Edge of Tomorrow

(atenção que tem spoilers)

era um dos que constava na minha lista para 2014, depois vi o trailer fiquei naquela "xiii.. cabrão do filme deve ser uma seca de todò tamanho".. não me convenceu nem um bocadinho aquela espécie de groundhog day on steroids, e por mim, tinha ficado para ver no sofá..

mas depois lembrei-me que no ano passado quase que deixei escapar o oblivion, que acabou por ser o meu filme favorito do ano e achei melhor dar uma oportunidade a este também, não fosse o diabo tece-las.. antes chateada do que arrependida.

lá me arrastei até ao cinema e quando filme acabou, tive que ir buscar o queixo ao chão...

...QUE BRUTEZA DE FILME!

então a terra foi invadida por uns extraterrestres manhosos, parecidos às sentinelas do matrix (ou como alguém nos fóruns do imdb tão genialmente os descreveu, "dreadlocks on cocaine"), que apesar dos esforços das forças unidas, conseguiram conquistar uma boa parte da europa. entretanto os militares começam a utilizar uns fatos de combate especiais que se revelam eficazes no controle da praga e a esperança no futuro da humanidade renasce.

confiantes com o sucesso dos tais fatos, as forças unidas preparam uma grande ofensiva militar no norte de frança, qual dia D, para tentarem cercar os aliens ali. o general inglês à frente dessa operação manda vir o assessor de imprensa do exercito americano que dá a cara pelos fatos, para ir fazer a cobertura mediática daquele que ele acredita ser um grande triunfo sobre os invasores. 

acontece que esse moço americano, apesar de ser militar, é um cagadinho de todo o tamanho e…

IDE VER O O FILME, MAZÉ!!

srly :D

o argumento está impecável para um filme do género. cativante, engraçado, inteligente mas despretensioso, e acima de tudo, coeso.

não lhe encontro nenhuma falha, nenhuma inconsistência, nada nada - isto é tão RARO em filmes de ficção cientifica (pelo menos naqueles que têm saído cá para fora nos últimos anos). é quase como se o realizador tivesse nomeado uma comissão de caça ao pintelho para eliminar tudo o que a malta pudesse pegar.. sempre que me lembro de algum detalhe suspeito, revejo mentalmente o filme e pimbas, lá tá a explicação… é frustrante LOL

o enredo foi adaptado do romance japonês all you need is kill (que eu não conhecia mas já o tenho ali no kindle, estou curiosa sobre a adaptação) e mistura em grande estilo dois grandes clichés da ficção cientifica: invasões extraterrestres e loops temporais. 

tinha tudo para correr horrivelmente mal - podia tornar-se penoso estarmos sempre a levar com as mesmas situações, as mesmas caras, as mesmas conversas, os mesmos cenários.. mas é exactamente o oposto! está pejado de plot twists que tornam difícil adivinhar o rumo daquilo e a história dos resets dá uma dinâmica incrível ao filme, que até nos tira o folgo. kudos para a equipa que montou e colou aquilo \m/

a acção decorre a um ritmo alucinante, as sequências de batalha são arrebatadoras - maquinaria pesada, tiros, explosões, destruição qb, e aliens possuídos por diabos mafarricos por todos os lados. não há grandes abusos de CGI e os efeitos sonoros tão do cara.. ças (especialmente em dolbi atmos). 

não se meteram com grandes invenções no que respeita à tecnologia. supostamente a acção desenrola-se daqui a cinco anos por isso o filme queria-se realista. o mais improvável são os hologramas, porque de resto, os quadcopters gigantes de transporte de topas e fatos de combate até são bastante credíveis. é como o realizador do filme diz, nada como uma guerra massiva para por as mentes dos cientistas e engenheiros a funcionar a todo o vapor e construir aquele tipo de coisas - especialmente os fatos de combate, que foram baseados em desenhos e investigação que já existe actualmente.

e deram-se mesmo ao trabalho de construi-los para o filme, para a infelicidade dos actores, que não parecem particularmente confortáveis quando andam enfiados naquilo, a correr de um lado pró outro. coitados :D

por falar em actores…

tenho seriamente que rever a minha embirração com o tom cruise porque começa a não fazer sentido. mais uma vez conseguiu deixar-me impressionada com outro papelão épico (provavelmente o seu melhor de sempre, IMO). até pode ter umas convicções um bocado duvidosas e uns tiques estranhos, mas sabe fazer filmes e no fim do dia, é isso que importa. não conto vir a privar com o tipo anyway.

o desenvolvimento que a personagem dele tem ao longo do filme é fenomenal - vai de coninhas a badass motherfucker com uma pinta do caraças e consegue-nos deixar desconfortáveis perante as provações a que é submetido.. algumas cenas são um bocado agressivas..   


outra actuação que me deixou surpreendida foi a da emily blunt. não dava muito por ela, mas revelou-se uma mulher de armas (literalmente) neste filme. parece que nasceu para andar a esquartejar aliens com uma pá de helicóptero afiada :D já havia tempinho que não tínhamos uma personagem feminina com tanto carisma a distribuir porrada no ecrã.

e a química que aqueles dois têm juntos?? over 9000!!

 

o resto do pessoal que por lá calçou também esteve muito bem, especialmente o bill paxton e o brendan gleeson. todágente à altura do desafio, ninguém ficou feio na fotografia. 'cá beijinho!

apanhou-me completamente de surpresa. já vi o filme duas três vezes e estou-me praqui a controlar para não ir uma terceira.. acho que fiquei assim a modos que pró obcecada com aquilo :D

...e eu convencida que o captain america ia ser o meu filme do ano.. temos pena muahahaha

I don't always write about bad movies, but when I do…

...é para cascar neles até me sentir vingada pelo tempo que perdi a vê-los, quando podia estar a fazer coisas bem mais interessantes, tipo lavar o chão com uma escova de dentes.

ontem à noite o homem achou que seria divertido ver um filme de sci-fi com um rating merdoso duvidoso no IMDB. ainda assim, dei-lhe o beneficio da dúvida, porque a) nem sempre concordo com os ratings do IMDB, especialmente em filmes do género; e b) um filme com will smith não pode ser assim *tão* mau como isso..

...yé, rite!

ainda nem a meio íamos e eu só já desejava que o monstro comesse a personagem principal para ver se o filme acabava.. WHAT A LOAD OF CRAP!!

é o primeiro filme que vejo em muitos anos, capaz de rivalizar com o battlefield earth. é mau nas horas.

a começar logo pelo titulo, after earth. tão regressa-se à terra pela primeira vez em 1000 anos de ausência forçada, com uma atitude "tanto se me dá, como se me deu"? é o planeta que serviu de berço à humanidade, for chrissake.. é um facto que merecia uns minutos de atenção, de nostalgia, de emoção, ou até mesmo uma homenagem.. qualquer coisa que não fosse indiferença, para isso tinham-se despenhado num calhau qualquer perdido no espaço que ia dar ao mesmo :P

o argumento é do piorio. fraco, previsível, e cheio de inconsistências.. nem vale a pena pegar nos plot holes, que a lista é interminável e não quero morrer de tédio a enumerá-los.. já me bastou o tédio que foi vê-los.


o will smith passou o filme todo encostado a um canto, com o mínimo de interacção possível na história.. claramente os holofotes estavam direccionados para o filho e nada podia interferir.


e não ficou só encostado, como fez um esforço sobre-humano para ser enfadonho, desinteressante, e monótono - sem dúvida alguma, a prestação mais desenxabida do currículo dele até hoje :P


no fundo até é fácil perceber porque é que a acção é totalmente centrada no puto. é um truque cinematográfico, tal como o dos espelhos :D o will e a jada estão perfeitamente conscientes que o filhote tem tanto jeito para representar como uma batata e que se tivesse que partilhar o ecrã com outro actor qualquer, mesmo que fosse a kristen stewart, a sua presença seria vaporizada instantaneamente. 


é mauzinho mesmo.. desajeitado, sem credibilidade, sem expressão nenhuma e incapaz de criar empatia no espectador. passou o tempo todo com cara de quem está à rasca pa cagar e não consegue, porque está no mato e não tem papel higiénico à mão (bastava arrancar um pedaço da nave, btw..) nem a dicção escapa, é doloroso ouvir o puto a falar..


não lhe paguem umas liçõezinhas de representação que não é preciso..


a única "personagem" no filme que foi capaz de arrancar-nos alguma emoção, foi um condor ao morrer… e era CGI! acho que isto resume tudo.


sinto que se tivesse ficado a mesma hora e meia a olhar para uma parede vazia, seria tempo melhor empregue :P 

Escaramuças na 3ª idade

finalmente o escape plan desceu nos tubos. andava curiosa para ver como saiu a colaboração entre o stallone e o schwarzenegger. dá gosto ver estes dos velhos rivais do grande ecrã finalmente juntos, a distribuir pontapé e chapada de meia noite a quem ousar atravessar-se no caminho deles. apesar de já não terem a mesma pujança de há 30 anos atrás - CUM CANECO, um tem 67 e o outro 66 anos de idade, não se pode exigir mais que isto - não se sairam nada mal!

 

este filme não é diferente do que estes moços têm andado a cozinhar nos últimos tempos. acção q.b., body count respeitável, explosões, helicópteros, the works. o plot até está bem conseguido e tem ritmo suficiente para não me fazer desviar olhar para o telemóvel e desejar jogar uma cartada. a única coisa chata é que é um daqueles filmes que já sabemos como é que vai acabar, apesar dos pequenos twists que nos vão oferecendo pelo caminho.. e tive pena do wrap up ter sido tão resumido, podia ter sido um bocadinho mais espremido.. mas o filme já ia longo.

 

o ti arnaldo tá velho e não pareceram muito preocupados em esconder isso, deram-lhe uma barba honesta, que lhe dá assim um ar de avôzinho badass. já o outro acho que anda a abusar um bocado no botox.

 

overall é um filme que providência duas horas de entretenimento decente.. pelo menos para os fãs!

 

termino a minha review com um gif minha cena favorita do filme :D

22 de Janeiro de 2014, às 01:33link do post comentar ver comentários (2)

Windows Phone 8

(eu antes tinha um blog geek onde espetava este tipo de conversas.. mas depois levei com uma seta no joelho :D)

 

 

tava nas cartas.. era um desastre à espera de acontecer e apenas uma questão de tempo até eu ficar curiosa q.b. para querer conhecer as trincheiras do inimigo ao detalhe, percorrer os seus meandros e desvendar-lhe todos os segredos muhahah

 

bom, algumas considerações antes de começar a deixar-vos… enjoados :D

 

- tenho algum receio de que a minha experiência com o windows phone 8 esteja algo comprometida, por ter passado de um sistema operativo obsoleto (iphone OS 3.1.3) para um recente, e o meu contacto com android seja limitado, logo não faço ideia das funcionalidades roubadas inspiradas pela concorrência e muito menos vou entrar em comparações;

 

- antes de lhe por as mãos em cima não li nada sobre ele, nem sobre o seu funcionamento. peguei naquilo e comecei a usar completamente out of the blue. nos primeiros dias apenas tirei algumas dúvidas no site oficial (muito sucinto e claro, btw), e só passado quase uma semana é que comecei a chafurdar na internet por artigos e opiniões;

 

- (ainda) não consigo saber for sure onde é que acaba o WP8 e começam os tweaks da nokia;

 

- tirei alguns screenshots para ilustrar melhor a coisa, estão espalhados pelo post;

 

- se são entendidos na matéria e encalharem nalgum disparate, pedia que me esclarecessem via comentários ou mail (icon do avião de papel, ali no canto superior direito) - much obliged!

 

let's get this party started, shall we?

 

a primeira impressão depois do arranque foi, como seria de esperar, de desconfiança: "e agora, o que é que faço com esta treta?" - confesso que senti um desconforto no fundo do estômago quando olhei praquela mancha monocromática sarapintada de símbolos (não gosto de chamar icons àquilo).. "ai miga, no qué que te foste meter desta vez!"

 

sem mais demoras, fui ver o que é que a loja tinha para me oferecer. sabia de antemão que o leque é de aplicações é muito limitado quando comparado com a concorrência, but then again, a usar o 3.1.3 desactualizado desde 2010, limitada já estava eu há muito tempo.
rapidamente encontrei e instalei todas as apps que uso habitualmente e mais outras tantas que tinha curiosidade.

 

depois das primeiras apps instaladas, mandei afixar as mais relevantes ao start screen e meti mãos à obra. gostei bastante do dinamismo dos tiles e das potencialidades da costumização, o telemóvel ficou logo com outro ar.. aliás, pode ter um ar completamente novo todos os dias :)

 

foi quando decidi ir criar contactos (não os transferi do iphone para o SIM) que encalhei na primeira sacanice: descobri que era obrigada a usar a conta do outlook (ou uma de exchange) para guardar os contactos.. mau!

mas depois apercebi-me da facilidade com que se criava e geria os contactos na página de web do outlook e fiquei menos melindrada.

 

por ter passado os últimos 5 anos com iphone OS na ponta dos dedos, pensei que ir ter alguma dificuldade em habituar-me a algo completamente diferente.. mas acabei por achar a curva de aprendizagem mínima. meia dúzia de horas depois de lhe ter posto as mãos em cima, já sentia uma certa familiaridade e empatia pelo sistema. inicialmente baralhava-me um bocado a navegação e os botões, nada que a prática não tenha resolvido. 

passadas três semanas, já me ambientei completamente e o único stress ainda vou tendo é fechar aplicações acidentalmente (pego nesta questão mais abaixo).

 

o dicionário deu alguma luta porque o termo sugerido não aparece na zona onde está o cursor como no iOS, mas sim, por cima do teclado. ao principio fazia-me confusão mas entretanto apanhei-lhe o jeito. é fixe, não tenho sempre um balão chato a adivinhar o que estou a escrever, e está tão afinado que por vezes consigo compôr mensagens quase sem "teclar" \m/

 

windows phone 8

 

user interface é despida de grafismo, faz a festa apenas com recurso a tipografia e simbologia. ocasionalmente vai buscar fotos ou imagens para os live tiles ou background para algumas apps. os únicos elementos estranhos ao sistema são mesmo os icons das 3rd party apps.

pode não ter a eye candiness do iOS, mas tem uma sobriedade notável. diria que a aposta da microsoft, do foco no conteúdo sem rodeios nem floreados, resulta muito bem.

 

não tem múltiplos screens para encher de icons e pastas como o iphone ou o android. apenas dois, o start sreen, onde podemos afixar todas as aplicações (e não só) que quisermos, e a listagem de todas as aplicações que estão instaladas no sistema, organizadas por ordem alfabética.

 

(uma das grandes falhas apontadas ao WP8 é precisamente não permitir criar pastas ou grupos de apps. WYSIWYG, ainda que a lista seja um lençol interminável se tivermos muitas instaladas. pessoalmente prefiro ter tudo à mão de semear em vez de ter de andar a abrir pastas/grupos à procura da agulha no palheiro.. e se não as uso, desinstalo-as logo, para não ocuparem espaço desnecessário, mas eventualmente vão ter de lidar com isto).

 

o modo de funcionamento das aplicações é bastante simples. não existem menus, a navegação entre vistas é feita com swipe horizontal, e a do conteúdo, vertical. existem algumas apps que simulam menus (tipo tab bar), mas a navegação panorâmica funciona à mesma.

 

as aplicações mostram apenas as três ou quatro funcionalidades mais relevantes e as restantes são remetidas para um menu contextual, "…".

 

podemos sair das aplicações de duas maneiras: tocando no "back" até ao voltármos ao start screen, ou tocando no botão de "home". a primeira opção encerra a app, a segunda deixa-a em background. para aceder às apps que estão em background basta fazer long press no "back".

 

as notificações (mensagens, detecção de rede wifi, etc) surgem discretamente no topo e não comprometem a utilização do telefone, desaparecendo alguns segundos depois. um toque em cima delas e vamos parar à app respectiva, um swipe e desaparecem.

 

não tem centro de notificações (algo que a malta implica bastante, vá-se lá saber porquê), mas podemos utilizar o lock screen para receber notificações de várias apps, uma em detalhe e cinco resumidas à escolha, configurável entre chamadas, sms, mail, calendário, leitor de feeds, facebook, twitter, instagram, tumblr, 6tag (instagram), meteorologia, etc etc.

 

as definições de sistema estão desdobradas e são bastante sucintas e descomplicadas - a pensar em quem costuma perder a cabeça com opções refundidas e terminologias estranhas e faralha aquilo tudo no processo :D

 

no geral acho-o bastante intuitivo, embora possa ser "defeito profissional", já espero por determinados comportamentos quando quero tomar uma ação, e não me tem desiludido.

 

..e até a crashar é elegante! estava a usar duas aplicações em simultâneo (o spotify e a câmera) e por algum motivo, o bixo engasgou-se. mas antes que eu pensasse no que havia de fazer, ele resolveu a questão reiniciando muito rapidamente. sem estrilho, no pasa nada.. fiquei triste, esperava um bsod :/

 

(em três semanas e com um update de sistema pelo caminho, crashou apenas nessa ocasião.. windows, where art thou?)

 

costumização

 

podemos escolher entre fundo claro ou escuro, e temos vinte cores à nossa escolha para a cor ambiente.

 

para decorar o lock screen temos um arraial de opções, desde uma imagem única, às galerias do facebook e de outras apps, da música que tiver a passar, capas de albuns das músicas tagadas no shazam, fotos do bing, estado do tempo, entre outras. as próprias apps que se instalam podem conter opções de costumização do lock screen.

 

à primeira vista, a arrumação em mosaico do start screen é tenebrosa… à segunda começa-se a achar alguma piada e a perceber as suas vantagens. os tiles adotam a cor ambiente e podemos optar por um de três tamanhos e distribui-los à nossa vontade pelo ecrã. algumas aplicações mantêm o icon original, o que ajuda bastante a destemperar a interface. 

 

(para os mais radicais, existem montes de apps na loja que levam a costumização dos tiles mais além, com backgrouds, sets de icons, etc)

 

aplicações

 

é talvez o maior handicap do WP8 -  e o meu também, porque passei três anos desactualizada no que respeita a aplicações. não tive problemas nenhuns em encontrar as que estava habituada a utilizar no iphone. entre oficiais e sucedâneas, estão cá todas: twitter, facebook, whatsapp, shazam, accuweather, dropbox (filebox), flickr, im+, leitor de feeds (next gen reader), geocaching, amazon, e mais umas quantas que não costumava usar, tipo o instagram (6tag), vine(6sec), tumblr, linkedin, endomondo, entre outras. not bad!

 

não tem a quantidade parva de apps disponíveis que um iOS ou android têm, é um facto, mas as principais estão lá todas e vêm mais a caminho - é apenas uma questão de tempo até que as marcas e serviços comecem a incluir o WP8 no roadmap.

 

detalhe fixe: algumas apps pagas oferecem a opção de trial.

 

mapas

 

estão. tão. bons. a HERE (uma divisão da nokia) é quem fornece os mapas para a plataforma windows phone. tem uma base de POIs bastante extensa, e algo que nunca tinha visto num serviço do género: mostra a planta interior de alguns edifícios, por pisos e tão ao detalhe que identifica o nome das lojas, é bru-tal!

 

a experiência dos mapas é composta por um conjunto de 4 aplicações:

HERE Maps: mapas 2D com pontos de interesse, visão de satélite, informação de trânsito, transportes públicos

HERE Drive+: GPS turn-by-turn por voz e mapa 3D

HERE Transit: planeador de viagens em transportes públicos, que nos diz as linhas, carreiras, transbordos e tempos de viagem.

HERE City Lens: mostra os pontos de interesse através de realidade aumentada.

 

para melhorar ainda mais a coisa, podemos fazer o download dos pacotes de mapas dos países que quisermos, para uso offline. à borla!

integração com redes sociais

 

o WP8 permite-nos integrar algumas redes sociais (twitter, facebook e linkedin) no sistema. os feeds fundem-se todos numa única timeline e podemos "actualizar o estado" em simultâneo nas contas ligadas, responder, retweetar, fazer like, assim como partilhar fotos e videos. também mostra as notificações todas que recebemos.

no caso do facebook dá ainda para usar a função de chat (que é como quem diz, enviar e receber mensagens). não me pareceu foi que funcionasse com twitter, para receber e enviar DM's.


also, as listas de amigos passam a integrar nos contactos do telemóvel, embora exista a opção de filtrar ou mesmo desactivar os contactos das redes sociais.

  

sincronização

 

a sincronização com o outlook (mail, calendários, contactos) e com a skydrive, funciona perfeitamente. não experimentei contas nokia, xbox e exchange (para além de uma conta de email que configurei), nem com os calendários do google.

 

também não tenho grande coisa para dizer sobre sincronização entre dispositivos já que sou um bocado avessa a isso. mas para experimentar o player de música liguei-o ao mac e a um windows 7 e enfiei-lhes uns quantos mp3s no bucho. 

para o mac os x tive que fazer download de uma aplicação. em windows, embora exista uma aplicação semelhante, não experimentei porque já estava emparelhado com o mac. no entanto, quando está ligado a um windows 7 ou 8, ele surge no sistema como drive externa, permitindo-nos aceder ao conteúdo de algumas pastas.

 

aspectos (imo) muito bons

 

live tiles. a maioria das aplicações oferece um resumo no tile, sendo essa informação em forma de texto, foto, ou imagem. em alguns casos, é uma forma de pré-visualizar o conteúdo da app sem ter de a abrir, uma espécie de mini-widget.

para além de apps, podemos afixar no start screen: contactos individuais, galerias de fotos, sites, músicas, locais no mapa, notas, entre outras coisas.

 

consumos. existe uma app de sistema que nos mostra o consumo de internet e wifi em detalhe, e que dá bastante jeito para saber quem são as apps mais mamonas e quanto falta para estoirar o pacote de dados. nas definições existe também uma ferramenta que nos mostra ao detalhe o espaço ocupado por cada app, ficheiros de sistema, mapas, músicas, fotos, vídeos, ficheiros temporários, etc.

 

experiência. o SO analisa a nossa utilização e sempre que se justifica, dá-nos dicas para melhorarmos a nossa experiência. a primeira vez que encalhei nisto foi após ter utilizado umas quantas vezes o menu para selecionar múltiplas mensagens de mail, apareceu-me um "pop up" a dizer que podia tocar em determinada zona do ecrã que aquilo era logo activado. 

 

podemos ter as contas de email separadas individualmente ou associá-las em "inboxes", o que permite criar grupos de contas. por exemplo: inbox de email pessoal com três contas associadas, inbox de mail do trabalho com duas contas associadas.

 

prático. se recebermos uma chamada numa altura inconveniente, basta deitá-lo de barriga para baixo que ele cala-se.

 

todo o sistema é voltado para o utilizador e para os seus contactos. toda actividade destes fica registada e acessível em histórico, que inclui a actividade das pessoas pelas diversas formas de contacto (chamadas, sms, emails, chats e provavelmente outras coisas que ainda não descobri)

 

o internet explorer does the job, embora por vezes tenha alguns issues a renderizar as páginas (expectável lol ninguém deve testar os sites nisto), mas tem duas características que me agradam bastante: a barra de endereços é omnibar, dá para pesquisar directamente a partir dela, e nas definições permite-nos optar pela pesquisa do bing ou … google, e localiza texto numa página.

detalhes fantásticos: selecção de fotos; selecção de data (adoro, adoro!!); no modo de leitura e composição de email, o tema muda para fundo claro; para adicionar uma palavra ao dicionário basta selecioná-la, vai aparecer um "+" na zona de sugestões; nas listagens organizadas por ordem alfabética, basta dar um toque num dos separadores de letras para ele mostar um índice de A a Z, que nos permite saltar rapidamente para determinada zona da lista.

 

aspectos menos bons

 

as cores dos tiles. os atalhos da maioria das apps de sistema e muitas 3rd party, adoptam a cor do tema que temos definido e fica um borrão no ecrã difícil de percepcionar. felizmente existem apps cujos icons são fieis às cores do seu branding e ajudam a diluir a mancha. 

 

a forma de unificar as contas num só grupo não é muito clara (estou a ser simpática, levei três semanas para descobrir que dava para fazer isso lol).

 

tenho mixed feelings pelo botão de "back" físico. por um lado, adoro-o e acho que faz toda a diferença (agora quando pego num iphone, é ver-me a dar toques em seco, à procura dele), por outro, acontece com demasiada frequência sair das apps por engano apenas porque dei um toque a mais no botão.

also, encerrar apps em background é um bocado penoso (mas há um update na calha que vai tornar o processo muito mais prático). 

 

o botão lateral para desbloquear o terminal. estava habituada ao botão home do iphone e levei uma porrada de dias até treinar o cérebro que "não é aí!" - memória muscular, diz o homem he he he também ainda me esqueço muita vez que tenho um botão dedicado à câmera :/

 

o player nativo de música precisa de amor. funciona, mas podia estar melhor conseguido (assim de repente, podia aproveitar melhor o espaço, aumentando o tamanho da capa do álbum, a seekbar aparentemente não é seekable - é mais uma progress bar que outra coisa, e seria menos confuso se os controlos estivessem localizados por baixo da capa).

 

o sistema operativo não lê PDFs nativamente, é necessário instalar uma app.. a microsoft tem uma na loja (se isto faz algum sentido :P), mas prefiro a da adobe. é tão rápida a abrir um ficheiro que até arrepia.

 

ainda não suporta vpn, mas parece que a MS anda a trabalhar nisso.

 

o botão de pesquisa está mal aproveitado. em vez de servir de atalho para o bing, devia antes ser uma pesquisa global, sobre o conteúdo do sistema (aplicações, contactos, email, sms, skydrive, etc) e que também mostrasse resultados do bing ou de qualquer aplicação que se registasse no sistema como provider de pesquisa (imdb, amazon, etc).

 

mas o meu maior pet peeve tem que ser o do icon de guardar (alterações)… uma diskette. WTF??

funciona comigo, que já sou pré-histórica, mas a maioria dos putos nunca viram nenhuma à frente, duvido muito que consigam fazer a associação..

 

nokia lumia 620

 

estava mais inclinada para o 820, mas quando lhe tirei as medidas não gostei do tamanho dele… então voltei-me para o 620 (cujo formato e dimensões são muito semelhantes às do iphone 3g). é um terminal low-range, modesto, sem luxos nem bling, mas não deixa de ter bom aspecto e um bom grip - algo que valorizo bastante, já que ando sempre com o telemóvel na mão.

 

tem um ecrã de 3.8" com uma resolução de 480x800, densidade de pixels de 245 (semi-retina, vá) com muito boa definição e legibilidade, reage muito bem ao toque, se o vidro é realmente resistente a riscos como eles apregoam, ainda é cedo para dizer.

 

processador dual-core de 1GHz, com 512MB de RAM, mais do que suficiente para correr o WP8 mais a sua interface minimalista, 8MB de memória interna, slot para microSD até 64GB.. ah, e dá para trocar a bateria, hem!

 

tem duas câmeras, sendo a principal de 5MP, com foco automático e LED flash. a qualidade das fotos parece-me bastante razoável e grava video em 720p (HD).

 

traz também as cromices todas da moda: bússola, acelerómetro, magnetómetro, sensor de proximidade (NFC), sensor de luz ambiente e 

bluetooth 4.0 + LE. a bateria porta-se bem, aguenta-se um dia inteiro sem problemas (a não ser que eu não lhe dê muita folga :D).

 

os sonzecos e toques são bastante agradáveis, nada a declarar nesse departamento, e gosto de sentir os tremeliques (feedback háptico) que ele faz quando toco nos botões ou recebo notificações.

 

para um aparelho que custa 170€, tenho a dizer que estou bastante impressionada!

 

conclusões

 

puf... i made it! mantive o foco nos aspectos que considero relevantes, ainda que bastante resumidos. o WP8 é um mundo e muitas das suas funcionalidades e características só por si têm sumo para um post. ainda tenho algumas coisas para explorar, por isso é provável que isto venha a ter adendas.

 

o windows phone 8 é claramente subestimado - HEY! não estou a dizer que todàgente devia largar o iOS e o android e ir a correr para o windows, nada disso! mas que merece uma vénia, nem que seja pelo empenho e dedicação notórios que houve em desenvolver um conceito diferente das opções que existem, não se ficando em nada atrás delas, merece.. renova-nos a esperança de que ainda há espaço à inovação, caraças!

 

a relação qualidade/preço do lumia 620 é inquestionavelmente boa. revela ser uma excelente opção para quem não gosta de complicações com sistemas operativos e não está disposto a ser chulado pagar balúrdios por um aparelho.

 

well done, MS/Nokia!!

 

agora é esperar pelo 1020 \m/

(última actualização no dia 27/10, às 12.15) 

Iron Man 3

(atenção que tem spoilers


yep, ontem foi noite de nerdgasm colectivo, mas confesso que estava assim à espera de um bocadinho mais.. 

 

nada a apontar no departamento de acting*, efeitos especiais e visuais (cada vez mais realistas), cenas de acção, muita pancadaria e destruição, tecnologia futurista e artesanal, robots (agora sim, podem ser chamados de robots sem reservas), o humor do costume, comic relief's e plot twists qb.. mas a história parece uma manta de retalhos, para uma produção daquelas, podia estar um bocadinho melhor amanhada..

 

o grande tony stark surge desgastado, com ataques de ansiedade agudos e insónias por causa dos deuses de asgard e o ataque dos chitauri - C'MON, srly? o homem tava fresco que nem uma alface quando o avengers terminou, que raio de desculpa mais esfarrapada, aquela.. servir apenas como pretexto para o filme ser mencionado exaustivamente? bah!

neste terceiro filme decidiram focar-se mais no homem e menos no invólucro mecânico. um regresso às origens que o obriga a desenvencilhar-se sem a ajuda de tecnologia de ponta - not as good como no primeiro filme though.. passa o filme todo a levar porrada e a fugir de um lado para o outro, demonstrando que sem o mark não é capaz de dar conta do recado, mas que tem um par de tomates à altura do seu ego.

 

o vilão principal, mal e porcamente desenvolvido, com motivações coxas - lá porque levou uma tampa do tony no terraço de um edifício na suiça, durante a passagem de ano, isso é motivo credível para tanto ódio? não, não é! fraco, fraquinho, desprovido de carácter e nada convincente.. 

 

uma segunda personagem feminina que tinha potencial para criar ali muito estrago, mas cujo papel acabou por arremessado para um canto mal se percebeu o que é que andava ali a fazer. muitíssimo mal explorada.

 

uma conspiração extremamente exagerada que envolvia ataques terroristas e políticos, e que vai'sa ver, servia apenas de fachada para conter os estragos provocados pelas falhas de uma substancia que estava a ser testada para reparar ferimentos incapacitantes em militares. meh!

 

de resto, a relação do tony e da pepper, esperava-a um pouco mais desenvolvida. esperava também que a pepper se tivesse enfiado no mark para andar a limpar ao sebo a uns quantos mazões, e não ter tido apenas uns segundos de joy ride.. oh well..

 

não deixa de ser um bom filme para devorar pipocas, mas podia ser sido um bocadinho mais emocionante, tal como o trailer prometia. o primeiro iron man continua a ser o melhor deles todos :)

 

* apenas um, o guy pierce.. omg, detesto aquele actor.. makes me sick to my stomach :P

25 de Abril de 2013, às 20:30link do post comentar

Cloud Atlas

há filmes que não gosto, há filmes que fico indiferente, há filmes que gosto.. e depois há o cloud atlas, que no espaço de algumas horas passou por todas as fases e conquistou um lugar firme no meu coração.. nem que seja pelo trabalho que me deu a percebê-lo lol kidding :)

 

a dificuldade que tive em escrever um post sobre ele é um reflexo da sua complexidade :P não sabia como, nem por onde havia de lhe pegar.. saiu bastante resumido, mas é da forma que não meto os pés pelas mãos e o resultado é uma algaraviada de todo o tamanho..

 

não tem grandes spoilers, mas se estão a pensar em vê-lo, não encorajo a continuarem.

 

what the fuck is this shit?

 

então os wachowskis (mais um amigo) ergueram este poderoso mindfuck de um livro com o mesmo nome, algo que o próprio autor julgava ser impossível de realizar, dado à profundidade da coisa. é um mosaico de seis histórias a decorrer em paralelo, situadas algures entre 1849 e 2346, e são completamente diferentes umas das outras.. até em género. aventura, drama, comédia, thriller, sci-fi.. há para todos os gostos!

 

ganha uma dimensão ainda maior quando começamos a reparar que temos os mesmos actores a saltitarem por todas as histórias, interpretando personagens completamente diferentes (seja idade, raça ou sexo - com cada caracterização mais dramática que nem ao diabo faz crer), com mais ou menos protagonismo - e o que isso implica.

 

caí na asneira de pensar que ia ver um filme sobre universos alternativos ou viagens no tempo.. é que nem lá perto!

a meio daquilo ainda não fazia ideia do que é que se estava a passar diante os meus olhos. mas estava tão intrigada (e frustada, vá) que não me permiti desistir. o mais chato de tudo era ter que estar constantemente a rever o filme na cabeça e não poder desviar a atenção por um segundo que fosse, senão tava tramada..

 

percebia-se que apesar de serem situações e linhas temporais distintas, havia muita coisa em comum entre aquela malta toda. estavam constantemente a passar por situações e dificuldades semelhantes e a depararem-se com os mesmos dilemas sociais e morais, mas todos eles acabavam por concretizar algo especial.. e somehow interferiam uns com os outros, como se estivessem interligados..

 

f* me sideways, this is some awesome shit!

 

com o final do filme a aproximar-se, as pontas começaram finalmente a unir-se e a coisa começou a fazer algum sentido. estávamos perante uma salganhada universal no verdadeiro sentido da palavra. acompanhámos ao longo do filme e daquelas seis histórias, várias almas a percorrerem o seu caminho e a desencadearem todo o tipo de reacções uns nos outros, através do espaço e do tempo. não restam grandes dúvidas no fim, tudo teve a sua razão de ser.

 

imo, aquilo parece ter ali uma certa inspiração budista. o autor explora o conceito do renascimento, dos laços eternos que nos unem uns aos outros e especialmente, o karma - a lei de causa e efeito das nossas acções. estamos presos num ciclo continuo de nascimento, vida e morte, que dura enquanto termos karma para corrigir.

mas é também mais do que isso - e o motivo que me levou a admirá-lo ainda mais: mostra-nos uma perspectiva diferente da nossa existência, das nossas relações e dos nossos actos. dá-nos bastante em que pensar. 

 

é exageradamente complexo, massudo e exige uma atenção desmesurada.. mas surpreendentemente belo ao mesmo tempo. tem uma história tão profunda, intrincada e tão cheia de detalhes que é impossível ficar indiferente ao génio do autor. os actores desempenham os papéis na perfeição e tem diálogos incrivelmente belos e repletos de significado.

 

resumindo: coze-nos a massa cinzenta em banho-maria, mas acho que vale bem a pena :)

20 de Janeiro de 2013, às 00:24link do post comentar ver comentários (2)

The Hobbit: a mind blowing experience

(não tem spoilers.. acho.. read at your own risk)

 

falhámos a noite de estreia porque a sis decidiu subir à capital para vir connosco ao cinema. e fez muito bem, porque assim pôde assistir ao filme naquela que é para mim, a melhor sala de cinema do pais. o manolo também se juntou à comitiva, e desta vez até o ECI/UCI colaborou e deixou a malta reservar assentos em vez de ter ficar horas a marcar lugar na fila para apanhar um lugar decente... e se eu levo o meu lugar a sério. nisso sou tipo o sheldon!

 

então às dez da noite de sábado, lá estávamos os quatro, sentados bem ao centro do ecrã, devidamente abastecidos de pipocas, todos felizes e ansiosos à espera do último grande filme do ano.

 

não vou falar da história, do livro que nunca li e muito menos da adaptação porque não tenho bases para tal. embora reconheça o génio do j r r tolkien, fantasia não é das minhas temáticas favoritas e não consigo arranjar coragem para ler a obra dele (eu sei, eu sei... mereço uma passagem do apocalipse dedicada só a mim). valha-nos o porreiro do peter jackson, que tem ilustrado a história de forma tão fantástica :D

 

vou apenas falar na experiência cinematográfica que o filme me proporcionou. quando meto os pés no cinema não é apenas para ir lá ver um filme, é para ser deslumbrada.. e este não desiludiu!

 

HFR era a novidade. confesso que entrei na sala a medo pois não acho piada nenhuma às tv's com suavização de movimentos. a imagem fica estranha, demasiado fluida e pouco realista.. faz-me comichão (mesmo). mas as tv's "inventam" os frames que faltam para compensar.. neste caso estava tudo lá! 

vai daí que nem sequer sabia se ia aguentar com três horas daquilo. é que mais agressivo que um filme em 3D, só mesmo um filme em 3D com o DOBRO das frames por segundo.. hey, seijò que deus quiser :D

 

o the hobbit é uma verdadeira aventura épica, repleta de emoção. são três horas de acção praticamente non-stop, com cenários extravagantes, tanto reais como CG, com uma fluidez nunca antes vista num filme, por vezes vezes tão intensa que os olhos não conseguiam captar tudo o que se passava no ecrã, até vertigens provoca. passei o filme todo a uivar muhahahah

 

inicialmente precisei de alguns minutos para me habituar à fluidez da imagem, mas aceitei aquilo com bastante facilidade. houve momentos que parecia estarmos mesmo lá, a presenciar aquilo na primeira pessoa. faltava um "bocadinho assim" para se cheirar o pó, sentir a chuva, ou levar vergastadas de árvores, setas (entre outras coisas) na tromba. ainda que tenhamos acabado de ver o filme com os olhos a arder, aquilo foi um assombro! 

 

reparei no cuidado que houve em alinhar este filme com os da trilogia do lord of the rings. todo o ambiente do filme, cenários, banda sonora, guarda-roupa e props estavam perfeitamente sintonizados com os anteriores. fora as melhorias notórias na qualidade de imagem, sabe tudo ao mesmo :D

 

(ainda no outro dia queixava-me do quão arriscado são as prequelas.. e fico bastante satisfeita por constatar que existem excepções - tão boas - à regra)

 

a sis, die-hard fan das histórias do tolkien ficou perplexa por terem deixado o filme pendurado praticamente no fim do livro, sabendo que ainda iram sair mais duas sequelas.. meto as patas no fogo e digo que provavelmente vão aproveitar os próximos filmes para fazer a ligação ao LOTR. a obra tem pano para mangas, podem muito bem construir o argumento à base de fragmentos, espalhados pelos livros e notas :)

 

posto isto, tenho andado num aceso debate interno para tentar decidir qual das duas foi a minha melhor experiência no cinema, se esta ou a do tron, e tou num impasse: esta foi definitivamente mais rica visualmente e a outra, apesar de menos luxuriosa, foi mais intensa. levar com os vidros na tromba, os light cycles a materializarem-se por cima de nós, e aquelas perseguições loucas de luz.. não sei mesmo lol

18 de Dezembro de 2012, às 01:54link do post comentar ver comentários (12)

Total Re...crap!

(atenção que tem spoilers )

 

a maior epidemia de falta de imaginação remakes que alguma vez atingiu hollywood tem provocado muitas náuseas aos fã de cinema. pegar em filmes de culto, avacalhar-lhes o argumento, juntar-lhes fogo de artificio e actores da nova geração e esperar que o pessoal engula aquela merda como se fosse uma grande coisa é simplesmente imbecil!

 

o total recall, um dos meus filmes favoritos de todo o sempre, foi uma das vitimas.. quando soube que estavam um remake dele até me benzi. estamos a falar de um clássico de sci-fi, como tal devia ser deixado intocado.. 

 

mas vá.. uma pessoa até dá o beneficio da dúvida. ainda considerei ir vê-lo no cinema porque o trailer parecia porreiro. muita acção, tecnologia futurista, altas cenários, efeitos visuais e o caneco, e nessas coisas vendo-me por pouco. 

mas depois mudei de ideias.. afinal, gosto pouco de ir ao cinema e sair de lá irritada, e já tinha a minha dose de desgostos este ano.

 

entretanto o filme desceu das telas e entrou nos tubos. bora lá despachar a coisa.

 

começa bem.. como se já não fosse infeliz a ideia do remake, decidiram que marte era demasiado mainstream e transferiram a colónia (e a trama) cá pra terra..

 

e como na terra ar é coisa que abunda, qual foi o motivo que arranjaram para meter a malta à batatada? ESPAÇO!

 

reza o argumento a história que o mundo foi devastado por uma guerra violentíssima e restaram apenas duas zonas habitáveis, em localizações opostas no globo: reino unido (re-baptizado de federação unida da bretanha) e austrália (ou a colónia - uma espécie de subúrbio, com um aspecto sombrio, rasco e decadente). zonas essas, completamente infestadas de humanos. 

 

apesar de antipodais, os dois locais não estavam isolados, antes pelo contrário, estavam unidos por uma espécie de elevador on steroids, que assegurava o transporte regular de pessoas de um lado ao outro, pelo interior do planeta... 

 

...e isto até seria um conceito brutalissímo se a idade não estragasse uma pessoa, dando-lhe algumas luzes sobre o funcionamento das coisas.. e epá, chamem-me quadrada mas acredito mais depressa numa colónia e atmosfera em marte do que num túnel que atravessa o planeta ao meio, passando pelo núcleo.. MAN!

 

mas pronto.. tamos a ver um filme de ficção cientifica :P

 

acontece que o mauzão lá do sítio queria invadir a colónia para ficar com o espaço todo para a federação (algo que não achei que fizesse grande sentido - se estamos a falar de uma colónia, não se partia logo do princípio que o território já pertencia à federação? qual era o propósito de uma invasão mesmo? quanto muito seria uma "limpeza") então arranja um bode-expiatório - a resistência - que supostamente planeava uma revolta contra a opressão da federação na colónia.

 

(fuckers.. o plot do filme original é TÃO MELHOR que isto..)

 

o resto da lengalenga é parecida à do primeiro: mexem com a memória do gajo, o gajo mexe com a própria memória, de repente a vida dele tá em perigo, junta as peças do puzzle e descobre que ele não é ele, vai direito ao líder da resistência, yada yada plot twist, os maus entram em cena, dão cabo da resistência e prosseguem com o plano de aniquilar os habitantes da colónia, perseguições, pontapés, tiros, e no fim do dia o herói salva o povo...

 

qualquer pessoa que tivesse visto o original, sabia o que ia acontecer e quando ia acontecer.. previsível e aborrecido. só teve uma surpresa: a tipa do "two weeks" lol até a prostituta das três mamas andava por lá, ainda que sem explicação fornecida para aquela "mutação" (agradar aos fãs, suponho).

 

nem tudo é mau neste filme. o cenários são de uma riqueza quase pornográfica, efeitos visuais belíssimos, uma montra de tecnologia bastante diversa e sofisticada...

 

...MAS!

 

como hoje em dia já se começa a ter alguma dificuldade em inovar e fazer coisas que nunca antes foram vistas, este filme acaba por ser uma amálgama de outros tantos do mesmo género: facilmente identificamos ali o blade runner e o minority report, e também arrisco a dizer que tem um cheirinho a a scanner darkly (o marido fala mesmo em tributo ao philp k dick), 5th element, i robot e tron:legacy..

 

também conseguiram falhar numa das coisas que torna o total recall ainda mais genial: por mais vezes que se veja o filme, nunca conseguimos chegar à conclusão se aquilo era um sonho/fantasia implantada ou se era de facto "real" (e nem sequer é suposto sabermos).. neste, essa dúvida nem sequer chega a levantar-se...

 

sobre os pobres seres que andaram durante duas horas a saltitar pelos cenários..

 

dizer que as actuações são mornas é estar a ser simpática.. não sei se houve ali erros de casting ou se os visuais e o próprio ritmo frenético do filme açambarcaram completamente a atenção, que nenhum dos actores conseguiu sobressair naquela salganhada toda. não senti empatia por nenhum deles, podiam levar porrada e morrer que nem tordos que não me arrancavam emoção alguma. e o farrell.. coitado.. parece uma pileca comparado ao schwarzennegger!

 

não quer dizer que o ti arnaldo seja o melhor actor do mundo.. longe disso. adoro o homem mas reconheço-lhe o péssimo jeito para representação (e na volta é aí que reside o charme). mas que enche qualquer ecrã onde apareça, ninguém pode negar. isso e a boca dele só servir para disparar one-liners que nunca falham em arrancar gargalhadas à malta, mesmo que tenha acabado de rebentar com a cabeça de alguém.

 

e o total recall é isso mesmo: aquela montanha de músculos a matar da forma mais bárbara que conseguir, tudo o que se atravesse no seu caminho.. o colin farrell parece um menino que se perdeu da mãmã.. bah!

 

a jessica biel (melina) também não teve presença alguma.. mas aí culpo o realizador, não quis tirar o foco à sua esposa vampira e a acção feminina foi toda para ela!

um papel exagerado, IMO.. que raio de perseguição diabólica.. o quaid/houser devia ser muito mau na cama para ela ter ficado com aquela sede de vingança (kidding - eram rivais).. ou então sérios problemas de auto-afirmação, para querer tanto executar a missão com sucesso e mostrar ao chefe que era muita boa :P

 

e se os heróis do filme são fraquinhos, os vilões ainda mais.. este cohaagen então, comparado com o do ronny cox é um insulto!

 

resumindo, que isto já vai longo.. armaram-se em espertos e quiseram fazer um remake de um filme perfeitamente saudável e bem-disposto. tinham um orçamento bem maior, tecnologia e meios impensáveis para a época do outro, e mesmo assim conseguiram produzir um cagalhão daqueles (que nem reluzente é).. well done!

 

fazerem-se sequelas (e prequelas!!!) já é arriscado o suficiente, quanto mais remakes.. a boa noticia é que a maioria resulta em flops.. pode ser que um dia a malta de hollywood se aperceba disso e desista..

Mirror, mirror on the wall.. who's the LAMEST of them all?

(atenção que tem spoilers

ontem acordei de uma sesta nocturna com o homem a preparar-se para ver o snow white and the huntsman (às vezes dá-lhe pancadas destas :D) e acabei por ficar a ver também.. 

 

a kristen (ainda não tinha visto nenhum filme em que ela tivesse metida), coitada.. coitadinha.. passou o filme todo com cara de quem anda há uma semana a cagar de esguicho, tal não era o ar enjoado (mas isso é o trade mark dela, certo? alguém lhe diga para comer bacalhau seco, a ver se mete sal no bucho e perde aquele ar de sonsa). a sua prestação é tão lame, que nem no momento mais intenso do filme conseguiu convencer..

 

o hemsworth está bem encaminhado para ser o próximo canastrão de hollywood. aquele vozeirão dele assenta bem a um super-herói como o thor, não a um caçador amargurado pela viuvez, e tal como a kristen, parece só ter uma expressão facial.

 

a charlize parece que hoje em dia já só serve para enfeitar os filmes onde entra.

 

a prestação dos actores principais é tão pobrezinha que se reflecte nas personagens: vazias de vida e a química entre elas, inexistente..

 

o argumento.. nem sei por onde lhe pegar. é que apesar de não apreciar este tipo de filmes, com bruxas, princesas, seres mágicos and what not, consigo perfeitamente avaliar se a história presta, se cativa, se inspira... acontece que aquela cagada nem sequer chega a ter história. pega numas quantas ideias, que morrem pela praia a cada cena. sem nexo, sem continuidade, sem profundidade ou emoção. 

 

é qualquer coisa como isto: há muitos e muitos anos atrás, num reino distante, uma bela princesa nasce. entretanto a mãe morre e o pai apaixona-se por uma prisioneira de guerra (oi?) e casa-se com ela no dia seguinte. na noite de núpcias, a recém-rainha recebe-o na cama com uma facada no coração.

 

acontece que a rainha era na verdade uma bruxa histérica com sede de vingança (ainda que os seus motivos não fossem bem claros) e na sua agenda constava tornar-se imortal, dominar o mundo e torná-lo num sítio nojento (literalmente). por ser tremendamente insegura quanto à sua beleza, tinha um wok.. perdão, um espelho que lhe alimentava o ego a pedido, e volta e meia sugava a juventude de belas aldeãs para manter a pele livre de rugas.

 

quando tomou o reino, arrancou a pequena princesa dos braços do seu amiguinho inseparável, william, e em vez de matá-la, fechou-a numa torre porque nunca se sabia quando podia vir a ser-lhe útil.

william, esse, só voltaria a dar a cara anos mais tarde, quando descobriu que afinal a princesa estava viva e tinha escapado das garras da bruxa.

 

pois é.. numa manhã a bruxa decide que precisa do coração da branca de neve e manda o irmão ir buscá-la à masmorra. ela apercebe-se o destino lhe reserva e consegue escapar... com um prego!

 

escapa e pira-se num cavalo branco que *por acaso* estava a relaxar ali na praia. mas os guardas da rainha-bruxa não lhe dão tréguas e perseguem-na até à floresta assombrada, onde ela se perde e alucina com uns pós marados.

 

um caçador (hum.. se ele anda com um machado, não devia ser antes um lenhador?) que se entregou à bebida após a morte da esposa, é recrutado para encontrar a foragida princesa na floresta. quando a encontra, ela dá-lhe a volta em três tempos e convence-o a ajudá-la. pelo caminho, anda à batatada com um troll..

 

entretanto aparecem uns anões destemidos, mas tal como o caçador, também são facilmente seduzidos pela lividez da princesa, e tornam-se seus fieis seguidores quando descobrem que ela é a "the one" (esta cena muito verde e luminosa não cola lá muito bem no mood geral do filme, mas pronto..)!

 

o ausente william cresceu e tornou-se num belo exemplar masculino. quando descobre que a princesa afinal está viva, infiltra-se no gang dos maus que anda à perseguir-la, para tentar chegar até ela e salvá-la. quando finalmente a encontra, descobre tem concorrência. ele, o caçador e a princesa foram um triângulo amoroso, sem nunca o chegar a ser : /

 

às tantas a moça é engrupida pela bruxa e dá uma trinca numa maçã envenenada. dorme umas horas, acorda com um beijinho e arrota umas postas de pescada que convencem (sabe deus como) as tropas do pai do william a juntar-se a ela, para ir dar uma coça na bruxa e reclamar o trono que lhe pertence.. e é isto!

 

veredicto: apesar desta acção toda, ia morrendo de tédio... 

 

houve apenas uma cena que me fez saltar do sofá e abrir a boca de espanto, esta:

snow white 

whoa.. HELLO?!

mononoke hime 

ripar uma obra-prima da animação.. seriously?

 

escapa a fotografia e os efeitos especiais, de resto, é muito mau... 

Prometheus, are you seeing this?

SPOILERS... MUITOS!

 

o alien estreou cá uns dias antes de eu vir ao mundo, e vi-o pela primeira vez (pelo menos que tenha memória) por volta dos 4/5 anos. foi um filme que me marcou para a vida, de tão aterrorizada que fiquei com aquilo.. desde essa altura que sou atormentada por pesadelos com xenomorphs, apesar de nos últimos anos, de habituada que estou, sonhar com os monstros do giger ou com gatinhos tem praticamente o mesmo efeito :D 

 

apesar disso cresci fã da saga (exceptuando o 4º filme e as misturas com os predators) e como nunca tive oportunidade de vê-los no grande ecrã, fiquei bastante entusiasmada quando soube do prometheus. não quis ler nada sobre o filme para evitar spoilers. esperava-o bastante agressivo, e que à semelhança do alien/aliens, me deixasse acagaçada pro resto da vida. 

 

mas aquilo que vi na madrugada de quinta, de assustador teve muito pouco.. bah!

 

para começar o prometheus não é sobre a origem dos aliens (ou é?* :D), apenas partilha o mesmo universo. uma suposta espécie alienígena que pode ter estado na génese da espécie humana e a demanda de dois cientistas em encontra-la, que os leva para o espaço numa missão de reconhecimento.

 

..só que a missão dá pró torto quando em vez de seres amistosos god-like cheios de respostas, encalham numa nave cheia de armas biológicas(?), que esses mesmos seres tinham preparado para aniquilar a espécie humana (?).. às tantas encontram um deles em stasis e quando o "acordam", a reacção dele não é propriamente dito a esperada.

 

entretanto, e provavelmente para estabelecer laços entre este e os restantes filmes do franchise, duas horas e meia depois.. olha, um alien

(* ...e aqui fica a duvida se foi nesta altura que surgiu o xenomorph ancestral ou não..)

 

no final, quando a "espécie de ripley" se pira do planeta com a cabeça do andróide debaixo do braço, montada numa das naves alienígenas atrás do planeta deles em busca de respostas, ficamos com a aquela sensação de "tão.. e o resto??"

 

imo, a história tem ideias muito fixes, mas foram exploradas de uma forma um bocado atabalhoada.. para não falar em plot holes (do tipo, com um mapa tridimensional da "caverna" e contacto com a prometheus, o geólogo e o biólogo da missão perdem-se nos túneis? srly? O.o)

 

o filme levantou-me uma série de dúvidas que nem por isso são respondidas, o que frustra um bocado.. para enumerar algumas : 

 

- porque é que o "engenheiro" se suicida(?) no início do filme? e em que planeta é que ele está mesmo? 

- existem gravuras feitas por civilizações terrestres antigas, será de facto um convite ou um aviso sobre os visitantes hostis, que quem sabe contribuíram para o desaparecimento dessas mesmas civilizações? 

- e porque é que haveriam de representar num mapa a localização de um depósito de armas biológicas numa lua perdida no universo?

- o que é que aconteceu para a que população de alienígenas que estavam naquela base tivesse morrido repentinamente? rebelião?
- como é que o david parecia simplesmente saber operar a tecnologia alienígena, e comunicar com eles? só porque estudou pelo caminho? e o que terá dito ao space jockey que o irritou tanto?

- o material genético que eles tinham armazenado em cilindros já servia para criar aliens ou foi o acaso "humano ingere acidentalmente ADN alienígena, papa fêmea infértil, que engravida, e 10 horas depois tira uma lula da barriga" lula essa que se torna gigante em poucas horas e aloja um chest burster no space jockey dando origem ao xenomorph ancestral? 

 

ah e tal, usem a vossa imaginação.. epá, pois.. bem sei que isto tudo são apenas estratagemas para gerar fuss em torno dos filmes, mas preferia que me tivessem contado uma boa história em vez de retalhos que andam ao sabor da interpretação de cada um.. (mas se alguém por aí me quiser elucidar em algumas das questões, please do

 

also, as personagens (à excepção do david) estavam pouco desenvolvidas, algumas completamente acessórias (daquelas que ficamos aliviados quando morrem :D ) e o acting também não fez milagres.. 

 

os efeitos visuais estão muito bons, sem grandes excessos de CGI, e a fotografia exelente. gostei bastante dos cenários e das naves e os efeitos de holograma. 3D é que... nem vê-lo... não sei se foi de mim (que btw até gosto bastante de ver filmes em 3D) mas não me pareceu que se notasse grande coisa... (mas hey, sobra pra todos, que eu já tenho notado o 3D onde outros juram a pés juntos que não há lol)

 

notam-se várias ligações ao alien. logo assim de chapa, o titulo do filme revela-se da mesma forma, e fonte semelhante, o ambiente da nave e das relações e diálogos entre a tripulação, o andróide desprovido de sentimentos e emoções com uma secret agenda, o planeta onde decorre a acção, que parece ser o mesmo..

 

(e aqui anda uma grande confusão, porque lê-se por aí que não é (a designação dos planetas é diferente), mas se compararmos os dois, existem simplesmente demasiadas semelhanças: lua/planetóide com morfologia idêntica, orbita em torno de um gigantesco planeta com anéis, a (mesma?) nave abandonada, tripulada pela mesma espécie dos space jockeys, caída na mesma posição.. em que ficamos?)

 

.. a mensagem que a nostromo capta, que inicialmente se pensava ser um s.o.s., mas na verdade é um aviso para não se aproximarem ali, até ao andróide ficar com a cabeça separada do resto do corpo (cliché lol).. enfim, mais food for thought.

 

gostei, mas tenho que admitir que esperava um bocadinho mais de um filme do ridley scott..

 

para finalizar: the theatre situation

 

nos cinemas do el corte inglés não há lugares marcados, o que é chato.. obriga-nos a ir para a porta do cinema cedo se queremos apanhar bons lugares. e mãezinha, se eu sou conas possessiva com os meus lugares centrais na segunda fila..

 

o filme estava agendado para as 00h01, aterrámos no piso dos cinemas uma hora antes e não se via muita movimentação. entretanto às onze e meia decidimos que estava na hora de ir andado para a entrada da sala. a principio estávamos lá apenas meia dúzia, na maior das descontrações, mas rapidamente começou a amontoar-se gente por todos os lados. fui-me posicionado cada vez mais próximo da entrada, com ar de quem está a defender o seu território.. e a ser alvo de olhares de morte muhahah estava lá um então que parecia que nos queria bater :D

 

às tantas os funcionários acharam seguro meter uma fita para controlar aquela angry mob e evitar confusões durante a saída dos espectadores da sessão de outro filme (aquele com a enjoadita) que ainda decorria na sala.

 

quando finalmente limparam a sala e tiraram a fita, 20 minutos depois da hora marcada, parecia a corrida mais louca do mundo. uns por uma entrada, outros por outra, o rapazito do cinema a dizer "calma que há lugares para todos" quase que desapareceu no meio da multidão em fúria. eu mandei-me por uma porta, o marido por outra, quem chegasse primeiro tinha que segurar os lugares e defende-los com a própria vida. pode parecer ridículo, mas a verdade é nunca antes vi uma sala encher tão depressa :D

 

antes não gostava de ir aos dias de estreia por causa das confusões, mas desde que começaram a fazer estas estreias à meia-noite do "dia anterior" a coisa muda um bocado de figura porque fico com a sensação que quem vai lá àquela hora são os agarrados que querem *mesmo* ver o filme em primeira mão e a concentração de nerds por m2 é claramente maior :D 

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mIRC.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e (sempre que a preguiça não a impede) gosta praticar exercício físico.

mantém uma pequena bucket list de coisas que gostava de fazer nos entretantos.

de resto, é ler o blog :D

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores:
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