Madeira // dia 6

para o sexto e último dia de passeio pela madeira, tava-me a preparar para ir fazer a levada do caldeirão verde.. mas a parte sul da ilha acordou muito mal disposta.. feia e molhada. se a sul estava assim, esquece lá a levada a norte..

acho que foi pirraça do universo… "tão quer dizer… andam praqui às voltas semana toda, a meter o bedelho em tudo quando é sitio e tão-se a preparar para se pirarem sem conhecer o funchal?? não perdem pela demora…" BAM! toma lá chuva na tola.

dêem-me um desconto, que eu não sou grande fã de cidades.. mas realmente, cidade era a única coisa adequada àquele tempo manhoso. começámos a volta no inicio da estrada monumental, passámos pela zona mais turística da cidade, o lido, e depois fomos para o centro. carro estacionado e siga o resto à pata. 

íamos a passar por uma rotunda improvisada por causa das obras na baixa do funchal, quando o homem levanta o braço e agarra numa pessoa que estava prestes a cruzar-se connosco..

..o nosso professor de matemática do primeiro ano de curso. WHOA!

bem qu'éu me andava a admirar de já andarmos por ali havia uma semana e ele ainda não tinha encontrado ninguém conhecido lol

e neste caso, de ambos! não víamos o homem há mais de 10 anos, sabíamos que ele era de lá, que o sotaque não enganava ninguém, mas daí a encontrá-lo casualmente na rua, durante as férias é que..

ficámos uns minutos à conversa. o costume.. trip down the memory lane, como é que a malta se estava a safar, o que é que andavam por ali a fazer, lamentar o tempo mau que nos tinha tramado os últimos dois dias, yada yada. muito fixe. só por aquele reencontro já valeu a pena o dia no funchal \m/

passeio retomado, quis ir andar no teleférico até ao monte, apesar de me ter assustado com o preço da viagem (ida e volta, 15€ por pessoa). mas vá.. oferece umas vistas do caraças sobre a cidade.

lá em cima, vimos o que havia para ver - sem pagar - .. é que 10€ (por pessoa) para entrar no jardim tropical, e alguns 14€ para teleférico do jardim botânico - 30€ se quiséssemos bilhete do jardim incluído - com *TANTO* mato para explorar naquela ilha? thanks but no thanks..

demos umas voltas lá por cima, vimos a estrangeirada a descer a estrada nos cestos, não andámos por que, a) confesso que achei uma forma de entretenimento um bocado lame e, b) é coisa para ficar em 25€ o casal, descer 2km estrada abaixo.. e depois ter de voltar a subi-los por causa do regresso ao teleférico..

descemos, andamos pela baixa, fizemos umas caches, comemos um prego no bolo do caco delicioso na tasca literária dona joana rabo-de-peixe (bem castiça, especialmente a decoração inteiror das portas dos wc's :D) e entre voltas e voltinhas pelas ruas, a tarde passou-se no instante.

 

tava na hora de ir à serra d’água para ir beber poncha, à taberna da poncha!

supostamente é onde se bebe a melhor poncha na madeira, se é verdade ou não, não sei, pode ser apenas mais um daqueles barretes que os roteiros tanto gostam de enfiar ao turista lol mas a tasca em si pareceu-me bastante genuína.

bom, a malta não é dada a estas coisas mas venha daí duas ponchas: uma tradicional e outra de maracujá!

poncha


sacanas das ponchas pá, roçam o intragável de tão fortes que são!! a de maracujá ainda escapava, agora a tradicional.. fosga-se! agressiva que fazia arder tudo à sua passagem.. só consegui dar um golito e fechei logo a loja. fico-me pelas brisas, essas sim, escorregam que é uma maravilha :D


...e como não podíamos deixar a ilha sem comer peixe espada preto, foi precisamente essa a última refeição que fizemos na madeira: peixe espada grelhado no espada preta, em câmara de lobos. 

 

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Madeira // dia 5

o passeio começou no mercado dos lavradores, no funchal. queria comprar bananas e ainda não as tinha conseguido encontrar maduras nos mercados municipais do estreito e da câmara de lobos.. ca raio..

apesar do mercado estar muito orientado para o turista (desde o que lá vendem, ao preço), gostei bastante do aspecto daquilo. bancas carregadinhas de fruta tropical com aspecto delicioso, muita coisa que ainda nunca tinha visto à venda em lado algum, variedades absurdas das mesmas frutas, frutas cristalizadas.. era essencialmente isso. fruta. fruta impecavelmente empilhada, para agradar ainda mais à vista, porque já se sabe que os olhos também compram comem :D

Untitled

um cacho de banana prata, três variedades diferentes de maracujá, e um saquinho de fruta cristalizada e ala que se faz tarde.

dali seguimos para o curral das freiras, por um percurso desnecessário graças ao routing manhoso do here+ na madeira.. fez-nos perder tempo e fiquei com dores na cara de tanto cerrar os dentes.. mas às tantas lá nos ligamos com a (única) estrada que ia lá ter.

uma vez no curral, demos por lá umas voltas, mas aquilo não tava assim com grande aspecto.. decidimos parar no centro e o homem foi a um posto de informações (que afinal era a sucursal de um banco lol) perguntar o que é que se fazia ali. voltou desanimado com a resposta. nada, ali não se faz nada, excepto comer castanha nas mais diversas interpretações gastronómicas (sopa, bolos, pão, and so on) e tirar uma foto com a cabeça na freira de cartão, nem há muito para ver. o único ponto de atração turística daquelas redondezas é o miradouro da eira do serrado, que se acede pela estrada antiga, mesmo antes de entrarmos do túnel do curral das freiras.

não deixa de ser irónico.. provavelmente a aldeia mais pitoresca da ilha, não ter grande forma de cativar o interesse da malta que lá vai visitar :/

do tal miradouro, a vista para aquele imenso e profundo vale é avassaladora. aquela povoação ergueu-se num ermo inacreditável, cercado pelos picos mais altos da ilha, rasgados apenas por um  desfiladeiro que leva uma ribeira até ao mar. realmente chegar ali há 500 atrás devia ser um pincel de todo o tamanho. mesmo pela estrada antiga devia ser, quanto mais à pata..

curral das freiras

dali aproveitamos uma estrada nova (ainda não aparece nos mapas) que vai directa ao pico do areeiro, em vez de ter de voltar ao funchal. pareceu-me muito bem. mas. é. tão. f…ilha-da-mãe! declive do pioro, cheia, cheeeeeeia de gargantas (curva não é mesmo a descrição correcta praquilo) apertadíssimas.. o carro a borrar-se por todos os lados - quase que me tornei beata nesta estrada, de tanto me benzer e rezar aos santinhos que o motor não se fodesse, ou caísse numa ravina por falhar uma curva. acho que foi a estrada mais agressiva e penosa de todas as estradas por onde passei durante aquela semana.


mas o que mais me lixou não foi a estrada ser tramada, foi mesmo o nevoeiro, que não deixava ver absolutamente nada, e eu *sabia* que devia estar a perder um espectáculo de todo o tamanho.. mais outra pro saco do "quando lá voltar"..

fui o caminho todo à espera que o azul se revelasse, tal como no dia anterior… mas acho que a minha sorte já se tinha esgotado… encontrei o pico que me faltava completamente envolto em nuvens gélidas, depois da estafa que foi chegar lá. que desgosto do caneco :P

vá, nothing to see here.. move along, move along..

saímos dali directos ao extremo este da ilha, a ponta de s. lourenço. sem antes ganhar mais uns cabelos brancos às contas das estradas madeirenses. a sério.. quando eu pensava que já não havia de passar por pior… a nokia devia rever as opções de routing nalguns sitios, porque o FDP do gps, em vez de me dar descanso e levar por uma estrada simpática, sem declives acentuados, MESMO que tivesse mais curvas e demorasse mais tempo a chegar ao meu destino, não… mandou-me pelo mais curto que conseguiu, direitinho até santa cruz. fosse por onde fosse!

ai maezinha do céu..

aquilo foi praticamente a corta-mato, fez-me passar por cada sitio que até me horripilava toda.. num carro cuja embraiagem e os travões já estavam todos estropiados por andarem dias a fio a sofrer abusos - e já nem falo do pivete a ferodo ou da chiadeira que já se tinha tornado na banda sonora das férias.. quando de repente, eis que me deparo com o meu derradeiro desafio nas estradas da ilha da madeira: 

uma ladeira que parecia ser quase a pique. só via o mar pela frente - asfalto onde estás tu?? tão a ver aquela cena no indiana jones o templo perdido, em que eles estão a ser perseguidos e enfiam-se num carrinho de mina, e vão por ali a fora, os três a berrar? tal e qual!

se aquilo não era um declive de 50%, andava lá perto (kidding, mas era metade disso lol) tava com um medo aos travões me falharem ali que até me pelava.. já ia preparada para puxar a alavanca travão de mão, não fosse o diabo tecê-las, que não me estava nada a apetecer ir parar ao oceano.. vá lá que no fim da descida estava a via rápida, que nos levou direitinhos ao nosso destino.

por ali também a tarde não estava grande coisa, mas nada que impedisse uma passeata na ponta de s. lourenço.. aqueles rochedos têm uma formação interessante, não tem nada a ver com o resto da ilha, parece quase paisagem de deserto, na cor e tudo, algo que se colou ali só assim por acaso. 

estendem-se vários kms pelo mar a dentro e separam perfeitamente o norte e o sul da ilha. talvez por isso, presenciei um dos fenómenos mais marados que me lembro: uma tempestade medonha à minha esquerda e um calmo dia de primavera (ainda que nublado, vá) à minha direita. e eu ali no meio, numa fina e frágil fatia de terra..

ponta de s. lourenço

perdeu a piada quando a tempestade decidiu aproximar-se e ia levando tudo e todos na besaranha. aquela zona está terrivelmente exposta e pelos vistos o vento alí não é para brincadeiras, demos logo o passeio por terminado e seguimos o mais rápido possível de volta ao carro, antes que a coisa ficasse ainda mais feia. não estávamos sozinhos, mal começou a chover, era só camonada a trote por aquele trilho fora, pareciam caracóis a sair debaixo das pedras :D

anyway.. teremos que lá voltar e terminar o que começámos..

ao jantar, para recuperar do desgaste do dia, mariscada no barqueiro. éramos três, mas pedimos apenas uma entrada (lapas, pois claro) e dois pratos principais, bife de atum e uma mariscada (para uma pessoa só, diziam eles lol)… tanta, tanta comida em cima daquela mesa. uma patuscada que dava para quatro, pelo preço de dois \m/ 

fiquei com a sensação que por aquelas bandas, o marisco come-se frito ou grelhado na chapa, em vez de cozido. confirma-se? 

(vá, só faltam mais dois, coragem :D)

 

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Madeira // dia 4

o paúl da serra era outro dos locais que fazia questão de conhecer - um bocado como os balcões, só a pé de cabra é que me sacavam daquela ilha sem eu ter ido lá :D

então ao quarto dia, foi o nosso destino!

a norte, o dia não estava grande coisa.. quando virámos para a serra d'água, descia uma ventania bruta por aquele desfiladeiro abaixo e o céu estava carregadinho de nuvens balofas e escuras.. mau maria!
à saída do túnel da encumeada o cenário não era muito diferente, o que me preocupou um bocado.. ainda assim não me demoveu de subir a encosta aos ziguezagues, por outra daquelas adoráveis estradas regionais que a madeira já me tinha habituado.

..até que a dada altura, já com dois terços da subida feita e a desbravar nevoeiro havia uns bons km’s, dou com o nariz num bloqueio de estrada! 

puta que pariu.. queres ver que aquilo tá tão agreste lá em cima que fecharam o acesso?

comecei logo a ver a coisa andar para trás.. mas, teimosa como sou, enquanto não esgotasse todas as hipóteses de meter os pés no topo daquele monte gigantesco não ia desistir, ora essa!

existiam mais três ou quatro acessos que podia tentar e como já tinha começado a descer a serra pelo lado sul, o mais próximo era pela ponta do sol. só que a minha costela com o.c.d. mandou-me seguir pela ribeira da janela, a norte. podia ser bocadinho mais longe, mas assim aproveitava logo e passava pelo fanal, outro dos sítios que constava na minha to do list. era win-win!

mas antes de nos fazermos às curvas novamente, ainda ficamos ali uns instantes, especados a olhar para os picos da encumeada. fosga-se, que é difícil descolar os olhos daquelas paisagens.. vale a pena passar por ali só pelas vistas.

e siga pa norte a todo o vapor!

não fomos muito longe, mal saímos do túnel da encumeada (novamente lol), decidimos que havia tempo para visitar as grutas vulcânicas de s. vicente. algo que não constava no roteiro (até porque não tinha conhecimento delas), mas acabou por ser uma paragem bastante interessante. não tanto pelas grutas em si, que a visita é curta (apesar de ter sido divertido andar lá a arrastar o cú por um dos canais he he he), mas pela parte pedagógica que se seguiu, no centro de vulcanismo. satisfez-me a curiosidade sobre a formação da ilha \m/

canais de lava

de volta à montanha-russa, apanhei outro desgosto no fanal - tá visto que os deuses devem ter acordado com os pés de fora da cama.. não dava para ver um palmo à frente dos olhos por causa do nevoeiro, nem valia a pena sair do carro.. até guinchei com fúria que aquilo me meteu, que eu sabia bem o que é que estava a perder ali.. vade retro nevoeiro cão!!

muitos mais km's acima, já cansada do branco opaco à minha volta que teimava em não desaparecer e a começar a desanimar, a ver que ia sair dali a chuchar no dedo, quando de repente..

AZUL!!

como que por magia, as nuvens varreram-se e deram lugar a um maravilhoso dia de primavera, sem bafo de vento. uma tranquilidade incrível reinava naquelas paragens.. quem diria, com a bezaranha que estava na base da ilha..

dei um belo dum espectáculo a um grupito que estava a fazer uma photoshoot no cruzamento das estradas, quando encostei e larguei o carro à má fila e me meti aos saltos no meio da estrada, eufórica por estar finalmente ali muhahahah

paul da serra


(quero acreditar que existem pancadas piores :D)

o paúl da serra é um lugar único da ilha, quase nos esquecemos onde estamos - a 1500 metros de altitude, deve ser o único sitio na ilha com mais do que 1m² de chão plano.. UAU! em perfeito contraste com o relevo acidentado que caracteriza toda a ilha, a paisagem ali é muito semelhante à dos planaltos da serra da estrela. alguns montes de linhas macias, vegetação rasteira e árvores nas partes mais abrigadas, e gado à solta. a única diferença é que não existem blocos de granito espalhados por todo o lado.

e lindo.. tão, tão LINDOOOOOO!!

demos umas voltas por lá, e depois fomos à cata de sitio para lanchar. assentámos arraiais num miradouro magnifico (bica da cana), que tinha uma vista que bem.. só visto.. mesmo!

bica da cana

 

se o passeio do dia anterior já me tinha deixado deslumbrada com a beleza daquele pedaço de terra plantado no meio do mar, nem sabia bem como processar aquilo que se estava desenrolar diante dos meus olhos.. só tenho isto a dizer: o universo estava inspirado no dia em que criou a madeira!

uma vista de cortar a respiração para os picos rudemente escarpados do maciço montanhoso oriental, as nuvens fofinhas a atravessar preguiçosamente o imenso vale, e em background o som do canto dos passaritos que ecoava pela floresta que cobria a encosta sob os nossos pés e o murmúrio continuo das pás dos moinhos a cortar o vento...

mágico!

ao fim da tarde ainda palmilhámos até ao ponto mais alto do paúl, também chamado de pico ruivo. a luz forte do entardecer reflectida na neblina ofuscava, e não deixava ver o azul do mar em redor, imagino aquilo em dias limpos.. deve ser coisa para ter de limpar a lagrimazinha de emoção ao canto do olho :D

já ao anoitecer ainda fomos ver as nuvens a roçarem-se pelas encostas da montanha. que maravilha de cenário.. estivemos lá até não ser possível ver mais nada... 


mar de nuvens

 

que sitio do caneco!

 

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Madeira // dia 3

MONTANHAS! MONTANHAS! MONTANHAS! quero MONTANHAAAAAAS!

desde que tinha aterrado no domingo de manhã que não me calava com as montanhas. queria era ir subir às montanhas. MONTANHAS!!

(esta será uma boa altura para explicar ao pessoal que caiu aqui de pára-quedas ou para quem ainda não se tinha apercebido, vá, que esta que lêem sofre de uma séria obsessão por montanhas)

ao terceiro dia fui-me a elas. FINALLY!! 

e comecei logo pela mais alta.. podia ter começado logo pela segunda mais alta, mas tive que optar, com receio que o dia não chegasse para tudo.. prioridades, bah!

desci o estreito e subi o funchal acima até ao monte.. a benzer-me em cada curva e a guinchar que nem morta que voltava a passar por ali (ondé que já tinha ouvido isto antes?), e que à vinda iríamos à volta, mesmo que demorasse o dobro do tempo.. queria lá saber*!

chego lá em cima, já tonta das curvas, acende-se a luz da reserva.. #!£@€&% do cabrãoooooo do carro!!
como era pouco provável que existissem postos de abastecimento nos próximos km's, era sensato tratar disso enquanto tinha oportunidade, não fosse ficar apeada no meio de nenhures..

vá toca a descer ate à bomba mais próxima.. lábaixo, no funchal.. GYAHHHHHHH

nota mental: andar sempre de olho no nível do combustível, as constantes subidas deixam os indicadores todos faralhados e é sempre melhor jogar pelo seguro :P

depois da segunda dolorosa subida, estávamos finalmente a caminho do ribeiro frio. a primeira paragem do dia seria no inicio da vereda dos balcões.

há uns anos atrás, andavam uns mupis espalhados pela cidade que promoviam o turismo em portugal, e um deles tinha uma foto espectacular, que nunca soube onde tinha sido tirada e não conseguia identificar a paisagem, nem parecia cá.. até ao dia em que andei a ver fotos da madeira! 

não ia falhar aquele spot nem que soassem as trombetas do apocalipse!

e quando alcançamos o miradouro, no fim do trilho, não me senti defraudada não senhora.. a vista é soberba!

balcões

folgo em saber que nem toda a publicidade é enganosa :D

o miradouro eleva-se a umas boas centenas de metros sobre um vale colossal (excelente para pessoas que sofrem de vertigens e cardíacos também lol NOT!), rodeado pelos picos mais altos da ilha, e a norte é possível observar o oceano.

ainda ficámos por lá um bom bocado a absorver a paisagem. queria queimá-la no cérebro o mais que me fosse possível, para que não se desvanecesse da memória tão cedo. mas eventualmente chegou o momento em que tivemos que nos despedir dos balcões e continuar o passeio.

dali descemos.. e subimos.. e descemos.. e subimos até santana, sempre rodeados de paisagens lindíssimas, que nos fizeram abrandar e parar algumas vezes para admirá-las.

depois da subida alucinante até à achada do teixeira, por outra daquelas estradas arquitectadas pelo demo himself, demos descanso ao carro, que o resto do caminho até ao pico ruivo tinha que ser feito à pata. eram só 2,8km até lá, era na boa.

HA HA HA HA HA HA...

NOT!


existe um pequeno detalhe que não convém descurar: é que caminhar acima dos 1500 metros de altitude, já morde..

JURO que aqueles 2,8km mais pareciam 10… que estopada do caneco!

eu já a cair pró lado, a ganir que o caminho parecia não ter fim, quando às tantas aparece uma indicação: 200 metros até ao pico ruivo.. WAAAAA..... ainda faltam 200 metros para chegar lá acima?? vou morreeeeeeeeeeeeeer XP

stairway to heaven

foram os 200 metros mais PENOSOS da minha vida.. aquilo custou-me pra cacete, era basicamente uma escadaria até lá acima, nem sei como é que aguentei. aliás, sei.. não ia desistir a meia-duzia de metros do meu objectivo.. ké’iss??

quando finalmente cheguei lá a cima, sentei-me à sombra do marco geodésico, com a cabeça entre as pernas, a tentar recuperar o folgo e não vomitar os pulmões, que ainda esteve vai não vai… 

...e depois apareceu-me à frente um cabrão dum francês que vinha a subir aquela merda toda a correr, em t-shit e calções, fresco que nem uma alface. não sem em quem me apetecia bater mais, se nele se em mim, pela minha péssima condição física.

nisto procuro pelo homem. tinha ficado mais abaixo, metido na conversa com um cámone que andava atarantado com um GPS na mão. só podia ser um geocacher.

entretanto veio ter comigo e depois tornou a descer, para ajudar o alemãozeiro a procurar a cache que o sacana tava a revirar tudo quanto era pedra, parecia que andava ao caracol. anda uma pessoa preocupada em não dar nas vistas.. 

depois de chafurdar em tudo o que era rocha e arbusto nas redondezas, lá aparece a cache. deixámos uma geocoin que tinha vindo de sesimbra na semana passada. o alemão não quis levá-la, então ficou lá, à espera de alguém que o faça alcançar o objectivo. 

(a ironia da coisa é que mais tarde, a geocoin foi mesmo parar à alemanha)

ficamos lá um BOM bocado porque a vista é pura… e simplesmente… BRUTAL. não conseguia fechar a boca nem tirar os olhos do horizonte. nem sabia para que lado me virar. o dia estava muito claro mas mesmo assim, o cenário era fantástico, com as nuvens bem abaixo de nós, a circundar as zonas altas da ilha a norte. uma calmaria do caraças, sem vento nenhum. e o silêncio...

a altitude devia tar-me a mexer com os pirolitos, o meu repertório de frases resumia-se a "nunca tive num sitio tão bonito na minha vida"; "isto não é real"; "não tenho objectiva para isto" (11-16 não chegava para açambarcar aquilo tudo num foto e eu não sou grande fã de panorâmicas).. parecia um disco riscado :D

voltarei sem duvida ao pico ruivo porque fiquei obcecada com dois PRs que vão lá ter. mas para percorre-los, tenho que me mexer à séria, se não, faleço pelo caminho.. não tou a brincar!

quando começamos a descer, estava a chegar um casal estrangeiro com uma miúda que teria uns 4 ou 5 anos. primeiro pensamento: fónix, que até a miúda está em melhor forma que eu!!

segundo pensamento: the force is strong in this one, pais hikers e começar esta vida tão cedo.. faith in humanity.. restored

a descida de volta até à achada foi ainda mais espectacular, parecia que estávamos a caminhar sobre as nuvens. aliás, eu estava nas nuvens - assombrada com a paisagem, até me fazia doer a alma.. cum caneco :'D 

Untitled

à vinda fomos pelo outro lado da ilha, em busca de estradas mais fofinhas.

HA HA HA HA HA HA...

NOT!

NOT.. NOT.. NOT.. NOT!

NOT.. NOT.. NOT.. NOT!

* be careful for what you wish for!!

a estrada entre s. jorge e s. vicente não é uma estrada, é uma montanha-russa infernal. nalgumas partes junto à costa, foi escavacada na falésia, tem largura para um carro e meio (se tanto), e "chove" água e pedras.. ai mãe, se me cruzo com uma camioneta da carreira aqui cai-me os tomates.. oh wait!

até me arrepiava só de pensar nas pessoas que são obrigadas a usá-la com frequência..  

mas o melhor ainda estava para vir.. HAHAHAHAH

túneis.. dos antigos!

passámos por dois, um dos quais tive que fazer marcha-atrás até a uma berma porque vinha um carro no sentido contrario e só passa um à vez. lá dentro chovia e não tinha iluminação *MEDO* 

um pouco mais à frente, outro, ainda mais longo que o primeiro.. 

nesse tive a brilhante ideia de aceder os máximos para ver como era por dentro… parecia uma mina, em pedra viva!
tão a ver o puto do sozinho em casa a gritar? éramos nós os dois.

às tantas aquela provação de *apenas* 24km (FFFUUUUUU!!!) acabou e regressámos aos túneis modernos (abençoados túneis) e às estradas largas e sem curvas. thank god!

foi sem duvida das estradas mais pavorosas onde já conduzi, testou-me os limites…

…e ao mesmo tempo, das mais belas por onde já passei. cada vez que circulávamos junto ao mar *sigh* parecia o cenário de um filme de fantasia tornado realidade: escarpas gigantescas, cobertas por vegetação densa, quedas de água por todo o lado, e a neblina da maresia a dar-lhe um toque místico.. man, roça o obsceno!

agora arrependo-me de não ter parado para tirar umas fotos de recuerdo, mas naquele momento só queria sair dali o mais rapidamente possível, para não ter nenhum stress com o carro..

chegámos ao estreito por volta das oito e meia completamente derreados e esfomeados, e aterramos directamente em cima duma mesa no sto antónio, comer outra espetada, desta vez em pau de loureiro - bem boa!

milho frito é que.. thanks, but no thanks..

e ao terceiro dia já me sentia perfeitamente confortável (no shit!) a conduzir por ali, já tinha adoptado os maus hábitos e tudo lol \m/

 

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Madeira // dia 2

dia bonito, mesmo a pedir passeio. inauguramos as hostes em câmara de lobos e seguimos para oeste. a primeira paragem do dia foi logo ali no cabo girão - um dos principais pontos de atracção turística da ilha, mas que sem dúvida merece a visita.

os seus vertiginosos 580 metros de altura dão-nos uma vista incrível sobre a zona de câmara de lobos e funchal, e a plataforma com piso em vidro é tão assustadora como divertida. dá mesmo a sensação que estamos a andar no ar, os cámones tavam todos passados com aquilo hehehe

cabo girão

quem anda por aqui há algum tempo e conhece a minha pancada por falésias, já deve estar a imaginar que eu ali sentia-me como uma criancinha na noite de natal. confirmo :D

dali continuamos o passeio, por entre a via rápida e as estradas regionais, com passagem pela ribeira brava, ponta do sol, madalena do mar e calheta

a zona sul da ilha é um hino à exposição solar, desde que o sol nasce até que se põe. e os habitantes da ilha aproveitam muito bem essa característica, que aquelas encostas estão cheias de casas solarengas, com uma vista do caraças. que inveja!!

a paragem seguinte seria no farol da ponta do pargo. 

a ponta do pargo situa-se no extremo oeste da ilha e como tal, é visita obrigatória. especialmente o farol, que há mais de 90 anos avisa os marujos da proximidade de terra, do alto dos seus 312 metros - é o farol mais alto de portugal.

a imensidão do oceano, que no horizonte funde-se com o céu, dá aquele lugar uma atmosfera muito tranquila e pacifica, pelo menos em dias calmos como aquele que tivemos a sorte de apanhar. e a forma abrupta como a terra pintada de verde termina sobre a água, é poesia para os olhos. a beleza daquelas falésias é qualquer coisa..

ponta do pargo

algo interessante que reparei, é que a ponta parece separar às aguas do oceano, abrigando a parte sul da agitação a norte. adorei aquele sitio, suspiro só de me lembrar dele :)

also, foi ali que fizemos a primeira cache na madeira.


caching

 

o destino que se seguia era porto moniz. quando parámos no miradouro para apreciar a vista antes de descer à povoação, o carro tava a mandar um pivete a ferodo que doía.. pudera, a conduzir sempre em mudanças baixas, e a travar.. acho que nunca consegui a passar dos 50km/h naquela estrada, que tinha tantas curvas que não sei como não desatámos todos a vomitar lol

ainda por cima não havia no dashboard do carro um indicador de temperatura do motor, sempre andava mais descansada… ou então NÃO!!

cheguei a porto moniz toda amassada e já um bocado cansada de conduzir, apesar da distância percorrida não ter sido nada de especial.. mas ali iríamos parar, comer e andar um bocadinho. servia para renovar as forças para continuar o passeio.

porto moniz é uma pequena vila com muito bom aspecto. parece-me um excelente sítio para assentar arrais durante uns dias, a recarregar baterias.


piscinas naturais

 

as piscinas naturais convidam a ficar por ali umas horas, nem que seja pela beleza do cenário. não fomos ao banho, mas havia lá muito bife a marinar nas águas azuis do atlântico, protegidos das ondas pelas muralhas semi-naturais das piscinas.

ofereceu-nos também o primeiro sneak peek da imponente costa norte, que nos deixou ainda mais impacientes para conhecer o resto da ilha.

dali continuamos até s. vicente, felizmente por uma estrada *bem* melhor, e túneis.. tantos túneis.. abençoados túneis!

passámos pela serra d'agua, uma das zonas mais afectadas pelas enxurradas de há quatro anos atrás, mas a povoação pareceu-me recuperada da tragédia, pelo menos não vi sinais de destruição. andam por lá em obras pesadas, suponho que seja para evitar que volte a acontecer algo parecido.

nesse dia conduzi por um dos túneis que mais me tinha aguçado a curiosidade, quando andei a lamber o mapa da ilha, o túnel da encumeada. tem cerca de 3km de comprimento, e graças a ele, a ligação entre a zona norte e sul demora cerca de 20 minutos. MARAVILHA!! abençoados túneis :D

andei o dia todo em redor do paul da serra, um dos sítios que estava doidinha para conhecer. até me doía a alma com a vontade parva que tinha de subir até lá. mas ainda ia ter de esperar mais uns dias..

de regresso ao estreito já me sentia mais confortável naquelas estradas e já dominava o micra como se o conduzisse há anos. isto de me adaptar às coisas com facilidade às vezes dá um jeitaço do caraças \m/

 

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Madeira // dia 1

domingo. o dia começou bem cedo.. à meia-noite! 

entre deixar a casa arrumada e os preparativos finais para as férias (porque como pessoas espertas que somos, deixamos sempre o mais importante para a última da hora, claro), só por volta das 4 da manhã é que disse olá à almofada e encostei-me durante uns minutinhos. não cheguei a adormecer - e ainda bem, que o cabrão do alarme do telemóvel não tocou. tinha sido giro.. NOT!

mais giro ainda era viajar com uma directa em cima - eu, que não funciono sem pelo menos meia dúzia de horas de sono seguidas..

às 6h da manhã estávamos no aeroporto, na fila para o scanner. por essa altura, o homem foi subitamente acometido de um ataque de caganeira tal que até saltava, desesperado com a lentidão dos seguranças e da malta que estava à nossa frente. eu ria-me.. a sina deste gajo :D

às 6h58 as portas do avião estavam fechadas e o bixo estava prestes a fazer-se à pista. aaaah, a pontualidade britânica.

entretanto.. sabes que estás num avião cheio de tugas quando ouves piadolas do género:

- lembra-te, oh nelito, se te sentires mal, podes abrir a janela!
- (ouve-se o "serrote" vindo do fundo do avião) tão.. não consegue engatar a primeira?

isso e o aplauso depois da aterragem, que também não faltou.

gosto muito de voar mas o meu corpo não partilha a mesma opinião.. desta vez até de estômago vazio fui, mas pelos vistos não serve de muito, fico sempre com as entranhas todas num reboliço desgraçado..

por volta as 9 da manhã, o apresentador da BBC o comandante do avião informa que vamos começar a descer dali a uns minutos. não sei como é que o sacana fez aquilo, que os meus ouvidos taparam de tal forma que parecia que estava debaixo de água. não ouvia nada a não ser estática e doíam-me! nenhum dos truques para aliviar a pressão funcionava.. nunca me tinha acontecido tal coisa e já andei umas quantas vezes de avião :/

(e só destaparam totalmente umas valentes horas depois, PQP)

o dia estava lindíssimo e as primeiras vistas panorâmicas deixaram-nos logo impacientes para conhecer a ilha de uma ponta à outra, mas com a esperteza da directa, ia ser complicado começar logo naquele dia..

já com os pés bem assentes em terra, venha daí o meu pópózito - UM MICRA! tá visto que estou condenada a conduzir nissans até ao último dos meus dias :D (espero sinceramente que um deles seja um GT-R! humpf) e bora lá que se faz tarde!

mal entrei na via rápida em direcção a câmara de lobos, e no processo de adaptar-me ao carro - mudanças, travões, luzes e tal, tive um logo cheirinho de como se conduzia por aquelas paragens.. *medo* ia ter que ter muita atenção.. muita mesmo, até porque a rent-a-car tinha acabado de me caçar 800€ no cartão de crédito da franquia para danos em caso de acidente :P

e logo de seguida, no desvio que fiz para o estreito, surge a primeira amostra das estradas que me esperavam nos próximos dias: estreitas, aos ziguezagues, com um declive insano, sem passeio para peões, carros estacionados a ocupar uma das faixas, e condutores afoitos em ambos os sentidos.. ZOMG, ondé que raio estava eu metida??

"EU NÃO QUERO FAZER ESTA ESTRADA DUAS VEZES AO DIA!!" gritava a cada 20 metros, ou então quando me cruzava com outro carro, ou então um autocarro da carreira, ou então quando tinha que fazer uma curva apertada com visibilidade nula…DAMN!!

ai mãezinha, vou-me tão f*der neste sítio… vai ser preciso um milagre para chegar a sábado sem uma mossa no carro..

(felizmente descobri um acesso *bem* mais simpático para o estreito e não voltei a passar por aquela estrada, yay)

depois de muitas voltas e reviravoltas, sem ajuda nenhuma do FdP do gps, que não tinha os nomes das ruas daquele sítio, fomos finalmente resgatados pela cunhada, que veio a pé ter connosco.. conclusão: já tínhamos passado à porta da casa dela e inclusive estivemos parados lá perto durante montes de tempo, feitos bois a olhar pró mapa à procura da rua.. quando ESTÁVAMOS NELA!! cum caneco..

ao almoço demos-lhe logo nas espetadas, no vides. duas, uma de vaca e outra de frango, bolo do caco com manteiga de alho (delicioso!!), milho frito, salada, e batata-frita para acompanhar.. naice, very naice. e muito em conta, imo!

depois de um breve, mas cansativo passeio para ajudar a desmoer o repasto, tive que ir dormir a sesta.. tava acordada há mais de 24 horas e já custava a funcionar, ainda caía pró lado no meio da rua lol


mais tarde fomos a sto. antónio ao centro comercial, fazer compras pá semana e aproveitar para trazer algo que havia ficado completamente esquecido: um carregador de isqueiro para o carro, que é tipo, obrigatório para quando se usa um telemóvel como gps.. com que então, tudo planeado ao milímetro, hem!

e assim se passou o primeiro dia na ilha :)

 

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2 de Abril de 2014, às 22:59link do post comentar(1)

Lost in… Madeira!

estava tudo encaminhado para que as férias da primavera fossem passadas entre a peneda e o gerês - matar saudades dos nossos locais favoritos, conhecer outros, e tratar dos "assuntos pendentes" que vão acumulando a casa visita..

..até que no fim de janeiro, recebemos a notícia de que a cunhada tinha sido colocada numa escola no estreito da câmara de lobos... mudança de planos: siga conhecer a madeira!!

a madeira é um daqueles destinos que nunca ninguém me disse que "tens que ir lá, que aquilo é fantástico".. para falar a verdade nunca ouvi falar grande coisa sobre as características daquele pedacito de portugal, plantado no meio do atlântico, e o que ouvia não era suficiente para me despertar a curiosidade (shame on me, i know, i know).. mas com alojamento à borla e voos em conta graças à easyjet, éramos parvos em não aproveitar a oportunidade. 

tão de modo fazer render ao máximo a nossa visita de seis dias, em vez de irmos às cegas como de costume, decidi fazer o trabalho de casa. vasculhei fotos, guias, foruns, blogs, etc, o que resultou numa checklist com vinte e cinco items, entre pontos de interesse, percursos, gastronomia, etc, tudo que não devia podia perder.

para além dessa lista, elaborei ainda outra, com o material a levar e tarefas que tinham que ser feitas até à partida, tudo planeado ao milímetro para que nada falhasse, nem parecia coisa minha lol

comprámos os bilhetes de avião com 3 semanas de antecedência, algo que detesto fazer porque tenho sempre receio que aconteça alguma coisa à última da hora que me impeça de viajar e depois é dinheiro deitado à rua, mas o preço era demasiado bom para deixar passar.

quisemos também aproveitar a parceria da easyjet com a europcar, que permitia alugar carro por um valor bastante em conta.. mas as regras parvas deles obrigaram-nos a cancelar a reserva e procurar uma rent-a-car que fosse menos picuinhas. 

 

mal assentámos o coiro no chão, não sei se foi por ter os ouvidos completamente tapados pela pressão (tal não foi a bruteza da descida), ou se foi por estar a 1000km de distância da rotina, ou se foi da paisagem que vi da janela do avião, desliguei-me. não queria saber de mais nada, apenas daquele lugar :D

 

andámos (de carro lol) que nos fartámos, subimos aos picos mais altos, descemos aos vales mais baixos, arrastámos o cú por canais de lava de um vulcão extinto, tirámos centenas de fotos (não conseguia tirar o dedo de cima do disparador da máquina, parecia que estava colado com super cola 3), cachámos, ficámos deslumbrados, arrebatados, emocionados, e inspirados pela beleza natural daquela ilha.

 

apesar de ainda ter ficado tanto, mas TANTO para ver e fazer (acabei por chegar à conclusão que tinha feito uma lista demasiado ambiciosa para apenas uma semana), o saldo final foi bastante positivo. esta viagem acabou por servir o propósito de fazer a volta de reconhecimento à ilha, e a próxima será certamente para palmilhar aquilo a pé. é um sacrilégio não caminhar por aquelas veredas, levadas e trilhos...

 

srly, quem diz que a madeira se vê em 3 ou 4 dias está redondamente enganado!

 

seguir para o dia 1 >

Na semana passada aprendemos que...

- a geografia da madeira é avassaladora;
- o pessoal constrói casas, estradas e miradouros nos sítios mais incríveis que se possa imaginar, e cultiva-se nas encostas até aos limites do possível;

- conduzir na madeira não é para meninos;

- a madeira é uma montanha-russa gigante;
- o preço da gasosa é igual em toda à ilha;

- os túneis rodoviários são qualquer coisa de espectacular, sejam os modernos ou os antigos;

- come-se bem e barato na madeira;
- as "meias de leite" são "chinesas";

- na madeira há lagartixas em vez de pombos;

- tudo fica melhor no bolo do caco;

- apesar dos extensos campos de bananeiras, é quase impossível encontrar à venda bananas da madeira maduras;

- as batatas doces da madeira não são amarelas como as de aljezur mas são tão ou mais doces;

- todà comida confeccionada na madeira leva alho.. melhor, todo o alho confeccionado na madeira traz comida a acompanhar :D

- a poncha potente é na serra d'àgua.. also, a de maracujá é mais gulosa que a tradicional;

- os tugas não gostam de montanhas;

- continuamos em péssima forma física.. ou então aquelas montanhas são de facto, agressivas;

- a ilha pode não ser muito grande mas tem duas zonas completamente distintas, sul e norte;
- e que pode estar um dia radioso de primavera a sul e um temporal medonho a norte;

- o tempo vira com uma facilidade assustadora;

- no curral das freiras, um dos pontos de atracção turística mais famosos, não existe nada para ver ou fazer.. nem curral, nem freiras (a não ser uma de cartão para enfiar a cabeça prá fotografia).. mas sempre se pode admirar a paisagem enquanto se come umas broas de castanha;

- o pessoal esmera-se no que toca a manter a ilha limpa e muito bem cuidada (fiquei realmente impressionada com este aspecto);

- a ilha está muito bem adaptada ao turismo, e a baixa do funchal tem tantos estrangeiros por m2 como uma qualquer cidade algarvia costeira;

- a madeira tem das paisagens mais bonitas de portugal;

 

portanto, nos próximos tempos vão levar com madeira aqui no blog até a vomitarem pelos olhos, porque eu fiquei completamente rendida a esta ilha maravilhosa e os seis dias que lá estive vão ter de ser todos muito bem documentadinhos \m/

 

lost in... madeira >

30 de Março de 2014, às 17:35link do post comentar ver comentários (4)

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mIRC.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e (sempre que a preguiça não a impede) gosta praticar exercício físico.

mantém uma pequena bucket list de coisas que gostava de fazer nos entretantos.

de resto, é ler o blog :D

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores:
#11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

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