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lost in wonderland

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Loop do dia XVI

Novembro 29, 2019

oiço beck há muitos anos, e gosto *muito* dele. tem tido uma carreira bastante consistente, e apesar de raramente gostar de um álbum na totalidade, as músicas que gosto, gosto a sério.

isto, porque o moço é dado a combinações muito arriscadas entre vários genros musicais, e a manta de retalhos que costuma resultar dessas experiências, é sempre uma cena muito diferente do habitual, por vezes até bizarra. umas vezes as músicas pegam à primeira, outras é preciso ouvi-las umas quantas vezes para se entranhar, outras simplesmente não funcionam.

para além dos dotes de composição musical, também não lhe falta inspiração para escrever as letras. ora muita maradas, tipo "o que é que andaste a fumar, pá?", ora profundamente pessoais e sentimentais, que vai raspar ao fundo da alma. e que cantadas naquela magnifica voz dele, ganham uma dimensão ainda maior.

para mim, o beck tem uma das melhores vozes masculinas do mundo da música. tem um controlo fenomenal na garganta, os tons saem-lhe sempre no ponto, e tem uma amplitude vocal incrível, e um timbre riquíssimo em texturas. tanto consegue soar a um velho cansado da vida, com a voz a sair-lhe rouca, gasta, tremula e desafinada, como a um anjo louro resplandecente, cuja voz flui pelos céus suave, sedosa, e etérea. e nunca, nunca, perde a postura.

o resultado final, são músicas tão expressivas e envolventes, que não consigo ouvi-lo enquanto estou a fazer coisas que requerem concentração, porque acabo sempre a divagar nas paisagens sonoras que a música dele projecta na minha cabeça. algumas, parece mesmo que me abraçam a alma e fazem festinhas no coração. a música dele é uma viagem emocional.. intensa, imprevisível, hipnótica, desconcertada, melosa, angustiante. uma playlist com músicas dos álbuns todos dele em shuffle, é uma autêntica montanha russa!

isto tudo porque hoje, topei a voz dele numa música que estava a passar na rádio, e não conhecia. pensei logo “eeeek, temos álbum novo!!”. raramente consigo apanhar estas coisas com antecedência, que me falta tempo para stalkar todos os artistas que gosto. e mesmo que tivesse, era capaz de ser complicado à mesma lol

a música era lindíssima, e só não morri logo de amores logo à primeira audição, por causa dos detalhes de trap intragáveis 🤮. enfim, a gente já sabe que o moço gosta de brincar às colagens com os sons..

assim que cheguei ao trabalho, a primeira coisa que fiz a seguir a meter os cascos nos ouvidos, foi procurar o álbum no spotify. deparei-me com uma capa em estilo retro, com o titulo em katakana, a ler-se haipaasupeesu. TÃO. FIXE!

passei o dia todo a ouvi-lo em repeat. sendo que o álbum tem a duração de 40 minutos, é provável que o tenha ouvido algumas 10 vezes.

cheguei à conclusão que das 11 músicas do hyperspace, gosto muito de 6, que está de acordo com a média dos álbuns anteriores (às vezes são mais, às vezes são menos.. fora o colors, que não consigo gostar de nenhuma 😞 ). uma delas é a que ouvi na rádio, e que me arrebitou logo os pelinhos do ouvido, a chemical. ouvi-a em loop umas quantas vezes, a ver se conseguia reconciliar as nossas diferenças, mas não.. continua a provocar-me um desarranjo cá dentro, porque a música é mesmo MUITO bonita, mas aqueles sons atrapalhados estragam ali a coisa um bocadinho.. infelizmente a quantidade de rap neste álbum é um bocado indigesta.. IMO, tinha saído ainda melhor sem o pharrell williams a ir lá meter o bedelho, mas prontos!

ainda me falta é ver um concerto dele.. apesar de já ter vindo a portugal um par de vezes, ainda não aconteceu. pode ser que seja pró ano que vem!

Loop do dia XV

Maio 08, 2019

o homem meteu-se a ver o anime do ingress que caiu no netflix há uns dias. eu não vi, mas ouvi, e como já tem acontecido noutras séries, às vezes ouço coisas que me atiçam o ouvido. nesta, era a intro e o ending, que por acaso são músicas de uma banda ocidental, os alt-J.

ouvi aquilo tanta vez, que a música não me saia da cabeça, às tantas tive que ir ouvi-los pró spotify. acabei por fazer uma playlist, e zomg, não consigo parar de ouvi-los. ando nisto há dias, em repeat, na casa, no trabalho, no carro. e quando não tou a ouvir, tá-me a ecoar na cabeça...

Loop do dia XIV

Dezembro 27, 2018

ou a última descoberta musical de 2018: gidge!

foi uma sugestão vinda de uma sugestão da bela da playlist semanal de descobertas [do spotify]. ouvi os álbuns todos (ainda não têm muitos, vá), e fiz uma selecção das músicas que mais gostei, para ouvir até ad vomitum

que som tão bom para trabalhar ♥

Loop do dia XII

Dezembro 26, 2017

demorou anos (décadas!!), mas finalmente aconteceu.. rendi-me a radiohead!

tem sido uma relação complicada, desde que os conheço, nos primórdios dos anos 90. inicialmente era porque era demasiado rock para o meu gosto, depois começaram a ficar mais electrónicos, mas também mais melancólicos, o que provavelmente não combinava com o meu mood. sempre tive pena disto, porque reconheço-lhes o génio. simplesmente não temos estado na mesma frequência...

fast forward 20 anos, com alguns namoros pelo meio (o thom yorke tem músicas a solo lindíssimas), a the numbers meteu-me a ouvir o a pool shaped moon em loop. pela melodia profunda mas delicada, pela montanha russa sonora, pelas emoções que arranca, e pela progressão fantástica entre as músicas. ouve-se sem cansar durante horas a fio.

depois fui voltado atrás no tempo. encalhei no the king of limbs, depois no amnesiac. o ok computer está mais difícil (mas hei-de chegar lá!!), mas há uma pérola no segundo álbum do oknotok, que me faz levantar os pés do chão. tenho a dizer, que de todas as rendas mensais que pago por serviços na internet, a do spotify é a que me custa menos a pagar :D

portanto, o meu último loop de 2017 é uma playlist de duas horas e meia, com (todas as) músicas do a moon shaped pool, (quase todas do) the king of limbs, (metade do) amnesiac, ok computer, kid a, e in rainbows ♥

Loop do dia XI

Dezembro 06, 2017

rest, o último álbum da charlotte gainsbourg, instalou-se no ouvido à primeira!

transpira a toque francês, a fazer lembrar air, e uma versão muito suave de daft punk e justice - ou não tivesse sido produzido por tipos que andaram todos na mesma escola. um verdadeiro manjar para quem gosta destas bandas.

é rico em substância, e está confeccionado com muita mestria e requinte. tem uma melodia hipnotizante. urgente, dramática, melancólica, e ao mesmo tempo delicada e etérea. não sei francês suficiente para perceber a profundidade das letras, mas a voz da charlotte é encantadora e embala-nos do princípio ao fim.

das suas onze músicas, estou indecisa entre cinco sobre qual gosto mais: kate, deadly valentine, sylvia says, songbird in a cage, ou les crocodiles... tá difícil de decidir... até lá vou ouvindo em loop :D

Loop do dia X

Setembro 15, 2017

há várias músicas muito boas no novo álbum novo dos lcd soundsystem, mas a how do you sleep? está assim uns quantos níveis acima.. há duas semanas que estou refém desta faixa. tenho evitado loops muito longos para não enjoa-la rapidamente, mas não consigo ficar muitas horas afastada, nem ouvi-la apenas uma vez. 

tem uma progressão fantástica. vai-se revelando gradualmente ao longo de nove minutos, sem um segundo de monotonia. é agressiva, sentida, e muito emocional.

começa de forma misteriosa, e pouco depois ganha contornos ainda mais sombrios, emanando uma certa ansiedade. a meio explode com uma batida tão profunda e poderosa, que uma pessoa até perde o controlo sobre o corpo. vai ganhando cada vez mais intensidade, até se tornar numa exuberante sinfonia sintética, que liberta de uma só vez, toda a tensão que foi acumulando. nos momentos finais, esgota-se-lhe o folgo e termina sem closure, deixando-nos voltar lentamente à superfície, para encher os pulmões de oxigénio.

o tom visceral, carregado de ressentimento, em que o james murphy canta as letras deixa transparecer que está seriamente magoado e desiludo com alguém e não tem problemas em deitar cá para fora. eu não queria ser essa pessoa lol

é fechar os olhos e deixar-nos levar por esta faixa assombrosa. vezes sem conta.

Loop do dia IX

Abril 04, 2017

underworld é uma daquelas bandas de electrónica que andam por aí desde os tempos da outra senhora. daquelas que crescemos com elas e damos por garantidas. não sou a maior das fãs, mas até têm umas quantas músicas que gosto.

há uns dias achei que devia dar-lhes uma oportunidade, e meti-me a ouvir uma compilação. desconhecia algumas músicas e acabei por fazer uma selecção, que tenho ouvido até ao limite diário daquilo que os meus ouvidos toleram. e que depois ainda ficam a ecoar-me na cabeça, e faz com que não consiga parar de ouvi-las até enjoar lol

dessas, há duas que me dão mesmo a volta ao miolo, oich oich e simple peal.

Loop do dia VIII

Janeiro 07, 2017

ou dos dias.. há três dias que tenho dois álbuns em loopprojections e love songs: part two, ambos do mesmo produtor. um achado daqueles que não acontecem todos os dias, graças a uma música tagada há uns meses no shazam, mas que estava por explorar.

ouço-os juntos no spotify, e apesar de terem diferenças notórias, não noto onde acaba um e começa o outro. o primeiro é uma mistura bastante ecléctica de texturas sonoras, vindas de vários géneros musicais, que colam estranhamente bem. o segundo não arrisca tanto e vai buscar sons mais subtis, mas igualmente diversificados e definitivamente interessantes. muita coisa porreira going on nestas 21 faixas.

é o tipo de música perfeita para ouvir em background durante horas a fio, não cansa. calma, melosa, confortável.

Loop do dia VII

Junho 30, 2016

ando há dois dias a ouvir o lovebox dos groove armada em repeat. ainda não me decidi qual dos álbuns (antigos) deles gosto mais, mas neste estão duas das minhas músicas favoritas, esta e esta. derretem-me o miolo.

era banda que ouvia muito há uns anos atrás. vi-os duas vezes no sudoeste, mas depois entraram numa onda mais ruidosa e escangalhada e deixei de andar em cima deles.

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mIRC.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e (sempre que a preguiça não a impede) gosta praticar exercício físico.

mantém uma pequena bucket list de coisas que gostava de fazer nos entretantos.

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores:
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