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lost in wonderland

lost in wonderland

Lugares mágicos

Maio 09, 2019

andava de olho posto na's casas caiadas há uns tempos valentes, mas tava difícil de conciliar as datas. porque a minha altura favorita para ir laurear pelo interior alentejano é ali aquela nesga da primavera, quando a paisagem verde está sarapintada pelas cores das flores silvestres, e as temperaturas estão amenas, e eu só me lembro destas coisas em cima da hora... mas deste ano não ia passar!

aproveitamos um dos feriados, planeamos uma ponte, e reservamos a estadia (com dois meses de antecedência!!).

sem grandes pressas, fomos pelo caminho mais demorado - e mais cénico, para aproveitar bem o passeio. levamos hora e meia a chegar lá, a distância de lisboa é perfeita, nem muito perto, nem muito longe. num daqueles momentos que só podem ser obra da conspiração cósmica, enganei-me a fazer o desvio final, e dei de caras com este cenário fabuloso,

ribeira floridaribeira floridaflores

de volta ao caminho certo, que serpenteava por entre um montado e que atravessava a ribeira da foto de cima, o nosso destino revelou-se. fomos muito bem recebidos pelo proprietário, que nos apresentou à nossa casa durante os próximos dois dias, à casa social, onde se fazem as refeições, e já agora, pedimos se era possível ver a casa grande, assim ficávamos a conhecer tudo. as casas são casamento perfeito entre o contemporâneo confortável e seguro, e o rural genuíno e simples de outros tempos.

casa de pedra wc suite

ia com expectativas altas, mas uma coisa é ver fotografias, outra é estar in loco. se o charme rústico e delicado das casas era tudo aquilo que estava à espera de encontrar, num todo, era impossível de imaginar o quanto sublime aquele pedaço de paraíso é. a primavera definitivamente enriquece o cenário, não só com os verdes da vegetação, que contrastam tão bem com o branco imaculado das casas, mas o bulício da passarada e dos insectos, e das rãs na ribeira ali ao lado, tornava o ambiente simplesmente mágico. não se ouvia nenhum outro som. só queria que o tempo parasse naquele momento. durante uns quantos dias.

a primeira coisa que fiz foi atirar-me à piscina. tinha-lhe uma paixão imensa desde a primeira vez que a vi. as margens e o fundo branco em declive, dão à agua um gradiente de azul fantástico, a rivalizar com o do céu.

piscinapiscina

no primeiro dia tivemos aquele lugar idílico todo por nossa conta, e aproveitamos ao máximo aquela tranquilidade indescritível. no segundo, já com companhia, não foi muito diferente. arrastávamo-nos por entre as espreguiçadeiras, ora à sombra de uma oliveira, ora perto da piscina, e sempre com aquela banda sonora incrível em pano de fundo. definitivamente mágico.

chillin chillin

não estávamos muito longe da civilização, mas ali, resguardados pelos sobreiros e pelas oliveiras, conseguia sentir-me completamente isolada do resto do mundo. mesmo o que andava a precisar, mas dois dias disto não chegam.

casas sunset sunset

sem a lua a iluminar a noite, a escuridão revelava um céu incrivelmente estrelado. não tivesse frio, era capaz de ter ficado horas a admira-lo, deitada numa espreguiçadeira.

e nem por isso a bicharada sossegava. adormecer com o cantar dos rouxinóis, misturado com cricrilar incessante dos grilos, foi uma experiência completamente nova. queria ficar acordada a deliciar-me com a melodia, mas aquilo embalava-me de tal forma, que adormecia em menos de nada.

estamos rodeados pela natureza, e nota-se o esforço para que tudo ali permaneça no estado mais puro possível. há pássaros, há abelhas e outros insectos voadores e rastejantes, há aranhas, há largartitos e cobras, há sapos e rãs, há coelhos e provavelmente muitos outros animais selvagens mais tímidos. mas não pareciam muito incomodados em partilhar o espaço connosco.

flores floreslargartito

vou andar a sonhar o resto do ano com um regresso na próxima primavera 😍

álbum completo no sitio do costume

Cró

Maio 13, 2018

no ano passado, quando andamos a explorar a beira baixa, íamos a passar pelo meio de nenhures, quando topamos um edifício com uma arquitectura demasiado moderna plantado naquele cenário bucólico, e ficamos com a pulga atrás da orelha.. 

cró

não tardamos muito a descobrir que era um hotel.. com termas.. opá, temos que voltar cá e experimentar isto!!

até nem demorou muito tempo. aconteceu quase por acaso, no segundo fim de semana de abril. como ficamos fãs do longroiva hotel, que pertence ao mesmo grupo, tratamos de arranjar oportunidade para conhecer o outro (este!) também.

sinal que estamos a ficar velhos: a perspectiva de passar um fim de semana numa espécie de estância termal é muito apelativa lol marcamos estadia, e marcamos logo os tratamentos, para não chegarmos lá e já não haver vagas, como de costume.

no sábado fizemos um esforço sobre-humano para sair de casa cedo, de modo a aproveitarmos bem o fim-de-semana. ao meio dia estávamos a sair de lisboa. mesmo assim conseguimos sair uma hora depois daquilo que era suposto :P e com o tempo miserável que estava, fazia apetecer ainda mais passar o fim-de-semana enfiados num hotel com spa. mesmo que demorasse três horas e meia a chegar até lá.

o check-in começava às 4 da tarde, mas não foi preciso esperar, deram-nos logo acesso à nossa suite no terceiro andar. mal entrei na suite fui directa ao wc, inspeccionar se a banheira era aquilo que me tinha sido prometido..

E ERA!!! hi hi hi hi mais uma banheira de hotel à maneira prá colecção \m/

quartosuite suite

a suite era adorável, minimalista mas bastante acolhedora, toda forrada em madeira, com uma pequena sala de estar e um terraço. mas a jóia da coroa foi mesmo o wc, em cimento envernizado, com a banheira integrada ao nível do chão, separada do quarto por um vidro. o lavatório também estava integrado na parede, e a sanita estava num compartimento à parte. fiquei apaixonadíssima pelo wc :D

fomos fazer uma buchinha, e depois siga prá piscina. as comparações com a da longroiva foram inevitáveis: a outra tinha a água mais quente, e por ser a céu aberto, era muito menos ruidosa. a cúpula daquela é brutal, mas faz muito eco. mas era muito maior, e tinha mais pontos de massagem. bem fixe para quem tem os músculos dos ombros e das costas todos faralhados.

às cinco e meia chegou a hora dos tratamentos. o homem ganhou o pedra/papel/tesoura e foi o primeiro a experimentar o duche vichy. eu fiquei 15 minutos a demolhar numa banheira de hidromassagem. quando voltei a vê-lo, vinha a queixar-se..

ele: "porque é que não experimentamos isto do duche vichy mais cedo?"
eu: "porque somos parvos?"
ele: "da próxima marco duas sessões de seguida!"

de facto, aquilo é genial. uma massagem enquanto estamos debaixo de um spray continuo de água quentinha. opá!! 12 minutos não é definitivamente tempo suficiente..

dali fomos descansar um bocadinho para o quarto antes do jantar, mas o homem tava de apetites a banana, e queria ir à procura dum supermercado. vai daí, fomos até ao sabugal a 14km dali, à caça de bananas. quando regressamos, o jantar já decorria. a má noticia é que havia música ao vivo, e a produzir demasiado barulho para uma refeição que se quer feita com sossego. mas tava incluído no pacote, lá teve que ser.

apesar do barulho (sim, aquilo não era música, era ruído), a refeição foi fixe. como era buffet, acabei por comer mais do que queria.. já não estou habituada a comer muito à noite, não gosto de me sentir empanturrada. vá lá que tive a feliz ideia de trazer água com gás do supermercado \m/

no dia seguinte tivemos que acordar demasiado cedo para tomar o pequeno-almoço, porque tínhamos cenas marcadas no SPA às 10:30. e eu não queria ir de barriga muito cheia. não gostei particularmente desta ideia, ia-me roubar hora e meia ao quarto. mas passamos na recepção e eles foram porreiros e deixaram-nos fazer late check out. yay!! off to the termas!

a bela da massagem. eu a tentar relaxar na marquesa durante uma hora, enquanto uma terapeuta me untaria toda com um óleo qualquer, e realizaria milagres pelos meus tendões ensarilhados. claro que o meu cérebro não aprovou a ideia, e deu-me uma panóplia de pensamentos encadeados muito engrassada. lembro-me de achar que tinha ali material para um post ou dois. pena que não retive nada. só me lembro que às tantas consegui distrair o cabrão, porque topei um padrão na músiquinha zen, e ele ficou encravado ali, a tentar perceber onde começava e terminava o loop da música. uma hora a ouvir exactamente o mesmo. lamento a sorte das terapeutas e têm que gramar aquilo o dia inteiro..

agora por isso.. acho que quando andar sem inspiração aqui pró tasco, vou fazer uma massagem, aquilo ajuda-me a desbloquear as ideias muhahahah

depois 15 minutos de banho turco! TÃO BOM! fdx, adoro banho turco!! e aquele, não estava muito quente e tinha aroma a eucalipto. bliss!!!!

...e porque o relógio não pára, rapidamente chegou a hora de termos que nos despedir do nosso rico quartinho. mas tínhamos muito terreno para desbravar, a começar logo ali ao lado, pelo antigo complexo termal, agora em ruínas.

termas antigas termas antigas
termas antigas ribeiro do cró

Enigma da banheira

Dezembro 10, 2017

queriamos aproveitar o primeiro fim-de-semana comprido de dezembro pró relax. faz dois meses que não vamos para fora do quintal, e nem sequer comemorámos os aniversário de outubro como mandam as regras. a localização não interessava, apenas o hotel. para além de ter bom aspecto e não nos levar à falência, tinha que preencher dois requisitos obrigatórios:

1. ter spa
2. ter banheira (bonus points se fosse no quarto)

começamos pelo norte e fomos descendo, mas talvez por ser um bocado em cima da hora, não estávamos a encontrar nada que nos aguçasse o apetite. às tantas chegámos à conclusão que o melhor era irmos para um dos nossos habituais.

google, mostra-me imagens da banheira da suite do hotel xpto.

não mostrou, raio da única banheira daquele hotel parece ser um segredo mais bem guardado que o de fátima, bah! mas no meio de tanta foto de banheira, estava lá uma que chamou a atenção. eh lá, ondé isto? são teotónio, a sério? não sabia de nenhum hotel com spa por aquelas bandas. pera lá, acho que já passei por cima deste hotel ali no booking..

não seria a zona mais imediata, mas why not? não chegamos a ir para lá este ano, há 8 anos que as nossas férias ou fins-de-semana de verão passam sempre por lá, portanto estávamos em falta.

tão, vai-se a ver, o enigma nature & water hotel não tinha uma, mas sim duas suites com banheira no quarto. e estavam ambas disponíveis. a questão agora era acertar em qual das suites reservar, para ficarmos com aquela que tinha a banheira com a melhor localização... e depois havia uma terceira, cuja banheira não ficava no quarto, mas a vista era qualquer coisa... bom, na verdade não foi preciso pensar muito :D

not gonna lie, a brincadeira não saiu barata.. mas por zeus, as fotos não lhe faziam justiça (nem as minhas vão fazer).. tive a mesma sensação que na penthouse em tróia, não quero dormir para não perder um segundo disto.

A-D-O-R-E-I a suite. não só tinha uma vista brutal e parecia maior que o nosso apartamento, como estava super quentinha e super confortável, estava bem equipada, a casa de banho era ENORME, e a minha banheira prometida superou todas as expectativas. só lhe faltava acesso directo ao spa, que ficava mesmo por baixo do quarto hi hi hi

quarto quarto banheira banheira quarto

se pudesse, mudava-me para lá sem pensar duas vezes. oh yeah!

abanquei no sofá, em frente à janelona e declarei aquele pedaço o meu reino. passei lá umas horas valentes!

sala chillin

fun fact: haviam duas tv's na suite, uma na sala, e outra perto da cama. não chegámos a ligar nenhuma delas.

a vantagem de estar numa zona que conhecemos tão bem como as costas da mão, é que não andávamos malucos por ir explorá-la. ok, os dias estavam brutais (apesar de gelados) e demos as voltinhas da praxe, mas deu para descansar e conseguimos aproveitar o hotel ao máximo.

ah e verdade, tínhamos um terraço muito fixe, com uma vista impecável, e que ainda proporcionou uma tarde bastante interessante lol

terraço

tivemos uma sorte tremenda com a lua, quase cheia e incrivelmente luminosa. a luz prateada do luar banhava a paisagem de tal forma, que não resisti a fazer umas longas exposições, na tentativa de guardar uma recordação daquele cenário mágico. tiveram que acontecer dentro de casa, porque estava 1ºC na rua aquela hora brrrrrr...


luar sala banheira

a banheirada ao luar pode não ter sido tão épica como no jacuzzi da penthouse, mas não se ficou nada atrás. 

deixaram-nos fazer late check out, o que nos deu duas horinhas extra para nos despedirmos daquela delícia. ainda assim custou... é para repetir, sem sombra de dúvida.

quarto

no geral, gostamos bastante do hotel. não é muito grande, está desenhado em linhas contemporâneas, em socalcos, a acompanhar o declive da encosta. está numa localização genial, tem uma vista do caraças para a serra de monchique, e é super calmo. o spa é pequeno, mas muito maneirinho, e o pequeno-almoço não é mau. apesar de ser recente, já vai pedindo alguma manutenção, espero que estejam atentos às sugestões que a malta deixa, só têm a ganhar com isso :)

Londres II // Alojamento

Maio 31, 2017

pois desta vez não quis cá saber de airbnb. fiquei escaldada. além disso, queria ficar mais perto do centro. os transportes públicos são brilhantes, mas não queria estar dependente deles se quisesse sair à rua.

conseguimos um dos últimos quartos (isto com dois meses de antecedência), numa cadeia de hotéis que já me tinha aguçado o apetite na viagem anterior, mas que por causa do preço (e provavelmente disponibilidade), ficou de parte. desta vez, já que poupei no avião, tou'ma cagar. quero dormir num sitio fixe!!

ladies and gents, behold, o mais cromo dos hotéis onde já tivemos o privilégio de ficar alojados: o hub!

A-D-O-R-E-I!!

o quarto pode ser pouco maior que uma caravana.. mas!! o espaço está super bem aproveitado, não falta lá nada. tem uma pequena secretaria, que recolhe para os pés da cama para não ocupar espaço. um pequeno roupeiro. espaço para guardar a bagagem, por baixo da cama. a cama ultra confortável. o wc é minúsculo, mas a disposição é perfeita, e dá na boa para duas pessoas tomarem duche juntas. os controlos da (intensidade da) iluminação e do A/C, estão num painel na cabeceira da cama, ou no telemóvel, na app do hotel. wifi poderoso. tomadas por todo o lado, incluindo uma europeia. um media hub embutido na parede, com entradas analógicas e digitais, e a tv suporta airplay e miracast (para streamar conteúdo do telemóvel ou do portátil). nem secador de cabelo falta.

tão, mas tão prático e acolhedor. brutal para estadias curtas.




"isto é a nossa cara", concluiu o homem, impressionado. indeed it is!

além disso, o atendimento é impecável. staff disponível e atencioso, guardaram-nos a bagagem antes do check-in, e deixaram fazer o check-in meia-hora antes. isto quando se está a morrer por uma almofada é uma dádiva dos céus. o check-in é super descomplicado, faz-se nos quiosques à entrada, a ficha já está preenchida com os dados da reserva, é só confirmar, e pagar, se for o caso. até os cartões de acesso ao quarto são gerados também no quiosque.

ah, e na zona da cafetaria havia chá e café à descrição para os hóspedes. ainda nos fomos lá servir umas quantas vezes :D



outro detalhe que gostei foi a segurança. para chegar ao quarto, tínhamos que usar o cartão para abrir duas portas, uma de acesso ao hall dos elevadores e escadas, e outra em cada patamar.

a localização não podia ser melhor, a dois passos de trafalgar e leicester square. e tudo quanto era transporte público à mão. definitivamente, não tem nadaàver, ficar no coração da cidade. proporcionou-nos uns passeios nocturnos valentes \m/

apenas um pormenor. o nosso quarto não tinha janela, a única altura em que isto fazia alguma confusão era de manhã, acordar sem luz natural. mas como andávamos o dia todo por fora a laurear a pevide, nem demos por isso. 

fiquei cliente prá vida ♥

to be continued...

Nas alturas II

Janeiro 30, 2017

chego a casa na sexta, uns minutos antes das nove da noite. vou directa ao quarto, enfio-me furiosamente no pijama, e salto pra cima do sofá, com intenções de não largá-lo nas 48 horas seguintes.

pego no portátil, a gata toma conta das minhas pernas. all set for the weekend!!
nisto, um colega pergunta no chat se alguém quer ir passar o fim-de-semana em tróia.. à borla!

...eh lá O.o

one does not simply desperdiça um fim-de-semana em tróia.. mékie.. mais ninguém se chega à frente? não? têm a certeza? então tamos nessa!

podíamos ir naquele momento. a reserva era de duas noites, sexta e sábado.. mas tínhamos acabado de ligar o aquecimento central - um evento que ocorre apenas uma vez por ano, já estava de pijama e com o gato acomodado confortavelmente em cima das pernas. vestir-me, aviar a bagagem, jantar, mais hora e meia de asfalto.. era coisa para chegar lá à meia noite..

é nestas alturas que uma pessoa se percebe que está a ficar velha.. se fosse há uns anos nem pensava duas vezes, metia-me na alheta em 3 segundos :P

fomos no sábado, nas calmas. o check-in foi rápido, e não houve stresses com a mudança de nome na reserva. o apartamento ficava na mesma torre da penthouse, a uns míseros metros abaixo dela. ai as memórias, as memórias!

abrimos a porta e... eix! apartamento tão épico. espaçoso, acolhedor, muito luminoso, e com uma vista fantástica. a kitchenette podia ser pequena, mas estava bem equipada. 




reconhecimento ao perímetro feito, bagagem arrumada, descemos para ir almoçar algures na marina.. para descobrir que em janeiro, está tudo fechado em tróia... fónix... mudança de planos: butes ao supermercado buscar umas cenas, e tratamos do assunto no apartamento.

comprámos o almoço... e também o lanche. e o jantar. e a ceia hi hi hi é da forma como não temos que sair para mais lado nenhum \m/

ao inicio da noite ainda passamos pelo spa. não é o melhor spa onde já estive, mas a cavalo dado não se olha o dente. 10mn no banho turco, a água da piscina interior estava demasiado fria para mim, 15 minutos no jacuzzi apinhado, apenas 5 minutos na sauna porque estava demasiado quente, mais 5 minutos no banho turco e decidimos que uma banheirada de espuma lá em cima é que era. e subimos.

jantamos, vimos um episódio de the grand tour, trabalhamos uns bocaditos, ceamos. e assim se passou a noite.

no domingo saí da cama às onze. falhámos o pequeno-almoço no hotel, mas nem sequer me importei. numa próxima, até o pequeno-almoço é no apartamento!

check-out feito, voltinha pelas redondezas, para matar saudades. cada vez gosto mais de tróia, custa-me tanto sair de lá chuif chuinf... e está deserta, nesta altura do ano, bem fixe. o dia não estava grande coisa para passeios, mas pelo menos não estava a chover. antes de regressarmos à base, ainda fomos ao carvalhal, lavar as vistas à praia do pego. já não metíamos lá os pés há uns anitos. foi a nossa praia de eleição durante umas quantas épocas, mas depois ficou na moda e começou a ser complicado ir para lá. demasiada confusão, e confusão é uma cena que não me assiste.



só sei que adorei o apartamento. alta sítio para passar uns fins-de-semana no inverno, mesmo com mau tempo \m/

Summer of 16 // o hotel

Outubro 02, 2016

ao décimo segundo dia de férias concordámos que estava na altura de vingar a frugalidade do campismo, e que passar os últimos dois dias num hotel com spa (cuja diária rondava o mesmo que 12 dias no parque, só para meter perspectiva na coisa) seria uma forma simpática de nos despedirmos das férias.

essa manhã correu sem pressas. depois do pequeno-almoço no sítio do costume, começamos a arrumar a tralha. tudo bem limpinho e bem dobradinho e arrumadinho, que provavelmente já não volta a sair este ano. tínhamos a manhã toda, que o check-in no hotel começa a partir das duas. e num feito altamente inédito, às duas estávamos ao balcão da recepção \m/

das primeiras coisas que ficámos a saber quando chegamos ao albacora (where else?!), é que as massagens e outros tratamentos no spa estavam com desconto. mesmo a calhar, que já não podia ouvir o homem a choramingar por uma massagem. nem por isso ando de apetites, mas duas massagens pelo preço de uma parece-me que é de aproveitar. então dali seguimos directos ao spa, marcar massagens. ainda considerei uma mani-pedi (uau, que finória!!), que só deus sabe o quanto necessitada estava, mas depois lembrei-me do som e da sensação arrepiante das limas, e da seca que ia apanhar, e mudei logo de ideias.

quando assentamos o pé no quarto do hotel, éramos pessoas diferentes LOL  

ah.. os maiores luxos da vida.. aqueles que tomamos por tão garantidos que nem damos por eles. como por exemplo, ter um wc só para nós, e não ter que desinfectar e gastar meio rolo de papel higiénico para forrar o trono antes de mandar a real cagada; ou tomar banho com água quente sem ser a contra-relógio, descalços, sem receio de apanhar um fungo nos dedos dos pés; ou ter tomadas eléctricas a meio metro de distância; ou wifi na cama; e uma cama de verdade.. e ZOMG, ar condicionado!!



ainda não tínhamos pousado a bagagem quando demos com uma hóspede clandestina no quarto. uma osga, que muito certamente não estava interessada em partilhar a tarifa do alojamento, humpf.. vejam lá se adivinham o que aconteceu nos momentos seguintes:

a) isa telefona para a recepção, e em berros histéricos exige que lhe troquem de quarto, pois não é ser capaz de dormir num espaço frequentado por monstros pré-históricos;

b) isa desata aos gritos, a hiperventilar, enquanto o seu homem trata de encaminhar o bicho para o exterior;

c) isa dá um gritinho agudo "ai que fofa" e saca do telemóvel para tirar uma foto de recordação, enquanto sugere que deixem a janela aberta para ela ter jantar;

...

isso mesmo :D



tão fofa!

o homem não quis saber da minha sugestão de deixar a janela aberta.. não lhe apetecia servir de refeição aos mosquitos, antes que a osga os jantasse.. meh, wuss!

nessa tarde ainda voltamos à ilha, gozar mais umas horinhas de praia em modo de despedida. e ouvir a playlist do ferreira uma última vez, e concluir que muito provavelmente estivemos apenas um dia na ilha, que se repetiu doze vezes lol

depois da praia, ainda estivemos hora e meia no spa, a demolhar entre a piscina, o jacuzzi, o banho turco e a sauna. perfeito para desincrustar o sal acumulado nos recantos mais recônditos, de duas semanas de água salgada lol



e antes de dar o dia por terminado, passei quase duas deliciosas horas no terraço do quarto, a curtir a noite quente, o céu estrelado, som dos grilos misturado no das ondas, cheia de pena por saber que naquela noite já não ia adormecer ao som daquela melodia mágica.

to be continued...

Nas alturas

Setembro 20, 2016

tão a ver aquelas situações que achamos que vão ser épicas, mas que acabam por ser tão épicas que ficamos com dificuldades em gerir a dimensão da coisa? assim estou eu, nas últimas 24 horas.

passei o fim-de-semana nas alturas, literal e virtualmente. aliás, acho que ainda lá estou, porque ainda não me consegui habituar à ideia que tive que descer. 

tudo começou com a ideia peregrina que um amigo teve, de fazer a festa de aniversário numa penthouse em tróia. a mim bastou-me ler "tróia" no chat do whatsapp para concordar logo. quando vi as fotos da casa sugerida, fiz uma pinguinha, aquilo tinha que acontecer!

é muito raro conseguirmos combinar algo tão em cima da hora, existem sempre incompatibilidades de agenda, e ainda por cima tão longe. mas como não ia haver outra oportunidade daquelas tão cedo, ia quem conseguisse. os planos foram ganhando forma durante a semana, e no sábado às quatro da tarde subimos até ao 16º andar, carregados de comida, bebida, gelo, e boa disposição.

o apartamento em si era minúsculo, mas a área de terraço - a parte que interessava para a festança, era duas vezes e meia maior. e a vista lá de cima era... indescritível. deixamos cair o queixo, esfregamos os olhos, ajustamos as retinas, repetimos vezes sem conta se aquilo era real, porque não parecia real. 













o resto da malta foi chegando ao longo da tarde, a patuscada foi-se preparando nas calmas, e ao por do sol demos inicio às hostilidades. a festança acabou por volta das duas da manhã, pois havia quem ainda tivesse que regressar à base nessa noite.

seriam quase três da manhã quando eu e o homem atacamos o jacuzzi. a noite estava fresca, mas os 35ºC da água estavam perfeitos. desligamos as luzes todas, até as do jacuzzi, e saltamos lá para dentro. e aqui lamento, mas não é possível descrever a sensação de estar uma hora de molho em água efervescente quentinha, num 16º andar, a céu aberto, iluminados apenas pela luz prateada da lua cheia, que pairava sobre as nossas cabeças...

e ficou ainda melhor quando desligamos também as bolhinhas... não é mesmo possivel...

e sair de lá? "isto não volta a acontecer tão cedo, pois não?" repetia eu, em modo disco riscado, enquanto ganhava coragem para deixar o caldinho. por mim tinha ficado lá dentro até ao nascer do sol, mas às tantas teve mesmo que ser, a pele já não estava a achar muita piada.

nessa noite nem sequer queria dormir.. dormir, essa monumental perda de tempo.. queria ficar acordada, para aproveitar cada segundo daquela penthouse obscena. o sono venceu-me por volta das 5 da manhã, mas às 7 estava a despertar, de propósito para ver o nascer do sol da janela do quarto, para adormecer pouco depois e voltar a acordar às 9. essa manhã dividiu-se entre o pequeno-almoço, o jacuzzi, e as espreguiçadeiras do terraço. 







entretanto chegou a hora de arrumarmos a tralha, e de nos despedirmos daquele que foi o mais perfeito dos cenários de fim-de-semana de sempre.. mas podia ser pior, o dia esta impecável e a praia estava lá em baixo a chamar por nós. teria sido criminoso desperdiçar aquele que provavelmente seria o último dia de praia do ano.

desconfio é que o design hotel ficou arruinado para mim.. nunca mais vou conseguir lá estar sem dizer, "fogo, isto comparado com a penthouse não é nada". meh! vá lá que têm o spa e os quartos a favor deles hi hi hi

Trás-os-Montes e Alto Douro // dia 0

Março 31, 2016

por causa de uns distúrbios na força, só no domingo é que começamos a nossa roadtrip pelo reino maravilhoso. às contas disso, a serra do alvão, que era susposto ser o ponto de partida, ficou para trás e avançamos para a fase seguinte.

seguimos rumo a norte já com três horas de atraso, o que chutava a previsão de chegada para volta das 5 da tarde, quase ao anoitecer e um dia perdido. mas isso já eu adivinhava, é o que a casa gasta.

conduzir na A24 é uma tormenta. e não por causa do carrossel de subidas e descidas, mas porque não posso desviar os olhos da estrada e a paisagem que se desenrolava a cada km é de ir com o queixo de rastos. é nestas alturas que gostava de ser o pendura.. aquilo sobe que é uma alarvidade e passa por zonas de montanha lindíssimas. os ouvidos é que não acharam piada à altitude.. estive "debaixo de água" durante bastante tempo, apesar dos meus esforços.

depois de atravessado o imponente viaduto de vila pouca de aguiar, o nosso destino não tardou muito a revelar-se: o pedras salgadas spa & nature park.

para começar as férias em grande e à francesa! ia finalmente riscar a posição número um da minha to do list de alojamentos. desde que descobri a existência daquele "resort" que andava mortinha para experimentá-lo. mas a distância e a dificuldade em conseguir uma data para firmar a escapadela andavam a arrastar a coisa indefinidamente.

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depois de cumpridas as formalidades na recepção, o carro ficou no estacionamento do parque e fomos conduzidos num golf cart até ao nosso domicilio, a casa da árvore. pelo caminho fomos recebendo informações sobre o parque e sobre as instalações que tínhamos à nossa disposição.

atribuíram-nos a casa número um, a mais alta e com o passadiço mais comprido. e ali estava eu, a percorre-lo lentamente, a saborear cada paço a caminho do meu prometido paraíso suspenso.

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quando entrei, ia-me dando um fanico. a casa é tão gira, tão acolhedora, tão genialmente construída. não é muito grande mas é perfeitamente funcional: à entrada uma pequena kitchenette e em frente o bengaleiro, a casa-de-banho é dividida entre dois espaços, ambos com luz natural providenciada por uma pequena clarabóia, uma salinha com mesa e sofá (que também é cama), e em frente a uma janelona e por baixo de uma clarabóia, a jóia da coroa:

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a decoração é simples e sóbria, em tons neutros e orgânicos, a combinar com a atmosfera daquele lugar mágico. e confortável, tãoooooooo confortável.

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não estivemos sozinhos durante muito tempo. pouco depois da nossa entrada apareceram duas funcionarias para fazer a "abertura de cama". enquanto uma colocou dois "tapetes" junto à cama, com os chinelos de quarto perto, a outra preparou-nos uma bandeja com água quente para o chá e bolachinhas. já disse que o recheio da kitchenette era à descrição? águas (com e sem gás), cafés, chás, e chocolate quente.

agradeci o chá, mas o que eu queria mesmo era enfiar-me no spa e só restava uma hora para fazê-lo. por isso, mal elas saíram, saímos nós também!

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e soube. TÃO. BEM. depois de ter passado quase cinco horas a conduzir. tanto a sala de banho turco hammam, como da a sauna, são das melhores onde já estivemos (se não as melhores mesmo). grandes e espaçosas, com a temperatura no ponto. a piscina aquecida tinha a água mais límpida que alguma vez apanhei num spa e sem cheiro a químicos. o corredor de marcha foi uma novidade interessante. fartei-me de marchar nele lol

apesar de termos seriamente considerado pedir o jantar servido na treehouse, acabamos por ir até ao restaurante do parque, cuja ementa era mais variada. mas eu nem desfrutei bem a refeição, de doida que estava para voltar para o ninho.

escusado será dizer que tivemos uma das melhores noites da nossa vida. e a casa abana mesmo. e com bastante facilidade. 'nuff said :D

 

* estadia patrocínada pela minha estimada conta bancária

 

início· dia seguinte >

Summertime madness // Albacora

Julho 31, 2015

o que seria da vida sem uns "pequenos" guilty pleasures, hum?

foi este hotel que nos levou a tavira (a mim) pela primeira vez, na época em que andávamos numa de hotel hopping. é lindo, lindo, lindo - térreo, tranquilo, charmoso e localizado num sítio fantástico. dos poucos que fazia (e faço) questão de voltar.

vinguei as horas de sono da noite anterior. aliás, tive uma noite de son(h)o como não tinha há uns tempos valentes. daquelas de cair redonda na cama, fechar os olhos quase instantemente e acordar 8 horas depois, sem uma única interrupção. maravilha!

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estávamos em falta com o pequeno-almoço, que falhámos por duas vezes na nossa estadia anterior por ficar na ronha ate tarde. se eu já lamentava o sucedido, então agora passei a amaldiçoar-nos pela nossa preguiça. dasse, que pequeno-almoço fenomenal!!

depois do check out ficámos na piscina até às seis da tarde. não se que seja grande apreciadora de vegetar em espreguiçadeiras, mas fiz o sacrifício :D tá-se tãoooooo bem por lá, é uma calmaria que nem apetece ir a lado nenhum. mesmo com a praia ali ao lado.

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uma pessoa sente-se verdadeiramente turista quando está no meio da estrangeirada. parece quase que nem estamos cá.. bom, ao menos os empregados falam a nossa língua lol

mas este não é o meu tipo de férias, eu gosto é de andar à vontade, sem me preocupar com modos, ou se estou vestida como a noblesse oblige. dêem-me praias, parques de campismo, e chanatos nos pés. sou uma simplória bahahahah

…e por falar nisso, vá! tá a descolar o coiro da espreguiçadeira que temos um "ferry" para apanhar!

Vá, já chega de falar em trabalho

Outubro 03, 2014

bora lá retomar a programação habitual aqui do estaminé, que tenho que deixar registado o meu fim-de-semana passado para mais tarde recordar :D

 

tava complicado arranjar programa para a celebração do nosso 13º aniversário, aquela data que não pode falhar nem que o apocalipse tenha sido anunciado para o mesmo dia.

 

para ondé que vamos, para ondé que não vamos, ai tou cansada, não me apetece ter de conduzir muito, praqui já não dá que tá cheio, prali não sei se quero, mi mi mi mi meh meh meh meh….TRÓIA!

 

pode não ter sido a ideia mais criativa de sempre, mas fazia todo o sentido, já que aquele sítio foi a estrela do nosso verão.. e eu gosto muito de voltar onde já fui feliz. e o hotel tava na to do list havia uns anos, anyway :)

 

tão no sábado lá fomos, lançados ao nosso destino, debaixo de uma tempestade medonha que em nada diminuía o nosso entusiasmo de dedicar as próximas 24 horas à fina arte de não fazer ponta dum corno. isso e de nos irmos enfiar numa sala cheia de vapor sufocante e suar que nem uns cavalos, expurgar os nossos males lolão

 

é que nem perdemos tempo, foi chegar e vestir os fatos de banho. tivemos duas horas enfiados no belo do SPA, entre o banho turco e a piscina aquecida, com jacuzzi integrado. opá que maravilha, que maravilhaaaaaa.. aquilo soube-me pela vida e deixei uma boa parte stress que levava à boleia comigo naquela água.

por mim até tinha passado a noite lá dentro, mas às tantas já tinha a pele tão engelhada que achei que isso provavelmente não seria grande ideia. além disso, tinhamos patuscada marcada.

 

o nosso jantar de aniversário teve tudo a ver connosco: num tasco em comporta, a devorar ovos mexidos com farinheira e lagartos com batata-frita. mais romântico que isto é impossível muhahaha e o homem ainda conseguiu cravar o segredo dos ovos, que estavam terrivelmente gulosos!

 

domingo acordou muito bem disposto e nós com ele. dormi maravilhosamente bem, acordei num quarto a transbordar de luz, algo que a-d-o-r-o (god knows why), completamente relaxada.

 

depois do pequeno-almoço enfarta brutos, fomos enfiar-nos novamente no SPA, que eu conseguia ouvir aquela água deliciosa a uivar pelo meu nome.. mais a mais, havia que fazer render o preço da estadia, ah poizé!

 

ao meio-dia e com um tempo encantador lá fora, despedimo-nos do hotel e fomos aproveitar aquele dia de praia dado de borla (e provavelmente o último do ano). a maré tava baixa e andámos a passear pelos bancos de areia às portas do sado. quando começou a subir, a areia que estava exposta ao sol aqueceu a água e recriou ali um efeito "caraíbas" que ainda deu para tomar banho. opá.. TÃO BOM!

 

ainda nos deixamos dormir por duas vezes no areal, antes e depois do almoço, e regressámos à base ao cair da noite, completamente zen. foi um belo dum fim-de-semana, tavamos *mesmo* a precisar daquilo. deu para descansar e repôr o stock de energia para os dias que se seguiam, que iriam (e foram!) diabólicos. a repetir!

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mIRC.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e (sempre que a preguiça não a impede) gosta praticar exercício físico.

mantém uma pequena bucket list de coisas que gostava de fazer nos entretantos.

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores:
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