo trem (eram 4 preças, restam estas duas), que não estando em tão más condições também não lhe fazia mal ser reformado. tão lá fomos ao ECI, comprar tachos. eles vendem uma marca fixe, da qual já temos um wok e duas caçarolas baixas. e como o OCD é uma coisa fodida, a linha *tem* que ser a mesma.


tão chego lá, um tacho havia, outro não. mau... logo aquele que era mais importante, cacete! ainda andamos a ver outras linhas, mas não.. não podia ser. eu já tinha na ideia o tacho que queria, e tinha que ser aquele e pronto!

"ah pois, lamento, mas nesse tamanho não temos de momento"

começo a deitar jactos de vapor pela cabeça tipo buu-buu. minha paciência para entraves quando estou determinada a cumprir um objectivo desce para valores negativos. [nota sobre a minha pessoa: posso deixar arrastar uma coisa durante *anos*, mas no momento que decido fazer essa coisa, tem que acontecer JÁ!!!]

vai daí, saco do telemóvel, consulto a amazon espanhola, e lá estava ele, em todo o seu esplendor. o preço não parecia desajustado em relação à oferta do ECI, e tinha entrega gratuita. pimbas, assim que chegar a casa, mando vir!

e assim que cheguei a casa, mandei vir o cabrão do tacho.

chegou hoje, uma semana depois de tê-lo encomendado. finalmente, the circle is now complete!

o homem tem enchido a pança de gozar comigo, a dizer que sou uma dona de casa muito sofisticada, só porque fiquei orgulhosa da minha determinação em ter comprado o tacho pela internet, humpf... fun fact: 99% das vezes é ele quem vai usar o tacho muhahah

mal posso esperar por comer a especialidade do homem preparada no tacho novo \m/

15 de Dezembro de 2017, às 23:17link do post comentar

Shit just got real!

eis que à 11ª aula começamos a aprender kanji. esteve sempre presente desde a primeira aula, mas agora sim.. vai começar a doer!

já andava doloroso, que na 9ª aula ficámos sem as rodinhas (do romaji), e ainda não tenho muita rapidez a ler kana.. tenho andado a fazer batota lol

tão, em 11 aulas (27 horas e meia) já aprendemos:

hiragana; katakana; cumprimentos; números (idade, horas, dinheiro); e a um nível básico: vocabulário, partículas, pronomes, e verbos. bué de cenas, if you ask me, o ritmo é bastante speedado.

já vamos compondo frases, e sem darmos por isso, cada vez reconhecendo mais palavras no meio da algaraviada dos animes :D muito, muito fixe!

a turma tem vindo a encolher. dos 18 iniciais, temos sido uma média de 12-14 a frequentar aquele horário. não sei se foram todos para os outros dois horários disponíveis, ou se alguns já desistiram entretanto. eu e o homem somos oficialmente os mais cotas da turma lol

apesar de ser a uma hora lixada, e o pessoal já estar todo a queimar os últimos cartuchos, o humor da professora e o bom ambiente da turma torna a coisa bastante divertida e descontraída.

13 de Dezembro de 2017, às 23:00link do post comentar

Cabo Sardão

estávamos em frente à praia dos alteirinhos, naquele frio, mas fantástico final de tarde. o sol não ia demorar muito a desaparecer sob a imensidão do azul escurecido do oceano.

joguei a mão ao bolso das calças e puxei o telemóvel, para consultar a app da meteorologia. o sol põe-se daqui a meia-hora. "temos 20 minutos para chegar ao cabo sardão", disse ao homem.

queria ver o sol a por-se no cabo sardão, cenário das falésias mais imponentes daquela zona da costa alentejana. se o ocaso fosse tão bonito como o do dia anterior, na azenha do mar, i was in for a treat.

chegamos lá mesmo a tempo. estacionei o carro perto do farol e arranquei pelo passadiço de madeira, até à beirinha da falésia. a tarde estava cada vez mais fria, à medida que o sol se afundava cada vez mais no horizonte. as cores tórridas do entardecer faziam um contraste interessante com a temperatura gélida do ar.

na pressa de não querer perder o momento, nem esperei pelo homem, que estava a levar o seu tempo a equipar-se para enfrentar o frio. quando finalmente se juntou a mim, entregou-me a máquina fotográfica, e também as luvas e o gorro. quem tem um homem destes, tem tudo. quase perdia o pôr do sol porque decidiu ir vasculhar a bagagem de fim-de-semana, à procura dos agasalhos de inverno.

lá em cima, as aves marinhas deslizavam preguiçosamente pelo céu, imunes ao ar gélido. lá em baixo, as ondas despenhavam-se contra os rochedos, ecoando pelas paredes escarpadas. não fazia vento, apenas corria uma brisa leve, carregada do cheiro salgado da maresia.

adoro ver o pôr do sol no mar. aliás, adoro o pôr do sol seja onde for, mas junto ao mar tem um sabor diferente. há qualquer coisa de mágico em vê-lo desaparecer lentamente na água, como se fosse ferver o oceano...

cabo sardão cabo sardão cabo sardão farol cabo sardão

já vi o pôr do sol centenas de vezes. é um dos meus espectáculos da natureza favoritos. nunca é igual, nunca cansa. é sempre um momento especial, que gosto de apreciar em silêncio.

Enigma da banheira

queriamos aproveitar o primeiro fim-de-semana comprido de dezembro pró relax. faz dois meses que não vamos para fora do quintal, e nem sequer comemorámos os aniversário de outubro como mandam as regras. a localização não interessava, apenas o hotel. para além de ter bom aspecto e não nos levar à falência, tinha que preencher dois requisitos obrigatórios:

1. ter spa
2. ter banheira (bonus points se fosse no quarto)

começamos pelo norte e fomos descendo, mas talvez por ser um bocado em cima da hora, não estávamos a encontrar nada que nos aguçasse o apetite. às tantas chegámos à conclusão que o melhor era irmos para um dos nossos habituais.

google, mostra-me imagens da banheira da suite do hotel xpto.

não mostrou, raio da única banheira daquele hotel parece ser um segredo mais bem guardado que o de fátima, bah! mas no meio de tanta foto de banheira, estava lá uma que chamou a atenção. eh lá, ondé isto? são teotónio, a sério? não sabia de nenhum hotel com spa por aquelas bandas. pera lá, acho que já passei por cima deste hotel ali no booking..

não seria a zona mais imediata, mas why not? não chegamos a ir para lá este ano, há 8 anos que as nossas férias ou fins-de-semana de verão passam sempre por lá, portanto estávamos em falta.

tão, vai-se a ver, o enigma nature & water hotel não tinha uma, mas sim duas suites com banheira no quarto. e estavam ambas disponíveis. a questão agora era acertar em qual das suites reservar, para ficarmos com aquela que tinha a banheira com a melhor localização... e depois havia uma terceira, cuja banheira não ficava no quarto, mas a vista era qualquer coisa... bom, na verdade não foi preciso pensar muito :D

not gonna lie, a brincadeira não saiu barata.. mas por zeus, as fotos não lhe faziam justiça (nem as minhas vão fazer).. tive a mesma sensação que na penthouse em tróia, não quero dormir para não perder um segundo disto.

A-D-O-R-E-I a suite. não só tinha uma vista brutal e parecia maior que o nosso apartamento, como estava super quentinha e super confortável, estava bem equipada, a casa de banho era ENORME, e a minha banheira prometida superou todas as expectativas. só lhe faltava acesso directo ao spa, que ficava mesmo por baixo do quarto hi hi hi

quarto quarto banheira banheira quarto

se pudesse, mudava-me para lá sem pensar duas vezes. oh yeah!

abanquei no sofá, em frente à janelona e declarei aquele pedaço o meu reino. passei lá umas horas valentes!

sala chillin

fun fact: haviam duas tv's na suite, uma na sala, e outra perto da cama. não chegámos a ligar nenhuma delas.

a vantagem de estar numa zona que conhecemos tão bem como as costas da mão, é que não andávamos malucos por ir explorá-la. ok, os dias estavam brutais (apesar de gelados) e demos as voltinhas da praxe, mas deu para descansar e conseguimos aproveitar o hotel ao máximo.

ah e verdade, tínhamos um terraço muito fixe, com uma vista impecável, e que ainda proporcionou uma tarde bastante interessante lol

terraço

tivemos uma sorte tremenda com a lua, quase cheia e incrivelmente luminosa. a luz prateada do luar banhava a paisagem de tal forma, que não resisti a fazer umas longas exposições, na tentativa de guardar uma recordação daquele cenário mágico. tiveram que acontecer dentro de casa, porque estava 1ºC na rua aquela hora brrrrrr...


luar sala banheira

a banheirada ao luar pode não ter sido tão épica como no jacuzzi da penthouse, mas não se ficou nada atrás. 

deixaram-nos fazer late check out, o que nos deu duas horinhas extra para nos despedirmos daquela delícia. ainda assim custou... é para repetir, sem sombra de dúvida.

quarto

no geral, gostamos bastante do hotel. não é muito grande, está desenhado em linhas contemporâneas, em socalcos, a acompanhar o declive da encosta. está numa localização genial, tem uma vista do caraças para a serra de monchique, e é super calmo. o spa é pequeno, mas muito maneirinho, e o pequeno-almoço não é mau. apesar de ser recente, já vai pedindo alguma manutenção, espero que estejam atentos às sugestões que a malta deixa, só têm a ganhar com isso :)

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mIRC.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e (sempre que a preguiça não a impede) gosta praticar exercício físico.

mantém uma pequena bucket list de coisas que gostava de fazer nos entretantos.

de resto, é ler o blog :D

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores:
#11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

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