Dark Matter

é uma space opera, (espero não ferir susceptibilidades) muita rasca. começamos a vê-la no ano passado, num dia em que só podíamos estar realmente aborrecidos.

tal não era a fé que os produtores depositavam no projecto, que parecia ter sido financiada com restos do orçamento do ano anterior.. a começar pelo nível arrepiante de amadorismo dos actores, guião destrambelhado, diálogos de ir ao vómito, cenários pobretanas, e efeitos especiais manhosos. uma autêntica comédia, de tão má que era..

e foi com esse mindset que decidimos acompanhá-la. aliás, era a única forma de conseguir tolerá-la. passávamos os episódios inteiros às gargalhadas.

a série foca-se nas (des)aventuras de um bando de desajustados, que vagabundeiam pela galáxia ao sabor do destino, numa nave espacial toda badass. estão unidos pelas circunstâncias de um misterioso evento que lhes roubou as memórias, e o seu passado é o maior inimigo que enfrentam. está sempre ao virar da esquina, pronto a baixar-lhes as calças.

apesar de se passar no espaço, nunca se viu um ET numa das estações espaciais ou planetas onde esta malta pára.. pelos vistos a galáxia está totalmente habitada por humanos. os cenários exteriores resumem-se a bosques depenados e armazéns abandonados, do tipo daqueles que podemos encontrar nos arredores cidades. mas enquanto a risota valer a pena, manda vir!

acontece que ao longo dos episódios, coisa começou lentamente a melhorar e quando demos por nós, já não a víamos pelo gozo, mas sim porque nos dava gozo. o desempenho (de alguns) dos actores estava a melhorar, o desenvolvimento das personagens seguia a bom ritmo, e a química entre elas a funcionava muito bem. as trapalhadas do gang decorriam com mais ou menos inspiração, os clichés continuavam a ser o prato do dia, mas o mistério era sólido quanto baste para nos deixar ansiosos pelo próximo episódio. a pontos de termos receio que fosse cancelada.

contra todas as probabilidades, conseguiu conquistar uma nesga do coração dos fãs do género, e ganhou uma fanbase com dimensão suficiente para o canal decidir continuar a apostar nela. 

a segunda season, que terminou agora, saiu mais madura, mais confiante, com menos oportunidades de gargalhadas, e com (um bocadinho de) mais qualidade. e alguma coisa eles continuam a fazer bem, porque já tem terceira season confirmada. e nós vamos ficar a salivar à espera dela, resultado do cliffhanger de fim de tempor(r)ada.



não deixa de ser um guilty pleasure, mas tenho cá para mim, que ainda se vai tornar numa série de culto nas trincheiras nerds :D

19 de Setembro de 2016, às 01:07link do post comentar ver comentários (8)

A Guerra das Estrelas

pessoas que não percebem a doideira à volta de star wars cheguem-se a mim, que eu explico (ou tento)!

mas antes deixem-me só iluminar aqui uma ideia:

ninguém é obrigado a gostar das mesmas coisas que os outros. eu por exemplo, não atino com harry potter, com twilight, com hunger games, entre tantas outras coisas, mas perder tempo a tentar perceber porque é que há quem goste é só estúpido. são gostos, e gostos não têm que ter explicação. é algo que existe bem dentro de nós, que mexe com emoções, com o imaginário, com medos e esperanças, valores e princípios, e até com a nossa personalidade. gostos não se percebem, sentem-se. 

quem gosta, gosta! quem não gosta, não gosta - e está tudo bem!

ainda aí estão? boa!

então, o fenómeno star wars divide-se em duas vertentes:

a máquina gigantesca de marketing, que tem como objectivo alcançar o maior número possível de pessoas. isso significa inundar os meios de comunicação e redes sociais, com notícias, rumores, artigos, trailers, sneak-peeks e featurettes, assim como inundar o mercado de merchandising, para gerar hype e promover o interesse no filme meses antes da estreia;

e uma geração inteira que cresceu com a saga no sangue, que perante um novo capítulo, sente-se tal e qual como uma criança na noite de natal, em êxtase. os nossos heróis de juventude estão de volta, para mais uma aventura épica na galáxia. rejubilemos!

quando temos meia dúzia de anos, somos extremamente influenciáveis, e há 30 anos o cinema podia não parecer tão épico como é hoje, mas acreditem que era, tanto ou mais! são coisas que ficam para sempre gravadas nos nossos circuitos. muitos de nós somos fãs de ficção científica por culpa desta saga. 

não sei quanto aos outros, mas eu mal vejo as letras azuis da intro e a música dispara, faço umas pinguinhas :D

ok, o enredo é básico: uma princesa em apuros, um jovem camponês que sonha com grandes aventuras, um contrabandista com a cabeça a prémio e o seu fiel companheiro, mais o bucha e o estica em versão lata, unem-se na tentativa de salvar a galáxia das garras do imperador mauzão e do seu capanga mascarado;

e a mensagem, quase infantil: a luta do bem contra o mal, dos oprimidos que não desistem, dos gestos de altruísmo e sacrifícios que se fazem em prol de um bem maior, da esperança, da fé, da força interior, das amizades improváveis, da família, do amor, e também do arrependimento e do perdão.

mas é a imaginação, e a forma como essa história nos é contada e mostrada, que faz toda a diferença.


o george lucas foi buscar referências e inspiração ao arco da velha, e construiu um universo fantástico. um universo do qual nós gostávamos de fazer parte mas não podemos porque foi há muito tempo atrás, numa galáxia muito, muito distante.

nessa galáxia existem muitos planetas. uns são desertos areia, outros de neve e gelo, outros estão cobertos por densas florestas quase impenetráveis. e apesar de alguns ficarem nos confins da galáxia, podemos viajar entre eles como quem apanha o metro.

esses planetas são habitados por uma grande multitude de formas de vida, maioria bastante insólitas e com ar de poucos amigos. e apesar de falarem (grunhirem) em línguas diferentes, todos parecem entender-se e convivem de forma relativamente pacifica. entramos em qualquer bar de esquina e é só malta esquisita, mas tasse bem!

e robots. mooooontes de robots, de todas as formas e feitios, e para todos os usos.

existem também estações espaciais do tamanho de luas, veículos do tamanho de prédios e naves do tamanho de cidades mas ainda assim capazes de se deslocar à velocidade da luz. e muitas naves pequenas e ágeis, que todos nós gostaríamos de as levar a dar uma voltinha pelo espaço.

e não nos vamos esquecer do campo de energia criado por todos os seres vivos, que nos rodeia, penetra, e mantém a galáxia unida: a Força. quem é que não gostaria de servi-la e usar o poder dela, como os cavaleiros jedi? esses samurai intergalácticos, que lutam com sabres de luz, capazes de fazer mover objectos com o pensamento, manipular a mente dos mais fracos de espírito, e até apertar-lhes o gasganete.

só que a paz está ameaçada, o império galáctico quer dominar a galáxia e controlar todos os seus habitantes. mas tem uma pedra no sapato, a aliança rebelde, que vai fazer o impossível para furar os planos do imperador.

os dois lados estão brilhantemente ilustrados: o do mal é distópico, opressor, industrial e estéril. isso nota-se na estética e sofisticação das naves e veículos de combate, e nos uniformes das tropas; o bem aguenta-se à bronca, luta com o que consegue meter as mãos e vai-se desenrascando. a sua coragem e determinação compensa o número e o poder de fogo do inimigo. as naves são antiquadas, parecem sucata, estão sujas e amolgadas, e em permanente manutenção.

as batalhas são travadas nos mais exóticos cenários: desertos, florestas, no espaço, em campos de asteróides, em cidades nas nuvens, no interior de naves e instalações militares, e também no covil de seres de índole bastante duvidosa. com tecnologia engenhosa, armas de laser e outras mais rudimentares, como pedras e paus.

aliado a e este festim visual está uma banda sonora épica, que se entranha debaixo da pele, que faz arrepiar, que nos fica no ouvido para sempre. não é por acaso que é considerada pelo american film institute como a melhor banda sonora de todos os tempos.


quando o primeiro filme estreou, há quase 40 anos, filmes sobre o espaço não eram propriamente dito novidade, já havia o 2001, o star trek, entre outros tantos. mas nos anos 70, o sci-fi não estava particularmente na moda, e o risco de falhar era tanto que ninguém dava muito pelo filme. tinha um orçamento muito baixo e foi lançado no cinema como sendo um filme de categoria B. 

o inesperado aconteceu, a estranha fórmula que misturava sci-fi com fantasia, aventura e até comédia agradou a miúdos e graúdos, que invadiram o cinema em peso. tornou-se num brutal fenómeno de bilheteira e de cerca de 30 salas passaram a mais de 1000 em poucos meses. em algumas ficou mais de um ano em exibição.


os novos ficaram completamente deslumbrados pela aventura, pela magia e o pelo fantástico, os mais velhos por todo aquele universo excitante, divertido e despretensioso, que invoca a esperança de uma realidade melhor, que quebra os limites da existência monótona, e expande os horizontes da imaginação.

para a altura, os efeitos especiais eram revolucionários, e os efeitos sonoros do outro mundo. e está ali muito trabalhinho, entre cenários pintados à mão, maquetes e adereços, tudo feito à unha!

parece mal polido, desajeitado, o argumento meio desconjuntado e alguns diálogos são tenebrosos.. e parte do seu charme vem disso mesmo.

hoje em dia existem filmes imensamente maiores, com melhores efeitos especiais, melhor guarda roupa, melhor produção, e até melhores actores... e mesmo assim não conseguem destronar aqueles três filmes trapalhões, que roubaram para sempre, uma parte do coração a milhões de pessoas por todo o mundo. star wars entrou torto por linhas direitas e acabou por revolucionar não só o género da ficção cientifica, como a própria forma de se fazer e consumir cinema. tornou-se num clássico intemporal, num culto, num símbolo de uma geração.

mas não se apoquentem muito, que a febre está quase a passar e daqui por uns meses já ninguém vai falar do filme, os fanboys vão voltar todos para dentro das suas tocas cheias de memorabilia, maldizendo ou não, este novo episódio, uns a excomungá-lo, outros a abraça-lo e dar-lhe as boas-vidas no seu seio. all's well that ends well.


may the force be with you!

agora com licença que chegou a minha vez de ir ver o filme :D

The Martian

peeps be advised: pode haver spoilers neste post. mas não creio que tenha mais spoilers que o trailer, que basicamente resume o filme todo (e eu dei graças - a mim - por ter mantido distância dele, à luz desta inspiração divina que tive há uns tempos)

todos os anos, durante a época das trevas* corro a lista dos filmes anunciados para o ano que se segue no IMDB, e boto na wishlist aqueles que pretendo ver. quando tropecei no the martian, comentei com a descoberta com o homem e a resposta dele foi

 

"oh não, outro filme passado em marte"

 

é verdade, já são uns quantos.. o tema já se começa a esgotar. quantos mais filmes sobre o planeta vermelho consegue a humanidade aguentar?

entretanto meses passaram, o filme estreou e não liguei grande coisa, apesar de me aperceber que estava a ser bem recebido. depois aconteceu uma mobilização mandatória e lá arrastamos o coiro até ao cinema, num cinzentão fim de tarde de outubro.

sentei-me confortavelmente com um grande balde de pipocas no colo e um cachorro-quente na mão (hey, ainda não tinha almoçado, don't judge me!) sem saber absolutamente nada do que vinha dali, a não ser que era sobre um gajo que ficou esquecido em marte. provavelmente ia ser muito aborrecido, provavelmente ia ser outra decepção como aconteceu no outro filme com um planeta no título que tinha visto há uns meses..

mas pronto!

duas horas e vinte minutos depois, eu estava atordoada. o que é que raio era aquilo que eu tinha acabado de ver? um biopic? um documentário? parecia tão real.. tudo menos um filme.. e de sci-fi..

senti-me subitamente transportada para o futuro. aquilo aconteceu *mesmo* e o filme não é mais do que a narração dos eventos que sucederam àquela pobre alma, que teve o azar de ficar encalhada num deserto estéril, a milhões de quilómetros de casa e sem grandes chances de voltar a ver o azul da terra; a sua resiliência e determinação em sobreviver àquele tormento; e o seu extraordinário resgate. tudo aquilo fez pleno sentido, não tive que suspender a descrença para aceitar o que me ia sendo mostrado (ok, talvez lá para o final, num pequeno detalhe). acho que foi a primeira vez que um filme de sci-fi conseguiu arrancar-me tal sensação.

 

“BRING HIM HOME”

 

aliás, o que me pareceu menos credível naquela história toda não foram as missões tripuladas a marte (e aquela já era a terceira), não foi um gajo ter conseguido sobreviver lá sozinho durante ano e meio com recursos limitadíssimos, mas sim a quantidade ridícula de dinheiro que uma missão de salvamento daquela magnitude é coisa para custar ao bolso dos contribuintes. toda a tecnologia envolvida pareceu-me realista e muito em linha com o que já existe hoje em dia, sem grandes excessos ou artifícios.



muito bem disposto e divertido, o matt damon - actor que nem dou muito por ele - desarmou-me logo nos primeiros minutos e conseguiu manter-me coladinha ao ecrã, sem revirares de olhos (redimiu-se completamente de.. coisas como esta e esta). houve momentos tensos, houve momentos em que parecia estar tudo perdido, que me encheram a vista de água, e no fim, aquela sensação inexplicável de felicidade misturada com alivio, de quando tudo acaba bem. senti-me quase como se estivesse meio daquela massa humana que acompanhou e aplaudiu o seu longo resgate.

não há vergonha em admitir que eu sou o público alvo deste filme. porque gosto de histórias sólidas, despretensiosas e sem rodeios, porque gosto de piadas básicas, porque fico assombrada ao aperceber-me de que o instinto de sobrevivência aliado ao engenho da nossa espécie é de facto algo muito poderoso, porque gosto de finais felizes, e claro, porque sci fi é o meu género favorito.

e precisava de mais. oh se precisava de mais!

nessa mesma noite comprei o ebook e comecei a devorá-lo. é daquelas leituras que não se consegue desviar os olhos, apesar de ser absurdamente técnico, e obrigar a paragens constantes para tentar projectar aquilo que estava a ler (tinha a facilidade de ter visto o filme e conseguir fazer pequenas associações). só largava quando já não conseguia juntar as letras e perceber o significado da palavra.

há um trabalho de pesquisa tremendo naquelas páginas. tremendo não, insano! desde conceitos de astronomia, física (e daquela *bem* rebuscada), engenharia, mecânica, química, botânica... é incrível. a imaginação para construir aquele escape, transmitir o feeling que nada daquilo é ficção. e mais incrível é a linguagem acessível e super descontraída da narrativa, sem floreados e repleta de momentos de humor.

"my asshole is doing as much to keep me alive as my brain"


passados três dias tive que voltar ao cinema, aquilo não me saia da cabeça. o meu coração estava preso nas paisagens áridas (ainda que fictícias) de marte, e a minha mente encantada com os feitos da humanidade (que só serão realidade daqui por umas décadas). precisava de outra dose. e sai de lá exactamente com a mesma sensação de antes!

 


entretanto terminei o livro e achei a adaptação ao cinema muito bem conseguida. as personagens estão bem caracterizadas, o tom e o ritmo estão fieis, ocultaram e/ou modificaram alguns aspectos, uns que não iam adiantar grande coisa, outros que podiam ter sido incluídos mas que iriam alongar ainda mais o filme (diz que a versão blu-ray vai trazer 20mn extra YAY), numa altura em que já só queríamos ver o nosso herói a escapar de marte, e outros ainda que fariam o PG subir.

parte gira de se levar para o cinema a bagagem do livro (como levei da segunda vez), é que se conhece os pormenores excessivamente técnicos que o cinema poupou ao argumento a fim de não maçar a audiência, e a experiência ganha uma profundidade ainda maior (como a explicação toda do que envolveu preparar o terreno para plantar as batatinhas, ir buscar a pathfinder e mete-la a funcionar, ou a preparação para a grand tour até ao local da próxima missão).



a parte menos gira é que eu não. me. calo. com as comparações. é penoso ver um filme ao meu lado cujo livro li LOL

um dos aspectos que me pareceu ter levantado mais criticas foi o facto de não ter sido um thriller psicológico, focado do desespero da solidão. da minha parte só tenho a agradecer, porque sou pouco dada a dramas. gosto mais desta abordagem get things done. em vez de ficar encolhida a um canto a deixar-se consumir pela tragédia, a personagem principal está apenas concentrada numa coisa: em sair de lá viva e não tem mãos a medir quanto a isso. no filme ainda encaixam uns momentos de solidão e desgaste, coisa que no livro nem se lhe sente o cheiro.

"i'm gonna have to science the shit out of this"


se tivesse que implicar com algum aspecto do filme, acho que seria com a banda sonora (com excepção da disco music, pois claro), podia ser mais épica. no entanto reconheço que se soasse mais a ópera espacial, o filme teria outra dimensão, provavelmente uma que iria alterar a percepção da história e o efeito que é suposto surtir no espectador. 


mas adorei o ping que assinalava o registo do SOL, que se não veio do echoes de pink floyd, foi terrivelmente inspirado nele :D

btw, isto não acontece em marte... que pena!

* época compreendida entre dezembro a fevereiro, quando os dias são curtos e frios e eu não me apetece a sair de casa e tenho muito tempo livre para perder com tarefas inúteis.

First world problems... V

vou ver o interstellar por descargo de consciência. não quero deixar escapar a oportunidade de ver no grande ecrã um filme do meu género favorito.. antes chateada que arrependida, é o que eu costumo a dizer nestes casos.

 

resta a dúvida se vou conseguir sobreviver sem grandes mazelas a outro mais-do-que-certo peido mental do nolan (espero estar redondamente enganada, acreditem), que ainda por cima traz o mcconaughey a reboque.. e eu não. posso. com. o. homem! três horas a levar com ele na tromba vai ser o maior frete do ano..

 

volta dicaprio, tás perdoado :P

 

[edit] vá, o filme até se come. vê-se bem, compreende-se bem (apesar do paleio científico todo, BS on the side), é bonito.. e o mcconaughey conteve-se nos assobios lol 

E já que estamos numa de monster movies...

como não temos andado a seguir muitas séries, o homem tem-se dedicado a adquirir uns filmecos manhosos de sci-fi para nos entretermos.
confesso que não tenho pachorra para a maioria deles (e ele pelos vistos também não, porque é raro o filme em que ainda não vai a meio e ele já está a levar patadas para baixar o volume dos roncos), mas há uns dias atrás tropeçou numa pérola magnifica, boa demais para não partilhar com o resto do mundo.

vou só dar um cheirinho, porque não quero spoilar esta delicia!

 

it goes like this, uma pacata comunidade costeira, localizada algures na irlanda, é invadida por extraterrestres sedentos de sangue humano. a braços com uma potencial tragédia, as autoridades locais descobrem casualmente que uma elevada taxa de alcoolémia torna a coisa mais complicada para os invasores...

 

dá para imaginar perfeitamente como é que eles se defenderam da bixarada, certo? :D

 

opá, que BARRIGADA de rir, praticamente do início até ao fim do filme!

 

ah.. bonus points para as paisagens lindíssimas que nos são mostradas durante o filme, e o CGI também não está mau de todo, para o tipo de produção que é :)

Já havia um tempinho que...

...não tinha um pesadelo cinematográfico digno de registo :D

tão na noite passada o meu subconsciente decidiu brindar-me com um spin-off de V, aquela série vintage dos lagartos invasores, disfarçados de humanos (vestidos com os uniformes cor de laranja e tudo!) - um pouco de variedade, menos mal, que já tou farta de sonhar com aliens e predadores :P

passei o sonho todo a fugir de um lado pró outro e a esconder-me, para não ser capturada e levada para o frigorifico dos gajos lolao já lá vão uns anitos desde que vi a série, mas pelos vistos a memória dela ainda continua fresquinha.. e devo ter levado a noite toda naquilo, que o raio do sonho parecia interminável!

23 de Dezembro de 2013, às 20:02link do post comentar ver comentários (1)

Duna

enquanto o mundo anda entretido a ler badalhoquices*, eu decidi-me por algo mais.. nobre, vá :D


dune

a culpa é do hóme.. o esperto aproveita-se da minha dificuldade em escolher livros para sugerir-me aqueles que ele gostava de ler mas não tem pachorra. então na rifa calham-me os livros dos filmes que ele aprecia: no ano passado foi a trilogia millennium, este foi o dune - o romance que originou o filme favorito dele.

 

depois é vê-lo de queixo pendurado no meu ombro, a espreitar, enquanto estou a ler.. acabamos por ir discutindo a história e as diferenças para a versão cinematográfica à medida que as páginas vão avançado, até que chega ao momento em que termino a leitura e vemos o filme.. comigo aos guinchos que "arghhhh não é assim, não é assiiiiiim!!" loll

 

à primeira vista, o livro pode parecer assustador (pesa quase 1kg), mas 570 paginas não são nada do outro mundo (a rainha no palácio das correntes de ar tem 720 e eu despachei-o sem problemas nem dilemas).. e acontece que está muito bem escrito (e acredito que a tradução esteja à altura) e está a ser uma leitura bastante agradável (já vai a meio). é sempre a abrir e pouco dado à monotonia. um must (para quem aprecia o género, claro)!

 

* digo isto mas ainda considerei comprar o livro.. até passar os olhos por algumas páginas! para esse tipo de literatura, conheço uns quantos sites jeitosos e à borla :D

Prometheus, are you seeing this?

SPOILERS... MUITOS!

 

o alien estreou cá uns dias antes de eu vir ao mundo, e vi-o pela primeira vez (pelo menos que tenha memória) por volta dos 4/5 anos. foi um filme que me marcou para a vida, de tão aterrorizada que fiquei com aquilo.. desde essa altura que sou atormentada por pesadelos com xenomorphs, apesar de nos últimos anos, de habituada que estou, sonhar com os monstros do giger ou com gatinhos tem praticamente o mesmo efeito :D 

 

apesar disso cresci fã da saga (exceptuando o 4º filme e as misturas com os predators) e como nunca tive oportunidade de vê-los no grande ecrã, fiquei bastante entusiasmada quando soube do prometheus. não quis ler nada sobre o filme para evitar spoilers. esperava-o bastante agressivo, e que à semelhança do alien/aliens, me deixasse acagaçada pro resto da vida. 

 

mas aquilo que vi na madrugada de quinta, de assustador teve muito pouco.. bah!

 

para começar o prometheus não é sobre a origem dos aliens (ou é?* :D), apenas partilha o mesmo universo. uma suposta espécie alienígena que pode ter estado na génese da espécie humana e a demanda de dois cientistas em encontra-la, que os leva para o espaço numa missão de reconhecimento.

 

..só que a missão dá pró torto quando em vez de seres amistosos god-like cheios de respostas, encalham numa nave cheia de armas biológicas(?), que esses mesmos seres tinham preparado para aniquilar a espécie humana (?).. às tantas encontram um deles em stasis e quando o "acordam", a reacção dele não é propriamente dito a esperada.

 

entretanto, e provavelmente para estabelecer laços entre este e os restantes filmes do franchise, duas horas e meia depois.. olha, um alien

(* ...e aqui fica a duvida se foi nesta altura que surgiu o xenomorph ancestral ou não..)

 

no final, quando a "espécie de ripley" se pira do planeta com a cabeça do andróide debaixo do braço, montada numa das naves alienígenas atrás do planeta deles em busca de respostas, ficamos com a aquela sensação de "tão.. e o resto??"

 

imo, a história tem ideias muito fixes, mas foram exploradas de uma forma um bocado atabalhoada.. para não falar em plot holes (do tipo, com um mapa tridimensional da "caverna" e contacto com a prometheus, o geólogo e o biólogo da missão perdem-se nos túneis? srly? O.o)

 

o filme levantou-me uma série de dúvidas que nem por isso são respondidas, o que frustra um bocado.. para enumerar algumas : 

 

- porque é que o "engenheiro" se suicida(?) no início do filme? e em que planeta é que ele está mesmo? 

- existem gravuras feitas por civilizações terrestres antigas, será de facto um convite ou um aviso sobre os visitantes hostis, que quem sabe contribuíram para o desaparecimento dessas mesmas civilizações? 

- e porque é que haveriam de representar num mapa a localização de um depósito de armas biológicas numa lua perdida no universo?

- o que é que aconteceu para a que população de alienígenas que estavam naquela base tivesse morrido repentinamente? rebelião?
- como é que o david parecia simplesmente saber operar a tecnologia alienígena, e comunicar com eles? só porque estudou pelo caminho? e o que terá dito ao space jockey que o irritou tanto?

- o material genético que eles tinham armazenado em cilindros já servia para criar aliens ou foi o acaso "humano ingere acidentalmente ADN alienígena, papa fêmea infértil, que engravida, e 10 horas depois tira uma lula da barriga" lula essa que se torna gigante em poucas horas e aloja um chest burster no space jockey dando origem ao xenomorph ancestral? 

 

ah e tal, usem a vossa imaginação.. epá, pois.. bem sei que isto tudo são apenas estratagemas para gerar fuss em torno dos filmes, mas preferia que me tivessem contado uma boa história em vez de retalhos que andam ao sabor da interpretação de cada um.. (mas se alguém por aí me quiser elucidar em algumas das questões, please do

 

also, as personagens (à excepção do david) estavam pouco desenvolvidas, algumas completamente acessórias (daquelas que ficamos aliviados quando morrem :D ) e o acting também não fez milagres.. 

 

os efeitos visuais estão muito bons, sem grandes excessos de CGI, e a fotografia exelente. gostei bastante dos cenários e das naves e os efeitos de holograma. 3D é que... nem vê-lo... não sei se foi de mim (que btw até gosto bastante de ver filmes em 3D) mas não me pareceu que se notasse grande coisa... (mas hey, sobra pra todos, que eu já tenho notado o 3D onde outros juram a pés juntos que não há lol)

 

notam-se várias ligações ao alien. logo assim de chapa, o titulo do filme revela-se da mesma forma, e fonte semelhante, o ambiente da nave e das relações e diálogos entre a tripulação, o andróide desprovido de sentimentos e emoções com uma secret agenda, o planeta onde decorre a acção, que parece ser o mesmo..

 

(e aqui anda uma grande confusão, porque lê-se por aí que não é (a designação dos planetas é diferente), mas se compararmos os dois, existem simplesmente demasiadas semelhanças: lua/planetóide com morfologia idêntica, orbita em torno de um gigantesco planeta com anéis, a (mesma?) nave abandonada, tripulada pela mesma espécie dos space jockeys, caída na mesma posição.. em que ficamos?)

 

.. a mensagem que a nostromo capta, que inicialmente se pensava ser um s.o.s., mas na verdade é um aviso para não se aproximarem ali, até ao andróide ficar com a cabeça separada do resto do corpo (cliché lol).. enfim, mais food for thought.

 

gostei, mas tenho que admitir que esperava um bocadinho mais de um filme do ridley scott..

 

para finalizar: the theatre situation

 

nos cinemas do el corte inglés não há lugares marcados, o que é chato.. obriga-nos a ir para a porta do cinema cedo se queremos apanhar bons lugares. e mãezinha, se eu sou conas possessiva com os meus lugares centrais na segunda fila..

 

o filme estava agendado para as 00h01, aterrámos no piso dos cinemas uma hora antes e não se via muita movimentação. entretanto às onze e meia decidimos que estava na hora de ir andado para a entrada da sala. a principio estávamos lá apenas meia dúzia, na maior das descontrações, mas rapidamente começou a amontoar-se gente por todos os lados. fui-me posicionado cada vez mais próximo da entrada, com ar de quem está a defender o seu território.. e a ser alvo de olhares de morte muhahah estava lá um então que parecia que nos queria bater :D

 

às tantas os funcionários acharam seguro meter uma fita para controlar aquela angry mob e evitar confusões durante a saída dos espectadores da sessão de outro filme (aquele com a enjoadita) que ainda decorria na sala.

 

quando finalmente limparam a sala e tiraram a fita, 20 minutos depois da hora marcada, parecia a corrida mais louca do mundo. uns por uma entrada, outros por outra, o rapazito do cinema a dizer "calma que há lugares para todos" quase que desapareceu no meio da multidão em fúria. eu mandei-me por uma porta, o marido por outra, quem chegasse primeiro tinha que segurar os lugares e defende-los com a própria vida. pode parecer ridículo, mas a verdade é nunca antes vi uma sala encher tão depressa :D

 

antes não gostava de ir aos dias de estreia por causa das confusões, mas desde que começaram a fazer estas estreias à meia-noite do "dia anterior" a coisa muda um bocado de figura porque fico com a sensação que quem vai lá àquela hora são os agarrados que querem *mesmo* ver o filme em primeira mão e a concentração de nerds por m2 é claramente maior :D 

Homens de ferro

o que é que o darth vader, o robocop, o terminator e o iron man têm em comum?

 

cyborgs No. *I* am your father. Come quietly or there will be.. trouble. I need your clothes, your boots and your motorcycle. Uh... genius, billionaire, playboy, philanthropist...

 

são os meus badass mofos meio homem - meio máquina favoritos ♥

 

como fãzorra de sci-fi que sou, algumas das minhas personagens cinematográficas favoritas de sempre são cyborgs.. ok, o iron man não é propriamente dito um cyborg, mas o homem mete-se dentro de um fato de metal todo artilhado e fica com super-poderes. gosto do conceito dos humanos se tornarem quase invencíveis com o auxílio da tecnologia. é awesome!

 

enquanto os três primeiros vieram dos tempos de infância/adolescência, o último surgiu bem mais tarde, já perto dos 30as. quando o primeiro filme estreou fiquei maluca pelo homem de ferro, brilhantemente interpretado pelo robert downey jr. por acaso até há um post sobre o assunto :D

 

mal posso esperar pelo terceiro filme, que com sorte, sai durante o próximo ano.. mas entretanto tivemos o the avengers para matar saudades. e que assombro de filme! 

homens musculados, gajas boas, tecnologia, explosões, porradaria com fartura e humor qb. acho que não se pode pedir mais para duas horas de puro entretenimento. o balde de pipocas que levámos mal chegou he he he

 

apanhámos a primeiríssima sessão possível, às 00h01 do dia 25, e meia-hora depois já eu suspirava pelo tony stark e o seu fato reluzente, cuja prestação, como seria de esperar, está brutal!! não descurando os restantes super-heróis lá presentes, especialmente o hulk, que mesmo sendo CG, faz um papelão do crl! 

 

provavelmente vamos voltar ao cinema para uma segunda dose :D

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mIRC.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e (sempre que a preguiça não a impede) gosta praticar exercício físico.

mantém uma pequena bucket list de coisas que gostava de fazer nos entretantos.

de resto, é ler o blog :D

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores:
#11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

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