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lost in wonderland

lost in wonderland

Devs

Maio 05, 2020

sem spoilers, porque só vendo..

é capaz de ser uma das melhores séries de 2020 (mini-série, vá), mas não vai agradar a todàgente.. arrisco mesmo a dizer que serão poucos a chegar ao último episódio com uma sensação de assombro, e a ter que ir apanhar o queixo ao chão. é daquelas séries que nos deixam confusos, e dão origem a teorias sem fim, que levam a discussões apaixonadas nos reddits da vida. e (se forem como eu) nos fazem mergulhar de chapa na wikipedia, a ler coisas que mais parecem saídas do mundo da fantasia, mas que nos leva a questionar a realidade. é toda uma experiência existencial.

devs

pode não ser perfeita, mas está feita na perfeição. a cinematografia é a primeira coisa a tirar-nos o fôlego. visualmente, é uma obra de arte. é delicada, poética, hipnótica, quase irreal. logo a seguir a banda sonora, que é digna de um filme. é simplesmente soberba, tem tanto de sublime como de sinistra, e contribui bastante para o tom surreal da série. acentua cada cena, dando-lhe uma camada extra de ansiedade, ou mistério, ou serenidade, ou clareza.

o enredo não demora a ganhar contornos misteriosos, mas temos tempo para respirar e assimilá-lo. passa-se num ambiente tecnológico de ponta e quase de culto, como de um google ou apple se tratasse. um desaparecimento em circunstâncias misteriosas impele a personagem principal a investigar por conta própria, e a meter-se numa grande embrulhada, porque o motivo que levou a esse desaparecimento é aterrador.

explora uma série de teorias (beeeeem maradas) do domínio da mecânica quântica (interpretação casual, muitos mundos, hipótese de simulação), filosofia (determinismo, livre-arbítrio, existencialismo), e um notável cheirinho a religião. mas não perde muito tempo com explicações complexas.

o perfeccionismo é omnipresente, e os detalhes são obsessivos. tanto nos diálogos como nos cenários, tudo tem um propósito, um significado, ou ligação. nada é deixado ao acaso. existem muitas cenas contadas em meias frases, que se completam pelo ambiente ou pelas acções das personagens. não dá para perder frames.. o que às vezes consegue ser complicado, porque alguns momentos são sedativos. provavelmente vamos querer vê-la novamente, para termos a certeza que não deixamos escapar nada.

O mundo deve tar pa acabar… #5

Fevereiro 02, 2020

o homem tem andado a papar novelas coreanas no netflix.. anda nisto há um par de meses, e já viu umas quantas. ocasionalmente vou deitando um olho à tv a ver o que se passa, mas fico sempre um bocado agoniada, que aquilo é só lamechices de ir ao grego (sem querer ofender quem gosta do género), e os actores, no geral, são mauzinhos.

depois de ter acabado uma particularmente estúpida, começou na mesma noite a ver outra. eu tava escarrapachada no sofá, ainda meio a dormir da sesta tardia, e apanhei aquilo no inicio. acabei por ir vendo, muito por preguiça de pegar no portátil ou no telemóvel para me entreter com alguma coisa. e fui vendo. e continuei a ver. no fim do segundo episódio estava agarrada 😬 eeeeeek...

o actor principal era muito bom, e tinha genuinamente piada. o resto do cast, salvo algumas excepções, também estava à altura. a história é muito, MUITO fixe!! e TÃO bonita 😍... mete medicina moderna vs medicina tradicional, viagens no tempo, história, e fantasia. as doses de drama e humor são muito bem misturadas, e a parte romântica da coisa acaba por ficar um bocado diluída naquela confusão toda, daí que nem por isso é muito lamechas. vê-se tão bem, que nem parece que cada episódio dura 1h e qualquer coisa. e são 16 deles.

acabou por ser um binge watch de proporções épicas. com o aproximar do final, depois de umas quantas ameaças, passamos o último episódio, os dois, a chorar baba e ranho em frente à tv lol

Choke on my RAGE!!!

Agosto 22, 2019

a aggretsuko já anda no netflix há montes de tempo, mas só agora é que nos deu para vê-la. é tão fixe!!! até que enfim, uma personagem kawaii que uma pessoa adulta não precisa de ter vergonha por identificar-se com ela muhahahah

aggretsuko

retsuko é uma panda vermelha adorável, com 25 anos, solteira e muito boa rapariga, que trabalha no departamento de contabilidade de uma grande empresa em tokyo (uma salarywoman, portanto), e descarrega a raiva acumulada dia-a-dia a berrar death metal numa sala de karaoke.

aggretsuko

com ela, vem um conjunto de personagens igualmente fofas, e todas elas a patinar nas frustrações da vida adulta. carreira, colegas, vida social, vida pessoal, e respectivos estereótipos, retratados de forma cruelmente honesta, e genialmente divertida.

grande parte da piada é uma pessoa ver aquilo, identificar-se com cenas atrás de cenas, e pensar, "foda-se! o mundo é mesmo um penico. os dramas que vivemos aqui, são os mesmos no outro lado do mundo.." é tão bom que uma pessoa até se esquece que tá a ver animação.

tá classificada para mais de 13 anos, mas duvido que alguém com menos de 20 consiga ver a puta da piada desta série 🤣

OMG, OMG, OMG

Maio 14, 2019

a netflix (vou linkar como forma de agradecimento lol) não só salvou o lucifer, como transformou a série POR COMPLETO. está irreconhecível, apesar de NADA ter mudado 😲

no ano passado, quando a fox lhe deu a machadada e os fãs fizeram um estardalhaço do caraças para a netflix salvar a série, e a netflix aceitou, fiquei com esperanças que pegassem naquilo e fizessem justiça ao potencial que a série tem...

...e holy shit on a stick, se fizeram!!

eu não queria fazer binge watch, juro que não queria.. queria saborear cada episódio nas calmas, sem pressas.. mas era IMPOSSÍVEL!!

amadureceu, e cresceu-lhe um par de tomates. está mais sombria, atrevida, dramática - acho que não houve um episódio em que não ficasse com os olhos cheios de água. os casos de polícia são mais credíveis, as piadolas tão brutais, as referências são mais que muitas, e tem easter eggs aqui e acolá.

a fox tava a matar a série às golfadas. a terceira temporada foi sofrível, as personagens secundárias estavam completamente desaproveitadas e à deriva. nesta, tiveram todas mais desenvolvimento nos três primeiros episódios, que nas três temporadas anteriores. juntas. a linda FINALMENTE brilhou como psiquiatra do demónio. todàgente teve direito a arcos, com um tempo de antena decente. até as actuações estavam melhores. deve ser a diferença entre ter um guião decente, e provavelmente coaching durante as filmagens.

são só 10 episódios mas estão TÃO BONS. a fandom anda numa histeria pegada, a implorar à netflix para que a série tenha continuação. eles deram-nos exactamente aquilo que nós mais desejávamos. agora não podem simplesmente parar!!



THANKS A MILLION NETFLIX 🙏🙏🙏

The Umbrella Academy

Fevereiro 20, 2019

quando franzes a venta a uma série porque dos poucos minutos que viste parece-te ser uma love child entre x-men e harry potter, mas calha veres uma cena - uma única cena! e ficas instantaneamente fã de uma personagem. e pouco depois apanhas outra cena igualmente genial com a mesma personagem (e nesta altura possivelmente já estás fã do actor). e à segunda música tagada no shazam apercebeste-te que a banda sonora tá do crl. a fotógrafia dá-te arrepios. e o humor fecha o acordo, e dás por ti e estás a devorá-la, episódio atrás de episódio..

the umbrella academy

e pronto, é isto..

Sex Education

Janeiro 21, 2019

já havia uns bons meses que não me entusiasmava tanto com uma série. quando esta caiu no netflix, o homem agarrou-se logo a ela e eu que ia deitando o olho, acabei por ficar agarrada também logo no primeiro episódio. é tão fixe, em tantos níveis. 

é uma amálgama de clichés e estereótipos que têm funcionado muito bem noutras séries de teenage drama. putos desajeitados com as hormonas aos trambolhões, pais às apalpadelas, a demonstrar que nem os adultos sabem dar conta da própria vida quando mais da dos filhos, alto 80s vibe, com guarda-roupa resgatado do fundo do baú a tresandar a naftalina, e banda sonora saudosista, que duvido *muito* que putos daquela idade ouçam nos dias de hoje.

a diferença para o resto das séries do género, é que tem um humor delicioso (que IMO só funciona porque é uma série inglesa); é brutalmente honesta, vai directa ao assunto com uma franqueza refrescante, e é muito bonita, visual e emocionalmente. deixa o coração quentinho.

sex education

são apenas oito episódios, vê-se num instante. e quando acaba, fica-se com uma tremenda necessidade de querer mais e mais!

La casa de papel

Julho 13, 2018

a mid season da primavera terminou e finalmente arranjei tempo para o binge d'la casa de papel. como o hype já passou, todàgente já viu, e já se escreveu tudo o que havia para escrever, vou apenas deixar umas notas:

[ cuidado que pode ter spoilers!!! ]

- o torres é o MVP;

- shippei o denver e a srta gaztambide desde o tiro na perna;

- bonita história de amor também teria sido o helsinki e o arturito;

- a nairobi es la puta ama!!

- o berlín é a definição personificada de smooth criminal. quanta classe!

- a tokio é uma das personagens principais mais irritantes dos últimos tempos;

 - o oslo morreu, mas os seus pulmões continuaram a funcionar;

- el profesor traçou um plano milimétrico, previu todos os cenários possíveis de imaginar, obcecou com todos os detalhes.. só não contou foi com a pior das falhas: o factor humano (ele incluído);

- el profesor tão genial que é com a cabeça de cima, quase jodeu tudo quando começou a pensar com a de baixo;

- el profesor tem ar de nerd desajeitado, mas na vida real é um pão do crl. fazia!

- tão e a cruz que o moscú carrega, por ter abandonado a mulher agarrada numa rotunda, perto de onde vivia um dealer de caballo, e depois estava sempre a sonhar que ela limpava para-brisas nos semáforos? enredo digno de uma telenovela venezuelana, com legendas em espanhol então,  é de ir às lágrimas de tanto rir 😂

- como é que carajo as cuecas do arturito estavam tão brancas com aquele colete de bombas ao peito? 

- a miúda de famílias britânicas tinha um sotaque americano perfeito;

- coitados dos reféns, que nem a família ou amigos tinham lá acampados à espera de desenvolvimentos;

- nem quero imaginar os níveis de colesterol e glicémia daquela malta, depois de uma semana a comer pizzas e sandes em pão de forma;

- aqueles coños mereceram cada cêntimo que conseguiram imprimir!!

- wilhelm scream: check!

- os hombres españoles são assim tão brutos com as mulheres? joder..

- fiquei fascinadissima pela vastidão e criatividade dos insultos e dos palavrões em espanhol, nunca me tinha apercebido da riqueza do vocabulário carroceiro de nuestros hermanos, é verdadeiramente épico!

Abril, séries mil

Abril 14, 2018

tradicionalmente, a televisão americana tem duas seasons de séries. a fall season, que começa no outono e estica-se até quase ao final da primavera, e é quando estream as principais apostas dos canais, ou trazem de volta séries com grandes audiências, e com duração de cerca de 22 episodios. como o calendário incluí sempre algumas folgas (hiatus), de modo a preencher os buracos, as estações introduzem séries com metade dos episódios, a chamada mid-season. ora como filler, ora para ver se têm estofo para se tornar numa série maior, e entrar na fall season.


por causa disto, maio acabava por ser uma altura chata, pois andava sempre ali um nervoso miudinho no ar, sobre se as séries que seguíamos iam ter continuidade, ou se terminariam por ali. durante muito tempo, a única coisa que me dava alento no final do verão para receber o outono com os braços abertos, era saber que vinha aí uma porrada de coisas boas para ver na tv. mas isso começou a mudar desde há uns anos para cá...

entretanto o mundo começou a ficar viciado em séries, e o formato que funciona melhor para os papa-séries é o de curta duração, que por ser mais focado, é menos monótono e tem mais qualidade. outra vantagem é que em vez de se arrastar por 7 ou 8 meses, dura cerca de 3 (salvo o netflix e cia., que injecta a series à bruta no nosso sistema e arruína-nos a vida muhahaha), e vemos duas séries/seasons no espaço de uma. also, se não valer a pena, a malta não se chateia tanto com o tempo que perdeu a ver aquilo. 

para alimentar o consumo desenfreado, o calendário deixou de ser rígido, as séries vão sendo lançadas ao longo do ano, sem alturas especificas, tornando quase obsoleta a classificação de mid-season. agora é em todas as seasons, uma alegria!

e eu dou por mim mais ansiosa à espera do ano novo pelo regresso das minhas séries favoritas, do que do outono.. por acaso este ano não aconteceu bem bem no inicio do ano, foi mais no inicio da primavera.

tudo isto para dizer que nestas últimas semanas, regressaram billions, the expanse, e a derradeira temporada de new girl. westworld, the handmaid's tale, e colony estão aí a rebentar. de longe o mês mais rico do ano, serialmente falando. /me bate muitas palminhas. muitas das séries em que me viciei nos últimos anos são filhas da mid-season. podem ser curtas, e deixarem-me a sofrer praticamente um ano inteiro até voltarem, mas valem tão a pena!!

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mIRC.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e (sempre que a preguiça não a impede) gosta praticar exercício físico.

mantém uma pequena bucket list de coisas que gostava de fazer nos entretantos.

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores:
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