Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

lost in wonderland

lost in wonderland

Nas alturas II

Janeiro 30, 2017

chego a casa na sexta, uns minutos antes das nove da noite. vou directa ao quarto, enfio-me furiosamente no pijama, e salto pra cima do sofá, com intenções de não largá-lo nas 48 horas seguintes.

pego no portátil, a gata toma conta das minhas pernas. all set for the weekend!!
nisto, um colega pergunta no chat se alguém quer ir passar o fim-de-semana em tróia.. à borla!

...eh lá O.o

one does not simply desperdiça um fim-de-semana em tróia.. mékie.. mais ninguém se chega à frente? não? têm a certeza? então tamos nessa!

podíamos ir naquele momento. a reserva era de duas noites, sexta e sábado.. mas tínhamos acabado de ligar o aquecimento central - um evento que ocorre apenas uma vez por ano, já estava de pijama e com o gato acomodado confortavelmente em cima das pernas. vestir-me, aviar a bagagem, jantar, mais hora e meia de asfalto.. era coisa para chegar lá à meia noite..

é nestas alturas que uma pessoa se percebe que está a ficar velha.. se fosse há uns anos nem pensava duas vezes, metia-me na alheta em 3 segundos :P

fomos no sábado, nas calmas. o check-in foi rápido, e não houve stresses com a mudança de nome na reserva. o apartamento ficava na mesma torre da penthouse, a uns míseros metros abaixo dela. ai as memórias, as memórias!

abrimos a porta e... eix! apartamento tão épico. espaçoso, acolhedor, muito luminoso, e com uma vista fantástica. a kitchenette podia ser pequena, mas estava bem equipada. 




reconhecimento ao perímetro feito, bagagem arrumada, descemos para ir almoçar algures na marina.. para descobrir que em janeiro, está tudo fechado em tróia... fónix... mudança de planos: butes ao supermercado buscar umas cenas, e tratamos do assunto no apartamento.

comprámos o almoço... e também o lanche. e o jantar. e a ceia hi hi hi é da forma como não temos que sair para mais lado nenhum \m/

ao inicio da noite ainda passamos pelo spa. não é o melhor spa onde já estive, mas a cavalo dado não se olha o dente. 10mn no banho turco, a água da piscina interior estava demasiado fria para mim, 15 minutos no jacuzzi apinhado, apenas 5 minutos na sauna porque estava demasiado quente, mais 5 minutos no banho turco e decidimos que uma banheirada de espuma lá em cima é que era. e subimos.

jantamos, vimos um episódio de the grand tour, trabalhamos uns bocaditos, ceamos. e assim se passou a noite.

no domingo saí da cama às onze. falhámos o pequeno-almoço no hotel, mas nem sequer me importei. numa próxima, até o pequeno-almoço é no apartamento!

check-out feito, voltinha pelas redondezas, para matar saudades. cada vez gosto mais de tróia, custa-me tanto sair de lá chuif chuinf... e está deserta, nesta altura do ano, bem fixe. o dia não estava grande coisa para passeios, mas pelo menos não estava a chover. antes de regressarmos à base, ainda fomos ao carvalhal, lavar as vistas à praia do pego. já não metíamos lá os pés há uns anitos. foi a nossa praia de eleição durante umas quantas épocas, mas depois ficou na moda e começou a ser complicado ir para lá. demasiada confusão, e confusão é uma cena que não me assiste.



só sei que adorei o apartamento. alta sítio para passar uns fins-de-semana no inverno, mesmo com mau tempo \m/

Nas alturas

Setembro 20, 2016

tão a ver aquelas situações que achamos que vão ser épicas, mas que acabam por ser tão épicas que ficamos com dificuldades em gerir a dimensão da coisa? assim estou eu, nas últimas 24 horas.

passei o fim-de-semana nas alturas, literal e virtualmente. aliás, acho que ainda lá estou, porque ainda não me consegui habituar à ideia que tive que descer. 

tudo começou com a ideia peregrina que um amigo teve, de fazer a festa de aniversário numa penthouse em tróia. a mim bastou-me ler "tróia" no chat do whatsapp para concordar logo. quando vi as fotos da casa sugerida, fiz uma pinguinha, aquilo tinha que acontecer!

é muito raro conseguirmos combinar algo tão em cima da hora, existem sempre incompatibilidades de agenda, e ainda por cima tão longe. mas como não ia haver outra oportunidade daquelas tão cedo, ia quem conseguisse. os planos foram ganhando forma durante a semana, e no sábado às quatro da tarde subimos até ao 16º andar, carregados de comida, bebida, gelo, e boa disposição.

o apartamento em si era minúsculo, mas a área de terraço - a parte que interessava para a festança, era duas vezes e meia maior. e a vista lá de cima era... indescritível. deixamos cair o queixo, esfregamos os olhos, ajustamos as retinas, repetimos vezes sem conta se aquilo era real, porque não parecia real. 













o resto da malta foi chegando ao longo da tarde, a patuscada foi-se preparando nas calmas, e ao por do sol demos inicio às hostilidades. a festança acabou por volta das duas da manhã, pois havia quem ainda tivesse que regressar à base nessa noite.

seriam quase três da manhã quando eu e o homem atacamos o jacuzzi. a noite estava fresca, mas os 35ºC da água estavam perfeitos. desligamos as luzes todas, até as do jacuzzi, e saltamos lá para dentro. e aqui lamento, mas não é possível descrever a sensação de estar uma hora de molho em água efervescente quentinha, num 16º andar, a céu aberto, iluminados apenas pela luz prateada da lua cheia, que pairava sobre as nossas cabeças...

e ficou ainda melhor quando desligamos também as bolhinhas... não é mesmo possivel...

e sair de lá? "isto não volta a acontecer tão cedo, pois não?" repetia eu, em modo disco riscado, enquanto ganhava coragem para deixar o caldinho. por mim tinha ficado lá dentro até ao nascer do sol, mas às tantas teve mesmo que ser, a pele já não estava a achar muita piada.

nessa noite nem sequer queria dormir.. dormir, essa monumental perda de tempo.. queria ficar acordada, para aproveitar cada segundo daquela penthouse obscena. o sono venceu-me por volta das 5 da manhã, mas às 7 estava a despertar, de propósito para ver o nascer do sol da janela do quarto, para adormecer pouco depois e voltar a acordar às 9. essa manhã dividiu-se entre o pequeno-almoço, o jacuzzi, e as espreguiçadeiras do terraço. 







entretanto chegou a hora de arrumarmos a tralha, e de nos despedirmos daquele que foi o mais perfeito dos cenários de fim-de-semana de sempre.. mas podia ser pior, o dia esta impecável e a praia estava lá em baixo a chamar por nós. teria sido criminoso desperdiçar aquele que provavelmente seria o último dia de praia do ano.

desconfio é que o design hotel ficou arruinado para mim.. nunca mais vou conseguir lá estar sem dizer, "fogo, isto comparado com a penthouse não é nada". meh! vá lá que têm o spa e os quartos a favor deles hi hi hi

Há dias muito difíceis

Julho 14, 2016

na vida de uma pessoa, temos que ser fortes.. no domingo, mal acordei, fui logo enfiar-me na cozinha, ainda meio grogue do sono. preparei as minha receita secreta de sandes de atum, com toda a técnica e rigor que ela pede. eu levo isto das sandes de atum muito a sério, porque só as preparo numa ocasião especial: em dia de praia. nenhum detalhe pode falhar, nenhum ingrediente pode ficar esquecido, ou em proporções inadequadas. uma má sandes de atum, é prenúncio de um mau dia de praia. enxotei o homem da cozinha, e reclamei-a toda para mim, para atingir o nível de concentração necessário. 

aviadas as sandes, despachei-me muito rapidamente, não queria desperdiçar tempo precioso daquele dia.

tinha pela frente 130km. uma hora e uns poucos de minutos agarrada ao volante, chegamos ao nosso destino. depois ainda tive que arrastar o trolley com as tralhas da praia umas centenas de metros pela areia, até encontrarmos um bom sítio para assentar. como fazia um certo vento, perdemos alguns momentos a estudar a sua direcção, para decidir qual a melhor posição para colocar o resguardo. depois de algumas tentativas menos bem sucedidas, a tarefa foi concluída com sucesso. seguiu-se a colocação do chapéu de sol, e a preparação do restante estaminé: sacar as toalhas, a almofada, os cremes solares, e a literatura.

nesta altura já estava estafada, que mal me aguentava.. e ainda tinha que me despir!

mesmo assim, não consegui parar muito tempo quieta a descansar. levei o dia todo entre a água e a toalha, e a toalha e a água. super-cansativo, é o que tenho a dizer.. tanto que às vezes ficava a meio do caminho, caída redonda na areia. depois tinha que voltar à água para tirar a areia, e ficava presa neste loop. mas na toalha as coisas também não são fáceis. não consigo ficar muito tempo deitada na mesma posição, é uma chatice ter que virar-me constantemente..

ao fim da tarde, o processo foi todo revertido. vestir, arrumar a tralha, voltar ao carro, voltar a casa. não minto, foi um dia tremendamente extenuante. só de me lembrar dele, fico sem folgo..

ou então é lembrar-me deste cenário que fico sem folgo



não há condições..

btw, as sandes estavam deliciosas, como de costume.

Saúde Pela Agua

Setembro 28, 2015

a data a aproximar-se furiosamente e eu a atirar destinos possíveis, mas a única resposta que obtinha do homem era

"spa, eu quero spa!"

tão e aqui ou ali, que já andamos à tanto tempo a dizer que devíamos voltar

"não tem spa!"

tão e acampar, diz que vai o tempo vai estar bom, fazíamos a despedida

"spa. eu. quero. enfiar-me num spa!"

tão e..

"spa. precisamos de um spa!"

ora essa por quem sois, o homem quer spa, seja feita a sua vontade! quem sou eu para dizer "não" a uma spazada, anyway :D

vai daí que repetimos a experiência ano passado. sem tirar nem pôr. quer dizer, o quarto tinha outra orientação, e uma banheira fantástica que anulou a segunda ia ao spa, e apesar do banho turco estar para manutenção, a sauna safou a coisa (descobri que a minha antipatia a saunas não tem razão de ser). de resto foi igualzinho, até o jantar lol

se este domingo tiver sido o nosso último dia de praia do ano, então fechou a época balnear com chave de ouro. foi aproveitado até ao último raio de sol, até ao último bafo de ar quente \m/

Untitled

 

pequena homenagem às gaivotas, essa ave marinha que tanto se esforça por manter a praia limpa, que até pedaços de esferovite come (tou a ser irónica, coitados dos bichos...)

O universo às vezes tem um sentido de humor muita foleiro

Junho 08, 2015

tão no domingo passado armei-me em esquisita que não queria saber de banhos de areia e o que é que eu levei ontem à tarde em tróia?

um monumental banho de areia! 

já assisti a fenómenos parecidos, geralmente antecedem a uma carga d'agua valente.. mas este deixou-me abismada, por ter acontecido sem aviso nem nada que o fizesse prever.

chegámos à praia por volta das três e meia, o dia não tava particularmente bonito mas estava abafado e sem vento nenhum. assentamos arraiais e nem meia-hora tinha passado quando a amiga da sis comenta "está a levantar-se vento".. segundos depois vem do lado do mar uma rajada tão poderosa que levou chapéus de sol pelos ares.. aquilo não é brincadeira, se apanha alguém pelo caminho pode ser bastante chato. dessa rajada até ao caos instalado foram segundos!

o vento era tal maneira forte que o nível do mar até pareceu ter subido, e o que antes parecia um lago, agora estava numa cor e agitação assim pró medonhas. mal conseguia olhar na direcção dele, que mesmo completamente enrolada na toalha e com óculos, entrava-me areia para os olhos. aliás, entrava-me areia para todo o sítio, olhos, nariz, boca, ouvidos... ao princípio teve piada, mas rapidamente deixou de ter. agarramos nas coisas e ala dali para fora, não fosse a coisa ficar ainda mais feia.

num momento estava um dia de praia absolutamente normal. pessoas esparramadas na areia, pessoas passear de um lado pro outro, pessoas a tomar banho, pessoas a brincar, pessoas a ler, pessoas a espremerem-se umas às outras, pessoas a tirarem selfies em posses ridículas, pessoas a enfardar sandes enroladas em papel de alumínio, pessoas a passar loção..

..no outro estávamos literalmente a ser escorraçados para fora da praia. a intensidade do vento era continua e não perdia força. às tantas já ninguém se incomodava em segurar ou ir buscar os chapéus que eram arrancados pela força do vendaval e rebolavam desenfreados até às dunas, e até um colchão de ar veio disparado do banco de areia, a 3km dali.. um pandemónio que só visto!

nunca vi uma praia vazar tão depressa lol

mas fiquei lixadona, claro que fiquei! quer dizer.. fiz questão em levar lá a sis para ir conhecer aquele pedaço de paraíso que tanta publicidade lhe tenho feito, hora e meia fechados no carro para lá chegar, e sucede aquilo? que primeira impressão do caraças..

no meio daquela confusão de vento, areia, chapéus no ar, pessoas em pânico, gritos e choros e ainda a reclamar por terem pago um dia de estacionamento e terem que sair dali tão depressa, ainda conseguimos resgatar uma gaivota, que estava quase enterrada na areia sem se conseguir mexer.. mas sobre a sina da bixa ainda aguardamos desenvolvimentos..

Vá, já chega de falar em trabalho

Outubro 03, 2014

bora lá retomar a programação habitual aqui do estaminé, que tenho que deixar registado o meu fim-de-semana passado para mais tarde recordar :D

 

tava complicado arranjar programa para a celebração do nosso 13º aniversário, aquela data que não pode falhar nem que o apocalipse tenha sido anunciado para o mesmo dia.

 

para ondé que vamos, para ondé que não vamos, ai tou cansada, não me apetece ter de conduzir muito, praqui já não dá que tá cheio, prali não sei se quero, mi mi mi mi meh meh meh meh….TRÓIA!

 

pode não ter sido a ideia mais criativa de sempre, mas fazia todo o sentido, já que aquele sítio foi a estrela do nosso verão.. e eu gosto muito de voltar onde já fui feliz. e o hotel tava na to do list havia uns anos, anyway :)

 

tão no sábado lá fomos, lançados ao nosso destino, debaixo de uma tempestade medonha que em nada diminuía o nosso entusiasmo de dedicar as próximas 24 horas à fina arte de não fazer ponta dum corno. isso e de nos irmos enfiar numa sala cheia de vapor sufocante e suar que nem uns cavalos, expurgar os nossos males lolão

 

é que nem perdemos tempo, foi chegar e vestir os fatos de banho. tivemos duas horas enfiados no belo do SPA, entre o banho turco e a piscina aquecida, com jacuzzi integrado. opá que maravilha, que maravilhaaaaaa.. aquilo soube-me pela vida e deixei uma boa parte stress que levava à boleia comigo naquela água.

por mim até tinha passado a noite lá dentro, mas às tantas já tinha a pele tão engelhada que achei que isso provavelmente não seria grande ideia. além disso, tinhamos patuscada marcada.

 

o nosso jantar de aniversário teve tudo a ver connosco: num tasco em comporta, a devorar ovos mexidos com farinheira e lagartos com batata-frita. mais romântico que isto é impossível muhahaha e o homem ainda conseguiu cravar o segredo dos ovos, que estavam terrivelmente gulosos!

 

domingo acordou muito bem disposto e nós com ele. dormi maravilhosamente bem, acordei num quarto a transbordar de luz, algo que a-d-o-r-o (god knows why), completamente relaxada.

 

depois do pequeno-almoço enfarta brutos, fomos enfiar-nos novamente no SPA, que eu conseguia ouvir aquela água deliciosa a uivar pelo meu nome.. mais a mais, havia que fazer render o preço da estadia, ah poizé!

 

ao meio-dia e com um tempo encantador lá fora, despedimo-nos do hotel e fomos aproveitar aquele dia de praia dado de borla (e provavelmente o último do ano). a maré tava baixa e andámos a passear pelos bancos de areia às portas do sado. quando começou a subir, a areia que estava exposta ao sol aqueceu a água e recriou ali um efeito "caraíbas" que ainda deu para tomar banho. opá.. TÃO BOM!

 

ainda nos deixamos dormir por duas vezes no areal, antes e depois do almoço, e regressámos à base ao cair da noite, completamente zen. foi um belo dum fim-de-semana, tavamos *mesmo* a precisar daquilo. deu para descansar e repôr o stock de energia para os dias que se seguiam, que iriam (e foram!) diabólicos. a repetir!

Navegadores de fim-de-semana

Agosto 28, 2014

tão no domingo passado quis saber se ainda me aguentava de pé em cima duma prancha e como já tinha topado que em tróia havia disso, foi novamente o nosso destino de praia.

assentámos arraiais ao pé do tasco e ala que se faz tarde. o dia tava bom, não havia muito vento e ondulação nem vê-la. fixe!
a novidade foi pranchas rígidas ao invés de insufláveis como as do centro de lagos (e nem sequer nos apercebemos desse pormenor, só descobrimos mais tarde ao googlá-las). não gostei tanto, apesar de parecem ser mais fáceis de manobrar, não achei que tivessem tanta estabilidade..
o homem também ficou com a mesma opinião. boas noticias para nós, pois sa'gente se meter naquilo terão que ser insufláveis, por questões de logística.. não tou para andar a passear dois barrotes gigantescos amarrados ao tejadilho do cascas por esse país fora.

tão lá fomos os dois mar a dentro, ora em pé ora sentados, rumo a uma "ilha" que se avista da praia, bastante populada por sinal.
ainda demorámos um bocado a lá chegar.. a modos que está mais afastada do que parece. havia um ou outro caramelo a fazer razias para provocar ondas e mandar a malta ao mar, mas tiveram azar muhahaha ainda não foi desta :D


a tal ilha é um banco de areia enorme* onde até plantas crescem, com uma vista brutal para a serra da arrábida. é a bem dizer, uma praia exclusiva para quem tem transporte marítimo, num dos lados forma uma espécie de marina natural onde o pessoal aporta os barcos e as motas de água e abanca lá o dia todo. 

não deu para ficar lá muito tempo, que só tínhamos as pranchas por uma hora.. uma pena, por mim passava lá o resto da tarde.
also, desta vez não me apeteceu ir com o telemóvel atrás e depois arrependi-me, bah..


o regresso foi todo em pé. apesar da corrente estar um bocado mais forte, nem por isso fiquei muito cansada (o truque da alavanca do havaiano funciona w00t). 

já o homem saiu da água a lamentar-se. o gajo que nos alugou o equipamento comentou que não era de admirar, que aquilo é tipo "ginásio em cima de água". e é capaz de ter razão, à primeira vista pode não parecer mas não há musculo no corpo que não se apresente ao serviço naquela combinação de remar enquanto se tenta manter o equilíbrio. tou rendida!

* a foto tem dois anos mas não me parece que esteja muito diferente do que vimos

Caraíbas alentejanas II

Agosto 04, 2014

o domingo acordou tristonho, ofuscado por umas nuvens assim com ar pesadão, mas ao abrir a janela senti-lhe a temperatura e gritei "WOW TÁ CALOR.. BORA PRÁ PRAIA!!" coisa rara este verão..

 

eis que o homem vem de lá e sugere um programa de festas diferente do habitual: deixar o carro em setúbal, apanhar o barco para tróia, e experimentar aquelas praias dali ao inicio da península, que nem eu nem ele conhecíamos…

...nós, que batemos a costa alentejana de cima a baixo e de baixo a cima, nunca tínhamos assentado o cú nas praias de tróia… e as vezes que passámos por lá, não há desculpa.. shame on us!!

nada mal pensado migo, nada mal!

carro estacionado, bilhetes comprados, catamaran chega, catamaran parte, cerca de quinze minutos de viagem, golfinhos a passear no sado perto do cais. tróia!

tá giro aquilo. bonito, bem tratado e cheio de vida nesta altura do ano.

a praia eleita, a do bico das lulas, não estava muito populada. o céu continuava salpicado de núvens mas a tarde estava impecável, quente e sem vento nenhum. o mar parecia uma piscina.

em vez de ficarmos apenas escarrapachados na toalha a fazer fotossíntese, como de costume, decidimos ir dar uma voltinha junto ao mar, tirar as medidas ali ao pedaço, que aquilo é realmente muito bonito.

praias (quase) desertas de areia branca fininha que é um mimo. já não é a primeira vez que reparo que aquelas praias fazem lembrar caraíbas e realmente, só falta aquela língua de areia umas fileiras de coqueiros e a coisa ia lá.. menos a água morna, vá :D

 

...se bem que ontem estava surpreendentemente "quentinha"!

andámos, andámos, andámos.. quando demos por nós estávamos a ficar assim pró cansados e com sede.. a modos que a desesperar por um oásis em forma de bar de praia. ainda tivemos que andar mais umas boas centenas de metros até à multidão que avistávamos ao de longe. ali havia um bar de certeza... ou então assaltávamos a geleira de alguém :D

quando finalmente alcançamos a entrada da praia, demos conta que fomos parar à praia atlântica.. a alguns 5kms das nossas toalhas.. jazus!

e vá lá que tínhamos as carteiras connosco. havia de ser giro termos que voltar atrás sem um lanchinho e uma bebida fresca no bucho. já vinha a olhar prá água do mar com ar guloso e a pensar que em último caso, lá teria que ser LOL

recarregámos baterias e toca de fazer o caminho de volta. a tarde teria sido perfeita se nos entretantos não se tivesse levantado uma ventania chatinha, daquela que levanta a areia no ar e atira-a contra a malta. 

 

de regresso ao bico das lulas, o nosso estaminé era o único que restava no areal. estivemos por ali até ao pôr-do-sol e depois fomos nas calmas, pela praia fora, até ao cais. mais 2km. bela caminhada que o dia rendeu, fiquei com as pernas feitas num oito.

 

a viagem no catamaran é rápida e bastante confortável. um bocado cara é verdade, mas contas feitas, até compensa. poupa-se tempo, combustível e pneus :)


a repetir, sem dúvida alguma!

First world problems... IV

Julho 28, 2014

às vezes dá-me assim umas paragens cerebrais e vou-me meter em sítios que tou farta de saber que devia fugir deles como o diabo da cruz.. como ontem por exemplo, que achei que era um bom dia para ir lagartar ali prós lados da comporta. tava calor e a praia é bonita, sei lá..

 

a quantidade de carros estacionados na berma da estrada era um prelúdio da confusão que lá estava instalada, mas que ainda assim não me demoveu do meu objectivo. não me apetecia conduzir mais 10 minutos até à praia mais próxima, anyway.

 

fiquei com o feeling que a comporta tá a dois verões de mudar de nome para caparica - tava de tal modo atafulhada, que para além de não haver espaço livre nenhum entre as "quintas", tornava-se quase impossível atravessar a selva de chapéus de sol à procura de poiso, já para não falar na dificuldade em assentar o pé sem tropeçar na malta que se banhava ao sol. até chegarmos a uma zona que tivesse pelo menos 10 metros de distância entre toalhas alheias ainda palmilhámos umas quantas centenas de metros. nem quero imaginar como será em agosto!

 

acho que tenho que levar um bloco de post-its para o carro e começar a assinalar os sítios proibidos durante o verão e espetá-los no pára-brisas :P



mas é tão linda :')

Caraíbas alentejanas!

Setembro 02, 2012

tão perto aqui do quintal :D
 

comporta(porcaria de câmera, ráistaparta que nunca mais chega o dia 12 de setembro hihihihi)

 

nunca tinha apanhado a comporta num mood tão pacifico, parecia um lago. 
tava um daqueles calores que mal se aguentava, mesmo junto do mar, onde normalmente está mais fresco. pena que a temperatura da água nem por isso acompanhou as tendências.. mesmo assim, este deve ter sido o melhor dia de praia do ano. apetecia percorrer aqueles 60km de costa maravilhosa a pé.

 

e brisa quente a soprar o dia todo? mmmmmmmmmmm... bliiiisssss...

os mosquitos é que se aproveitam da situação e correram connosco da praia logo ao anoitecer... chupistas!

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mIRC.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e (sempre que a preguiça não a impede) gosta praticar exercício físico.

mantém uma pequena bucket list de coisas que gostava de fazer nos entretantos.

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores:
#12   #11   #10   #9   #8   #6   #5   #4

seguir nos blogs do SAPO

email: [email protected]

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

'Le Archive

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2013
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2012
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2011
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2010
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2009
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2008
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2007
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2006
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2005
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2004
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2003
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D