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lost in wonderland

lost in wonderland

Choke on my RAGE!!!

Agosto 22, 2019

a aggretsuko já anda no netflix há montes de tempo, mas só agora é que nos deu para vê-la. é tão fixe!!! até que enfim, uma personagem kawaii que uma pessoa adulta não precisa de ter vergonha por identificar-se com ela muhahahah

aggretsuko

retsuko é uma panda vermelha adorável, com 25 anos, solteira e muito boa rapariga, que trabalha no departamento de contabilidade de uma grande empresa em tokyo (uma salarywoman, portanto), e descarrega a raiva acumulada dia-a-dia a berrar death metal numa sala de karaoke.

aggretsuko

com ela, vem um conjunto de personagens igualmente fofas, e todas elas a patinar nas frustrações da vida adulta. carreira, colegas, vida social, vida pessoal, e respectivos estereótipos, retratados de forma cruelmente honesta, e genialmente divertida.

grande parte da piada é uma pessoa ver aquilo, identificar-se com cenas atrás de cenas, e pensar, "foda-se! o mundo é mesmo um penico. os dramas que vivemos aqui, são os mesmos no outro lado do mundo.." é tão bom que uma pessoa até se esquece que tá a ver animação.

tá classificada para mais de 13 anos, mas duvido que alguém com menos de 20 consiga ver a puta da piada desta série 🤣

OMG, OMG, OMG

Maio 14, 2019

a netflix (vou linkar como forma de agradecimento lol) não só salvou o lucifer, como transformou a série POR COMPLETO. está irreconhecível, apesar de NADA ter mudado 😲

no ano passado, quando a fox lhe deu a machadada e os fãs fizeram um estardalhaço do caraças para a netflix salvar a série, e a netflix aceitou, fiquei com esperanças que pegassem naquilo e fizessem justiça ao potencial que a série tem...

...e holy shit on a stick, se fizeram!!

eu não queria fazer binge watch, juro que não queria.. queria saborear cada episódio nas calmas, sem pressas.. mas era IMPOSSÍVEL!!

amadureceu, e cresceu-lhe um par de tomates. está mais sombria, atrevida, dramática - acho que não houve um episódio em que não ficasse com os olhos cheios de água. os casos de polícia são mais credíveis, as piadolas tão brutais, as referências são mais que muitas, e tem easter eggs aqui e acolá.

a fox tava a matar a série às golfadas. a terceira temporada foi sofrível, as personagens secundárias estavam completamente desaproveitadas e à deriva. nesta, tiveram todas mais desenvolvimento nos três primeiros episódios, que nas três temporadas anteriores. juntas. a linda FINALMENTE brilhou como psiquiatra do demónio. todàgente teve direito a arcos, com um tempo de antena decente. até as actuações estavam melhores. deve ser a diferença entre ter um guião decente, e provavelmente coaching durante as filmagens.

são só 10 episódios mas estão TÃO BONS. a fandom anda numa histeria pegada, a implorar à netflix para que a série tenha continuação. eles deram-nos exactamente aquilo que nós mais desejávamos. agora não podem simplesmente parar!!



THANKS A MILLION NETFLIX 🙏🙏🙏

The Umbrella Academy

Fevereiro 20, 2019

quando franzes a venta a uma série porque dos poucos minutos que viste parece-te ser uma love child entre x-men e harry potter, mas calha veres uma cena - uma única cena! e ficas instantaneamente fã de uma personagem. e pouco depois apanhas outra cena igualmente genial com a mesma personagem (e nesta altura possivelmente já estás fã do actor). e à segunda música tagada no shazam apercebeste-te que a banda sonora tá do crl. a fotógrafia dá-te arrepios. e o humor fecha o acordo, e dás por ti e estás a devorá-la, episódio atrás de episódio..

the umbrella academy

e pronto, é isto..

Sex Education

Janeiro 21, 2019

já havia uns bons meses que não me entusiasmava tanto com uma série. quando esta caiu no netflix, o homem agarrou-se logo a ela e eu que ia deitando o olho, acabei por ficar agarrada também logo no primeiro episódio. é tão fixe, em tantos níveis. 

é uma amálgama de clichés e estereótipos que têm funcionado muito bem noutras séries de teenage drama. putos desajeitados com as hormonas aos trambolhões, pais às apalpadelas, a demonstrar que nem os adultos sabem dar conta da própria vida quando mais da dos filhos, alto 80s vibe, com guarda-roupa resgatado do fundo do baú a tresandar a naftalina, e banda sonora saudosista, que duvido *muito* que putos daquela idade ouçam nos dias de hoje.

a diferença para o resto das séries do género, é que tem um humor delicioso (que IMO só funciona porque é uma série inglesa); é brutalmente honesta, vai directa ao assunto com uma franqueza refrescante, e é muito bonita, visual e emocionalmente. deixa o coração quentinho.

sex education

são apenas oito episódios, vê-se num instante. e quando acaba, fica-se com uma tremenda necessidade de querer mais e mais!

La casa de papel

Julho 13, 2018

a mid season da primavera terminou e finalmente arranjei tempo para o binge d'la casa de papel. como o hype já passou, todàgente já viu, e já se escreveu tudo o que havia para escrever, vou apenas deixar umas notas:

[ cuidado que pode ter spoilers!!! ]

- o torres é o MVP;

- shippei o denver e a srta gaztambide desde o tiro na perna;

- bonita história de amor também teria sido o helsinki e o arturito;

- a nairobi es la puta ama!!

- o berlín é a definição personificada de smooth criminal. quanta classe!

- a tokio é uma das personagens principais mais irritantes dos últimos tempos;

 - o oslo morreu, mas os seus pulmões continuaram a funcionar;

- el profesor traçou um plano milimétrico, previu todos os cenários possíveis de imaginar, obcecou com todos os detalhes.. só não contou foi com a pior das falhas: o factor humano (ele incluído);

- el profesor tão genial que é com a cabeça de cima, quase jodeu tudo quando começou a pensar com a de baixo;

- el profesor tem ar de nerd desajeitado, mas na vida real é um pão do crl. fazia!

- tão e a cruz que o moscú carrega, por ter abandonado a mulher agarrada numa rotunda, perto de onde vivia um dealer de caballo, e depois estava sempre a sonhar que ela limpava para-brisas nos semáforos? enredo digno de uma telenovela venezuelana, com legendas em espanhol então,  é de ir às lágrimas de tanto rir 😂

- como é que carajo as cuecas do arturito estavam tão brancas com aquele colete de bombas ao peito? 

- a miúda de famílias britânicas tinha um sotaque americano perfeito;

- coitados dos reféns, que nem a família ou amigos tinham lá acampados à espera de desenvolvimentos;

- nem quero imaginar os níveis de colesterol e glicémia daquela malta, depois de uma semana a comer pizzas e sandes em pão de forma;

- aqueles coños mereceram cada cêntimo que conseguiram imprimir!!

- wilhelm scream: check!

- os hombres españoles são assim tão brutos com as mulheres? joder..

- fiquei fascinadissima pela vastidão e criatividade dos insultos e dos palavrões em espanhol, nunca me tinha apercebido da riqueza do vocabulário carroceiro de nuestros hermanos, é verdadeiramente épico!

Abril, séries mil

Abril 14, 2018

tradicionalmente, a televisão americana tem duas seasons de séries. a fall season, que começa no outono e estica-se até quase ao final da primavera, e é quando estream as principais apostas dos canais, ou trazem de volta séries com grandes audiências, e com duração de cerca de 22 episodios. como o calendário incluí sempre algumas folgas (hiatus), de modo a preencher os buracos, as estações introduzem séries com metade dos episódios, a chamada mid-season. ora como filler, ora para ver se têm estofo para se tornar numa série maior, e entrar na fall season.


por causa disto, maio acabava por ser uma altura chata, pois andava sempre ali um nervoso miudinho no ar, sobre se as séries que seguíamos iam ter continuidade, ou se terminariam por ali. durante muito tempo, a única coisa que me dava alento no final do verão para receber o outono com os braços abertos, era saber que vinha aí uma porrada de coisas boas para ver na tv. mas isso começou a mudar desde há uns anos para cá...

entretanto o mundo começou a ficar viciado em séries, e o formato que funciona melhor para os papa-séries é o de curta duração, que por ser mais focado, é menos monótono e tem mais qualidade. outra vantagem é que em vez de se arrastar por 7 ou 8 meses, dura cerca de 3 (salvo o netflix e cia., que injecta a series à bruta no nosso sistema e arruína-nos a vida muhahaha), e vemos duas séries/seasons no espaço de uma. also, se não valer a pena, a malta não se chateia tanto com o tempo que perdeu a ver aquilo. 

para alimentar o consumo desenfreado, o calendário deixou de ser rígido, as séries vão sendo lançadas ao longo do ano, sem alturas especificas, tornando quase obsoleta a classificação de mid-season. agora é em todas as seasons, uma alegria!

e eu dou por mim mais ansiosa à espera do ano novo pelo regresso das minhas séries favoritas, do que do outono.. por acaso este ano não aconteceu bem bem no inicio do ano, foi mais no inicio da primavera.

tudo isto para dizer que nestas últimas semanas, regressaram billions, the expanse, e a derradeira temporada de new girl. westworld, the handmaid's tale, e colony estão aí a rebentar. de longe o mês mais rico do ano, serialmente falando. /me bate muitas palminhas. muitas das séries em que me viciei nos últimos anos são filhas da mid-season. podem ser curtas, e deixarem-me a sofrer praticamente um ano inteiro até voltarem, mas valem tão a pena!!

Séries em 2017

Dezembro 28, 2017

à semelhança do ano anterior, também neste vi pouquíssimos filmes, e fora aqueles que lhes dediquei posts (que foram apenas dois), nem me apeteceu a escrever sobre os poucos que vi (as in, começa-me a faltar a pachorra para filmes de super-heróis, que é aquilo que mais vou ao cinema ver). as séries continuaram a dominar!

tão, estas foram as cinco que mais gostei de ver este ano:

the handmaid's tale
declarei-a a minha série favorita do ano e ainda só íamos em junho, e não mudei de opinião. entretanto, e por causa da avalanche de emmy's que recebeu, tem sido bastante falada. 

the deuce
como saudosista dos anos 70's (apesar de só ter vivido dois meses neles), adorei o ambiente desta série, super realista, sem polimento nem artifícios. as personagens são ricas e estão belissimamente caracterizadas, vão-se desenvolvendo em banho maria ao longo da série, sem grandes pressas nem cerimónias.

dediquei-lhe um post depois de ter visto o primeiro episódio, e não desiludiu até ao ultimo. fechou com véu de nostalgia, aquela sensação agridoce de fim de uma era, em que as coisas nunca mais voltarão a ser como antes.

mindhunter
outra série de época, facto que quase passa despercebido se não fosse pela tonalidade esverdeada, dessaturada, e escura da fotografia, e pela tecnologia oldskool usada nos adereços. é inteligente, analítica, e muito cirúrgica. é de desenvolvimento lento, e nem sempre de digestão fácil, mas cada episódio entrega uma dose de intensidade e suspense que nos mantém agarrados.

para além da premissa, que do ponto de vista da psicologia é fascinante, as personagens, o que as movia e a química entre elas, foi o que funcionou melhor para mim nesta série.

high maintenance
começou no vimeo há uns anos, mas só este ano é que encalhamos nela. é. TÃO. FIXE! é terrivelmente hipster, desde a música, às personagens, os cenários, até ao enredo - a vida como ela é, simples e por vezes cruelmente aborrecida. há um episódio em particular que acabamos os dois a enxugar as lágrimas, por ser tão.. belo? não sei, puxou as cordas certas cá dentro. a segunda season começa em janeiro e mal posso esperar.

mr robot
apesar de já ir em três temporadas, esta continua a ser uma das minhas sérias paixões dos últimos anos, cada temporada tem saído mais intensa que a outra. o último episódio desta foi brutalmente intenso, teve uma sucessão de plot twists que não são apropriados para pessoas que sofrem do coração. ainda assim, de todas as temporadas foi a que menos pontas soltas deixou, como se pudesse terminar por ali. esperemos que não!

menções honrosas:

future man, terminator meets back to the future meets duke nukem. é um fartote. se gostam de jogos de porradaria, cenas gore-ish, fuckups temporais, e doses maciças de estupidez (juvenil), esta série tem o vosso nome!

the orville, to boldly go where no man has gone before. não tava à espera de gostar muito desta, foi um guilty pleasure, vá.. canaliza bastante star trek, e eu não consigo atinar com star trek nem à martelada. anyway, o seth macfarlane faz a festa com um arraial de clichés de sci-fi, umas piadas brejeiras, e aproveita a boleia para mandar umas chouriçadas aqui e ali. a única coisa que esta série precisa urgentemente é de encurtar o genérico. é penoso!!

e também:

american gods, better things, billionscolony (que está cada vez melhor), dark (chiliques temporais, adoro!!), dark matter (que infelizmente foi cancelada), preacherstranger things (que não achei tão fixe como a primeira season), the expanse (que está cada vez melhor), the grand tour, the man in the high castle, e the night manager.

The Deuce

Setembro 21, 2017

atenção atenção, nostálgicos dos anos 70

saudosos do vinyl? ainda não recuperados do desgosto do seu cancelamento? então vão gostar de saber há uma nova série retro no pedaço. só que em vez de música e editoras, é sobre prostituição e porno. a coisa promete!

tem um ambiente ainda mais decadente e sombrio que o do vinyl, e é um bocadinho mais "pesada" e gráfica. já li por aí que a recriação do ambiente de new york do inicio dos anos 70 está bastante fiel, mas isso não posso confirmar porque lamentavelmente não estive lá. mas posso confirmar que os cenários, o guarda-roupa e os props estão soberbos, e parecem-me muito realistas.

ainda mal começou e a HBO já a renovou para uma segunda season.. vamos lá ver se não acaba cancelada como a outra.

The Handmaid's Tale

Junho 27, 2017

do carradão de séries que aparece todos os anos, há sempre aquela que nos manda ao tapete, e nos deixa sem folgo.. ainda vamos a meio do ano, mas já decidi que a the handmaid's tale é a minha série do ano.

é um bocado forte e não faz bem o meu género, mas deixou-me pespegada ao ecrã (o homem até estranhou lol), incrédula a cada episódio que passava, de tão sinistra e cruel, e ao mesmo tempo de tão bem construida que está. a cinematografia cria um ambiente tão frio e intenso quanto a narrativa, e está cheia de detalhes realmente criativos, e cenas mudas que valem mil palavras.

retrata um futuro distópico onde a humanidade começou definhar, devido à infertilidade provocada por factores que não são bem claros (mas que segundo o livro onde a série é baseada, deve-se à poluição e às dst's), e aproveitando-se do cenário de guerra civil, um grupo extremista religioso tomou conta do poder dos estados unidos da américa. a sociedade é reorganizada por este regime segundo padrões baseados no velho testamento, e retira quase todos os direitos humanos aos seus cidadões, mandado a poderosa nação umas boas centenas de anos para o passado. quem não obedece às regras é sujeito a procedimentos desumanos, e quem se opõe ou tenta revoltar-se contra o regime, é assassinado a sangre frio para servir de exemplo.

as mulheres são o grupo que mais sofreu, e vivem especialmente oprimidas. não podem trabalhar (apenas em casa), não podem ler, nem conduzir ou fumar. obedecem ao marido ou ao dono da casa, e não podem mandar ou contestar absolutamente nada.

a história é-nos narrada por uma personagem feminina, que tem uma função muito "nobre", faz parte de um grupo selecto de mulheres férteis - as handmaids, que são colocadas em casa de famílias de poder, para gerar filhos pelas esposas inférteis. uma vez por mês estas mulheres sujeitam-se a uma "cerimónia" bastante humilhante, para tentar engravidar do dono da casa, enquanto a mulher deste está presente.

esta personagem, june.. ou melhor, offred (as handmaids assumem o nome dos "donos"), mostra-nos são só a rotina e as obrigações das handmaids, como também faz flashbacks que levantam a ponta do véu sobre alguns momentos na origem deste regime opressor, e sobre o seu passado.

há varias coisas aterrorizantes nesta história, mas a que salta mais à vista (e a mais desconfortável também), é que não relata assim coisas tão inéditas quanto isso.. para as encontramos, basta pesquisar nas raizes da nossa história, ou olhar com atenção para fora da nossa bolha.

não quero spoilar mais, porque é uma série que recomendo vivamente, apesar dos constantes murros no estômago.

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mIRC.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e (sempre que a preguiça não a impede) gosta praticar exercício físico.

mantém uma pequena bucket list de coisas que gostava de fazer nos entretantos.

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores:
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