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lost in wonderland

lost in wonderland

4 down, DONE!!!

Julho 14, 2020

foi no dia 3 de janeiro, ainda muita gente andava a curar a ressaca da passagem de ano, que tive a primeira demonstração da bosta que este ano ia ser.

regressávamos do trabalho, quase, quaaase a chegar a casa. trazíamos um colega connosco, a quem damos boleia com muita frequência. também é daquelas almas que fica até às tantas no escritório, e acabamos por sair quase sempre juntos. como ele vem para os nossos lados, é um pequeno desvio que não nos importamos de fazer.

parei numa fila de trânsito, que desde há vários meses se gerava naquela zona, por causa dumas obras de santa engrácia, que nunca mais tinham fim. o homem e o colega conversavam animadamente, eu estava atenta ao fluxo do trânsito, mentalmente a esfregar as mãos por estar prestes a enfiar-me no pijama e passar o resto da noite a vegetar no sofá, quando a sensação mais surreal da minha vida acontece.

não é fácil meter aquele filme por palavras.. num momento estava tudo na maior das descontracções, noutro somos atravessados por uma força esmagadora, acompanhada dum estrondo ensurdecedor. lembro-me de ter sido projectada para a frente, de ser violentamente travada pelo cinto de segurança, e de não conseguir respirar durante vários segundos. os músculos devem-se ter contraído todos ao mesmo tempo, que corpo ficou tão rígido que era doloroso.

desorientada, olho para o homem, que estava em total estado a pânico, a perguntar o que tinha acontecido. estávamos os três completamente atordoados.. ninguém se apercebeu o que tinha acabado de acontecer, até que um de nós teve a clareza de notar que tínhamos tido um acidente.

nisto, apareceu-me uma pessoa ao lado, a bater no vidro. eu, cheia de tonturas, mais para lá do que para cá, baixo o vidro a ver o que ela quer. pergunta se estamos bem, e diz-me que lhe bati.

"bati?" oi.. como é que isso é possível? sempre que paro atrás de alguém na estrada, costumo deixar a uma distância generosa, tipo 2 ou 3 metros.. diz-me ainda que tentou arrancar mas que não foi a tempo. e eu ainda tava presa na primeira parte, "a sério que bati?" jura?

assim à vista desarmada, não tinha ferimentos, mas comecei a sentir uma dor intensa nos gémeos, e se já estava a ver tudo a andar à roda, senti-me a perder as forças, como quem vai desmaiar. o colega diz que é melhor sairmos do carro, não vá haver combustível espalhado e o cenário incendiar-se. saltamos os três para fora do carro como se tivesse transformado em lava naquele momento.

quando saí fora do carro e vi que tinha um camião porta-contentores enfiado na traseira do meu carro, pensei em voz alta "FODA-SE..... como é que estamos vivos, caralho??"

PUTA!

QUE!

PARIU!

se podia ter sido só um "beijinho", chapa amolgada e uns plásticos rachados, que o carro é tão alto que o outro nem aos faróis traseiros lhe chegava, podia.. mas não era a mesmo coisa... até porque pelos vistos, comigo as coisas nunca acontecem por menos. só levamos com algumas 15 toneladas pelas costas 😐

a traseira do carro simplesmente desapareceu. não sei como é que o colega que ia atrás não ficou feito num oito.. aliás, se calhar até sei, não tinha o cinto posto e vinha agarrado aos dois bancos da frente, porque se tivesse preso ao banco de trás, se calhar o resultado tinha sido outro.. mas que o habitáculo aguentou a colisão incrivelmente bem, não restam duvidas.

e de facto a matricula dianteira (a traseira estava dentro das entranhas do camião) estava rachada, por isso sim - bati no carro da frente. sabe lá o senhor que está no céu durante quantos metros fui arrastada com o embate.

[ele há coisas do demo.. por estas alturas, era para estar a publicar um post sobre o primeiro aniversário do meu bólide azul florescente, e o quanto gosto dele.. e em vez disso, tou a relatar o seu falecimento.. ]

o fulano que nos passou a ferro estava completamente - e quando digo completamente, digo COMPLETAMENTE histérico! parecia uma barata tonta, de um lado pro outro, numa estada de 3 faixas, com carros a passar de ambos dos lados, a berrar a sua triste sina aos deuses (porque aparentemente não foi a primeira vez que aquilo lhe aconteceu). amigue, se há aqui alguém que deva estar fodido com o universo, se calhar sou eu, não??

sempre imaginei que, no dia em que isto me acontecesse, ia sair do carro, a espumar-me toda de raiva e a gritar histericamente com a besta que me bateu, a chamar-lhe todos os nomes e mais alguns.. mas não.. estava perfeitamente calma.. zen quase!

ainda não havia seis meses que tinha o carro, mas estava zen. podia ter morrido ou ter ficado gravemente ferida, mas estava zen.. estava mazéra em choque, só podia!

bom, e agora? mékie? chamar a policia, chamar o reboque, assinar participações.. nisto passa por nós, uma das melhores pessoas que tenho na minha vida, que ao reparar no desgraçado do carro que tinha sido enrabado pelo camião, parou ali e ficou comigo até aquela provação acabar, ajudando naquilo que conseguia ❤️

não sei como, mas conseguimos sacar a tralha toda que tínhamos na mala - tipo, a mochila do homem com o portátil lá dentro, mais a minha mochila com os headphones novos, casacos, entre outras cenas, sem um arranhão.

entretanto o homem e o colega seguiram para o hospital ali perto. já eu, passei quase 3 horas ao frio e cheia de dores, a ter que tratar daquela cangalhada toda com a polícia e o reboque. o tipo do reboque, veio confirmar a quilometragem do carro comigo, não queria acreditar que ainda só tinha 7 mil km.. olha, somos dois!

duas faixas fechadas.. um trânsito medonho.. policia.. bombeiros.. reboques.. ca'puta de confusão.. 

no hospital, reparei que tinha um hematoma e uma raspadela na testa. olha que giro, não me lembro de ter batido com a cabeça em lado algum.. e por acaso até nem me estava a doer a cabeça. doía-me a cervical, a lombar, o peito, os gémeos das pernas, e a alma. a cabeça não. fiz TAC e tava tudo normal, assim como os vários RXs que fiz às outras partes. o médico que me atendeu era um porreiro, tantas PPMs (piadas por minuto) caneco!

cheguei a casa, enfiei-me finalmente no pijama e aterrei no sofá. era mais ou menos assim que tinha planeado acabar aquela noite.. excepto que mais cedo, sem o corpo todo dolorido, e com o carro na garagem.. 

tanto eu como o homem ficamos com dores horrorosas nos gémeos (ele custava a andar), que dias depois se transformaram em hematomas gigantes. já o colega não se queixou das pernas.. não percebíamos o motivo disto, até que me meti a ver vídeos de crash tests e descobri: levamos com o ferro de ajuste da posição do banco. ouch!

por três vezes já tive muito perto de bater a bota. quando levei com o taco de basebol na cara, uns centímetros mais a cima e não sei se estava cá hoje... quando estava prestes a me afogar numa praia deserta, se não fosse a minha irmã ter conseguido safar-se e ter-me jogado a mão.. e naquele dia, se o fulano tivesse demorado mais uns segundos a aperceber-se que o trânsito estava parado, e me tivesse batido com mais velocidade. é uma sensação de merda, quando nos apercebemos o quão fácil é ir desta para melhor, não recomendo.

...e a puta da burocracia para resolver um imbróglio destes? ZOMG!!

depois.. covid cenas, tudo aterrado, serviços administrativos estatais (e não só) que em plena pandemia não aceitam documentos nem assinaturas digitais, e foi preciso esperar por cartas, imprimir documentos para assinar, demoras para cá, demoras para lá, só em junho é que dei esta salganhada finalmente por terminada.

a minha seguradora portou-se TÃO MAL, mas TÃO MAL, que jurei nunca mais fazer seguro algum com eles. e adivinhem em qual é que fiz o seguro novo? na do culpado (como era para ter sido logo desde o inicio) lol!

mas nem tudo é mau, vá! carro novo, modelo actualizado de fresco, com umas melhorias bastante simpáticas. embora ainda tivesse que largar uns euros valentes para cobrir a diferença entre a indemnização da seguradora e o valor ligeiramente mais alto do carro. mas nota 20 para o pessoal da toyota, foram impecáveis, esperei menos de duas semanas pelo carro e consegui negociar as mesmas condições de crédito que tinha.

cabrão do universo, que não me deixou chegar aos 20 anos de encartada sem um acidente no cadastro 😡

3 DOWN, 1 to go!!!

Maio 19, 2020

quase, QUASE a dar a odisseia dos assuntos cabeludos por terminada. já lhe consigo ver o fim, FFFUUUUUU!

para estabelecer o compasso temporal deste episódio, importa referir que aconteceu num fim-de-semana em meados de novembro passado - já lá vão seis meses...

a nossa vida é uma balbúrdia tão grande, que às tantas cai no ridículo.. a sério!

tão gastamos o sábado todo a tratar de merdas, a ver se tínhamos o domingo completamente livre, que eu tinha posts para escrever e mails pa responder, e queria estar nas calmas.

isa: "ahh, tão fixe, temos o domingo todo livre"
universo: "hold my beer!"

por volta das seis da tarde, íamos a sair de casa, quando o homem assim que fecha a porta, diz

"...UPS!!!!"

a chave tinha ficado na fechadura... do lado de dentro...

ok.. don't panic!! não faltam chaves sobresselentes cá fora. vou ao carro buscar a minha. pode ser que a chave esteja direita na fechadura, e consigamos abrir a porta.

quando vivíamos em almada isto era o prato do dia, não faltam episódios de termos ficado fechados do lado de fora, e ter que pedir ao vizinho para deixar saltar a varanda. em lisboa nunca tinha acontecido, porque o canhão tinha - aprendemos nós às custas deste infeliz episódio - uma protecção, para evitar que acontecessem estas situações. só que uns meses antes, o homem trocou o canhão por outro mais xpto, com chaves anti-cópia e whatnot.. e quando lhe venderam o canhão novo, aparentemente esqueceram-se de mencionar esse pequeno "detalhe", e que existia outra versão do mesmo com a tal protecção.

porque já tínhamos testado, sabíamos perfeitamente que com a chave do lado de dentro, só conseguimos abrir a fechadura se a chave estivesse direita. um bocadinho de esguelha e já foste!!

foi o caso..

o homem deu uns safanões valentes na porta, com a chave metida, a ver se a chave do outro lado se mexia e nada.. andei a dar-lhe cabo da cabeça para arranjarmos uma fechadura biométrica toda croma, mas ele não quis saber de modernices de segurança duvidosa muhahahah agora se calhar tinha dado jeito, não? 😬

plano B

ok, vamos tentar abrir a porta recorrendo a certos e determinados truques, que envolvem cartões e cenas. pelo menos nos filmes costuma funcionar em segundos. meia-hora depois, todo suado e com os dedos descascados devido à violência infligida na porta, o homem dá-se por vencido e desiste.

plano C

telefonar ao piquete da empresa onde compramos o canhão. que nem demorou muito a aparecer, mas mal entrou no prédio, começou logo a ver a vida a andar para trás... a dele e a nossa!

"pois, se for igual a uma situação que já tivemos aqui, vai-lhe sair caro" (as in porta nova caro)... FFFFFFOOOOOODASSSSSSE!!!!

ele bem tentou, e nada. tal não é a espécie, que mesmo só no trinco, NÃO! ABRE! só escavacando porta... o piquete foi-se embora sem ter conseguido fazer o serviço, e sem cobrar nada. menos mal.

plano D

partir o vidro mais pequeno de uma das janelas. mas.. não podia ser o homem a fazer isso, não fosse alguém topar a cena e chamar a polícia, e o homem ir parar à esquadra. não era assim que eu planeava acabar aquele fim-de-semana.

siga falar com os bombeiros. os bombeiros estavam confiantes que iam conseguir abrir a porta sem problemas nenhuns... já nós, não estávamos tão confiantes.. mas vá, siga que tá-se a fazer tarde.

os bombeiros não tardaram muito a chegar. o problema foi terem que esperar pela PSP, para testemunhar a abertura da porta. ainda tentaram pedir autorização para avançar, mas sem policia no local, nada feito.

nesta altura o nosso vizinho do lado já estava em casa, e confirmava o pior dos nossos receios, ia ser praticamente impossível enganar aquela fechadura..

uma hora depois, eis que a PSP aparece. a acção podia finalmente começar!

dois bombeiros latagões a violentar a nossa pobre porta... eu e o homem tivemos que ficar de costas voltadas, porque não podíamos aprender os métodos usados pelos bombeiros.. que suponho não serem muito diferentes daqueles que o piquete das chaves nos tinha demonstrado horas antes 🤷‍♀️

como eles já sabiam que não queríamos a porta arrombada, não tardamos muito a ouvir "olhe, vamos seguir com o plano b" i.e entrar por uma janela...

😭😭😭 um minuto de silêncio pela minha janela. cabrão do mercúrio retrogrado!

eu, que estava no interior do prédio, até me doía a alma com as porradas que os bombeiros tavam a dar no vidro, e aquela merda não havia maneira de partir. ecoava pela rua e sentia-se no prédio todo. pelos vistos, até os vidros são filhasdaputa..

10 minutos depois, entrei finalmente em casa. parecia um cenário de guerra..also, a primeira coisa que os bombeiros mal viram ao entrar, foi o estendal com a nossa roupa interior toda estendida.. oh gawd... 😖

e agora limpar esta merda toda... chão da cozinha estava coberto de vidros. não sei como é que as gatas não se cortaram.. deu uma trabalheira danada limpar aquele estrago todo. 

casa finalmente limpa, e janela isolada para não entrar frio nem vidros, nem as gatas irem para lá meter o bedelho. era quase meia noite.. PQP, lá se foi o meu domingo sem fazer a ponta dum corno 😫

agora vem a parte em que eu me vejo obrigada a concordar com os comentadores de bancada — ninguém gosta de trabalhar neste pais! é a única explicação para o tempo que demoramos até a janela voltar a ficar funcional.

ao fim de uma semana, e com vários contactos feitos para orçamentar a substituição do vidro, e nada.. radio silence. tornamos a contactar. uns afinal não faziam aquele tipo de serviços, outros não trabalhavam com aquele tipo de vidro, outros ficaram de enviar orçamentos que nunca chegaram.

passa-se uma.. duas semanas... sem novidades. dezembro é aquele mês que fica a meio gás e ninguém dá resposta. janeiro.. bom, janeiro foi para esquecer.. em fevereiro o homem retoma os contactos, e dispara mails para todas as vidreiras do país que trabalham com aquele tipo de vidro. teve UMA resposta. é que nem nos armamos em esquisitos. só que até mandarem alguém cá a casa, tirar as medidas ainda demorou umas semanas. depois mais umas semanas para mandarem o orçamento. sinalizamos o serviço, com previsão para dali um mês. entretanto, mete-se o coronapocalypse... OPÁ!! 

hoje, vieram finalmente instalar o vidro. já posso abrir a janela outra vez, YAY!

ao menos esta salganhada toda serviu para me deixar mais descansada da vida. mais rápido chega cá a policia do que conseguem meter o nariz dentro de casa. é preciso fazer a puta dum estradalhaço...

por fim, coisas que eu gostava de ter sabido - e podia ter sabido, se lesse com atenção as merdas que assino,

temos dois seguros que prestam assistência ao lar, e que têm especificamente um serviço de abertura de portas. em tendo isto na apólice, a primeira coisa de deviamos ter feito, era telefonar para a assistência, para ser o seguro a abrir a porta e/ou acartar com as despesas que resultassem disso.

como só nos lembramos do seguro depois do estrago feito, quando tentamos activar a apólice para cobrir os danos, eles responderam que nada feito, porque é considerado uma quebra voluntária. esquece lá que tenho provas da polícia e dos bombeiros como não foi, eles não querem saber. puxa da carteira e não bufes!

bom.. e com isto, acabaram-se-me as desculpas para não lavar os vidros 😔

PQP

Fevereiro 27, 2020

a parte realmente chata de ser adulto, não é ter contas para pagar, ou ter que ir trabalhar quando não nos apetece sair da cama.. é levar com as cagadelas que a vida nos atira, ainda ca'gente ande sempre com pezinhos de lã, para fugir às chatices.

ando, desde há várias semanas (meses nalguns casos) a braços com quatro assuntos cabeludos. QUATRO!!! se qualquer um deles deles (ou pelo menos três deles, vá!) é suficiente para me roubar horas de sono, imagine-se quatro!

🖕😠🖕

quando finalmente me ver livre desta trampalhada toda, vão vir resmas de posts.. já diziam os antigos, não há fome que não dê em fartura.

Vade retro, Novembro

Dezembro 01, 2019

FFFUUUUUU que mês tão cocózão que foi novembro.. não fizemos nada de fixe, tirando o primeiro fim-de-semana que fomos à terrinha, nem saímos do quintal. nem sequer calcei no web summit (este ano não houve borlas para ninguém lol).

é verdade que faltou vontade para fazer cenas e ir a sítios, e acabamos por passar os fins-de-semana todos ocupados com tarefinhas miúdas, e pequenas reparações e optimizações em casa. a meio do mês tivemos um sarilho daqueles que só pode ter sido resultado de um valente ataque de caganeira do universo, e que ainda não tá resolvido, porque se calhar há uma pontinha de verdade quando dizem que os tugas não são lá muito amigos de trabalhar (podiam ao menos responder ao contactos sucessivos, a ver se a minha vida desemerdava.. mas pelos vistos, nem isso)..

quero fazer montes de cenas, mas nunca arranjo tempo para nada. depois, os dias tão cada vez mais pequenos e foleiros, e se eu já ando toda descompensada dos químicos do cérebro, e com um mau humor medonho, ainda fico mais intragável. chega a um ponto em que até custo a aturar-me a mim própria 🤬

vão ser os 30 segundos mais aborrecidos do meu vídeo desde ano, PQP...

Se provas faltassem.. #7

Maio 01, 2019

fomos os dois ao dentista, um a seguir ao outro, resolver umas cáries que a última limpeza destapou. ele no canto inferior direito, eu no canto superior esquerdo. três horas depois ainda estávamos os dois com a cara anestesiada, mas como távamos cheios de larica, decidimos ir lanchar.

em retrospectiva, não foi a ideia mais brilhante que já tivemos..

por acaso, até pensava que para além da ausência de sensação, a maquinaria continuava a funcionar como suposto... só que não. o acto de mastigar ou beber com metade da cara anestesiada é bué estranho, porque aquela parte do corpo parece que está desligada da corrente. tal como não se sente, também não funciona.

mas agora era tarde demais..

era o galão que se escapava por entre os beiços ao encostar o copo na boca.. eram migalhas de croissant a cair em cascata.. depois desatávamos a rir das figuras um do outro, o que agravava ainda mais a situação.. a javardice que ia naquela mesa.. ya, tipo nunca mais!

FML

Setembro 01, 2018

agosto já era, e eu fui à praia exactamente.. UMA VEZ!!! e apenas durante DUAS HORAS!!! recorde mais deprimente para a minha pessoa, nem quando passava os verões inteiros a vergar a mola noite e dia se isto aconteceu.. porca miséria, cagalhão, foda-se!

nunca tive tao pálida nesta altura do ano.. vá lá que ainda tenho setembro para ver se arranjo uma corzinha mais saudável :P

FFFFUUUUUUrmigas

Janeiro 14, 2017

saímos um bocadinho mais cedo do trabalho, na expectativa de uma noite calma, e aproveitar bem o descanso extra. de caminho, breve passagem pelo supermercado, para comprar umas cenas em falta para a janta.

vamos a pousar as compras na bancada da cozinha e.. e... 

FORMIGAS!!

FORMIGAS EVERYWHERE!!

WTF??

duas auto-estradas bastante congestionadas de formigas, vindas de diferentes pontos do openspace, a convergirem no armário da despensa. nem a taça da comida da gata escapou.. FFFUUUUUU!!

PQP um prédio com meia dúzia de anos e já tem formigas a entrar-lhe pelas paredes a dentro.. só não foi totalmente inesperado, porque eu já sabia que era apenas uma questão de tempo até acontecer. eu bem as vejo na rua. a elas e aos vulcões massivos donde elas brotam.

perspectivas de uma noite calma semelhantes ao destino que milhares de formigas estavam prestes levar: irem pelo cano do esgoto abaixo.

butes lá arregaçar as mangas e acabar com a festa. um massacre segue-se. esta merda custa-me, detesto ter que fazer mal a bichos. sim, até a formigas, aranhas, moscas, seja o que for.. e formigas não posso simplesmente abrir a janela e atirá-las para onde nunca deviam ter saído.

depois toca de vazar as quatro prateleiras armário, limpar aquilo tudo de formigas. aparentemente, todos os caminhos iam dar ao frasco de mel, apesar de bem fechado. como precaução, selar outras coisas que podiam atrai-las, e aproveitar para deitar fora tudo o que estivesse fora do prazo.

depois toca de ir a correr comprar armadilhas. voltar para casa, aspirar o chão, espalhar as 4 armadilhas pelas zonas mais criticas. e por fim, jantar, tarde e às más horas do costume. ao fim da noite, eram poucas as que ainda se aventuravam pela casa.

o comedouro da gata tem um pequeno rebordo à volta das taças que sempre me irritou, por dificultar a limpeza... até agora! nunca mais implico com aquilo. tem um uso extremamente prático para esta situação: enchi aquela secção com água, e pimbas! as formigas vão ter que construir uma jangada para atravessarem o rio até à terra prometida! se aquilo foi concebido com o propósito de servir de barreira anti-formigas, hats off, designers de equipamento para animais de estimação!

na manhã seguinte, as poucas que avistamos já estavam meio grogues. à falta de comida, devem ter atacado as armadilhas e aquilo já estava a fazer efeito. dois dias depois da invasão, não restam rabigas para contar a história (é por isso que estou eu a contá-la :D). aquela bodega funciona mesmo bem. só por causa das tosses vão continuar armadas mais uns tempos, pelo menos até selarmos os rodapés e garantir que elas não voltam tão cedo.

Engraçadinho

Abril 01, 2015

a tua primeira opção de autocarro só passa dali a 17 minutos. a segunda opção, a 12 minutos. a terceira, a 4 minutos. não gostas, mas segues nessa para não perderes mais tempo. chegas à estação de metro, comboio parado, carruagens a abarrotar. linha interrompida por motivos alheios, previsão de restabelecimento do serviço dali a 15 minutos. desistes e vais ver se tens autocarros. entretanto ouves o metro a arrancar. PQP. perdes um possível autocarro que estava a sair naquele momento, o próximo é só dali a 8 minutos. sobes e vês o horário dos comboios, parte um dali a 3 minutos, boa. enganas-te com o número da linha, o comboio está do outro lado da plataforma. desces. corres. sobes. o comboio parte sem ti. voltas novamente ao metro, que entretanto já esta a funcionar.

a tua reacção perante este imbróglio épico? ris-te à parva, claro. é o universo a pregar-te uma partida de 1 abril, não há outra explicação!

Ainda nem tínhamos conseguido descansar da semana anterior...

Novembro 24, 2011

...já nos estávamos a meter noutra!

 

ele há coisas do arco-da-velha. há umas semanas atrás o marido disse-me que andava no ar a eventualidade de ter que ir à holanda ter formação, mas o tempo foi passando e a coisa não atava nem desatava, por isso fomos deixando o assunto para trás.

 

...até que na segunda-feira, por volta das 10 da manhã (do dia em que era suposto ele ir para lá) começam os telefonemas e os mails.. o resto da manhã foi passado numa incerteza pegada, sem sabermos bem como ia acabar aquele dia. por volta da hora do almoço chega a derradeira decisão:


- tens *mesmo* que ir para a holanda *hoje*! 

 

o homem entra em stress!


tem que ir, mas diz que não vai sem mim... tem que ir, mas não tem *nada* preparado ou combinado.. naquele momento tudo está dependente de tudo. e no meio de tanto stress, lá começamos a esboçar um plano. 

 

primeiro entrave: se eu não pudesse ir, ele passava a outro. recusava-se a viajar para o estrangeiro sem me levar atrás.

 

à uma e meia da tarde vou falar com a minha chefia, que por sorte estava disponível àquela hora e pergunto se há problema em trabalhar à distância durante o resto da semana. não seria justo para com o marido, fechado numa sala a ter formação das 9 às 5, e eu a dar numa de turista e visitar a cidade toda, né? nem sequer faz o meu estilo..

 

segundo entrave: alojamento!

 

como eu não estava abrangida pela formação, o alojamento teria que ficar por nossa conta e não estávamos a encontrar nada decente por menos de 600€. começávamos a não achar piada aos gastos que íamos ter com isto... foi nessa altura que o marido lembrou-se que tínhamos um ex-colega a viver lá. cravei o contacto dele e minutos depois tínhamos sitio onde ficar, não era em amsterdão, mas ficava a 10mn de comboio do local da formação (sloterdijk). w00t!

 

então às duas e meia da tarde as passagens estavam compradas e tínhamos sitio onde ficar, mas.. e o resto??

 

terceiro entrave: não tínhamos as malas feitas. isto a 3 horas do check-in... PÂNICO!

 

sem tempo a perder, apanhamos um taxi para casa. um telefonema à sogrinha, que se prontificou a ir buscar o furas a almada foi uma GRANDE ajuda, pois ele não podia ficar sozinho e era impossível irmos a azeitão naquele momento.

 

enfiamos tudo e mais alguma coisa numa mala, sem passar a ferro sequer (eu sabia que um dia este "mau" hábito nos havia de morder o cú): roupa interior com fartura, calças, camisolas quentes, polares, gorros, etc etc que vamos para um pais onde nesta altura, as temperaturas andam entre os e os .. MEDO!

 

quarto entrave: os casacos de inverno estão todos na lavandaria... restavam os da neve... SIGA!

(o meu é cor-de-rosa choque, mas hey, nestas alturas uma pessoa não se pode armar em esquisita, né?)

 

às quatro e meia tínhamos tudo preparado. falava apenas meter o carro na garagem e eu comer qualquer coisa antes que caísse pro lado. como já estava a ficar um bocado mal-disposta, bebi apenas um iogurte..

 

enfiamos as malas no carro e o marido chamou um taxi para nos apanhar na garagem. o tempo tinha que ser optimizado ao segundo lol

 

o taxi deixou-nos no aeroporto exactamente à hora que queríamos, cinco e vinte. estava tudo a correr demasiado bem, apesar do stress todo que estávamos a ter com aquilo tudo.

 

a fila para o check-in estava enorme, e tanto eu como ele tavamos com dores brutais nas costas que mal nos aguentávamos em pé.. eu até respirava fundo, se não ainda tinha um treco marado qualquer..

 

pior que a fila para o check-in era a fila para o raio-x. enooooorme, e as mochilas a pesar toneladas.. naquela altura, apenas com o pequeno-almoço e um iogurte dentro, já me começava a sentir mal... vá lá que aquilo até andava relativamente rápido.

 

às seis e meia finalmente consigo sentar-me e "almoçar". decidi não comer nada de muito forte se não o estômago ainda me pregava uma partida. comi uma saladita oceânica no mcdonalds. 

 

às sete da tarde entramos no avião, um boeing 737 da transavia. sou completamente fã de aviões.. quando *não* estou dentro deles lol

 

a noite já tinha caído quando levantámos e o céu esteve nublado a maior parte do tempo, não deu para ver grande coisa pela janela.. só já por cima do norte de frança / bélgica é que começaram a aparecer luzinhas. tão fixeeeee!
fiquei histérica, das vezes anteriores que voamos, da janela só se via céu e oceano he he

 

o voo foi sempre muito tranquilo. não apanhamos turbulência nenhuma, e as três horas passaram-se num instante. "foi uma ida ao algarve" dizia o hóme, mas...

 

...a aterragem pregou-me um cagaço à maneira!

 

lá em baixo estava nevoeiro cerrado. o avião começa a descer furiosamente, prestes a mergulhar no mar de nuvens, quando a inclinação muda repentinamente e o gajo volta a ganhar altitude à força toda........ 

 

claro que aqui a isa entrou logo em pânico e começa a traçar uma data de desfechos possiveis.. mas um avião cheio de holandeses parecia que nem tinha dado pela coisa. minutos mais tarde o piloto comunica que não foi possível aterrar devido às fracas condições de visibilidade, e que pátáti pátátá, tiveram que voltar a subir e iam tentar a aterragem novamente. mas não achei lá muita piada a coisa, não.. :P

 

à segunda lá aterraram a ave em solo firme.. and welcome to the netherlands!!

É oficial...

Março 29, 2011

...nunca mais na vida como uma puta duma amêijoa que seja!

 

incontáveis, os encontros imediatos que tive com a minha rica sanita durante 12 horas seguidas.. nem água o raio do estômago conseguia segurar lá dentro, não imaginava ser possivel vomitar tantas vezes de seguida e sem ter absolutamente nada dentro.
depois juntou-se o marido à festa... toma lá que é para aprenderem a não se lavajarem com marisco de merda!

 

resultado: acabamos os dois no hospital. eu apenas precisei medicação intravenosa apesar de já estar com sinais de desidratação, e vim para casa com uma dieta de medicamentos e proibida de comer uma data de coisas durante os próximos dias, e o marido, para além da medicação, ainda teve que fazer análises e papar uma litrosa de soro..

 

PQP!

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mIRC.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e (sempre que a preguiça não a impede) gosta praticar exercício físico.

mantém uma pequena bucket list de coisas que gostava de fazer nos entretantos.

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores:
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