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lost in wonderland

lost in wonderland

Nem a dormir dou sossego ao homem

Setembro 17, 2021

desde há uns anos para cá, que tenho sonhos (e pesadelos também) fantásticos, acho que se conseguisse traduzi-los em guiões para filmes, tava a nadar em guito. a porra toda é que passado umas horas já não me lembro de quase nada... 

anyway, para além de bastante criativos nas temáticas e intrincados nos detalhes, alguns são tão realistas que às vezes só sei que estou a sonhar, pelo ridículo das situações em que me encontro. além disso, não só tenho consciência que estou a sonhar, como tenho algum controlo, e muitas vezes consigo acordar ou passar a sonhar com outra merda qualquer. eles não gostam muito quando são descobertos muhahahah

apesar de muitas vezes acordar cansada, e ter a sensação que passei horas a fio a sonhar, adoro este efeito secundário das drogas da ansiedade. já o meu homem não acha tanta piada... é que para além de assustá-lo, porque mandei um berro e ele acorda em sobressalto, às vezes a coisa tende a tornar-se violenta...

como aconteceu há umas noites atrás...

já não me lembro do motivo que me levou àquela situação no sonho, mas a dada altura estamos a ser ameaçados por javalis. então, para não atrair a atenção dos bichos, tínhamos que nos movimentar de mansinho, e não fazer barulho. entretanto, parte do grupo separa-se, e eu fico para trás. nisto, alguém lá à frente grita que vai um javali a correr na minha direcção. e eu vejo o bicho. parecia um touro, grande, furioso, e desgovernado. vinha tão rápido que eu não tinha tempo para fugir... então, o que é que eu decido naquela fracção de segundo? não me mexer, e assim que ele se aproximou, dei um salto e mandei-lhe um valente pontapé na cabeça.

acordei no momento seguinte, com o homem agarrado a uma perna, a queixar-se que lhe tinha dado uma granda patada 😬 depois apercebi-me que também devo ter mandado uma joelhada em mim própria, porque me doia o joelho de uma perna, e a parte de trás do joelho da outra 😐

vá lá que tenho seguro de acidentes pessoais...

Há vinte anos atrás

Setembro 11, 2021

o mundo mudou. em NY as torres caiam, e em LX uma nova etapa na vida de uma jovenzinha começava.

hoje faz 20 anos que me mudei cá "pra cima", de armas e bagagens, sem intenções de regressar ao sítio onde nasci e cresci. lá bem no fundo, sempre senti que era aqui que pertencia, e não lá. foi a decisão mais importante que tomei na minha vida, e também a melhor. não faria nada diferente. 

Follow Up III

Setembro 11, 2021

março já costumava ser um mês agitado porque a sis (e agora o sobrinho também) fazem anos, porque começa a primavera, porque a hora muda, porque gosto de fazer férias nesta altura, e por aí em diante. só que por causa das coisas, desde há uns anos para cá passou a ser ainda mais agitado — é a altura em que faço os exames de rotina anuais, para nos certificarmos que a fruta não criou bicho outra vez, e se a terapia hormonal não faz mais do que é suposto. 

mas este ano consegui elevar a coisa a outro nível. basicamente, tirei o mês de março para sofrer.

em fevereiro, na consulta semestral de higiene oral, levei nas orelhas pela terceira vez consecutiva, porque o siso que eu já devia ter tirado por ter uma cárie muito difícil de alcançar, ainda ali estava, e provavelmente já a afectar o dente do lado. desta vez decidi dar ouvidos à higienista porque desde há um par de meses que andava com sensibilidade naquela zona, e podia ser essa a causa. tão saí do consultório com a extracção do siso marcada.. para março!

se é para sofrer, sofre-se tudo de uma só vez, né?

eis que chega março, e cá estou eu novamente recostada na cadeira de dentista. ainda a médica não tinha começado o processo, já me estava a dar uma novidade. ao observar o RX panorâmico que eu tinha acabado de tirar, apercebeu-se de uma mancha que estava ali no lugar vago de um dente (que já saiu há mais de 20 anos), e que tinha que sair, para se perceber o que era.

oh, que surpresa. tenho uma cena dentro mandíbula 🥱 (srly, nesta altura do campeonato já nada me surpreende)

o siso, esse, coitado... assim que ela lhe cravou o alicate, demorou dois minutos a ser desalojado. e de facto tinha uma cárie um bocado foleira. saí do consultório com menos um dente do que entrei, e uma requisição para fazer um tac à mandíbula.

tanto drama que andei a fazer por causa de ir tirar a merda do siso, não custou nada. bah!

entretanto, aproveitei a desculpa do tac para marcar uma consulta com a minha médica assistente, que é uma querida, e que para além do tac e de um MAPA [monitorização ambulatória da pressão arterial] por causa das queixas que lhe fiz (e do registo das medições que lhe mostrei), sobre a minha pressão arterial andar um bocado abusada, também achou que eu estava há muito tempo sem ter as vísceras inspeccionadas. então mandou-me ir fazer umas ecos e rx. mas isso marquei para o mês seguinte, que neste já tinha areia demais na camioneta. 

como marco os exames de rotina no final ou início do ano, consigo sempre umas datas porreiras. ressonância magnética, mamografia + eco mamária, eco pélvica e análises tudo feito em dois dias seguidos. e tudo dentro da normalidade. por acaso o relatório da RM vinha demasiado denso para o meu gosto, mas parecia estar tudo tranquilo (e só revela o quão minuciosa a médica é). o tac fiz uns dias depois.

deixei o pior para o fim, aquele exame que eu sempre soube que havia de chegar o dia em que teria de o fazer, mas que por acaso não estava a contar com ele tão cedo... uma colonoscopia.

digamos que estava bastante motivada para fazer este exame. no espaço de um ano estávamos com 3 casos de cancro colorrectal na família, e eu até já tinha uma prescrição para fazê-lo desde o primeiro... já diziam os antigos, quem tem cu, tem medo. vai daí, marquei-o também para março, why not?

ao contrário da endoscopia digestiva alta, que sou obrigada a fazê-las sedada porque a minha faringe é por demais sensível, e qualquer coisa que se aproxime remotamente dela desencadeia logo um festival de reflexos de vómito, a endoscopia digestiva onde o sol não brilha era outra história. 

quando marquei este exame fiquei a saber que, por querer fazê-lo consciente, tinha as minhas opções muito limitadas. por alguma razão (que havia de descobrir mais tarde muhahaha) os médicos preferem os pacientes tranquilamente a dormir, enquanto lhes vasculham as entranhas.
bom, desse por onde desse, eu queria MESMO estar acordada durante o exame. não só pela oportunidade única de olhar para dentro do corpo em alta definição, como se tivesse ali alguma cena marada in the making, queria testemunhar em directo o achado e ver o endoscópio em acção. pancadas da minha costela maluca da ciência 🤷‍♀️

descobri também que teria que fazer um teste de covid dois dias antes, ou então não havia colonoscopia para ninguém. epá, já que estamos numa de enfiar cenas, bora lá!

a colonoscopia é um exame muito temido, não só pela sua natureza... delicada, como também pela preparação violenta a que obriga. e eu fiz aquilo que faço sempre quando estou perante um desafio, defini uma estratégia para sobreviver à coisa com menos PTSD possível. iria começar dois dias antes do recomendado, não fosse a coisa correr mal. fui gradualmente deixando de comer alimentos com fibra ao longo de uma semana, para na véspera não ter muito que limpar. tinha os passos todos marcados no calendário.

a pior parte deste processo, é que eu quando tenho fome, sou uma pessoa muito má de aturar…

anyway, o pior ainda estava para vir. 12 horas antes do procedimento, tinha que começar a beber aquela cena intragável que transforma as tripas duma pessoa numa mangueira de alta pressão. as histórias de horror que tenho ouvido sobre estas mistelas 😰

eu estava psicologicamente preparada para aquilo ter um sabor horrível. mas a minha definição de horrível não foi suficiente... aquilo eram vários níveis de horrível. meio litro dum líquido espesso, tão doce, mas tão doce que tava com medo que me desse diabetes. tinha que beber aquilo em meia-hora, e na meia-hora seguinte, tinha que emborcar um litro de água. e depois repetir o procedimento.

se a primeira parte já foi fodida — demorei mais 15mn que o suposto para beber aquela porcaria toda, e lá pro fim tava ver que começava a mandar aquilo fora pela extremidade errada, a segunda parte foi um real suplicio.

o segundo preparado conseguia ser ainda mais horrivelmente doce (como se tal coisa fosse sequer possível!!!), mais espesso, e ainda mais penoso de beber. e não tardou muito a acontecer exactamente aquilo que não era suposto. cada golo que dava, lá vinha o gregório. tentei meter gelo naquilo, não ajudou grande coisa. beber água imediatamente a seguir funcionava um bocadinho melhor. 

em vez de 30mn, estive 3 horas a tentar beber aquilo, e boa parte nem sequer chegava ao destino. 3 horas sentada na sanita a sentir-me miserável, enquanto tentava distrair-me com a miséria alheia, lendo comentários de pessoas a descrever as suas preparações no reddit.

às tantas desisti. já não conseguia beber mais. deixei praí 100ml no shaker, ainda que aquilo já estivesse mais do que diluído na água do gelo, mas eu tinha chegado ao meu limite. a preparação não estava ideal, mas com sorte era o suficiente para não abortarem a missão, e eu ter que passar por aquilo tudo outra vez dali a uns dias.

às 8 da manhã estava finalmente a preparar-me para a acção. o pior já tinha passado, agora vinha a parte fixe da coisa. quando me levaram para a sala do exame, vi 5 copos para amostras alinhados em cima do balcão, e pensei cá para mim, "espero que sejam suficientes". enquanto o enfermeiro e a médica ultimavam os detalhes para iniciar o exame, eu lutava com o monitor cardíaco a ver se conseguia baixar dos 100BPM. coisa complicada naqueles dias.

aaaaand... UP WE GO!!! pensei o procedimento fosse muito mais desconfortável, ok... é um bocado estranho sentir o tubo a remexer lá dentro, mas não doía nada. o único incómodo era quando começava a insuflar, e o corpo em vez de deixar sair o ar, prendia-o, e eu tinha activamente que expulsá-lo... não era nada constrangedor muhhahahah e mesmo assim, eu ainda conseguia tornar a situação pior — cada vez que tinha que executar a manobra, emitia um “aaaaaaahhhhhhhhh” de alivio 🤣🤣🤣

o tubo entrou. o tubo andou às voltas. o tubo saiu... e nem um pedacito de tripa para amostra. nada, nicles.. parecia novinha em folha, tinha um aspecto incrivelmente saudável, rosarinho, resplandecente. por um lado fiquei triste porque sei que a sonda é tipo uma canivete suíço, e eu queria ver aquilo em acção, como vi em vários videos no youtube. por outro, senti muito orgulho de mim e da minha canalização imaculada.

e
apesar de ser bastante invasivo, e de estar acordada durante o processo todo, foi dos exames que mais gostei de fazer. pela tecnologia, pelo profissionalismo e paciência da médica e do enfermeiro. a médica foi impecável, não só ia respondendo às perguntas que eu fazia cada vez que o endoscópio dobrava uma esquina, como ia explicando o exame à medida que ia acontecendo. o enfermeiro assegurava-se que eu estava confortável. tentei não fazer muitas piadas parvas, mas elas acabam por sair assim sem eu ter controle sobre isso 😶, também não senti desconforto nenhum após o exame, nem passei o resto do dia toda grogue.

para ser sincera, a verdadeira tragédia nem foi ter passado uma semana bastante desagradável às contas da colonoscopia... foi ter passado quase uma semana a comer pouquíssimo, e nem a merda de 1kg ter perdido 😡

e pronto. se nos entretantos não acontecer nada que o justifique, é para repetir daqui a 5 anos.

Isa experimenta cenas #1

Setembro 07, 2021

se há coisa que não pode faltar cá em casa são produtos com desinfectante para a limpeza da casa e roupa. sou mega-fã da sanytol, e uso praticamente a gama toda da marca.

no ano passado, no início da pandemia, quando tudo o que era álcool e desinfectantes levaram sumiço das prateleiras do supermercado por causa do pânico do corona, também eu entrei em pânico com receio de ficar sem os meus ricos desinfectantes, que isto não se sabe até quando a escassez vai durar né?

é que, se já não haviam muitas opções no mercado, porque até à data, não era um produto que tivesse grande interesse para os consumidores — de um momento para o outro, tornou-se num bem mais apetecível que uma garrafa de água fresca no deserto. 

vai daí comecei a olhar para alternativas de produtos de limpeza mata-bixo. uma dessas alternativas foi o 𝕞𝕚𝕤𝕥𝕠𝕝𝕚𝕟 𝕕𝕖𝕤𝕚𝕟𝕗𝕖𝕔𝕥𝕒𝕟𝕥𝕖, cuja embalagem azul uniforme-de-profissional-de-saúde me chamou a atenção. é que nem quis saber de mais nada, era aquilo que havia, era aquilo que eu trouxe. 

e ali ficou, no armário dos detergentes, à espera do dia em que iria começar a ser requisitado.

fast-forward umas semanas, em que tivemos um problema na canalização do lava-louças e tivemos que vazar o armário. perante da quantidade invejável de produtos de limpeza, mandei um vídeo à minha irmã para ela gozar com a minha pancada maravilhar-se com o meu arsenal de limpeza.

e depois do momento de galhofa que se seguiu, ela diz-me,


um dias destes, ia a limpar a bancada da cozinha e decidi ver se era assim tão mau como ela fez parecer...

era.

tão mau!

paz às minhas células olfactivas... que raio de cheiro mais ofensivo, credo!

mal espichei aquilo por cima da bancada, fui logo a correr tirar com o pano, para ver se aquele pivete não ficava ali a pairar. é difícil de descrever, o cheiro… mas parecia um misto de vomitado com bosta de cavalo ou vaca, sei lá. desconheço se os outros produtos da marca foram abençoados com cheiros mais agradáveis, mas este… jazus.

não voltei a usá-lo. mas também não foi fora, que o homem achou que conseguia dar-lhe uso.

começou a usa-lo para limpar o balde do lixo, que já de si manda um pivete potente. sempre me poupava o sanytol multiusos. a ele o cheiro não lhe fazia confusão, já eu ficava na duvida sobre o que é que cheirava pior, se o desinfectante, se o cheiro que o saco do lixo deixava no caixote. ou se já era uma mistura fedorenta entre lixo e 𝕞𝕚𝕤𝕥𝕠𝕝𝕚𝕟. era dramático. só sei que logo a seguir a usar aquilo, e antes de meter um saco novo no caixote, tinha que suster a respiração caso precisasse de abrir o armário.

e aquela treta durava, durava, e eu sempre com ganas de jogar aquilo fora, ainda que estivesse praticamente cheio. mas reclamei tanto, tanto, cum caneco, que eventualmente o homem desistiu e jogou aquilo fora, a meio, com um ano de utilização. YAY!!!

entretanto também comprei umas toalhitas bem mal-cheirosas da 𝕔𝕚𝕗, mas essas não tive pena delas, foram logo de vela. não percebo como é que caralhes metem produtos com cheiros tão repulsivos no mercado 🤨

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mIRC.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e (sempre que a preguiça não a impede) gosta praticar exercício físico.

mantém uma pequena bucket list de coisas que gostava de fazer nos entretantos.

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores:
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