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lost in wonderland

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Paris // Os transportes

Junho 15, 2019

o metro não é mau de todo, apesar de ter achado a rede uma confusão tremenda. é realmente a melhor forma de andar pela cidade, apesar do tempo que se perde a planear qual é a melhor forma de ir a algum lado. não fosse a ajuda do google maps, navegar naquele emaranhado de linhas, seria muito mais penoso.

a gare du nord é um atrofio enorme, não só é poupada nas indicações, como se falhávamos alguma, estávamos lixados. até descobrirmos de onde é que saia o comboio para orly, ainda andamos para lá às voltas feitos parvos.. 

o orlyval (shuttle da estação de anthony até aos terminais do aeroporto) é muito fixe... mas caro cmó crl. se faz algum sentido cobrar quase 10€ por uma viagem de 5mn.. e o orlybus não era muito mais barato. a alternativa é metro + eléctrico, com mil paragens.. não obrigado, já me bastou a seca que foi no primeiro dia, do aeroporto até ao centro de paris.

no aeroporto de orly, ao regresso, eu já só me ria, porque não há outra forma de encarar os espectáculos tristes que fui testemunha. a começar logo no controlo de segurança.

não sei porque carga de água, mas não tinham os tapetes rolantes a funcionar, para largamos os pertences dentro dos tabuleiros directos ao raio x - como é habitual. não... tínhamos que ficar à espera que um funcionário chegasse ao pé de nós, com um tabuleiro nas mãos, meter as coisas lá dentro, ele acartar com a nossa tralha TODA pelo pórtico de detecção de metais, e enfiar tudo na máquina de raio x. só então podíamos passar. havia 1 funcionário a fazer este belo serviço por fila. dá para imaginar o tempo que isto levou, apenas 4 pessoas à frente? alguns 15 minutos. 
os funcionários pareciam baratas tontas... 

chega a minha vez de passar, pórtico apita. mandam-me passar pelo scanner de raio x (porque eu ainda não levei com radiação suficiente no último ano). aquilo detectou lá qualquer coisa na zona esquerda superior (provavelmente algum pinchavelho do soutien, duvido que o clip cirúrgico faça aquilo apitar), vem uma funcionaria revistar-me.

apalpou-me toda, não encontrou nada, vai buscar um scanner manual, vá-me passar aquilo à minha volta, e aquilo a guinchar. nisto passa uma colega e diz-lhe qualquer coisa, e a tipa desata aos berros com a outra (os franceses não são só rudes com os estrangeiros, são rudes ponto), em cima dos meus ouvidos. já me tava a passar!!

às tantas cagou pro scanner manual e apalpa-me mais um bocadinho, eu de braços levantados, feita parva. oh miga, vê lá se não te escapa nada, que eu tirei a tarde toda para estar aqui. eventualmente desistiu, mas já estava a ver que a moça me ia levar para uma sala e pedir-me para lhe fazer um strip privado. até porque eu tenho cá um ar de terrorista ou de criminosa, que faxavòr!!

enfim.. 

a seguir foi na porta. o embarque começava às 20:20, numa porta sem espaço nenhum - aliás, aquilo de porta não tinha nada, era um corredor.

ora, à medida que a hora vai-se aproximando, aquilo está cada vez a ficar mais apinhado, o avião leva prai 180 pessoas, a porta nem para 50 tinha capacidade. nunca mais aparecia alguém, nem que fosse para tentar meter ordem nas pessoas.. até porque como todos nos sabemos, o tuga não é particularmente disciplinado, e já estavam a acontecer incidentes. tipo, no topo das escadas, via-se perfeitamente a multidão lá em baixo, mas já se sabe que onde cabe um português, cabem outros 3, tão vá de descer pelas escadas rolantes. chegavam cá em baixo, andava tudo aos trambolhões uns por cima dos outros. só visto..

lá prás 20:40, a hora que supostamente a porta fechava, aparecem finalmente 3 funcionários. ohmyfuckinggod.. o CAOS!! TUDO a quer passar ao mesmo tempo, como se estivessem a entrar para a worten do colombo numa black friday.. nunca vi multidão mais desesperada para deixar um país lol.

e não devem saber fazer contas, porque só tinham um autocarro para levar aquela malta toda até ao avião. ora, assim aquele que lá estava deixou de ter capacidade, as pessoas que estavam a tentar entrar, tiveram que ficar à porta, à espera que aparecesse outro.

o primeiro autocarro ia a deitar gente para fora, o segundo vem praticamente vazio. opá..

e foi assim que o nosso voo de regresso atrasou meia hora. a malta fala mal dos nossos aeroportos devia mesmo experimentar este.. nunca mais me apanham lá!

Lost in... Paris

Junho 10, 2019

vou já tirar aqui uma coisa do caminho - nunca tive grande interesse em conhecer paris, não era uma cidade que me seduzisse, e à parte da torre eiffel, não tinha mesmo curiosidade... mas fomos convidados para participar numa hackathon lá, com todas as despesas pagas. era parva se recusasse.

tão, já que íamos para lá, vamos aproveitar o fim de semana para conhecer um bocadinho da cidade, né?

foram cinco dias, e muita sola gasta. a mi band diz que dei 71 mil passos, qualquer coisa como 46km. mas a verdade é que voltei de lá a pesar 1kg a mais. croissant much? é uma possibilidade 🤔 se bem que os croissants tugas dão 15 a 0 aos franceses!

marquei algumas cenas no mapa, que até fazia questão de ver ou fazer, mas não fiz trabalho de casa nenhum. nem sequer sabia que titulo de transporte era o mais adequado para uma estadia de 5 dias. havia de correr bem. lol

voamos pela transavia, para orly. à chegada não deu para reparar, mas ao regresso deu para perceber porque é que está quase em último lugar na lista dos piores aeroportos do mundo. fora a falta gritante de transportes públicos para lá e as poucas opções para comer, as instalações até são porreiras, mas em termos de organização, fiquei com a impressão que é uma anedota. mas lá chegaremos.

nas duas primeiras noites, ficamos num ibis perto da praça de la bastille, que até não foi mau de todo. para as outras duas em que estávamos por nossa conta, encontramos um hotel engraçado e relativamente "barato", no bairro de pigalle, que tinha muita coisa marcada no mapa naquela zona.

estávamos à espera de um quarto minúsculo, colorido, com uma varanda típica, mas quando nos apresentaram as nossas instalações, no rés de chão e sem varanda, não era bem aquilo que tinhamos em mente... entramos para uma sala de estar, com um sofá em pele enorme; seguia-se o quarto, com as paredes pintadas de escuro, cama king size, e o tecto por cima dela salpicado de leds a imitar estrelas; e por fim a casa de banho, que devia ser maior que os quartos normais do hotel, e tinha uma banheira de SPA (que lhe demos uso, POIS CLARO!!).. a nossa reacção àquele cenário foi, "o..k.. este quarto já viu coisas......." 

tinha 3 TVs - uma na sala, outra no quarto, e outra no wc, voltada para a banheira... um número perturbador de caixas de kleenexes espalhadas pela sala e quarto.. e estava preparado para 4 pessoas... bom, ninguém te mandou escolher um quarto no distrito da luz vermelha lá do sitio LOL
uma diária naquela suite é mais cara que aquilo que pagamos por duas noites. overbooking is a bitch muhahahah

a parte da hackathon foi fixe, estávamos distribuídos por equipas constituídas por pessoas de vários países e valências diferentes, com um objectivo em comum. tudo malta fixe. e duas jantaradas valentes. de resto, aproveitamos todos os minutos livres para desbundar pela cidade, de dia e de noite. mas lá chegaremos. 

fiz umas compritas interessantes. felizmente que espaço livre na mochila era muito limitado e não dava para abusar. e tinha sido TÃO fácil loll

atacamos uma livraria japonesa e foi impossível sair de lá de mãos a abanar. trouxe um livro de kanji assim pró grosso, e tive que invocar o meu mantra de SOS "eu consigo viver sem isto" até às exaustão, para resistir ao artbook do 30º aniversário de dragon ball 😞

batemos as todas lojas geeks, cheias de merchandise de anime e manga perto da avenida da republica lá do sitio, onde há disso porta sim, porta sim. e omg, foi uma experiência TÃO DOLOROSA não sair de lá carregados de figuras e t-shirts e peluches e tantas outras merdelices.

ia perdendo a carteira cabeça na uniqlo (quando é que crls abrem uma loja cá??), ainda vim de lá com uma carga valente, a minha mochila ia rebentando as costuras muhahahah

para além do francês, que já estava bolorento mas sempre ia servindo para comunicar, quem se fartou de dar à língua em japonês foi o homem (montes de japoneses em paris, parece que têm uma pancada pela cidade). não perdia uma oportunidade, e ainda foram umas quantas, entre o restaurante de ramen, a livraria japonesa, e uma rapariga que encontrou num café.
já tinha lido, e testemunhei: só depois de tentarmos arranhar francês e eles/nós não percebermos é que fazem um esforço, fónix.. eu cá nunca faço cara feia quando um cámone fala comigo em inglês 😠

tivemos uma demonstração da cortesia francesa (NOT!!), apesar dos nossos esforços para falar a língua, e ser cordiais. ao comprar um pack de 10 bilhetes de metro, a puta da máquina só deu 8.. e o sacana no fulano que estava no guiché ao lado, a dizer que era impossível, como uns modos como se o estivéssemos a tentar engrupir. grande cabrão. entretanto li outras experiências com este tipo de bilhetes.. não fomos os únicos a ter sarilhos com eles, e com o atendimento humano no metro. pqp...

houve coisas que gostei, e houve coisas que não gostei. não fiquei com particular vontade de voltar lá tão cedo, mas já aprendi que nestas coisas não vale a pena deixar nada escrito na pedra. não me senti particularmente segura em certas zonas. nunca andava com nada à vista e mesmo assim tive receio de ser assaltada. 

mas vá.. correu tudo bem, e não foi mau de todo.

Na semana passada aprendemos que...

Junho 04, 2019

- o aeroporto de orly devia ser o pior desta lista, não o de lisboa;

- os croissants franceses não são nada de especial;

- os franceses deviam ir aprender a fazer lattes com os ingleses;

- paris é uma cidade um bocado javarda;

- as zonas mais turísticas estão completamente infestadas de vendedores de bugigangas;

- os preços da restauração, alojamento, e transportes públicos em paris são um absurdo...;

- ...e ainda assim isso não impede da cidade estar atafulhada de turistas;

- existem, de facto, franceses muito rudes.. mas também há alguns bem fixes;

- pessoas a carregar a baguetes debaixo do braço é um mito;

- só se consegue respirar melhor em certas zonas porque a cidade está cheia de carros híbridos;

- os parisienses têm definitivamente muito estilo ...e gostam muito de fumar;

- o número de pontes sobre o rio sena é OVER 9000 (na verdade são pelo menos 37);

- as únicas pessoas que usam boina são os turistas;

- existem frutarias, floristas e cafés em cada esquina;

- os franceses gostam das suas esplanadas;

- anda-se facilmente uma mão cheia de kms sem dar por isso;

- em paris, a cena das trotinetas pegou em força;

- os franceses ADORAM dragon ball;

- há moooontes de japoneses e cenas japonesas em paris;

- do ponto de vista arquitectónico, lisboa parece o primo pobre de paris;

- paris é um paraíso para fãs de história e arte, em cada esquina há um monumento;

- aliás, encontra-se facilmente coisas para todos os gostos nesta metrópole;

- os parisienses aproveitam muito bem a cidade deles;

mas não esperem por fotos de monumentos, e museus, e mona lisas, já sabemos que eu não sou dada a essas coisas 😅

Londres III // dia 3

Fevereiro 22, 2019

ao terceiro dia ia ser muito curto. depois de termos aproveitado o hub até ao último segundo, fomos tomar o pequeno almoço ao costa coffee (sou fã, admito). de caminho para victoria coach station, de onde saia o transfer, fui entrando em todas as boots que apanhei, à procura de uma coisa que não encontrei.

o autocarro partia à uma e meia, pelo trânsito londrino de sábado. uma secaaaaaaaa. em vez de ir apreciando as vistas do countryside inglês, meti a pala e fui a dormitar até stansed. fazer o transfer por autocarro sai barato, mas demora demasiado tempo.. não sei se repito.

li historias de horror sobre aquele aeroporto, mas sinceramente, a minha experiência não foi assim tão má. havia filas no controlo de segurança, mas andavam rápido, esperamos praí 10 minutos (se tanto) pela nossa vez.

a zona de duty-free é generosa e há muitas opções de comida por onde escolher. se é confortável para grandes secas à espera do voo não fiquei a saber, mas then again, (sem ser nas lounges pagas) algum é?

a ryanair é que... pronto... só deu a informação da porta de embarque 20 minutos antes do fecho, e 10 deles foram passados a chegar até à porta designada. é o preço que se paga por voos baratos. eles esmifram mesmo tudo o que podem... tipo, até têm escadas nos aviões para pouparem no handling 😐

para o voo de regresso à pátria não tivemos sorte na lotaria dos lugares… ou então tivemos! quando fiz o check-in restavam apenas quatro lugares, e ficou cada um numa ponta do avião - apesar de haver um lugar vago ao lado do meu (são mesmo sacanas, os gajos). mas com sorte, até à hora da partida aquele lugar não era atribuído a ninguém, e o homem podia ir sentado ao meu lado. figas!!

depois de abancarmos nos respectivos lugares, fui trocando mensagens com ele, a fazer o ponto de situação do lugar, porque estava claramente em competição com o meu vizinho barulhento da coxia. mal deixou de aparecer gente, o homem mudou-se de armas e bagagens cá prá frente. top!

descobri que os lugares da frente do avião suckam. primeiro leva-se com ar frio da rua enquanto o avião enche, depois passa-se o voo todo a ouvir a porta do wc abrir e fechar, e a levar com o cheio da comida a ser aquecida… fosga-se. a única vantagem é que é mais fácil sentar e sair do avião, de resto, não valem um corno.

mas à parte da fuinhice dos assentos ao calhas (e de nem por isso serem lá muito confortáveis), não tive razões de queixa da transportadora.

anyway, tenho a dizer que três diazitos em londres é a conta de que deus fez. dois (e meio) já é muito fixe, mas mais um não tinha feito mal nenhum. ainda há muita coisa que quero conhecer, mas preferencialmente com dias maiores (e se não foi pedir muito, tempo mais ameno).

ah, pro tip: se tal como eu detestam o sabor da água no UK (ou noutra cidade europeia), descobri uma solução que "minimiza" o problema.
praí duas semanas antes da viagem, comecem o processo de "aclimatação" bebendo água de monchique ou vimeiro original (se conseguirem!!!).

apercebi-me disto porque desta vez não stressei tanto com a água, e não demorei a encontrar a justificação: o homem adora o raio da água de monchique, e compra para beber durante o trabalho. e eu bebo por arrasto, porque gosto ainda menos do sabor da água da máquina.

Londres III // dia 2

Fevereiro 14, 2019

este dia sim, estava afogado em planos!

a começar pelo english breakfast no regency cafe, acho que nesta altura já é seguro declarar que ir lá tomar o pequeno-almoço já se tornou numa tradição. chegamos à hora de almoço, e aquilo estava a rebentar pelas costuras. mas aquela malta não brinca em serviço e despacha a clientela toda em menos de nada. por coincidência, ficamos na mesma mesa da última vez. brutal!

...and guess what? (como sempre) éramos os únicos cámones lá 😆

depois do pequeno-almoço impróprio para cardíacos, fomos para holland park, engordar a fauna residente. ninguém faltou à chamada lol

tivemos uma sorte dos diabos, que aquele dia estava fantástico. não estava frio, nem vento, e o sol aparecia várias vezes no céu. o gorro, o buff e as luvas eram demasiado quentes lol rapei muito mais frio em novembro, do que em pleno inverno. a parte chata é começar a escurecer por volta das quatro e meia.

e a seguir... shopping spreeeeeeee he he he!!

há uma coisa que me deixa frustradissima cá no rectângulo. estamos muito mal representados pelas marcas internacionais.. e com a exposição à internet, uma pessoa farta-se de ver trapos cheios de pinta, e só mandado vir de fora que cá na pas.. o que não é ideal, porque não sabemos tamanhos nem se assenta bem, nem podemos mandar vir metade da loja.. tão, um dos motivos da viagem a londres, era mesmo ir-me enfiar nas lojas, humpf!

selfridges, freepeople, e novamente ao westfield, onde voltamos ao ichiba terminar uns assuntos pendentes (e aproveitamos para jantar também, mas nem o ramen estava grande coisa, e muito menos o fried chicken karaage katsu.. deu para perceber a má pontuação que leva em todo o lado 😒) boots (porque eu tenho uma pancada por esta loja, vá-se lá saber..), uniqlo, e lululemon, onde o homem perdeu a cabeça lol acho que ficou apto a trabalhar naquela loja muhahaah

a minha sorte foi que não estava a pensar pagar bagagem extra à ryanair, tinha mesmo que ser contida.

chegamos ao hub completamente estourados, and good news, tínhamos a encomenda à nossa espera, yay! esta até mandavam para PT, mas no UK, os portes eram à borla, por isso, aproveitamos hi hi hi

Londres III // dia 1

Fevereiro 06, 2019

desta vez conseguimos chegar ao aeroporto uma hora antes da porta de embarque fechar, FUCK YEA! antes fazer directa (porque os preparativos ficaram prá véspera, como de costume) do que arriscar perder o avião (como de costume)..

and guess what? não havia filas nenhumas, apanhamos uma seca do crl… BAAAAAAAH!

primeira experiência a voar pela ryanair. o drama.. a tragédia.. o horror! ia preparada para o pior, mas à parte do spam inacreditável que eles fazem, e de atribuírem lugares ao calhas, e das medidas muito reduzidas da bagagem de cabine para quem é sovina e não quer pagar nem mais um cêntimo para além dos voos, correu tudo dentro do expectável. sem atrasos, apenas uma fila enorme na porta de embarque e a selvajaria do costume dentro do avião, porque tuga que é tuga arma confusão em qualquer situação. só pena os bancos serem TÃO desconfortáveis.. fónix. como tava de directa, fui semi-adormecida a viagem toda. ah, o homem ia sentado no lugar mesmo atrás de mim, por isso, até acho que tivemos sorte no sorteio dos lugares lol

chega-se a stansed, sai-se fora do quentinho do avião prá rua e vooooosh... ventinho gelado na tromba. não tive oportunidade de me equipar prás temperaturas siberianas daquela manhã, mas também, o percurso do avião à entrada da porta eram meia dúzia de metros, seguramente não ia congelar pelo caminho.

bilhetes do transfer comprados, pequeno-almoço no costa coffee. pedi um cinnamon roll escandalosamente delicioso!!! OMG, arrumava qualquer donut a um canto - e se eu gosto de donuts!

ainda tivemos que esperar cerca de 20mn pelo autocarro, na rua.. quer dizer, havia uma sala de espera quentinha para onde foi o homem, mas eu quis testar a minha indumentária anti-frio. nem por isso tava muito enchouriçada. a primeira camada era uma blusa interior térmica, a segunda uma sweater fina, mais um casaco de penas fino. a sul uns leggings polares, e as calças que uso quando vou pro mato. luvas, gorro, buff puxado até quase aos olhos. nada do outro mundo, e estava na boa. ou será que não estava assim tanto frio como tudo isso? saco do tlm, -1ºC. bom.. calor não tá 😬(pronto, vá! não tava vento nenhum, faz uma diferença do cacete lol)

as duas horas de viagem de autocarro até ao centro de londres até foram bastante confortáveis. ia com um olho aberto e outro fechado, a tentar apreciar o countryside inglês, que estava envolto numa neblina cor de gelo, e em muitas zonas coberto por um manto tímido de neve. mas eu tava confiante que estávamos bem preparados para as temperaturas a roçar o negativo.

tão e qual foi a primeira coisa que isa e o seu homem fizeram mal meteram os pezinhos na rua? foram directos ao posto de correios levantar uma encomenda da amazon, que já lá estava à nossa espera. ah poizé! se a montanha não vai a maomé, vai maomé à montanha - a mania que alguns sellers têm, de não mandarem as merdas para portugal, humpf...

...e vá, o posto ficava de caminho pró hotel. eu não brinco em serviço - tinha os percursos todos optimizados para passar o mínimo tempo possível na rua lol ainda não eram duas da tarde, mas fomos para o hub à mesma, a ver se nos deixavam fazer check-in meia hora mais cedo. se não, abancávamos na lounge à espera. não tava com pressa de fazer mais coisa nenhuma a não ser dormir umas horas. mas aquela cadeia de hotéis é definitivamente fixe, e lá fomos nós, a caminho do nosso quartito.

abrimos a porta, e… QUÉÉÉÉ ISTO? A SUITE PRESIDENCIAL?? atribuíram-nos um quarto "acessível", com um wc enorme (quase cabia um quarto dos outros) e uma cama king size, para além do espaço extra. nós à espera de uma caixa de sapatos, e sai-nos um palacete muhahahah top 👌. era virado para uma avenida bastante movimentada, e havia uma obra colossal a acontecer no lote da frente, mas não se ouvia um som vindo da rua. incrível.

anyway, pousamos a tralha e ferramos a dormir!

acordámos por volta das cinco da tarde, lá fora já estava noite cerrada.. fosga-se, e nós ainda nos queixamos! vá, let’s get this party started, siga pró metro até ao westfield, aka o maior centro comercial da europa. duas vezes o tamanho do colombo, mas muito, muuuuuito mais espaçoso e arejado. fiquei fã!

mas não íamos lá para fazer compras.. pelo menos ainda não lol começamos por atacar o ichiba, um food court / loja / mercearia / garrafeira japonesa. ajavardamos em takoyaki, tonkatsu donburi e katsukare e tava tudo delicioso. ou então éramos nós que estávamos mortos de fome, pois só tínhamos o pequeno-almoço no bucho. o mais difícil foi sair de lá sem trazer metade da loja connosco...

dali siga pró cinema, oh yeah! ver um filmezito que anda em tour pelo mundo, que eu queria MESMO ver no grande ecrã, e não estava para esperar que desse cá… se desse cá (vai dar, btw)!

sala cheia, só gente crescida, ao contrário da experiência anterior [há 21 anos!!!!], onde havia meia dúzia de adultos e o resto eram putos barulhentos. a malta toda a curtir o filme à brava, brutal! o do freeza não foi mau, mas este do broly tá do crl. porradaria de criar bicho e muitas gargalhadas!

londres começa a morrer por volta das 10 da noite, há pouca coisa que fica aberta depois dessa hora, e só lá mais pro centro mesmo. e como eu queria fazer uma bucha, não havia outro remédio se não ir pro centro. e siga pró bus - a ideia mais infeliz de todas, que estava um transito brutal àquela hora da noite e demoramos buéééééé de tempo 😝

finalmente chegados a piccadilly circus, todos lampeiros a caminho do cinnabon e pumbas, tromba na porta... NOOOOOOOOOO 😭 diz que fez as malas e pirou-se (mas não choramos, como este gajo lol)...

tão lá safamos uns donuts num tasco mais a frente na rua, e decidimos tratar logo deles ali, em vez de ir pró hotel. foi então que aprendemos um detalhe curioso: sem uma licença específica, não é permitido vender bebidas e comida quentes depois das 23h 😮 ou seja, fora *algumas* cadeias de fast food, não há lattes pa ninguém. oh cum crl!

o macdonaldo lá salvou a honra do convento, e por volta da meia noite, távamos no meio de leicester square, a comer donuts e a beber lattes, sem frio nenhum. ondé que estavam os -5ºC que a meteorologia prometia?

Lost in... Londres III

Janeiro 31, 2019

que é como quem diz, apanhaste-lhe o gosto, agora tás sempre lá metida! lulz vá, é só a terceira vez em três anos 😅

não há escape possível, londres é uma cidade do caraças. já andávamos com vontade de regressar lá havia uns meses, quando apareceu a derradeira desculpa. e como era daquelas coisas que tinha que acontecer, o universo conspirou a favor. consegui uns voos com um preço bastante interessante, vaga no hotel que queria, e bora nessa!

depois apercebi-me que ir para londres no final de janeiro não era lá uma ideia muito brilhante.. se quando tivemos lá em novembro tava um frio cabrão, em janeiro provavelmente nem íamos conseguir sair à rua 😱

...mas desta vez nós tínhamos algo a nosso favor: experiência!!! 

o maior problema é o choque térmico entre o exterior, que está gelado, e o interior de qualquer sítio onde se entre, que dá para estar em manga curta. a solução é camadas.. mas poucas, que nem eu nem ele apreciamos andar enchouriçados em roupa. as duas primeiras camadas seriam térmicas e bastante finas e leves, a terceira seria uma camisola normal, e por cima daquilo tudo, um casaco de penas. depois os acessórios, luvas, gorros, e para o pescoço, o homem sugeriu buffs.

tão e que melhor sitio para ir às compras se não à secção de desportos de neve? oh yeah, não vai haver frio que nos pegue!!

a parte mais gira aconteceu dois dias antes da viagem, quando na call diária de equipa, nós relembramos que íamos tirar os dois últimos dias da semana. e nisto, o outro colega presente diz que também vai tirar os mesmos dias.

“ah e tal, vou aproveitar para ir até londres“
“olha que coincidência tão gira, nós também vamos para lá! vais quando?”
“na quinta, buéda cedo”
“OI? não me digas que também vais no voo das 6:40 da ryanair??”

nesta altura já ia uma granda algazarra na sala, quando ele confirma, apareceu malta de todos os lados a mandar-nos calar muahahah tão fixe!

a menos gira foi praí duas semanas antes da viagem. o homem apanhou uma gripe de caixão à cova, que se fez acompanhar das amigas do coração, as infecções respiratórias oportunistas. ora, se quando ele vai para londres, vem de lá sempre adoentado, ir para lá com maleitas respiratórias não era fixe... tão trata de curar essa merda!

andou a dar-lhe forte e feio nas drogas, e na véspera fez um exame e foi ao médico confirmar que o pior já tinha passado e não havia complicações. se não, ia viajar com tanto stress, que voltava de lá ainda pior.

to be continued...

Lost in... Aldeias Históricas II

Abril 27, 2018

arranjei forma de encaixar as restantes aldeias histórias na rota das últimas férias. quatro delas são "próximas", sendo possível visitá-las num dia, bastava escolher alojamento num sitio estratégico... ou achava eu! cinco aldeias, em dois dias. não há fotos delas que andei muito preguiçosa nestes dias. ficou registado na memória :)

castelo rodrigo ergue-se imponente na paisagem, cravada em penedos de xisto. ao chegar lá em cima, a primeira coisa que sobressai é a vista. a nordeste estende-se até à porta do douro internacional, vê-se perfeitamente o enorme desfiladeiro que nos dá as boas vindas ao parque. a este, os olhos alcançam facilmente espanha.

tal como todas as outras aldeias, a sua história perde-se no tempo. vários povos ali viveram desde a idade média, e cujos vestígios estão inscritos em detalhes que conseguiram resistir ao seu passado tumultuoso. o castelo fazia parte da primeira linha defensiva dos limites do reino e foi palco de inúmeras invasões e batalhas. ainda assim, sobrevive até aos dias de hoje, como se de um único e grande monumento se tratasse, para manter a memória viva.

a traça medieval da aldeia está bem preservada, tem poucas ruínas a pedir restauro, e as ruas estão impecavelmente cuidadas e limpas. à parte das hordas de visitantes que chegam de autocarro, é um sítio muito pacato. talvez por não ter muitos habitantes, acaba por tornar-se algo impessoal, sem aquele feeling castiço das aldeias portuguesas.

almeida não está tão elevada no horizonte, mas está rodeada por uma fortaleza com um formato pouco habitual, em estrela de doze pontas. nunca tinha visto tal coisa. e a sua arquitectura é algo que mais facilmente encontramos no litoral, que no interior. era um impressionante sistema defensivo, a sua proximidade a espanha assim o exigia.

resguardada dentro das muralhas, a vila não tem um ar antigo. a fachada das casas é relativamente moderna, e são poucas as casas com paredes de pedra nua. não deixa de ser um sitio muito agradável para passear.

marialva debruça-se altaneira sobre o planalto. tal como as outras, as suas raízes vêm desde a pré-história, mas quase que se perdeu no tempo. a aldeia cresceu fora das muralhas, e nos últimos anos, as casas têm sido recuperadas. passaram a fazer parte de um núcleo turístico que está aos poucos a tomar conta do sitio, mantendo-o fiel às suas origens medievais, e preservando a sua história.

a única coisa que não achei piada aqui, foi a entrada no castelo ser paga. até agora ainda não tinha visitado uma aldeia histórica que cobrasse o acesso ao castelo. e muito sinceramente, não me apeteceu a pagar para ver ruínas - por muita história que tenham para contar, quando há tanto disso para ver gratuitamente por portugal fora..

gostava de ter gostado mais de trancoso como aldeia histórica, mas não achei nada de especial. é uma vila que cresceu para fora das muralhas, e dentro delas, os edifícios novos fundem-se com os antigos. não tem aquele charme medieval das aldeias mais isoladas, mas sim de típica aldeia portuguesa. o castelo está bem preservado, e a sul, a vista é interrompida pela cordilheira da serra da estrela, coberta de neve nesta altura do ano.

apesar passar sempre por belmonte quando vou para a serra da estrela, nunca me deu para parar. confesso que a vila não me despertava muito interesse. desta vez parei para riscar a última das aldeias históricas da lista.

pode ter sido muito importante para a nossa história, não duvido nem por um segundo, mas não cai na mesma categoria da aldeias outras que compõem a selecção. diria que é mais uma vila histórica, não se percebe bem onde começa e termina o centro histórico e não tem o charme de aldeia-monumento, a resistir estoicamente à eons no topo de um monte, isolada da civilização.

*

e assim dou por terminado o circuito das aldeias históricas de portugal. a parte I está aqui, piodão aqui, e linhares da beira algures por aqui. o que começou como curiosidade, tornou-se num desafio, que não descansei enquanto não ficou concluído, por aquilo que estas aldeias significam, e por aquilo que aprendi ao pesquisar sobre elas.

hoje podem parecer apenas ruínas abandonadas à sua sorte no topo dos montes, nos cantos mais recônditos de portugal, resquícios dos tempos de batalhas e conquistas que já ninguém vivo testemunhou, mas estão imbuídas de uma história incrível. daquela que determinou as nossas fronteiras, e demonstrou a coragem e determinação do nosso povo. recomendo *vivamente* conhece-las.

como as aldeias históricas se estendem por uma área considerável, e algumas em sítios bastante remotos, como é o caso de piodão, a melhor forma de visitar as aldeias é dividi-las por etapas, agrupado-as por proximidade, por exemplo,

- marialva / trancoso / linhares da beira
- castelo rodrigo / almeida / castelo mendo
- sortelha / belmonte
- castelo novo / idanha-a-velha / monsanto
- piodão

IMHO, três aldeias por dia é o cenário mais razoável. perdemos sempre muito tempo a visitar e fotografar todos os recantos, e a conduzir entre elas, e a parar noutros sítios pelo caminho, que nos agucem a curiosidade.

aqui fica o mapa, para terem uma noção da coisa,

 

Dia 6 // Longroiva a Lisboa

Abril 25, 2018

só mais 5 minutos, vá láaaaaa....

quarto

seguir ao pequeno-almoço fomos dar uma voltinha para desmoer, antes de voltar a atacar a piscina. não fomos longe, apenas circundamos o complexo do hotel e das termas, meter o bedelho nas fontes de água, para descobrir donde vinha o pivete a ovos podres.

fonte fonte fonte

era desta fonte, e de outra mais acima :D o homem enfiou o dedo lá dentro e arrependeu-se... e não foi pela temperatura da água lolão

depois arrumamos a bagagem e siga demolhar, que nem dois bacalhaus secos na véspera da consoada. ficamos uma hora enfiados na piscina, só com a cabeça fora de água. aquilo não podia ser muito bom para a pele.. afinal de contas, a água é tratada com cloro e cenas.. digamos que saí de lá com a pele mais branca e luminosa do que entrei muhahha

no último dia de férias visitamos as três últimas aldeias históricas que faltavam.

mas já que estávamos ali, primeiro fomos conhecer longroiva. fizemos a primeira cache desde há quatro anos no topo da aldeia, perto do castelo. a app agora tá muito moderna, toca um sonzinho para avisar-nos que estamos perto da cache. "antigamente" tínhamos que andar a chafurdar, especialmente mau quando os telemóveis tinham uma recepção de satélite manhosa, às vezes com um desvio de 10-20 metros.

o castelo serve de cemitério, é um bocadinho creepy entrar lá dentro. a vista é porreira, though. alta sitio para ter como ultima morada :D

uns kms a sul, subimos até marialva. a segunda cache do dia meteu-nos a circundar o castelo. a aldeia é uma paz d'alma, sitio bom para passar uns dias muito descansados. não fomos visitar o castelo porque não me apeteceu a pagar a entrada.

marialva

seguia-se trancoso. terceira cache do dia também nos meteu a circular o exterior das muralhas do castelo. andava lá outro casal às caches, mas estavam do lado errado a muralha. não sei se perceberam a dica. a vista da torre de menagem para a serra da estrela é qualquer coisa.

trancoso

já de saída, passamos numa loja da casa da prisca e trouxemos um pedaço de paio de lombo fatiado TÃO BOM, e um queijo de cabra curado apimentado de meio kg TÃO BOM, levaram sumiço do frigorífico em menos de nada!

por fim, belmonte. também não visitamos o castelo, que era pago e já não estavam a deixar entrar ninguém, às cinco e pouco da tarde. demos umas voltas por belmonte atrás de caches. fizemos uma no moinho de azeite, a última do dia, que tinha uma vista soberba para a porta de acesso à serra da estrela que costumo usar, e a lembrar-me que há um ano que não ponho os pés na serra. devo estar doente, só pode lol

por esta altura já se ouviam estômagos a reclamar, e como não conseguíamos chegar a nenhuma conclusão sobre onde ir tratar do assunto, acabamos na cafetaria do intermarché lol a companhia era "interessante", e o lanche saiu muito barato lol

dali só paramos em lisboa. vinha completamente moída pelo dia inteiro passado ao volante, e mortinha para chegar a casa e encher-me de creme hidratante, que tinha a pele tão seca por causa do cloro que até sentia picadas. imagino que a minha sorte foi que tinha que me vir embora, se não passava a tarde toda dentro da água.. depois provavelmente iria precisar de vários transplantes de pele muhahaha

e assim terminou outra roadtrip épica. começou no extremo setentrional, atravessou o norte na diagonal, andou às voltas na beira interior, e ainda deu umas perninhas em espanha. as mudanças de paisagem são tão vincadas, que a cada dia de viagem pareciam férias diferentes \m/ não me canso de dizer, o nosso reino é lindo!!

deu para matar saudades de muitos dos sítios, mas a sensação que trago é que fiquei com mais saudades ainda. tou refém do nosso país, não me consigo fartar, estou sempre maluca para voltar lol com tantos países que quero conhecer, caneco...

álbum completo no sítio do costume

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Dia 5 // de Castelo Melhor a Longroiva

Abril 21, 2018

acordar com uma paisagem daquelas a entrar-nos pelo quarto a dentro é qualquer coisa.. e a calma daquele lugar? ficava na boa uma manhã (ou a tarde) inteira sentada na varanda, ou no sofá ao lado da janela, a ler um livro ou simplesmente a perder o olhar na paisagem.

douro

mas o melhor de acordar ali ainda estava para vir: o pequeno-almoço.. zomg.. clássico brunch de instagram, totalmente obsceno.. e delicioso!! enfardei até ao limite do estômago.. e mesmo assim sobrou mais de metade daquele banquete. podia não ser buffet, mas não faltava ali nada, o que não estava na mesa vinha da cozinha a pedido, e feito na hora (ovos, bacon, etc).

pequeno almoço banquete

aproveitamos o quarto até à hora de check-out e depois fomos dar um longo passeio pela quinta, até à beira do douro, depois pelas vinhas. a ventania era de tal forma potente que o rio parecia correr ao contrário. seria um dia impecável, se não fosse pelo vento..

casa do riodouro douro
quinta do vallado quinta do vallado
linha

a casa do rio é um daqueles sítios que não vou dizer "temos que lá voltar", vou dizer "vamos mesmo lá voltar", aquilo é um paraíso!

este é aquele dia das férias que deixo sempre em aberto, para dar margem a improvisos e surpresas. ou seja, não sabia onde e como iria acabar, se em casa, se num ponto qualquer ao calhas no mapa. opções eram mais que muitas, que ganhasse a melhor ideia!

ainda assim, queria passar por uns quantos sítios. portanto deixamos a casa do rio com destino a barca d'alva, logo ali ao lado, e pelo caminho mais curto. ainda parei para mirar o castelo de castelo melhor, mas para visitá-lo iria precisar de pelo menos uma hora, então deixei-o para a próxima visita... daquelas decisões que na hora parecem bem, mas depois uma pessoa arrepende-se e já é tarde demais, oh well..

ia tão fixada na paisagem, que deixei passar o desvio e fui parar à estação ferroviária de almendra. tipo.. de que servia uma estação no meio no nada, a km's e km's da povoação mais próxima? se calhar até se percebe porque é que aquele troço todo de linha férrea está desactivado..

douro douro

voltei para trás e lá encontrei o desvio que queria. não havia indicações, e os meus piores receios iam-se concretizar. através do google maps dava para ver que era um caminho agrícola de terra batida, mas eu tinha esperança que aquelas imagens de satélite tivessem altamente desactualizadas, e que a estrada entretanto tivesse sido asfaltada (a esperança é a ultima a morrer, certo?)... ou o google não me teria metido por lá? ou teria, à luz da minha suspeita que ele conhece o perfil de estradas onde costumo andar?

google, enquanto eu tiver o cascas não me mandes por estradas de terra batida, ouviste??? o bicho já não tem idade para essas farras.

não tinha já tido uma experiência desagradável no dia anterior, querem lá ver.. dispenso outra hoje!! mas a volta que teria que dar, era estupidamente longa e decidi arriscar.. tive sorte que não apanhei muita lama, mas apanhei um susto ou outro com derrocadas e uns ramos derrubados das árvores pelo vento. a puta da estrada parecia interminável, quando voltei a ver o asfalto agradeci ao universo por não me ter pregado nenhuma partida. puf!!

o cais de vega de terron estava bastante pacato, mas o dia não estava grande coisa, acabamos por não ficar lá muito tempo.

despedimo-nos do douro internacional, com um até muito breve, espero, e seguimos para sul, com a aldeia histórica de castelo rodrigo na mira. fiz umas quantas paragens em miradouros, para ir esticando ao máximo a despedida daquela paisagem que tanto gosto.

trás-os-montes

a parte mais interessante das viagens é notarmos a morfologia da paisagem a mudar lentamente. à medida que íamos deixando a região do douro, fomos gradualmente deixando de subir e descer montes, as curvas atenuaram, a vinhas, as amendoeiras e as oliveiras desaparecem do horizonte. blocos redondos de granito, e vegetação rasteira passa a dominar na paisagem.

não me vou alongar sobre castelo rodrigo, vou deixar isso para mais tarde. só tive pena que a tarde estava limpa, mas realmente desagradável por causa do vento e do frio. podia ter apreciado melhor a aldeia e a paisagem.

seguia-se almeida. idem idem, aspas aspas. mais uma vez fomos sabotados pelo vento, que soprava cada vez com mais força. o carro parado abanava por todos os lados, e não conseguíamos estar na rua mais de 5 minutos, por causa do frio e da ventania..

por aquela altura ainda não sabíamos como ia terminar o dia. o hotel que havíamos tentado umas horas antes estava cheio, e ainda não tínhamos tido oportunidade para abrir o booking e analisar as nossas hipóteses. entretanto, e já que estava perto de vilar formoso, aproveitei para ir atestar o carro (eu não resisto muhahahah) apesar de ainda ter 1/4 do depósito.

tava ali, e tava a começar a ficar seriamente dividida... o que é que me impedia de seguir caminho e ir acabar as férias em salamanca? era só uma horinha.. ou então era uma horinha de volta para a zona das duas aldeias históricas que não conseguimos alcançar naquele dia... decisions, decisions... mas o que é realmente fixe, é ter deixado de existir roaming na união europeia, e nós estarmos ali, no estacionamento da galp de fuentes de oñoro, agarrados aos telemóveis, a decidir se havíamos de seguir para salamanca, ou algures nas redondezas de marialva e trancoso, ou para casa.

porque eu estava com medo de rapar frio em salamanca, apesar da ideia de acabar o dia a comer churros com chocolate quente aquecer-me a alma, e porque o homem apanhou um quartinho no longroiva hotel, um dos alojamentos que por acaso considerei para a 5ª noite (mas descartei porque sou parva e liguei mais às fotos que à descrição do hotel), acabamos por voltar para portugal.

uma hora depois estávamos a chegar a longroiva. diz que havia uma piscina exterior com água naturalmente aquecida à nossa espera. e não era mentira, não senhora. eram 8 da noite, cá fora estavam 5ºC, lá dentro 38ºC. que meia hora tão maravilhosa. não há palavras...

o cenário era mais ou menos este,

snow monkey

(macacos da neve a banharem-se em fontes termais a 40ºC, copyright © jigokudani yaen kōen)


já sair da água, com uma diferença de 30 graus para a rua, é que.. FFFUUUUUUU!!!

deram-nos um quartito todo catita, no edifício principal. ficava um bocado afastado da piscina e do restaurante, mas era um preço que não me importei de pagar, pelo charme dos meus aposentos :D. o hotel é composto por um edifício clássico e um anexo ultra moderno, com quartos e bungalows. muito, muito giro, e ainda cheirava a novo. fun fact: o hotel foi desenhado pelo mesmo arquitecto das eco/tree houses do parque das pedras salgadas.

jantamos no restaurante do hotel, comi um polvo à lagareiro impecável. fiquei fã do azeite da quinta vale d'aldeia, cuja produção pertence aos proprietários do hotel.

nessa noite o homem decidiu que queria voltar a fazer geocaching, então passamos o resto da noite a instalar a app e a ver que caches podíamos fazer no dia seguinte. pena não se ter lembrado isto na primeira noite, em melgaço. a quantidade de caches fixes que deixamos escapar, baaaah!

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mIRC.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e (sempre que a preguiça não a impede) gosta praticar exercício físico.

mantém uma pequena bucket list de coisas que gostava de fazer nos entretantos.

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores:
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