Pancas da serigata XI

a gatifonga, tal como todos os espécimenes da sua laia, tem uma paixão assolapada por caixas de cartão.

como os seus humanos de estimação são atenciosos, não se importam de ter duas caixas para satisfazer o gosto de sua majestade, ainda que não sejam elementos decorativos particularmente interessantes de se ter numa casa.

uma pequena (caixa de sapatos), em cima da mesa, que é para onde ela vai dormir quando estamos a trabalhar, e uma grande, no hall da casa, onde se gosta muito de ir enfiar, para provocar ataques cardíacos às vitimas desprevenidas que por ali passam. este gato vive para pregar sustos, é um assunto sério.

há uns dias chegou uma caixa nova, ligeiramente mais pequena que a caixa do hall. achei que se calhar não fazia mal substituir a caixa grande antiga, que estava toda esburacada, e cheia de pingos ressequidos daquela cena marada que ela teve, e eu quero esquecer-me daquilo.

coloquei a caixa nova no lugar da antiga, e desmontei a antiga sob o olhar incrédulo do bixo, com ar de quem estava a testemunhar a maior atrocidade do século a ser cometida, sem que ela pudesse fazer nada. imperdoável, aquilo que lhe fiz.. ficou furiosa comigo, a santa da tarde toda! não me deixava tocar-lhe, e atirava-se-me às pernas sempre que me apanhava a jeito. depois deitava-se em cima da pilha de cartão que antes era o seu covil, a olhar para mim, com aquelas trombas (adoráveis) que só os gatos conseguem fazer. 

eventualmente passou-lhe a birra, e já aceitou a caixa nova.

por falar em birras.. hum.. tem pano um post novo lol

12 de Março de 2018, às 22:20link do post comentar